Jaboatão

17/04


2021

Recife reprovou um modelo, atesta marqueteiro

No capítulo de hoje de "A derrota não anunciada", livro de minha autoria sobre a eleição de 2000 no Recife, na qual o PT arrebatou o poder das mãos de Roberto Magalhães (PFL), a visão do marqueteiro José Nivaldo Júnior, responsável, junto com Marcelo Teixeira, sócios na Makplan, da figura que infernizou o prefeito e candidato à reeleição: o Mané da China, interpretado pelo ator Walmir Chagas.

"Não foi uma derrota pessoal, individual, como muita gente interpreta. Foi a derrota de um modelo de gestão. Em 2000, o povo mandou um claro recado de renovação. Cada eleição tem a sua história, tem um tipo de político que se dá bem, independente das suas qualidades pessoais. Houve uma clara tendência para a renovação não só no Recife", diz ele nesta entrevista abaixo. Confira!

Capítulo 21

“Recife optou pela renovação”

Publicitário vitorioso e tarimbado, José Nivaldo Júnior trouxe animação e humor para a campanha de 2000, quando criou a figura do Mané da China, interpretado com brilho pelo ator Walmir Chagas que, na campanha anterior, havia feito um outro personagem divertido, o Véio Mangaba, inserido na propaganda eleitoral de Roberto Magalhães.

"Tomei um susto e não acreditei quando Carlos Wilson revelou que Walmir e Aramis Trindade iriam trabalhar conosco, porque eles tinham feito campanha para Magalhães, quatro anos antes”, lembra.

Estrategista de mão cheia, José Nivaldo, durante a campanha, dividia seu tempo entre Recife e São Paulo, onde também trabalhou pela eleição da prefeita Marta Suplicy. Com a derrota do seu candidato no Recife, Carlos Wilson, com quem tem uma velha relação profissional e de amizade, o marqueteiro foi convidado para reforçar o time de marketing político de João Paulo, no segundo turno.

Não ficou na linha de frente, mas deu opiniões importantes, colaborou na preparação do candidato antes dos debates na televisão e ajudou a definir a estratégia da reta final de campanha, além do dia da eleição. José Nivaldo tem uma opinião bem diferente da maioria dos políticos consultados para opinar sobre as razões que levaram Roberto Magalhães à derrota.

Para ele, os erros cometidos pelo candidato pefelista contribuíram, de certa forma, claro, para João Paulo sair vitorioso, mas não foram decisivos, como avaliam alguns setores envolvidos na campanha de ambos os candidatos. “João Paulo representava a renovação. Foi nisso que o eleitor apostou”, enfatiza.

Quando está no Recife - o que é raro, devido aos inúmeros compromissos com clientes políticos fora do Estado - José Nivaldo dá expediente no escritório da Makplan, na Ilha do Leite, empresa de marketing político que toca em sociedade com Marcelo Teixeira, há 14 anos. Foi lá, depois de uma caminhada matinal, que deu o seu depoimento. Uma conversa de duas horas, interrompida apenas para atender um telefonema da sua mulher, Fátima, e outro de Danilo, seu filho caçula, de 19 anos.

Qual a avalição que o senhor faz da derrota de Magalhães?

Não foi uma derrota pessoal, individual, como muita gente interpreta. Foi a derrota de um modelo de gestão. Em 2000, o povo mandou um claro recado de renovação. Cada eleição tem a sua história, tem um tipo de político que se dá bem, independente das suas qualidades pessoais. Houve uma clara tendência para a renovação não só no Recife. Em São Paulo, por exemplo, ganhou Marta Suplicy. Não poderia haver uma renovação maior, uma sexóloga, defensora de casamento de gays, longe do perfil do político tradicional. Para entender o encaminhamento de uma eleição há de se combinar dois fatores: a tendência geral da eleição, que é nacional, e o quadro local, para saber se aquela tendência se verifica ou não em cada lugar. Em alguns lugares, a tendência não se verifica. No caso específico do Recife, configurou-se a tendência nacional para a renovação, para o inusitado.

Mas como uma onda de renovação se as pesquisas, majoritariamente, antes do episódio de Boa Viagem, davam uma vitória tranquila a Roberto Magalhães?

Como dizem os políticos, a única pesquisa que vale é a da urna. Pesquisa prévia revela a intenção de voto. A decisão do voto é outro momento, O episódio de Boa Viagem, como outros que ocorreram na campanha, ajudam a formatar o quadro. Eles são a explicitação do fenômeno. O fenômeno político acontece através de acontecimentos que só têm peso e repercussão por conta das características do momento. Aquilo tudo poderia ter acontecido e Roberto Magalhães ter ganho a eleição, se outro fosse o quadro. Tudo aquilo só fez efeito porque o quadro era favorável à renovação.

Ele próprio diz que perdeu por conta da greve da Polícia...

A greve da polícia foi outro fator, mas também não foi decisivo. A eleição sempre revela uma tendência. O eleitor manda um recado nas urnas e este recado, em cada lugar, vai tomando a forma local. Quando termina a eleição, se você só olha a eleição do Recife, fica procurando aqui as explicações para o resultado. Mas quando se abre o foco, verifica-se que ocorreu algum tipo de fenômeno que justifica o resultado ter se encaminhado naquela direção.

Os próprios aliados de Roberto Magalhães e do governador acham que não foi João Paulo quem ganhou a eleição. Acham que Magalhães entregou de bandeja. O que acha?

Olha, eleição é como um jogo de futebol. Nenhum time ganha o jogo se o outro não errar. Mas o fato de um time errar, não quer dizer que ele vai perder o jogo. Em campanha, o efeito do erro ou do acerto, depende do contexto. Acho uma injustiça dizer que foi Roberto Magalhães que entregou a eleição, como é uma injustiça dizer que não foi João Paulo quem ganhou a eleição. Foi João Paulo que ganhou a eleição. Ele pode até perder a próxima, cada jogo tem sua história, mas aquela ele ganhou. Por que ganhou? Porque tinha o perfil adequado para o moimento. E aí ele teve o mérito de saber explorar as circunstâncias favoráveis.

Dentre os episódios mais polêmicos da campanha, na sua interpretação qual o que pesou mais?

