Jaboatão

14/11


2019

Lições da História

Por Cássio Rizzonuto

Quando em fevereiro de 1945 o então ditador soviético (1924-53), Josef Stalin (1878-1953), chegou a Yalta para firmar acordo com os aliados a respeito dos rumos pós-Segunda Grande Guerra, as pessoas que o viram pela primeira vez ficaram intrigadas.

Era um homem pequeno (cerca de 1,60m), deficiente do braço esquerdo, coxo da perna esquerda (que arrastava visivelmente), tinha a cara marcada por varíola e feições grosseiras, ostentando vasto bigode bem trabalhado que parecia resumir todo o vigor de sua masculinidade. A única coisa inteira que exibia era o bigode.

Em absoluto poder-se-ia enxergar, naquela figura inexpressiva, o criminoso que matou milhões, traiu todos os amigos, promoveu os maiores genocídios que a história tentou encobrir, devastando populações inteiras e promovendo horrores.

Stalin, tão defendido pelos partidos de esquerda do Brasil, era figura humana extremamente frágil, fisicamente, e a mais perfeita definição de sociopata e psicopata. Mas a raça humana fervilha com tais figuras. Triste da sociedade em que eles assumem posição de mando político e começam a elaborar leis e determinar rumos.

O então primeiro-ministro inglês, Winston Churchill (1874-1965), afirmou que os olhos de Stalin, “pequenos e escuros”, “assemelhavam-se aos de serpente venenosa segundos antes de desferir o bote”. Disse, ainda, que a expressão facial de Stalin “inspirava pavor”.

Churchill, niilista convicto, é autor do axioma famoso que garante ser “a Democracia o pior de todos os regimes, excetuando-se todos os outros”. É preciso demorar um pouco e pensar a frase para que se entenda sua essência (só os mais velhos conseguirão alcançar).

Pois bem: tudo isso vem bem na medida, no instante em que o Brasil apresenta estruturas inteiramente desorganizadas, com suas instituições cheias de candidatos a Stalin: picaretas desinformados expostos de forma desmoralizada pelas redes sociais. Todos se esforçando para se apresentarem seriamente, sem o mínimo de credibilidade.

Na era Stalin não existia a internet. Mas Dias Toffoli, Gilmar Mendes e muitos, muitos outros transmitem a impressão de desconhecerem esse fato. E só não mergulharam o país num beco sem saída, ainda, por conta de manifestações de rua que reúnem milhões de pessoas que bradam contrariamente à bandalheira que se pretende impor.

O que o STF está fazendo não encontra respaldo em nenhuma Constituição, a não ser na que vigia à época do Estado Soviético. Todos os dias somos “brindados” com novidades. Seja mostrando que o presidente da Corte recebe propina (denúncia da revista digital Crusoé), seja apontando que possui os dados financeiros de 600 mil pessoas.

Não é possível que se permita continuar esses candidatos a ditadores forjando regras e levando o Brasil para o buraco. Têm de ser afastados imediatamente. São vermes imundos que só fazem atrapalhar, pois nada de positivo são capazes de produzir. A história está cheia de maus exemplos com relação à tolerância com tais inúteis.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

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10/05


2021

Caos em Camaragibe

Reeleita com a promessa de organizar e melhorar a saúde de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, a prefeita Doutora Nadegi (Republicanos), que por ironia do destino é médica, virou uma unanimidade, a de responsável por jogar a saúde, literalmente, na UTI. Pelas redes sociais, com mensagens que respingam também neste blog, o bombardeio em cima do seu desgoverno virou uma rotina, algo que vem corroendo sua imagem.

Além da pandemia da Covid-19, presente naturalmente em todos os municípios, Camaragibe não consegue, por incompetência dela e descaso da sua equipe, mudar a curva em ascensão de casos e mortes provocados pela doença. Há superlotação de hospitais, e, para complicar, surto de dengue e chikungunya, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. A situação é dramática, não há atendimento médico sequer para os casos mais graves da enfermidade.

Moradora do bairro Céu Azul, a técnica de enfermagem Cláudia Correia enviou uma mensagem à redação do blog relatando o sofrimento que passou para ser atendida nas unidades de saúde da cidade, sem sucesso.

