Jaboatão - Nova UBS PET

01/08


2021

Alta dos alimentos faz brasileiro temer a volta da inflação

Por Fernando Castilho*

Nos últimos meses, os brasileiros passaram a conviver com um nível de inflação que, entre os mais novos, só tinha referência o governo Dilma Rousseff, e, para os mais velhos, o período que antecedeu a chegada do Real, em 1994.

O noticiário econômico já trata do tema, inclusive prevendo que 2021 deve ter Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 8,07% no período de 12 meses. Medidos até junho, os últimos 12 meses chegam a 8,35%. Há certeza de que a taxa Selic, que fixa os juros pagos pelo governo, fechará 2021 em 6,50%. 

Mas a inflação do cidadão tem números maiores. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o grupo de alimentos, em 12 meses, cresceu 12,59%. Mas, na ponta, itens como óleo de soja (83.93%), feijão macaçar (59,92%) e arroz (45,40%) assustam as donas de casa.

As carnes bovinas, na média, subiram 38,25% e o corte mais caro do boi, o Filet Mignon, aumentou 53,52%. Pouca gente come Filet Mignon, por isso o peso maior é sentido no frango inteiro, que subiu 19,55%.

Na esteira da inflação dos alimentos, outros itens passaram a assustar, subiram 16,88%. Essa inflação atinge mais as famílias que recebem até dois salários mínimos, na hora de comprar comida.

É uma situação curiosa. O noticiário que fala do crescimento das exportações de soja, milho, carnes bovinas, suínas e de frango é o mesmo que, na sequência, relata a explosão de preços cobrados em Real.  

A exportação de soja e milho impacta diretamente o preço do óleo de soja, margarinas, fubá e todo o complexo de carnes que usa farelo de soja e milho para a produção de proteína animal.

Segundo o IBGE, a alimentação no domicílio foi de 0,33% em junho, puxada pelas carnes (1,32%), que subiram pelo quinto mês consecutivo e acumulam alta de 38,17% em 12 meses.  

O IPCA, que oficialmente mede o índice da inflação no Brasil, foi de 0,53% em junho. No ano, o índice acumula alta de 3,77% e, nos últimos 12 meses, 8,35% - acima dos 8,06% observados nos 12 meses anteriores. 

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito tiveram alta de preços em junho. O maior impacto veio da Habitação e, na sequência, Alimentação e Bebidas (0,43%). 

No grupo Alimentação e Bebidas, as quedas na batata-inglesa (-15,38%), a cebola (-13,70%), o tomate (-9,35%) e as frutas (-2,69%) ajudaram o consumidor.

Mas nem só de alimentos vive a inflação do brasileiro. Energia elétrica já subiu 14,20% e combustíveis domésticos, 22,98%.

Eles também assustam. Mas, além do IPCA, um outro índice assusta milhares de consumidores: o IGPM, que é usado para os reajustes dos contratos de aluguel. Ele subiu tanto em 12 meses que foi abandonado pelo mercado. Em 12 meses, o índice chegou a 33,83%, Apenas em 2021 ele já subiu 15,98%.  

Na mesa de negociação são poucos os proprietários que usaram o índice cheio. Como os senhorios sabem que subir o valor do aluguel pelo IGPM pode significar meses fechado e despesas com o condomínio, a opção foi negociar.

O que pouca gente percebe é que fora do índice da inflação (IPCA), do PIB, da taxa Selic e do desemprego, o IBGE, o Banco Central e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) também produzem uma série de forte impacto na nossa vida diária.  

Um desses índices é o Índice de Preços ao Produtor (IPP), voltado para a indústria e mede a variação de preços de venda recebidos pelos produtores de bens e serviços e sinaliza as tendências inflacionárias de curto prazo no País. Ele é essencial como instrumento analítico para tomadores de decisão, públicos ou privados. Em 12 meses, o IPP já está em 36,81% e só em 2021 chegou a 19,11%. 

