08/03


2021

Vamos ficar todas nuas

Por Mariana Teles*

Nunca me senti tão provocada a escrever sobre feminismo, sobre mulheres como nos últimos dias. Não é a data nem o simbolismo, é a necessidade atemporal de afirmar o óbvio. Na imensa maioria das vezes eu estava mais preocupada em garantir meu espaço de luta sem precisar invocar a condição de mulher. Sem perceber que o machismo que eu apontava nos homens, vestia saia e na maioria das vezes era exatamente o meu número. 

Possivelmente, se estivesse escrevendo esse texto meses atrás iria falar sobre os avanços da legislação na consolidação dos direitos da mulher, o número de casos de violência crescendo abruptamente durante a pandemia, as desigualdades do mercado de trabalho, as políticas públicas de proteção social, enfim o mesmo discurso simbólico de todo oito de março. Mas esse texto é sobre cultura. É sobre vivência. Talvez o que chamaríamos de ‘’lugar de fala’’. Um texto necessário que pediu para nascer, embora dolorido, como todo parto, como tudo que uma mulher dar à luz, tudo que ela traz ao mundo.

Maria da Penha, feminicídio, violência doméstica são os codinomes dados as repostas normativas na busca de corrigir uma deficiência histórica, cívica e moral. Respostas tímidas para um Brasil que assiste deputado assediar colega em plenário, que os partidos transformam a política de cotas em um grande laranjal de vestidos, que a violência de gênero não escolhe classe social, que o feminismo ainda é uma pauta associada aos movimentos de mulheres mostrando os seios ou queimando igrejas (como os fundamentalistas preferem associar), que aborto não é discussão de saúde pública e que o ministério que responde pelas políticas de inclusão só conseguiu dizer até agora que menina veste rosa e menino veste azul.

Mas esse texto não é sobre direito nem política somente. Não é escrito com a automação da caneta da advogada. É um texto de uma mulher que se reconhece machista e que precisou sentir por todos os poros o quanto a luta do feminismo também lhe pertence. 

Da mesma forma que essa discussão não deve padecer de sequestro ideológico por parte da fala feminina, o machismo também não é um item de exclusividade do armário masculino. Me sinto machista na maior parte do meu tempo. O processo de desconstrução é lento e talvez só prospere em outras gerações.

Nasci sertaneja, única filha de três irmãos, militei na política estudantil e na cultura popular durante a adolescência e herdei impressões e posturas que todas essas condições e escolhas me impuseram. De casa, aprendi que mundo é substantivo masculino e luta é verbo feminino. Subi em palcos reservados aos homens e quando lancei meu primeiro livro escutei que o que eu escrevia era tão bom, que nem parecia ser escrito por uma mulher. E ainda acharam que isso era um elogio. Me tornei advogada e mais uma vez a condição de mulher, nesse contexto agravada por ser sertaneja e com um sotaque arrastado, mais uma vez me colocou em porões de preconceitos que de tão naturalizados eu não sentia. Nos alimentamos do machismo velado que impuseram na nossa formação e queremos combater lá fora, sem antes desconstruir suas faces aqui dentro. E que são muitas.

Bati inúmeras vezes no peito para dizer que apesar de ler Simone de Beauvoir não me sentia feminista por não gostar do excessivo uso do termo para justificar essa ou aquela postura. Produto da criação, das condições de clima e temperatura de onde venho. E assim foi por muito tempo. Julguei a colega ao lado da minha cadeira na faculdade pelo tamanho da roupa, apontei a professora separada que paquerou um aluno, criei quase um vernáculo impublicável para batizar as mulheres que não se encaixavam dentro do que aprendi ser certo. E talvez, fosse uma delas com bem menos coragem. Mas repetia que não, não precisava do feminismo. Dizia que chegava onde estava chegando por um atributo que não escolhe sexo, a competência.