Acometida pela chikungunya desde o último sábado, com febre alta e muitas dores pelo corpo, ela procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde Expansão Timbi, hoje, próximo à sua casa, mas foi informada que não havia médico disponível para atendê-la. Mesmo com muitas dores, sem conseguir se locomover e sem atendimento do Samu para esses casos no município, Cláudia se dirigiu ao Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves, no centro da cidade, onde disseram que “se o caso não for acidente, tiro, ou Covid-19, o hospital não aceitaria o paciente”.

“Preciso ser atendida por um médico e não posso contar com isso na minha cidade, preciso de um atestado, pois não estou em condições de trabalhar, mas não encontro atendimento em Camaragibe. No ano passado, eu tive a Covid-19 e procurei atendimento no Cemec ouvi de uma médica que “se eu não estivesse morrendo, ela não poderia me atender”, eu estava morrendo. Eu posso estar morrendo agora, mas vou morrer em cima da minha cama porque não tem médico que me atenda em Camaragibe, desabafou Cláudia.

Nas redes sociais, as denúncias são insistentes e preocupantes. Na página do Instagram do Camaragibe Agora, um perfil com notícias sobre a cidade, moradores se queixam da falta de atendimento em outros postos no município. Em uma postagem sobre o atendimento restrito nas UPAS da Caxangá, Torrões e São Lourenço, os internautas reclamam que as unidades de saúde de Camaragibe só aceitam pacientes com Covid-19.

Além dos problemas na Saúde, a Prefeitura também está sendo acusada de não combater as endemias, segundo outros comentários na postagem do Camaragibe Agora. Os agentes que visitam as casas distribuindo veneno que mata a larva do Aedes aegypti não estão circulando pela cidade, o que fez aumentar os casos das doenças no município. Com a palavra, a desastrosa prefeita de Camaragibe.


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Ipojuca 2021

10/05


2021

João anuncia vacinação para novo grupo no Recife

A partir das 18h de hoje, as pessoas com deficiência, com mais de 18 anos, beneficiárias do Benefício de Prestação Continuada (BPC) já poderão agendar a vacina contra a covid-19 por meio do aplicativo ou site do Conecta Recife. A imunização desse público começará amanhã. O prefeito João Campos (PSB) fez o anúncio na manhã desta segunda na Prefeitura da Cidade do Recife.

“A gente começa a semana com um novo anúncio de vacinação. A partir de hoje, às 18h, estará disponível no Conecta Recife, o agendamento para as pessoas com deficiência que são beneficiárias do BPC - Benefício de Prestação Continuada.  Então você que conhece alguém que faz parte desse grupo, ajuda a essa pessoa a fazer o agendamento, que ela já pode se vacinar a partir de amanhã. Lembrando que qualquer unidade de saúde da nossa cidade tem pessoas que podem ajudar a fazer a inscrição no Conecta Recife e o agendamento. Contamos com a solidariedade de todos e todas para poder ver as pessoas com deficiência sendo vacinadas na nossa cidade”, declarou João.

Esse novo público deve anexar uma cópia do cartão do benefício, ou documento que comprove a curatela, e comprovante de residência no momento do agendamento no Conecta Recife. É importante também levar todos os documentos ao local onde será imunizado, no dia e hora agendados previamente para a vacinação.

O app Conecta Recife está disponível gratuitamente na PlayStore, para Android, e AppStore, para quem utiliza o sistema iOS. O endereço do site é www.conectarecife.recife.pe.gov.br. No Recife, 348.300 pessoas já foram vacinadas. Dessas, 183.349 já receberam inclusive a segunda dose. O total de doses aplicadas é 531.649.


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Petrolina abril 2021

10/05


2021

Faculdade de Medicina chega a Garanhuns

O ex-deputado estadual e ex-prefeito de Garanhuns Izaías Régis enviou, há pouco, ao blog, a notícia de que a portaria com a autorização para funcionamento da FAMEG – Faculdade de Medicina de Garanhuns, enfim saiu.

“Neste fim de semana recebi uma mensagem do Dr. Nicolau, do Centro Universitário ITPAC, informando que a portaria saiu. Fico muito feliz com essa notícia, pois é uma luta que eu abracei desde o meu mandato de deputado estadual”, disse o ex-gestor. Confira o agradecimento dele no vídeo.


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10/05


2021

Ação do Itamaraty para compra de cloroquina na mira da CPI

A ação do Itamaraty para garantir insumos para fabricação de cloroquina durante a gestão do ex-ministro Ernesto Araújo, no ano passado, entrou na mira da CPI da Covid.

O senador Rogério Carvalho (PT-SE), suplente da CPI, vai apresentar um requerimento para a comissão se aprofundar no tema.