Olhe, um dos que mais influíram, puxando a brasa pra minha sardinha, foi o Mané da China, que durante meses foi minando a sensação de invencibilidade de Roberto Magalhães, O personagem fez o contraponto com o programa de Governo de Roberto Magalhães. Porque, na verdade, Roberto Magalhães governou quatro anos quase sem ter oposição.

Como assim?

A oposição era muito tímida. O Mané da China foi o primeiro furo na administração de Roberto Magalhães. Outra coisa muito importante, que não é muito citada, foram os debates. João Paulo ganhou todos os debates. É claro que Roberto Magalhães se saía tecnicamente muito melhor, demonstrava muito mais conhecimento da cidade, tinha obras para apresentar. Mas, quanto mais ele apresentava obras, mais ele se distanciava do perfil da novidade que seria vitorioso na eleição. A questão não foi ideológica, de direita e esquerda. O foco da eleição foi que o povo decidiu apostar no novo. De certo modo, até preparando o caminho para a vitória de Lula dois anos depois.

O novo seria em função do quadro nacional, que já vinha decepcionando, com Fernando Henrique ou em relação ao Estado?

O novo tem relação com tudo. Após oito anos de Fernando Henrique, o povo estava cansado do seu governo. Aí dentro, do mesmo esquema político, estavam Roberto Magalhães e o próprio governo de Jarbas. A gestão Roberto Magalhães era bem aprovada, mas ele acabou sendo derrotado, porque o povo queria mudar.

Mas Jarbas era um grande leitor no Recife?

Jarbas, aparentemente, era um grande eleitor. Mas, na hora em que Jarbas mais se empenhava na eleição, tirava a gravata, mais criava situações para a vitória do adversário. Por que isso? Pelo perfil do candidato desejado pelo povo. Essa é a minha tese. Foi uma eleição apertada, diga-se de passagem. Matematicamente quem votou contra Roberto Magalhães no primeiro turno, votou no segundo. Roberto Magalhães não ganhou voto do primeiro para o segundo turno.

Foi a classe média que elegeu João Paulo?

Não. Foi o povo que elegeu João Paulo. A classe média não elege ninguém. A classe média confeita o bolo. Quem dá a massa e substância ao bolo é o povão.

Em relação ao personagem do Mané da China, na sua interpretação, por que Carlos Wilson não captou a sua popularidade e sim João Paulo?

Popularidade é uma coisa, voto é outra. O personagem tornou-se popular e deu popularidade a Carlos Wilson. Porém seu papel não era dar voto. O voto é conquistado por outras razões. O personagem cumpriu seu papel e João Paulo foi o maior beneficiário porque tinha o perfil desejado pelos eleitores.

Mas, se não fosse a denúncia do calote, Carlos Wilson não teria sido beneficiado pela onda de humor gerada com o Mané?

Essa questão de ataque é relativa. Os ataques que Carlos Wilson sofreu detiveram sua ascensão porque seu perfil não era o do novo, do inusitado. João Paulo também sofreu muitos ataques. No segundo turno, uma verdadeira campanha terrorista foi feita contra o PT. Se você quer saber, na minha opinião esta foi a principal causa específica da derrota do Dr. Roberto. Ao passar a imagem de baderna associada a João Paulo, a campanha do prefeito revoltou parte da população, que tinha consciência de que aquilo era uma farsa, uma mentira, que não ia ocorrer como não ocorreu após a vitória de João Paulo e Luciano Siqueira. Aquela campanha impediu que Roberto Magalhães conquistasse novos eleitores no 2° turno

No depoimento do senador Sérgio Guerra, ele confessa que um dos erros da campanha foi achar que Carlos Wilson seria o adversário de Magalhães no segundo turno e não João Paulo. Como analisa isso?

Olhe, eu não tenho condições de comentar o que eles achavam ou não achavam. Eu só sei que eles anunciaram no jornal que, se houvesse segundo turno, preferiam ir com João Paulo. Escolheram João Paulo. Se isso é verdade, se não foi uma declaração para despistar, se expressava uma opinião, aí era uma opinião muito equivocada.

Quem criou o personagem Mané da China?

A ideia inicial do personagem foi minha e a construção se deu com todo o conjunto da equipe da Makplan, além dos próprios artistas. João Henrique que é meu filho e dirige a criação da Makplan, desenvolveu os textos, o diretor Alexandre Alencar deu forma ao personagem, enfim, acabou sendo uma criação coletiva.

Vocês conseguiram o objetivo, que era tirar Roberto Magalhães do sério?

Não tenho condições de responder porque ele nunca se pronunciou publicamente sobre isso. Agora, que foi engraçado, foi,

Doutor Roberto diz que até se divertia...

Acredito. Olhe, eu já disse uma vez, que personagem humorístico em campanha é uma coisa cujo efeito positivo não é uma regra geral. Às vezes eu uso, às vezes não uso. No segundo turno, Mané saiu de cena, porque já tinha cumprido o seu papel.

Mas o eleitor gosta

Descontrai o discurso. É uma forma de se fazer um discurso crítico de forma que todo mundo preste atenção, porém precisa ter aderência e conteúdo. O Chinês não mentia. O Chinês exagerava na brincadeira. Ele não mentia ... Ele ia procurar a ponte e não encontrava, caía dentro d'água. Ia procurar a maternidade, não tinha maternidade. Elogiava o asfalto e caía no buraco. Eram situações hilariantes.

Que papel o senhor acha que um vice tem numa campanha? Acha que a mudança de Raul Henry por Sérgio Guerra alterou alguma coisa?

Com todo respeito pelos vices, eles exercem um papel simbólico. Vice não é votado. Vice não ganha eleição. O principal papel do vice é expressar o caráter da chapa, ampliar o candidato.

Magalhães diz que, no momento em que perdeu Raul Henry, perdeu a militância do PMDB. O que o senhor acha?

Pode ter sido. Eu não tenho condições de avaliar isso. Normalmente, em campanha não me interesso pelos problemas dos adversários. Enfrento a chapa deles com a intenção de ganhar, se possível no primeiro turno. Muita gente não acreditava que João Paulo pudesse ganhar de Roberto Magalhães. Entretanto, depois que a eleição passa e você vê o quadro, verifica que João Paulo era o adversário mais perigoso que Roberto Magalhães poderia enfrentar. Talvez o único capaz de derrotá-lo.

