10/05


2021

NE que deu certo: até fumo se viu nas áreas irrigadas

As águas abundantes do Rio São Francisco produziram e continuam a produzir riquezas jamais imaginadas numa cultura de sequeiro, típica de semiárido. Na época em que estive em Petrolina levantando informações para o livro O Nordeste que deu certo, cujos capítulos vêm sendo reproduzidos neste espaço nos últimos dias, me deparei com a experiência de produtores em torno do fumo, até então predominante como matéria econômica de bons resultados em Arapiraca, já em território alagoano. Confira!

Irrigando, tudo dá

Capítulo 4

Primeiro foram as saborosas uvas Itália que fizeram sucesso e enriqueceram muita gente. Em seguida, floresceu a indústria da manga, hoje com mercado garantido na Europa e Estados Unidos. Agora, para surpresa dos próprios imigrantes que invadiram o São Francisco, se produz até fumo ao longo dos projetos de irrigação.

Em 1992, a Souza Cruz colheu 43 mil quilos do produto em 36 hectares ocupados por colonos nos projetos Nilo Coelho e Bebedouro, com uma variedade disputadíssima no mercado europeu: o fumo branco oriental. E obteve um faturamento de US$ 100 mil.

O retorno econômico foi tão importante para a Souza Cruz que este ano a área prevista para plantação de fumo deve passar dos 170 hectares e, em quatro anos, atingir a faixa dos primeiros mil hectares.

“Nem em Patos, na Paraíba, onde há uma grande beneficiadora, se produz um fumo da qualidade do que está saindo dos projetos irrigados do São Francisco”, adianta, eufórico, Hildo Diniz da Silva, superintendente da Codevasf na região. Foi tão positiva a experiência que, segundo ele, a Souza Cruz está estudando a possibilidade de implantar uma máquina de beneficiamento em Petrolina. “Tudo isso ainda está sendo mantido em absoluto sigilo, mas é uma notícia auspiciosa para todos nós”, festeja ele.

Como em toda e qualquer experiência bem-sucedida, a concorrência logo aparece. Há notícias na região de que a Tabacos do Brasil, informada da produção de fumo branco oriental no polo do São Francisco, também passou a ter interesse na exploração do produto. A Souza Cruz chegou a colher uma média de mil quilos por hectare, mas essa produtividade pode vir a ser muito maior, dependendo dos estudos que vêm sendo feitos por empresas de pesquisas da região.

Toda a produção da Souza Cruz, em 92, nos 36 hectares que serviram como projeto piloto, foi exportada para a Europa, ao preço de US$ 2,34 o quilo. O produtor, na sua totalidade colonos financiados pela companhia do fumo, teve um retorno líquido de 60% da produção. Isso estimulou a que, nos próximos anos, a produção venha a ser ampliada e o fumo consolidado como mais uma alternativa de alta rentabilidade no Vale do São Francisco.

Com o experimento de fumo ao longo dos projetos de colonização do São Francisco, por iniciativa própria da Companhia de Cigarros Souza Cruz, Petrolina pode vir a competir brevemente com os dois maiores polos de produção de fumo do Nordeste: Arapiraca, em Alagoas, e Souza, no sertão paraibano.

Condições propícias à expansão da cultura não faltam: terra em grandes extensões, tecnologia avançada, sol o ano inteiro e em abundância água para irrigação. Segundo estudos da Codevasf, já repassados à Souza Cruz, o polo Petrolina-Juazeiro pode vir a produzir duas safras de tabaco ao ano, como ocorre com a manga e a uva, dois produtos mais nobres com mercado assegurado no Exterior.

A descoberta do fumo branco oriental no Vale do São Francisco trouxe novo alento aos colonos do projeto senador Nilo Coelho. A Souza Cruz, no ano passado, fez investimentos na área dos colonos para testar até onde a região seria capaz de reagir à introdução de uma cultura antes sequer discutida.

Cada colono possui uma gleba de quatro hectares para produção de culturas de subsistências. A Souza Cruz conheceu a área e criou ânimo: financiou os galpões e todo custeio, dando ainda assistência técnica durante todas as etapas. "Nós demos toda assistência, acompanhamos o desenvolvimento do projeto com a certeza de que seria bem-sucedido”, conta o superintendente Hildo Diniz, adiantando que os próprios representantes da Souza Cruz ficaram admirados quando voltaram à área na época da colheita. “Isso é fantástico. Foi assim que eles comemoraram”, relembra Hildo, para quem o monopólio, em termos de experiência hoje da Souza Cruz, pode estar com os dias contados.

