Jaboatão

20/04


2021

JCPM revela a razão de não disputar sucessão de Jarbas

Ao encerrar, hoje, a reprodução do livro A derrota não anunciada, de autoria deste escriba, o empresário João Carlos Paes Mendonça rompe o silêncio em relação ao convite que recebeu do governador Jarbas Vasconcelos (MDB) para sucedê-lo em 2002. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, afirmou JCPM nesta entrevista exclusiva que não entrou no livro.

Será acrescentada na segunda edição atualizada, com lançamento previsto tão logo a pandemia permita. O empresário só recebeu o autor após o lançamento da obra porque estava afastado do Brasil, praticamente morando em Portugal. Confira a entrevista abaixo.

“Não brinquem com João Paulo”

Dezessete dias após o lançamento do livro “A Derrota Não Anunciada”, em que o governador Jarbas Vasconcelos revela que convidou o empresário João Carlos Paes Mendonça para ser o candidato da aliança de 2002, o empresário rompe o silêncio e revela nesta entrevista exclusiva ao colunista desta Folha, que não aceitou o desafio por não ter vocação para fazer política partidária.

Paes Mendonça disse que o convite foi uma homenagem especial que recebeu do governador e confessou que ficou surpreso com a revelação dele, três anos depois. “Eu nunca esperava que esse assunto viesse a público. Por mim, iria para o túmulo”, desabafa.

Nesta entrevista, concedida na última segunda-feira, no seu escritório, em Boa Viagem, o empresário fala também de outros assuntos, como a venda do Bompreço, o Governo Lula e a falta de investimentos no Nordeste. E faz até, bem-humorado, um prognóstico das eleições no Recife: “Ninguém está com o passaporte carimbado para o segundo turno”, prevê.

O livro, que traz revelações sobre os bastidores das eleições de 2000 no Recife, será lançado hoje, em Brasília, na revistaria Mídia, no Lago Sul.

Por que o senhor recusou o convite de Jarbas para ser candidato a governador em 2002?

Eu não aceitei porque não tenho vocação para política partidária. Não achava que seria interessante até pelo meu estilo. Havia saído de uma empreitada muito grande, à frente de uma empresa de dimensão gigantesca para o Nordeste. Diante disso, achei que não seria bom ser candidato. Fiquei, entretanto, muito honrado, orgulhoso, pelo fato do convite ter partido de um governador que estava, à época, numa situação privilegiada, com uma liderança incontestável. O convite dele, naturalmente, seria ratificado pelos seus companheiros de aliança. Mas, preferi ficar nos meus negócios.

Mas, por que então o senhor ainda pediu 15 dias para avaliar. Havia alguma chance de aceitar?

Eu disse a ele, no mesmo dia, que não aceitaria. Mas, ele me pediu para avaliar com mais calma, dando um prazo de 15 dias. Levei o assunto para minha família já com a decisão pessoal tomada, de não aceitar o honroso convite do governador.

Por que? O senhor não tem ou nunca teve projeto político?

Não tenho. Se tivesse teria aproveitado aquela belíssima oportunidade. No mesmo ano, logo depois, o governador de Sergipe, Albano Franco, também me convidou para sair candidato a governador ou a senador no meu Estado natal. Apesar de toda honra, disse a ele que não fazia parte do meu projeto de vida.

No caso de Pernambuco, o convite surgiu justamente no ano em que o senhor estava se desfazendo do Bompreço. Isso teve alguma influência pelas dificuldades enfrentadas naquele momento?

Não, pelo contrário. Eu estava num estado de espírito excepcional. Havia concluído uma negociação extraordinária, a consolidação de todo um trabalho iniciado em 1935 e que vinha desenvolvendo num ritmo acelerado de grandes emoções e de grandes decisões nos últimos anos. Em 1996, concluímos uma abertura de capital com sucesso absoluto com lançamento de ações na Europa e nos Estados Unidos. Depois, no final do ano, fizemos a parceria de 50% a 50% com o grupo Royal Ahold e, finalmente, no segundo trimestre do ano de 2000, vendemos o restante dos 50%, o que representou um desejo meu, porque entendia que havia concluído uma grande missão na área de varejo. Para continuar uma empresa desse porte, a partir daquele momento, não era mais o que me agradava. Eu estava num estado de graça. Fiz tudo o que queria. Eu estava aberto, descontraído, o governador talvez não soubesse dos meus planos, dos meus novos negócios.

