Lavareda

22/09


2020

Bolsonaro na ONU: Apenas uma referência aos 138 mil mortos

Por Fernando Castilho

O presidente Jair Bolsonaro abriu a 75ª sessão das Nações Unidas.

Gesto conferido ao Brasil pelas articulações do então ministro das Relações Exteriores, Oswaldo Aranha, logo depois do fim da II Guerra Mundial, em 1945, o discurso é um momento mágico para o país nem sempre bem aproveitado pelos presidentes sob as luzes do mundo.

O presidente Jair Bolsonaro leu um texto de 1.700 palavras e 11 mil caracteres. Mas perde tempo quem for procurar palavras de respeito pelos 138 mil mortos que o Brasil registrou até agora além de um burocrático “lamentar cada morte ocorrida”.

Aliás, a palavra morte está escrita apenas uma vez relacionada a covid-19. Mas usou hidroxicloroquina para se queixar dos preços que subira 500%. O presidente preferiu listar suas ações. Mas o fez como confronto ao que ele mesmo criou sobre o vírus e o desemprego, e que segundo ele, “ambos deveriam ser tratados simultaneamente e com a mesma responsabilidade”.

E mais uma vez ele se queixou da “parcela da imprensa brasileira” que segundo ele “também politizou o vírus, disseminando o pânico entre a população. Sob o lema “que em casa” e “a economia a gente vê depois”, quase trouxeram o caos social ao país”.

O presidente tem dificuldades, desde o começo da pandemia, de entender a dimensão social da covid-19 para o futuro do país e da própria humanidade em relação a questão da vida das pessoas. Isso está presente no discurso quando diz que graças a uma decisão judicial [do STF], todas as medidas de isolamento e restrições de liberdade foram delegadas a cada um dos 27 governadores das unidades da Federação.

Bolsonaro, de fato, não percebeu que não fosse sua posição radical contra a ideia do “que em casa” poderia hoje estar surfando na onda de ter autorizado uma colossal transferência de recursos (R$ 600 bilhões) para salvar a economia.

E o mais curioso é que ele fez. Tipo: está bom, eu pago a conta, mas vocês escolheram o bar errado.

E no seu discurso na ONU, prestou contas dessas ações de uma forma tão burocrática que não conseguiu dizer que o Brasil, um país com enormes dificuldades econômicas, enfrentou a convid-19 gastando o que não tinha, para além de tratar as pessoas tentar não permitir que elas morressem de fome.

É impressionante como ele ainda não tem a dimensão de como foi importante para o Brasil gastar esse dinheiro todo e como, negando a ciência, não capitalizou as ações de seu governo e dos estados com o dinheiro que ele transferiu para salvar vidas e a economia.

Mas é preciso não esquecer o fato histórico. Quem politizou a covid-19 foi ele. Pagou a conta, mas politizou e o fez isso segundo uma visão errada da questão. Ora, se ele iria pagar a conta, porque não aproveitar o bônus da assinar o cheque. O Brasil entregou “aproximadamente 1.000 dólares para 65 milhões de pessoas”, mas, ele não percebeu a dimensão dessa transferência de renda.

Bolsonaro só percebeu o impacto disso quando viu sua popularidade subir no Nordeste que – como ele mesmo dizia – era um reduto do PT e de governadores de esquerda. E aí decidiu dar a larga na campanha de 2022.

Mas o problema de Bolsonaro é que ele mistura dados bons com conceitos ruins e os seus auxiliares também não ajudam muito.

É verdade, como disse no discurso. O país produz “alimentos para mais de 1 bilhão de pessoas. O Brasil contribuiu para que o mundo continuasse alimentado”. Assim como é verdade que somos líderes em conservação de florestas tropicais.

E também é verdade que temos a matriz energética mais limpa e diversificada do mundo. Mesmo sendo uma das 10 maiores economias do mundo, somos responsáveis por apenas 3% da emissão de carbono. E que o mundo cada vez mais depende do Brasil para se alimentar. Tudo isso é fato.

O problema é que ele logo a seguir ele diz que a floresta é úmida e não permite a propagação do fogo em seu interior. Que os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação. E que as grandes queimadas são consequências inevitáveis da alta temperatura local.

O presidente está querendo enganar a quem quando diz na ONU que os focos criminosos são combatidos com rigor e determinação? A si mesmo? Bom, sempre se diz que todos os presidentes não falam na ONU para o mundo, mas para seus eleitores.