“Eu já recebi aqui representantes da Tabacos do Brasil que se mostravam interessados em expandir seus negócios no Brasil em direção a essa região”, afirma, destacando que o fumo reagiu tão bem em terras irrigadas no São Francisco que pode atrair investimentos estrangeiros. 

Segundo ele, em áreas tradicionais de plantio, como Souza, na Paraíba, e Arapiraca, em Alagoas, o fumo apresenta uma rentabilidade máxima de 800 quilos por hectare.

"Aqui, através do experimento da Souza Cruz, tivemos uma rentabilidade de 1.200 quilos por hectare, o que nos impressionou e nos leva a fazer planos para o futuro”, diz. O fumo, ao contrário de tradicionais culturas, como manga, uva e melão, se desenvolve mais rápido em terras irrigadas, mas para se atingir um fumo mais aromático e alcançar melhor preço no mercado internacional, é aconselhável que a rentabilidade atinja apenas 800 quilos por hectare. “Por mais paradoxal que pareça, é um dado que corresponde à realidade”, diz Hildo, que, de posse de estudos, passou a orientar os colonos que tiveram suas glebas arrendadas pela Souza Cruz.

Chegam os japoneses

Pioneiros na ocupação de projetos públicos no Vale do São Francisco, os colonos do Nilo Coelho, em Petrolina, estão repassando seus lotes de até seis hectares para os estrangeiros que invadem a região à procura de investimentos. A comunidade japonesa é a que mais tem comprado, atraída pelas notícias de fartura, com o plantio de uva, manga e melão, principalmente.

Jerry Tito, 27 anos, é um exemplo típico dessa nova realidade. Ele conta que estava no Paraná trabalhando com mais 13 irmãos, mas sempre teve ótimas informações a respeito dos projetos de irrigação no São Francisco. “Juntei tudo que tinha e vim embora para cá. Não encontrei dificuldades e logo encontrei um lote por US$ 5,3 mil”, recorda ele, que começou a plantar desde dezembro de 1992.

O que mais o atraiu foram o clima e as facilidades proporcionadas pelo sistema de irrigação Nilo Coelho, viabilizado através de um canal-mãe de 40 quilômetros de expansão. Segundo Jerry, existe uma grande concentração de japoneses na região que investem na compra de lotes. Desconfiado, ele não quis detalhar como, em tão pouco tempo, eles invadiram a região. “Aqui tem lugar pra todo mundo”, brinca.

Mas o agricultor Antônio Freire Figueira, uma espécie de liderança comunitária do projeto Senador Nilo Coelho, não tem papas-na-língua: “Estão invadindo e comprando todas as nossas terras. Conheço muitos japoneses na área de colonização que vivem em nossos lotes”, diz, para acrescentar: “Isso não significa dizer que estou condenando, até porque acho que quem vende o lote é porque não quer continuar produzindo na região”. A Codevasf assegura que não há qualquer irregularidade nesse repasse dos lotes de colonização.

“Racha” benéfico

É impossível dissociar o sucesso de Petrolina da família Coelho. A cidade cresceu e pegou fama pelas mãos do mais tradicional clã político do interior pernambucano. Mas, desde a morte do patriarca Nilo Coelho, há 10 anos, a história do grupo passou a ter mais capítulos de divisão do que de união, a palavra-chave do ex-senador, que era um tanto bonachão, um tanto coronel, daqueles às vezes durão para chamar atenção, mas de um amor à terra sertaneja nunca visto.

Nilo deixou as empresas que liderava sob o controle de seis irmãos, Paulo, José, Geraldo, Augusto, Adalberto e Osvaldo, mas sua lição de unidade não encontrou eco. Em pouco tempo, problemas de natureza política racharam os Coelhos em dois grupos, e hoje a família está literalmente rateada em quatro, que controlam 25 empresas, com negócios entre Pernambuco e Bahia.