O senhor ficou surpreso com o convite?

Eu sou muito pragmático. Não tomei susto, mas fiquei surpreendido. Não esperava que o governador me chamasse, até porque, da aliança, ele não era a pessoa mais ligada a mim.

Essa posição é inflexível ou o senhor pode rever, futuramente?

Não virá mais convite algum. Isso foi aquele negócio: o cavalo quando passa selado, você tem que montar. Se eu quisesse, era aquele o momento, porque era uma oportunidade de razoável tranquilidade. O governador estava muito forte.

A aliança apoiaria o senhor sem restrições?

Acho que sim. A gente tinha essa esperança. A gente começou a refletir, a partir das colocações dele, de que havia muita chance de uma unidade. A comunidade, tenho a impressão, gostaria de ver gente nova dentro do processo.

A impressão que os políticos tinham, assim como os formadores de opinião, era que o senhor alimentava desejo de um dia ingressar na política. Daí a surpresa de muita gente com a sua recusa.

As pessoas não conseguem penetrar no âmago das outras. Eu, realmente, sou participativo. Defendo os interesses de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil, dando preferência aos nossos investimentos no Nordeste, mesmo, muitas vezes, com dificuldades maiores do que nos outros grandes centros. Mas, é aqui que nós nascemos, é aqui que nós vivemos e que queremos dias melhores para a nossa gente.

O senhor estava filiado a algum partido na época?

Meu domicílio é daqui, já foi para Sergipe, já voltou. Mas, na época já estava de novo aqui. Quanto ao partido, não havia problema, pois se filiar é coisa fácil e simples. Basta apenas assinar uma ficha.

Vocês chegaram a discutir qual o partido ingressaria?

Não discutimos mais nada além do convite que ele me fez e recusei.

A família do senhor se posicionou contra?

Como cheguei já decidido, a minha família não interferiu. Mas, tenho certeza de que a minha mulher também não gostaria que eu me candidatasse.

Mas, o senhor chegou a consultá-la?

Comuniquei a ela o convite e, consequentemente, já dizendo para ela minha posição.

Essa posição também vale para Sergipe?

Vale totalmente. Eu não faço política em Sergipe. Três meses antes das eleições não visito Sergipe, porque tenho uma relação muito grande, de ordem pessoal, com Albano Franco. Mas, não se trata de um relacionamento político. Eu não me integro, não participo de campanha dele.

O senhor teme que alguém possa entender essa recusa à política como uma omissão?

Não, as pessoas sabem como é difícil dirigir um Estado. A iniciativa privada não é um Governo do Estado. São implicações que se tem até para demitir. As pessoas me conhecem. É lógico que se eu pudesse ajudar o Nordeste, Pernambuco, ajudaria com muito prazer. Mas, acho que não teria as mesmas condições. O mundo privado é totalmente diferente do político. Eu tenho certeza que as pessoas que tomaram conhecimento do convite do governador entenderam a minha posição.

Se dependesse do senhor, esse convite iria para o túmulo?

Nunca pensei em revelar. Era um assunto que havia tratado com o governador e também não esperava que ele viesse a revelar. Era algo, sinceramente, que iria para o túmulo. A revelação do governador me surpreendeu muito. Não entendi o motivo de fazer essa revelação a você, no seu livro.

O senhor está se sentindo traído?

Absolutamente. Não tivemos nenhum acordo nesse sentido. O acordo era mais meu do que dele.

Acha que ficou exposto?

Ao contrário. Acho que ele me prestigiou. Recebi o convite como mais uma homenagem do governador. Eu é que não teria o direito de revelar, porque um convite desta magnitude, partindo do governador, a gente não tem noção das implicações para ele. Só ele pode avaliar o momento, a hora e como levar ao conhecimento público. Ele é uma pessoa inteligente, sagaz, extremamente equilibrado e sabe das coisas. Fez, exatamente, no momento em que deveria comunicar.

Como o senhor avalia a gestão Jarbas?

