27/02


2021

Suprema resistência

Por Weiller Diniz*

Além de simpatizantes nazistas, a tropa governista recicla vários expedientes do 3 Reich. A mentira, a máquina de propaganda e desconexão da verdade de Joseph Goebbels, a perseguição a minorias, o ódio aos jornalistas, a terceirização dos fracassos, a mitomania alienante, o belicismo, a militarização do governo, a obsessão contra a esquerda e as investidas para subjugar o STF.

Os alvos, ações ou discursos se alternam na rotina ociosa de Jair Bolsonaro, da prole e dos aliados. Para intimidar a imprensa, ele mesmo o faz. Para emparedar ministros do Suprema Corte passou a se escudar em cães de guarda que vão sendo rifados enquanto preserva a si e os filhos. Um dos porta-vozes da suástica foi preso e pode perder o mandato. O capitão trocou as ameaças de ruptura por comentários insidiosos. Agora são os fanáticos que preconizam golpes, abusando da dissimulação, outra doutrina de inspiração nazista.

Adolf Hitler invadiu a Polônia 5 meses depois do discurso pacifista ao Parlamento alemão em abril de 1939. Um ofendido Hitler respondia, com ironia, a 21 pontos da carta do presidente dos EUA, Franklin Roosevelt, cobrando compromissos de não agressão contra 31 países para evitar a guerra. As mentiras aos deputados em um longo discurso reforçaram duas características do facínora: a cínica dissimulação e o messianismo.

O führer, taticamente, postergava seus propósitos tirânicos sem, contudo, abandoná-los. No mesmo discurso ele se vangloriou por armar a população. O tom do pronunciamento foi deliberadamente messiânico, de autoexaltação, onde ele se promoveu inúmeras vezes:

“Eu me considero um chamado pela Providência para servir somente ao meu povo e livrá-lo de sua terrível miséria… Dominei o caos na Alemanha, restabeleci a ordem, aumentei imensamente a produção em todos os ramos de nossa economia nacional, por meio de esforços extenuantes produzi substitutos para numerosos materiais que nos faltam, preparei o caminho para novas invenções, desenvolvi transporte, fiz com que estradas magníficas fossem criadas construí e canais a serem cavados, criava novas fábricas gigantescas… Pois o meu mundo, senhor presidente, é aquele para o qual a Providência me designou e para o qual é meu dever trabalhar”.

Hitler mentiu sobre os planos de guerra e travestiu a tirania com uma modalidade de investidura sagrada. Se apresentava como um apóstolo de salvação para a ruína germânica e exortava o reconhecimento às suas supostas realizações obtidas através do enorme endividamento para montar a maior máquina de guerra do mundo. O fanatismo pretendia transformar o mandato temporário em uma missão divina duradoura. A “Providência” para qual dizia ter sido chamado foi pensada para transformá-lo em mito quando a Alemanha já perseguia inimigos imaginários e o Judiciário se acovardava.

Os expedientes nazistas são eloquentes por aqui. “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, adapta o marketing hitlerista associando o conceito de pátria à sacralidade da Providência de quem ambiciona se eternizar no poder. Completavam a índole do ditador alemão o ego explosivo, belicoso, neurótico, intolerante, manipulador e a paranoia conspiratória, segundo a qual todos querem derrubá-lo. Bolsonaro adia, mas não esquece seus inimigos fictícios.

Apenas vai adaptando o método quando a realidade impõe. Ora tenta a captura de órgãos de Estado, como Abin e PF, ora estimula o confronto, ora ressuscita bravatas. Tentou asfixiar financeiramente os jornais e ameaça a imprensa sempre. “Porrada”, “vai pra puta que pariu”, “cala boca” e outros rasgos de autoritarismo. Perto disso, o truculento Newton Cruz, o “Nini” da ditadura, era um cavalheiro. “O certo é tirar de circulação — não vou fazer isso, porque sou democrata — tirar de circulação Globo, Folha de S.Paulo, Estadão, Antagonista, são fábricas de fake news”, ameaçou o democrata mirando o seu segundo maior inimigo imaginário, depois do STF. A jihad bolsonarista também dispara também contra o STF.