O primeiro a romper foi Paulo, pai do atual prefeito de Petrolina, Fernando Bezerra Coelho, que tem uma indústria de óleo, uma concessionária de automóveis, a representação da Coca-Cola, uma indústria de sucos e uma unidade de material de irrigação. Paulo se meteu na política, mas nunca levou sorte. Candidato a vice-governador, na chapa de Jarbas Vasconcelos, em 90, foi derrotado. Na eleição para prefeito em 92, coordenou diretamente a eleição do filho, mas mal Fernando começou a trabalhar, criou para ele uma situação desconfortável: sem sua autorização, desviou uma perfuratriz para uma propriedade particular, o que gerou um escândalo na região.

Em seguida, veio a vez de José Coelho se rebelar. Este, apesar de dar sua contribuição financeira nas campanhas políticas, nunca se envolveu diretamente na política partidária. Prefere tocar as cinco empresas que mantém na região, entre fazendas, indústria de equipamentos para irrigação, fábrica de macarrão e até uma revendedora Fiat.

Adalberto, Augusto e Geraldo ainda estão unidos num mesmo grupo, o chamado “Grupo Coelho”, cujo carro-chefe são as Indústrias Coelho. A mais recente divisão, no entanto, aconteceu há menos de um mês, e partiu do deputado federal Osvaldo Coelho (PFL), que ficou com o Sistema de Comunicações Grande Rio (formado por uma TV e quatro emissoras e rádio), uma fazenda agropecuária na Bahia e uma fábrica de material de irrigação, além de alguns postos de gasolina.

Se Nilo Coelho estivesse vivo, hoje, só lhe restaria a Companhia Têxtil do Vale e uma fazenda na Bahia, administradas agora pelas cinco filhas. Mas a divisão dos Coelho em quatro grupos trouxe alguma repercussão negativa para a economia da região? Na opinião do economista Paulo Almeida, há 15 anos convivendo com a família e hoje administrando a CTV, a separação, ao contrário do que se possa imaginar, tem sido benéfica. “Eles passaram a ser mais competitivos. Isso faz gerar muito mais empregos, porque todos pensam em expandir seus negócios”, avalia Paulo.

Na verdade, depois que tudo ficou desatrelado do grupo original, José Paulo adquiriu uma revendedora Fiat; Tereza comprou a Companhia Têxtil do Vale (CTV), e Osvaldo Coelho está expandindo o projeto agropecuário para se tornar, brevemente, um dos maiores exportadores de manga para o mercado internacional. “Acho que a separação era imprescindível, porque o grupo original cresceu muito, todos os irmãos constituíram família, e ficou difícil administrar interesses distintos”, observa Maria Tereza Coelho.

“O importante de tudo é que estamos todos lutando pelo desenvolvimento de Petrolina e da região, inspirados no legado de Nilo”, afirma, por sua vez, o ex-prefeito Guilherme Coelho, hoje administrando o complexo de comunicações do pai, o deputado Osvaldo Coelho.

Guilherme, 32 anos, disputa com Fernando, 35, o título de herdeiro político da família. Na verdade, eles têm tudo para conquistar o trono ocupado por Nilo Coelho. Tanto um como o outro sonham em ser governador do Estado.

28 anos depois

Quase três décadas após o lançamento do livro, a realidade em Petrolina é bem decente no que tange aos experimentos feitos com o tabaco na região. Na época, a Codevasf foi a instituição que deu suporte aos agricultores interessados na produção do fumo in natura ao longo do projeto de irrigação Bebedouro.

O projeto, entretanto, teve pouca durabilidade e logo as áreas em que foram feitos os experimentos deram lugar a outro tipo de cultura. Na verdade, não foi apenas no fumo que o São Francisco frustrou como região para diversificação de culturas.

Depois do fumo, ocorreram apostas também malsucedidas no tomate, em plantas ornamentais e também em coco irrigado. Nenhum deu certo, o que reafirma a vocação de Petrolina e Juazeiro, cidades irmãs, apenas para a fruticultura irrigada, com destaque para excelentes resultados econômicos no cultivo de manga e uva.

Quanto à divisão da família Coelho, fenômeno que se verificou após a morte do ex-senador Nilo Coelho, o tempo, que é o senhor da razão, como diz o poeta, se encarregou de reaglutinar o clã em torno do hoje senador Fernando Bezerra Coelho (MDB), líder do Governo no Senado.