Na verdade, ninguém encarou João Paulo como um adversário em potencial, porque ele próprio nunca acreditou na eleição...

No início, pode até ter sido assim, não sei. Nosso contato mais direto com João Paulo acontecei no segundo turno. Ele se apresentava como um candidato otimista, entusiasmado, preparado para vencer. Ele já tinha sido candidato majoritário algumas vezes e acho que ele tinha a intuição de que seu momento tinha chegado. Aliás, essa era a opinião de Marcelo Teixeira, minha e da coordenação da campanha.

O povo não decide seu voto principalmente pela televisão?

Isso também é relativo. No primeiro turno Roberto Magalhães tinha quinze minutos de propaganda eleitoral. João Paulo tinha dois minutos e pouco. Nos últimos dias, a coligação do prefeito conseguiu tirar os programas de João Paulo do ar. Ele nem teve o direito de se despedir do eleitor. Adiantou? Não. João Paulo subiu pelo menos 15 pontos nos últimos dias. O palanque eletrônico é fundamental. Porém, ele dá mensagens que vão além dos clipes e das falas dos candidatos. O próprio fato de tirar o programa de João Paulo do ar não beneficiou Roberto Magalhães.

O senhor acredita nisso?

Claro. A demonstração de força fez, naquele contexto, o povo ficar do lado mais fraco. Esse equívoco, a meu ver, se repetiu no segundo turno. Os direitos de respostas que o prefeito ganhou depois de encerrada a propaganda eleitoral só reforçaram essa tendência. Na véspera da eleição, as pesquisas apontavam uma vitória folgada do prefeito. Vieram os direitos de resposta e João Paulo virou o jogo em 24 horas.

Vocês trabalhavam com a hipótese de que o projeto da aliança jarbista era de 20 anos de poder?

Não. Ouvia falar que a aliança oficial tinha um projeto de poder duradouro, mas isso não circulava com muitos detalhes entre nós, da oposição. Talvez Lavareda possa lhe responder. Eu não tenho condições de dizer. Seria especulação da minha parte.

Em política, projetos a longo prazo costumam vingar ou dão certo?

Não quero dizer que as pessoas não façam projetos, mas a história costuma ser muito irônica com esses projetos. Desde o Reich, dos mil anos de Hitler, que só durou cerca de 15 anos, até o projeto de 20 anos de FHC. Os políticos fazem seus projetos, mas esquecem de perguntar se a história concorda. Perguntaram se o povo concorda? Até ditadores que fazem um projeto de longo prazo acabam sendo surpreendidos pela dinâmica do processo social.

Por que Agamenon disse que Recife é uma cidade cruel?

Porque o Recife, como toda a cidade metropolitana, já naquela época, não se submetia aos parâmetros de controle de voto que prevaleciam e que ainda hoje existem no interior. O Recife não é mais ou menos cruel do que qualquer outra grande cidade. Sequer o Recife é uma cidade de oposição, ou de esquerda. Na ditadura, as pessoas votavam contra a ditadura. Não porque eram de esquerda. Então, o voto metropolitano é um voto livre, que se pauta mais pela política do que pela administração. Por isso, certamente, Agamenon disse essa frase.

Mas o Recife tem uma tradição de os governadores não elegerem os prefeitos

Não é só o Recife. Veja São Paulo em 2000. Mário Covas era o governador. Seu candidato a prefeito era Alckmin, que não foi nem para o segundo turno. Dois anos depois, Alckmin se elege governador. No Rio, Garotinho também não elegeu o prefeito, apesar de estar muito aprovado. O prefeito foi César Maia. Na eleição seguinte, Rosinha Garotinho ganhou no 1° turno. E saí por aí afora. Às vezes, as pessoas usam chavões, que não são verdadeiros.

Que participação o senhor teve no fechamento da avenida Boa Viagem, para impedir a carreata de Magalhães?

Tudo começou no domingo anterior, quando a chuva impediu a carreata do prefeito. Ora, para o domingo seguinte, a avenida já estava reservada para o evento de Carlos Wilson. Durante a semana, foram preparados e distribuídos milhares de chapéus do Mané e revistas em quadrinhos com suas peripécias, para a carreata de Carlos Wilson.

Acontece que assessoria de Roberto Magalhães insistiu em realizar sua carreata no mesmo percurso e ocorreu o encontro dos eventos.

Havia todo um clima de brincadeira com o Mané, as pessoas faziam o gesto dos olhos, que era uma marca do personagem, usavam os chapéus. Ora, as duas campanhas já estavam bastante acirradas, principalmente pelos ataques sofridos por Carlos Wilson. O resto foi decorrência natural desse clima.

Se a assessoria dele tivesse sido mais esperta, nada teria acontecido?

É difícil dizer. Porém, se a assessoria do prefeito tivesse optado por outro evento, se tivesse evitado o contato, o acirramento dos ânimos não teria acontecido daquela forma.

Mas, eles não sabiam que Carlos Wilson estava na avenida...

Deveriam saber. A avenida estava reservada no TRE há bastante tempo. Além disso, a notícia estava nos jornais. Não era segredo para ninguém.

Foi o senhor que armou e montou a estrutura?

Em absoluto. Eu não tinha qualquer participação na montagem dos eventos. E, além disso, tudo já estava programado, antes mesmo da carreata do domingo anterior ter sido cancelada. O que aconteceu foi produto das circunstâncias. Aliás, tudo decorre das circunstâncias. Collor, em 89, deu banana para o povo do Rio e ganhou votos com isso. Foi tido como corajoso, e coisa e tal.

Como foi a escolha de Walmir Chagas, que fez o papel do Mané da China?

Essa história é interessante porque Walmir não foi escolhido, o personagem é que foi criado para ele. Walmir e Aramis Trindade, outro ator extraordinário, tinham trabalhado na campanha anterior de Roberto Magalhães. Na verdade, a ideia de contratá-los foi de Carlos Wilson, só depois foi que ele me disse. Aí eu fiquei com um problema: como colocá-los pedindo votos para Carlos Wilson? A equipe do adversário tinha inúmeras gravações da dupla pedindo votos para Dr. Roberto. Aí do limão saiu a limonada. O Mané era eleitor de Roberto, entusiasmado. Passou 4 anos na China e voltou para ver “as maravilhas do Recife 2000 que Roberto Magalhães prometeu”. O Chinês era Robertista, defendia o prefeito, só que tudo o que ele esperava que tivesse sido feito se transformava em frustração. Foi o pulo do gato.

