Jaboatão vai conquistar você

19/10


2021

Serra Talhada se torna cenário para série de streaming

O município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú, está sendo cenário para a gravação da série Guerreiros do Sol, uma nova aposta da Globo Play. O produtor local Luciano Peixinho está integrando o time de profissionais responsável pela produção. As informações são do blog Baixa Verde Notícias.

Segundo a produtora Sertão Mídia, a viagem começa em Serra Talhada, com os escritores George Moura e Sergio Goldenberg, que já escreveram várias obras no Sertão pernambucano. A série será produzida nos estados de Pernambuco, Bahia e Alagoas.


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Caruaru - Jan 2022

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23/01


2022

Frente a Frente com Fidel Castro

Quantos jornalistas brasileiros da minha geração já tiveram uma chance de entrevistar Fidel Castro? Posso estar enganado, mas se contam nos dedos. Eu sou um deles! Com um detalhe: embora não tenha sido exclusiva, com a presença apenas de mais dois jornalistas, se deu no suntuoso Palácio da Revolução, em Havana, capital cubana, em 2002.

Eu nunca imaginei estar frente a frente com o mito, líder autoritário ou um simples tirano? Na verdade, Fidel foi uma lenda revolucionária, algoz do imperialismo americano para a esquerda militante.

Último sobrevivente da Guerra Fria, foi o ator político do século XX que mais manchetes colecionou durante seus 47 anos de poder absoluto em Cuba. Teve incontáveis mortes anunciadas, além de mais de 600 tentativas frustradas de assassiná-lo, incluindo planos da CIA que envolviam milkshakes de chocolate com cianureto e roupas de mergulho infectadas com bactérias mortais.

Eu estava em Brasília quando Eduardo Monteiro, empresário do açúcar e do álcool que se apaixonou pela notícia impressa em papel com cheiro de tinta, ligou me escalando para a missão de acompanhar a delegação de Lula que passaria dez dias em Cuba, com direito a ser recebida por Fidel. Não acreditei. Incorporei-me ao grupo de Lula em São Paulo numa noite que virou a madrugada até o desembarque na ilha cubana.

Peguei a biografia de Fidel para ler no voo. A trajetória de Fidel Alejandro Castro Ruz começa em agosto de 1926 no pequeno vilarejo de Birán. Seu pai, Ángel Castro, era um fazendeiro galego que chegara a Cuba como soldado substituto ao fim da guerra de independência, e sua mãe, Lina Ruz, trabalhava como empregada na fazenda da família. 

Fidel foi o terceiro dos sete filhos que Ángel teve fora do casamento, e não recebeu o sobrenome do pai até a adolescência, quando seus pais finalmente se casaram. Estudante de Direito na Universidade de Havana, Fidel se juntou à tentativa de expedição armada para derrubar o ditador dominicano Rafael Leónidas Trujillo, em 1947. Um ano mais tarde, já ocupando uma posição de destaque entre as lideranças estudantis, teve sua primeira experiência de insurreição popular, ao participar de uma revolta em Bogotá, após o assassinato do líder liberal colombiano Jorge Eliécer Gaitán.

O golpe de Estado liderado pelo sargento Fulgencio Batista em 10 de março de 1952 mudou para sempre a História de Cuba e de Fidel, que participou do ataque ao quartel de Moncada, no ano seguinte. Preso, assumiu a própria defesa, afirmando que a História o absolveria, apresentou seu plano político e revolucionário, e foi condenado a 15 anos de prisão. 

Anistiado em 1955, partiu para o México, onde conheceu Ernesto “Che” Guevara. Retornou a Cuba no ano seguinte e iniciou a luta guerrilheira que derrubaria Batista na madrugada de 1º de janeiro de 1959.

O encontro com Fidel se deu durante um almoço para Lula e sua comitiva. Entramos no Palácio da Revolução depois de uma revista rigorosa. Nunca vi tamanha segurança. O Palácio é um acinte à pobreza franciscana dos cubanos, em alguns salões vi prata e ouro. O almoço foi outra agressão ao que vi na face de dificuldades do povo cubano nas ruas de Havana e Varadero, por onde começamos o périplo: lagosta, camarão e ostra, só faltou caviar. Um bom vinho de entrada e até morrito, tradicional bebida cubana preparada com rum.

Fidel almoçou ao lado de Lula. Depois de degustarem também um original charuto cubano, o líder revolucionário nos recebeu para a entrevista. Logo na introdução, falou 30 minutos, sem direito a interrupção. Eu, por exemplo, tentei duas vezes fazer uma pergunta sobre o embargo americano, mas ele levantava a mão com o sinal de reprovação, com seus seguranças pedindo para aguardar. Em duas horas e meia, eu e mais dois jornalistas, um do Estadão e outro da Veja, só conseguimos fazer uma ou duas perguntas. Cada resposta era dada como um discurso sem fim. 

Só assim compreendi que não estava no mundo do folclore a versão de que os discursos de Fidel duravam uma eternidade. Por meio século, Fidel governou a ilha com longos discursos e utilizou a televisão para manter o apoio popular, um tesouro político que administrou com a mesma habilidade com que se livrou dos inimigos e com a qual usou os aliados para montar seu sistema político, no qual o Exército e o Partido Comunista foram os pilares do poder.