Quanto engano! Quanta babaquice! Precisei do feminismo desde a primeira discussão com um   irmão dentro de casa, quando levantei a voz na sala de aula, que recusei dançar com alguém numa festa, beijar no carnaval, quando assumi um relacionamento com um homem mais velho, quando escolhi uma saia mais curta, quando fiquei em rodas masculinas discutindo assuntos ditos masculinos, quando quis aprender a dirigir, quando viajei sozinha pela primeira vez, quando esperei sozinha o ônibus da faculdade, quando não conseguia dormir nas viagens de ônibus a noite com medo de um desconhecido sentar ao meu lado por horas ou naquela cantada insistente de um professor... Tantas vezes! Todos os dias! De todas as formas. Nessas horas pareço ouvir Pitty cantando que “ele estava ali o tempo todo, só você não viu.”

O machismo indolor começou a se transformar numa ferida pequena, gerada por comportamentos involuntários e sucessivos. Era ao mesmo tempo criadora e criatura, a amiga que apontava a outra por essa ou aquela postura, a que julgava a cor do batom, a que dizia que não confiava em ‘’fulaninha perto de fulaninho’’. Na condição de criatura, não adiantava um currículo extenso, o tamanho do decote era muito mais importante do que o do lattes. Quando criadora, apontava exatamente aquilo que mais combatiam em mim.

Lembrei que julgava a Marcela do Michel, a Ana Paula do Justus, a Michelle do Jair e a minha vizinha que desfilava grifes e grifes e ninguém sabia quem custeava.

Mas e aí, Mariana? E o processo de desconstrução? Você protestou nas ruas mostrando os seios com uma faixa levantada? Quando a obviedade do feminismo fez sentido nas suas lutas?

Feminismo não é somente seios de fora ou protestos. É garantir o direito de quem quiser protestar, protestar, quem não quiser, não ser obrigada. É sobre poder ser. Nunca tinha parado para pensar nos comportamentos que naturalizamos. Até que me deparo refletindo sobre poucas mulheres liderando o mercado financeiro, poucas mulheres nas atividades atribuídas aos homens (como as engenharias, por exemplo), um déficit representativo na política que reflete no debate da democracia, mortes, agressões. Eu não via onde essas mulheres estavam, mas sabia onde elas deveriam estar.

Somos maioria em número de advogadas e nunca elegemos uma mulher presidente do conselho federal da OAB. Em Pernambuco, temos apenas uma mulher desembargadora no Tribunal de Justiça e apenas uma no Congresso Nacional. Na Paraíba, em 223 municípios apenas 37 são governados por mulheres. No Piauí, com a mesma quantidade de cidades da Paraíba o número é ainda menor, nas eleições de 2020 apenas 28 mulheres foram eleitas para o executivo.

No último ano vivi intensamente os bastidores de uma campanha eleitoral – do jurídico ao estratégico – dos debates às agendas. Cidade conservadora por natureza, candidato declaradamente conservador, equipe de campanha majoritariamente masculina. Comecei a dormir e a acordar ressignificando o feminismo e a necessidade de visibilidade que o movimento precisa por conta própria, não foi assistindo as sufragistas na Netflix. Foi chegando em casa todas as noites com uma lição nova sobre tudo isso, ou melhor, uma ferida nova.

Lembro que um advogado que geralmente despachava comigo por telefone, sempre me tratando com muito zelo quando se reportava, frisando com respeito a minha condição de integrante da coordenação jurídica, na oportunidade que me conheceu pessoalmente passou dois minutos em silêncio e só conseguiu dizer: “é essa daí que é a Dra Mariana? Meu Deus, parece uma menininha”. Pois é! Experimenta ser jovem, mulher e de quebra, gostar do que faz e fazer bem feito. Os meses de campanha me fizeram viver todos os preconceitos de uma vez só. Se por um lado ser minoria me dava aquela sensação de que a minha cota de entrada não havia sido pelo gênero, por outro despertou uma feminista adormecida, ferida e irredenta. Ninguém tinha me dito que idade era RG de caráter, muito menos capacidade cognitiva nascia no sexo de ninguém. A vida esfregou na minha cara que quem mais precisa do feminismo é quem menos faz por ele.