Ele fez a festa da criançada, não foi?

Da criançada e dos adultos. O Chinês caiu no gosto do povo. O humor é universal, mas Pernambuco tem sua própria versão, que é a gréia. O Mané representou o espírito da gréia, o humor sutil, sem agressão e sem baixaria. Foi um momento mágico do marketing político.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

Confira os últimos posts



09/05


2021

Coluna traz bastidores da crise no Grupo João Santos

A partir de amanhã e pelos próximos quatro dias, a coluna do blog vai trazer informações exclusivas sobre os bastidores da crise envolvendo o Grupo João Santos. A derrocada se intensificou em 2009, após a morte do industrial serratalhadense que dá nome ao conglomerado, aos 101 anos de idade.

Desde então, uma disputa entre os herdeiros de João Santos foi aberta e por vezes noticiada da imprensa, resultando na operação Background, deflagrada na última quarta-feira (5) pela Polícia Federal. Imperdível!


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Ipojuca 2021

09/05


2021

A carta que Mandetta enviou a Bolsonaro sobre a pandemia

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta disse, na última terça-feira (4), durante sessão da CPI da Covid, que entregou uma carta ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) alertando sobre os riscos da pandemia ainda em 2020. No documento, ele orienta que Bolsonaro "reveja o posicionamento adotado". De acordo com Mandetta, a carta foi entregue em 28 de março de 2020, quando ainda estava à frente do Ministério da Saúde. Leia na íntegra:

"No dia 03 de janeiro de 2020, este Ministério, por intermédio de sua Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS/MS), detectou rumores a respeito de casos de “pneumonia atípica”, oriunda da China, que estaria infectando diversas pessoas e produzindo significativo número de óbitos. Assim, com base no Regulamento Sanitário Internacional (RSI), antecipou-se a revisão de protocolos relativos ao Preparo, Vigilância e Resposta à Influenza no Brasil.

No dia 22 de janeiro de 2020, em observância a sua missão institucional de implementar medidas de saúde pública para a proteção da saúde da população, para a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, o Ministério da Saúde ativou o Centro de Operac?o?es de Emerge?ncias em Sau?de Pu?blica para o novo Coronavi?rus (COE-nCoV). Destacando-se que entre os dias 03 a 27 de janeiro, o Centro de Informac?o?es Estrate?gicas de Vigila?ncia em Sau?de (CIEVS) Nacional já havia analisado 7.063 rumores, sendo que 127 desses rumores exigiram a verificac?a?o de veracidade junto ao Ponto de Contato Regional da OMS para o RSI.

Ressalte-se ainda que, entre os dias 18 e 27 de janeiro de 2020, a SVS/MS recebeu a notificac?a?o de 10 casos para investigac?a?o de possi?vel relac?a?o com a Infecc?a?o Humana pelo novo Coronavi?rus – Covid-19. Todas as notificac?o?es foram recebidas, avaliadas e discutidas, caso a caso, com as autoridades de sau?de dos estados e munici?pios. De 10 casos, somente um (1) caso notificado em 27/01 se enquadrava na definic?a?o de caso suspeito. Os demais na?o cumpriram a definic?a?o de caso, foram exclui?dos e apresentaram resultado laboratorial para outros vi?rus respirato?rios.

Neste mesmo ínterim, até o dia 27 de janeiro de 2020, segundo a OMS, já estavam confirmados 2.798 casos de Covid-19 no mundo. Destes, 2.761 (98,7%) foram notificados pela China, incluindo as regio?es administrativas especiais de Hong Kong (8 casos confirmados), Macau (5 casos confirmados) e Taipei (4 casos confirmados).

Em 30 de janeiro de 2020, apo?s reunia?o com especialistas, a OMS declarou Emerge?ncia de Sau?de Pu?blica de Importa?ncia Internacional (ESPII) em raza?o da disseminac?a?o do Covid-19. Naquele momento, havia 7,7 mil casos confirmados e 170 o?bitos na China, principal local de disseminac?a?o do vi?rus, e 98 casos em outros 18 pai?ses. No Brasil, nove casos estavam sendo investigados.

Em 3 de fevereiro de 2020, o Ministe?rio da Sau?de declarou Emerge?ncia de Sau?de Pu?blica de Importa?ncia Nacional (ESPIN) em decorre?ncia da infecc?a?o humana pelo Covid-19, por meio da Portaria MS n° 188, e conforme Decreto n° 7.616, de 17 de novembro de 2011.

Em 06 de fevereiro foi aprovada a Lei n° 13.979, de 2020, que dispõe sobre as medidas de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus responsável pelo surto de 2019. Todas as normas foram editadas antecipadamente ao primeiro caso confirmado do Covid-19 no Brasil (26/02/2020) e em consonância com o disposto sobre preparo para emergências no âmbito do Regulamento Sanitário Internacional.

Para garantir a transparência na comunicação sobre as ações de vigilância e controle do Covid-19 e no sentido de esclarecer à população sob medidas de orientação e prevenção, o Ministério da Saúde realizou um total de 49 coletivas de imprensa nos últimos 65 dias (a primeira em 23 de janeiro), 109 releases, 1.550 atendimentos a demandas de imprensa, 50 vídeos produzidos e publicados pela TV Saúde, 8 vídeos-cartões para uso nas redes sociais, 21 matérias de rádio produzidas pela Web Rádio Saúde, dentre outros, o que fortaleceu a confiança da população brasileira nas medidas que vem sendo tomadas pelo Ministério da Saúde, além dos dados e projeções epidemiológicas realizadas por especialistas, bem como do estudo diário sobre a resposta de outros países à pandemia.

Em 25 de março, a OMS confirmou um total de 413.467 casos de Covid-19 e 18.433 óbitos no mundo. Destes, a Região das Américas conta com 60.834 casos confirmados e 813 óbitos. Sendo mantidas pela OMS as recomendações de medidas de mitigação para estados de Pandemia global. No Brasil, em 26 de março o total de casos confirmados no Brasil era de 3.498. Cuja distribuição era de 4,3% na Região Norte, 15,7% na Região Nordeste, 57,1% na Região Sudeste, 9,4% na Região Centro-Oeste e 13,5% na Região Sul.