E porque diabos dizer que o Brasil foi vítima de um criminoso derramamento de óleo venezuelano, vendido sem controle? Talvez para agradar ao presidente Trump, a quem atribui “uma visão promissora para, após mais de sete décadas de esforços, retomar o caminho da tão desejada solução do conflito israelense-palestino?”

Pode ser. Talvez porque o Brasil, “finalmente, abandona uma tradição protecionista e passa a ter na abertura comercial a ferramenta indispensável de crescimento e transformação” um discurso mais uma vez alinhado com sua indisfarçável admiração pelo presidente americano que, também pela tradição da ONU, é o orador seguinte na solenidade virtual da ONU.

Fazer o quê se ele gosta de Donald Trump e faz questão de dizer isso até na ONU?


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Comentários

Fernandes

Tem calma Bozoloide direitopatas hipócrita. KKKKKKKKKk

Wellington Antunes

O Bozo mentiu tanto, tanto hoje na Assembléia Geral da ONU que envergonhou o Brasil perante o resto do mundo. Como pode um presidente ser tão cínico assim? Acho que ele pensava que tava falando para o gado dele no cercadinho do Alvorada, só sendo, porque a pessoa mentir daquele jeito para as maiores lideranças mundiais presentes, que ci6nhecem, com certeza, o desastre que está sendo o governo dele.

Carlos

Você queria que ele falasse mais o quê sobre os mortos,além de lamentar, seu esquerdopata hipócrita? Você gosta de obituário, então vai assistir à tv funeral GloboLixo.

Fernandes

Bolzofake.


ALEPE

Confira os últimos posts

03/12


2020

Dasa compra Grupo Leforte por R$ 1,77 bi

A Dasa - Diagnosticos da America SA adquiriu por R$ 1,77 bilhão 100% do Grupo Leforte, que detém três hospitais e cinco clínicas na Grande São Paulo. As informações são do Brazil Journal. O Leforte surgiu há 75 anos e tem forte atuação no setor, com hospitais em pontos estratégicos da Grande São Paulo: no Morumbi, no ABC Paulista e na Liberdade.

Com a compra de hoje, a Dasa dobrou sua rede de seis para 12 hospitais, incluindo a inauguração do hospital Águas Claras em Brasília e a aquisição do Grupo Nossa Senhora do Carmo, dono de dois hospitais no Rio. Esse crescimento ocorreu em apenas seis meses. 


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O Jornal do Poder

03/12


2020

Blog recebe denúncia sobre sumiço de macas de Quixaba

Em Quixaba, no Sertão do Pajeú, uma fonte ligada à administração municipal se queixa da retenção de macas na hora de deixar os pacientes em unidades de saúde pública de médio e grante porte de cidades como Recife e Caruaru. A preocupação maior se dá pelo fato de haver poucas macas em posse do modesto município sertanejo para prestar socorro a moradores, além do fato de os recursos serem escassos.


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Abreu no Zap

03/12


2020

Acusados na Operação Torrentes ocupam cargos em Suape

EXCLUSIVO

Dois réus em uma ação penal ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em decorrência da Operação Torrentes estão ocupando cargos estratégicos na administração do Porto de Suape. Conforme o blog apurou, os coronéis da reserva da Polícia Militar de Pernambuco Eduardo José Pereira da Silva e Paulo Estevam Vilela atuam no Complexo Industrial Portuário.

Eduardo Pereira exerce a função de coordenador de Segurança Portuária, enquanto Paulo Estevam é coordenador de Operações Portuárias de Suape. Ambos foram acusados pelo MPF em junho de 2019 por terem praticado fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco. Até aquele momento, 40 pessoas tinham sido acusadas por envolvimento nesse esquema criminoso.

O Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape) é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. O blog segue aberto para que a administração do Porto de Suape se pronuncie sobre o assunto.


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03/12


2020

Repercussão nacional

O furo de “O Poder” repercutiu nacionalmente. Os principais veículos da mídia nacional entraram na pista do palpitante assunto. É o jornal “O Poder” pautando a mídia nacional. Vem chumbo grosso por ai.

Quem não é assinante, pode ter acesso às edições e assinar grátis em:

www.jornalopoder.com.br/edicoes


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Banco de Alimentos

03/12


2020

Prefeito de SLM pede abertura de crédito de R$ 5 mi

EXCLUSIVO

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O prefeito de São Lourenço da Mata, Bruno Pereira (MDB), enviou um projeto de lei à Câmara Municipal para abertura de crédito suplementar no valor de R$ 5.040.000,00. Um ofício assinado pelo chefe do Executivo, na última segunda-feira (30), solicita aos vereadores a apreciação da matéria em regime de urgência.