No seu primeiro mandato, ele fez muita coisa, principalmente estradas. Deu ainda um grande passo para consolidação de Suape e, com ajuda do Governo Federal, está concluindo as obras do novo aeroporto. Fez em síntese, um governo bom. No segundo mandato, está enfrentando mais dificuldades, está sendo mais difícil, porque já não tem mais os recursos da Celpe. Com o Brasil sem crescer, o Estado paga um preço caro, tendo em vista que os principais produtos que poderiam gerar crescimento, o Estado não participa deles, como o agrobusiness e exportações. Nós temos uma exportação ridícula, de apenas U$ 400 milhões por ano. Isso é ridículo, incapaz de gerar crescimento.

E o Governo João Paulo?

A expectativa era muito ruim. Ele, entretanto, não faz uma administração brilhante, mas, é no mínimo, razoável. O PT não tinha conhecimento da máquina – e isso pesa muito. Por outro lado, não há recursos e sem dinheiro não se faz nada. João Paulo teve duas atitudes muito fortes. A retirada dos kombeiros é um ponto muito alto da sua gestão, assim como a inversão do trânsito, que melhorou não tanto quanto se esperava. O prefeito peca quando não aproveita o projeto da Linha Verde. Ele poderia ter colocado o nome Projeto Mangue, como batizou, e ter feito a linha verde, porque este é um projeto definitivo para a zona sul do Recife e a integração com outras áreas, como Jaboatão, o Paiva, chegando até o litoral sul do Estado. Ia se constituir numa grande via de acesso metropolitano.

Como avalia a derrota do doutor Roberto?

Ele perdeu por ele mesmo, da maneira como se comportou. Se ele tivesse tido tranquilidade, a vitória era líquida e certa. Eu disse a João Paulo que nunca acreditei na derrota do doutor Roberto. Para mim, ele estava eleito no primeiro turno, com uma vantagem muito grande. Mas, faltando poucos dias para o pleito, ele começou a perder a eleição pelos erros que cometia. Quanto à sua administração, ele tinha capacidade de fazer melhor do que fez. O que nós estamos precisando é de mais ousadia e criatividade dos gestores públicos.

Qual o prognóstico que o senhor faz da eleição no Recife?

Esta vai ser uma eleição duríssima. São três correntes fortíssimas, com decisão no segundo turno que dependerá das alianças. Não sei se vai haver essas transferências todas de voto que andam falando. O governador é forte, mas ele não é candidato. Transferir votos não é fácil. Doutor Roberto Magalhães também tem muita força eleitoral no Recife, mas vamos ver se ele transfere para Joaquim. Para o segundo turno, não há ninguém com o passaporte carimbado. Vai ser uma eleição imprevisível. João Paulo é um político sagaz, muito mais sagaz do que a gente possa imaginar. Não conhecia João Paulo, mas fiquei impressionado com a sagacidade política dele. Ele tem toda a sabedoria política. Não brinquem com João Paulo. Ele é muito bom. Joaquim, todo mundo sabe, é uma raposa. Cadoca sempre foi um político bem votado, tem nome na cidade e o apoio do governador, que é muito importante. Portanto, fica difícil fazer um prognóstico sobre as eleições no Recife.

Para o senhor, o fechamento da Sudene foi um equívoco?

Acho que sim. Nós poderíamos ter reformulado a Sudene. Mas, a verdade é que ela estava num estado tão ruim, que talvez não existisse mesmo salvação. Também não reimplantar um órgão com o nome Sudene, que é emblemático, para acompanhar as políticas de desenvolvimento regional, acho um tremendo equívoco. Precisamos de um instrumento para ajudar a reduzir as disparidades regionais. Não é possível viver com essas desigualdades entre regiões, principalmente na questão de renda e no campo social. Temos que encontrar um caminho para reduzir esse caminho entre o Brasil rico e o Nordeste pobre.

Falta um projeto para o Nordeste?

Eu não conheço projetos para o Nordeste no Governo Lula. A transposição do São Francisco, que ele tem defendido, é um projeto de longo prazo, caro e de duvidosos benefícios reais para o Nordeste.

O senhor está decepcionado com Lula?