Desde maio de 2020, quando pregava o golpe nas ruas, Jair Bolsonaro tem o STF como alvo prioritário. Por lá perdeu em todos os arreganhos autoritários, grande parte por unanimidade. A noite dos cristais já foi tentada por aqui. O tal grupo dos 300, que nunca passou de uma dezena de meliantes, atirou fogos sobre a sede da Suprema Corte. Nas manifestações que Bolsonaro prestigiou e convocou, faixas pediam o fechamento do Congresso e do Supremo. Quando Alexandre Ramagem foi barrado na PF, por ferir o princípio da impessoalidade, novas ameaças. Após a busca e apreensão em aliados ele regurgitou: “acabou porra”. Depois da quebra de sigilo contra os amigos ameaçou: “Está chegando a hora de tudo ser colocado no devido lugar”.

No dia seguinte Fabrício Queiroz foi colocado no devido lugar, a cadeia. Acuado, o capitão capitulou, mas o alvo preferencial nunca foi esquecido. O coro demoníaco esconde uma causa e não uma casualidade. Nódoa eterna na Pasta da Educação, Abraham Weintraub, na reunião ministerial de 22/4/2020 esbravejou. – Por mim, botava esses vagabundos todos na cadeia, começando no STF.

A valentia a portas fechadas foi paga com um ótimo emprego no banco mundial e revelou um pusilânime que se homiziou no cargo para escapulir. Eduardo Bolsonaro, o deputado do “cabo” e do “jipe” para fechar o STF, pregou a volta do AI-5. O deputado afirmou ainda que a ruptura era “quando” e não “se”. Ex-vice-líder de Bolsonaro, Otoni de Paula foi condenado a indenizar o ministro Alexandre de Moraes em R$ 70 mil por xingá-lo com palavrões. As deputadas Bia Kicis e Carla Zambelli também insultaram ministros do STF e são investigadas. José Lins do Rego acertou quando escreveu que “a retórica do nazismo animava instintos de bestas-feras”.

Jair Bolsonaro também marchou sobre o STF para salvar CNPJs na pandemia, em um gesto de simbologia extremista babujado por integralistas que simulavam um cerco à Corte. O próprio Bolsonaro disseminou o vídeo comparando os ministros do STF a hienas. No vídeo, o leão, identificado como Bolsonaro, é acuado por hienas com símbolos que representam instituições vistas como rivais: partidos políticos, STF, a CNBB, a OAB e órgãos de imprensa. Surge outro leão, descrito como "conservador patriota", que expulsa as hienas. Os leões se cumprimentam, e surge a imagem de Bolsonaro, uma bandeira do Brasil e a voz do presidente repetindo seu slogan: "Brasil acima de tudo. Deus acima de todos".

O Brasil e Deus também foram invocados e profanados no vídeo no qual um ogro, investido no mandato parlamentar, vomitou ofensas contra vários ministros do STF e ameaçou o Judiciário com AI-5, cassações e os demais comandos que ativam as mentes belicosas do bolsonarismo: “quando o Bolsonaro decide uma coisa você vai lá ‘não, isso não pode’… Suprema Corte é o cacete. Na minha opinião, vocês já deveriam ter sido destituídos do posto de vocês e uma nova nomeação convocada e feita de 11 novos ministros. Vocês nunca mereceram estar aí. E vários que já passaram também não mereciam. Vocês são intragáveis, tá certo? Inaceitável. Intolerável, Fachin? Não é nenhum tipo de pressão sobre o Judiciário não. Porque o Judiciário tem feito uma sucessão de merda no Brasil. Uma sucessão de merda. E quando chega em cima, na Suprema Corte, vocês terminam de cagar a porra toda. É isso que vocês fazem. Vocês endossam a merda.”

A vociferação escatológica e rudimentar rendeu a prisão que imediatamente foi referendada pela unanimidade dos ministros do STF. O trancafiamento foi endossado pela Câmara dos Deputados por 364 a 130 votos. O relatório da deputada Magda Mofatto, do Centrão, escolhida a dedo pelo grupo, chicoteou impiedosamente uma fera desdentada: “Temos entre nós um deputado que vive a atacar a democracia e as instituições e transformou o exercício do seu mandato em uma plataforma para propagação do discurso do ódio, de ataques a minorias, de defesa dos golpes de estado e de incitação à violência contra autoridades públicas… As ameaças eram sérias e críveis, revelando a periculosidade do colega e justiçando a sua prisão para impedir a prática delitiva”.