Hoje, o jornal "Folha de S. Paulo" revelou que o ex-chanceler mobilizou o ministério para adquirir junto a parceiros internacionais os insumos para o remédio.

A reportagem diz que teve acesso a telegramas diplomáticos que mostram o empenho de Araújo pela cloroquina, mesmo depois de a comunidade científica internacional ter afirmado que o remédio, defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, não tem eficácia contra a Covid.

Ainda segundo a "Folha", a busca por vacinas não recebeu atenção semelhante do Itamaraty.

Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid

Ministério da Saúde tira do site indicação de cloroquina no tratamento precoce da Covid

O requerimento a ser apresentado à CPI pretende comprovar o empenho do governo para a aquisição de cloroquina e o desinteresse para a compra de vacinas. Segundo, o senador Rogério Carvalho, isso aponta para a tese de que o governo Bolsonaro intencionalmente buscou o contágio para criar imunidade de rebanho como forma de lidar com a pandemia.

A imunidade de rebanho, segundo especialistas, ocorre quando cerca de 70% da população tem anticorpos. No caso do Brasil, até esta segunda-feira, pouco mais de 15 milhões de pessoas já haviam contraído a doença, o que não representa nem 10% da população. O número de mortos por Covid ultrapassa 422 mil.


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ALEPE

10/05


2021

Jaboatão cria programa de monitoramento aos atendimentos

A Prefeitura do Jaboatão dos Guararapes cria Programa de Monitoramento dos Atendimentos a Vítimas de Violência, um sistema pioneiro no estado de Pernambuco, com o objetivo de registrar, monitorar e gerenciar os atendimentos às denúncias de supostas violações aos Direitos Humanos.

Os casos monitorados são referentes a violência contra idosos, pessoas com deficiência, população LGBTQI+ e as violações motivadas por racismo e intolerância religiosa.  A criação do programa tomou por base os dados coletados entre os meses de janeiro e abril deste ano. Entre as principais denúncias, 87,2% foram contra idosos, 11,5% a pessoas com deficiência e 1,2% contra a população LGBTQI+.

Os atendimentos são realizados pelo Núcleo de Apoio a Vítimas de Violência (NAVV), da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania, através de visitas domiciliares. O sistema permite cadastrar os atendimentos prestados às vítimas de violência e acompanhar os encaminhamentos efetuados junto à rede socioassistencial e de saúde do município e ao Ministério Público Federal (MPF).  As denúncias podem ser feitas através do Disque 100 do MPF, da Ouvidoria Municipal (0800 081 8899) ou outros órgãos da Rede de Proteção.

"Trata-se de uma importante ferramenta para nortear as políticas públicas visando à proteção de direitos humanos. Através do sistema, é possível quantificar as denúncias e atendimentos, diagnosticar os perfis de violações e as áreas que registram maiores índices em nosso município. Também é possível verificar qual o canal mais utilizado para as denúncias.  O nosso objetivo é garantir a segurança destas pessoas que são vítimas de preconceito", afirmou o prefeito Anderson Ferreira.


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Bandeirantes 2021

10/05


2021

Orçamento secreto de Bolsonaro banca trator superfaturado

Estadão

Um esquema montado pelo presidente Jair Bolsonaro, no final do ano passado, para aumentar sua base de apoio no Congresso criou um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões em emendas, boa parte delas destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas por preços até 259% acima dos valores de referência fixados pelo governo.

O flagrante do manejo sem controle de dinheiro público aparece num conjunto de 101 ofícios enviados por deputados e senadores ao Ministério do Desenvolvimento Regional e órgãos vinculados para indicar como eles preferiam usar os recursos.

O detalhe é que, oficialmente, o próprio Bolsonaro vetou a tentativa do Congresso de impor o destino de um novo tipo de emenda (chamada RP9), criado no seu governo, por “contrariar o interesse público” e estimular o “personalismo”. Foi exatamente isso o que ele passou a ignorar após seu casamento com o Centrão.

Os ofícios, obtidos pelo Estadão ao longo dos últimos três meses, mostram que esse esquema também atropela leis orçamentárias, pois são os ministros que deveriam definir onde aplicar os recursos. Mais do que isso, dificulta o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da sociedade. Os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos, e a distribuição dos valores não é equânime entre os congressistas, atendendo a critérios eleitorais. Só ganha quem apoia o governo.

O senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), por exemplo, determinou a aplicação de R$ 277 milhões de verbas públicas só do Ministério do Desenvolvimento Regional, assumindo a função do ministro Rogério Marinho. Ele precisaria de 34 anos no Senado para conseguir indicar esse montante por meio da tradicional emenda parlamentar individual, que garante a cada congressista direcionar livremente R$ 8 milhões ao ano.

Ex-presidente do Senado, Alcolumbre destinou R$ 81 milhões apenas à Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), a estatal que controla, ao lado de outros políticos.

Um caso emblemático é o do deputado Lúcio Mosquini (MDB-RO). O governo aceitou pagar R$ 359 mil num trator que, pelas regras normais, somente liberaria R$ 100 mil dos cofres públicos. No total, o deputado direcionou R$ 8 milhões.

Há situações até em que parlamentares enviaram milhões para compra de máquinas agrícolas para uma cidade a cerca de dois mil quilômetros de seus redutos eleitorais. É o caso dos deputados do Solidariedade Ottaci Nascimento (RR) e Bosco Saraiva (AM). Eles direcionaram R$ 4 milhões para Padre Bernardo (GO). Se a tabela do governo fosse considerada, a compra sairia por R$ 2,8 milhões. À reportagem, Saraiva disse que atendeu a um pedido de Nascimento, seu colega de partido. Por sua vez, Nascimento afirmou ter aceito um pedido do líder da legenda na Câmara, Lucas Vergílio (GO).

Planilha secreta do governo obtida pelo Estadão revela que Alcolumbre também destinou R$ 10 milhões para obras e compras fora do seu Estado. Dois tratores vão para cidades no Paraná, a 2,6 mil quilômetros do Amapá. Sem questionar, o governo concordou em comprar as máquinas por R$ 500 mil, quando pelo preço de referência sairiam por R$ 200 mil.

As máquinas são destinadas a prefeituras para auxiliar nas obras em estradas nas áreas rurais e vias urbanas e também nos projetos de cooperativas da agricultura familiar. Os políticos costumam promover festas de entrega dos equipamentos, o que lhes garante encontros e fotos com potenciais eleitores em ano pré-eleitoral.

Ao serem entrevistados, deputados e senadores negavam o direcionamento dos recursos ou se recusavam a prestar informações. Confrontados com ofícios assinados por eles e a planilha do governo, acabaram por admitir seus atos.

‘Minha cota’ e ‘fui contemplado’: os termos nos ofícios dos parlamentares

O deputado Vicentinho Junior (PL-TO) escreveu à Codevasf que havia sido “contemplado” com o valor de R$ 600 mil para compra de máquinas. “Dificilmente esse ofício foi redigido no meu gabinete, porque essa linguagem aí, tão coloquial, eu não uso”, disse.

Somente após o Estadão encaminhar o documento, Vicentinho Junior admitiu a autoria, mas minimizou a expressão “contemplado” ali utilizada. “Às vezes, uma colocação nesse sentido nada mais é do que ser simpático”, resumiu.

“Minha cota”, “fui contemplado” e “recursos a mim reservados” eram termos frequentes nos ofícios dos parlamentares. Foi dessa última forma que a deputada e atual ministra da Secretaria de Governo, Flávia Arruda (PL-DF), se dirigiu à Codevasf para definir o destino de R$ 5 milhões. “Não me lembro. Codevasf?”, perguntou ao Estadão.

Ao ler o documento, Flávia desconversou: “É tanta coisa que a gente faz que não sei exatamente do que se trata”. Nem tudo, porém, é registrado. O senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) admitiu que “ditou” para o ministro Marinho onde R$ 7 milhões deveriam ser aplicados.

Na prática, a origem do novo esquema está no discurso de Bolsonaro de não distribuir cargos, sob o argumento de não lotear o primeiro escalão do governo. De um jeito ou de outro, a moeda de troca se deu por meio da transferência do controle de bilhões de reais do orçamento ao Congresso. Tudo a portas fechadas, longe do olhar dos eleitores.


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Serra Talhada 2021

10/05


2021

Paulo sanciona lei que regulamenta atividades religiosas

O governador Paulo Câmara sancionou, hoje, a lei que garante a realização de atividades religiosas durante a situação de calamidade pública instalada no Estado, em razão do novo coronavírus. A lei prevê a observação dos protocolos sanitários estabelecidos. A assinatura aconteceu durante solenidade realizada, por meio de videoconferência, com a presença de parlamentares da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).