Não diria decepcionado, porque do ponto de vista da macroeconomia do País, onde havia uma grande incerteza, ele está se saindo muito bem. O Palloci é uma surpresa agradabilíssima. O problema, entretanto, é que o Governo não consegue encontrar o eixo do desenvolvimento. E quando isso vier a acontecer, o Nordeste provavelmente estará fora, porque foram priorizados o agrobusiness e as exportações. Para o Nordeste crescer, ele precisa ficar numa faixa de 50% a mais da média nacional, no mínimo entre 10 a 15 anos. Se o Brasil crescer a uma média de 4% ao ano, o Nordeste tem que atingir 8%. Só assim conseguiremos, um dia, reduzir as disparidades. Se for no mesmo patamar, de 4%, jamais chegaremos a dar a grande largada que precisamos.

Por que a nossa autoestima é tão baixa?

Acho que a culpa é de todos nós. Talvez estejamos cometendo alguns equívocos. Não há razão nenhuma de nossa autoestima andar tão baixa, porque temos um Estado bom e um povo trabalhador. O que talvez falte é mais um pouco de unidade entre os políticos, os governantes e os próprios empresários. Todos precisam de uma maior união. Nós não somos associativos. Pernambuco tem muitas dificuldades nesse campo. No Ceará, a gente percebe que os empresários são mais associativos. Eles trabalham muito em defesa um do outro, coisa que não acontece aqui. No Ceará existe mais organização entre os empresários. Mas, de quem é a culpa? A culpa é nossa e não do Governo.

É verdade a versão de que o senhor se desfez do Bompreço porque a empresa não vinha bem?

Em absoluto. O Bompreço é uma joia no Brasil. O grupo holandês que o adquiriu, infelizmente, não foi muito bem aqui, por problemas internos de administração. Hoje, temos a satisfação, depois do que ocorreu com o grupo Royal Ahold, de sabermos que quem comprou a rede Bompreço foi o Walmart, a maior empresa do mundo de venda em todos os setores. Isso é uma demonstração da qualidade da rede de lojas do Bompreço. Isso, para nós, deve ser objeto de orgulho pernambucano.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

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07/05


2021

Mais homenagem a Belém do São Francisco

Por Romário Santos

Hoje gostaria de parabenizar a cidade de Belém do São Francisco (PE) pelos seus 118 anos de emancipação política. 

Belém é berço dos primeiros bonecos gigantes do Brasil: Zé Pereira de 1919 e sua companheira Vitalina de 1929. Terra do maior arquipélago de ilhas do Brasil, com 88 ilhas, e das belas calçadas.

Foi cenário das primeiras gravações da novela global "Senhora do Destino". Belém é terra da maior produtora e exportadora de manga do Brasil, a Agrodan, que produziu 31 milhões de quilos de mangas e exportou 29 milhões para o exterior só no ano passado. Além disso, emprega cerca de 1.500 pessoas.

Belém é terra do maior provedor de internet de Pernambuco e que atende 58 municípios do nosso Estado e da Bahia, Atel Telecom. Também é terra de um dos maiores polos universitários do interior de Pernambuco, oferecendo 16 cursos de graduação, entre eles seis na área da saúde e 9 nove cursos de pós-graduação. 

Atende cerca de 4.500 universitários de 36 municipios dos estados Pernambuco, Alagoas, Bahia e Ceará, cursos esses ofertados por duas instituições Facesp e Cesvasf. Belém é, ainda, a terra da cebola, entre tantas outras particularidades. 

Desejo a todos os belemitas muita paz, saúde e prosperidade. Que Deus cubra de bênçãos todos os filhos dessa terra!


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Ipojuca 2021

07/05


2021

Doria toma a primeira dose da vacina CoronaVac

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), recebeu a primeira dose da vacina CoronaVac contra a Covid-19, hoje.

Nesta última semana, a faixa etária de 60 anos só conseguia encontrar vacinas da Pfizer ou da Aztrazeneca nos postos e drive-thrus da capital paulista. A CoronaVac está em falta e ao menos 32 cidades do estado estão sem o imunizante e suspenderam total ou parcialmente a aplicação da segunda dose.

Doria foi vacinado pela primeira pessoa imunizada contra a Covid-19 no Brasil, a enfermeira Mônica Calazans, e se disse honrado. O governador enalteceu o fato de ter tomado a CoronaVac, produzida pelo Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa, SinoVac.