O IPP é desconhecido pelo cidadão comum. Mas ele é acompanhado pelos analistas e, segundo o IPP de junho, em 12 meses, a fabricação de produtos alimentícios (maio/2020 e junho/2021) registrou uma inflação de biocombustíveis (cujos preços são regulados em dólar) chegou em 2021 a 76,64%.

A única informação boa é que a inflação de um ano no setor de fabricação de equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos subiu apenas R$ 8,69%.  

Para toda uma geração que nasceu depois da criação do Real, de fato, a ideia de uma inflação que passe de 10% ao ano é mesmo impensável.

Mas é importante lembrar que houve uma quebra do PIB do País, em 3,50% (2015) e 3,30% (2016) levando a um impeachment. 

Por isso, a ideia de inflação acima de 8,06% no ano assusta. Talvez o nossa maior conquista como nação.

Alta do IGPM assustou o mercado

No debate da inflação desde o final de 2020, um índice passou a ter atenção especial. O IGP-M. Ele é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), que registra a variação de preços do mercado. Ele engloba desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais.

O motivo da atenção com o IGPM foi sua variação: 33,83% em 12 meses. Só em julho ele variou 0,78% e, com este resultado, o índice acumula alta de 15,98% no ano. O alarde já existia em 2020, quando o índice havia subido 2,23% e acumulava alta de 9,27% em 12 meses.  

O problema do IGPM é que ele é usado como indicador para o reajuste de custos em contratos de aluguel e energia elétrica, o que nesse tempo de crise hídrica acentua a importância.  

Na vida prática, as pessoas só sabem da existência do IGP-M quando vão estabelecer um contrato de aluguel, já que esse índice influencia diretamente no valor pago mensalmente.

O problema é que o IGPM é formado por três outros índices: IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado), IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado) e INCCM (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). O IPA-M tem peso de 60% no IGPM e é ele que monitora os preços recebidos pelos produtores domésticos no atacado (tanto industriais quanto agropecuários) E como esses produtores trabalham com o dólar, o IGP-M disparou.  

O aumento do IGP-M levou o Congresso aprovar uma lei para substituí-lo pelo IPCA. O mercado imobiliário não gostou, porque o padrão IGPM já está em uso há 30 anos e inquilinos e locatários já estavam se entendendo. A lei foi aprovada, mas o mercado encontrou o caminho da negociação.

Taxa de juros. O BC chegando atrasado na atitude

Nesta terça e quarta-feira, o Banco Central faz a sua quinta reunião do ano. Até dezembro devem ocorrem semana será mantida a tendência de alta, podendo a taxa subir para 6,50% em dezembro.  

A Selic é uma taxa referencial. Ela baliza o mercado e ficou em apenas 2% entre 16 de setembro do ano passado e 18 de março último. Desde então, iniciou uma tendência de alta que a elevou para 4,25% desde 17 de junho, devendo chegar a 5% esta semana.

A retomada da alta é motivo de críticas de analistas do mercado que avaliam que o Banco Central foi cauteloso demais em mantê-la em 2%, permitindo que a inflação fosse alimentada. 

Mas para o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, “A mudança no panorama inflacionário obriga o Banco Central a fazer isso, senão ocorrerá a contaminação da taxa para 2022”. 

Com a taxa Selic de 2%, a inflação no Brasil subiu, deixando os juros negativos. A correção tornou-se uma necessidade urgente, embora nas suas atas (documento em que explica sua decisão ao mercado) o BC venha insistindo que agiu no prazo certo.

O problema é que a alta do dólar, que impulsionou as exportações e fez a alegria do agronegócio, teve efeito no mercado interno onde, além dos alimentos, todos os demais setores enfrentaram pressão de alta.  

Juros altos assustam o mercado, ponta as taxas não tenham subido nos mesmos índices da inflação, as dificuldades na economia prejudicam especialmente as pequenas e médias empresas.

O preocupante é que no mercado existe a certeza de que até a última reunião do Copom, em 7 e 8 de dezembro, a Selic chegue a 6,50% - a mesma taxa entregue por Michel Temer a Jair Bolsonaro. Para Maílson, se isso acontecer, “a vantagem é não precisar elevar a Selic ao longo do próximo ano e manter neste nível até 2023”.

