Petrolina abril 2021

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19/04


2021

Não perca o especial do rei! É daqui a pouco

Se você é fã do rei Roberto Carlos, não perca o especial do Frente a Frente, exatamente às 18 horas, em homenagem aos seus 80 anos de vida e 70 de carreira. Majestade do romantismo, Roberto Carlos vira oitentão como celebridade da música brasileira. O programa traz depoimentos de Erasmo Carlos, da musa Vanderléia, de Martinha, Sílvio Brito e de uma grande amiga Helô Pinheiro, além de José Carlos Mendonça, o Pinga, o maior promotor de shows do rei em território nacional. 

Para ouvir o programa, gerado pela Rede Nordeste de Rádio para 44 emissoras em quatro Estados do Nordeste, tendo como cabeça de rede a Hits 103,1 FM, clique no botão Rádio acima ou baixe o aplicativo da Rede Nordeste de Rádio na play store. 

Imperdível! 


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ALEPE

19/04


2021

O exemplo alemão

Por Maurício Rands*

É triste constatar o fracasso do país que amamos. E que até hoje não se realizaram as esperanças de tantas gerações. Fracassamos no crescimento, na inclusão social, na erradicação da pobreza, na consolidação de instituições democráticas eficazes, no meio ambiente, na educação. Um país de insegurança jurídica. Fracassado até mesmo na garantia das liberdades do estado de direito. Como se viu no aplauso de nossos liberais a um juiz parcial como Moro. Mesmo ele tendo violentado liberdades fundamentais e o devido processo legal. E tendo usado a toga para interferir na eleição presidencial. Tudo isso levou nossa imagem internacional à situação de pária.

Esse fracasso acentuou-se com o atual governo, dados o seu negacionismo e a péssima gestão da pandemia. Mas não se pode atribuir apenas a Bolsonaro e à extrema-direita o fracasso brasileiro. Nossas instituições e nossa sociedade estão doentes há muito. O atual presidente e seu governo-desastre são mais sintomas do que causas dos nossos males.

Um fracasso tão rotundo reclama o repensar do país. Porque é possível sair do fundo do poço. Se redesenharmos nossas instituições e mudarmos nossa cultura política. E se formularmos consensos parciais sobre um novo projeto nacional de reconstrução do país dilacerado.

Necessitamos de uma frente ampla para em pouco mais de um ano darmos fim ao triste episódio iniciado com o voto puramente ressentido de 2018. Mas uma frente ampla, fique claro, que vá além dos partidos e suas burocracias que só pensam nos espaços de poder para se auto reproduzir. O país reclama alianças de forças sociais sobre os grandes temas. A começar pelo combate ao vírus, a recuperação da economia, a reforma do estado e um plano para revolucionar a educação e os serviços básicos. Impossível? Se alguns países conseguiram, por que o Brasil não poderia se reinventar?

Uma das nações que operaram o milagre com o qual sonhamos foi a Alemanha. O país devastado que emergiu da derrota na II Guerra alcançou a estabilidade e a maturidade num espaço de tempo mais curto que qualquer outro. Soube se reunificar, com uma injeção de 2 trilhões de euros em infraestrutura na antiga Alemanha do Leste nos últimos 30 anos. Graças à taxa de solidariedade de 5,5% adicionais ao imposto de renda. Uma eficiente estrutura econômica em que centenas de milhares de pequenas e médias empresas empregam ¾ da força de trabalho (80% do PIB proveniente de negócios familiares), espalhadas em todo o território nacional.

Um exemplo de desenvolvimento industrial e tecnológico que oferta ao mundo, por exemplo, automóveis e produtos industriais da mais alta qualidade (ThyssenKrupp, Basf, Bayer, BMW, Mercedes-Benz). Um regime social de mercado, com governança corporativa em codeterminação que assegura assento aos trabalhadores nos conselhos de administração. Uma consciência ambiental que já fez chegar a 40% a proporção das energias renováveis na produção de energia elétrica (com subsídios de 25 bilhões de euros anuais). E que fez do Partido Verde uma força política com grandes expectativas para as eleições marcadas para 26 de setembro deste ano. Uma imprensa livre e comprometida com o fact-checking e o debate plural. Universidades poderosas como a de Heidelberg, berço de 56 prêmios Nobel. Um sistema político maduro, capaz até de absorver e conter o fenômeno hoje universal dos partidos de extrema-direita e xenófobos como o AfD. Um sistema político, ademais, capaz de formar coalisões entre forças políticas de origens tão distintas como o social democrata SPD e o liberal CDU/CSU, sob a liderança de Ângela Merkel. Um exemplo de estadista

 Uma sociedade madura que teve a generosidade de absorver mais de um milhão de imigrantes no único ano de 2015 em que a crise de refugiados chegara ao pico. E que hoje tem 25% de sua população com background de imigrante. Uma cultura de austeridade, avessa à ostentação consumista. O senso de responsabilidade para com os demais e para os esforços coletivos. O compromisso com a produtividade e a eficiência que libera o tempo das pessoas para o lazer, o estudo e o convívio familiar e social. 

Essa trajetória tão inspiradora está retratada no excelente livro do inglês John Kampfner (Why the Germans Do it Better, 2020). Escrito a partir de sua experiência como correspondente do Financial Times e da BBC, além de editor da New Statesman. Longe da pretensão de que o Brasil se torne uma Alemanha. Mas, no momento em que constatamos o nosso fracasso e precisamos de imaginação para reinventar nosso projeto de país, não custa olhar paradigmas de sucesso que nos possam inspirar. Esse livro conta a história de uma nação que, tendo ido ao fundo do poço do Nazismo, soube se reconstruir e consolidar uma cultura de respeito à lei e às instituições (um dos grandes orgulhos nacionais é a Constituição, a Lei Básica de 1949). E que foi capaz de combinar a busca pelo desenvolvimento com a sustentabilidade socioambiental. Pela via da democracia e do espírito comunitário. Ah como poderíamos aprender com o exemplo alemão!

*Advogado formado pela FDR da UFPE, PhD pela Universidade Oxford


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Bandeirantes 2021

19/04


2021

Ex-prefeito de Araripina tem contas rejeitadas pelo TCE

O ex-prefeito de Araripina, Alexandre Arraes (PSB), sofreu mais uma derrota no tribunal. Suas contas de Governo referentes ao ano de 2015 foram rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE), pela ausência de recolhimentos previdenciários no valor de R$ 5,3 milhões.

O processo TCE-PE N° 16100117-8RO001 analisou as contas do ano de 2015 do ex-prefeito e atestou a ausência de recolhimentos para o Regime Próprio de Previdência Privada (RPPS) e para o Regime Geral de Previdência Privada (RGPS), totalizando um prejuízo de R$ 5.356.886,39 aos cofres públicos.

O voto do relator, o conselheiro Marcos Loreto, que foi pela rejeição das contas, foi acompanhado em unanimidade pelos conselheiros Carlos Porto, Teresa Duere, Valdecir Pascoal, Ranilson Ramos e Carlos Neves. A sessão para o julgamento aconteceu no dia 24/03 e teve sua publicação no dia 29 do mesmo mês.

Com a decisão do TCE-PE, a Câmara de Vereadores de Araripina receberá o parecer favorável pela rejeição das contas do ex-prefeito Alexandre Arraes referentes ao ano de 2015. Também existem outros dois pareceres recomendando a rejeição das contas dos anos de 2014 e 2016.


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19/04


2021

TCE e MPCO orientam prefeitos sobre retorno às aulas

O Tribunal de Contas e o Ministério Público de Contas elaboraram uma recomendação conjunta (nº 2/2021) com orientações aos prefeitos sobre o retorno seguro das aulas presenciais nas escolas públicas do ensino infantil e fundamental, suspensas desde o ano passado por conta da Covid-19 em Pernambuco.

A recomendação estabelece aos gestores dos 184 municípios do Estado a elaboração de um Protocolo Sanitário Setorial estabelecendo as diretrizes para a aplicação de medidas preventivas e de enfrentamento à pandemia, com orientações específicas para o setor de educação. As medidas precisam levar em conta o Guia de Implementação de Protocolos de Retorno das Atividades Presenciais nas Escolas de Educação Básica do Ministério da Educação e não poderão ser menos restritivas que as regras previstas no Protocolo Setorial de Educação do Governo do Estado.

As escolas municipais deverão oferecer, dentre outros, a possibilidade de acesso ao ensino remoto ou híbrido aos alunos, pais e responsáveis que se sentirem inseguros ou não concordarem com o retorno das aulas presenciais; manter levantamento de estudantes e profissionais da educação pertencentes aos grupos de risco para a Covid-19; adotar o escalonamento de horários de entrada, saída e alimentação dos alunos, evitando aglomerações; e instituir um sistema de rodízio nas salas de aula, caso o número exceda a capacidade mínima permitida para garantir o correto distanciamento social.

As instituições de ensino deverão ainda reavaliar suas estruturas físicas e promover as adaptações necessárias - como instalações sanitárias adequadas e a colocação de lavatórios e bebedouros - para garantir a correta higienização de alunos, professores e funcionários; promover melhorias na ventilação dos ambientes; afixar cartazes informativos e faixas de demarcação, além de disponibilizar insumos (álcool gel, tapetes sanitizantes, etc) em quantidade suficiente para preservar a segurança da saúde dos frequentadores. Para que isso ocorra, será preciso planejar a contratação dos serviços e aquisições, bem como efetuar o levantamento dos custos para as adaptações, evitando a continuidade de obras após o reinício das aulas.


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Serra Talhada 2021

19/04


2021

Hospital Alfa pode virar estadual

Da coluna de João Alberto

O governador Paulo Câmara destaca o primeiro ano de funcionamento do hospital de referência no tratamento da Covid-19, que já recebeu pacientes de 116 municípios pernambucanos e de outros estados. O antigo Hospital Alfa, depois da pandemia, pode virar um hospital estadual permanente.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

19/04


2021

Sebastião comemora resultado da eleição da UVP

A vitória dos vereadores Léo do Ar e Zé de Benga, na eleição da União dos Vereadores de Pernambuco (UVP), contou com a participação efetiva do deputado federal Sebastião Oliveira. Entre os compromissos de parlamentar e líder do Avante na Câmara dos Deputados, Sebá empenhou-se pessoalmente para que a dupla conquistasse o pleito.

"Os vereadores pernambucanos fizeram a melhor escola. Léo do Ar e Zé de Benga são competentes e sabem trabalhar. Eles contam com o meu mandato na defesa dos interesses da UVP. Tenho a certeza de que a jornada que se inicia será exitosa", destacou Sebastião Oliveira.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

19/04


2021

Crônicas de dor e de esperança

Por Paulo André Leitão

Ao ler, em 17/02/2021, "A escola que desvendou meus olhos", publicada na mesma data, enviei a Magno a seguinte mensagem: 

“A escola que desvendou meus olhos fala por si: é crônica. O leitor, transplantado para seu chão, acompanha você até a última linha. O seu tempo físico e afetivo torna-se nosso. Permita-me, portanto, uma sugestão: nas próximas crônicas, deixe de lado as digressões do primeiro parágrafo – que interromperam a ligação direta do belo título com o texto – e nos faça mergulhar de imediato no seu universo”.

- Obrigado, respondeu ele.

Onze dias depois, 28/02/2021, enviei PDF da última versão impressa do cearense Diário do Nordeste.

- Me mandaram. Nada dura para sempre.

- Sim, mas suas crônicas podem durar mais. Já pensou nisso?

- Como assim, amigo?

- Releia todas, selecione e publique as escolhidas em livro digital.

Magno aceitou a sugestão. Foi assim que nasceu “A dor da pandemia”.

Selecionadas as crônicas, revisei todas – foi esse o meu trabalho. A revisão me deixou claro o que considero a principal característica dos textos: a pandemia dói no autor, mas não o faz perder a esperança. O dia a dia sofrido – e não é apenas dele o sofrimento porque a dor do outro o machuca também – não o imobiliza. Ao contrário, move-o em direção ao que imagina ser paliativo para as limitações e impossibilidades.

O bálsamo das crônicas está na contemplação da natureza, nas visitas ao pai, no trabalho, nas lembranças gostosas da vida, nos encontros com os filhos, no solitário ato de escrever, e, principalmente, na empatia com o ser humano, vítima do que ele, Magno, passou a chamar de mal do século.

As pessoas que a Covid-19 levou, a necessidade de matar o tempo do isolamento social, reflexões sobre pandemia e saudade, desencanto e esperança, a condição de ser cronista, tudo isso está presente nos textos escritos no calor do momento pois a vida é fugaz e o autor é jornalista. 

As crônicas durarão para sempre? Certamente não. São olhares, percepções, expressão de sentimentos sobre época, creio, já historicamente delimitada por tudo que ainda estamos a viver. É presente e futuro, meio Black Mirror.

O registro desse tempo apavorante está no livro. É tempo de dor, ainda pleno de esperança.


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19/04


2021

Raimundo agradece votos e diz que vai fiscalizar gestão

Caro Magno,

O nosso projeto não era de nomes, mas por mudanças na UVP, a qual ajudamos a construir a sua história, fazendo parte de enormes conquistas, inclusive da aquisição do seu prédio. Lançamos candidaturas buscando transparência na entidade, pois, há mais de 2 anos, que não se realiza sequer a prestação de contas dos seus gastos com recursos que são públicos.

Buscamos, ainda, que a UVP voltasse a ser uma entidade dinâmica e que verdadeiramente represente e lute pelo vereador, o que deixou de ser. Caso o marasmo, a falta de transparência e credibilidade continue, daqui a dois anos estaremos contra novamente, ou mesmo antes pelos meios judiciais.

O nosso projeto é sincero e vitorioso, conseguimos que o atual presidente não tivesse condições de disputar e conseguimos colocar a UVP em evidência e discutir alternativas viáveis para a entidade. Conseguimos que a oposição, junto com a candidatura de Weber, cujo projeto de renovação era o mesmo, conseguisse mais de 500 votos, provando que a maioria dos votantes querem mudanças na entidade.

Como talentoso articulista político, você deixou de observar que a candidatura da situação teve o apoio de vários políticos ligados ao Governo do estado, a exemplo de Sebastião Oliveira, Eduardo da Fonte e Eriberto Medeiros, que esteve presente no local da votação. Do nosso lado, tivemos o apoio de políticos do governo a exemplo de Rodrigo Novaes, Joao Batista e Biu Farias e da oposição como Fernando Filho, a quem agrademos por acreditarem no nosso projeto de mudança e por ser a UVP uma entidade suprapartidária.

Por fim, gostaria de agradecer aos 300 vereadores que acreditaram na nossa proposta, estes sim são verdadeiras águias, que como elas,são livres e independentes e se uniram no projeto de reerguer a nossa UVP.

José Raimundo – vereador de Serra Talhada e ex-candidato à presidência da UVP


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19/04


2021

Com Mané da China, ator tirou Magalhães do sério

Humor em campanha política não é algo novo. Trata-se de um recurso inteligente e ferino. Quando usado de forma adequada, com figurino que cai na graça do povo, muitas vezes o personagem ganha mais notabilidade do que o próprio candidato. Foi o que se deu no Recife na campanha de 2000 com o Mané da China, personificado e eternizado na política de Pernambuco pelo ator Walmir Chagas na campanha do então candidato do PPS, Carlos Wilson, para tirar do sério o prefeito e candidato à reeleição Roberto Magalhães, derrotado por João Paulo.

Concebido pelos marqueteiros Marcelo Teixeira e José Nivaldo Júnior, da Makplan, Mané da China arrancou grandes gargalhadas durante a propaganda eleitoral. Reportava-se a um recifense que saia à cata das obras fictícias de Roberto Magalhães ironizando ser algo só encontrado na China.

"Usamos uma linguagem muito futebolística. José Nivaldo gosta de futebol, eu também gosto.  Então, a gente falava muito pela linguagem do futebol. Seria o quê? A gente estava armando uma estratégia, um time de futebol que vai lutar contra os outros times. No caso, qual era o nosso alvo, adversário? Roberto Magalhães. A gente não queria derrubar o PT, nem mais ninguém. Nosso alvo era Roberto Magalhães", diz o ator Walmir Chagas nesta longa entrevista inédita para o livro A derrota não anunciada, objeto de reprodução neste blog nos últimos dias. A obra, de 2004, de autoria deste escriba, retrata os bastidores da eleição histórica que marcou a derrocada da aliança União por Pernambuco e a chegada do PT ao poder. Reviva!

“Puxei votos para mim mesmo”

Capítulo 23

Por trás do personagem alegre e debochado do “Mané da China”, que introduziu o humor político na campanha do Recife, existe uma figura triste e “séria”, que só se transforma em risos quando está no palco. O ator Walmir Chagas, 43 anos, revela que tem uma alma triste. “As pessoas confundem muito o artista. Quando me veem, acham que sou alegre e vibrante, mas sou uma pessoa triste, inconformada com a situação”, diz.

Um tremendo contraste, para quem vive fazendo a alegria da criançada com o “Véio Mangaba” e fez o povo chorar de rir no guia eleitoral, com o “Mané da China”, personagem inventado pelo publicitário José Nivaldo Júnior, com a única finalidade de fazer o deboche político em cima da administração de Roberto Magalhães. “Quando entendi a ideia, logo senti que era a minha cara, que ia dar certo”, relembra Chagas.

“Mané da China” era um ‘Mané’ mesmo, literalmente, que havia chegado da China, depois de quatro anos, ao final do Governo Roberto Magalhães. Foi trabalhado como uma figura abestalhada, que só acreditava nas coisas depois que via. Essas coisas eram as promessas do então Prefeito, que as viu na televisão, quatro anos antes, e queria, com a sua volta ao Recife, conhecer as obras que imaginava reais.

Interpretado por Walmir Chagas, o personagem caiu na graça popular, principalmente das crianças e dos jovens. Trouxe irreverência política ao debate até então morno da sucessão de Magalhães, que se irritou bastante com a exploração da chacota, criando, assim, uma ojeriza a quem se apresentou como o pai da idéia e dela queria tirar dividendos políticos – o então senador Carlos Wilson, que disputou as eleições pelo PPS, numa coligação com o PSB e PTB.

O “Mané”, entretanto, cresceu mais do que Wilson ao longo da campanha. Adquiriu luz própria. Sem sua presença no palanque, exigida pelas comunidades visitadas pelo candidato, não havia graça. “Fui a praticamente todos os eventos de campanha, porque a primeira coisa que o povo cobrava ao candidato era a presença do Mane”, lembra Chagas, adiantando que o personagem, embora não tenha rendido votos a Carlos Wilson, serviu, pelo menos, para uma coisa: lhe render fama.

“Fiquei famoso. Meus votos vieram com a fama”, diz. Só que, passados quatro anos depois de viver o personagem político que mais lhe deu popularidade, Walmir Chagas não quer saber mais de engajamento em campanhas. “Estou decepcionado com a classe política. Mais do que isso, sou um artista, que, quando se envolve com política, acaba pagando um preço alto, pela vinculação, pela marca”, justifica.

Walmir Chagas não gosta de ser chamado de multiartista, mas o é. Além de ator, canta, toca, compõe e faz poesia. Tem alma e cara de palhaço, daqueles que são a cara do riso. Walmir, aliás, começou como palhaço de circo e, hoje, é um talentoso ator, um intérprete fantástico, uma figura humana adorável. Uma conversa com ele é um mergulho na descontração e na alegria, embora, muitas vezes, deixe transparecer que é uma pessoa triste. A conversa com o “Mané da China”, imprescindível para rechear este livro com humor, aconteceu num restaurante da cidade. Walmir tomou cerveja, sua bebida preferida, comeu bode, seu prato predileto, e abriu o coração, revelando os bastidores do seu personagem na campanha.

            Como surgiu essa ideia do “Mané da China”?

                        A essência da ideia é do publicitário José Nivaldo Júnior. Ele queria um personagem que se adaptasse plenamente a minha cara, ao meu jeito debochado. Quando me levaram o esboço do projeto acharam, entretanto, que eu não iria topar e chegaram a pensar em Totoca.

            Como assim, a sua cara?

                        Não, a coisa de fazer bem. Era o meu perfil para fazer um trabalho legal. Esse trabalho tem vários estágios, é feito um foguete que vai para a lua. Vai grandão, parte depois em pedaços até chegar na lua bem pequenininho. Então, esse trabalho de criação partiu, a princípio, talvez, a espinha dorsal mesmo, da cabeça de José Nivaldo. A partir daí, foi entregue ao produtor Alexandre Alencar.

            O senhor fez algumas exigências ou aceitou um prato feito?

                        Quando, finalmente, encarnou em mim, eu disse: “Só quero fazer se for assim, assado. Dei a alma, porque se fosse com outro ato, talvez o “Mané Chinês” fosse outra coisa. E, logicamente, seria.

            O senhor treinou bastante para se adaptar ao personagem?

                        Não, não. Foi uma coisa muito rápida, espontânea e natural. Eu pegava os textos ... Porque eu nunca faço as coisas assim ... Eu nunca gosto de fazer o que me dizem para fazer. Eu digo: “Olhe, você quer que eu faça isso?”. “Quero”. “Mas, você aceita que eu só faça ;;; Que eu diga como eu quero fazer?” “Aceito”. Então é um bate-bola.

            O senhor fez as primeiras aparições antes da campanha, em comerciais no horário da propaganda política. Não foi assim?

                        Exatamente. As inserções eram surpresas. Não tem umas coisas assim, não é? Ninguém sabia. A assinatura era tão pequena que as pessoas pensavam que era o PT que estava por trás. No final aparecia o então PTB bem pequenininho, assinando o comercial. Então, ninguém se tocou que era o PTB, as pessoas achavam que era o PT. O PT já começou a ganhar daí. Ganhar ponto a partir daí. Muita gente achava que o “Mané da China” era uma coisa do PT, e não era, era PTB, que era Carlos Wilson. Entendeu? Quando veio a eleição mesmo, depois das inserções, aí botou para lascar mesmo. Aí mexeu com as estruturas, não foi?

            E como foi a repercussão?

                        Foi grande.

            Caiu logo na graça do povo?

                        Eu dava tanto autógrafo que ... O povo adorava. Muita gente chegava para mim e dizia: está ótimo aquele personagem.

            Na campanha, o senhor fez mais sucesso que o próprio candidato?

Olhe ... Eu não quis admitir isso não, até por questão de ética, mas fiz ... Hoje, que não tem mais eleição, que já passou tudo, ele está lá na Infraero (risos), posso dizer. Fiz muito mais.

            E por que as pessoas que aprovavam o “Mané” não votavam no candidato?

                        Eu não sei ... Tem vários fatores. Eu não tenho uma opinião formada. Eu acho que, por exemplo, quem gostava de Carlos Wilson, já, independente, e gostava de mim, aí é que fechava o voto mesmo. Quem gostava de mim, mas não gostava de Carlos Wilson, alguns, até por desencanto, ou por falta de opção dos outros, não queriam votar em João Paulo, ou não queriam votar no próprio prefeito da época, que era Roberto Magalhães. Aí, o que é que acontece? A gente ganhou esse voto. Mas não houve, realmente, aquela coisa de o “Mané da China”, de uma forma grande, puxar votos mesmo para Carlos Wilson, não. Talvez eu tenha puxado votos para mim mesmo, quando eu for candidato. Eu não sei quando, mas ... (risos).

            Mas cumpriu o papel, que foi o de irritar Roberto Magalhães, não foi?

                        Foi. A proposta era essa, o objetivo era esse. Usamos uma linguagem muito futebolística. José Nivaldo gosta de futebol, eu também gosto.  Então, a gente falava muito pela linguagem do futebol. Seria o quê? A gente estava armando uma estratégia, um time de futebol que vai lutar contra os outros times. No caso, qual era o nosso alvo, adversário? Roberto Magalhães. A gente não queria derrubar o PT, nem mais ninguém. Nosso alvo era Roberto Magalhães.

            E como é que chegava até vocês o retorno da irritação de Roberto Magalhães?

                        Chegou ao ponto da gente ter uma precaução muito grande. O pessoal do guia pediu para a gente andar com uma figura ao lado.

            Seguranças?

                        É. Não que tenha havido alguma ameaça, não. Eu não tinha esse problema. Mas para evitar, porque pode ser que alguém lhe ataque na rua. Um louco que goste muito dele, que quer ... Fazer alguma coisa. Um xiita desses doentes, sabe? E ataque você na porta do edifício, feito mataram John Lennon (risos).

            E o senhor teve medo?

                        Não. Eu sempre fui muito ... Até porque o povo sempre foi meu aliado. Eu sou do povo. Eu não tenho essa diferença, essa coisa. Apesar de ser artista, e ser conhecido, mas eu nunca tive essa coisa. Tomo cachaça numa barraquinha no subúrbio, com uma sandália havaiana no pé. Eu nunca tive esse problema. Mesmo se eu crescer, virar um Michael Jackson da vida, vai ser terrível para mim, porque eu gosto mesmo é de tomar uma cachaça no meu bairro.

            Teve algum tipo de hostilidade ao longo da campanha contra o senhor?

                        Pouquíssimas, coisas isoladas, nada a ver com Roberto Magalhães, nem com alguém de Roberto Magalhães. Até porque, você pode atentar por uma coisa inteligente mesmo, que Roberto Magalhães era o maior interessado pela minha segurança. Porque, se qualquer coisa acontecesse comigo, alguém me desse uma pisa na rua? Olha ... Foi Roberto Magalhães quem mandou. Então, a culpa cairia sobre ele. Eu soube até ... Pode ter sido até fofoca, eu acredito até que seja, porque se fala muito ... Que foi contratado segurança do outro lado para cuidar de mim, sem eu saber que estava sendo cuidado.

            Em depoimento, Roberto Magalhães disse que se divertiu com a figura do “Mané” até nos comícios. O senhor acha que isso era um motivo de diversão para ele, ou era um motivo de irritação?

                        Se ele disse isso para você, isso é coisa de político. Ele está sendo político mesmo. Porque é de se admirar muito que ele se divertia, porque as informações que nos chegavam eram bem diferentes, de que ele ficava p. da vida.

            É pura falsidade, então?

                        Eu não sei se existe falsidade. Mas que ... não passava isso na época. Espero até ...

                        Acho que ele não deveria, e não tem motivos para não gostar de mim mesmo, entendeu? Ele não tem motivo para não gostar de mim. Agora, dizer que se divertia, eu acho que não. Por outro lado, ele tem essa postura, que tem que ter mesmo. Existe uma coisa na sociedade que diz que você, em nome da boa educação, e da paz, você tem que ser falso. A fim de matar o outro e ... “Não, eu adoro ele ...” Existem essas coisas mesmo, não é? E se ele dissesse a você, para um livro, que ele ficava p. da vida, isso seria ruim para ele.

            Os aliados dele me disseram que ele ficava muito irritado. Foi um personagem que caiu no gosto popular.

                        Pois é ... Agora, o maior inimigo dele foi ele próprio, Ele e a esposa dele, com os depoimentos anticomunistas. Qual era o papel da gente? Era fazer isso mesmo. Logicamente, que a gente primava para não cair na questão pessoal mesmo, mas ele, mesmo assim, pela questão profissional, levava para a coisa pessoal. Por exemplo, eu fiz uma música, um jingle que a gente cantou que dizia assim ... Eu não sei como é a música mais, agora não me lembro mais. Mas dizia que ele chegava num jornal com o revólver e agredia um jornalista.

            Era uma sátira à invasão do JC?

                        Exatamente, aquela famosa invasão. E agredia não sei o que ... E chamava ele de cawboy. Isso tudo brincando, só que ele se irritava profundamente com isso. Isso chegava para a gente, que ele batia na mesa, etc. Agora, eu não tenho nada contra ele.

            Pelo contrário, o senhor já fez campanha para ele.

                        Já fiz campanha para ele. Inclusive ...

            Em 96, não foi?

                        Exatamente, em 96.

            Com o “Velho Mangaba”.

                        O Velho Mangaba. Porque é o seguinte: eu comecei essa história de política com Jarbas Vasconcelos, quando foi candidato a prefeito do Recife. Ali, com o pessoal, inclusive de Jarbas e tal, fui apoiar ele, e, profissionalmente, ganhei muito bem, inclusive. O que é que acontece? Jarbas, no momento que ele bem quis, mudou de lado. E é um direito dele, como é um direito de qualquer um. Só que, eu não aceitei, por exemplo, na época, Jarbas, como muita gente não aceitou, ele ter mudado de lado. Não é aquela questão dele brigar com Arraes, não. Não é uma questão pessoal deles dois. Mas ele vem naquela história, e, de repente ... Tudo bem, ele tem o direito de mudar. Agora, não me obrigue a mudar.

            O senhor, embora seja um artista, só se mete em política se afinar com determinado político?

                        Eu não sou militante. Eu sou esquerdista de coração. Eu não tenho partido. De convicção. É feito assim ,,, “Você acredita em Jesus?” Acredito, mas não tenho religião. “Você é católico?” Não, eu acredito em Jesus.

            Independente de cachê, estando trabalhando para candidatos do seu perfil, tudo bem. É assim?

                        Só com uma proposta muito boa, financeira, da esquerda, porque, de graça, eu não trabalho para nenhum. Aí  que acontece? É aquela coisa, eu vou trabalhar no que gosto, ganhando muito bem. Fazendo o que gosto, e ganhando muito bem. Sabe como é?

            Deu para ganhar uma boa grana com o “Mané”?

                        Não. Eu acho que ganhei o suficiente. Em termos de números, não preciso dizer a você quanto? Mas, em termos de números, o suficiente legal para um ator local, legal. Agora, muito pouco, para o que você recebe depois. Ou seja, cortado de muita coisa ... Porque quando você toma o partido de uma história ... Basta para você ter uma idéia ... Na campanha de Jarbas, pedi meio milhão de reais, R$ 500 mil. Para governador. Aí me chamaram de louco.

            Isso em 98?

                        Foi. Aí Lavareda me chamou de louco, mandou dizer que eu era louco. Eu disse é ...

                        Então eu sou louco, mas só faço daí para mais. Agora, dessa vez, o “Mané da China” foi muito menos.

            Engraçado é que eles trazem gente de fora para o guia eleitoral a preço de ouro.

                        Exatamente. Aí, o que é que acontece? Jarbas, vai para o outro lado, de inimigos dele, históricos, como era o pessoal de Roberto Magalhães, pessoal que vem todo das direitas, desde a Arena, até o PDS, PFL ... São inimigos dele históricos. Aí o que é que acontece? Porque ele aceitou, ele queria que todo mundo fosse. De certa forma, eu disse que não iria fazer campanha, nem iria votar em Roberto Magalhães. Eu disse isso no gabinete de Jarbas, lá na Prefeitura do Recife. Eu disse: “Jarbas, mas isso é uma questão pessoal minha. Já que é uma democracia, eu posso dizer a você se vou votar ou não.”

            E a reação dele?

                        Ele ficou meio assim ... Aí, Raulzinho (Raul Henry, atual secretário de Planejamento do Governo Jarbas) e Lula Queiroga chegaram para mim depois e disseram em tom de apelo:

                        “Mas, Walmir, o prefeito ficou meio triste com você. Apoie ele”. Eu falei: “Eu apoio ele, eu não apoio quem ele quer apoiar. Eu disse a ele já. Eu não vou votar em Roberto Magalhães”.

            Por qual razão?

                        É, agora isso não é nada pessoal com ele não. Não tenho nada contra ele, pessoalmente. Que as pessoas, inclusive costumam falar ...

            A questão, enfim, é ideológica?

                        Ideológica. Eu sempre tive a questão ideológica. Ele nunca me fez mal pessoalmente, nunca falou palavra comigo. Eu só fiz a campanha dele em 96 porque Jarbas me pediu, me implorou. Foi para atender Jarbas que fiz o Velho Mangaba.

            Na política, o “Mané” foi o personagem mais popular que o senhor já interpretou?

                        Foi, sem dúvida, foi. Esse personagem mexeu mesmo com as estruturas. Ele mexeu com as estruturas externas e internas. As minhas estruturas também. Foi muito bom pessoalmente, para mim, como ator. O pessoal reconhecia a minha capacidade de fazer alguma história, de criar, de montar uma história. Quem estuda candomblé sabe que o pessoal tem um preconceito muito grande com o orixá chamado Exu. Porque todo mundo só fala em Iemanjá, Oxum ... Que são orixás evoluídos. Mas todo mundo quando se refere a Exu, só se refere a ele de forma preconceituosa, como se ele fosse o satanás, como se fosse o cão. E não é, muito pelo contrário.

            Não entendi ...

                        É. Aí, de repente, eu vou fazer outro personagem, para outro cara, e não sei ... Eu sou mau ou eu sou bom? Não, eu tanto posso ser mau quanto posso ser bom. O ator tem essa capacidade de trabalhar para um e para outro. Essa questão do mal e do bem é relativa. Esquerda e direita é relativo também. Esquerda e direita de lá para cá ou de cá para lá (risos). Se você veio daqui para lá ... Então, tudo é muito relativo. Eu vejo a coisa da política e a questão da arte, inclusive se não for bem concebida, fica uma coisa esquisita.

            O maior encanto do “Mané” ficou por conta das crianças?

                        Olhe, não só esse personagem, mas tudo que eu faço, como o Velho Mangaba ...

            Não, eu estou me referindo ao “Mané da China”, na eleição ...

                        Crianças e velhinhos, principalmente. As pessoas mais velhas. Até porque são as duas faixas etárias.

            O senhor acha que as crianças, apaixonadas pelo “Mané”, exerceram algum tipo de influência no voto dos pais?

                        Muito, muito. Chegou ao ponto de alguém me dizer que filhos de alguns candidatos chegaram a dizer: “Papai, vote em Carlos Wilson”. Dizia ao próprio candidato: “Olha o ‘Mané da China’ dizendo aí”.

            O eleitor gosta do deboche, mas gosta de votar em candidatos sérios. Como avalia?

                        O eleitor gosta do deboche, gosta do humor, mas na hora de votar gosta de um pouco de seriedade. O deboche, no senso geral da palavra, eu entendo, para mim, como uma coisa muito séria. Eu acho que palhaço, antes de tudo, é muito sério. O verdadeiro palhaço, ele está dizendo as coisas verdadeiras. Ele mostra o ridículo da condição humana, o verdadeiro palhaço. Você pode ver, o palhaço que não é sério: são pessoas que vivem de paletó, querendo ser ... Esses são os palhaços do mal. Agora, os palhaços mesmo são sérios. Os verdadeiros palhaços são sérios. Pinta a cara, rebola, mas isso mostrando a condição do ridículo da própria vida dele, e de todos nós. Ele assume a condição humana do ridículo. E já o cara de pau que fica todo paletozado, dizendo que é sério, esse é terrível, esse é que é o verdadeiro palhaço, no mau sentido.

            O “Mané da China” era uma figura alienada?

                        Acho que a gente tem que levantar isso aí por três pontos. Primeiro ponto: ficção, só no sentido de que essa figura é uma figura de ficção, ou seja, um homem do Recife chamado “Mané” viajou para a China, na época que Roberto Magalhães estava fazendo a campanha dele – ainda mão era prefeito, estava querendo ser prefeito – então ele viajou para a China. No entanto, alienou-se do processo. Não ficou sabendo o que estava acontecendo, mas viu que o cara disse que ia fazer isso, ia fazer aquilo ... Quatro anos depois, esse “Mané da China”, que nada mais é do que “Mané do Recife” que vai para a China ... É um personagem brasileiro que foi morar na China. Então ele chega: Eita, vamos ver as obras do prefeito, que coisa mais bonita ... E o outro que ficou, que era o recifense, que era o personagem de Aramis Trindade, o cara que ficou e viu que nada daquilo aconteceu. Isso é ficção no sentido de que não teve ninguém que fez isso. Isso é ficção.

            Por que não teve espaço para o “Mané da China” no segundo turno, no programa do PT?

            Porque ficou sem sentido. Não tinha sentido. O “Mané da China” ... De certa forma, quiseram botar a camisa dele vermelha, na época ele apoiou, mas não entrou de uma forma ... Inclusive nem ia ser legal ...

            O senhor ficou de fora do programa?

                        Fiquei. Eu apoiei ele, João Paulo, pessoalmente. Eu fiz uma coisa pessoal, inclusive participei até da – mas ele já tinha sido eleito – entrega da chave. O Velho Mangaba entregou uma chave enorme, da cidade, a ele. Mas isso foi uma coisa ... Agora a parte que não é ficção, a parte verdadeira, é a seguinte: todos os nossos quadros que a gente apresentava na televisão, eram tirados de reportagens de jornal, ou seja, você não tem como dizer que era mentira aquilo.

            Como vocês usaram na TV o episódio da “banana” em Boa Viagem?

                        Eu acho que eu dei uma “banana” para Aramis e Aramis deu uma “banana” para mim. Um deu uma “banana” para o outro, aí o pessoal se abria (risos)  ... Coisa até que nem é hábito meu, eu não tenho esse hábito de dar “bananas” para ninguém, mas, por conta disso, eu fiquei dando “bananas” para todo mundo. Eu brigava assim de brincadeira, e ficava dando “bananas” para o outro, e Aramis dizia assim: “Que nada, ‘Mané’, olha aqui para você ...” (risos).

            Como ator, o senhor esperava ter um melhor aproveitamento no governo que ajudou a eleger, no caso João Paulo?

                        Sim. Muita gente acha que eu deveria pegar cargo e tal ... Não, eu acho que não é por aí. Eu também não queria nem pegar cargos e nem ser ... Passar na frente de ninguém. Mas, logicamente, por você ter ajudado e ter um trabalho, independente disso, de ter ajudado ou não o governo que está aí, da Prefeitura, você ter um passado e uma coisa tão forte com o Recife, você deveria ser muito mais ... Até porque eu sou aliado. E mesmo se eu não fosse aliado ... Até porque o que eu tenho na bagagem deveria ser maior que tudo isso. Também há um pouco de injustiça, de insensibilidade.

            Quando fez o “Velho Mangaba” para Roberto Magalhães, em 96, após a eleição ganhou algum cargo na Prefeitura?

                        De Roberto Magalhães? Ganhei. Eu fui assessor do presidente da Fundação de Cultura, na época. Quando comecei a trabalhar na campanha contra ele, no guia de Carlos Wilson, me botaram para fora (risos).

            Mas isso já era esperado, não?

                        Eu acho normal. Do outro lado, seria a mesma coisa também. Eu acho isso tudo terrível, acho que não tem nada a ver. Que democracia é essa?

            Mas, como se tem um cargo de confiança no Governo e aceita trabalhar para a oposição. O senhor é quem deveria ter pedido para sair, não?

                        Só que eu não tinha cargo de confiança, dentro do que eu acreditava dele. Era pelo que queria fazer pela minha cidade. E nada mais justo que eu ter um espaço numa Prefeitura. Na minha cabeça, isso não era um cargo que pertencia a ele.

            João Paulo valoriza os artistas da terra?

                        Ele valoriza. Só que, entre querer valorizar e a prática mais efetiva, vai uma distância muito grande. A máquina ainda é muito incompetente. A forma ainda é muito incompetente. Ainda tem aquela coisa que a gente luta muito, que é o preconceito. Melhor é sempre o de fora. Mesmo você sendo pernambucano, mas estando em Brasília ou no Rio, se torna melhor. Preconceito. Aquela coisa provinciana ao extremo, coisa que eu luto. O meu maior carma de luta é esse. É ter ainda que enfrentar isso. E a gente achava que num governo mais popular, mais socialista, mais ao povo, como se diz, a coisa iria ser diferente. Mas, não. É tudo muito parecido.

            Mas, trata-se de um governo popular?

                        Se é um governo popular? É um governo popular. Só que é um governo popular submisso às coisas que sempre foi. Que até o governo que não era popular também era submisso.

            È um governo popular, mas não inovador?

                        Não, não é inovador. Em algumas coisas, sim. Eu acho que a gente não pode ser injusto. Eu acho que avançou. Eu estou falando, agora, de uma forma geral. Acho que avançou muito na saúde, sem dúvida. Eu acho que na questão do cuidado com a cidade mudou muito. Eu acho que mudou para melhor. Tem muitos pontos assim, fundamentais. Isso é minha opinião particular, na minha observação. Muitos pontos sociais melhoraram muito. Agora, na questão cultural ainda está muito atrasado.

            O senhor gosta de política?

                        Sou uma pessoa que respira política. Sou um ser político ao extremo. Gosto muito de política.

            Mas, não pretende fazer novos personagens em campanha, não é isso?

                        Eu acho que estraga a minha saúde espiritual. Não é legal. Não merecem não. Eles não merecem não. Não merecem pessoas como eu.

            O senhor se considera um revolucionário?

                        Sou, de certa forma. Eu acho que o artista que não for revolucionário não é legal.

                        Artista é bom ser revolucionário no sentido de “reevoluir”, ou seja, evoluir de novo. “Revolução”! A palavra no sentido primário, é essa.

            Quando Jarbas pediu para o senhor apoiar Roberto Magalhães houve um não de sua parte. Com relação a Cadoca, a reação seria a mesma?

                        Na época, apoiaria, mas o Cadoca que conheci mudou muito. Cadoca vem da esquerda, passou por uma coisa meio centro, agora está meio “endireitado”. Eu acho que isso não quer dizer também na questão pessoal não, porque eu me dou super bem com pessoas de direita. Isso é relativo. Agora, ideologicamente, eu não trabalharia não.

            Quando faz o povo rir geralmente é uma pessoa alegre?

                        Nem sempre.

            O senhor é uma pessoa alegre?

                        Eu sou feliz. Mas sou muito tristonho, até porque eu penso muito. E eu fico muito triste com a situação dos artistas, do povo. Com a ignorância que rola na cabeça e a mente dos donos do poder, os nossos donos, os donos do nosso caminho, que são o governador, prefeito, o policial, sei lá ... Os donos da gente ... O artista, ele faz rir, mas o artista que pensa muito fica muito triste. Eu sou muito triste com a nossa situação. A situação da ignorância, e principalmente os que acham que não são ignorantes, esses sãos os maiores ignorantes.

            As pessoas acham o senhor uma figura alegre, divertida, debochada, não é engraçado essa contradição com a vida real?

                        Muita gente confunde a personalidade do artista, inclusive os próprios políticos. Políticos no sentido de carreira. Acham que o palhaço não diz coisa com coisa, que o comediante diz “tal coisa” fútil e evasiva. Frívola, fútil e evasiva (risos). Mas muito pelo contrário, eu sou uma pessoa completamente diferente, que gosta da seriedade. Seriedade não significa sisudez. Agora, sou uma pessoa triste, porque não me conformo com essa situação de desigualdade no País. Choro, não aceito essa situação.

            E esse seu amor pelo Recife, de onde vem?

                        Meu amor pelo Recife vem da minha família mesmo, do meu bairro, o bairro de São José. Aprendemos a amar a família primeiro, depois amar a vizinhança, depois amar a rua, depois amar o bairro. É uma coisa do micro para o macro e do macro para o micro. Então, eu aprendi isso sem muita teoria, na prática. É aquele grupo reacionário que existia. Eu aprendi em casa a amar a família, a valorizar. A valorizar o núcleo familiar, mas de uma forma irreverente. Alegria! Viva uma grande figura da igreja católica que se chamava São Francisco de Assis, que revolucionou a igreja católica, porque na época dele, ele cantava com o violão. Os padres diziam: “O que é isso? Cantar não pode”. Pode! Deus deve ser uma figura muito alegre, muito para cima, não pode ser carrancudo nisso não.

            Eu queria que as pessoas conhecessem você melhor nesse depoimento. Quem é Walmir Chagas?

                        Olha, eu sou ator, sou palhaço, sou músico, sou ex-bailarino, mas ainda dou minhas cacetadas, sou ex-bailarino do Balé Popular do Recife, sou pesquisador da cultura popular, já fui professor de arte em algumas escolas do Recife, trabalho com pesquisas, trabalho com publicidade, crio jingles, já dirigi propaganda, faço um bocado de coisas. Eu não gosto dessa palavra não, “multiartista”, porque parece uma coisa meio ... Produzo discos,.sou produtor fonográfico, tenho coluna em jornal. Não sou jornalista, mas tem o jornal “O Flabelo”, que é um jornal – que já está no quinto número – que fala sobre os blocos do Recife, resgata essa coisa, divulga os lançamentos.

            Walmir, mas você tem um carro-chefe na sua vida, que é o Pastoril do “Véio Mangaba”, é isso? Quantos anos já tem essa tradição?

                        Pastoril do Véio Mangaba. Olhe, o meu, que é o Grupo Contemporâneo, que remonta essa história do pastoril, que é o folclore, inspirado nos velhos antigos como o Velho Faceta, Velho Barroso, Cebola e outros mais. Eu tenho isso há quase 10 anos já, o “Véio Mangaba”.

            O que representa o “Véio Mangaba”?

                        A figura do palhaço é universal. Você vai para o cinema, você vai ver Carlitos, que é o palhaço de Chaplin. É uma espécie de palhaço. É o Clown. Você vai para qualquer cultura, do Oriente, do Ocidente, de cima, de baixo, de qualquer lugar, você vai encontrar os tipos de palhaço, culturalmente, com a linguagem daquela cultura. O “Véio Mangaba” é um palhaço do folclore num estilo. Não é um palhaço de circo, ele é feito o Mateus do Bumba-meu-boi. É tipo um palhaço, o Mateus. Mateus e Catirina.

            Você toca o quê? E canta?

                        Eu sou formado pelo Conservatório Pernambucano de Música e fui estagiário da Orquestra Sinfônica alguns anos, na década de 80. Eu sou percussionista. Profissional.

            Toca bateria e outros instrumentos.

                        Bateria e percussão, todo tipo de percussão. Inclusive Tímpano, eu estudei também.

            E canta, também?

                        Canto e sou compositor, também.

            De que tipo de música?

                        Tenho muito carnaval, sempre com alguns parceiros, samba e outros estilos mais na linha MPB.

            O que diferencia o “Mané da China” do “Véio Mangaba”?

                        O “Véio Mangaba”, psicologicamente é completamente diferente do “Mané”. Ele só tem uma coisa em comum com o “Mané”: a pureza. São pessoas puras. Tanto o “Mané da China” quando o “Véio Mangaba” são pessoas puras, só que o “Véio Mangaba” é ranzinza. Ele é um velho já ... Que ninguém consegue enganar, ninguém consegue dizer como é que ele deve se portar e ele vai. Não, o “Véio Mangaba” é uma figura recifense, antiga, já conceitual. Ele já tem um conceito na cabeça dele, formado. “Mané da China” não, “Mané da China” é um bestinha. O que disser para ele, ele acredita. É Um abestalhado.

            É um abestalhado que deu resultado.

                        O personagem, o personagem. Justamente. Deu resultado no sentido estético do que representava. Só que quem pegava no pé do prefeito Roberto Magalhães, na época, não era o “Mané da China”. Era alguém que representava um novo idiota que ia na conversa do cara, entendeu?

            O senhor estava na carreata no dia da “banana” dada pelo doutor Roberto?

                        Olhe, estava. Em Boa Viagem. Estava com Carlos Wilson.

            Lembra como aconteceu?

                        Fecharam o caminhão de Carlos Wilson na avenida Boa Viagem para um comício relâmpago e aí veio a comitiva do doutor Roberto muito enfurecida, querendo tirar a gente à força. Foi tudo muito tenso, embora engraçado, porque política às vezes é cômico, tem essas coisas. Mas, engraçado, que só vi a “banana” no dia seguinte, no jornal. Eu acho que o maior inimigo do doutor Roberto foi ele próprio. Ele se irritava profundamente não só comigo, mas com outras coisas. Eu acho que ele não tem nada contra mim, pessoalmente. Mas eu até entendo ele. Entendo muito e até respeito muito. Porque, na posição dele, eu não sei o que faria, talvez até me irritasse como ele também. O ser humano a gente tem que respeitar, porque não é fácil o ‘cabra’ ser esfoliado.

            Teve algum momento especial no guia eleitoral que ficou inesquecível para o “Mané”?

                        A gravação que nós fizemos em frente à Prefeitura do Recife. Era um menino que vinha passando e, de repente, ele se deparou com uma corda e a mala, na parede da Prefeitura. Quando olhou para cima, viu que estava subindo a corda. Aí ele perguntava: “O que está fazendo aí em cima?” “Não, é que eu vim falar com o prefeito. E ele não me deixou entrar pela escada. Eu vou escalar aqui a Prefeitura”. Isso foi uma repercussão tão grande ... Foi muito legal. Parecia Batman subindo pela ... Batman não sobe, não é?

            Durante a campanha o senhor se vestia mesmo do “Mané da China” a participava dos atos da rua?

                        Sim. Teve uma época ... No começo que queria ficar só no estúdio, só para gravar e ir para casa. Botar minha roupa de Walmir mesmo, e ir para casa. Mas a coisa pegou tanto, que o candidato Carlos Wilson e o pessoal da agência pediu para eu participar mais, porque o povo me queria na rua. Quando Carlos Wilson ia sozinho, o pessoal ficava: “cadê Mané? Cadê Mané?”. “Mané! Mané!” E tinha que levar a figura que o povo queria que levasse. Então, eu fiz isso pelo ... No começo eu não gostava muito não, eu andava muito, e não sei que ... Eu não tinha muita paciência não. Quando eu penso em me candidatar um dia eu fico ... “Hiii rapaz, será que ...”

            O senhor pensa mesmo em sair candidato?

                        Não. Não tenho projeto não, agora muita gente já quis que eu entrasse para vereador, para deputado. Mas eu acho que agora não é o momento não. Eu posso até fazer isso, mas daqui quando eu tiver cinqüenta e tantos anos ...

            O senhor achava que Carlos Wilson emplacava o segundo turno?

                        Eu achava que ele iria ser prefeito.

            Como o senhor recebeu aquela denúncia do calote?

                        Com muita tristeza, fiquei muito abatido, porque a campanha estava indo muito bem, Carlos Wilson iria para o segundo turno e ganharia. Foi um divisor de águas, para mostrar se minha popularidade era por conta de Carlos Wilson. Não. Minha popularidade era independente. Logicamente, que perdeu um certo brilho por conta do que o Mané ia falar do candidato dele dando calote? Mas aí o Mané tinha uma luz própria. Mas não foi legal, não é? Inclusive foi um erro, na minha opinião, de Carlos Wilson com ele próprio. Do mesmo jeito que Roberto Magalhães lutou contra ele próprio agindo dessa forma que ele agiu, Carlos Wilson, fazendo isso, foi contra ele próprio.

Por quê?

Por conta dessa coisa de não se entender com esse povo que ele estava devendo, entendeu? E, no entanto, esse povo que ele estava devendo, que foi o pessoal da antiga P&R, que agora é Virtual, foi usado pelos oponentes. Eles souberam disso e... “Não, então, vamos derrubar o cara”. Mas aí quem ganhou foi... Quem levou a história foi...

Teve algum momento da campanha em que o senhor se emocionou e chorou?

Não. Sou muito emotivo, mas nada de... Choro muito, mas choro muito por carnaval, por alguém que morreu, por... Não choro por essas coisas não.

O que te rendeu de positivo nesse personagem “Mané da China”?

Rendeu fama e, de certa forma, capacidade de empreendimento artístico. As pessoas sabem que eu sou capaz de fazer aquilo, que eu tenho o poder de... As pessoas começaram a entender isso. E mais do que nunca, poder político, no sentido de que a arte não é uma... A arte pela arte, a arte  babaca. É uma arte engajada em alguma coisa. Dizer aquelas verdades. As pessoas respeitaram mais a arte. Saber que Walmir, aquele palhacinho... Tome cuidado com aquele palhacinho, que ele pode derrubar você. Respeitar mais os palhaços. Saber que palhaço não é um idiota que você dá um pirulito e ele sai... Ou toma o pirulito dele e ele chora. Não. Se bulir com um palhaço ele pode demolir um gigante. Acho que é  muito importante isso, a coisa do artista, do palhaço ser respeitado como poderoso nesse sentido. Não, o ‘cabra’ é pequenininho, mas ele tem poder. Me respeite. Respeito é bom e a gente gosta. Nós, artistas, queremos muito respeito.

Walmir, 43 anos já é avô?

Já sou avô e casado pela segunda vez. Do meu primeiro casamento tenho três filhos. Maíra, que é a mãe do meu neto. Ela canta no Nação Pernambuco e canta comigo no show do Véio Mangaba – que é mãe do Miguel. Tem Tainá, que é bailarina, dança no Nação Pernambuco e dança comigo, às vezes, no Véio Mangaba também. Tem Tendi, que tem 15 anos, que é ator. E atualmente estou casado com Maria Luciana, minha companheira atual.

Qual a origem desse sangue artístico na família?

Meu pai era um artista amador. Ele era engenheiro mecânico, e aposentou-se pela White Martins, na época, e, quando eu nasci, ele já era aposentado, e ele era mecânico, sempre tocou o clarinetezinho dele, mas amadoristicamente. Tive um irmão, do primeiro casamento de papai ... Dois irmãos. O mais velho era desaparecido político, Waldemir Chagas. Era engenheiro, jornalista e escultor. Amigo de Abelardo da Hora. E o outro, filho de papai também, foi jogador do Santa Cruz. Faleceu já. Morreu em 79. Foi jogador do Santa Cruz na década de 50. E do lado de mamãe, eu tive um irmão. Mamãe quando conheceu papai tinha dois filhos. Ela tinha vindo do interior de Canhotinho. E meu avô, pai de papai, era espanhol. Minha avó gostava de tocar uma rabequinha ;;; Mas tudo muito amador. E quem me levou muito para essa história da arte foi meu irmão. Meu irmão, filho da minha mãe, Luiz. Ele vivia andando pelo mundo, em circo, vivia a vida inteira assim. De vez em quando, aparecia lá em casa e me levava para os cantos. Papai dizia: “Cuidado. Você tem a vida perdida e quer perder a vida do menino também, não é?” Ele dizia: “Não, não, eu trago ele de volta”. Nas minhas férias eu ia muito para o interior, para os circos.

Já surgiu alguma oportunidade de sair do País para mostrar seu talento lá fora?

Já. Já tive oportunidade. Já viajei muito para o exterior. Na década de 80. Eu já visitei vários países. Já fiz excursões... A última grande viagem que eu fiz foi para a França. Conheço perto de umas 50 cidades na França. Bati a França inteira. Gosto muito do sul da França. O sul da França é belíssimo, mas adoro o Recife.

O que eu quis dizer foi o seguinte: ficar no eixo Rio-São Paulo, isso nunca lhe atraiu?

Não, não. Eu nunca quis não. Eu sempre quis batalhar pelas minhas coisas aqui. É uma luta muito inglória assim... Inglória, não é? Mas eu prefiro lutar pela minha terra mesmo.

Mas houve alguma oportunidade nesse sentido?

Eu já fui chamado, inclusive, para ver se me engajava em programas de humor na Globo e tal. Mas ficou aquela coisa, assim... Eu nem tomei uma atitude, nem tomaram, nem fui, aí ficou aquela coisa... Esfriou.


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19/04


2021

A dor da pandemia será lançado hoje em live

A dor da pandemia, meu sétimo livro, o primeiro 100% digital imposto pela crise sanitária que o mundo passa, será lançado logo mais, às 19h30, por meio de uma live pelo Instagram deste blog.

Participam os jornalistas José Nêumanne, do Estadão em São Paulo, e Paulo André Leitão, do Recife. O primeiro fez a apresentação da obra e o segundo, a edição. Prefaciador, o ex-ministro José Múcio Monteiro não poderá participar. A dor da pandemia reúne um conjunto de crônicas que produzi em um ano de dor e aflição em função do rastro de mortes pela covid-19.

Durante a live, com interação dos que estiverem acompanhando, ficará disponível o pix para compra do livro a um preço simbólico de apenas R$ 10. Se você já quiser comprar o seu, basta usar o pix 187870704-30. Tão logo chegue a mim o comprovante, remeterei a obra em PDF.

Se você quiser ajudar o blog, fique à vontade em relação ao valor. Como disse, os R$ 10 são simbólicos.


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