Desde o dia 23 de abril, está permitida a realização de celebrações religiosas presenciais, sem aglomeração, em igrejas, templos e demais locais de culto, das 5h às 20h de segunda à sexta-feira, e das 5h às 18h nos finais de semana e feriados, com 30% da capacidade de ocupação e limite máximo de 100 pessoas. De acordo com a publicação, em situações excepcionais, o poder Executivo poderá determinar restrições quanto à realização presencial das atividades.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

10/05


2021

Controladoria apoia Programa de Prevenção à Corrupção

No próximo dia 20 de maio, os órgãos de controle dos estados brasileiros – integrantes das Redes de Controle de todo o País – lançarão o Programa Nacional de Prevenção à Corrupção (PNPC). A iniciativa tem o objetivo de aperfeiçoar as estruturas de combate a essa prática nos três poderes e nas três esferas de governo; melhorar o perfil dos gestores públicos; obter dimensão real dos casos identificados, investigados e corrigidos no Brasil; aprimorar a prevenção com a adoção de boas práticas e revisão dos sistemas de integridade; além de apoiar os órgãos e entes na implementação de um plano de ação para ditas melhorias. Em Pernambuco, a Secretaria da Controladoria-Geral do Estado (SCGE) é uma das entidades parceiras.

“Entendemos que essa é uma ação de extrema importância, uma vez que se propõe a auxiliar as organizações públicas no aprimoramento da governança pública e na redução dos níveis de fraude e corrupção a patamares similares aos dos países mais desenvolvidos, em médio e longo prazos”, adiantou a secretária Érika Lacet. Além da SCGE, o PNPC tem o apoio do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), da Controladoria Regional da União em Pernambuco (CGU-PE) e controladorias municipais do Recife e de Jaboatão dos Guararapes.

Para ampliar e assegurar uma maior adesão das prefeituras municipais ao programa, a secretária Érika Lacet, juntamente com o secretário do Tribunal de Contas da União no Estado de Pernambuco (TCU), Lincol Maciel, estiveram reunidos com o presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), José Patriota, na última quarta-feira (5).

“Apresentamos a iniciativa e reforçamos que não se trata de uma ação repressiva, nem tem o intuito de ranquear as cidades. A ideia é que todos respondam um questionário onde será avaliado o nível de maturidade de governança, integridade e combate à corrupção, sendo proposto um plano de ação individualizado para cada respondente objetivando a melhoria de seus índices”, explicou. De acordo com ela, o presidente da Amupe foi receptivo à ideia, entendeu a relevância do programa e confirmou o apoio da Associação para a realização da pesquisa.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

10/05


2021

NE que deu certo: até fumo se viu nas áreas irrigadas

As águas abundantes do Rio São Francisco produziram e continuam a produzir riquezas jamais imaginadas numa cultura de sequeiro, típica de semiárido. Na época em que estive em Petrolina levantando informações para o livro O Nordeste que deu certo, cujos capítulos vêm sendo reproduzidos neste espaço nos últimos dias, me deparei com a experiência de produtores em torno do fumo, até então predominante como matéria econômica de bons resultados em Arapiraca, já em território alagoano. Confira!

Irrigando, tudo dá

Capítulo 4

Primeiro foram as saborosas uvas Itália que fizeram sucesso e enriqueceram muita gente. Em seguida, floresceu a indústria da manga, hoje com mercado garantido na Europa e Estados Unidos. Agora, para surpresa dos próprios imigrantes que invadiram o São Francisco, se produz até fumo ao longo dos projetos de irrigação.

Em 1992, a Souza Cruz colheu 43 mil quilos do produto em 36 hectares ocupados por colonos nos projetos Nilo Coelho e Bebedouro, com uma variedade disputadíssima no mercado europeu: o fumo branco oriental. E obteve um faturamento de US$ 100 mil.

O retorno econômico foi tão importante para a Souza Cruz que este ano a área prevista para plantação de fumo deve passar dos 170 hectares e, em quatro anos, atingir a faixa dos primeiros mil hectares.

“Nem em Patos, na Paraíba, onde há uma grande beneficiadora, se produz um fumo da qualidade do que está saindo dos projetos irrigados do São Francisco”, adianta, eufórico, Hildo Diniz da Silva, superintendente da Codevasf na região. Foi tão positiva a experiência que, segundo ele, a Souza Cruz está estudando a possibilidade de implantar uma máquina de beneficiamento em Petrolina. “Tudo isso ainda está sendo mantido em absoluto sigilo, mas é uma notícia auspiciosa para todos nós”, festeja ele.