Exportações cresceram empurradas pelo dólar

No ano passado, as exportações brasileiras do agronegócio somaram US$ 100,81 bilhões, com um crescimento de 4,1% sobre 2019.

Apenas o complexo soja cresceu 35% (US$ 35,24 bilhões). A seguir vieram as carnes, com crescimento de 17% (US$ 17,16 bilhões) e os produtos florestais - representados por papel e celulose, que cresceram 11,3% (US$ 11,41 bilhões); e o complexo sucroalcooleiro, com 9,9% tudo que foi exportado pelo setor em 2020.

Só que isso tem repercussão em Real destino do produto, comprando 73,2% da soja em grãos exportada pelo Brasil, no total de US$ 20,91 bilhões, seguida do farelo de soja - somaram US$ 5,92 bilhões, um recorde nas quantidades da série histórica. A China também comprou mais carnes de boi, frango e porco. O problema é que esse sucesso vai bater na mesa do brasileiro. 

No caso do farelo de soja, usado para alimentação dos animais na engorda. Mais farelo exportado é menos farelo para a indústria de carnes, especialmente frango e porco. No caso das carnes, segundo o IBGE, medindo o IPCA existem detalhes curiosos. Do filet mignon que subiu (53.52%), o problema foi para os principais cortes, que subiram acima de 30%. Caso do contrafilé (36.115), lagarto (40,21%) acém (40,94%) e costela (45,30%) e carne Sol (13,60%). Na esteira dos aumentos, a carne de porco subiu 32.39% e o frango inteiro, 19,55%. 

O problema do sucesso na exportação é que ele acabou resvalando para os demais produtos como ovos (8,04%), leite longa vida (11,37%) e o café moído 11,18%. E na esteira disso, até mesmos produtos agrícolas tiveram reajustes. O arroz e o feijão formam os grandes vilões, porque sendo comodities 

*Jornalista. Titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

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27/09


2021

Morre o cardeal Dom José Freire Falcão

O cardeal Dom José Freire Falcão, arcebispo emérito de Brasília, morreu, ontem, vítima da Covid-19. O religioso tinha 95 anos e estava internado no Hospital Santa Lúcia, na Asa Sul, desde 17 de setembro.

Segundo informações da Arquidiocese de Brasília, o sacerdote foi internado após tentar positivo para o novo coronavírus. Em seguida, em 24 de setembro, Dom Falcão teve piora do quadro respiratório renal e precisou ser intubado.

"Sua ausência é sentida profundamente por toda a Arquidiocese de Brasília, amigos e fiéis", disse a arquidiocese.

O corpo do religioso está sendo velado hoje, na Catedral Metropolitana de Brasília Nossa Senhora Aparecida. Devido à pandemia de Covid-19, o velório é restrito a familiares e ao clero. O sepultamento, no entanto, será aberto ao público. O enterro ocorrerá amanhã, entre 8h e 14h, na Cripta da Catedral de Brasília.

O governador Ibaneis Rocha (MDB) lamentou a morte do sacerdote. Em uma rede social, o chefe do Executivo disse que "Brasília perde um de seus maiores guias religiosos".


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Petrolina setembro 2

27/09


2021

Gilson inaugura obra do Governo Federal em Caruaru

Em comemoração aos mil dias de Governo, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) realizará, amanhã, uma série de eventos e inaugurações, por todo o País, para mostrar que o Governo trabalha incansavelmente para superar as dificuldades.

O ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, visita a cidade de Caruaru, no Agreste, para inaugurar a Pracinha da Cultura. A cerimônia tem início às 10h, na Avenida Zé Tatu, no bairro Maria Auxiliadora, e contará também com a presença do secretário especial da Cultura, Mario Frias.

De acordo com o Governo Federal, as Pracinhas da Cultura reúnem ações culturais, práticas esportivas e de lazer, qualificação, serviços sócios assistenciais, políticas de prevenção à violência e de inclusão digital. A que será inaugurada em Caruaru tem 3000 m² teve investimentos de R$ 1,95 milhão do Ministério do Turismo.


