Jaboatão

11/04


2021

Guerra diz que somou como vice e culpa Magalhães

Na sequência das entrevistas inéditas para o livro "A derrota não anunciada", de autoria deste escriba, reproduzido 21 anos após a histórica eleição de 2000 no Recife, o então senador Sérgio Guerra (PSDB) se defende de ter sido um dos responsáveis pela derrota de Roberto Magalhães (PFL). Nos bastidores, diziam que a troca da vice, substituíndo Raul Henry por ele, teria desagradado a gregos e troianos e servido de argumento para a militância do PMDB fazer corpo mole na campanha.

Guerra diz que sua presença na vice foi consequência natural das negociações para a entrada do PSDB na aliança e que Henry já havia comunicado a Roberto Magalhães que não queria mais compor a chapa. O senador fala dos bastidores também que levaram, um ano depois, Magalhães a se afastar da aliança jarbista pelo fato do filho André não ter sido escolhido secretário na equipe de Jarbas governador. Afirma que somou, ajudou a mobilizar mais estrutura para a campanha e que Magalhães perdeu por uma série de erros cometidos na campanha do primeiro turno. "Não nos preparamos para uma eventual eleição de dois turnos", avaliou. Para ele, o adversário que deixava Magalhães com os nervos à flor da pele não era João Paulo, para quem perdeu no segundo turno, mas Carlos Wilson. Confira! 

"Os que me culpam são invejosos”

Capítulo 15

Nem o próprio governador Jarbas Vasconcelos (MDB) acreditou que o hoje senador Sérgio Guerra – na época, um dos mais influentes parlamentares da bancada no Congresso – aceitasse compor a chapa de Roberto Magalhães como vice. Mas, no fundo, passava pela cabeça de Guerra que, reeleito prefeito, dois anos depois, Magalhães seria um candidato natural a governador e ele, eventualmente, assumiria a Prefeitura por dois anos, podendo ir à reeleição e garantir mais quatro anos de mandato. 

Coube ao senador a missão de desmontar, junto com o então presidente do PSDB, Luiz Piauhylino, a pré-candidatura de João Braga dentro da legenda tucana, o que poderia atrapalhar os planos de Magalhães logo no primeiro turno. Esse desmonte gerou consequências dentro da aliança, principalmente para o PMDB, que teve que abrir mão da vice, ocupada por Raul Henry.

A entrada de Guerra na chapa gerou uma grande ciumeira. Segmentos do PSDB, como o liderado pelo deputado Armando Monteiro Neto, hoje presidente da CNI – e na época ainda integrante da aliança - tiveram que engolir a seco.  O próprio Magalhães confessou que, com a saída de Henry, perdeu a euforia da militância do PMDB.

Dois anos depois, Roberto Magalhães e Sérgio Guerra, eleito senador da República, entraram em rota de colisão e hoje estão em palanques diferentes. A origem das divergências se deu quando Jarbas montou o secretariado para iniciar seu segundo mandato sem a presença de Carlos André, filho de Magalhães. Na briga, o PSDB ficou sem representante na Câmara, já que o deputado Luiz Piauhylino também saiu do partido e ingressou no PTB, em solidariedade a Magalhães. Colhi o depoimento de Sérgio Guerra em seu apartamento em Brasília, numa agitada quarta-feira, depois de um almoço regado a feijão verde, arroz, legumes e costeleta de porco.

Como o senhor avalia a derrota de Roberto Magalhães?

A campanha Roberto Magalhães estava estruturada sob uma base sólida. Seus principais fundamentos eram a força eleitoral do candidato, o apoio político estratégico do governador Jarbas e uma boa imagem administrativa.  Seus opositores, num primeiro momento, pareciam frágeis. Havia a expectativa de que Carlos Wilson pudesse somar setores diversos e se apresentar como candidato viável. Não havia expectativa de que João Paulo pudesse ser o primeiro adversário de Roberto Magalhães. Num primeiro momento, Carlos Wilson centrou sua campanha num discurso administrativo e num combate à personalidade do candidato Roberto.  Procurou passar a impressão de ser um candidato temperamental e autoritário. Não logrou êxito. Sua campanha não teve a consistência que ele esperava. Mas o fundamento do seu ataque à campanha de Roberto Magalhães manteve-se depois. Não através dele, mas do candidato do PT, uma pessoa de origem humilde, de vocabulário simples e com características de líder ´popular. Um candidato que foi favorecido imensamente pelos ventos do PT e pela tendência do recifense, dos pernambucanos e dos brasileiros de ficar naquele momento histórico do lado de algo que representasse a mudança. Foi esse o quadro que se foi desenhando e que ao longo da campanha permitiu que, apesar da força política e eleitoral de Roberto Magalhães e do grupo que o apoiava, esse grupo e essa força fossem derrotados.