O leão indomável e desafiador das redes sociais converteu-se em um gatinho compungido pelo remorso e tomado pela dissimulação. Não passa de outro boi de piranha do bolsonarismo. Há vários tombados pelo caminho. Depois de vocalizar o manual do pensamento extremista, o deputado Daniel Silveira se viu jogado aos leões e terá tempo, a exemplo dos demais sacrificados, para refletir que o jogo político é mais sutil e mais elaborado. Está além da suposição de suas vadiagens delinquentes. Bolsonaro, a partir do teste numérico na Câmara, também passa a ter uma ideia do tamanho da sua esfarrapada SS se persistir em teses golpistas contra os poderes.

Os golpes e rupturas vicejam em sistemas em crise com desemprego, insegurança, inflação alta, fome, violência, recessão, instabilidades jurídicas, políticas e institucionais além da carência de líderes. Esse foi o ambiente na República de Weimar, ideal para chocar o ovo da serpente e chocalhar o nazismo. A cartilha é seguida rigorosamente no Brasil. O manual da terra arrasada, aplicado no vídeo, prevê tensões permanentes, confrontos físicos, provocações, ameaças, políticas para armar grupos paramilitares (a milícia, no caso brasileiro), deslegitimar as instituições e a disseminar o ódio visando a desestabilização até o caos. Momento no qual o ditador se apresenta como o redentor em nome da Providência.

A variável brasileira vem sendo o STF que vai puindo a única máscara que Bolsonaro usa, a da ruptura. Além de não se intimidar, o STF barra as comichões autoritárias e abriu várias investigações fazendo o bolsonarismo se ajoelhar. O oposto do que ocorreu no nazismo, quando o Judiciário se acocorou. A captura do Judiciário alemão se deu após vitória da tese do nazista Carl Schmitt. Por ela o guardião da Constituição de Weimar era o presidente do Reich, legitimado pela vontade popular, mesmo sem neutralidade. O Judiciário debilitado foi decisivo para Hitler pisotear a humanidade. A série de derrotas impostas ao bárbaro carioca reiterou que o guardião da Constituição no Brasil, santuário democrático, é o Supremo Tribunal Federal. Apenas tudo isso.

*Jornalista. Texto originalmente publicado no portal Os divergentes.


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Comentários

Fernandes

Parabéns Weiller Diniz comentário correto, o bozoloide tá com raivinha.

Sérgio Ricardo Claudino Patriota

Quem é esse idiota mesmo Magno? Bom uma coisa ficou claro, Weiller Diniz deixou de receber alguma coisa do governo. Que tabacudo mais recaucado. Lixo, só escreve lixo!!!


Ipojuca 2021

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22/04


2021

As falsas dúvidas sobre o número de mortes por covid-19

Por Roberto Cláudio Rodrigues Bezerra*

Desde o início da pandemia, uma avalanche de mensagens criadas por quem nega a gravidade do momento chega à população - especialmente pelas redes sociais – sugerindo que o número de mortes pelo coronavírus estaria sendo inflado. Ou seja, que prefeitos e governadores registrariam, deliberadamente, como covid-19 mortes por outras causas. E o mais grave: que isso aconteceria em virtude de um eventual repasse maior de recursos federais para a saúde vinculados à notificação de óbitos pela doença.

Essa fake news, tão repetida de forma irresponsável pelos núcleos de militância mais radicais vinculados ao negacionismo na política brasileira, tem gerado dúvidas e questionamentos. Essas mensagens passam, explicitamente, a ideia de que ninguém mais falece de tuberculose e que o número de mortes por pneumonia e infarto caíram drasticamente por causa de uma notificação manipulada.

O post de um deputado estadual diz: “Mais um exemplo do milagre do Covid”, junto com o título de uma reportagem de um jornal mineiro que informa não haver casos confirmados de dengue em Belo Horizonte este ano.

Esse tipo de atitude tem, claramente, distorcido de forma desonesta a realidade. O número de contaminações por covid-19 em 2020 é muito maior do que a incidência de outras doenças historicamente comuns e frequentes e, por este motivo, o número de mortes pelo vírus também é igualmente mais elevado. Diria até que, pela precariedade do conhecimento sobre sinais e sintomas da doença nos primeiros meses da pandemia, tenha ocorrido inclusive subnotificação dos casos no ano passado.

Portaria de julho de 2020 estabeleceu os critérios de repasses de recursos federais especificamente para ações estaduais e municipais de enfrentamento à pandemia. Não há menção a qualquer tipo de transferência de verba vinculada à notificação de mortes pelo coronavírus.

Trata-se, então, de mais uma mentira que, na prática, é uma estratégia diversionista de ataque a governos estaduais e municipais que estão assumindo uma postura responsável e assertiva no trato da pandemia.

Além disso, convido o leitor a uma reflexão: o que prefeitos e governadores ganhariam com o suposto aumento fictício do número de mortes por covid? Absolutamente nada. Ao contrário, isso abriria espaço para uma eventual crítica sobre a dificuldade da gestão de controlar a pandemia e suas consequências.

Ainda é importante registrar a confiança na majoritária e bem-intencionada ação e responsabilidade pública de gestores municipais e estaduais nesses tempos de sofrimento e de dor do nosso povo.

O maior exemplo disso é que mesmo prefeitos e governadores ideologicamente alinhados a Jair Bolsonaro têm agido de forma diferente do governo federal. A maioria tem assumido com responsabilidade o que ocorre em suas cidades e estados. Porque não é possível deixar de ser solidário com a população neste momento. Não é possível estar tão próximo da população, principalmente nas cidades, e não se envolver, não ser cobrado e não querer melhorar a situação.

Como ex-prefeito de Fortaleza, também vejo a questão pelo ponto de vista da gestão pública. Em primeiro lugar, 27 governadores e quase 5.570 prefeitos precisariam estar mancomunados e perfeitamente alinhados para falsear o número de mortes por Covid, o que seria tarefa impossível.

E não só isso: para criar uma maquiagem dessa monta seria necessária uma insana cadeia de negação e de crimes, começando pelo médico que notificaria falsamente o óbito, passaria pela conivência da unidade hospitalar, pelos sistemas de verificação de óbito, pelos órgãos técnicos das secretarias de saúde e, por fim, pelos próprios secretários. Algo inimaginável. Não existe político e gestor com tamanho poder para influenciar toda uma hierarquia de servidores e pessoas que, aliás, têm demonstrado respeito e compromisso com a saúde do país, a despeito do péssimo exemplo dado por diversas autoridades.

O problema está exatamente em outra esfera. Na falta de clareza, transparência e mesmo compromisso com a publicização dos dados oficiais da pandemia no Brasil.

Em junho do ano passado, houve a decisão de restringir o acesso aos dados do Ministério da Saúde. Felizmente, sem maiores efeitos práticos. O consórcio de veículos de imprensa surgiu para garantir à população a transparência e o direito à informação sonegados por essa medida.

Na contramão das ações sanitárias propostas pela Organização Mundial de Saúde (OMS), os mesmos que desde o início negavam a gravidade da pandemia agora insistem em vender a ideia de um tratamento precoce baseado em um kit, cuja ineficácia é comprovada cientificamente. E vão além ao minimizar a importância do uso da máscara, do distanciamento social e da própria vacina.

Cabe a todos nós, defensores da ciência, da boa informação e da vida, desconstruir cada uma dessas falácias que só servem, exclusivamente, para confundir os cidadãos e colocar suas vidas sob risco.

*Médico sanitarista, PHD em saúde pública, ex-prefeito de Fortaleza (CE) em duas gestões (de 2012 a 2020) e presidente do PDT de Fortaleza.


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Petrolina abril 2021

22/04


2021

Olinda realiza campanha para arrecadação de alimentos

As pessoas que fazem parte do grupo prioritário para receber a vacina contra a Covid-19 podem aderir à campanha Olinda Solidária, doando alimentos não perecíveis e produtos de higiene para famílias em vulnerabilidade social. A Prefeitura montou sete pontos de arrecadação em diversos locais. O público em geral também pode colaborar com as doações.

Os materiais podem ser entregues no Estádio Grito da República e na Vila Olímpica, no bairro de Rio Doce; Escola Municipal CAIC Profª Norma Coelho, em Peixinhos; Shopping Patteo, em Casa Caiada; Escola Municipal Princesa Isabel, em Jardim Brasil II; Escola Municipal Coronel José Domingos, que fica em Ouro Preto; e na Biblioteca Pública Municipal de Olinda, localizada na Avenida Liberdade, 100, Carmo.

O trabalho de arrecadação funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h. Nos pontos de vacinação não é obrigatória fazer a doação para receber a dose da vacina contra o Novo Coronavírus, mas é uma excelente oportunidade de ser solidário.

As empresas da iniciativa privada e as entidades que desejarem doar volumes de alimentos ou de cestas básicas prontas deverão entrar em contato através do número (81) 9.9204-2209.


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ALEPE

22/04


2021

João Alfredo: Zé Martins destaca 100 dias de gestão

Em uma live realizada no canal da Prefeitura de João Alfredo no YouTube, ontem, o prefeito Zé Martins (PSB) fez um balanço dos 100 primeiros dias de sua gestão. O vice-prefeito Cabôco e secretários também participaram do encontro, transmitido do auditório da Escola Municipal Governador Miguel Arraes de Alencar, e apresentaram ações desenvolvidas no período.

Zé Martins destacou algumas realizações do começo de governo, entre elas: um Centro de Triagem contra a Covid-19, uma Casa de Apoio de João Alfredo no Recife, a aquisição de retroescavadeiras, ambulância e recuperação de 40 km de vias. “A marca do nosso governo é o diálogo, tratar bem as pessoas e isso será permanente. Tenho comentado que tenho o firme propósito de resgatar a autoestima do joão-alfredense", afirmou.

O prefeito também agradeceu a deputados federais por canalizar emendas para os municípios, citando-os nominalmente e falou sobre a situação em que encontrou o município e apontou dificuldades. “Quem acompanhou, viu a gravidade que a Prefeitura foi encontrada, não só de maneira organizacional, mas principalmente na situação financeira”, comentou. 


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22/04


2021

Pernambuco mantém medidas restritivas até 9 de maio

O governador Paulo Câmara anunciou, em pronunciamento divulgado hoje, que os números das últimas três semanas indicam uma estabilização de casos, internações e óbitos devido ao novo coronavírus em Pernambuco, mas com percentuais ainda em um patamar alto. Por conta disso, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 no Estado decidiu, em reunião realizada ontem, estender as atuais restrições contidas no Plano de Convivência até o dia 9 de maio, com alguns ajustes que passarão a vigorar a partir da próxima segunda-feira (26).

“Vamos autorizar o comércio de praia, de segunda à sexta-feira, das 9h às 16h, mantendo a proibição nos finais de semana. O funcionamento das atividades de maneira geral será estendido, nos finais de semana, até às 18h, para quem iniciar às 10h. Os estabelecimentos que abrirem às 9h só poderão funcionar até às 17h”, detalhou Paulo Câmara.

Ainda de acordo com o governador, o Comitê de Enfrentamento à Covid-19 continuará analisando diariamente os números da pandemia para avaliar a necessidade de novos ajustes para o período a partir de 10 de maio. “Seguimos contando com a compreensão de toda a população pernambucana. É nosso dever manter as atitudes preventivas. Evite aglomerações, higienize as mãos e sempre use máscara”, finalizou.


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Bandeirantes 2021

22/04


2021

Todos aos pés de “Seu Gastão”

Caro Magno,

Não é só você, com mais direitos por ser filho, que ficará aos pés de Seu Gastão.

Seu Gastão continua em obra, sim senhor, e essa obra tem e terá legado para sempre lembrado, pois não é obra falsa que não se sustenta, é obra humana da maior qualidade.

Não é só você, ou vocês, os filhos, os amigos também estão nesse ajoelhar, feito quando nós rezávamos aí na bela Catedral da amada Afogados da Ingazeira. Imensos patrimônios, muito grana, não raras vezes pouco significam para a felicidade das famílias.

Pois, Seu Gastão e Dona Margarida construíram e fundaram obra abraçados a Jesus, a Maria e a José.

O resultado disso são todos vocês e a ramagem nova representada pelos netos e bisnetos.

Não sei calcular o peso dos genros e das noras, aí só Deus sabe.

Américo Lopes


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Serra Talhada 2021

22/04


2021

TRE cassa mandato de vereador em Salgueiro

O vereador do município de Salgueiro Emmanuel Sampaio (DEM) teve o mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após uma série de acusações constatadas contra ele. Emmanuel foi investigado por abuso de poder econômico e corrupção eleitoral no pleito municipal de 2020, conforme provas colhidas pela Polícia Federal (PF). As informações são da Folha de Pernambuco.

Pela primeira vez em sua história, a Câmara de Salgueiro tem um vereador cassado por irregularidades eleitorais. O suplente de Emmanuel, Auremar Barros, já está pronto para assumir a vaga. Em nota, o vereador informou que os seus advogados já interpuseram recurso e tem plena convicção de que a "injusta condenação" será revertida no Tribunal Regional Eleitoral, e a verdade em breve será restabelecida.


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22/04


2021

PE tem aumento de 58% no número de mortos por policiais

Do G1/PE

O número de pessoas mortas pela polícia aumentou 58% em Pernambuco, entre os anos de 2019 e 2020. A variação é a segunda maior do Brasil, que, no mesmo período, teve 5.660 casos, queda de 3% nesse tipo de morte violenta. Somente Mato Grosso fica à frente de Pernambuco no aumento do número de mortos pela polícia, já que registrou 83% de crescimento.

Pernambuco também teve aumento expressivo no total de policiais assassinados na ativa: foram 40% a mais entre os dois períodos. Os dados sobre vitimização e letalidade policial, inéditos, fazem parte de um levantamento exclusivo feito pelo G1 dentro do Monitor da Violência, uma parceria com o Núcleo de Estudos da Violência da USP e o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Foram solicitados os casos de “confrontos com civis ou lesões não naturais com intencionalidade” envolvendo policiais na ativa. Os pedidos foram feitos para as secretarias da Segurança Pública dos 26 estados e do Distrito Federal por meio da Lei de Acesso à Informação e das assessorias de imprensa. Apenas Goiás se recusou, mais uma vez, a passar as informações.

Em Pernambuco, foram registrados 73 casos de pessoas mortas por policiais na ativa, em 2019. Durante todo o ano de 2020, em meio às restrições de circulação impostas pela pandemia de Covid-19, o total saltou para 115. Foram 42 pessoas a mais.

No Brasil, houve 5.660 pessoas mortas pela polícia em 2020, ante 5.829 em 2019, uma queda de 3%. A taxa de letalidade policial, em Pernambuco, é de 1,2 a cada 100 mil habitantes. O índice é menor que o registrado no Brasil, que é de 2,7 a cada 100 mil pessoas. Os cinco piores são os do Amapá (12,8), Sergipe (8,5), Bahia (7,6), Rio de Janeiro (7,1) e Pará (5,5).

A coordenadora-executiva do Gabinete de Assessoria Jurídica às Organizações Populares (Gajop), Edna Jatobá, afirmou que o número de pessoas mortas por policiais, atualmente, é bem menor que os 37 casos registrados em 2015.

"O ano em que houve um descontrole da violência letal aqui no estado foi 2017, quando mais de 5 mil pessoas morreram, das quais 124 foram mortas por policiais. Em 2019, foram 74. Em 2020, o ano da pandemia, distanciamento social, diminuição da circulação de pessoas, houve aumento de 60%. Isso vem na contramão do que o país vem apresentando de redução", declarou.

Ela lembrou, ainda, que a maioria das mortes violentas é composta por pessoas negras.

"Precisamos de uma polícia qualificada e preparada, que faça uso consciente, progressivo e seletivo da força. Precisamos de controle social pelas polícias, vindos de órgãos do Poder Executivo, do Judiciário e vindos, também, do Ministério Público, que tem a atribuição de realizar o controle externo da atividade policial. Precisamos de uma polícia que assegure o bem mais precioso da sociedade, que é a vida de todas as pessoas", declarou.

A Secretaria de Defesa Social (SDS) informou, por meio de nota, que o trabalho das forças de segurança é realizado "com qualificação técnica e excelência dos procedimentos" e "com uso de inteligência policial para redução das chances de confronto armado e a adoção de práticas voltadas aos direitos humanos e à proteção de todas as vidas".


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

22/04


2021

Comida do ar servida em terra

Da coluna de João Alberto

Para tentar diminuir os prejuízos dos seus serviços de catering, onde são preparadas as comidas de bordo, diante da escassez de voos, empresas estão oferecendo delivery com refeições servidas nas primeiras classes dos voos. As duas primeiras a adotar a prática foram a British Airways e a Japan Air Lines. Nos dois casos, cada refeição fica em torno de R$ 800.


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22/04


2021

Operação mira golpe em oferta de vacina

Uma empresa que ofereceu doses da vacina de Oxford/AstraZeneca a pelo menos 20 prefeituras de todo o Brasil é alvo de uma operação, hoje. A Polícia Civil do RJ afirma se tratar de um golpe.

Oito mandados de busca e apreensão foram cumpridos em Pernambuco, expedidos pelo juiz Bruno Monteiro Ruliere, da 1ª Vara Criminal Especializada do RJ, na Operação Sine Die – sem data, em latim.

Segundo a Delegacia de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro do RJ, a Montserrat Consultoria, com sede no Recife (PE), dizia ter um lote de meio bilhão de doses do imunizante, a US$ 7,90 (R$ 44) cada uma – mas que jamais seriam entregues.

A delegacia ainda não sabe se algum município chegou a pagar à organização. A operação policial precisou ser antecipada para evitar que alguma negociação fosse concluída e que provas fossem destruídas.

Consulado alertou para fraude

“Nas reuniões com os prefeitos, eles se passavam por representantes da Ecosafe Solutions, na Pensilvânia (EUA). Eles alegavam que essa empresa americana recebeu 500 milhões de doses por ter financiado os estudos da vacina”, explicou o delegado Thales Nogueira.

Na decisão que expediu os mandados, Ruliere destacou que a Oxford/Astrazeneca não realizou qualquer transação de venda de imunizantes para o mercado privado e entes municipais ou estaduais.

“Foi apurado que a pessoa jurídica citada [Ecosafe] não tem como finalidade social de venda de vacinas e, segundo informações do Consulado Americano, tem sido utilizada para diversas fraudes”, escreveu o magistrado.

De acordo com nota do laboratório AstraZeneca, todas as doses em produção estão destinadas a consórcios internacionais, como o Covax Facility, e contratos com países. Não há doses remanescentes para serem comercializadas.

A polícia afirmou ainda que, nos contratos apresentados pela Montserrat, as cidades deveriam realizar o pagamento antecipadamente via “swift” – um tipo de remessa internacional – ou carta de crédito irrevogável no momento da suposta postagem das doses em Londres.

Essas operações facilitam a remessa para o exterior e dificultam a repatriação dos valores.

Os agentes verificaram que a Ecosafe, além de ser recém-criada, utilizava como endereço um escritório de coworking – de espaços compartilhados – e ocultava os dados de registro de seu site.

A ação foi realizada com apoio da Polícia Civil de Pernambuco e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). O setor de Inteligência da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) auxiliou nas investigações.


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22/04


2021

Prática da conspiração

Por Antonio Magalhães*

Está claríssimo que as articulações políticas mais esquisitas da elite da esquerda contra o governo Bolsonaro, com intuito de inviabilizar sua administração, são muito mais do que o mero exercício da liberdade de expressão. Embora esses oposicionistas continuem argumentando que se valem de um direito constitucional e que que não envolve qualquer violação das leis, na verdade, o desejo deles é de pôr fim a este governo antes da eleição de 2022. Ô, povo impaciente!

Simples assim. Porque do lado governista não há a intenção de calar a expressão da elite da esquerda. As denúncias de ataques à imprensa, disseminadas aqui e no Exterior, são desabafos-respostas de quem é massacrado diariamente no Congresso, no Judiciário e na imprensa. Mas nunca foi tomada uma medida concreta para cercear o jornalismo. No lado governista, só os casos pontuais de difamação, calúnia, são levados à Justiça. E se for contabilizá-los são muito poucos os casos judicializados diante da profusão de ataques.

E ultimamente os ataques ao presidente e a seus ministros se intensificaram na imprensa, no parlamento, na corte suprema e no mundo acadêmico das universidades públicas nacionais e internacionais. Cresceram os ataques depois do segundo ano de gestão presidencial. Há cada vez mais nervosismo no ar. Fazem surgir sempre uma suposta crise que começa de manhã e só finda na manhã seguinte, quando surge outra já engatilhada.

Os métodos noticiosos da imprensa têm direções distorcidas, já analisadas aqui em artigo anterior (“Golpes contra o Presidente” de 01.04.21) . A maioria dos veículos de comunicação segue ordeiramente a orientação da cartilha do chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels que sugeria concentrar as ações no inimigo único, transformar tudo que acontece no Governo Federal numa coisa torpe e fazer ressoar os boatos até ele se transformem em fatos.

Como a imprensa precisa de informações novas ou boatos renovados, a elite da esquerda tem a primazia de abastecer rádios, tvs, jornais e blogs com temas absurdos com ares de verdade, substância formadora das fake news ou meias verdades. Qualquer coisa que só coincida de raspão com a realidade.

No Parlamento, representantes da elite da esquerda são os tarefeiros para apresentar estapafúrdias ações na suprema corte para inviabilizar a administração federal. As excelências colaboram com o recebimento de tais iniciativas, levando algumas delas à frente, judicializando a governança nacional.

Agora cresceu o número de abaixo-assinados contra o Governo Federal. São os médicos contra o tratamento precoce da Covid, linha de frente da guerra da cloroquina. Empresários criticando a política econômica e gestão governamental nesses tempos de pandemia, embora a maior parte dos signatários não tenha tido qualquer atitude solidária durante este período.

No mundo acadêmico das universidade públicas, concentradora da maior parte da elite de esquerda, o assanhamento por abaixo-assinados é grande. A mais recente lista de doutores e prêmios Nobel contra o presidente Bolsonaro, organizada em Paris pela brasileira Glenda Andrade, ligada a Universitè 8, afirma que a ciência brasileira sofre com cortes orçamentários, perseguições e a instrumentalização de pesquisas para fins eleitorais. O grupo também critica a gestão do presidente Jair Bolsonaro na condução da pandemia de Covid e pede a responsabilização do governante.

Pelos signatários da lista francesa é pouco provável que a maioria tenha vindo pelo menos uma vez ao Brasil. As assinaturas são resultado do corporativismo acadêmico. Ninguém quer ficar mal com a elite da esquerda. Ser contrário ou mais reflexivo significa não ter ascensão na carreira acadêmica, ser impedido de pesquisar e outros castigos que podem levar à desistência de continuar na profissão.

Portanto, falar em teoria da conspiração da elite da esquerda, como se fosse algo imaginado e paranóico, é incorreto. No Brasil, existe, na verdade, a prática da conspiração posta em andamento por esse grupamento privilegiado da esquerda – que faz campanhas contra seu país em universidades e imprensa parisienses, na universidade americana de Harvard, na catalunha espanhola e outras grandes cidades do primeiro mundo. Para esses, tomar um bom vinho e falar mal da sua pátria é a melhor contribuição que podem dar. É isso.

*Jornalista


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Comentários

Joao

O discípulo do Alexandre Garcia, ou seja , os doutores cloroquina. Inviabilizar a administração do presidente? Kkkkk que administração. Denúncias da imprensa? Só verdades, por isso a revolta dos cloroquina. Golpes contra o presidente? Kkkkk. Empresários criticando o governo? Kkkkk e a última reunião do presidente na Fiesp. etc.......que artigo idiota. Apenas vitimiza esse coiso, que de vítima não tem nada. Continue assim logo poderá ganhar um cargo na Secretaria de Imprensa, caso o Carluxo deixe.

Rafael C.Soares Quintas

Parabéns Jornalista Antônio Magalhães, sempre um comentário esclarecedor e realista. Só não vê quem não quer o que a mídia brasileira, em especial a Globolixo, faz com o governo do presidente Bolsonaro


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