Não foram poucos os dias que eu meu perguntei: “E se eu fosse homem?” Ouvi de um candidato já eleito, que ele não era machista, mas a sociedade era. E talvez o excesso cometido por uma mulher em determinado momento, fosse de álcool ou de gestos, seria mal interpretado e julgado. Decisivo, eu diria. Mas claro, por ele não! Pelos outros! Afinal, ele não era machista e jamais ‘’tiraria onda’’ com uma pauta tão cara aos olhos do politicamente correto. Ele não era machista! O mundo era. Ele é. O mundo também.

Ouvi e engoli seco uma outra sequência de absurdos. Vi mulheres e homens praticarem a vida inteira a mesmíssima postura, mas padecerem de imputações absurdamente diferentes.

É sobre essa luta silenciosa, invisível, travada todos os dias por milhares de mulheres que perdem oportunidades, que retroagem na carreira, que precisam escolher entre o sucesso doméstico ou o profissional. Sobre as que silenciam as agressões, as que viram estatísticas.

Maria engravidou adolescente e depois traiu o marido. Mas Maria não engravidou sozinha. Para trair se precisa de dois. Mas de quem é a culpa? De Maria. Todos bradamos iguais.

Gabriela é o melhor quadro técnico da empresa, mas não pode viajar para um congresso com outros executivos por que não fica bem viajar com muitos homens. Julia não será escolhida porque sua função não agrada aos olhos da esposa de fulano.

A gente naturaliza. Eu naturalizei. Só me dei conta que o feminismo também era sobre mim quando as minhas feridas se confundiam com as feridas de quem eu apontava. Quando na corrida da vida um homem passou na minha frente pelo simples fato de ser homem. Muitas vezes!

Sim! O machismo veste saia, usa scarpin e anda com batom na bolsa. Julga quem prefere cuidar da casa do que da carreira, aponta quem depende financeiramente do parceiro, duvida da jovem que ascende profissionalmente, negligencia as muitas mães solos, silencia as dores que não deixam hematomas externos.

O machismo é sistêmico, o feminismo ainda não. O machismo vive em homens e em mulheres, o feminismo em poucas mulheres. Somos um exército de muitos silêncios e muitas dores. E ainda não entendemos que se o machismo veste saia, por uma questão de pertencimento, só quem pode despir é quem usa.

É urgente desmascarar o discurso da hipocrisia do “eu não sou, o mundo é”. Todos somos, mas nem todos admitimos.

Enquanto a gente não entender que não há nada de errado em Patrícia, que quis casar e se tornar extensão do marido em sua plenitude, adorno da ribalta e decoração da mesa. Nem com Cecília que prefere preencher o passaporte e acumular premiações. Ou com Helena que não se sente atraída pela maternidade. Nem com nenhuma de nós. Não há nada de errado. O erro é obscurantismo da cultura, a falência de uma moral acéfala. Não haverá uma virada de página cultural na cidadania.

A legislação não reflete a cultura. E a urgência do primeiro e principal confronto é com as mulheres. Causas e causadoras. A saia do machismo é nossa. Vamos despir junto com ela a ressaca do patriarcado, a cultura das “mulheres legítimas”, dos que separam mulheres em dois grupos: para casar e para não casar. Vamos confrontar o que queremos mudar. E a mudança, nesse sentido, é de causa e consequência, é de criador e criatura.  

Aos homens caberá não suportar os ecos unidos, duplicados e essencialmente feministas de todas nós e, em algum momento aderir ao debate que é da cidadania. 

É hora de atribuir verdade à frase que diz que quando mulher se junta, homem sai de perto.

Somente confrontando o que somos é que mudamos. Somente rasgando as últimas páginas de um país que mata mulheres e não prende agressores é possível desnudar o machismo e vestir o feminismo com todas as cores que a luta nos impõe. Primeiro, a gente se reconhece como tal, depois a gente deixa de ser. O que não vale é a hipocrisia em dizer: “Eu não sou! O mundo é”. Pena que a hipocrisia não escolhe se veste saia ou calça, mas em muitos casos ler a bíblia, frequenta templos, discursa de um jeito e faz de outro. Olha mais a janela da vizinha do que a história da prima, da mãe, da irmã, da cunhada, etc.