"Todas as vacinas são boas, mas a minha foi Coronavac. Olha como é o mundo. No início de janeiro a CoronaVac era a vacina da China, a 'vachina', a vacina do jacaré, que ia deixar você com sequelas, paralítico, a vacina do Doria. Hoje, ela é a mais querida do Brasil. É a CoronaVac que todos querem tomar. Confiança é credibilidade do Instituto Butantã que já salvou 43 milhões no Brasil. 43 milhões que tomaram a CoronaVac", disse.


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Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Esse Dória é um grande escroto, quando teve a covid-19 ano passado, deve ter tomado a hidroxicloroquina, como tomou seu médico particular David Uip, só que é proibido dizer porque é o remédio de Bolsonaro, governador nojento, se elegeu às custas de Bolsonaro, era o BolsaDoria Kk?kkk


Petrolina abril 2021

07/05


2021

Presidente do Senado envia carta a embaixador chinês

O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, enviou uma mensagem ao embaixador da China, Yang Wanming, hoje. Nela, ele fala da “importância do relacionamento relevante e construtivo com a República Popular da China”.

A comunicação ocorre após Jair Bolsonaro falar em “guerra química”, sem citar a China.

A declaração do presidente da República, no entanto, foi interpretada até mesmo por integrantes do governo como um recado ao país asiático.

“Com o sentido de prioridade, entende o Senado Federal que, no momento em que o Brasil tem sido afetado de forma contundente de proliferação de variantes do vírus, torna-se necessário, mais do que nunca, o aprimoramento da parceria de grande qualidade que tem caracterizado nossas relações bilaterais”, escreveu Rodrigo Pacheco.


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07/05


2021

Confira a homenagem do Frente a Frente a Zé Bedeu

Personagem caricato do Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, Zé Bedeu nos deixou há 15 dias, aos 44 anos, vítima da Covid-19. Dediquei o programa de hoje em sua memória. O leitor pode conferir a homenagem no link disponível.


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ALEPE

07/05


2021

CPI do Senado quer gastos de sete cidades em PE

EXCLUSIVO

O presidente da CPI da Covid-19 no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), enviou o "Oficio 365/2021 - CPIPANDEMIA" para o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE) requisitando informações sobre todos os processos investigativos, relatórios de auditorias e inspeções, com papéis de trabalho, sobre todos os recursos federais aplicados pelo Estado de Pernambuco e sete cidades do Estado. O Ofício atendeu a requerimento do senador Ciro Nogueira (PP-PI).

Além do Governo de Pernambuco, estão abrangidos pela requisição da CPI em Pernambuco as seguintes prefeituras: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Paulista, Cabo de Santo Agostinho, Olinda, Caruaru e Petrolina. O TCE-PE terá até a semana que vem para atender a requisição.

O foco maior da CPI, contudo, segue sendo a gestão do ex-prefeito Geraldo Júlio (PSB) em 2020, alvo de sete Operações da Polícia Federal sobre supostos desvios de verbas para covid-19. Um recorde nacional de operações da PF em uma mesma cidade em 2020.

O próprio TCE-PE, na semana passada, fez um julgamento tentando dar a compra dos respiradores como regular. A PF rebateu dias depois em nota oficial, indiciando por crimes três assessores de Geraldo Júlio.

A Justiça Federal já liberou para a CPI o acesso à Operação Apneia, famosa nacionalmente pela compra de respiradores de porcos para os recifenses. Esta semana, já chegaram novos Ofícios da CPI pedindo à Polícia Federal acesso a outras operações contra a gestão de Geraldo Júlio.


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Bandeirantes 2021

07/05


2021

Frente a Frente homenageia Zé Bedeu

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, um momento muito triste e comovente: a emoção a Michael Roberto, sonoplasta da Rádio Cultura de Caruaru, criador do personagem Zé Bedeu, falando diretamente do sítio Cipó, na capital do Agreste. Mais uma vítima a aumentar as estatísticas da pandemia do coronavírus no País.

Morreu há 15 dias, aos 44 anos. Na postagem de ontem neste blog contei essa história (clique aqui e confira). Se você deseja ouvir o programa pela Internet, clique no botão Rádio acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store.