Entre 1989 e 1993, o mundo despencou para o socialismo cubano. A perda repentina de 90% de seu abastecimento e de 35% de seu PIB levou o governo do país a aceitar uma série de reformas. Já em 2003, Fidel não hesitou em enviar à prisão 75 dissidentes, apesar da unânime condenação internacional. Na época, a chegada de Hugo Chávez ao poder na Venezuela revigorou os velhos sonhos de estender a revolução por todo o continente, e a troca de petróleo por serviços de saúde se tornou o pilar da economia cubana.

Uma grave doença intestinal tirou Fidel da Presidência em julho de 2006, dando início a um processo de reformas controlado que manteve o líder da revolução em segundo plano, escrevendo artigos e mantendo suas críticas aos Estados Unidos. Em 2015, em meio à retomada de relações entre os dois países, Fidel se pronunciou numa carta, apoiando as medidas promovidas por seu irmão, mas afirmando não confiar na política americana.

Fidel morreu com 90 anos em 2016. Na noite de 31 de julho de 2006, surpreendeu Cuba e o mundo com o anúncio de que cedia o poder ao irmão Raúl, em caráter provisório, depois de sofrer hemorragias. Foi a primeira vez que saiu do poder. Sem revelar qual doença o afetava, Fidel admitiu que esteve à beira da morte. Perdeu quase 20 quilos nos primeiros 34 dias de crise, passou por várias cirurgias e dependeu por muitos meses de cateteres.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

23/01


2022

De bigu com a modernidade

Jeep Compass: o que o faz ser tão popular?

 O SUV médio chegou ao Brasil, importado dos Estados Unidos, em 2012. Passou despercebido. No fim de 2016, a FCA, nascida da junção das marcas Jeep, Fiat e Chrysler, descobriu a bússola (compass, em inglês). Por isso, neste começo de 2022, as várias versões do Compass bateram a histórica marca de 300 mil unidades vendidas no Brasil. De nada adiantaram, desde então, lava-jatismo, derrubada de presidente legitimamente eleito, pandemia, crise econômica e negacionismo. Em 2017, primeiro ano fechado de vendas, os brasileiros levaram para suas garagens 49.194 Compass; em 2021, já tinham sido 70.918 unidades vendidas - o que garantia sozinho quase a metade (48,5%) de participação no segmento de SUVs médios. Foi um dos 10 veículos mais comprados: ficou na sexta posição no ranking geral e na segunda entre os SUVs - atrás apenas de seu irmão Renegade. 

Enfim, quais as razões de tanto sucesso para esse modelo global, que começou a ser fabricado no Brasil e só depois no México, na China, na Índia e na Itália? Este colunista testou o modelo em quatro versões de acabamento ao longo dos últimos quatro meses. Uma, com motor turbodiesel 2.0 e 170cv de potência e câmbio automático de 9 marchas associados ao sistema de tração 4x4 com reduzida e seleção de terreno. As demais, com o 1.3 turboflex T270 de até 185cv e 27,5kgfm de torque e transmissão automática de 6 marchas. Vamos, então, tentar entender esse SUV? “O Compass é sucesso porque trouxe para a sua categoria um alto nível de tecnologia e design”, avalia Alexandre Aquino, diretor do Brand Jeep para a América Latina.

Tecnologia - O modelo ganhou, por exemplo, a Adventure Intelligence, uma plataforma de serviços conectados exclusiva da Jeep, para entregar conveniência, assistência e entretenimento com mapas inteligentes, chamadas de emergência e Wi-fi hotspot, que conecta até oito aparelhos no sistema nativo do automóvel. A operação é intuitiva. Foi fácil obter informações, de longe, sobre o nível de combustível e pressão dos pneus. O Wi-fi embarcado, embora não seja novidade no mercado (e aí, sim, pouco intuitivo), tem detalhes interessantes a partir do mapa integrado - que, sob comando, cruzou a distância de Pirenópolis com o que tinha de combustível no tanque e indicou qual seria o melhor posto para abastecimento. O Adventure, aliás, pode usar a Alexa, assistente da Amazon, e a tela do multimídia de 10,1" tem excelente resolução, com respostas rápidas. O Apple CarPlay e Android Auto não exigem fio para se conectar e ainda com carregador por indução. 

Motor - O novo motor turbo flex T270 acabou com um travador de vendas: Compass só valia a pena, entendiam os consumidores, se fosse a diesel. O motor 2.0 flex, aspirado, que entregava até 166cv e 20,5kgfm era bem mais fraco do que o atual 1.3 turbo - que rende até 185cv com etanol e torque de 27,5kgfm (daí o nome T270). 

Já o Compass equipado com o TD350, o antigo comando giratório no console central para acionar a tração integral passou a usar botões discretos (lock 4WD e 4WD low). E ainda tem auto hold e assistente de descida de rampas. E a autonomia e o consumo? Vejamos: o 1.3 turbo, se abastecido com gasolina, fica na faixa dos 9,0 km/litro na cidade - e dependendo da força do pé do condutor. Ou pouco mais de 13km/litro na estrada. O câmbio de 9 marchas do diesel é mais suave e rápido nas trocas. 

Segurança - Além disso, também trouxe novos itens de direção autônoma e no mínimo seis airbags até mesmo nas versões mais baratas. O opcional Pack High Tech, por exemplo, reconhece placas de trânsito, tem farol alto automático e detector de fadiga do motorista. E, claro, alertas de colisão com frenagem automática e de saída de faixas, piloto automático adaptativo. A versão avaliada no sertão e litoral nordestino foi a S, com motor 1.3.  A quantidade de mimos é generosa: até o banco do acompanhante tem acionamento elétrico. 