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Sindicontas

27/09


2021

Guilherme Coelho celebra isenção do imposto do milho

Para conhecer melhor as atividades conectadas com o agronegócio em Pernambuco, Guilherme Coelho visitou cinco municípios do estado. Na última semana, ele conversou com representantes de associações e produtores de segmentos da avicultura, pecuária e agricultura de Salgueiro, Arcoverde, Buíque, Tupanatinga e Caruaru. O objetivo da escuta foi identificar os principais gargalos enfrentados e sugerir soluções para o enfretamento dos problemas e, assim, fortalecer agro no estado.

De acordo com Guilherme Coelho, a principal necessidade do segmento é organizacional. “Fiquei impressionado com o potencial desses municípios, a união entre os produtores será a chave do sucesso. Um dos caminhos para esse crescimento, seria a criação de cooperativas para ajudá-los nas negociações e conseguirem melhores preços de venda. Estou à disposição para contribuir com articulação política e com meu conhecimento sobre agronegócio”, afirmou.

Em Caruaru, Guilherme Coelho conheceu uma granja que produz cerca de 650 mil ovos diariamente e investe em tecnologia para modernizar o setor. Ele também almoçou com representantes da avicultura do município e, na ocasião, o grupo celebrou a publicação em Diário Oficial da isenção do PIS/Cofins do milho importado.

“Esse foi um pleito antigo que estava correndo no Ministério da Agricultura desde agosto do ano passado. Além da nossa associação, muitas pessoas e entidades ajudaram para que fosse atendido, como o Guilherme Coelho, que esteve em Brasília e reforçou o pedido. A isenção desse imposto representa uma queda importante no custo da saca do milho”, constatou o presidente da Associação Avícola de Pernambuco, Giulliano Malta.


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27/09


2021

Abandono da antiga sede do Diário repercute

Após a publicação da matéria sobre o abandono do prédio da antiga sede do Diário de Pernambuco, localizada na Praça da Independência, no bairro de Santo Antônio, vários leitores e personalidades enviaram relatos ao blog repercutindo o caso.

O primeiro a se manifestar foi o cantor e compositor Alcymar Monteiro, que se mostrou indignado com a situação e sugeriu que o prédio fosse transformado no museu da imprensa. “Infelizmente, esse governador que está aí é insensível com a arte, com a cultura e com a comunicação”, desabafou o artista.

O bancário aposentado e leitor assíduo do blog Antônio Ramos também enviou o seu desabafo ao blog e lamentou que o prédio tenha chegado a essa situação.

“Um dos principais cartões postais de Pernambuco. No seu interior, foi escrita e noticiada a história local, nacional e mundial, por séculos. Tive algumas oportunidades de adentrar nas suas dependências, fiquei fascinado com tudo aquilo. Este monumento deveria se transformar num equipamento público, com diversas atividades e até um museu. Infelizmente, vivemos tempos sombrios, parece que ninguém quer compromisso com a história, uma pena!”, disse o leitor.


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Ipojuca - Microempreendedores

27/09


2021

Marília ainda é PT?

Quem via a propaganda de Marília Arraes na eleição para a Prefeitura do Recife, ano passado, não sabia qual o partido dela. O vermelho e a estrela do PT nunca apareciam. Só com muita pressão interna, os símbolos petistas deram as caras. Com um jeito meio envergonhado, é verdade.

A campanha terminou e só os ingênuos acreditam que a deputada é PT desde criancinha. Marília voltou a ser Marília. Fez hoje uma postagem no Instagram sem nenhuma referência ao PT.

Que coisa feia! Até parece que o mandato é dela e não do partido.


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Caruaru volta as aulas 2021

27/09


2021

Busca ativa com identidade

Por Teresa Leitão*

Desde o início da pandemia da Covid-19 e a necessária suspensão das aulas presenciais, uma questão tem me preocupado bastante: as condições de retorno depois de um ano e meio longe das escolas.