É hora de ficarmos todas nuas. De machismo e de hipocrisia. 

Para que o dia oito de março nos cubra de consciência e seja regra em um calendário que marcará todos os dias como o dia da igualdade.

*Advogada e poetisa


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Etiene Ramos da Penha

Parabéns Mariana! Li sem pausa, também me reconhecendo em suas opiniões e expectativas. Que esta data sirva para pensarmos um pouco mais em nós mesmas.


Ipojuca 2021

Confira os últimos posts



20/04


2021

Roberto Carlos e Zé Corninho

Da Coluna de João Alberto

Uma curiosidade sobre o oitentão Roberto Carlos. Numa das vezes que veio ao Recife, seu produtor encomendou para ele o bacalhau gratinado do restaurante “Recanto dos Amigos”, em Campo Grande, muito mais conhecido como Zé Corninho. A iguaria foi servida na sua suíte no hotel. Gostou tanto que em todas as outras vezes que veio à cidade pediu para receber o prato. E prometeu que iria conhecer o restaurante. Está devendo...


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Petrolina abril 2021

20/04


2021

Só o polígrafo revela a verdade dos fatos

Por José Nêumanne*

Em 15 de julho de 2005, o então presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, inaugurou na República a fala do trono: confortavelmente instalado numa poltrona posta num jardim em Paris, deu a primeira de suas várias versões sobre o momentoso caso do mensalão à repórter brasileira Melissa Monteiro, que trabalhava numa emissora francesa. A Rede Globo de Televisão, segundo informou a jornalista da casa Glória Maria, comprou os direitos de retransmissão, que, sem perguntas de repórteres abelhudos, foi ao ar no programa dominical Fantástico. Inaugurou-se, então, o atual padrão de “entrevista coletiva”, em que profissionais de imprensa podem ouvir e registrar, jamais perguntar.

A 16 anos de seu feito pioneiro, o ex-dirigente sindicalista avançou rumo à retomada da narrativa em programas de entrevistas nos meios eletrônicos de comunicação ao condicionar sua presença no Conversa com Bial, da mesma rede, a uma transmissão ao vivo. Em teoria, para evitar eventuais distorções na edição. “Ao vivo só com polígrafo”, ironizou o apresentador no programa Manhattan Conection. Foi o suficiente para desabar uma tempestade de insultos impublicáveis e outras agressões em redes sociais, numa demonstração de que o gabinete do ódio instalado por Carlos Bolsonaro no Palácio do Planalto tem antecedentes no teórico lado oposto do espectro ideológico. A palavra teórico, aqui usada, registra a afirmação do cientista político da Universidade Federal Fluminense (UFF) Eurico Lima de Figueiredo, na série Nêumanne Entrevista, publicada neste blog, de que o então deputado Jair Bolsonaro disse que “na vida pública, precisamos de gente como Vossa Excelência”, referindo-se à colega Luiza Erundina, então no PSB. E votou em Ciro Gomes, hoje no PDT, no primeiro turno, e em Lula, sempre no PT, no segundo, para presidente, em 2002. Útil ainda lembrar que o capetão sem noção dissera ao Estadão que o coronel venezuelano Hugo Chávez era “uma esperança para a América Latina e gostaria muito que essa filosofia chegasse ao Brasil”.

O repórter esclareceu na editoria de Opinião da Folha de S. Paulo em artigo intitulado O passado como polígrafo: “O caso é pessoal e Lula sabe muito bem que já mentiu a meu respeito. A verdade está registrada, há provas e testemunhas”. O autor destas linhas, verbi gratia, conhece entrevistador e entrevistado há tempo suficiente para saber quem conta a verdade. E contribui para essa discussão relatando fatos históricos indesmentíveis, que têm faltado na crônica jornalística do dia a dia nesta época de pandemia. O gabinete do ódio da famiglia Bolsonaro não é uma inovação e o paredón petecomunista “anti-Bial” não vai me deixar mentir.