Cabe dizer ainda que o Ministério da Saúde participou de sessões informativas da OMS, de reuniões virtuais coordenadas pela Organização Panamericana da Saúde (OPAS), além de encontros virtuais com representantes de saúde do MERCOSUL, PROSUL e G20, onde pôde verificar o prognóstico do colapso dos sistemas de saúde nos próximos meses. O que denota a necessidade de que o Brasil tome medidas que evitem o aumento exacerbado do número de casos com necessidades de atenção e cuidado de média e alta complexidade nas redes de serviços do Sistema Único de Saúde (SUS). Situação já observada nos sistemas de países como Itália, Espanha, Reino Unido, Estados Unidos, dentre outros, apesar das diferenças dos respectivos setores de saúde.

??Diante desse cenário, eu, como Ministro da Saúde e na minha missão como gestor do Sistema Único de Saúde busquei promover a integração entre os Poderes da República para o fortalecimento da resposta à epidemia nacional. No dia 16 de março, em reunião com os membros do Tribunal de Contas da União apresentei a todos os Ministros da Corte de Contas e ao Ministro da Controladoria Geral da União o cenário nacional da emergência em saúde, ressaltando a necessidade do estabelecimento de novos paradigmas para funcionamento da Administração Pública.

Ato contínuo, naquele mesmo dia, em reunião no Supremo Tribunal Federal, com a presença dos membros da Suprema Corte, dos Presidentes dos Tribunais Superiores, do Presidente da Câmara dos Deputados, do Presidente do Senado Federal, do Presidente do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República, do Ministro da Advocacia-Geral da União, apresentei o cenário técnico do setor saúde (riscos e agravos sobre a infecção pelo Covid-19), além de medidas de saúde pública necessárias à prevenção e controle da resposta à epidemia, para as quais se faz premente o esforço conjunto dos órgãos superiores da República.

Cabe ressaltar que no mesmo dia 16 de março, sem a participação desta Pasta, foi editado o Decreto n. 10.277, de 2020, que instituiu o Comitê de Crise para supervisão e monitoramento dos impactos da Covid-19, e mais ações de outros setores foram integradas às medidas sanitárias que vinham sendo tomadas pelo Ministério da Saúde desde fevereiro.

Assim, em que pese todo esforço empreendido por esta Pasta para proteção da saúde da população e, via de consequência, preservação de vidas no contexto da resposta à epidemia da Covid-19, as orientações e recomendações não receberam apoio deste Governo Federal, embora tenham sido embasadas por especialistas e autoridades em saúde, nacionais e internacionais, quais sejam, o isolamento social e a necessidade de reconhecimento da transmissão comunitária.

Acrescente-se ainda o alerta já feito por esta Pasta a respeito de outras viroses que terão seu ciclo epidêmico agravado em concomitância coma epidemias do Covid-19. Além do aumento da mortalidade por doenças diversas, como vem ocorrendo em outros países, devido à sobrecarga dos sistemas de saúde.

Imperioso, sobretudo, zelar pelos médicos, enfermeiros e todos os profissionais de saúde, por serem a principal linha de frente do trabalho em saúde no país, constituindo o grupo de maior risco, uma vez que são os mais expostos.

Nesse sentido, tendo em conta que a atuação do Ministério da Saúde no preparo, vigilância e resposta a pandemia pelo Covid-19, em consonância com o Regulamento Sanitário Internacional (Decreto n. 10.212, de 30 de janeiro de 2020), fundamenta-se nos fatos apurados, nas evidências científicas e na observância dos princípios e regras que alicerçam os direitos e garantias fundamentais de todo cidadão brasileiro, recomendamos, expressamente, que a Presidência da República reveja o posicionamento adotado, acompanhando as recomendações do Ministério da Saúde, uma vez que a adoção de medidas em sentido contrário poderá gerar colapso do sistema de saúde e gravíssimas consequências à saúde da população.

LUIZ HENRIQUE MANDETTA
Ministro de Estado da Saúde"


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Um crápula, Aproveitador. Tenho um vídeo ele, quando ministro, falando que: \"o Presidente está certíssimo quando ele fala que a crise econômica vai matar as pessoas, as pessoas não aguentarão a fome e estava cem porcento engajado em achar uma solução junto da equipe da economia. Também falou que metade que vai entrar em contato mais da metade não vai nem ter sintoma vai simplesmente desenvolver anti corpo ele pega só um resto de vírus e a grande maioria dos que pegarem vão ter sintomas leves. Depois uma minoria vai necessitar de internação hospitalar.\" É, no mínimo, um desonesto intelectual.


Petrolina abril 2021

09/05


2021

E no BBB 21 também teve um retrato do Centrão

Por Mariângela Borba*

Mesmo aqueles que manjam pouco de política, só de ouvir falar no Centrão já começam a se contorcer. Isso é fato. Por quê? Porque se trata de um bloco populoso de partidos que não têm lado, não são definidos - nem de esquerda e nem de direita. E nesse chamado "Centrão", vivem pulando de galho em galho. Correm para o lado daquele que o agradar naquele momento. Não são definidos. É o popular "quem dá mais!" e assim seguem “em cima do muro". Geralmente, é um grupo populoso, medroso e que costuma se esquivar das grandes decisões. E, por incrível que pareça, o BBB também é um termômetro da política, se analisarmos pelos meandros.

E o que é o chamado Centrão? É, simplesmente, uma grande massa que pode travar as pautas da Câmara ou levá-las adiante. Não é à toa que todo mundo teme o Centrão, mas, porque ele se trata de um grande bloco, no jogo político, não dá para se desvencilhar dele, senão nada vai para frente e nem a roda gira.

Sim, é como no BBB, mesmo. E esta versão 21 mostrou bem esses meandros. Teve um grupo pautado por questões mais humanitárias e empáticas. Costumavam usar do diálogo mais amplo e pelo acolhimento.

Já do outro lado, uns outros que tinham atitudes mais opressoras e que determinavam quem seriam os alvos da vez. Eles se fazem valer de fake news e de intrigas para criar momentos favoráveis para si no jogo.