A alternativa das aulas remotas foi a forma encontrada pelas gestões educacionais para suprir o distanciamento sanitário. Com grande compromisso e até uma carga de sacrifício dos professores, elas foram implantadas em meio a muitas dificuldades. O acesso precário à internet, a falta de equipamento condizente, a adaptação metodológica para educadores e alunos foram alguns dos problemas enfrentados. Muitas lições devem ter ficado desse período pedagogicamente atípico, vivenciado em meio às perdas, ao luto e às consequências socioeconômicas do coronavírus, aprofundadas pelo tratamento irresponsável do governo federal.

Certamente a escola, os trabalhadores em educação, os estudantes e os gestores educacionais aprenderam algumas lições.

Para mim, as aulas remotas cumpriram a finalidade principal de manter o vínculo do estudante com a escola, para alguns, único equipamento cultural disponível na comunidade. Mas infelizmente, isso não foi suficiente na disputa da vida real dos alunos da rede pública: muitos abandonaram a escola e não voltaram com o reinício das aulas presenciais.

Vem daí a minha preocupação externada no início do texto. A escola vai precisar organizar duas ações básicas neste período. Uma delas, creio que já em curso, uma rigorosa reorganização curricular que considere o tempo das aulas remotas e as aprendizagens advindas do período mais duro da pandemia. A outra, tão urgente e estratégica, trazer nossos estudantes de volta à escola. Onde eles estão? Por que abandonaram? Como vamos estimular o seu retorno?

Neste sentido, aplaudo com satisfação o Projeto de Lei nº 2.663/2021, do governo estadual, que cria o Programa Monitoria PE, em tramitação na Assembleia Legislativa.

Os objetivos do projeto se voltam ao resgate desses estudantes e ao enfrentamento do abandono escolar, através do instrumento da busca ativa. São questões óbvias para todo governo comprometido com a população, mas ganham um significado identitário importante que pode servir de estímulo ao programa.

A novidade que quero destacar é que a busca ativa, nesse caso, será realizada pelos próprios estudantes matriculados nas escolas da rede estadual, mediante a concessão de bolsa no valor total de R$ 800,00 (oitocentos reais) para monitores de busca ativa, por um período de três meses.

Além do estímulo financeiro, o projeto é carregado de uma identidade importante que pode facilitar o seu êxito. Jovens convencendo outros jovens a voltar para a escola; jovens que vivem na mesma comunidade dialogando sobre a importância de voltar a estudar; jovens discutindo entre si as dificuldades e os desafios de concluir estudos.

Proponho que essa carga de identidade seja o procedimento estratégico adotado pela Secretaria de Educação na regulamentação da lei.

No ano do centenário de Paulo Freire, essa proposta aparentemente tão simples pode ser uma bela homenagem à construção coletiva de saberes, competências, inclusão e pertencimento.

E isso é muito bom para a Educação!

*Professora e deputada estadual pelo PT/PE


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Serra Talhada 2021

27/09


2021

Renan insiste no depoimento de Luciano Hang na CPI

Apesar da resistência de seus colegas, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse ao blog do Valdo Cruz que vai insistir no depoimento do empresário Luciano Hang, nesta semana, na comissão. A presença do empresário está prevista para quarta-feira (29).

“Sei que alguns dos meus colegas são contra a vinda do Luciano Hang pelo risco de ele tumultuar a sessão, mas o seu depoimento é muito importante para esclarecer principalmente o papel dele no financiamento e disseminação de notícias falsas sobre a pandemia do coronavírus”, disse Renan Calheiros.

O senador disse que entende os argumentos de outros senadores que são contra a convocação do empresário bolsonarista, mas que resolveu insistir na ida de Luciano Hang à comissão. O tema será tratado em reunião, hoje à noite, na casa do presidente da CPI, Omar Aziz.

Na semana passada, o empresário foi um dos motivos do bate-boca entre Renan Calheiros e o senador governista Jorginho Mello (PL-SC), aliado de Luciano Hang.

O empresário é investigado em inquérito que tramita no STF pela suspeita de ter financiado a disseminação de "fake news" sobre a pandemia do coronavírus.