O senhor também trabalhou com esse cenário na época?

Num primeiro momento, como acabei de afirmar, a noção de todos era a de que a eleição poderia se dar entre Roberto Magalhães e Carlos Wilson. João Paulo, dizia-se, apenas tratava de disputar uma eleição para ganhar conforto em eleições parlamentares. Todos nós, de uma ou outra maneira, trabalhamos, num primeiro momento, com esse cenário: de uma eleição entre Roberto Magalhães e Carlos Wilson Campos.

Ao longo da campanha, essa constatação foi se confirmando, no momento em que ele não ia aos debates, não é isso?

O fato de Roberto Magalhães não ter comparecido aos debates ainda no primeiro turno – foram três ou quatro – foi sem dúvida um erro. Fomos avisados – doutor Roberto de uma maneira especial – que o não comparecimento aos debates permitiria que por um bom período de tempo quatro ou cinco candidatos fizessem sucessivas acusações, denúncias e críticas ao candidato Roberto Magalhães. Ora, minutos de televisão - e não eram poucos – de combate incessante a um único candidato não poderiam favorecê-lo. Tenderiam a prejudicá-lo. Não tínhamos muita folga estatística que nos garantisse o direito de não participar dos debates. Houve a informação clara de que o não comparecimento de Roberto Magalhães nas discussões da televisão poderia remeter a eleição a um segundo turno. E que num segundo turno os resultados eram imprevisíveis.

Mas ele, com uma certa razão, dizia que seria trucidado, porque teria que enfrentar cinco candidatos.

Roberto Magalhães tinha razão quando previa que todos os candidatos se somariam contra ele. É preciso não esquecer que vários desses candidatos não eram verdadeiramente candidatos. Eram laranjas dos candidatos reais da então oposição. Ele estava certo nisso. Roberto Magalhães temia, por outro lado, uma radicalização de uma maneira especial com o candidato Carlos Wilson. E que essa radicalização o prejudicasse nas discussões. Ele tinha uma lógica que presidia sua opinião. Um confronto direto com Carlos Wilson podia perturbar a sua paciência, não permitindo o desenvolvimento de uma lógica tranquila na discussão. Mas foi um erro não ter comparecido aos debates, porque eu tenho uma convicção de que os próprios argumentos da nossa campanha eram muito mais fortes do que os argumentos das campanhas dos adversários.

O senhor chegou a defender a participação dele em debates?

Defendi todo o tempo. Sempre achei que haveria grandes chances de em debates nós nos saímos bem.

Para o senhor, ele se comportava de uma maneira arrogante? Nos bastidores, internamente?

Roberto Magalhães é uma personalidade especial. É um homem afirmativo. Em várias situações ele era harmonioso. Em outras, nem tanto. 

As campanhas, hoje, são fruto de um bom marketing. Seus marqueteiros não viam isso?

O marketing da campanha foi acertado. Mas quem acertou mais do que o nosso marketing foi a campanha do adversário. Que atuou de forma agressiva sobre o nosso candidato. Esse ataque produziu alguma instabilidade, demonstrada em episódios como, por exemplo, o da vaia da avenida Boa Viagem. Na medida em que os adversários conseguiram perturbar o nosso candidato, eles foram bem sucedidos na estratégia de dar alguma consistência à sua crítica e valorizar o aspecto da humildade e da conciliação que estavam espelhados – e legitimamente espelhados – na campanha de João Paulo.

Mas, ele se queixa de Lavareda, achando que ficou alijado das decisões do guia...

Respeito, mas tenho outra opinião.

Por quê?

Porque acho que Lavareda fez, durante todo o tempo, uma campanha que tinha três sinais. O primeiro sinal era afirmação administrativa de Roberto Magalhães, confirmando-o como um bom gestor público. O segundo sinal era sua identidade e sua união com Jarbas Vasconcelos e com a aliança que o apoiava. O terceiro sinal era a noção de que Roberto Magalhães era um homem tranquilo, capaz de enfrentar de forma absolutamente segura desafios que se apresentassem. Nosso candidato muitas vezes deixou-se levar pelas provocações dos adversários. E nisso errou.

Ele subestimou João Paulo?

De uma forma ou de outra, todos o subestimamos. Eu próprio. Mas o que nós devíamos ter feito, mais do que fizemos, era uma campanha que reproduzisse nosso candidato num ambiente de maior harmonia, solidariedade, tranquilidade. Isso, de uma ou outra forma, nos faltou.

Ele acha que o episódio de Boa Viagem não teve muita importância no contexto da derrota, mas sim a greve da PM.

O episódio de Boa Viagem teve importância na medida em que dava consistência a acusações feitas a Roberto Magalhães no plano da sua emoção. Aquele ato confirmou esse tipo de denúncia do ponto de vista público. Por isso não foi favorável.