Como em toda e qualquer experiência bem-sucedida, a concorrência logo aparece. Há notícias na região de que a Tabacos do Brasil, informada da produção de fumo branco oriental no polo do São Francisco, também passou a ter interesse na exploração do produto. A Souza Cruz chegou a colher uma média de mil quilos por hectare, mas essa produtividade pode vir a ser muito maior, dependendo dos estudos que vêm sendo feitos por empresas de pesquisas da região.

Toda a produção da Souza Cruz, em 92, nos 36 hectares que serviram como projeto piloto, foi exportada para a Europa, ao preço de US$ 2,34 o quilo. O produtor, na sua totalidade colonos financiados pela companhia do fumo, teve um retorno líquido de 60% da produção. Isso estimulou a que, nos próximos anos, a produção venha a ser ampliada e o fumo consolidado como mais uma alternativa de alta rentabilidade no Vale do São Francisco.

Com o experimento de fumo ao longo dos projetos de colonização do São Francisco, por iniciativa própria da Companhia de Cigarros Souza Cruz, Petrolina pode vir a competir brevemente com os dois maiores polos de produção de fumo do Nordeste: Arapiraca, em Alagoas, e Souza, no sertão paraibano.

Condições propícias à expansão da cultura não faltam: terra em grandes extensões, tecnologia avançada, sol o ano inteiro e em abundância água para irrigação. Segundo estudos da Codevasf, já repassados à Souza Cruz, o polo Petrolina-Juazeiro pode vir a produzir duas safras de tabaco ao ano, como ocorre com a manga e a uva, dois produtos mais nobres com mercado assegurado no Exterior.

A descoberta do fumo branco oriental no Vale do São Francisco trouxe novo alento aos colonos do projeto senador Nilo Coelho. A Souza Cruz, no ano passado, fez investimentos na área dos colonos para testar até onde a região seria capaz de reagir à introdução de uma cultura antes sequer discutida.

Cada colono possui uma gleba de quatro hectares para produção de culturas de subsistências. A Souza Cruz conheceu a área e criou ânimo: financiou os galpões e todo custeio, dando ainda assistência técnica durante todas as etapas. "Nós demos toda assistência, acompanhamos o desenvolvimento do projeto com a certeza de que seria bem-sucedido”, conta o superintendente Hildo Diniz, adiantando que os próprios representantes da Souza Cruz ficaram admirados quando voltaram à área na época da colheita. “Isso é fantástico. Foi assim que eles comemoraram”, relembra Hildo, para quem o monopólio, em termos de experiência hoje da Souza Cruz, pode estar com os dias contados.

“Eu já recebi aqui representantes da Tabacos do Brasil que se mostravam interessados em expandir seus negócios no Brasil em direção a essa região”, afirma, destacando que o fumo reagiu tão bem em terras irrigadas no São Francisco que pode atrair investimentos estrangeiros. 

Segundo ele, em áreas tradicionais de plantio, como Souza, na Paraíba, e Arapiraca, em Alagoas, o fumo apresenta uma rentabilidade máxima de 800 quilos por hectare.

"Aqui, através do experimento da Souza Cruz, tivemos uma rentabilidade de 1.200 quilos por hectare, o que nos impressionou e nos leva a fazer planos para o futuro”, diz. O fumo, ao contrário de tradicionais culturas, como manga, uva e melão, se desenvolve mais rápido em terras irrigadas, mas para se atingir um fumo mais aromático e alcançar melhor preço no mercado internacional, é aconselhável que a rentabilidade atinja apenas 800 quilos por hectare. “Por mais paradoxal que pareça, é um dado que corresponde à realidade”, diz Hildo, que, de posse de estudos, passou a orientar os colonos que tiveram suas glebas arrendadas pela Souza Cruz.

Chegam os japoneses

Pioneiros na ocupação de projetos públicos no Vale do São Francisco, os colonos do Nilo Coelho, em Petrolina, estão repassando seus lotes de até seis hectares para os estrangeiros que invadem a região à procura de investimentos. A comunidade japonesa é a que mais tem comprado, atraída pelas notícias de fartura, com o plantio de uva, manga e melão, principalmente.