Pai do atual prefeito Miguel Coelho, FBC, como é conhecido, trouxe para o seu grupo o ex-deputado Osvaldo Coelho, já falecido, o também já falecido ex-deputado Geraldo Coelho, e o ex-prefeito Guilherme Coelho, filho de Osvaldo, que atua hoje na área da fruticultura irrigada.


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Jaboatão Habitacional Suassuna

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24/06


2021

Justiça manda Compesa garantir água em Orobó

A Justiça atendeu a uma ação civil pública da Promotoria de Justiça de Orobó, no Agreste pernambucano, contra a Compesa. No processo, o Ministério Público do Estado denunciou a empresa em razão da “falta de abastecimento regular em diversas regiões da cidade, não obstante as faturas serem enviadas aos consumidores regularmente, após denúncia encaminhada pela Câmara Municipal”.

Na peça, o MPPE alega que instou o Município “sobre o fornecimento de água, o qual manifestou, em 04 de julho de 2019, que era de conhecimento público e notório o colapso no sistema de abastecimento”. Na decisão proferida na última terça-feira (22), o juiz Hailton Gonçalves da Silva determinou que a Compesa garanta o fornecimento regular e contínuo da água em até 15 dias.

Além disso, o magistrado estabeleceu que a empresa apresente relatórios mensais sobre o fornecimento e comprove que o calendário de abastecimento foi cumprido. A Justisa também requereu à Compesa que a água fornecida não tenha coliformes totais, que higienize os reservatórios em que forem detectadas amostras com os bacilos.

Ainda segundo a sentença, a Compesa terá de pagar multa diária de R$ 25 mil em caso de descumprimento. A população de Orobó se queixa da situação e afirma que há duas barragens no município, mas que as dificuldades persistem, com a água não chegando nas torneiras.

“Em contrapartida, as tarifas continuam sendo entregues pela Compesa e a população não consegue dar baixa, tendo em vista que o único escritório da Compesa está fechado. Não há a quem recorrer!”, desabafou um morador, que optou por não se identificar.


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Pousada da Paixão

24/06


2021

Empresário destaca passaporte digital da vacina

O empresário brasileiro Everton Cruz concedeu entrevista, hoje, ao Frente a Frente. Ele falou sobre a companhia Mooh! Tech, responsável pelo Chronus i-Passport, passaporte imunológico digital. 

Cruz explicou como funciona o passaporte digital da vacina anticovid, sucesso no mundo, implantado pioneiramente no Brasil em Afogados da Ingazeira, Sertão do Pajeú, a 386 km do Recife (ouça acima).


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24/06


2021

Petrolina: Vereadores elevam verba de combustível em 50%

Em plena pandemia, os vereadores de Petrolina, no Sertão do São Francisco, decidiram aprovar o Projeto de Lei 120/21, de autoria do presidente da Câmara, Aedo Cruz (MDB), que aumentou em 50% a cota de combustível dos legisladores. Com isso, a verba passa de R$ 2 mil para 3 mil. O vereador Gilmar Santos (PT) se voltou contra a proposta e solicitou a retirada do PL, mas não teve o pedido atendido.

O Blog foi procurado por um leitor, que demonstrou indignação sobre o caso: "São R$ 69 mil por mês só com combustível dos 23 vereadores em plena pandemia, enquanto as famílias deste país passam por dificuldade. Isso é uma vergonha! Temos pessoas em Petrolina passando fome."


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24/06


2021

Gilmar estende suspeição de Moro em processos de Lula

Poder360

O ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), estendeu a decisão que declarou a suspeição do ex-juiz Sérgio Moro no caso do triplex do Guarujá a outras 2 ações penais da Lava Jato contra o petista. A decisão desta quinta-feira (24) anula os atos proferidos por Moro nos processos do sítio em Atibaia e no terreno do Instituto Lula.

Na prática, 3 das 4 ações penais da Lava Jato voltam agora à estaca zero, reduzindo ainda mais o risco de uma condenação retirar Lula da disputa eleitoral em 2022. 