Para o senhor, então, entre a arrogância, o episódio de Boa Viagem e a greve da Polícia, o que pesou mais na derrota?

Quando se perde uma eleição por poucos votos, muitos fatores podem ser alegados. E todos são, de uma ou outra forma, verdadeiros. É claro que a greve da polícia não ajudou. Como não ajudou o episódio de Boa Viagem. Como não colaborou o fato de não termos nos preparados para um resultado negativo no primeiro turno. Como não fomos capazes de demonstrar ao povo inteiro que o nosso candidato era um homem pacífico e construtivo. Vários fatos influíram numa derrota milimétrica. Que poderíamos ter evitado. 

Que tipos de fatos?

Nós não nos preparamos para o fato de que poderíamos não ganhar no primeiro turno.Tanto que não soubemos o que dizer na hora em que constatamos que a nossa vitória não foi suficiente para decidir a eleição ali. É bom recordar que em várias capitais brasileiras candidatos que lograram votações insuficientes no primeiro turno para ganhar a eleição deles foram capazes de ganhar no segundo turno. Não foi assim no nosso caso. Quando deixamos de ganhar no primeiro turno, passamos a impressão de que tínhamos perdido a eleição. Esse cenário foi tão drástico que logo a seguir tivemos uma queda enorme de participação nas pesquisas e João Paulo teve um crescimento exagerado também, porque não nos preparamos essa transição do primeiro para o segundo turno. Na medida em que não ganhamos no primeiro, todos ficaram com a impressão de que tínhamos perdido a eleição.

Magalhães disse que, 48 horas após o primeiro turno, João Paulo estava com 17 pontos na frente e só aí percebeu que havia chegado o momento de entrar na briga para valer.

Não deveríamos ter ficado suscetíveis às provocações dos adversários, porque tínhamos um candidato com mais base popular e eleitoral e tínhamos uma força maior. Era o caso de ouvir as forças e fazer uma campanha tranquila.

Ele diz, inclusive, que, na escolha de Raul Henry para vice, o PMDB faltou a ele. O PMDB fez o corpo mole e não participou da campanha. Com exceção do Governador, que ele elogia bastante.   

A minha opinião, é que, senão todos, muitos dos aliados do governador participaram fortemente, fizeram a sua campanha. Poderia lembrar o esforço de Cadoca, que coordenou a campanha no segundo turno. Ou de João Negromonte, que eu vi fazendo campanha para ele em todo lugar.

Ele alega que, na eleição de 96, o PMDB realmente vestiu a camisa, tirou o corpo fora em 2000 e que secretários não votaram nele.

É possível que alguns secretários de Jarbas não tenham votado em Roberto (O voto é secreto e pessoal). Mas as reuniões a que eu assisti, várias delas, da campanha de Roberto Magalhães, sempre tiveram o comparecimento de dezenas e dezenas de quadros da administração pública, de lideranças do PMDB que estavam no governo e se envolveram na campanha. Acho que houve energia e empenho na campanha.

A retirada de Raul Henry da vice foi pelo fato dele (Raul) ter alegado que queria passar uma temporada nos Estados Unidos?

Raul não foi vice porque disse que não queria ser. Se ele tivesse confirmado desde o começo a sua intenção de disputar a vice, seguramente teria sido o candidato de Roberto Magalhães, que sempre desejou isso.

A versão oficial é que Raul não quis ser. Procede ou ele foi rifado?

Ninguém rifou Raul. Havia o consenso de que ele era um bom candidato e tinha sido um bom vice. Mas havia um problema: uma candidatura pelo PSDB de um candidato que tinha votos e capacidade de campanha. Ele que remeteria de forma compulsória a eleição para o segundo turno. Então, houve um esforço para agregar o PSDB ao palanque de Roberto Magalhães, retirar esse candidato e dar mais consistência à aliança que o apoiava.

Existe uma versão de que o senhor aceitou ser vice, porque Magalhães eleito, dois anos depois, seria indicado candidato a governador e Jarbas ao Senado. Houve acordo nessa direção?

É provável que Roberto Magalhães, tendo sido reeleito na época, fosse o candidato natural à sucessão de Jarbas, já que Jarbas, como todo mundo sabe, não desejava disputar a sua reeleição. Sendo assim, era também provável que eu pudesse assumir a Prefeitura do Recife. Mas não houve nenhum acordo nesse sentido nem essa versão nunca foi colocada dessa forma por ninguém.

Por que o próprio governador não acreditava que o senhor aceitaria ser vice, deixando de ser deputado influente em Brasília para ser vice aqui?

Eu aceitei ser vice de Roberto Magalhães porque julguei que podia colaborar com o governo dele. Os problemas do Recife só podem ser resolvidos com ampla mobilização de recursos. E eu ia fazer isso.  O Recife não se equaciona com menos de R$ 150 milhões por ano de investimentos. Eu aceitei ser vice também porque era preciso de maneira definitiva incorporar o PSDB na aliança. E essa incorporação deu resultados.Tanto que dois anos depois me elegi senador. Eu aceitei também porque desejava participar de uma eleição majoritária.  A opinião do meu amigo Antônio Lavareda contribuiu muito para que eu aceitasse essa indicação...

Qual foi o argumento que ele usou?

O argumento de que era uma forma de eu me lançar no plano majoritário e também de incorporar de forma definitiva o PSDB na aliança.

Quer dizer, mesmo derrotado naquela chapa, o senhor acha que construiu sua candidatura para o Senado a partir dali?

Sem dúvida. Nossa candidatura para o Senado se consolidou naquela campanha majoritária da qual participamos, insiderindo o PSDB para que, dois anos depois, a aliança tivesse o seguinte contorno:  Jarbas, PMDB, governador: Marco Maciel, PFL, senador: Sérgio Guerra, PSDB, senador: Mendonça Filho, PFL, vice-governador.

E aqueles que atribuem a derrota de Roberto Magalhães à sua presença na vice?

São invejosos.  

E aonde é que o senhor somou na condição de vice?  

Somei agregando o PSDB.  Somei evitando que a eleição fosse compulsoriamente para o segundo turno. Somei ajudando na mobilização de recursos para a campanha.  Fiz o esforço que me foi permitido fazer. E não produzi nenhuma forma de dificuldade à campanha. Ao contrário.

E a sua presença na campanha?

O problema é que campanhas de prefeito normalmente não divulgam candidatos a vice. Eu apareci na televisão uma ou duas vezes. Eu me lembro que nos outdoors da campanha meu nome era quase invisível. Então, não era por aí que eu podia contribuir na campanha. Eu poderia contribuir na campanha na forma que eu contribuí: com a incorporação do PSDB, colaborando na mobilização de recursos de campanha e dando o máximo do meu esforço para que tudo pudesse se desenvolver de forma correta.    

O personagem Mané Chinês criou algum tipo de problema na campanha? Tirou Magalhães do sério em algum momento? Ele disse que não, que até se divertia...   

Mané Chinês teve um papel, mas era um personagem que no final confundiu a campanha de Carlos Wilson.  As virtudes do candidato ou seus eventuais defeitos eram menos relevantes do que a aparição pitoresca do chamado Mané Chinês.

O senhor acha que Roberto Magalhães foi vítima de uma grande armação na campanha, a começar pelo episódio de Brennand?

Não acredito em conspiração. Não acredito em teorias conspiratórias.

Qual foi o maior prejuízo dessa derrota da Aliança?

A História nos dá lições.  Os fatos devem ser instrutivos, de forma mais que possível informativos, para que novos padrões se definam e a evolução continue a se dar. A derrota no Recife foi instrutiva para a aliança. Tomamos consciência de que a nossa união, dois anos depois, era mais do que necessária. É claro que era melhor ter ganho, que a vitória de 2000 tivesse sido nossa. Mas o fato de não termos ganho nos ensinou bastante. E, sob a liderança de Jarbas, termos amadurecidos e vamos continuar assim.

O senhor chegou a ter algum atrito sério com Magalhães durante a campanha?

Não. Nunca tive atrito sério com o doutor Roberto Magalhães. Nem antes, nem durante, nem depois da campanha. Nada tenho de pessoal contra ele.

O senhor assumiu esse compromisso de fazer o filho dele secretário?

Não. Eu não nomeio secretários.

Mas o senhor acenou para ele com essa possibilidade, na condição do principal líder do PSDB?

Eu sempre afirmei que Jarbas Vasconcelos encontraria com Roberto Magalhães uma saída adequada para esse assunto.

Então, foi o governador que não quis?

O governador e o governo estabeleceram critérios para a organização do governo e, nesses critérios, Carlos André Magalhães não pôde ser enquadrado.

O senhor acha que ele foi injusto com o senhor?

Até o presente momento, tudo o que Roberto Magalhães afirmou publicamente é que teria deixado o partido por ter comigo divergência.


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

Confira os últimos posts



10/05


2021

Ciro Gomes se compara a Joe Biden em vídeo

O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) publicou vídeo nas redes sociais, hoje, no qual compara seu plano de governo ao do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, eleito após derrotar o republicano Donald Trump, em 2020. Nas últimas semanas, o político começou a publicar vídeos em tom de campanha eleitoral de olho nas eleições presidenciais de 2022.

