23/01


2021

Governo diz que Pfizer tenta desconstruir imunização no Brasil

Por meio de nota do Ministério da Saúde, o Governo Federal se pronunciou sobre a Pfizer, uma das empresas que produzem e comercializam vacinas contra a Covid-19. Em tom bastante crítico, o comunicado diz que “representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro”.

A nota também alega que a quantidade de vacinas ofertadas pela Pfizer para o primeiro trimestre são insuficientes. “Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil)”.

Leia a nota na íntegra:

O Governo Federal/Ministério da Saúde informa que recebeu, sim, a carta do CEO da Pfizer, assim como reuniu-se várias vezes com os seus representantes. Porém, apesar de todo o poder midiático promovido pelo laboratório, as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países. Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina. 

Entretanto, não somente a frustração que a empresa Pfizer causaria aos brasileiros, as cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra. Como exemplo, citamos cinco trechos das cláusulas do pré-contrato, que já foram amplamente divulgadas pela imprensa:

1) Que o Brasil renuncie à soberania de seus ativos nos exterior em benefício da Pfizer como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior;

2) O afastamento da jurisdição e das leis brasileiras com a instituição de convenção de arbitragem sob a égide das leis de Nova York, nos Estados Unidos;

3) Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil);

4) que havendo atraso na entrega, não haja penalização; e

5) Que seja assinado um termo de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais da vacina, isentando a Pfizer de qualquer responsabilidade civil por efeitos colaterais graves decorrentes do uso da vacina, indefinidamente.

Após o Governo Federal ter adquirido toda a produção inicial da vacina do Butantan (da Sinovac) - 46 milhões de doses -, com opção de compra de mais 54 milhões, ter recebido da Índia 2 milhões de doses da Astrazeneca / Oxford, com opção de importação de mais doses, além da produção dessa vacina pela Fiocruz de 100,4 milhões de doses no primeiro semestre e mais 110 milhões de doses no segundo semestre, considerando também a possibilidade de aquisição de 42,5 milhões de doses pelo mecanismo Covax Facility, representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro, que não aceitarão imposições de mercado - o que também não será aceito pelos brasileiros.

Em nenhum momento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde fechou as portas para a Pfizer. Em todas as tratativas, aguardamos um posicionamento diferente do laboratório, que contemple uma entrega viável e satisfatória, atendendo as estratégias do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, uma ação de valores mercadológicos e aplicação jurídica justa que atenda ambas as partes.

Além da Pfizer, com a qual o Governo Brasileiro continua em negociação, outros laboratórios já estão em fase avançada de negociações com o Brasil, dentro dos princípios e normas estabelecidas.

Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70°C e -80°C, prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses.

Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose - que ficaria a cargo do comprador.

Embora o laboratório tenha criado uma solução para a conservação das doses durante o transporte (uma caixa de isopor revestida por um papelão não impermeável, que nos foi apresentada ao final de novembro, naquela oportunidade com a informação de conservação por 15 dias) e tenha oferecido fazer a logística desde a chegada dos EUA até o ponto designado pelo Ministério da Saúde, junto ao CONASS e CONASEMS, a Pfizer não se responsabilizaria pela substituição do refil de gelo seco - que deverá ser reposto a cada cinco dias (informaram que a conservação seria de 30 dias no mês de dezembro). Nos contatos de agosto, setembro e outubro, não havia ainda nos sido apresentada a alternativa da caixa térmica.

Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato - conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro – e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ministério da Saúde


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Cabo 2021

Confira os últimos posts



27/02


2021

O carro do presidente

Da coluna de João Alberto 

O carro que o presidente Jair Bolsonaro tem usado é um Ford Fusion Hybrid, batizado de Fusion Presidencial, que pode ser visto na chegada dele para os encontros com apoiadores na porta do Palácio da Alvorada. 

Não se sabe, se com saída da Ford do Brasil o automóvel será mantido.


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27/02


2021

Belo Jardim paga folha e injeta R$ 8 mi na economia

A Prefeitura de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, pagou o salário de todos os servidores entre os dias 25 e 26 de fevereiro. Com a quitação salarial de todas as categorias, R$ 8.130.487,34 foram injetados na economia local.

Na última quinta-feira (25), o montante relativo ao pagamento dos servidores aposentados, incorporados ao Belo Jardim Prev, foi de R$ 2.230 milhões. Para servidores efetivos, houve a destinação de R$ 3.023.593,46. Já a sexta-feira (26) foi a data de pagamento dos comissionados (R$ 264.129,04); contratados (R$ 2.258.407,05); mandato eletivo (R$ 41 mil); Pensão Especial (R$ 3.300) e Assistência Social (R$ 310.057,79).

Para o prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela (DEM), essa é uma maneira de mostrar que a administração municipal está empenhada em honrar os compromissos firmados, além de buscar formas de quitar débitos gerados por gestões anteriores. “O pagamento da folha salarial é o resultado da busca pelo equilíbrio financeiro da gestão, da redução nos custos da prefeitura e secretarias e na aplicação das receitas de maneira responsável.  Com isso, o governo está conseguindo manter o ritmo de pagamento como prometido", afirma.

Ainda na visão do prefeito, a pontualidade no acerto salarial não dá apenas segurança aos profissionais de diversos setores da administração pública e suas respectivas famílias que dependem da renda, auxilia e dá suporte também ao fomento do comércio e setor de serviços da cidade.