Jerry Tito, 27 anos, é um exemplo típico dessa nova realidade. Ele conta que estava no Paraná trabalhando com mais 13 irmãos, mas sempre teve ótimas informações a respeito dos projetos de irrigação no São Francisco. “Juntei tudo que tinha e vim embora para cá. Não encontrei dificuldades e logo encontrei um lote por US$ 5,3 mil”, recorda ele, que começou a plantar desde dezembro de 1992.

O que mais o atraiu foram o clima e as facilidades proporcionadas pelo sistema de irrigação Nilo Coelho, viabilizado através de um canal-mãe de 40 quilômetros de expansão. Segundo Jerry, existe uma grande concentração de japoneses na região que investem na compra de lotes. Desconfiado, ele não quis detalhar como, em tão pouco tempo, eles invadiram a região. “Aqui tem lugar pra todo mundo”, brinca.

Mas o agricultor Antônio Freire Figueira, uma espécie de liderança comunitária do projeto Senador Nilo Coelho, não tem papas-na-língua: “Estão invadindo e comprando todas as nossas terras. Conheço muitos japoneses na área de colonização que vivem em nossos lotes”, diz, para acrescentar: “Isso não significa dizer que estou condenando, até porque acho que quem vende o lote é porque não quer continuar produzindo na região”. A Codevasf assegura que não há qualquer irregularidade nesse repasse dos lotes de colonização.

“Racha” benéfico

É impossível dissociar o sucesso de Petrolina da família Coelho. A cidade cresceu e pegou fama pelas mãos do mais tradicional clã político do interior pernambucano. Mas, desde a morte do patriarca Nilo Coelho, há 10 anos, a história do grupo passou a ter mais capítulos de divisão do que de união, a palavra-chave do ex-senador, que era um tanto bonachão, um tanto coronel, daqueles às vezes durão para chamar atenção, mas de um amor à terra sertaneja nunca visto.

Nilo deixou as empresas que liderava sob o controle de seis irmãos, Paulo, José, Geraldo, Augusto, Adalberto e Osvaldo, mas sua lição de unidade não encontrou eco. Em pouco tempo, problemas de natureza política racharam os Coelhos em dois grupos, e hoje a família está literalmente rateada em quatro, que controlam 25 empresas, com negócios entre Pernambuco e Bahia.

O primeiro a romper foi Paulo, pai do atual prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho, que tem uma indústria de óleo, uma concessionária de automóveis, a representação da Coca-Cola, uma indústria de sucos e uma unidade de material de irrigação. Paulo se meteu na política, mas nunca levou sorte. Candidato a vice-governador, na chapa de Jarbas Vasconcelos, em 90, foi derrotado. Na eleição para prefeito em 92, coordenou diretamente a eleição do filho, mas mal Fernando começou a trabalhar, criou para ele uma situação desconfortável: sem sua autorização, desviou uma perfuratriz para uma propriedade particular, o que gerou um escândalo na região.

Em seguida, veio a vez de José Coelho se rebelar. Este, apesar de dar sua contribuição financeira nas campanhas políticas, nunca se envolveu diretamente na política partidária. Prefere tocar as cinco empresas que mantém na região, entre fazendas, indústria de equipamentos para irrigação, fábrica de macarrão e até uma revendedora Fiat.

Adalberto, Augusto e Geraldo ainda estão unidos num mesmo grupo, o chamado “Grupo Coelho”, cujo carro-chefe são as Indústrias Coelho. A mais recente divisão, no entanto, aconteceu há menos de um mês, e partiu do deputado federal Osvaldo Coelho (PFL), que ficou com o Sistema de Comunicações Grande Rio (formado por uma TV e quatro emissoras e rádio), uma fazenda agropecuária na Bahia e uma fábrica de material de irrigação, além de alguns postos de gasolina.

Se Nilo Coelho estivesse vivo, hoje, só lhe restaria a Companhia Têxtil do Vale e uma fazenda na Bahia, administradas agora pelas cinco filhas. Mas a divisão dos Coelho em quatro grupos trouxe alguma repercussão negativa para a economia da região? Na opinião do economista Paulo Almeida, há 15 anos convivendo com a família e hoje administrando a CTV, a separação, ao contrário do que se possa imaginar, tem sido benéfica. “Eles passaram a ser mais competitivos. Isso faz gerar muito mais empregos, porque todos pensam em expandir seus negócios”, avalia Paulo.