Pensando bem, a boutade do apresentador seria uma excelente ideia a ser usada para o perfeito funcionamento das nossas instituições, ao contrário do que seria a bolivarianização proposta pelo “mau militar” (apud Geisel) no apagar das luzes do século 20. O que a verdade faria da cruzada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes na sua tentativa de desacreditar depoimentos de delatores premiados comprovando os crimes cometidos por Lula para envernizar com juridiquês a vexaminosa higienização da ficha suja do dito cujo? Se Antônio Palocci, que foi ministro da Fazenda do ex-sindicalista e chefe da Casa Civil de Dilma do PT, tivesse sido submetido ao detector de mentiras, continuaria sendo usado cinicamente por advogados de defesa, ministros do “pretório excelso” e outros entusiastas das fantasias garantistas de araque, hein?

A autorização do uso do polígrafo não teria poupado a Polícia Civil do Rio de ter de ouvir duas versões opostas de Tainá Ferreira, babá de Henry Borel, e da empregada doméstica do vereador Jairo Jr. sobre o assassínio sob tortura do menino de 4 anos pelo “Maçaranduba de Bangu”, acusado de chefiar uma milícia? Que tal seria autorizar a tecnologia a detectar os fatos relatados nos votos dos oito ministros do STF que acordaram subitamente para a incompetência de Sergio Moro para julgar o citado Lulinha Rumo ao Centro, após cinco anos de confirmações em todas as instâncias, incluindo as dos próprios “chaveiros de tornozeleiras”?

O que restaria das lives semanais do presidente da República e seus sequazes se os arroubos nelas perpetrados fossem denunciados como mentirosos pelo frio e imparcial aparelhinho, tá OK? Como diria o Cristo, que o apreciador de milicianos Jair (quase Jairo) diz venerar, “em verdade, em verdade, eu vos digo”, a submissão das sessões da Câmara, do Senado e do próprio Congresso não faria os sinais de falta de convicção do que dizem os ditos representantes do povo do alto da tribuna, na qual exercem a sua imunidade, ou seja, impunidade com pê oculto, virar tábula rasa?

Mas este escriba, que nunca viu um polígrafo ao vivo, pode garantir, com certeza absoluta, que quem inventou a polarização, que agora a soi-disante oposição execra, foi o protagonista deste texto, “o cara”, conforme Obama, que também talvez não passasse incólume por uma dose do soro da verdade… Poucos se lembram de que foi o PT que inventou o abismo insondável entre nós e eles, e não a extrema direita, que também não é tão infensa assim ao uso da patranha como método. É que, tal qual a verdade, a memória não é muito popular e benquista no país onde agora a cúpula da Justiça se prepara para condenar o julgador e permitir que um tríplice condenado dispute um pleito no qual talvez se confirme o velho brocardo de bardo segundo o qual quem mentir mais vai chorar menos.

Calma, Centrão de Eduardo Cunha e Arthur Lira! Ninguém aceitará essa ideia do “polígrafo para todos”. No máximo, Planalto, Congresso e Supremo exigirão a prova da verdade inútil apenas dos inimigos antifas.

*Jornalista, poeta e escritor


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

ALEPE

20/04


2021

Bolsonaro nomeia presidente do Banco Central

O presidente Jair Bolsonaro nomeou, hoje, o presidente, Roberto Campos Neto, e sete diretores que terão mandatos fixos no Banco Central.

A legislação que estabelece a autonomia do Banco Central foi sancionada em fevereiro e estabelece uma série de regras, entre elas, o mandato de quatro anos para o presidente do BC, não coincidente com o do presidente da República. Diretores também terão mandatos. Todos podem ser reconduzidos ao cargo, uma única vez, por igual período.