Gilmar afirma que diversos fatos registrados nas ações do sítio e do Instituto Lula são compartilhados com o caso do triplex, no qual Moro foi considerado suspeito. O ministro cita a condução coercitiva do ex-presidente, a quebra de sigilo telefônico do petista e o levantamento do sigilo da delação premiada do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci nas vésperas da eleição.

“Nos três processos, houve a persecução penal do paciente em cenário permeado pelas marcantes atuações parciais e ilegítimas do ex- juiz Sergio Fernando Moro. Em todos os casos, a defesa arguiu a suspeição em momento oportuno e a reiterou em todas as instâncias judiciais pertinentes“, escreveu Gilmar. “Assim, por isonomia e segurança jurídica, é dever deste Tribunal, por meio do Relator do feito, estender a decisão aos casos pertinentes, quando há identidade fática e jurídica“.

Apenas um processo da Lava Jato contra Lula não foi atingido: a ação penal que apura doações da Odebrecht ao Instituto Lula. O caso não contou com a participação de Moro, que já havia deixado a magistratura para se tornar ministro da Justiça do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota, o criminalista Cristiano Zanin Martins afirmou que a decisão de Gilmar confere a “amplitude necessária” à suspeição de Moro.

“Com essa extensão, que atende ao pedido que formulamos, todos os processos em que o ex-juiz Sergio Moro atuou envolvendo o ex-presidente Lula estão maculados pela nulidade irremediável — de forma de que nenhum ato poderá ser reaproveitado em qualquer instância”, disse o advogado.

A extensão da suspeição de Moro a outros 2 processos é mais uma derrota da Lava Jato no STF. Nesta 4ª feira (23.jun), o plenário da corte concluiu o julgamento que validou a decisão da 2ª Turma que considerou o ex-juiz parcial no caso do triplex. A maioria havia sido formada em abril, mas restavam os votos de Marco Aurélio Mello e Luiz Fux. Ambos ficaram a favor de Moro, mas foram vencidos pelos colegas.


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Petrolina abril 2021

24/06


2021

Câmara flexibiliza Lei da Ficha Limpa

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, hoje, proposta que garante o direito de se candidatar ao gestor público que tenha tido suas contas julgadas irregulares, mas tenha sido punido apenas com multa. Foram 345 favoráveis, 98 contrários e 4 abstenções. O Projeto de Lei Complementar 9/21, do Lúcio Mosquini (MDB-RO), agora segue para o Senado Federal. As informações são da Agência Câmara.

Atualmente, é inelegível por oito anos o gestor que tiver contas rejeitadas por irregularidade insanável que configure ato doloso de improbidade administrativa, e por decisão irrecorrível do órgão competente, salvo se esta houver sido suspensa ou anulada pelo Poder Judiciário.

A proposta aprovada determina que a pena não cabe aos responsáveis que tenham tido suas contas julgadas irregulares, sem imputação de débito, e tenham sido sancionados exclusivamente com o pagamento de multa. 

O relator, deputado Enrico Misasi (PV-SP), afirmou que se trata de tornar a Lei Complementar 64/90 compatível com a jurisprudência dos tribunais eleitorais. “Ao analisarem as contas, os tribunais vêem que a pena é desproporcional. São casos de omissão parcial na prestação de contas, divergência com Tribunal de Contas acerca de dispensa de licitação para a realização de algum show, situações de baixíssimo potencial ofensivo em que não há dano ao erário”, disse.

Autor da proposta, o deputado Lúcio Mosquini destacou que a inelegibilidade para o político é “a pena de morte”. “A pena máxima é a inelegibilidade para quem faz da política uma militância. E esse projeto tira a inelegibilidade apenas para aqueles que não cometeram ato doloso, não tem dano ao erário, não tem enriquecimento ilícito e tem apenas uma sanção de multa”, defendeu. Ele disse que a lei atual aplica a pena máxima de forma muito genérica.


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Ipojuca 2021

24/06


2021

Carla Zambelli diz que Luís Miranda é manipulável

Em entrevista ao UOL, a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) disse hoje que a CPI da Covid, que investiga ações e omissões do governo federal na pandemia, "nasceu" para derrubar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e declarou que o deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) pode "estar sendo manipulado".

"Com certeza vão tentar derrubar o presidente nessa CPI. Essa CPI já nasceu para isso. (...) O relatório da CPI está construído desde o começo, não à medida que as informações acontecem. É óbvio que estão tentando achar culpado e vão colocar como sendo o presidente", declarou a aliada do presidente.