Aventura - A marca preza, historicamente, pelo incentivo à fuga do lugar-comum (neste caso, físico): a adrenalina tem que pulsar nas veias, a barriga deve sentir aquele frio característico, a emoção deve ser mote de vida. Aliás, vale ver (ou rever) o vídeo que a Jeep mostrou em suas redes sociais no fim do ano. Nele, a questão: o que é aventura? Uma viagem longa ou alguns segundos mais ousados, digamos assim?  A preocupação com um estilo aventureiro tem como foco a topo de linha Trailhawk, diesel, testada pela coluna De bigu com a modernidade: pneus de uso misto, um charmoso capô adesivado e teto preto e suspensão elevada off-road, protetores de cárter etc. Esta versão leva o selo "Trail Rated", uma espécie de chancela da marca para a capacidade off-road nas piores (ou melhores) trilhas. Ela vem com tração integral (drive low) e câmbio de nove marchas até com paddle shift. 

Estilo - As mudanças recentes no Compass o deixaram mais estiloso, principalmente por causa do interior, totalmente inédito com bom acabamento no painel das portas e volante, por exemplo. Desde a versão mais básica, faróis full-LED e pareamento sem fio com o Android Auto e Apple CarPlay. Aliás, o estilo foi o ponto mais forte citado pelos donos do Compass na tradicional pesquisa da revista Quatro Rodas. Em seguida, vêm ergonomia, espaço, tamanho da rede e preço de revenda. A porta USB, as tomadas e a saída de ar para os passageiros de trás dão um toque final. Ah, por fim, o sistema de som de 506 watts da Beats.

O que pesa contra - O motor aspirado 2.0 era o calo, mas foi eliminado. O porta-malas poderia ser maior? Por quase 2 quilômetros rodados pelo interior de Pernambuco e litoral da Paraíba, deu um certo trabalho acomodar duas malas (uma de 23km admitida em voos nacionais e outra de 32 km). E vejam que a Jeep diz que, na reformulação da linha 2022, o volume que era de 410 litros pulou 476 litros! Na verdade, isso merece uma explicação à parte: os engenheiros da marca apenas adotaram outro método de aferição de volume (no caso, levando em conta o espaço integral, em líquido, não o que usa formas cúbicas variadas até completar o todo o porta-malas). Os preços das peças e de contratação de seguro? Nos fóruns das comunidades de fãs da marca, esse são os dois problemas apontados. Quanto ao preço, veja a imagem ao lado: o preço final da versão mais barata, a Sport, com poucos acessórios, sai por R$ 164 mil. A Limited com cor especial e um pack de segurança e condução semi-autônoma vai aos R$ 201,8 mil.

Curiosidades - O Jeep Compass produzido em Goiana (PE) abastece 16 países de língua espanhola: Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicaragua, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.
E é vendido em mais de 100 mercados em todo o mundo. No Brasil, a cor branca é mais vendida - sendo a versão Longitude flex a queridinha por aqui. 
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Briga de ‘populares’: o que muda no Mobi e no Kwid - Os dois subcompactos mais conhecidos - e relativamente baratos - do mercado nacional apresentam neste começo de 2022 algumas mudanças. O segmento dos chamados populares, deixado de lado por várias montadoras, ganha uma sobrevida: entre perdas e ganhos, qual ficou mais interessante para o consumidor que leva em conta na hora da compra preço, consumo, conforto e segurança? Vejamos: A linha Mobi 2022 ganhou nova calibração do motor - o que significa uma redução no consumo em até 7,9% e uma autonomia que pode superar os 700 km. Para tanto, perdeu (pouco, na verdade) potência e torque: antes, rendia até 75 cv e 9,9 kgmf com etanol - e agora entrega até 74cv e 9,7mkgf. 

O modelo também passa também a vir com sistema de monitoramento contínuo da pressão dos pneus. Se o sistema detectar a perda de pressão em um ou mais deles, um alerta é emitido na cabine. Além de ser um aviso antecipado em caso de furos, serve como aviso quando os pneus estiverem com baixa pressão, contribuindo para que o Mobi tenha a melhor eficiência energética possível. Em relação ao motor, o Fire Evo foi adequado para atender às novas normas de emissões Proconve L-7 (PL7) e isso permite agora um consumo de até 15 km/l com gasolina no circuito rodoviário. 

O pacote de mimos de série continua: ar-condicionado, direção hidráulica, vidros e travas elétricas, freios ABS e airbag duplo. Como opcional, volante multifuncional com controles do som, bluetooth com conexão simultânea para até dois smartphones e sistema multimídia UConnect com tela de 7 polegadas e conexão Android Auto e Apple CarPlay sem a necessidade de fios.  O Mobi tem 3,566m de comprimento, 1,633m de largura, 1,505m de altura e 2,305m de entre-eixos. O porta-malas só leva o equivalente a 215 e o tanque de combustível tem capacidade para 47 litros. O pequenino teve emplacadas no ano passado 65.847 unidades.