No documento, o gestor argumenta que os recursos serão destinados "para atender despesas com pessoal no mês de dezembro/2020 e 13º salário". O assunto foi discutido, hoje, em sessão ordinária na Câmara. Nenhum vereador se opôs à medida.

Um deles, o legislador Leonardo Barbosa (PSB), que é líder da oposição na Casa, chegou a discursar sobre o tema. "Nós vamos aprovar esse projeto. Agora, deixo bem claro para a população e aos servidores: nosso papel, nós vamos fazer. Cabe ao prefeito executar. Se não executar, mais tarde, no futuro, se alguém ficar sem receber alguma coisa, não venham querer culpar essa Casa. Nós entendemos que é final de gestão e que esses gastos já estavam na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) aprovada no ano passado. Então, sabemos que houve um excesso de gastos", declarou na tribuna.


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03/12


2020

"Convocação de novos PMs é urgente", diz Da Harpa

O deputado estadual Joel da Harpa (PP) tem afirmado nos últimos dias que "o efetivo da Polícia Militar de Pernambuco teve uma redução de 20% em apenas dois anos". Ele se baseia em dados do Portal da Transparência. "Atualmente são 16.993 profissionais quando, em 2018, eram 20.370. A convocação de novos policiais militares é urgente", declara.

Da Harpa ainda sugere a convocação imediata dos remanescentes do último concurso realizado. “Estamos muito abaixo do efetivo previsto em lei que seria de 26.865 PMs. Uma defasagem de 10 mil profissionais de segurança. O reflexo da redução do efetivo quem sente é a população que tem menos policiais na rua. Postos estão sendo desativados por falta de pessoal. Sem contar o excesso de carga horária de trabalho da tropa para suprir a demanda de serviço”, avalia.

Ainda segundo o parlamentar, não há a necessidade de realização de novo concurso, "pois já existe um bom número de aprovados ansiando pela convocação". "São homens e mulheres prontos e desejando trabalhar. Um novo concurso representaria gasto de dinheiro e tempo. A violência cresce a cada dia, profissionais de segurança adoecendo, estressados, com carga horária excessiva e sem reajuste salarial há exatamente dois anos", completa.

“Tivemos muitas mortes, aposentadorias e  muitos que simplesmente desistiram de integrar a Corporação. Quantos mais precisam ir embora para que algo seja feito?”, conclui Joel da Harpa.


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03/12


2020

Doria diz que vai imunizar “brasileiros de SP” em janeiro

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou, hoje, que a vacina CoronaVac, produzida pelo laboratório chinês Sinovac em parceria com o Instituto Butantan, será aplicada na população paulista em janeiro de 2021.

A vacina ainda está na terceira fase de teste, em que a eficácia precisa ser comprovada antes de ser liberada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O governo estadual afirma que o relatório final deve ser enviado ao órgão ainda em dezembro e que não deve ser necessário solicitar o uso emergencial da vacina.

"Em São Paulo, de forma responsável, seguindo a lei, no próximo mês de janeiro, cumprindo o protocolo com a Anvisa e obedecendo aos princípios de proteção à vida, nós vamos iniciar a imunização dos brasileiros de São Paulo. Não vamos aguardar março", disse Doria.

O governador criticou o anúncio feito pelo governo federal de que o calendário de vacinação nacional deve começar em março de 2021. A CoronaVac ainda não foi incluída no plano do Ministério da Saúde.


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03/12


2020

Mourão discursa na abertura do Fórum do Semiárido

A chuva não impediu a abertura do Fórum do Semiárido. Pouco antes da chegada da comitiva da Vice-Presidência da República à Mossoró (RN), a terra ficou molhada, renovando as esperanças do povo da região. Foi com esse clima diferente que a cidade recebeu autoridades para a abertura do Fórum do Semiárido.

Além do vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), a presença de várias autoridades, dentre elas, o deputado federal General Girão (PSL-RN), presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido – idealizadora do evento. Também participaram da abertura, ministros e parlamentares. 

Mourão frisou que "esta é a hora do Semiárido. A grande tarefa do governo Bolsonaro é criar as facilidades e as condições para que tudo aquilo que foi discutido aqui seja implementado. A água, com bons projetos, vai transformar o semiárido em um grande celeiro”. Segundo Mourão, o Fórum é o ambiente ideal para a produção de convergências e fomentos. “Podemos definir um amplo programa com objetivo de aproveitamento das potencialidades de região”, finalizou. 

Para o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar Mista em Prol do Semiárido, General Girão, o que foi visto hoje  no evento "é a reunião de um leque de conhecimento agregado na nova fronteira de desenvolvimento sustentável". Ainda segundo ele, "o objetivo é aprimorar o plano e transformá-lo em lei federal, assegurando sua continuidade”. 

A prefeita de Mossoró, Rosalba Ciarlini (PP), disse que "o plano é uma redenção para o povo e uma oportunidade de geração de empregos e renda". O vice-governador do Rio Grande do Norte, Antenor Roberto (PCdoB), ressaltou que “a parceria com a Codevasf e o Ministério do Desenvolvimento Regional pode mudar todo esse cenário e trazer novas divisas”.

“É possível transformar deserto, em lavouras e pomares produtivos”, emendou o ministro da Educação, Milton Ribeiro. Já o coordenador de Projetos Especiais da Codevasf, Luiz Curado, destacou que o PDS foi esquecido ao longo dos últimos 20 anos. “Agora é preciso restaurar o plano e escrever uma nova história”.

A a deputada federal e presidente da Frente Parlamentar Mista do Agronegócio e Agricultura Familiar, Bia Kicis (PSL-DF), e o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) também estiveram presentes no evento e demonstraram apoio ao Plano de Desenvolvimento do Semiárido.

Programação desta sexta-feira

Amanhã, os debates estarão acontecendo na Universidade Federal Rural do Semiárido – Unifersa, onde todos os segmentos (agentes públicos, empresas e representantes da sociedade) estarão debruçados debatendo os 13 eixos temáticos propostos, tais como: a água e seu aproveitamento no semiárido, educação, segurança jurídica e fundiária, turismo, meio ambiente, recursos minerais, resíduos sólidos, tecnologia e inovação, transporte  e logística, entre outros.

Serviço
Fórum de Desenvolvimento do Semiárido 2020
Onde: Teatro Municipal Dix-Huit Rosado Maia e Universidade Federal Rural do Semiárido (Ufersa) – Mossoró (RN) 
Quando: De 3 a 5 de dezembro de 2020
Mais informações: www.semiaridobrasil.com.br


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03/12


2020

TSE barra primeiro prefeito sub judice

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou, na sessão de hoje, o primeiro registro de candidatura de um prefeito eleito no país. A decisão atinge Adair Henriques da Silva, do DEM, que venceu a eleição em Bom Jesus de Goiás, na região sul do estado. Ele foi o candidato mais votado no primeiro turno, recebendo 50,26% dos votos válidos. Porém, o TSE anulou a eleição e determinou novo pleito para 2021.

Consultado, o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO) disse que não se manifesta sobre julgamentos. A reportagem tenta localizar a assessoria de comunicação do diretório estadual do Democratas em Goiás.

O TSE também ordenou a convocação do presidente da Câmara Municipal, da legislatura que se inicia no próximo ano, para exercer provisoriamente o cargo de prefeito na cidade.

A nova eleição vai ser organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO), conforme decisão do ministro relator Edson Fachin, com data a ser divulgada.


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03/12


2020

José Mucio não quer ser ministro de Bolsonaro

Procurado, há pouco, pelo blog, o agora ex-presidente do Tribunal de Contas da União, José Mucio Monteiro, disse que ficou lisonjeado pela lembrança e a cordialidade do presidente Bolsonaro, mas que não faz parte do seu projeto de vida, depois de encerrar a sua missão na corte suprema de contas do País, assumir mais funções públicas.

Em fala na solenidade pós escolha de Ana Arraes para presidência do TCU, ontem, Bolsonaro disse que José Mucio, que está deixando o TCU, seria bem-vindo para integrar a sua equipe. Foi um convite público para o pernambucano, que foi ministro de Lula e colega do presidente na Câmara quando deputado, assumir uma função de destaque em sua gestão.

Mucio apenas ouviu e não se manifestou, mas em contato com o blog disse que não passa pela sua cabeça ser ministro de Bolsonaro. O ex-presidente do TCU, depois de dois anos na função, antecipou sua aposentadoria em 2 anos e 7 meses. Deve voltar a morar no Recife a partir de janeiro. Há quem aposte que tem planos para disputar o Governo de Pernambuco em 22, o que nega.


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