E no meio mesmo, é onde ficava o referido Centrão. Mesmo estando dividido em subgrupos, eles se uniam para escapar de qualquer parada, principalmente de um paredão. Ah, e como cantou o Tim Maia "vale o que vier!" sendo que, ao contrário do que cantou o saudoso síndico, "vale ficar homem com homem e mulher com mulher " (nada contra, por favor!) - como fez o filho do cantor famoso para garantir uma vaga na final.

Ele se escondeu de protagonismos, ali com seu cigarro e, entre um trago e outro, terminou alcançando o seu objetivo: manter-se na final. Pois é, e assim agiu o Centrão do BBB, era coadjuvante propositadamente, não por acaso esperava o próprio brilho surgir quando a casa estivesse mais vazia.

O BBB 21 apresentou um centrão formado pelos agroboys Caio e Rodolffo, que era, mais ou menos, como se fosse a “bancada ruralista da Câmara”, os famosos Camilla de Lucas, Carla Diaz, Pocah, Viih Tube, Fiuk, Thais e João Luiz. Aos poucos, eles chegaram a entender o jogo da rapper Karol Conká, mas não chegaram, ou não tiveram capacidade, de criar suas próprias estratégias. Preferiram aceitar o que vinha da turma do Projota e companhia.

Na dúvida, optavam pelo “voto de manada”, talvez, até mesmo, por preguiça de encarar o jogo e tentarem se livrar dos opositores sem, até mesmo, tirarem uma vantagem disso ou mesmo, por uma incapacidade de estabelecer um diálogo com o restante da casa e mostrarem, até mesmo, a injustiça que estava acontecendo com eles – como foi o caso do Acrebiano que terminou se envolvendo com a Karol Conká, só para tirar vantagem, sem estar apaixonado, e terminou saindo sem nem mesmo entender o por quê de ter sido o alvo do Centrão: poderoso, perigoso e altamente influenciável.

E, mesmo assim, parte do Centrão do BBB conseguiu chegar à final, mas o que prevaleceu mesmo foi a força da nordestinidade feminina: o Brasil reagiu! E que reaja assim em 2022, nas urnas. Como versou o paraibano Chico César com o nosso saudoso Dominguinhos: “Deus me proteja de mim, e da maldade dessa gente boa, da bondade da pessoa ruim, Deus me governe e guarde, ilumine e zele assim”.

*Jornalista, secretária de comunicação do PV/PE e do PV Recife, especialista em Marketing Político, de Conteúdo e assessora de imprensa da Secretaria de Infraestrutura da Prefeitura do Paulista.


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09/05


2021

Hugo Chávez teve medo de ser envenenado no Recife

Da Coluna de João Alberto

Hugo Chávez, então presidente da Venezuela, chegou ao Recife no dia 24 de abril de 2003 a bordo de um avião da Força Aérea Venezuelana. Foi recebido no Palácio do Campo das Princesas pelo governador Eduardo Campos, pelo presidente Lula, João Paulo, prefeito do Recife, e Luciana Santos, prefeita de Olinda. Em seguida, visitou as obras da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. 

Ele foi ao município de Abreu e Lima, onde prometeu ajudar e cumpriu: levando um grupo de professores e alunos para visitar a Venezuela. Em pleno meio-dia, foi visitar o túmulo de Abreu e Lima, que combateu junto ao libertador Simón Bolívar, líder da independência da Venezuela, no Cemitério dos Ingleses, onde discursou por mais de uma hora, com muita gente de paletó suando aos píncaros.

Na Sudene, falou por mais de duas horas. Ao encerrar o último evento de sua agenda em Recife, no Forte das Cinco Pontas, Chávez deu autógrafos, tirou fotos com crianças e ouviu manifestações de diversas pessoas de apoio à Revolução Bolivariana. Ficou hospedado, com sua comitiva, no Hotel Boa Viagem. Por duas vezes, foi jantar no restaurante Ponteio, pertinho. Um garçom que o serviu me revelou que, com medo de ser envenenado, um auxiliar provava a carne antes dele se servir.


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ALEPE

09/05


2021

Eduardo Cunha volta a usar Twitter após reverter prisões

Por Houldine Nascimento, da equipe do Blog

O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (MDB) voltou a usar o Twitter. O anúncio foi feito por meio de sua conta oficial na plataforma. 

"Estou retornando a usar as mídias sociais e quero agradecer todas as manifestações de carinho recebidas dos muitos amigos e daqueles que torcem por mim", escreveu.

O retorno de Eduardo Cunha ocorre após a revogação das prisões preventivas contra ele. Desde outubro de 2016, quando foi detido, sua filha, Danielle Cunha, vinha publicando na conta do ex-presidente da Câmara.

No Twitter, Eduardo Cunha negou que ele possa se candidatar nas próximas eleições, mas deixou uma possibilidade aberta para a filha fora do MDB: "Na linha do que a minha filha Danielle já postou, eu nao (sic) sou candidato a nada e ela nao (sic) pretende ser candidata pelo MDB."


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Bandeirantes 2021

09/05


2021

Caruaru: MPPE denuncia Prefeitura por acordo com empresa de fachada

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pediu a abertura de uma Ação Civil Pública contra a Prefeitura de Caruaru por supostas irregularidades em um contrato firmado com dispensa de licitação em 2017, devido à situação de emergência. De acordo com a denúncia feita pelo promotor da 2ª Vara da Fazenda Pública de Caruaru, Marcus Tieppo, o município alegou a necessidade de contratação de três máquinas e seus operadores para retirada de entulhos.

O documento estabelecia peso, capacidade e potência específica dos equipamentos. O contrato 014/2017 foi firmado em 13 de março com a Construtora LMV pelo valor de R$ 712.071,36. Segundo denúncia do MP, a empresa contratada não possuía veículos ou funcionários e, para prestar serviço ao município, subcontratou pessoal e máquinas inferiores ao estabelecido no contrato firmado com a Prefeitura de Caruaru, por um valor menor que o cobrado. 

Ao prestar esclarecimentos ao Ministério Público, a pessoa legalmente registrada como responsável pela empresa disse não ter conhecimento do contrato firmado com o município e que ia à Prefeitura apenas para assinar papéis e “fazer serviço de banco”. Além disso, apontou que o marido era quem conduzia a empresa.