O governo federal tinha 90 dias após a sanção da lei para nomear os diretores do BC. Campos Neto já ocupava o cargo de diretor antes da oficialização do mandato. Um dos objetivos da nova legislação é blindar o órgão de pressões político-partidárias.

Os diretores nomeados foram:

  • Roberto Campos Neto (presidente) – mandato até 31/12/2024;
  • Fábio Kanczuk – mandato até 31/12/2021;
  • João Manoel Pinho de Mello – mandato até 31/12/2021;
  • Bruno Serra Fernandes – mandato até 28/02/2023;
  • Paulo Sérgio Neves de Souza – mandato até 28/02/2023;
  • Carolina de Assis Barros – mandato até 31/12/2024;
  • Otávio Ribeiro Damaso – mandato até 31/12/2024;
  • Maurício Costa de Moura – mandato até 31/12/2023;

Entre outras funções, cabe ao Banco Central, por meio do Comitê de Política Monetária (Copom), definir a taxa Selic, a taxa básica de juros da economia.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


19/04


2021

Instituto JCPM realiza novas doações de cestas básicas

A fome ainda é uma das consequências mais cruéis da pandemia. Com a necessidade de isolamento social, iniciativas públicas e da sociedade em geral são os únicos caminhos para amenizar essa problemática. Nesta terça-feira, dia 20, o Instituto JCPM inicia nova rodada de distribuição de cestas básicas, com a entrega de 3.392 unidades. Entre os beneficiados estão todos os 1.367 jovens matriculados nos cursos de qualificação oferecidos nas unidades, além do repasse para 15 instituições parceiras com atuação social nas comunidades.

Do total, 2.260 serão distribuídas no Recife nas comunidades do Pina e de Brasília Teimosa. Moradores da Ilha de Deus também foram inseridos nas doações. “É visível que a fome vem aumentando nas cidades. É extremamente duro ver pessoas que não têm absolutamente nada para comer. É preciso aumentar essa corrente de solidariedade. Sabemos que toda a sociedade está sendo impactada, mas a fome é o mais urgente dos problemas. A retomada da economia ainda é cercada de incerteza, prolongando o sofrimento de quem não tem renda”, pontua a diretora de Desenvolvimento Social do Grupo JCPM, Lucia Pontes.

Foram levados em consideração os bolsões com maior vulnerabilidade social, identificados, também, a partir de uma sondagem realizada pelo IJCPM, considerando a precariedade de estrutura das residências, além de maior quantidade de pessoas morando na mesma unidade. Outro indicador de apoio foi uma sondagem sobre os impactos da pandemia na população da região e o cadastro dos inscritos no Fundo Social – programa criado pelo Instituto em 2020 para apoiar os pequenos empreendedores informais que foram impactados com a perda de mercado consumidor.

Este é segundo mês de doação de alimentos por parte da instituição em 2021. Em março, foram doadas outras 2.955 cestas. Considerando desde o início da pandemia, chega-se à entrega de 43.215 famílias beneficiadas com a doação de alimentos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Bandeirantes 2021

19/04


2021

Emendas vão proporcionar obras de abastecimento em Caruaru

Duas emendas parlamentares destinadas pelo deputado estadual Tony Gel (MDB), para o IPA e a Compesa, vão proporcionar investimentos na ordem de R$ 506 mil em obras de ampliação no abastecimento de água, limpeza e construção de barreiros em várias vilas da Zona Rural de Caruaru.

O parlamentar encaminhou as emendas para o IPA realizar a limpeza e construção de barreiros a fim de facilitar o acúmulo de água proveniente das chuvas e para a Compesa garantir a ampliação no fornecimento de água para famílias da zona rural do município.