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Serra Talhada 2021

07/05


2021

Jogo de profissional

Se de um lado o PSB tem um grande desafio para definir o seu candidato, do outro as oposições também. Mas chama atenção a sagacidade e maturidade política que o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), vem apresentando. Além de gestão exitosa, premiada pela ONU duas vezes, tem observado os movimentos e agido com sabedoria mineira. Por um lado, corteja Raquel Lyra, de outro paparica Miguel, dois personagens do jogo sucessório de 2022.

No plano nacional, tem a simpatia de Bruno Araújo, presidente do PSDB. Revela-se, portanto, um curinga, na medida em que é visto com bons olhos por Marília Arraes, com quem transita com desenvoltura. Na eleição do Recife, das lideranças de oposição, Anderson, aliás, foi o único que anunciou apoio oficial no segundo turno à petista no enfrentamento a João Campos.

À propósito, com o PT articulando a volta de João Paulo ao partido, o que está em jogo é afastar Marília da disputa de 2022. Até as paredes da sede do PT sabem, no entanto, que quem tem voto mesmo é ela. Se a própria Marília não entrar no jogo, seu apoio pessoal, independente do PT, será muito forte. E Anderson tem a exata noção disso.


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07/05


2021

Show de bola a Peixada do Dadal em Caruaru

Gourmet desde que criei cabelo na venta, nas minhas andanças pelo Interior gosto de conhecer novos restaurantes e, passando pelo crivo do meu paladar, valorizar com uma postagem indicando aos que acompanham o blog. Conheci, há pouco, a Peixada do Dadal, em Caruaru, uma das sete maravilhas do mundo.

Não botei o pé lá aleatoriamente. Foi uma sugestão do meu amigo Adriano Oliveira, cientista político, comentarista do Frente a Frente, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, formada hoje por mais de 40 emissoras no Nordeste, presente nos Estados de Pernambuco, Alagoas e Bahia. Pedi a peixada, carro-chefe da casa, que tem um cardápio bastante variado com frutos do mar. O bacalhau com molho de camarão, por exemplo, é um manjar dos deuses.

Meu motorista provou uma carne de sol e revelou ter gostado muito. A Peixada do Dadal, de propriedade de Valmir Ribeiro, o Dadal, fica na BR-104. Indo em direção a Toritama e Santa Cruz do Capibaribe, está à sua esquerda. Saindo do Polo de Confecções, na Rodovia João Lyra Filho, à direita, exatamente a cinco minutos. Um lugar amplo, arejado e gostoso. A peixada serve quatro pessoas, sem risco de passar vexames.

Recomendo também uma especialidade da casa: o licor artesanal de banana.

Serviço

Peixada do Dadal

Endereço: Av. dos Estados, 237, bairro Nova Caruaru, Caruaru – PE

Horário: das 11h às 22h

Fones: 9.9775-3367 e 9.9227-0746


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Comentários

ABAIXO FALSO MORALISMO

Que que a pessoa não faz por um prato de comida. KKKKKKKKKKKKKK


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

07/05


2021

Rua do Bom Jesus exclusivamente para os pedestres

Para beneficiar as mais de 45 mil pessoas que transitam diariamente no Bairro do Recife, a Prefeitura da Cidade, por meio da Secretaria de Política Urbana e Licenciamento (Sepul) e da Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU), vai tornar a Rua do Bom Jesus exclusiva para pedestres. A rua foi considerada uma das três mais bonitas do mundo pela revista americana Architectural Digest, em 2020. O prefeito João Campos fez o anúncio, no início da manhã de hoje, e o projeto começará a ser implantado na segunda-feira (17), com a mudança de circulação, e será entregue na segunda-feira, 24 de maio.

“Hoje a gente começa com uma grande notícia, na Rua do Bom Jesus, que é uma das três mais bonitas do mundo. Ela vai se tornar exclusiva para pedestres. Essa ação, que é realizada pela Prefeitura em parceria com a Bloomberg, uma instituição internacional que busca trazer qualidade de vida, vai poder garantir que a cada dia a cidade do Recife se torne mais humana, valorizando o pedestre, valorizando as pessoas”, anunciou o prefeito.