O homem também foi ouvido pelo MPPE. Ele confirmou a informação e admitiu que a construtora foi criada em nome da mulher apenas para firmar contrato com o governo municipal. A empresa possui mais de 60 atividades econômicas que vão desde transporte escolar, obras portuárias, distribuição de água por caminhões, locação de automóveis, obras de irrigação, limpeza, até aluguel de andaimes e palcos, e serviço relacionado a esgoto.

Tal evidência, segundo Tieppo, "indica que a referida empresa é de fachada, pelas atividades tão distintas entre si em uma Microempresa (faturamento de até R$ 360 mil), sem possuir veículos ou empregados na época dos fatos". O marido da proprietária da JMV possui outra construtora que, de acordo com a 2ª Promotoria, tem débitos fiscais que se aproximam de R$ 1 milhão e por isso não poderia firmar contrato com o município.

No documento, o promotor diz que o ex-secretário de obras Humberto Correia admitiu, através de um ofício, saber que o homem era o verdadeiro dono da Construtora JMV. Ainda de acordo com a denúncia do Ministério Público, os documentos apresentados pela Prefeitura não comprovaram a necessidade de situação de emergência pelo município, o que levantou ainda mais as suspeitas em relação ao contrato que foi realizado com celeridade.

No pedido à Justiça, o promotor relata que o real responsável pela JMV já tinha criado outra empresa de fachada usando a esposa e o irmão como laranjas para firmar contratos com o município de Santa Cruz do Capibaribe. Esta segunda empresa atualmente responde a dois processos de improbidade administrativa. 

O documento cita também o fato uma ex-servidora do município de Caruaru aparecer como representante da Construtora JMV em diversas licitações, além de uma assessora jurídica da Prefeitura, que atua na Secretaria de Obras, e é a advogada do homem em um processo no qual foi condenado por Fraude à Execução em Ação de Execução Fiscal.

Entre os denunciados, além da Prefeitura de Caruaru, a Contrutora JMV, e marido e mulher responsáveis pela empresa, estão ainda o ex-secretário de Serviços Públicos Humberto Correia Lima; o então secretário executivo de Serviços Públicos, Ytalo Farias; Matheus Freitas, que atuava na mesma pasta, mas hoje é lotado na AMTTC; e a prefeita Raquel Lyra (PSDB). O promotor Marcus Tieppo pede à Justiça a anulação do contrato, além do ressarcimento do valor de R$ 217.355 ao município.

Prefeitura responde sobre o caso

A Prefeitura de Caruaru se pronunciou sobre o tema por meio de nota: 

“A Prefeitura de Caruaru informa que ainda não foi citada do processo, mas que tem a certeza da regularidade dos atos praticados durante a situação de emergência que se encontrava o município no início de 2017, evitando a paralisação de vários serviços públicos. Dois processos relativos aos mesmos fatos já foram julgados improcedentes.” 


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Serra Talhada 2021

09/05


2021

Omar Aziz diz que Queiroga será reconvocado à CPI

Do Estadão

O presidente da CPI da Covid do Senado, Omar Aziz (PSD-AM), classificou, hoje, como uma "grande decepção" a postura do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, que depôs à comissão nesta semana e se esquivou de declarar sua posição sobre o uso da cloroquina em pacientes com covid-19. Segundo Aziz, Queiroga "com certeza" será reconvocado para falar mais uma vez à CPI, diante das contradições expostas entre a política do governo Bolsonaro na pandemia e as diretrizes do Ministério da Saúde.

Questionado diversas vezes sobre o uso da cloroquina durante o depoimento na quinta-feira (6), o ministro respondeu que não poderia se pronunciar porque a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) ainda está avaliando e elaborando o protocolo de tratamento da covid-19. Isso irritou os integrantes da CPI, especialmente a cúpula do colegiado. Ontem, o relator, Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou que Queiroga investiu numa estratégia de não responder às perguntas dos senadores objetivamente e, portanto, de não "falar a verdade".

Essa frustração foi endossada pelo presidente da CPI. "Agora, o Queiroga foi uma grande decepção, ele como médico cardiologista. Quando a gente perguntava se ele era a favor da cloroquina - e ele não citava a palavra cloroquina, falava em 'fármacos' -, ele jogava para a Conitec", comentou Aziz em entrevista ao historiador Marco Antonio Villa divulgada neste domingo no Youtube. Para o presidente da CPI, esse pretexto usado por Queiroga foi para "não magoar o chefe" e indica que o ministro é contra o uso da cloroquina em pacientes com covid-19, medicamento que não tem eficácia comprovada contra a doença.

"Então é claro no posicionamento dele que ele é contra, mas não quer magoar o chefe. E com certeza será reconvocado porque as contradições em relação à política do governo é totalmente diferente da política do Ministério da Saúde. Então ele deve ser reconvocado", afirmou Aziz.

Na conversa com o historiador, o presidente da comissão também avaliou o depoimento do ex-ministro da Saúde Nelson Teich como o "melhor" até o momento. Além de Queiroga e Teich, que foi o segundo titular da pasta no governo Bolsonaro, também falou nesta semana à CPI o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. "Teich passou 29 dias na Saúde, pouco ou quase nada poderia ter feito. Mesmo assim, acho que o melhor depoimento que teve foi do Teich, porque claramente ele se posiciona contra medicação antecipada, em relação ao que poderia ou não acontecer sobre essas medicações que estão sendo difundidas por um grupo de pessoas", afirmou o senador.

Sem planejamento

Para Aziz, no entanto, um ponto em comum nos depoimentos dos três médicos é que nenhum apresentou ter um "planejamento" para enfrentar a pandemia. "Nenhum deles tem planejamento, ainda estão todos batendo cabeça em relação à covid depois de um ano", avaliou o presidente da comissão.

Apesar de lembrar que Mandetta levou à CPI a carta em que alertou o presidente sobre a gravidade da pandemia, Aziz disse que o ex-ministro também não conseguiu dizer à comissão qual foi o planejamento tocado por ele enquanto estava titular da Saúde.