Preços: R$ 60.990 para a versão Like e R$ 63.990 para a Trekking

Segurança a mais - O Renault Kwid, popular hatch da marca francesa, ganhou mudanças visuais, passou por uma atualização mecânica e até incluiu mais equipamentos - essencialmente de segurança, o que é muito bom. Por exemplo: ele terá controles de tração e estabilidade de série - e em todas as versões, incluindo os já tradicionais 4 airbags. Além de assistente de partida em rampas, monitoramento de pressão dos pneus e computador de bordo em todas as versões. 

Para tanto, os preços vão de R$ 59.890 a R$ 67.690. 

Em relação ao design, os faróis dianteiros ficaram mais abaixo, com as luzes diurnas em LEDs um pouco acima. Nas laterais, só troca de rodas e calotas. Internamente, painel de instrumentos com tela digital, nas versões mais caras, um multimídia de 8" com espelhamento via Apple CarPlay e Android Auto.

Mercedes-Benz: chega a nova geração do Classe C - A nova geração do sedã premium da marca alemã vem para o Brasil em duas versões (a C200 AMG Line e C 300 AMG Line), com preços de R$ 349.900 e R$ 399.900, respectivamente. Ele ficou maior (com 4,75 m de comprimento, ou 65 mm a mais) e ganha uma cara bem esportiva da AMG (faróis com formato angular e luzes de led na versão C 200, por exemplo) e grade conta com dimensões maiores. Os motores (turbo a gasolina de quatro cilindros) agora têm um gerador de partida integrado (ISG) para assistência inteligente em baixas rotações: é uma espécie de híbrido leve, de segunda geração, de 48 volts, que garante funções como impulso ou recuperação de energia. Assim, a partida é rápida e confortável, de modo que a função start/stop é quase  imperceptível. As versões C 200 (204 cv) e C 300 (258 cv) são equipadas com o motor a gasolina M254 de quatro cilindros.

JAC E-J7: elétrico com preço de rivais a combustão - E acaba de desembarcar no mercado brasileiro o primeiro sedã 100% elétrico da JAC Motors, é o décimo veículo elétrico da marca chinesa controlada no país pelo brasileiro Sérgio Habib. Com 193cv de potência, 34,7kgfm de torque e 4,77 metros de comprimento, ele promete encarar até os modelos premium do mercado nacional - como o BMW 320i GP, dono de 66% das vendas do segmento de sedãs grandes. O elétrico da JAC é 6cm maior e 1cm mais largo e o motor oferece 6cv a mais, assim como o torque máximo de 4,1kgfm extras, e ainda leva a vantagem de emitir zero poluentes. Seu preço? R$ 264.900, ou R$ 34 mil mais barato do que o BMW 320i GP. O E-J7 possui 402km de autonomia e baterias de fosfato de ferro de lítio com capacidade máxima de 50,1 kWh. Faz, de 0 a 100 km/h, em 5,9 segundos. O custo por km rodado é de R$ 7,75/100 km.Como mimos, um sistema multimídia com conectividade Apple CarPlay e Android Auto e tela vertical de 13 polegadas (como um iPod). 

A Neoenergia e os elétricos - A empresa de energia integrante do grupo espanhol Iberdrola e com atuação em 18 estados brasileiros e no Distrito Federal vai oferecer soluções de mobilidade para seus clientes - residenciais e comerciais ou mesmo empresas que queiram eletrificar suas frotas de veículos. As soluções são diversas e vão desde a configuração à vistoria técnica e à instalação. Por enquanto, o DF e mais oito estados – São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte – oferecem o serviço. O trabalho é feito em parceria com a fabricante brasileira de estações de recarga WEG. Essas estações possuem medição de energia e são inteligentes, com protocolo de comunicação aberto, conexão à internet e a plataformas de gestão de recarga. 

Novo Cruze - O sedã médio da Chevrolet vai ganhar uma versão especial, a Midnight - aquela com foco na cor preta. O evento de apresentação on-line para jornalistas será em 26 de janeiro. Não devem surgir novidades em relação ao tradicional conjunto de motor e câmbio. 

VW 25.460: caminhão conectado e confortável - O modelo Volkswagen com motor MAN D26 12.4 para entregar 460 cavalos veio para mostrar uma série de novidades no portfólio estradeiro da marca. A  transmissão automatizada Traxon de 12 marchas ganhou nova calibração: o modelo com tração 6x2 tem capacidade máxima de 70 toneladas. A cabine ganha mais atributos: suspensão com quatro bolsões pneumáticos trazendo um nível de conforto diferenciado, cinto de segurança integrado no banco do motorista e climatizador montado de fábrica. Todas as unidades do modelo já saem de fábrica com a plataforma de conectividade RIO, para propiciar a telemetria e os consequentes ganhos operacionais.

O sistema de direção é totalmente novo. Dois tanques de 470 litros de combustível agilizam a logística operacional, garantindo grande autonomia. O extrapesado VW também dispõe de tanque para 100 litros de Arla 32, a maior capacidade da categoria, o que maximiza a produtividade por evitar a necessidade de abastecimento durante a viagem. O 25.460 vem  bloqueio do diferencial do eixo traseiro e o sensor de inclinação para ajustar a rotação e melhorar o consumo de combustível. Já o Eco-roll aproveita a inércia quando possível e coloca a transmissão em neutro de forma segura e controlada, reduzindo o consumo de combustível.?

Bateria: cuide do coração do carro - Você costuma revisar o estado do óleo, do filtro de ar, dos pneus e até do limpador de parabrisas, certo? E da bateria? Espera que ela ‘apague’ para agir? A Heliar, conhecida marca desse produto, montou uma pequena cartilha - que o blog compartilha aqui. Éder Inácio, analista de suporte técnico na Clarios, responsável pela produção da marca Heliar, explica que o primeiro passo é atentar para o estado atual da bateria instalada no carro, seguindo essas orientações:
Inspecionar os terminais para verificar se não existe alguma oxidação ou zinabre, que é gerado a partir da reação química do ácido sulfúrico, oxigênio do ar e metal do polo ou contato.

Checar se a bateria está bem presa aos terminais dos polos. 

Se a bateria possuir um indicador de carga, observar qual é a coloração atual. A leitura da indicação desse dispositivo permite saber se está carregada ou não.

Checar o sistema de carga do carro (em loja de confiança) para avaliar, por meio do equipamento de descarga, se a bateria está “prestes a morrer” ou se está apta para uma viagem.

Caso seja necessário trocar a bateria, optar por uma substituta que apresente a mesma capacidade de C20 (tempo de descarga de 20 horas) ou maior, nunca menor. Ampere-hora ou C20 é um indicador de quanta energia é armazenada em uma bateria, ou seja, a energia que uma bateria pode fornecer continuamente por 20 horas, a 25 °C, sem cair abaixo de 10,5 volts.

Outra medida importante quando se trata de bateria são os amperes de partida a frio, a corrente de descarga de alta taxa em baixa temperatura também conhecida como amperes de partida a frio (CCA). “Um CCA baixo acelera a manutenção do carro, pois pode causar problemas como maior desgaste das escovas do motor de partida, desgaste das velas e em todo o conjunto da partida do carro.

Por isso, é importante optar por uma bateria com uma boa especificação, CCA alto e a capacidade de C20 igual ou maior em relação à original do carro. Assim, a tendência é que a bateria sofra menos desgaste e tenha uma maior durabilidade e melhor desempenho no carro”, aconselha Eder Inácio.

Carro parado - Mesmo sem uso, os sistemas elétricos como o computador de bordo e o relógio podem descarregar a bateria lentamente, o que significa que o carro pode não dar partida se ficar parado por muito tempo. Se o veículo precisar ficar parado por mais de 21 dias, uma alternativa é desconectar a bateria, tendo ciência de que isso irá redefinir todos os sistemas eletrônicos e configurações do veículo, portanto, é bom estar preparado para reajustar o relógio e demais itens. 

Para desconectar a bateria, basta remover o cabo da porta negativa. Ao realizar esse procedimento, não deixar as extremidades negativa e positiva do cabo se tocarem em nenhuma circunstância. Se os cabos entrarem em contato ou até mesmo fecharem, pode haver consequências, incluindo danos ao alternador e cabos ou até mesmo ferimentos.

“Após o período de 21 dias, corre-se o risco de ficar sem a partida, mesmo o carro não apresentando uma excessiva fuga de corrente. Antes disso, é preciso andar com o carro para que a bateria recarregue”, recomenda o analista de suporte técnico na Clarios.

*Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.


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Petrolina Dezembro 2021

22/01


2022

Para matar a saudade

Depois de tantas homenagens ao ex-governador Leonel Brizola, que se vivo ainda faria hoje 100 anos, nada melhor do que um mergulho na história com um Jingle da sua campanha na voz da maravilhosa sambista Beth Carvalho. Veja!


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22/01


2022

Janones, o candidato inesperado

Por Marcelo Tognozzi

Os nem-nem, que não querem nem Bolsonaro e nem Lula, estão começando a apalpar um candidato para chamar de seu. É o que revela a última pesquisa PoderData sobre a sucessão presidencial.

André Janones, 37 anos, deputado mineiro de 1º mandato pelo Avante, chegou à Câmara a bordo de 178 mil votos depois de uma campanha de R$ 60 mil feita pelas redes sociais. Sem fazer campanha, ele está empatado com o governador João Doria e 1 ponto atrás de Ciro Gomes.

Magro, 1,70m, fala simples e fácil de entender, Janones conquistou algo raro na política destes nossos tempos de fake news: credibilidade. Faz suas lives explicando com linguagem simples, direta e retumbante tudo sobre o auxílio emergencial e coisas que mexem com o dia a dia do cidadão. No Facebook são 7,9 milhões de seguidores, 128 mil no Twitter e 2 milhões no Instagram.

Janones tem linha direta com o Brasil profundo do celular pré-pago e pacote do

Facebook ilimitado. Por isso, tanta audiência nesta rede social. Sua conversa é um papo reto com o brasileiro invisível nas metrópoles, mas que faz a diferença no interior. Nada a ver com candidatos folclóricos como Cabo Daciolo ou Enéas. Muito menos se parece com Marina Silva, política com bom trânsito na elite paulista, queridinha das ONGs internacionais e dos ecologistas.

Num dos seus vídeos sobre reajuste do salário mínimo, feito em setembro e com 5 milhões de visualizações, Janones afirma com todas as letras que a imprensa está mais preocupada em entreter o cidadão do que em informar. Num país onde o jornalismo de opinião prevalece sobre o jornalismo da informação, a falta de credibilidade é uma amarga realidade.

Para milhões de brasileiros sofridos com a queda na qualidade de vida, desemprego e dependentes da ajuda do governo por causa da pandemia, Janones conseguiu ser alguém em que se pode confiar. Este fenômeno é notável num país acostumado a desacreditar dos políticos em geral e dos congressistas em particular. Ele conversa com o eleitor num ritmo e numa linguagem jornalística capaz de prender a atenção e ao mesmo tempo fazer as pessoas pensarem. Faz isso por puro instinto. Não ataca nem Lula e nem Bolsonaro. Fala de e para um Brasil que não sai na grande mídia.

A coisa chegou a tal ponto, que numa live do presidente Bolsonaro no fim de 2021, na qual ele tratou do auxílio, teve gente postando nos comentários coisas do tipo: “está tudo muito bom, tudo muito bem, mas realmente eu preferia ouvir a confirmação do Janones, que ainda não falou no assunto”.

Clique no link disponível e confira o artigo na íntegra (https://www.poder360.com.br/opiniao/janones-o-candidato-inesperado/)


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Comentários

Joao

É deslumbrar uma nova eleição para oportunistas surgirem!


Arcoverde janeiro 2022

22/01


2022

Duque comemora início das obras do Senac Serra Talhada

O ex-prefeito de Serra Talhada Luciano Duque sempre foi um entusiasta da atração de investimentos para o município e também é um dos responsáveis pela chegada do Sesc e Senac no município. Desde o início do seu governo, em 2013, Duque foi parceiro das entidades empresariais e do Sistema Fecomércio, viabilizando os terrenos para que esses importantes equipamentos chegassem ao município de Serra Talhada.

“É com muita alegria que hoje concretizamos um sonho, um sonho sonhado lá atrás por todos nós”, disse Duque, durante a assinatura da Ordem de Serviço para início das obras da unidade. Luciano disse ainda que a parceria com o Sindcom, presidido pelo empresário Francisco Mourato, e com a CDL, hoje presidida por Maurício Melo, resultou em bons frutos para o município. “Aqueles que plantam boas sementes colhem bons frutos”, enfatizou, finalizando com a frase que mais expressou no seu segundo mandato: “o futuro é aqui”.

De acordo com o presidente da Fecomércio, Bernardo Peixoto, o Sesc Serra Talhada deverá ser inaugurado em no máximo 90 dias. Já as obras do Senac serão iniciadas de imediato.


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Serra Talhada 2021

22/01


2022

PSOL-PE apresenta pré-candidatos para o Governo e Senado

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) realizou, hoje, a Conferência Eleitoral que escolheu, por 73% dos votos, o nome de João Arnaldo para a disputa do Governo de Pernambuco e o de Eugênia Lima para o Senado Federal.

O processo de escolha contou com ampla participação da militância do partido desde dezembro de 2021, com a realização de quatro debates que abordaram a conjuntura política, saúde, educação, moradia, soberania alimentar, economia, entre outros diversos temas importantes para construção de uma alternativa popular de esquerda para o estado e país.

A Conferência Eleitoral foi formada por todas as forças que compõem o partido, fortalece a democracia partidária e representa a instância legítima da legenda para conduzir esta etapa do futuro processo eleitoral. Foram 100 conferencistas, respeitando a correlação de forças presentes no PSOL, de acordo com o 7º Congresso, realizado no segundo semestre do último ano. Na ocasião, também foi apresentado o pré-programa resultante dos debates programáticos e a defesa dos nomes para a escolha da chapa majoritária.

"De forma democrática e inclusiva chegamos ao nome do companheiro João Arnaldo por entender que ele representa bem o conjunto do partido. Com experiência e competência João vem de longa militância, sabe o direcionamento do partido e os anseios da população. Ficamos felizes com a escolha e agradecemos a participação do companheiro Ivan Morais, que de forma brilhante também defendeu seu ponto de vista durante os debates internos", frisou o presidente do partido, Tiago Paraíba, lembrando que agora, o próximo passo é cair em campo para mostrar à sociedade as pautas e propostas do partido.

"É uma grande responsabilidade representar nosso partido nesta jornada dura que é a pré-candidatura ao Governo de Pernambuco. Parabenizo o companheiro Ivan Morais, por quem tenho grande admiração e orgulho de compartilhar a mesma luta. Vamos dialogar com os demais partidos de esquerda entorno de uma frente política contra o bolsonarismo e seus aliados da velha direita e contra os retrocessos do PSB de Pernambuco", frisa João Arnaldo. 

Para Eugênia Lima, que se coloca pela segunda vez à disposição do partido para a disputa do Senado, será uma honra participar do pleito e poder ajudar a construir uma alternativa política de esquerda em Pernambuco. "Estamos em busca de um Pernambuco melhor para se viver. A sociedade precisa de respostas, e a gente tem condições políticas de oferecer isso", fala Eugênia.


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SESC - Férias de Janeiro

22/01


2022

A verdade sobre a origem do sapo barbudo

Por José Nivaldo Júnior

Brizola era um mestre na arte de botar apelidos e criar carimbos. Ele era o seu próprio marqueteiro. Brizola improvisava magistralmente. Em 1982, na sua primeira eleição para Governador do Rio de Janeiro, no debate da Globo, chamou o oponente Moreira Franco, jovem, mas já com a cabeleira bem grisalha, de Gato Angorá. Pegou até hoje.

Em 1989, na campanha presidencial, chamou Fernando Collor de filhote da ditadura. Collor ganhou, subiu a rampa do Palácio do Planalto, o apelido subiu junto.

O mais famoso dos seus apelidou perseguiu Lula durante muitos anos: "Sapo Barbudo". No segundo turno de 1989, nas eleições presidenciais de 1994 e 1998, Lula foi castigado por ele. Volta e meia, alguém chacoalhava: como diz Brizola...

Foi um momento muito doloroso nas nossas vidas. Brizola largou na campanha presidencial como favorito. Era o líder das pesquisas. Até ser atropelado pelo fenômeno Fernando Collor e passar para o segundo lugar. A distância não era grande. Era tido como certo no segundo turno. Mais de 10 candidatos disputando, a maioria do campo progressista. A tendência era que esses votos de Lula, Ulisses Guimarães e Mário Covas, principalmente, viessem para Brizola. Ele mesmo se acomodou um pouco, confiando no que todo mundo dizia: no segundo turno Brizola ganha de lavada.

Eis que seguia a apuração conforme o figurino, Collor em primeiro, mas não muito longe, Brizola em segundo. Lula nos calcanhares, mas em nenhum momento ameaçando ultrapassar.

Por uma dessas armadilhas da História, que são "teoria da conspiração" mas existem, a apuração em Minas Gerais travou. Travou, parou a contagem, o que houve o que não houve, virou a noite, virou o dia, nada. Quando voltou, dias depois, Lula tinha recebido uma avalanche de votos, por coincidência nas urnas paralisadas. Totalmente diferente da cantiga das urnas, no país e na própria Minas Gerais. Passou Brizola por um cabelinho de sapo, sem trocadilho, e foi para o segundo turno.

Perplexidade geral. A grande expectativa era como Brizola reagiria. Ele já tinha sido vítima de uma tentativa de fraude armada, entre outros, pelo Ibope e pela Rede Globo, na eleição do Rio, em 1982. Desmontou a fraude graças a uma combatividade sem limites e com o apoio de empresas da tecnologia do computador, então nascente.

Esperava-se que ele partisse com tudo para desmoralizar a armação. Mas não. Para aumentar a perplexidade ele convocou a imprensa. Fez da pequena escadaria de acesso ao seu edifício um palanque improvisado. Eu estava colado no seu ombro, privilegiado papagaio de pirata. Deve existir um registro fotográfico do momento nos arquivos de algum jornal. Ouvi perfeitamente e lembro claramente a frase que ele disse, após anunciar apoio a Lula: "Vamos fazer a burguesia engolir esse sapo barbudo".

No outro dia, a manchete foi: Brizola chama Lula de Sapo Barbudo.

Fica o reparo para algum historiador detalhista. Registro de uma testemunha ocular e auricular, com boa memória, ainda, apesar de 32 anos terem se passado.

Para os íntimos, Brizola justificou sua decisão de aceitar a fraude sem reagir. Argumentou que uma briga pela vaga, naquele momento, fragilizaria a esquerda, criaria ressentimentos, era fazer o jogo da direita.

Mais uma prova da grandeza com que enxergava a política.

Ele, mesmo com as ressalvas que fazia a Lula, se empenhou no segundo turno com uma disposição que não teve consigo mesmo no primeiro turno.

Transferiu para Lula cada um dos sufrágios das estrondosas votações que tinha alcançado no Rio Grande do Sul e no Rio de Janeiro. Fazendo jus ao slogan, que adotei, mas alguém criou, "Quem conhece Brizola, vota em Brizola". Foi a vez de Lula sofrer sabotagens. Perdeu.

No ano seguinte, Brizola teve, na eleição para governador do Rio, uma das maiores votações percentuais de todos os tempos.

Na festa da posse, Fernando Lyra, Marcelo Teixeira e eu estávamos lá. Desse momento glorioso, tenho o registro fotográfico.


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Bandeirantes novembro 2021

22/01


2022

Prédio do Diário será restaurado

Da coluna de João Alberto

Ao reassumir a Casa Civil do governo do Estado, José Neto vai autorizar o início da licitação das obras de recuperação do antigo prédio do Diário de Pernambuco. O espaço histórico vai ser sede do Arquivo Público Estadual, destinação original quando o edifício foi comprado. As obras vão ser coordenadas pelo diretor do arquivo, o jornalista Evaldo Costa, que trabalhou no prédio, como editor do nosso jornal,


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Pousada da Paixão

22/01


2022

O chá de cadeira que Brizola me deu

Se o líder político brasileiro Leonel Brizola estivesse vivo, completaria 100 anos neste 22 de janeiro. Em razão do seu centenário, reproduzo abaixo um dos textos do meu livro “Histórias de Repórter”, lançado em 2017. Na crônica, eu descrevo o fato que ocorreu em 1994, quando saí de Brasília onde morava e fui entrevistar Brizola no Rio de Janeiro. A entrevista aconteceu após um chá de cadeira de mais de 10h, porém rendeu uma boa manchete e a primeira página no Diário de Pernambuco. Confira!

“Em 1994, quando Brizola disputou pela segunda vez à Presidência da República, tentei, durante três meses, uma entrevista exclusiva com ele. Meu contato era o então deputado Brandão Monteiro, de quem me aproximei em Brasília. Brizola era o tipo de personagem política que fascinava qualquer arguto repórter.

Com sotaque gaúcho forte e expressões dos pampas que cultivou ao longo da sua vida, Brizola tinha uma marca registrada de retórica inflamada. Não perdia oportunidade para criar caricaturas verbais de seus oponentes. Chamou Lula de “Sapo Barbudo, Paulo Maluf de “Filhote da Ditadura” e Moreira Franco de “Gato Angorá”.

Era um orador carismático, de frases implacáveis, capaz de provocar reações fortes nos adversários. Tinha fama de brigão e brigou até com a Rede Globo. Minha intenção era fazer provocações sobre a sua relação conflituosa com Miguel Arraes, aliado histórico na resistência ao golpe militar de 1964,

Símbolos da luta contra a repressão, Brizola e Arraes foram cassados. Arraes, como governador, Brizola, deputado federal pelo Rio. Brizola se exilou no Uruguai e nos primeiros anos defendeu a luta armada. Arraes exilou-se na Argélia. Com a anistia no final dos anos 70, ambos voltaram gloriosos.

O que se dizia é que Arraes e Brizola, embora com posições convergentes, nunca se entenderam porque tinham o mesmo projeto no exílio: voltar ao Brasil, governar de imediato os seus Estados para em seguida tentar à Presidência da República. Neste sentido, Brizola foi mais bem sucedido, porque se elegeu governador do Rio logo em 1982, enquanto Arraes teve que esperar quatro anos, atropelado pela candidatura de Marcos Freire, em 82.

As mágoas de Brizola ganharam um capítulo especial quando em 1989, na primeira eleição presidencial após a reabertura política, já com o mandato de governador no papo, Arraes apoiou à candidatura de Lula. Brizola fez de tudo para ter Arraes em seu palanque e alimentou a esperança até o último segundo da prorrogação, até porque era a forma de adentrar no Nordeste com força.

Em 1994, Brizola tenta a sua segunda cartada para presidente, após renunciar ao mandato de governador do Rio, e não consegue, mais uma vez, atrair Arraes ao seu palanque. Certo dia, Brandão Monteiro me ligou confirmando a entrevista. De Brasília, decolei no primeiro voo para o Rio. Brizola morava numa cobertura em Copacabana.

Tomei um chá de cadeira de 10 horas para arrebatar a entrevista. Cheguei em seu prédio às oito da manhã e só fui recebido no cair da tarde. Mas valeu! Como iria falar para o Diário de Pernambuco, jornal de maior circulação no Nordeste, líder inconteste no Estado, Brizola pediu desculpas pela demora alegando que fora um dia amargo, onde teria descascado vários abacaxis.

“Vem cá, garoto, agora sou todo seu. Pode perguntar o que quiseres”, provocou.

Foi uma longa, maravilhosa e polêmica entrevista. Brizola destilou todo o seu veneno contra Arraes, confirmou suas mágoas por não contar com o seu apoio na disputa presidencial e, bom frasista, disse que Arraes implantou em Pernambuco o coronelismo do asfalto, depois de fazer suas considerações pessoais sobre a figura do desafeto: personalista, de posições nacionalistas duvidosas”.


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22/01


2022

Gestão no Cariri da Paraíba atinge 96,6% de aprovação

A gestão do prefeito Dr. Augusto Valadares (DEM), em Ouro Velho, localizada no Cariri da Paraíba e distante 309 Km de João Pessoa, alcançou a marca de 96,6% de aprovação em seu primeiro ano. Os dados são de pesquisa realizada pelo Instituto Opinião, divulgada pelo Portal MaisPB.

Na pergunta aos 230 eleitores ouvidos pela pesquisa, apenas 1,7% dos entrevistados disseram desaprovar o modelo de gestão implementando no município, enquanto outros 1,7% não sabem ou não quiseram responder ao questionamento.

A administração municipal é ótima para 54,3% das pessoas ouvidas pelo Instituto Opinião, 40,9% consideram boa, 3,5% classificam o governo como regular, 0,4% atribuem uma avaliação ruim e nenhum dos entrevistados analisou como péssima.

Nota de avaliação

O Instituto Opinião pediu à população uma nota (de 0 a 10) sobre o trabalho desenvolvido pela atual gestão: 66,1% atribuíram nota 10, 14,8% deram 8 e 13,5% conferiram 9. A média geral ficou em 9,4. Augusto Valadares venceu as eleições de 2020 com 84,41% dos votos válidos.

Histórico de avaliação

Em outubro do ano passado, pesquisa do Instituto Opinião, divulgada no Portal MaisPB, identificou aprovação de 95,7% em relação à gestão de Ouro Velho. Antes, em abril nos 100 dias de governo, a avaliação identificada foi de 95,2%. A mais nova sondagem amplia o índice para 96,6%.

Dados técnicos

A pesquisa foi realizada no último dia 17 de janeiro deste ano e ouviu 230 eleitores da sede do município e zona rural. Foram eles: bairros Alto do Chorão, Antônio Cordeiro de Sousa, Boca do Sapo, Centro, José Mariz, Mutirão e Vila Mabel. E com os moradores da zona rural nas seguintes localidades; Alto dos Pedros, Balanço, Boa Vista dos Barões, Boa Vista dos Nunes, Boa Vista dos Zuza, Balanço, Dependência, Olho d’Água de Baixo, Olho d’Água de Cima, Panto Leão, Pilões, Pitombeira, São Paulo dos Dantas e Xique-Xique.


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