Para viabilizar a mobilidade no trânsito com a pedestrianização da Rua do Bom Jesus, haverá inversão no sentido da circulação das ruas da Guia, Dona Maria Cesar e João Domingos Martins. Dessa forma, os condutores que usavam a Rua do Bom Jesus, poderão utilizar a Rua da Guia e a Rua Dona Maria Cesar como rota alternativa. Além disso, os condutores que vêm do Cais do Apolo pela Avenida Barbosa Lima poderão acessar a Praça do Arsenal pela Rua João Domingos Martins.

Para implantação da pedestrianização da Rua do Bom Jesus, a Prefeitura do Recife contou com o apoio da NACTO-GDCI, uma organização de referência mundial em mobilidade sustentável, que, por meio da Iniciativa Bloomberg de Segurança Viária, prestou consultorias e fornecerá mobiliário urbano para sinalização do projeto.

Além da consultoria para um desenho adequado das vias do entorno, proporcionando mais segurança viária aos pedestres, os parceiros forneceram, ainda, mobiliário urbano como as esferas de concreto para isolar os extremos das vias. Nas áreas de cruzamento com as outras vias, o espaço foi redesenhado para garantir o espaço dos pedestres por meio de sinalização horizontal, diminuindo, assim, os espaços para travessias.


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07/05


2021

Jaboatão antecipa para maio a primeira parcela do 13º

O prefeito do Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, anunciou, hoje, a antecipação da primeira parcela do 13º salário dos servidores municipais para o próximo dia 21. Somando com a folha de pessoal, a ser paga no final do mês, serão injetados quase R$ 80 milhões na economia do município. O anúncio faz parte das ações comemorativas ao aniversário dos 428 anos do Jaboatão.

“Esse é mais um ano em que nossos servidores estão se dedicando com mais afinco ao trabalho, para que a população continue sendo bem atendida e os serviços sejam realizados de forma eficiente. Por isso, nada mais justo que esse reconhecimento, no mês de aniversário do Jaboatão, com a antecipação da primeira parcela do 13º”, destacou o prefeito Anderson Ferreira.

De acordo com o prefeito, a antecipação do pagamento se deu porque, mesmo diante da crise econômica provocada pela pandemia, a gestão jaboatonense conseguiu manter as contas equilibradas. Além dos salários pagos dentro do mês, a Prefeitura do Jaboatão tem realizado obras de infraestrutura e mantendo os serviços essenciais para o município.


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07/05


2021

Dinheiro jogado fora constrangeu TRE

Após o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco manter, hoje, a cassação da chapa do prefeito e vice-prefeito eleitos de Joaquim Nabuco, Neto Barreto (PTB) e Eraldo Veloso (MDB), respectivamente, o presidente do TRE, desembargador Frederico Neves, disse que esse caso de Joaquim Nabuco, além de fugir dos parâmetros da razoabilidade e da normalidade, foge aos parâmetros mínimos da moralidade e da ética. Um verdadeiro desrespeito às pessoas e às leis. “Eu fiquei envergonhado em ver esses vídeos, a pessoa jogando dinheiro e o povo coitado, necessitado, se amontoando atrás daquelas cédulas, isso é uma coisa triste, muito triste, e muito ruim para estado de Pernambuco, não é apenas para aquele município não”, pontuou.

No entendimento do TRE, que acatou ação da Frente Popular de Joaquim Nabuco, ficou comprovada a compra de voto no dia da eleição. O caso teve grande repercussão na época, pois, no dia da eleição, a chapa eleita promoveu uma “chuva” de dinheiro na sacada de uma varanda.

“O abuso de poder econômico e a captação ilícita de sufrágio neste caso foram tão evidentes que não tinha como o Judiciário Eleitoral entender de modo diverso ao da cassação do prefeito e do vice que, inclusive, tiveram participação direta nos eventos delitivos”, pontuou a advogada da Frente Popular de Joaquim Nabuco, Diana Câmara (foto).

Ela ainda explicou que, agora, após o TRE-PE ter decidido pela condenação deles, o presidente da Câmara, vereador Charles Batista (SD), assume o comando da cidade provisoriamente até a realização da nova eleição no município.


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