Tony Gel destacou que as emendas parlamentares destinadas por ele têm como objetivo melhorarem a oferta de água para os moradores da zona rural de Caruaru. Pois, trabalhar para diminuir as dificuldades enfrentadas por aqueles que residem nas comunidades rurais tem sido a sua luta na Alepe.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Serra Talhada 2021

19/04


2021

Confira o especial do rei

O Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, que tem como cabeça de rede a Hits 103,1 FM, no Grande Recife, foi todo em homenagem ao rei Roberto Carlos, pela passagem dos seus 80 anos. Se você perdeu o programa confira agora na íntegra.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Anuncie Aqui - Blog do Magno

19/04


2021

Diretor da CNI morre em decorrência da Covid-19

Morreu, hoje, em decorrência da Covid-19, o diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Carlos Eduardo Abijaodi.

Abijaodi tinha 75 anos e estava internado desde o dia 13 de março no hospital Mater Dei, em Belo Horizonte, sua cidade Natal. Deixa a esposa Zuleide, os filhos, Gustavo e Juliana, e os netos Bernardo, Matheus e Sophia.

Diretor da CNI há mais de dez anos, era tido como um dos maiores especialistas do país em política industrial e comércio exterior. “Além do amigo, perdemos também um profissional de visão e com espírito inovador, cuja trajetória foi marcada pela defesa incansável de políticas públicas pela inserção internacional da indústria brasileira”, declarou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

19/04


2021

Live do Lançamento de livro em instantes

A dor da pandemia, meu sétimo livro, o primeiro 100% digital imposto pela crise sanitária que o mundo passa, será lançado daqui a pouco, às 19h30, por meio de uma live pelo Instagram deste blog.

Participam os jornalistas José Nêumanne, do Estadão em São Paulo, e Paulo André Leitão, do Recife. O primeiro fez a apresentação da obra e o segundo, a edição. Prefaciador, o ex-ministro José Múcio Monteiro não poderá participar. A dor da pandemia reúne um conjunto de crônicas que produzi em um ano de dor e aflição em função do rastro de mortes pela covid-19.

Durante a live, com interação dos que estiverem acompanhando, ficará disponível o pix para compra do livro a um preço simbólico de apenas R$ 10. Se você já quiser comprar o seu, basta usar o pix 187870704-30. Tão logo chegue a mim o comprovante, remeterei a obra em PDF.

Se você quiser ajudar o blog, fique à vontade em relação ao valor. Como disse, os R$ 10 são simbólicos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


19/04


2021

Crimes virtuais crescem durante a pandemia

Enquanto segue como um tsunami que já matou quase 400 mil pessoas no Brasil, a pandemia da Covid-19 tem sido explorada como uma grande aliada para a prática de crimes virtuais, aproveitando-se da vulnerabilidade das pessoas em meio à crise sanitária global. Levantamento da revista Política Democrática Online de abril, produzida e editada pela Fundação Astrojildo Pereira (FAP), sediada em Brasília e vinculada ao Cidadania, mostra que, no ano passado, os relatos de crimes virtuais mais que dobraram, em relação a 2019.

A Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, uma parceria da ONG Safernet Brasil com o Ministério Público Federal (MPF), recebeu 156.692 denúncias anônimas de crimes cometidos pela internet, em 2020. No ano anterior, foram 75.428.

A Polícia Federal investiga centenas de golpes envolvendo o auxílio emergencial. Nessa modalidade, os criminosos usam aplicativos falsos para simular o app da Caixa Econômica Federal e capturam informações pessoais dos usuários.

“Após obter esses dados, o criminoso consegue a carta coringa, literalmente, pois consegue dar vários golpes no nome da vítima e pedir o próprio auxílio emergencial”, explica o delegado Warley Ribeiro, em entrevista.

Fraudes e links falsos

De acordo com a reportagem da revista Política Democrática Online, além de golpes de auxílio emergencial e pesquisas fraudulentas sobre o coronavírus, os criminosos enviam links falsos.

Os links falsos são de supostas cervejarias com oferta fictícia de bebida gratuita a quem adere ao isolamento social e de lives de shows clonadas para desviar doações. Tudo para furtar dados do celular da vítima.