Sobre o deputado Luís Miranda, que diz ter alertado Bolsonaro sobre indícios de irregularidade nas negociações do Ministério da Saúde para a compra da vacina indiana Covaxin, Zambelli disse que, "por ser muito emotivo e sensível, [ele] pode ser manipulado por pessoas inescrupulosas como Renan Calheiros e [o presidente da CPI] Omar Aziz (PSD-AM)". O deputado será ouvido como testemunha da CPI da Covid na sexta-feira (25).

"Eu gosto dele [Miranda] como pessoa. É um ser humano que age com emoção, que fala com o coração e o fígado e nem sempre com a cabeça", afirmou ela no UOL Entrevista, conduzido pelo apresentador Diego Sarza e pelo colunista Tales Faria.


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Caruaru Campanha São João

24/06


2021

Camaragibe: TCE avalia possível irregularidade em licitação

O Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) vai instaurar uma auditoria especial para aprofundar investigações sobre uma possível restrição à competitividade na concorrência nº 001/2021 da Prefeitura de Camaragibe. A licitação, estimada em R$ 3.818.191,85, era destinada à contratação de empresa de engenharia para realizar manutenção nas ruas do município.

Os indícios de irregularidades foram apontados durante análise prévia do edital realizada pela equipe técnica da Gerência de Auditoria de Obras Municipais/Sul (GAOS) do TCE. Segundo o relatório preliminar de auditoria, a licitação, que seria aberta no dia 1º de junho deste ano, fazia exigências indevidas para habilitação das empresas concorrentes, que teriam que comprovar a execução de quantitativos de serviços sem qualquer complexidade técnica.

A auditoria também questionou a aplicação de taxa excessiva de atualização financeira e a inércia administrativa do município, ocasionando a ociosidade de equipamentos adquiridos com dinheiro público.

O relator, conselheiro Carlos Neves, chegou a expedir, monocraticamente, uma medida cautelar no dia 27 de maio (processo TC nº 21100311-6), suspendendo a concorrência e fazendo determinações sobre os preços e quantitativos. Mas a decisão não foi homologada pela Primeira Câmara por perda de objeto, uma vez que a Prefeitura, ao ser notificada das falhas apontadas pela auditoria, suspendeu o edital, por tempo indeterminado, dois dias antes da expedição da Cautelar.

HISTÓRICO – No dia 1º de fevereiro de 2021, um Alerta de Responsabilização foi encaminhado pelo conselheiro Carlos Neves à Secretária municipal de Infraestrutura, Eryka Maria de Vasconcelos Luna, determinando que fizesse uso de um índice de atualização financeira não excessivo para as contratações, baseado em indexadores compatíveis com o objeto e com a realidade financeira do mercado.

A Prefeitura também deveria estipular percentuais adequados, sem riscos para a competitividade dos certames seguintes, para comprovação de qualificação técnica em serviços de baixa complexidade. Por fim, o município deveria fazer as correções necessárias para colocar em operação a usina de asfalto adquirida pela gestão anterior ou justificar a não utilização dos equipamentos (kit patrulha asfáltica), entretanto, apresentando as medidas que seriam tomadas para reduzir os prejuízos.

O aviso de concorrência nº 001/2021 foi publicado no dia 30 de março, com objeto semelhante e os mesmos vícios encontrados em um certame anterior (concorrência nº 002/2019), com contrato ainda vigente. Entretanto, o valor estimado da nova licitação (R$ 3.818.191,85) era cerca de 70% superior ao da licitação subsequente.

Em sessão realizada no último dia 08 de junho, a Primeira Câmara decidiu pela não homologação da cautelar, por perda de objeto, mas determinou a abertura de Auditoria Especial com o intuito de averiguar se de fato as irregularidades aconteceram.

O voto do relator foi acompanhado pelos demais membros do colegiado e pelo procurador do Ministério Público de Contas, Guido Monteiro.

*Com informações do TCE-PE


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CABO

24/06


2021

Prefeito de Ouro Velho celebra pacote de obras

O prefeito de Ouro Velho (PB), Augusto Valadares (DEM), comemorou a destinação de R$ 1 milhão em um pacote de obras na cidade. Ele ressaltou que os recursos foram deixados em conta ainda na gestão da ex-prefeita Natália de Dr. Júnior.

“Esses recursos foram deixados em conta ainda na gestão da ex-prefeita Natália de Dr. Júnior e ressalto que todas as obras são frutos de nossa parceria com a ex-gestão. Sem dúvidas essas obras trarão um grande benefício para nossa população e tornará Ouro Velho um melhor lugar para se viver,” afirmou Valadares.

Pavimentações de ruas, reforma da Praça Cabo João e a construção da Adutora dos Zuzas estão entre as obras.


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Bandeirantes Junho 2021

24/06


2021

Primeiras doses da Janssen chegam a Pernambuco

Pernambuco recebeu, hoje, novas vacinas contra a Covid-19. O lote chegou ao Aeroporto Internacional do Recife/Guararapes – Gilberto Freyre às 11h13, trazendo, pela primeira vez, os imunizantes da Janssen, com 62.250 unidades, que serão aplicadas em dose única. Na mesma remessa também chegaram mais 117.800 vacinas da Coronavac/Butantan, que devem ser utilizadas para a primeira e segunda doses.

Os novos insumos já foram entregues ao Programa Estadual de Imunização (PNI-PE), que conferiu a carga e iniciou a separação para envio às Gerências Regionais de Saúde (Geres), que já ocorre a partir da madrugada desta sexta-feira (25). As doses recebidas da Coronavac/Butantan serão destinadas à imunização de guardas municipais, trabalhadores do transporte coletivo e população privada de liberdade.

Os municípios, porém, também poderão dar seguimento à campanha em outros grupos ou por faixa etária, de acordo com a organização de cada um, já que muitas cidades já iniciaram a vacinação de alguns desses públicos. “Recebemos lotes importantes para dar continuidade à campanha de vacinação da população pernambucana. Mas vale ressaltar que as vacinas estão sendo enviadas aos municípios para utilização em primeiras e segundas doses. Assim, é necessário que cada cidade se organize e preserve os quantitativos que serão destinados à segunda aplicação”, observou o governador Paulo Câmara.

O secretário estadual de Saúde, André Longo, reiterou a advertência, alertando que o município que usar todo o quantitativo da Coronavac/Butantan apenas como primeira dose irá gerar um déficit mais à frente. “Precisamos evitar que essa situação se repita. Os gestores devem manter uma organização e controle rígido de seus estoques para que a população possa completar seus esquemas vacinais”, acrescentou Longo.

Já as doses da vacina da Janssen, segundo o que foi acordado com os gestores municipais na Comissão Intergestores Bipartite (CIB), serão destinadas ao Recife, na Região Metropolitana, além de Caruaru e Garanhuns, no Agreste, e Arcoverde, Serra Talhada e Afogados da Ingazeira, no Sertão. O imunizante será distribuído da seguinte forma: Recife (31.125 doses), Caruaru (16.230 doses), Garanhuns (6.175), Arcoverde (3.555 doses), Afogados da Ingazeira (1.800 doses) e Serra Talhada (3.365 doses).

A superintendente de Imunizações da Secretaria de Saúde, Ana Catarina de Melo, afirmou que Pernambuco está recebendo metade do quantitativo da Janssen que havia sido pactuado inicialmente com o Ministério da Saúde. Com essas entregas, Pernambuco totaliza mais de 5 milhões de doses recebidas. Foram, especificamente, 5.172.510, sendo 2.141.960 da Coronavac/Butantan; 2.630.170 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz; 338.130 da Pfizer/BioNTech; e 62.250 da Janssen.


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Serra Talhada 2021

24/06


2021

Deputado Daniel Silveira é preso novamente

O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) foi preso novamente por desrespeitar o uso da tornozeleira eletrônica 36 vezes. As informações foram veiculadas pela CNN Brasil e pela GloboNews.

Segundo a GloboNews, o ministro Alexandre de Moraes, do STF, decretou a prisão acatando o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Ainda segundo a apuração do canal, Moraes ainda não fixou a fiança.

A reportagem da emissora relatou que Daniel Silveira estava a caminho do Instituto Médico Legal (IML) no Rio de Janeiro.


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