"Qual era o planejamento de testagem, de barreira sanitária, de comportamento? Era tudo incipiente, mas não havia ali um planejamento, ele não deixa nada planejado como ministro", criticou o senador.

O presidente da CPI ainda avaliou que não é uma maioria, mas, sim, uma minoria no Brasil que defende o uso de medicações com eficácia não comprovada em pacientes infectados pelo novo coronavírus. "Parece que é uma maioria, e não é uma maioria. Eles têm um poder de mídias sociais muito grande", disse o senador.


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09/05


2021

O que esperar para o turismo brasileiro no pós-pandemia?

Por Manoel Linhares*

O turismo foi um dos segmentos mais impactados pela pandemia em todo mundo. No Brasil, o setor deixou de arrecadar, de março de 2020 a fevereiro de 2021, cerca de R$ 290 bilhões, deixando sem emprego mais de 480 mil trabalhadores formais, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). A boa notícia, no entanto, é que a retomada das atividades do setor já está acontecendo e a tendência de melhora nos números aumenta a cada dia com o avanço da vacinação.

No turismo de lazer, a busca – embora ainda tímida – por destinos próximos às cidades de origem e locais de maior contato com a natureza têm sido a preferência daqueles que buscam viajar pelo país nesse momento. Já no ambiente corporativo, o retorno aos índices de antes da pandemia deve demorar um pouco mais, assim como no setor de eventos, que são fundamentais para o turismo e, principalmente, para a hotelaria, sendo responsáveis por parte representativa do faturamento dos meios de hospedagem por todo o país.

Uma ação importante, foi a sanção do presidente Jair Bolsonaro ao Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos) – Projeto de Lei 5632 de 2021, que autoriza desconto de 70% na dívida tributária das empresas de turismo e eventos e permite parcelamento do valor restante em até 135 meses. Isso foi fundamental para apoiá-las na travessia da crise e no estímulo à retomada das atividades econômicas desses setores.

A aviação deve seguir a mesma tendência do setor de hotelaria, seja de lazer ou corporativo, assim como o segmento de eventos, já que são atividades extremamente ligadas. O crescimento de um provoca o avanço do outro e, portanto, a volta da malha aérea do país também deve acontecer de acordo com a velocidade da imunização e a retomada das atividades do setor de turismo e todas as suas vertentes.

Muitas batalhas ainda nos restam. Talvez a mais árdua seja conquistar nacionalmente a compreensão das autoridades municipais e estaduais para que possamos juntos fazer essa difícil travessia e garantir a sobrevivência de empresas e empregos, até que as atividades atinjam índices sustentáveis, o que ainda não vem acontecendo. Segundo pesquisa realizada com hoteleiros de todo o país, os números de ocupação dos meios de hospedagem seguem pequena tendência de alta, mas ainda muito longe dos números de 2019 e anos anteriores.

Para que possamos ter uma retomada consistente do turismo no Brasil, temos defendido algumas medidas que poderiam fazer o turismo ocupar o espaço que merece num país de tantos atrativos naturais e culturais como o nosso, que pode ter no turismo um dos principais motores da sua recuperação econômica, já que é uma atividade que impacta 52 segmentos econômicos e era responsável, antes da pandemia, por 10,4% do PIB (Produto Interno Bruto). Nossa convicção é que, em breve, retomaremos esses números e avançaremos ainda mais, pois finalmente temos conseguido conquistas importantes para estimular o ambiente de negócios e o desenvolvimento do turismo no país.

*Presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional)
**Texto publicado originalmente no portal Hotelier News


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09/05


2021

Quem será o Biden Brasileiro?

Uma matéria publicada pela Folha de São Paulo, hoje, faz um prognóstico sobre a corrida eleitoral em 2022. Enquanto o presidente Jair Bolsonaro é apresentado como uma "versão tropical de Donald Trump", outros nomes são apontados como postulantes ao papel de Biden na disputa pela Presidência do Brasil.

"Na fila para ser o Biden brasileiro aparecem hoje: Lula (PT), que deve ser candidato se mantiver seus direitos políticos; Tasso Jereissati (PSDB), que ainda é dúvida no jogo eleitoral; Rodrigo Pacheco (DEM), que diz recusar a candidatura; e Michel Temer (MDB), que não chega a ser nem balão de ensaio."

A matéria completa está disponível na versão digital da Folha.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Ai ai. Que preguiça. Ler a Folha com seus analistas alienados e da esquerda caviar onde só pensam em mudar o governo para voltar a se locupletarem das verbas públicas destinadas para os meios de comunicação. Argumentos falaciosos sem nenhuma base de sustentação para suas publicações, usando inclusive fakes, como gostam tanto de apregoar as mentiras. É a grande imprensa cada dia mais desmoralizada e desacreditada.



09/05


2021

Wilson Santiago deve sair do PTB após atrito com Jefferson

Após ter sido removido por Roberto Jefferson da presidência estadual do PTB, o deputado federal Wilson Santiago (PB) está decidido a mudar de legenda e deve ir para o MDB ou Cidadania. A informação surgiu com o colunista Walter Santos.

Tudo ocorreu depois que o parlamentar registrou presença na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) da Câmara, nesta semana, mas não votou o Projeto de Lei nº 4754/16, que visava a tornar crime de responsabilidade a interferência na competência do Poder Legislativo pelos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), podendo levar a impeachment de integrantes da Corte. Roberto Jefferson e o PTB são defensores da proposição, que acabou rejeitada.

Santiago criticou publicamente a decisão de Jefferson em nota: "O presidente nacional do PTB tenta impor posições que desrespeitam os poderes e a política como instrumento de construção social. Seu alinhamento político ao Presidente Bolsonaro não pode transformar o PTB em filial de grupos extremistas e antidemocráticos."

Além disso, pesa o alinhamento de Wilson Santiago ao governador João Azevêdo (Cidadania) e ao ex-presidente Lula (PT).


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09/05


2021

Fagner também homenageia as mães

Em vídeo enviado ao blog, o cantor Raimundo Fagner, com o qual criei uma relação desde o dia em que conheci a Fundação com o seu nome, em Fortaleza, também faz uma bela homenagem às mães pelo seu dia. Ali, ensinando o bê-a-bá da musicalidade a crianças pobres, ele constrói o futuro da MPB ao mesmo tempo em que faz inclusão social.


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