Os crimes virtuais, especialmente os estelionatos, dispararam desde o início da pandemia de Covid-19. No início da crise sanitária no país, pesquisa da Apura Cybersecurity Intelligence, empresa especializada em ameaças digitais, identificou salto de 41.000% de sites suspeitos sobre coronavírus e Covid com domínio no Brasil. Passaram de 2.236, em março de 2020, para 920.866, dois meses depois.

Ransomware

Em fevereiro deste ano, ataques cibernéticos causaram a suspensão do funcionamento de empresas do setor elétrico como a Copel e a Eletronuclear e levantaram alerta para demais companhias. Os crimes foram ransomware, cada vez mais sofisticados e que se caracterizam pelo sequestro de dados de dispositivos e liberação só com o pagamento de “resgate”

Alguns ataques causaram a suspensão do funcionamento de empresas do setor elétrico como a Copel e a Eletronuclear. Tal situação já acendeu um sinal de alerta para demais companhias do segmento.

Os crimes foram do tipo ransomware, que estão cada vez mais sofisticados, e se caracterizam pelo sequestro de dados de dispositivos e liberação apenas com o pagamento de um “resgate”.

Há ainda ataques por meio do envio de arquivos por email, muitas vezes clonados e capazes de driblar os antivírus. Mensagens em SMS com links falsos que apontam para sites falsos também são utilizados.

Orientação

O consenso entre os especialistas, conforme alerta a reportagem, é de que, apesar de serem praticados de diversas formas, os crimes cibernéticos podem diminuir caso as pessoas, como a empresária de Brasília, adotem, principalmente, dois parâmetros essenciais: desconfiar, sempre; compartilhar dados sigilosos virtualmente ou por telefone, jamais.

A edição de abril da Revista Política Democrática Online também tem entrevista exclusiva com o ex-ministro da Saúde José Gomes Temporão, análises de política nacional, política externa, cultura, entre outras, além da reportagem especial.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


19/04


2021

Randolfe prepara lista com 18 alvos para apurações da CPI

Possível vice-presidente da CPI da Pandemia, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) já preparou uma lista de sugestões de requerimentos com 18 temas para, segundo ele, "encontrar o caminho que nos leve à verdade sobre quem são os responsáveis pelo genocídio no Brasil causado pela pandemia do coronavírus". As informações são do Blog do Valdo Cruz.

Entre os temas, estão: investigar a produção e a distribuição de cloroquina e defesa do tratamento precoce contra a Covid-19; a crise de oxigênio em Manaus e no país; o atraso na compra de vacinas e falta de medicamentos do kit intubação.

A seguir, os temas de requerimentos que serão sugeridos pelo senador para serem investigados quando a CPI da Pandemia começar os seus trabalhos, o que deve acontecer na próxima semana:

  • Tema 1: estratégia de comunicação do Ministério (da Saúde) acerca das ações referentes ao combate da pandemia;
  • Tema 2: ações de vigilância no mapeamento da pandemia;
  • Tema 3: produção e distribuição de cloroquina e tratamento precoce;
  • Tema 4: fechamento de mais de 4 mil leitos por não renovação de contratos nos hospitais federais do RJ;
  • Tema 5: cancelamento de leitos de UTI em 31 de dezembro de 2020;
  • Tema 6: crise de oxigênio em Manaus e no país;
  • Tema 7: atraso na compra de vacinas;
  • Tema 8: falta de medicamentos do kit intubação;
  • Tema 9: fornecimento de insumos (máscaras) sem registro para uso em estabelecimentos de saúde;
  • Tema 10: falta de testes;
  • Tema 11: falta de respiradores;
  • Tema 12: falta de estoque de seringas e agulhas;
  • Tema 13: testes vencidos em Guarulhos;
  • Tema 14: visita de comitiva oficial a Israel para conhecer spray contra Covid;
  • Tema 15: transferência de recursos do Fundo Nacional de Saúde para estados e municípios;
  • Tema 16: portaria SVS nº 28, de 3 de setembro de 2020;
  • Tema 17: portaria nº 3.190, de 26 de novembro de 2020;
  • Tema 18: Orçamento de 2021 e as verbas para saúde.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha