23/01


2021

Um embaixador no inferno

Por Marcelo Tognozzi*

O embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima nasceu vacinado contra a mediocridade e a incompetência. Ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira não foram poucas as vezes em que desafiou o impossível e venceu. Diplomata brasileiro mais importante da segunda metade do século 20, sempre teve como marca pessoal a eficiência da sua diplomacia exercida com determinação, cavalheirismo e, acima de tudo, uma enorme paixão pelo Brasil. Os mais jovens não sabem, mas nos anos Paulo Tarso o Itamaraty era muito mais que uma repartição burocrática com funcionários poliglotas. Ali funcionava uma usina de talentos capazes de ousar e fazer a diferença.

O embaixador, que completará 88 anos em julho, é símbolo da competência e inteligência que necessitamos resgatar urgentemente para que o Brasil recupere sua importância e prestígio na comunidade internacional.

Nos últimos anos experimentamos a diplomacia de uma nota só, na qual o único parceiro relevante era o ex-presidente Trump. Os erros da diplomacia são caros demais e às vezes duram séculos até serem superados.

Esta semana o Brasil se encheu de esperança com as primeiras imagens de pessoas sendo vacinadas. Mas perdeu o fôlego logo em seguida, abatido pela notícia de que não teremos matéria-prima suficiente para produzir imunizantes em larga escala. Nossa diplomacia foi lerda, justamente quando mais precisávamos dela e pagaremos caro.

Foi por isso que decidi reproduzir esta conversa até agora inédita. Na tarde do dia 11 de julho de 2003, eu e o fotógrafo Orlando Brito batemos um longo papo com o embaixador Paulo Tarso sobre os bastidores do resgate dos brasileiros feitos reféns pelo ditador do Iraque, Saddam Hussein, em 1990, pouco antes de estourar a Guerra do Golfo. Saddam usaria brasileiros trabalhadores da Mendes Junior como escudos humanos no caso de um bombardeio norte-americano. Embaixador em Londres, ele interrompeu as férias no sul da França para rumar ao inferno iraquiano. Seu relato é uma aula de diplomacia, ousadia, coragem, solidariedade humana e profissionalismo. Tudo o que se espera de um embaixador de verdade.

Quando o presidente Fernando Collor pediu para o senhor resolver a questão dos reféns brasileiros no Iraque?

Paulo Tarso – Foi em 1990. Estava de férias no Hotel du Cap no Sul da França, quando o garçom trouxe o telefone. Era nosso encarregado de negócios em Bagdá pedindo para que eu entrasse em contato com o ministro do Comércio do Iraque e solicitasse a liberação dos vistos dos brasileiros. Em seguida, telefonou o Azambuja (embaixador Marcos Azambuja, secretário-geral do Itamaraty), e combinamos que eu iria a Londres pegar minhas coisas e depois voaria para Bagdá via Aman, na Jordânia. Eu tinha uma carta do Collor ao Saddam para usar em caso de necessidade.

Quantos eram?

Paulo Tarso – Eram 450 brasileiros que o governo Saddam chamava de hóspedes. Cada grupo estava ligado a um ministério. O primeiro grupo que consegui liberar era o do brigadeiro Hugo Piva. Diziam que ele estava lá ajudando o Iraque a fazer bomba atômica, mas não era nada disso. Ele estava fazendo uns awacs, aqueles aviões com radar e fez os awacs com uma plataforma russa.

Qual era sua estratégia?

Paulo Tarso – Manter a pressão com o grande número de brasileiros, porque queria que saísse todo mundo junto como forma de pressionar o governo do Iraque. O Itamar era presidente interino (Collor estava em viagem oficial no exterior) e um sujeito do SNI (antigo Serviço Nacional de Informações) que o assessorava começou a soprar no ouvido dele para mandar vir todo mundo que já tinha visto. Me recusei a cumprir esta instrução, porque era uma instrução suicida do ponto de vista dos nossos interesses.

Se ficasse um para trás já fracassaria…

Paulo Tarso – Exatamente. E perderia o poder de pressão. Em Bagdá não tinha comunicação com o Brasil. Fizemos uma gambiarra com o computador do José Meirelles Passos, correspondente de O Globo, e conseguimos acesso a uma internet precaríssima. Nosso sistema de telefone por satélite dava muita interferência com os tais awacs que o Piva montou lá. O Piva resolveu tirar o pessoal dele antes. E nós o pegamos em flagrante numa agência comprando passagens. Eu o chamei e passei-lhe os fogos. Como eu era o chefe, me prevaleci desta condição e desanquei o Piva. Como é que ele estava fazendo um negócio desse sem me falar e que poderia comprometer o êxito da missão? Ele ficou muito aborrecido comigo, mas acabou desistindo de sair antes.

E os outros?

Paulo Tarso – Começou-se a criar um fermento de insatisfação no acampamento da Mendes Junior. O pessoal estava muito revoltado e fui lá. O Rosental Calmon Alves, do Jornal do Brasil, tremendo gozador, disse que eu não conseguia me comunicar com os operários, porque falava difícil. No dia seguinte mudei o discurso. Um gerente da Mendes Júnior não me queria no acampamento apavorado com a possibilidade de eu ser sequestrado. O clima era esse. Fiz um discurso bem pedestre na linguagem. Nessa altura a Lúcia (mulher de Paulo Tarso) decidiu vir para Bagdá, mesmo contrariando minha orientação e a do Itamaraty. Usei isso como trunfo: “Olha aqui, quero dar uma prova de que a coisa está se normalizando, tanto que mandei vir minha patroa”. Esse troço rendeu, porque usei a expressão patroa e os jornalistas me gozaram pra burro. Mas surtiu efeito.

Como seguiram as negociações?

Paulo Tarso – O subsecretário de relações exteriores deles era muito influente e com prestígio no Iraque. Wissan Zhawyi. E o acesso a ele obtivemos usando o diplomata René Loncan, seu amigo. A Lúcia fez um jantar para ele na embaixada. Foi aquela luta, porque não havia mais gêneros em Bagdá. Mas o motorista da embaixada conseguiu comprar um carneiro e o cozinheiro fez um carneiro ótimo. Só que Wissan Zhawyi era vegetariano. Então foi uma decepção danada. Mas ele me ajudou, porque era parte da máquina permanente do Ministério do Exterior.

Como ele ajudava?

Paulo Tarso – A gente telefonava e ele dava informações importantes.

Nessa viagem o senhor não chegou a ter contato direto com o Saddam?

Paulo Tarso – Não foi preciso. Consegui resolver tudo sem falar com ele.

Então quem ajudou o senhor foi o Tariq Aziz e…
Paulo Tarso – E o Arafat (Yasser Arafat 1929-2004). O Arafat eu já conhecia e o procurei. Ele tinha uma casa em Bagdá e era muito meu camarada. Era fascinado pelo Brasil e, coitado, levou um cano aqui. Ele era empreiteiro no Oriente Médio, quando começou a construção de Brasília. Um vigarista vendeu para ele um lote apregoando qualidades excelsas para este lote e ele nunca conseguiu achar o diabo do lote. Eu ajudei a procurar também, mas nunca achei. Ele contava isso com muita graça.

Onde o senhor o conheceu?
Paulo Tarso – No Brasil havia um representante da OLP (Organização para Libertação da Palestina, chefiada por Arafat), o Farid Suwan, que ficou meu amigo. Numa das vezes que eu fui ao Iraque ele fez questão que eu conhecesse o Arafat. Quando fui para Bagdá nesta missão, antes passei pela Jordânia e consegui uma audiência com o rei Hussein, pedi para ele dar uma palavra com o Saddam e de fato ele deu. E o Arafat a mesma coisa. Eu o procurei e disse: “Chairman –ele era conhecido como chairman Arafat– precisamos de uma ajuda sua aí com o Saddam, faça ver a ele que é um erro histórico que está cometendo. Isso vai dificultar no futuro uma possível cooperação entre o Brasil e o Iraque“. O Arafat concordou e prometeu intervir junto ao Saddam. Foram duas ajudas políticas.

E as coisas evoluíram?
Paulo Tarso – Começaram a pingar os vistos que estavam faltando até que o Collor, que estava em Nova York, teve uma reunião com o Bush pai. Os americanos redigiram um comunicado à imprensa dizendo o seguinte: “O presidente Collor e o presidente Bush conversaram sobre a situação do Oriente Médio e convieram ambos que Saddam Hussein é um bandido”. Uma coisa desse gênero. E eu com mais de 400 brasileiros lá.

Como o senhor saiu dessa?
Paulo Tarso – O Nezar Hamdoum mandou me chamar. Era o homem forte do Ministério do Exterior e encarregado da propaganda no Iraque. Os americanos o chamavam de Goebbels do Iraque. Pegou um teletipo e disse: “Você viu essa notícia”. Eu respondi: “Soube, mas não vi e estou procurando confirmar”. Então mandei um telegrama para o Rezek (Francisco Rezek, ministro das Relações Exteriores), dizendo que a situação estava muito crítica, porque houve este problema do comunicado e isso poderia ser atenuado, caso ele concordasse em mandar um telegrama para o ministro do Exterior do Iraque. Preparei a minuta do telegrama. Telefonei para o Rezek e falei que a solução era essa e que ele mandasse o telegrama. Você pensa que mandou? Não mandou. Estava a fim de me queimar mesmo.

Como o senhor fez, embaixador?
Paulo Tarso – Eu fui e ensaboei o negócio sem nenhuma cobertura da retaguarda. Me tiraram o tapete. Se eu tivesse um documento do nosso ministro do Exterior dirigido ao ministro do Exterior do Iraque, dizendo que as palavras estavam fora de contexto, seria muito diferente. Outra coisa é o negociador, que não esteve presente à reunião, afirmar isso. Fiquei inteiramente pendurado na brocha. Sem nenhuma cobertura. Aí eu tive medo do Brasil: “Esses caras estão querendo me imolar aqui”.

O presidente Collor soube disso?
Paulo Tarso – Não sei se ficou sabendo desse detalhe. Fui lá no Nezar Hamdoum e consegui convencê-lo de que o Collor havia sido citado fora de contexto e que na hora de produzirem a nota penderam o texto para a posição americana. Aquilo não representava a posição brasileira, que estava expressa na minha atuação de conciliação e de buscar uma saída honrosa. Mas você vê o tipo de deslealdade que o sujeito cometia. Não custava nada mandar o telegrama.

E ele não estava fazendo uma coisa contra o senhor, mas sim contra…
Paulo Tarso – Os brasileiros. O Marcos Azambuja também estava cheio do negócio e me telefonava dizendo assim: “Tá na hora de você sair daí, rapaz”. E respondi ao Marcos: “Eu só saio daqui quando tirar o último brasileiro. Antes da hora eu não saio”. Se saísse antes da hora estava desmoralizado. O engraçado nessa missão era que onde quer que eu fosse era seguido de perto pelo embaixador inglês. Ele estava encucadíssimo sobre o que eu estava fazendo lá.

A Inglaterra tinha o mesmo problema?
Paulo Tarso – Tinha, mas era parte beligerante. A grande vitória foi a seguinte: fui o único sujeito que não era chefe de Estado e tirou os brasileiros de lá. Os austríacos mandaram o Waldheim, que era presidente da Áustria. E eu tirei sem necessidade de um adjutório político maior. Ele conseguiu tirar o pessoal dele, mas eram só 30. E eu ali vendo aquele negócio, ansioso por tirar os meus.

Como o senhor arquitetou a saída?
Paulo Tarso – Aí foi outro abacaxi. A Varig não quis desviar um avião da Europa para buscar o pessoal. Então fretei aviões da Iraq Airways. E foi uma coisa chata, porque o tesouro americano já tinha bloqueado as contas dos iraquianos. Acertamos o pagamento do avião e o banco Manufactures Hannover Trust não quis transferir o dinheiro, atrasando a operação. Não tive dúvida: botei a boca no trombone, dizendo que a culpa era do Manufactures Hannover, que não quis transferir o dinheiro.

E depois?
Paulo Tarso – Fretei um 747 para o primeiro voo e junto foi o embaixador Antonio Amaral Sampaio. Eu fiquei. No dia do meu embarque chegamos no aeroporto pontualmente à meia-noite. Toca o tempo a rolar e nada do avião estar pronto. Aí fiquei apavorado e disse para a Lúcia: “Isso é sacanagem do Saddam Hussein para nos obrigar a ficar aqui. Nós estamos fritos”. Esperamos no aeroporto quatro horas. Deitei num banco e às 4 da manhã, quando chamaram para o embarque, entrou um operário da Iraq Airways com um alicate e um arame nas mãos. Contou que estava dando problema na direção do avião. Eu disse: “Puta que pariu, agora nós estamos fodidos”. Um sujeito com um aspecto horrível, com um alicate e um arame na mão, vai fazer cagada.

O senhor ligou para o presidente?
Paulo Tarso– Liguei para o Marcos (Azambuja) avisando. E eles anunciaram.

Estavam todos apostando no seu fracasso.
Paulo Tarso – Hoje eu estou convencido disso. Cheguei aqui 12 de outubro de 1990, dia de Nossa Senhora Aparecida. Acho que foi a primeira vez que um diplomata brasileiro chegou no Brasil e 10.000 pessoas estavam no aeroporto. Fui direto falar com o Collor e ele preocupado em saber como tinha sido com o rei da Jordânia e o que o brigadeiro Piva estava fazendo lá.

Quantas horas de voo?
Paulo Tarso – Umas 18. Trouxemos a Mônica Yanakiev (jornalista). Na hora de ir para o aeroporto, ela pegou um táxi e o taxista quis agarrá-la. E ela se defendeu com um notebook. Deu uma notebocada na cabeça do sujeito. Estávamos desesperados para vir embora e apavorados de ter de ficar. Nossa saída foi muito engraçada. Quando o Mercedes da embaixada estava partindo para o aeroporto, o René Loncan colocou no toca-fitas o coro dos hebreus saindo da Babilônia, da ópera Nabuco de Verdi. Então saímos ao som do coro dos hebreus. Foi uma coisa emocionante. Quando ouço Nabuco lembro da nossa saída de Bagdá. Os hebreus éramos nós saindo da Babilônia.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Poder 360.


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22/04


2021

Município de Vertentes recebe mais dois respiradores

O município de Vertentes, no Agreste pernambucano, recebeu, hoje, os primeiros respiradores pulmonares para reforçar a luta contra o Covid-19. Os dois equipamentos foram doados ao município pelo Ministério da Saúde, após articulação do ex-ministro Mendonça Filho, que acompanhou, em Brasília, o pedido feito pelo prefeito Romero Leal. As informações são do Blog do Silvinho.

“Fico muito feliz de poder ajudar no que é essencial na proteção às pessoas. Esses respiradores vão permitir que um paciente mais grave tenha condições técnicas de atendimento", destacou Mendonça, ao participar da entrega dos respiradores, ao lado do prefeito Romero Leal e do vereador Paulo de Lu. 

O prefeito Romero Leal ressaltou a importância dos equipamentos para o município e informou que eles serão instalados no hospital municipal. “Vertente agradece muito a Mendonça. Estamos aqui com essa emergência e esses equipamentos vão salvar muitas vidas”, afirmou o prefeito.


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Petrolina abril 2021

22/04


2021

PE deve receber novas doses de vacinas amanhã

Durante coletiva de imprensa online do Governo de Pernambuco, hoje, o secretário estadual de Saúde, André Longo, informou a expectativa de recebimento, na manhã de amanhã, de mais 142.150 doses de vacinas contra a Covid-19, sendo 28.400 da Coronavac/Butantan e 113.750 da Astrazeneca/Fiocruz. Serão beneficiados com esses quantitativos os idosos a partir dos 60 e trabalhadores de força de segurança e salvamento, em ambas as doses; e trabalhadores de saúde (apenas 2º dose).

Sobre a nova remessa, o secretário ressaltou que em um planejamento anterior, Pernambuco deveria receber, apenas da Coronavac, em torno de 120 mil doses nesta semana, especificamente para a segunda aplicação. "Este é um fato que nos preocupa, e já solicitamos esclarecimentos ao Ministério da Saúde", frisou.


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ALEPE

22/04


2021

Empresários de Noronha alertam contra golpe

Fernando de Noronha é o destino certo para quem procura belas praias, com paisagens exuberantes e únicas. Em um simples mergulho de snorkel, nas piscinas naturais, é possível ter contato direto com peixes, tartarugas, tubarões, arraias, esponjas, algas, moluscos e corais. Mas a viagem dos sonhos pode se tornar um pesadelo por causa da ação de criminosos, que estão se passando por funcionários de hotéis e pousadas para enganar turistas.

O arquipélago, localizado a pouco mais de 540 quilômetros de Pernambuco, atrai turistas do mundo inteiro. De acordo com a administração da ilha, Noronha recebeu 33.836 visitantes no ano passado, o que equivale a uma diminuição de 68% em relação a 2019, quando a ilha recebeu 106.130 pessoas.

A empresária Fabiana de Sanctis relata que recebe com frequência ligação de turistas que já caíram no golpe e/ou desconfia dos perfis e entram em contato para confirmar se de fato as promoções existem.

"Há cerca de um ano que estamos sofrendo com esse problema. Descobrimos através de clientes que entraram em contato com a nossa pousada perguntando sobre sorteios e promoções que encontraram em perfis falsos. Alguns, inclusive, já caíram no golpe", comenta Fabiana. "Alguns criminosos chegam a ligar para as vítimas, se passando por funcionários da nossa pousada", completa.

Ainda de acordo com a empresária, diversas pessoas já denunciaram os perfis ao Instagram, mas a resposta é que as contas não infringem as normas da plataforma. Já foram feitos vários boletins de ocorrência, além de outras medidas judiciais, mas os criminosos insistem na atitude audaciosa.

De acordo com o advogado Tiago Carneiro, é preciso que as pessoas lesadas procurem a Delegacia de Crimes Cibernéticos para apurar a prática do crime e a identificação do responsável. A pena para esse crime pode chegar a até um ano de detenção, se o fato não constituir elemento de crime mais grave.

Tiago fala que a melhor medida para não cair no golpe é a prevenção. "O cliente deve se assegurar de que está falando com a pessoa do estabelecimento e somente fazer qualquer tipo de pagamento diretamente para uma conta da empresa. Uma medida fácil é ligar para o estabelecimento e confirmar os preços e condições", alerta o advogado.

Desde o início do ano, no site da Associação de Pousadas de Fernando de Noronha – www.apfn.com.br – é possível ter informações e fazer reservas em hotéis e pousadas da ilha, sendo uma das formas mais seguras.

Para fazer a reserva é bem simples. Basta acessar o site da associação, preencher o check-in e check-out, quantidade de adultos e crianças e escolher uma pousada. O site será direcionado para a página de reservas da pousada escolhida. Fácil, ágil e seguro.


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22/04


2021

Feitosa quer esclarecimentos sobre compra de respiradores

Uma compra de respiradores no valor de R$ 49 milhões pelo Consórcio Nordeste em 2020 foi questionada pelo deputado estadual Alberto Feitosa (PSC), na Reunião Plenária de hoje. Segundo ele, os equipamentos não foram entregues aos nove Estados que compõem o grupo – entre eles, Pernambuco, que teria participado da aquisição com quase R$ 15 milhões.

O parlamentar lembrou que o caso foi alvo de uma investigação da Polícia Civil da Bahia, em junho do ano passado, denominada Operação Ragnarok, que significa fim dos tempos. De acordo com Feitosa, o negócio teria sido intermediado pelo então secretário da Casa Civil daquele Estado, Bruno Dauster, que pediu demissão após a averiguação policial. Atualmente, o processo encontra-se no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“O Consórcio adquiriu, sem licitação, 300 respiradores da Hempcare. Essa empresa foi criada em 2019 para importação de derivados de maconha e só tinha R$ 710 mil de capital social”, relatou. Feitosa criticou o pagamento adiantado do valor, que não foi devolvido, mesmo sem a entrega dos respiradores. “O Governo Federal comprou milhares de vacinas e respiradores e não sofreu esse tipo de operação. Faltou zelo e competência. E, pelas investigações, há suspeita de irregularidades".

O deputado cobrou dos colegas da Assembleia que averiguem a aquisição, uma vez que até o Tribunal de Contas do Estado teria recebido poucas informações sobre o caso. “Nós sabemos da dificuldade e do controle que existem em qualquer compra de governo. Como um recurso tão alto foi liberado assim?”, indagou. “Está na hora desta Casa Legislativa começar a cumprir o seu papel de fiscalização”, completou. Ele também criticou o Governo de Pernambuco por pedir o sigilo da investigação no STJ.

Além disso, para Feitosa, a própria existência do Consórcio Nordeste é questionável. “Desde 2019, eu disse que esse grupo só se destinava a reunir nove governadores que queriam fazer política contra o Governo Federal, em vez de somar esforços e ajudar o Brasil".


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Bandeirantes 2021

22/04


2021

Alepe aprova PL que considera atividade religiosa essencial

O substitutivo ao Projeto de Lei (PL) nº 1094/2020, que considera as atividades religiosas essenciais em situações de calamidade pública, recebeu o aval do Plenário da Alepe, hoje. Após alterações feitas pela Comissão de Administração Pública, a versão atual do texto prevê expressamente que, em circunstâncias excepcionais, o Poder Executivo poderá determinar, por decreto devidamente fundamentado, restrições a eventos presenciais dessa natureza.

Relator do substitutivo na Comissão de Administração, o deputado Tony Gel (MDB) destacou o trabalho conjunto dos parlamentares na produção de um texto que atendesse às diferentes demandas. "Conseguimos chegar a um entendimento que garante a essencialidade das igrejas, mas prevê a imposição de limites por gestores e autoridades de saúde em determinadas ocasiões”, pontuou o parlamentar.

A proposta original é de autoria do deputado Pastor Cleiton Collins (PP). Ela estabelecia que serviços religiosos realizados nos templos e fora deles deveriam ser mantidos em tempos de crises causadas por doenças graves e contagiosas ou por catástrofes naturais. Impunha, no entanto, obediência às determinações da Secretaria Estadual de Saúde.

No início de março, a matéria foi considerada ilegal pela Comissão de Justiça, que avaliou ser do governador a competência de legislar sobre o tema. O Plenário, porém, derrotou o parecer e o PL 1094 voltou a tramitar nos colegiados técnicos, recebendo o substitutivo no de Administração Pública. Aprovada em Primeira e Segunda Discussões, a proposta seguirá para Redação Final e sanção do governador.


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Serra Talhada 2021

22/04


2021

Saiu o edital do auxílio emergencial do Carnaval da Vitória

Entidades ligadas ao ciclo carnavalesco da Vitória de Santo Antão, que tiveram prejuízos pela ausência da festa por conta da pandemia da Covid-19, já podem acessar o edital que normatiza a concessão do Auxílio Emergencial José Varela. O benefício foi assinado no Sábado de Zé Pereira (13/02) pelo prefeito Paulo Roberto e precisou passar pelos trâmites das comissões do legislativo.

“Seguimos todos os trâmites necessários e legais até a divulgação do edital para que não houvesse nenhum tipo de problema. Essa é uma maneira de ajudar àqueles que tanto fazem pela folia da nossa cidade, mas que devido à essa doença ficaram sem nenhum tipo de renda. A pandemia nos colocou num cenário inesperado, mas que com os esforços e os cuidados de cada pessoa, vamos vencer”, destacou Demétrius Lisboa, secretário de Cultura, Turismo e Esportes.

As inscrições serão iniciadas no dia 26 e seguem até o dia 07 de maio, de forma presencial, na Escola Municipal Josefa Álvares da Silva, localizada por trás da Prefeitura da Vitória, das 8h às 13h, seguindo os protocolos sanitários e de distanciamento social. Além da ficha de inscrição (disponível no site da prefeitura junto com o Edital), o interessado deve comparecer ao local com os documentos requeridos no edital.

Para agremiações carnavalescas, o valor do auxílio corresponderá o máximo de 100 % sobre o valor recebido na subvenção do Carnaval de 2020. Orquestras, grupos teatrais, vocalistas, músicos, artistas plásticos e grupos de dança, receberão até 100% do valor recebido no Carnaval 2020. Já as demais categorias, o valor será limitado em R$ 110 por pessoa.  Os pagamentos terão início após o processo de inscrição e organização dos dados, no dia 31 de maio.

CONTEMPLADOS – Agremiações carnavalescas, músicos, vocalistas, orquestras de Frevo, grupos teatrais, grupos de dança, artistas plásticos, barraqueiros, gasoseiros, cordeiros, seguranças, vendedores autônomos de abadás e kits de blocos e agremiações, vendedores informais de adereços carnavalescos, bombeiros civis, compositores de músicas carnavalescas, técnicos de som, proprietários de estúdios de som, cozinheiros (as) ou fornecedores de refeições e cafés da manhã para blocos e agremiações, motoristas de carro de som e de tratores que prestaram serviços a blocos e agremiações no Carnaval de 2020.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

22/04


2021

Alepe: Deputados discutem durante reunião plenária

Durante a reunião plenária da Assembleia Legislativa de Pernambuco, hoje, a deputada estadual Clarissa Tercio (PSC) e o deputado João Paulo (PCdoB) protagonizaram uma pequena discussão. Isso porque a parlamentar apareceu vestindo uma camisa como apoiadora da Polícia Federal.

Segundo a deputada, João Paulo se sentiu incomodado e criticou o uso da camisa em apoio à instituição. Em reposta ao deputado, Clarissa rebateu informando que era apoiadora e admiradora do trabalho da Polícia Federal, assim como de outras instituições militares, por questão de patriotismo.

“Não sei se o deputado João Paulo tem algum problema com a Polícia Federal, mas eu sou uma apoiadora e admiradora da instituição e do excelente trabalho que realiza, e não só da federal, gosto de demonstrar minha admiração por todas as forças policiais, vestindo a camisa”, concluiu a deputada que completou dizendo que o uso da camisa não implica em ilegalidade por não ser oficial.


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Comentários

Isadora

Gente, cadê a resposta do Deputado?


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

22/04


2021

Economista vai lançar blog voltado a alunos da UPE

O lançamento do blog "Fórum Econômico UPE" está programado para o próximo dia 1º de maio. O espaço terá a coordenação de Mauro Ferreira Lima, economista e professor aposentado da Faculdade de Ciências da Administração da Universidade de Pernambuco (FCAP/UPE).

Entre os assuntos a serem tratados, estão temas ligados à Economia local, do Brasil e do mundo. "O público interno da UPE atinge cerca de 25 mil alunos matriculados, de Petrolina ao Recife. É um público formador de opinião, que será estimulado a ter acesso a informações estratégicas e qualificadas para sua formação profissional", explica Mauro.


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22/04


2021

Fenagri 2021 foi lançada durante debate ao vivo

Depois de 35 anos de sucessivas e exitosas edições, a 28ª Feira Nacional de Agricultura Irrigada (Fenagri 2021), será realizada, pela primeira vez, de forma híbrida, com eventos online e parte da programação presencial, de 6 a 9 de outubro próximo, no novo Pátio de Eventos Ana das Carrancas, em Petrolina. A novidade foi confirmada na tarde de hoje, durante o debate de lançamento da feira, ao vivo para todo o País, no programa Agro 360, que foi transmitido pelo Canal Terraviva e também pelas redes sociais Instagram, YouTube e Facebook.

Considerada a maior feira de fruticultura irrigada da América Latina, a Fenagri, segundo o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, que abriu os trabalhos, é uma vitrine para a promoção e realização de negócios, transferência de tecnologias e a divulgação, em todo o mundo, das potencialidades do Vale do São Francisco.

“Nesta edição, nosso foco será a ‘Agricultura Digital: Tecnologia e Inovação’ e a feira, em função da pandemia da Covid-19, irá obedecer aos protocolos de segurança com medidas a exemplo da manutenção do distanciamento social, cumprimento de horários e acessos separados para visitantes e expositores, controle de público, além do uso obrigatório de máscaras e álcool gel”, ressaltou.

Em parceria com a Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco – Valexport, a prefeitura de Petrolina está montando uma vasta programação com destaque para mostra de produtos e serviços, fórum sobre as perspectivas do agronegócio brasileiro, workshop, seminário, minicursos e o Agritec, apresentando inovações do agronegócio regional.

A partir do tema do debate ‘O impacto do agronegócio no ODS 2 (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) - Fome Zero e Agricultura Sustentável Investimento Social Privado’, o presidente da Valexport, José Gualberto, lembrou que a feira, ao longo desses anos, ajudou a consolidar o Brasil como o terceiro maior produtor de frutas e um dos países que mais exporta em todo mundo.

“Nosso Vale produz hoje numa área de 250 mil hectares 2,4 milhões de toneladas de frutas que movimentam cerca de R$ 7,7 bilhões por ano.  Somente as culturas de uva e manga são responsáveis respectivamente por 98% e 87% das exportações do País”, acrescentou. Gualberto enfatizou ainda o potencial do Vale para a inserção de novas variedades de fruteiras e cobrou do Governo Federal mais crédito para os produtores e mais investimentos para a pesquisa agropecuária e extensão rural.

Participaram ainda do debate o ex-ministro da Agricultura e indicado ao Prêmio Nobel da Paz 2021, Alysson Paolinelli, o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, Linda Pfeiffer (CEO - INMED Partnerships for Children), o diretor de Sustentabilidade da Bayer para América Latina, Eduardo Bastos e o produtor, ex-prefeito de Petrolina e ex-deputado federal, Guilherme Coelho, presidente da Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas e Derivados – Abrafrutas.

Até a realização da feira, em outubro, os organizadores irão realizar uma série de eventos de envolvimento e preparação a exemplo de um webinar (conferência online ao vivo) com o tema ‘A realidade ampliada do Nordeste - Transposição do Rio São Francisco’ que está programado para o próximo mês de julho.


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22/04


2021

Respiradores de porcos: premiação nacional

A Operação Apneia, que investiga a compra sem licitação de 500 respiradores testados em porcos pela Prefeitura do Recife, foi selecionada para concorrer ao principal prêmio do Ministério Público Federal (MPF) na área de combate à corrupção. A informação é da assessoria do MPF em Pernambuco.

O MPF em Pernambuco conta com quatro membros ministeriais entre os finalistas do "IX Prêmio República de Valorização do Ministério Público Federal", promovido pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). O anúncio dos vencedores será feito em cerimônia virtual, em 30 de abril, a partir das 17 horas, no canal da ANPR do YouTube.

Além de identificar e dar visibilidade à atuação dos membros do MPF, o Prêmio República estimula parcerias entre os entes que se dedicam à promoção da Justiça e à defesa do Estado Democrático de Direito. A comissão julgadora analisou os 90 trabalhos inscritos e escolheu os finalistas e vencedores em cada categoria com base em critérios como eficiência, alcance social, criatividade, potencial de multiplicação e complexidade.

Os indicados para o IX Prêmio República foram os procuradores da República Cláudio Dias e Silvia Regina Pontes Lopes, com coparticipação do servidor Hélder dos Anjos Ribeiro (assessor do 17º Ofício da PRPE) e de Cristiano Pimentel (procurador do Ministério Público de Contas do Estado de Pernambuco), Júlio Oliveira (procurador do TCU), Daniel Silvestre (Polícia Federal) e Lucieni Pereira (auditora de controle externo do TCU), na categoria Combate à Corrupção.


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