Na verdade, depois que tudo ficou desatrelado do grupo original, José Paulo adquiriu uma revendedora Fiat; Tereza comprou a Companhia Têxtil do Vale (CTV), e Osvaldo Coelho está expandindo o projeto agropecuário para se tornar, brevemente, um dos maiores exportadores de manga para o mercado internacional. “Acho que a separação era imprescindível, porque o grupo original cresceu muito, todos os irmãos constituíram família, e ficou difícil administrar interesses distintos”, observa Maria Tereza Coelho.

“O importante de tudo é que estamos todos lutando pelo desenvolvimento de Petrolina e da região, inspirados no legado de Nilo”, afirma, por sua vez, o ex-prefeito Guilherme Coelho, hoje administrando o complexo de comunicações do pai, o deputado Osvaldo Coelho.

Guilherme, 32 anos, disputa com Fernando, 35, o título de herdeiro político da família. Na verdade, eles têm tudo para conquistar o trono ocupado por Nilo Coelho. Tanto um como o outro sonham em ser governador do Estado.

28 anos depois

Quase três décadas após o lançamento do livro, a realidade em Petrolina é bem decente no que tange aos experimentos feitos com o tabaco na região. Na época, a Codevasf foi a instituição que deu suporte aos agricultores interessados na produção do fumo in natura ao longo do projeto de irrigação Bebedouro.

O projeto, entretanto, teve pouca durabilidade e logo as áreas em que foram feitos os experimentos deram lugar a outro tipo de cultura. Na verdade, não foi apenas no fumo que o São Francisco frustrou como região para diversificação de culturas.

Depois do fumo, ocorreram apostas também malsucedidas no tomate, em plantas ornamentais e também em coco irrigado. Nenhum deu certo, o que reafirma a vocação de Petrolina e Juazeiro, cidades irmãs, apenas para a fruticultura irrigada, com destaque para excelentes resultados econômicos no cultivo de manga e uva.

Quanto à divisão da família Coelho, fenômeno que se verificou após a morte do ex-senador Nilo Coelho, o tempo, que é o senhor da razão, como diz o poeta, se encarregou de reaglutinar o clã em torno do hoje senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), líder do Governo no Senado.

Pai do atual prefeito Miguel Coelho, FBC, como é conhecido, trouxe para o seu grupo o ex-deputado Osvaldo Coelho, já falecido, o também já falecido ex-deputado Geraldo Coelho, e o ex-prefeito Guilherme Coelho, filho de Osvaldo, que atua hoje na área da fruticultura irrigada.


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10/05


2021

CPI: Pazuello tenta não comparecer ao depoimento

O comando da CPI da Covid no Senado já detectou uma tentativa da defesa do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello de evitar comparecer ao depoimento do dia 19 como testemunha.

Na condição de testemunha, um depoente é obrigado a dizer a verdade e não pode ficar calado diante das perguntas. Se for à CPI como investigado, Pazuello poderá se calar.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), afirmou ao blog da Ana Flor que chegou à comissão a informação de que Pazuello pode tentar obter um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF) para não depor como testemunha. Pazuello alegaria que é investigado em um processo, que agora tramita na 1ª instância da Justiça, por omissões no comando da pasta da Saúde na pandemia.

Pazuello deveria ter comparecido para depor na CPI na semana passada, mas sua convocação foi adiada depois que ele disse que teve contato com um ex-assessor contaminado com o coronavírus. Ele pedia um depoimento virtual.

Segundo Randolfe, a avaliação é de que o pedido de Pazuello ao STF tem pouca chance de prosperar, porque o ministro do STF Ricardo Lewandowski tem sido duro ao julgar os temas da pandemia. Lewandowski tem sido responsável por temas relativos à CPI depois de ter sido sorteado para avaliar o pedido de senadores governistas de retirar Renan Calheiros (MDB-AL) da relatoria.

Segundo relatos que chegaram à CPI, Pazuello segue muito nervoso com o depoimento e a possibilidade de agravar as investigações contra ele.

Mais longevo ministro da Saúde durante a pandemia, Pazuello participou das negociações de vacinas, inclusive as rejeições de ofertas de laboratórios e presenciou as negativas do presidente Jair Bolsonaro em relação à compra da Coronavac, do Butantan. Também estava à frente da pasta durante a crise de falta de oxigênio em Manaus, foco de investigação.

Para outros senadores que fazem parte da CPI, Pazuello deve ser chamado mais de uma vez na CPI, pelo fato de ter sido responsável por diversas decisões que levaram à gestão desastrosa da pandemia, que já deixa mais de 420 mil mortos.


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Comentários

Fernandes

Tá se cagando de medo, vai ser preso.