A peça indica que o plano de Biden e o plano de Ciro “têm muitas semelhanças” quando se trata de impostos: “cobrar mais dos muito ricos e menos dos mais pobres e da classe média”.

“Biden quer aumentar impostos sobre os lucros das grandes empresas, os ganhos de capital e os dividendos dos mais ricos”, diz sobre o plano Joe Biden.

Ao falar sobre o projeto nacional de Ciro, afirma: “Ciro quer diminuir a carga para os pobres e a classe média. Aumentar impostos sobre grandes heranças e grandes fortunas. E cobrar sobre lucros e dividendos”.

Joe Biden derrotou em 2020 o republicano Donald Trump, que tinha no Brasil o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que deve buscar a reeleição em 2022.


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Ipojuca 2021

10/05


2021

Entrega de vacinas pode atrasar por falta de insumos

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse, hoje, que o Brasil deverá sentir em junho os impactos do atraso na liberação do IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) vindo da China. O insumo é ingrediente essencial para fabricação das vacinas contra a covid-19. A expectativa do instituto é que 4.000 litros do insumo sejam enviados até a quinta-feira e cheguem uma semana depois. As informações são do Portal Poder360.

De acordo com Dimas Covas, o Ministério da Saúde receberá 2,1 milhões de doses da CoronaVac divididas em duas entregas até a sexta-feira. No entanto, depois desses imunizantes, o Instituto Butantan ficará sem vacinas contra a covid-19 por causa da falta do IFA.

“Situação parecida com essa também é enfrentada pela Fiocruz. A informação que tenho é de que ela também não teve seu IFA liberado”, informou Covas durante a cerimônia de entrega de 2 milhões de doses da CoronaVac ao ministério.

O diretor do instituto e o governador João Doria (PSDB) atribuíram a dificuldade para o IFA ser liberado à postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e de integrantes do governo federal, que fizeram declarações contra a China.

“Cada vez que manifestações são feitas aqui de forma desagradável em relação à China, isso cria dificuldades claramente à autorização do governo chinês para o embarque desses insumos para o Brasil”, afirmou Doria.

O país asiático é fornecedor de insumos para a produção da CoronaVac, do Instituto Butantan, e da vacina de Oxford, produzida pela Fiocruz.


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Petrolina abril 2021

10/05


2021

Fraude em exames da Covid-19

A edição do jornal digital O Poder Brasil de hoje, que já está circulando para os seus assinantes, traz uma denúncia bombástica: pessoas que estão com Covid-19 tentam subornar funcionários públicos ou de laboratórios privados para conseguir o nada consta. Com isso, pretendem frequentar, mesmo doentes, ambientes controlados ou até fazer viagens internacionais.

Além disso, como a criatividade para o mal não tem limites, já foi descoberta uma fórmula que, usando meios caseiros, os doentes conseguem mascarar a doença por algum tempo e enganam a coleta do material.

Trata-se de um assunto indignante e da maior gravidade. Mais informações no www.jornalopoder.com.br


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10/05


2021

Representações pedem para apurar orçamento secreto

Três representações protocoladas hoje pedem ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Ministério Público Federal que investiguem se o governo criou um "orçamento secreto" em troca de apoio parlamentar, segundo apontou o jornal "O Estado de S. Paulo".

De acordo com reportagem do jornal publicada ontem, o governo federal teria montado um orçamento paralelo de R$ 3 bilhões por meio do qual deputados e senadores aliados indicavam obras públicas e compra de equipamentos em suas bases eleitorais. Parte dos recursos teria sido destinada à compra de tratores e equipamentos agrícolas com valores superfaturados, segundo o jornal.

O Ministério do Desenvolvimento Regional contesta a reportagem e afirma que não há irregularidades. Das três representações, duas são dirigidas ao TCU e uma ao Ministério Público Federal. Ao TCU, recorreram o subprocurador-geral da República Lucas Furtado e o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ). A bancada do PSOL na Câmara fez representação à Procuradoria-Geral da República.

Os deputados e senadores têm direito às chamadas emendas individuais, limitadas a R$ 16,3 milhões por parlamentar – metade vai obrigatoriamente para a saúde. O chamado "orçamento secreto" permitiria que indicassem obras em valores superiores, executadas pelo Ministério do Desenvolvimento Regional e pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), estatal subordinada à pasta.

Na representação que protocolou no TCU, o subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado pede a adoção "das medidas necessárias a apurar a notícia de que o Presidente Jair Bolsonaro criou orçamento secreto em troca de apoio parlamentar, promovendo a análise, de maneira urgente e aprofundada, do esquema denunciado pela reportagem do site Estadão, de modo a identificar as fragilidades da metodologia de distribuição de recursos a parlamentares e determinar as alterações necessárias ao procedimento denunciado”.

Segundo Furtado, a verba do orçamento paralelo seria aplicada "à margem de todo o regramento constitucional, legal e regulamentar, em ofensa ao princípio da isonomia que orienta a distribuição de recursos orçamentários entre os parlamentares no regime das emendas individuais e sem a transparência que requer o uso de recursos públicos".

Ele diz, ainda, que os fatos denotam, em tese, "inadequada execução orçamentária, motivada supostamente por interesses políticos", podendo "caracterizar eventual crime de responsabilidade, por atentar contra a lei orçamentária".

Líder da minoria na Câmara, o deputado Marcelo Freixo (PSOL-RJ) enviou uma representação à presidente do TCU, ministra Ana Arraes.

No texto, o deputado pede que a Corte instaure uma auditoria para apurar todas as circunstâncias denunciadas pela reportagem e eventuais responsabilidades.

Na representação, Freixo lembra que os 513 deputados e 81 senadores têm direito a indicar, no máximo, R$ 8 milhões em emendas por ano, além dos R$ 8 milhões que vão necessariamente para a saúde.

"No entanto, os parlamentares que apoiaram os candidatos do governo nas eleições para as presidências das casas do Congresso Nacional conseguiram expandir o poder de direcionar gastos do orçamento”, argumenta.

Ele afirma, ainda, que as possíveis ilegalidades apontadas pela reportagem de "O Estado de S. Paulo" não se deram "apenas no âmbito do desvio de finalidade na utilização de verbas públicas. Há também superfaturamento na compra de produtos agrícolas”.

A bancada do PSOL na Câmara dos Deputados ingressou com representação no Ministério Público Federal (MPF) contra o presidente Jair Bolsonaro, o ministro Rogério Marinho (Desenvolvimento Regional) e o diretor-presidente da Codevasf, Marcelo Pinto.

Os deputados do PSOL argumentam que a reportagem revela um “esquema que atropela leis orçamentárias, regras legais e a Constituição Federal". "Para além disso, tem o objetivo de dificultar o controle do Tribunal de Contas da União (TCU) e da própria sociedade. Contrariando princípios administrativos consagrados, os acordos para direcionar o dinheiro não são públicos e não têm transparência”, diz a representação.


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ALEPE

10/05


2021

FBC: Bolsonaro vai lançar programa social robusto

Desgastado pelo mau desempenho do Brasil na pandemia e pelo início dos trabalhos da CPI da Covid, o presidente Jair Bolsonaro apostará em medidas na área social e na recuperação da economia para melhorar a imagem da sua gestão. As informações são do Blog do Valdo Cruz.

Segundo o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), Bolsonaro vai lançar um "programa social muito robusto em julho, para começar a valer em agosto". A data coincide com o fim dos pagamentos do novo auxílio emergencial.

Bezerra disse que o programa será uma nova versão do Bolsa Família, com a inclusão de mais lares e um novo valor para o benefício. A proposta está sendo elaborada pelo ministro da Cidadania, João Roma, e vai contar com recursos do orçamento do Bolsa Família, mais de R$ 35 bilhões.

Atualmente, esse montante não está sendo usado, porque as famílias do programa estão recebendo o auxílio emergencial, bancado com recursos fora do teto de gastos.

"É natural que neste momento o presidente sofra um pouco de desgaste, mas mesmo assim ele mantém um apoio importante junto à população. E, depois desse início da CPI, o presidente vai se recuperar. Ele vai lançar um programa social robusto em julho, e a economia vai melhorar no segundo semestre, puxada num primeiro momento pelo aumento das nossas exportações e depois pelo avanço da vacinação", afirmou o senador.

Em relação à CPI da Covid, ele disse o governo cometeu alguns erros durante o combate à pandemia, mas afirma que os acertos foram maiores e, segundo o senador, isso "ficará claro com outros depoimentos na comissão, destacando as medidas adotadas para socorrer os vulneráveis, trabalhadores, empresas, estados e municípios".

Além disso, Bezerra diz que, na avaliação do governo, não há base jurídica para responsabilizar o presidente "por defender que as pessoas não fossem impedidas de trabalhar".

O líder do governo no Senado disse que o Brasil está sendo favorecido neste momento por um novo boom das commodities, o que está se refletindo nas exportações brasileiras.

"O saldo positivo da balança comercial, que era previsto em US$ 40 bilhões, pode fechar o ano em US$ 80 bilhões. O vento na economia começa a ficar a favor do país", afirmou Fernando Bezerra. Ele faz uma previsão otimista para o crescimento da economia neste ano, acima de 3%.


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Bandeirantes 2021

10/05


2021

Na CPI, Humberto pede nova convocação de ministro

Titular da CPI da Covid, o senador Humberto Costa (PT-PE) protocolou, na tarde de hoje, um novo pedido de convocação do ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Para o parlamentar, o ministro deixou muitas perguntas sem respostas e, mais do que isso, esquivou-se de prestar contas ao Senado sobre atos que estavam prontos e só foram divulgados após o fim do seu depoimento.

No documento entregue à comissão, Humberto diz que Queiroga "foi lacônico em muitos aspectos, inclusive e sobretudo porque alegou estar há poucos dias na condição de ministro da Saúde". "Isso, por si só, já foi um gesto desrespeitoso. Ele deveria ter estudado os temas para vir ao depoimento minimamente munido. Sua fala também foi contraditória em diversos aspectos. Mesmo médico e tendo presidido a Sociedade Brasileira de Cardiologia, que condenou o uso da cloroquina, da azitromicina, da ivermectina e da hidroxicloroquina contra a covid, ele fez de tudo para não confrontar Bolsonaro. E mais: até hoje, não revogou portaria do Ministério que prescreve o uso de medicação para esse fim", afirmou o senador, que é ex-ministro da Saúde.

Humberto criticou ainda Queiroga por não ter trazido ao conhecimento da CPI o fato de que sua pasta, dois dias antes, tinha editado uma portaria dispondo sobre procedimentos de cobrança administrativa e de instauração de tomada de contas especial em relação a recursos do Ministério da Saúde, aumentando a pressão sobre estados e municípios. A medida se insere no esforço do Planalto de mudar o foco das investigações da comissão para tirá-lo de Bolsonaro e jogá-lo sobre governadores e prefeitos. A decisão só foi conhecida por reportagem da imprensa.

"Essa portaria mostra que há uma ação coordenada no governo federal para minar nossos esforços e evitar a apuração das mais de 420 mil mortes a que chegamos até agora. Não vamos nos desviar. Não vamos perder a nossa rota. A cada dia, temos mais e mais elementos que confirmam a ação deliberada do governo em favor da expansão do vírus, enquanto empurrava remédios ineficazes na população. Isso está claro como causa direta desta que é a maior tragédia sanitária que vivemos na nossa história", disse Humberto.


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Serra Talhada 2021

10/05


2021

Raquel abre sinecura para filho de Roberto Freire

Leitores atentos ao Portal da Transparência da Prefeitura de Caruaru enviaram, hoje, ao blog, a informação de que João Baltar Freire, filho do presidente nacional do Cidadania, Roberto Freire, está lotado no gabinete da prefeita Raquel Lyra (PSDB) como consultor técnico. O cargo comissionado ocupado por ele tem um salário de R$ 9 mil por mês e carga horária de 8h semanais. Isso mesmo, uma verdadeira sinecura.

A admissão não é ilegal, mas está sendo considerada imoral pelo valor recebido e a carga horaria “trabalhada”, sobretudo pelo fato de Raquel se apresentar como vestal, discriminar políticos de sua terra e tratar vereadores da sua base a pão e água.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

10/05


2021

Deputado anuncia investimentos para Taquaritinga

No dia em que celebra aniversário, o município de Taquaritinga do Norte recebeu mais um presente. Ao lado do prefeito Ivanildo Mestre (Lero), do deputado estadual Diogo Moraes, do vice Gena, vereadores e secretários municipais, o deputado federal Ricardo Teobaldo anunciou recursos para o município na ordem de R$ 4 milhões de reais para as áreas de saúde e educação. A agenda de hoje também contemplou uma série de inaugurações, algumas delas com recursos provenientes de emendas parlamentares do deputado Ricardo Teobaldo.

Para ele, a chegada de novos recursos vai ajudar ainda mais a administração do prefeito Lero. "Fico muito contente de estar aqui em Taquaritinga para celebrar esse aniversário de emancipação e anunciar recursos. Estamos destinando cerca de R$ 4 milhões de reais para o município. Nosso gabinete está à disposição do povo de Taquaritinga", frisou Ricardo.

Foram destinados R$ 1.242.000,00 para aquisição de 5 ônibus escolares; cerca de R$ 1,8 milhão para construção de uma escola com seis salas e quadra no povoado de Vila do Socorro e mais R$ 700 mil para investimentos em saúde, sendo R$400 mil para alta e média complexidade e R$300 mil para atenção básica.


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10/05


2021

Vitória: Fiscalizações voltam a dispersar aglomerações

Mais uma ação da Vigilância Sanitária foi realizada, neste final de semana, em Vitória de Santo Antão, com o intuito de verificar o funcionamento dos estabelecimentos comerciais em relação às medidas sanitárias de distanciamento social e o atendimento destes locais em conformidade com as normas vigentes de combate à Covid-19.

As fiscalizações em caráter educativo vêm ocorrendo todos os finais de semana e devem perdurar por todo o período pandêmico. Mais uma vez, proprietários dos pontos comerciais foram orientados e reeducados sobre o uso de máscaras, utilização de álcool a 70% e o distanciamento entre os clientes.

Apesar das ações terem sido intensificadas, algumas pessoas ainda seguem contrariando a gravidade da doença, não utilizando máscaras e promovendo aglomerações, principalmente em bares e praças. “A Vigilância segue fazendo o seu papel, orientando as pessoas, visitando os estabelecimentos, conversando com os proprietários e solicitando o uso da máscara. Mesmo assim, infelizmente, muita gente não acredita no perigo trazido pela Covid-19 e saem para aglomerar, colocando a própria vida em risco”, pontuou Nathália Álvares, coordenadora da Vigilância Sanitária.

Segundo o boletim epidemiológico divulgado ontem, Vitória de Santo Antão registrou 4.206 casos confirmados da doença, com 231 casos que evoluíram para óbito. Alheios a esses dados e mesmo com todas as ações educativas que vem sendo desenvolvidas desde o final de janeiro, jovens voltaram a se concentrar na praça da Matriz.

Após vídeos circularem pelas redes sociais mostrando essas novas aglomerações no final de semana passado, as incursões voltaram a contar com a presença da Polícia Militar, que acompanhou a ação junto com a Guarda Municipal e Corpo de Bombeiros. A força de segurança precisou promover, pacificamente, a dispersão dessas pessoas que formavam os pontos de aglomerações.

O telefone 190 da Polícia Militar e o número (81) 3526-8900, do 21º Batalhão, podem ser utilizados pelos vitorienses para denunciar aglomerações e qualquer tipo de evento ou festas que estão proibidos até 24 de maio com a prorrogação do decreto do Governo do Estado com medidas restritivas de circulação.


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10/05


2021

Caos em Camaragibe

Reeleita com a promessa de organizar e melhorar a saúde de Camaragibe, na Região Metropolitana do Recife, a prefeita Doutora Nadegi (Republicanos), que por ironia do destino é médica, virou uma unanimidade, a de responsável por jogar a saúde, literalmente, na UTI. Pelas redes sociais, com mensagens que respingam também neste blog, o bombardeio em cima do seu desgoverno virou uma rotina, algo que vem corroendo sua imagem.

Além da pandemia da Covid-19, presente naturalmente em todos os municípios, Camaragibe não consegue, por incompetência dela e descaso da sua equipe, mudar a curva em ascensão de casos e mortes provocados pela doença. Há superlotação de hospitais, e, para complicar, surto de dengue e chikungunya, doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti. A situação é dramática, não há atendimento médico sequer para os casos mais graves da enfermidade.

Moradora do bairro Céu Azul, a técnica de enfermagem Cláudia Correia enviou uma mensagem à redação do blog relatando o sofrimento que passou para ser atendida nas unidades de saúde da cidade, sem sucesso.

Acometida pela chikungunya desde o último sábado, com febre alta e muitas dores pelo corpo, ela procurou atendimento na Unidade Básica de Saúde Expansão Timbi, hoje, próximo à sua casa, mas foi informada que não havia médico disponível para atendê-la. Mesmo com muitas dores, sem conseguir se locomover e sem atendimento do Samu para esses casos no município, Cláudia se dirigiu ao Hospital Municipal Dr. Aristeu Chaves, no centro da cidade, onde disseram que “se o caso não for acidente, tiro, ou Covid-19, o hospital não aceitaria o paciente”.

“Preciso ser atendida por um médico e não posso contar com isso na minha cidade, preciso de um atestado, pois não estou em condições de trabalhar, mas não encontro atendimento em Camaragibe. No ano passado, eu tive a Covid-19 e procurei atendimento no Cemec ouvi de uma médica que “se eu não estivesse morrendo, ela não poderia me atender”, eu estava morrendo. Eu posso estar morrendo agora, mas vou morrer em cima da minha cama porque não tem médico que me atenda em Camaragibe, desabafou Cláudia.

Nas redes sociais, as denúncias são insistentes e preocupantes. Na página do Instagram do Camaragibe Agora, um perfil com notícias sobre a cidade, moradores se queixam da falta de atendimento em outros postos no município. Em uma postagem sobre o atendimento restrito nas UPAS da Caxangá, Torrões e São Lourenço, os internautas reclamam que as unidades de saúde de Camaragibe só aceitam pacientes com Covid-19.

Além dos problemas na Saúde, a Prefeitura também está sendo acusada de não combater as endemias, segundo outros comentários na postagem do Camaragibe Agora. Os agentes que visitam as casas distribuindo veneno que mata a larva do Aedes aegypti não estão circulando pela cidade, o que fez aumentar os casos das doenças no município. Com a palavra, a desastrosa prefeita de Camaragibe.


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