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Pousada da Paixão

27/09


2021

Uma justa homenagem a uma guerreira

A Câmara de Tabira, a 400 km do Recife, vota, hoje, em segundo turno, o projeto denominando Espaço Professora Nevinha Pires, uma área expandida da praça Gonçalo Gomes, principal logradouro público do município. A iniciativa, justíssima, aprovada por unanimidade em primeira votação, partiu do vereador Valdemir Filho (MDB).

Mãe do doutor Pedro Pires, referências em saúde no Estado, dona Nevinha, que Deus levou já bem longeva, tem uma trajetória de vida que se confunde com Tabira, com destaque na área cultural.

Filha de Pedro Pires Ferreira e Albertina Xavier Pires Ferreira, Maria das Neves Pires da Silva fez parte de uma família de doze irmãos, sendo sete filhos do primeiro matrimônio de Pedro Pires com Albertina Xavier e cinco filhos do segundo matrimonio de Pedro Pires com Maria de Lourdes Pires Liberal.

Professora em Tabira por 40 anos, lecionou inicialmente na Escola Professora Carlota Breckenfeld em 1955. Foi professora, diretora, vice-diretora e supervisora na Escola Arnaldo Alves Cavalcanti. Como professora teve várias alegrias e recebeu muitas homenagens, inclusive uma medalha estadual do mérito educacional do então secretário da educação José Jorge de Vasconcelos no governo de Moura Cavalcanti (1975-1979)

Mesmo aposentada, nunca deixou de ser chamada de "professora”, título que se orgulhava. Foi muito feliz nessa função pois tinha vocação para ensinar. Muito querida e respeitada por seus ex-alunos, sempre demonstrou muito carinho por eles. Maria das Neves ires da Silva via nos seus ex-alunos uma continuidade dos seus ensinamentos.

Após sua aposentadoria escreveu seis livros: Tabira e sua Gente (1985), Considerações de um Centenário (1995), Tabira história e estórias (1997), Fragmentos do Pajeú (1997), Histórico do Poder Legislativo de Tabira (1999) e Caminhos (2002). Todos catalogados na Biblioteca Pública de Estado de Pernambuco.


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SESC Agosto 2021

27/09


2021

Dudu da Fonte entrega ambulâncias em Santa Cruz do Capibaribe

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP) cumpriu agenda, no fim de semana, em cidades do Agreste de Pernambuco, destinando investimentos, participando de eventos, realizando visitas e se reunindo com a população e lideranças políticas da região. Ontem, o parlamentar destinou duas ambulâncias UTI para o município de Santa Cruz do Capibaribe. A entrega foi feita durante a tradicional Festa do Senhor Bom Jesus dos Aflitos e São Miguel 2021, na presença do prefeito Fábio Aragão, do vice, Helinho Aragão, do deputado estadual Diogo Morais e vereadores.

“Eu fico muito feliz em poder contribuir para o desenvolvimento de Santa Cruz do Capibaribe. Ao lado de Fábio e toda a equipe, iremos continuar anunciando grandes investimentos, ações que vão beneficiar a educação, infraestrutura e saúde do município”, registrou Eduardo da Fonte.

Ainda no domingo, o parlamentar se reuniu em Garanhuns com agricultores e produtores de grãos do município. Em seguida, se encontrou com Jair Monteiro, liderança política de Jupi. Em São Bento do Una, ao lado de Débora Almeida, Zé Almeida, Henrique Queiroz, presidente do ITERPE, e vereadores, Eduardo participou da entrega de títulos de posse para os moradores do Assentamento Basílio.


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Bandeirantes Agosto 2021

27/09


2021

Vacinação deve ser aprovada

Da coluna de João Alberto

O deputado João Paulo, deve apresentar, hoje, como relator do projeto, seu parecer favorável ao projeto de lei do governo do estadual, que torna obrigatória a vacinação contra a Covid-19 dos funcionários do estado, na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia legislativa. Votação no plenário será quinta-feira e a aprovação é certa. A propósito: seria certo um servidor se recusar a se vacinar, colocando em risco a saúde dos colegas?


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