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Banner Jaboatao 2021

27/02


2021

Nos primeiros clarins, há 8 anos fevereiro levou mamãe

Fevereiro é o segundo mês do ano pelo calendário gregoriano, décimo-segundo e último no calendário luni-solar romano. O fato de sua origem ser o último mês do ano faz com que tenha a duração de 28 dias, a não ser em anos bissextos, adicionados um dia. É o primeiro de cinco meses a ter menos de 31 dias, mas o único deles com duração inferior a 30 dias. Para nós, do tronco Martins, de mamãe Margarida, ventre com raízes fincadas na paraibana Monteiro, nove filhos concebidos pela graça do Espírito Santo e a vocação de touro reprodutor do meu papai Gastão, é um mês doloroso.

Faltando apenas um dia para se despedir do ano de 2013, há exatos 8 anos, fevereiro arrebatou com um sopro repentino a nossa luz materna. Levou mamãe quando os clarins do Galo anunciavam o Carnaval. De repente, mais que de repente, o mundo dos Martins se fez trevas, uma escuridão que parecia sem fim. 

Fevereiro vem do latim februarius, inspirado em Fébruo, deus da morte e da purificação na mitologia etrusca. Os melhores carnavais eu vivi em fevereiro, mês da alegria, das colombinas que viram paixões cegas. Não imaginava que fevereiro também viesse a ser o mês da maior tristeza que se apodera, como visgo, da alma, do espírito e do coração de um ser humano: a perda de uma mãe.

Quando se perde uma mãe o mundo desaba sobre as nossas cabeças. Abre-se um calendário com dias de saudade do amor ausente, cicatriz que nenhum tempo cura. Mães que partem vivem eternamente na saudade, presente na memória dos seus filhos. Veste-se um luto eterno. Para mim e todos os meus oito irmãos, mamãe era um riacho abundante de água. A sua morte secou o riacho. Deixou nosso mundo seco e deserto.

Muitas pessoas sonham em ver anjos. Fui um sortudo: nasci e fui criado por um anjo, sempre ao meu lado, me protegendo 24 horas. Meu anjo Margarida, não estava escrito nas estrelas, morreu no mesmo dia em que botou no mundo, há 55 anos, o seu filho caçula Gastão Filho. Desde então, a tristeza impede ele a comemorar com alegria e emoção o seu aniversário. 

Mãezona como era, se pudesse, teria deixado para se despedir do mundo no dia seguinte, para não contrariar o filho, nem deixá-lo abatido ao invés de alegre na data do seu niver.

A falta de mamãe aperta tanto o meu coração que a saudade escorre pelos olhos. Penso nela em silêncio e às vezes chego a chamar seu nome. Sua lembrança continua viva dentro de mim, eternizada em meu coração.


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27/02


2021

Kajuru pede impeachment de Alexandre de Moraes

O Antagonista

A determinação da prisão do deputado bolsonarista Daniel Silveira por Alexandre de Moraes — posteriormente referendada por unanimidade no plenário do STF e confirmada pelo plenário da Câmara — , levou o senador Jorge Kajuru (Cidadania) a apresentar um novo pedido de impeachment do ministro do STF.

No pedido, ao qual O Antagonista teve acesso, Kajuru diz entender que não houve por parte do deputado Daniel Silveira “ameaça”, e, sim, “exasperação, má-educação, grosseria, baixo nível”. Ainda na avaliação do senador, a prisão desrespeita a imunidade parlamentar prevista no artigo 53 da Constituição.

Kajuru escreveu no pedido:

“Não se pode admitir – e esta Casa não pode tolerar – que o Poder Judiciário use do seu poder de império, não para atender finalidade pública, mas como instrumento de mordaça, impedir críticas públicas, e exercer o direito de livre manifestação de pensamento e expressão.”

Kajuru, no documento, ainda cita o inquérito das fake news — aquele que censurou Crusoé e O Antagonista — e diz que Alexandre de Moraes se utiliza desse instrumento “para intimidar, ameaçar e violar os direitos e liberdades individuais de quem ousa se manifestar contra a Corte e seus membros”.

Para ser analisado no plenário do Senado, o pedido de impeachment precisa ser levado a sério pelo presidente, hoje Rodrigo Pacheco, que dificilmente o fará.


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Petrolina 2021

27/02


2021

Yves encontra governador e anuncia investimentos

Em sua primeira agenda oficial com o governador Paulo Câmara (PSB) após ser empossado no cargo de prefeito de Paulista pela terceira vez, Yves Ribeiro (MDB) anunciou investimentos em obras de infraestrutura urbana e ações nas áreas de saúde e educação em parceria com o governo estadual. O encontro ocorreu, ontem, no Palácio do Campo das Princesas.

Acompanhado do vice-prefeito, Dido Vieira (MDB), do secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Jorge Carreiro, e do secretário executivo de Gabinete, Marcos Eduardo, Yves apresentou ao governador reivindicações da gestão do município voltadas para obras de infraestrutura urbana, saúde e educação. O prefeito de Paulista destacou o recapeamento e construção da PE-22, integrando a PE- 01 (Avenida Tancredo Neves, no bairro de Jardim Paulista a Paratibe), a revitalização da ciclofaixa da PE-15 e a construção de canteiros paisagísticos nas rodovias estaduais do município. 

Já Paulo Câmara informou que já autorizou a execução da obra de pavimentação da PE-18, que liga Paratibe ao complexo industrial de Caetés 1, em Abreu Lima. Ainda de acordo com o governador, o Estado vai liberar R$ 800 mil para a Prefeitura de Paulista investir em obras de infraestrutura e mobilidade urbana. O recurso será aplicado para ligar a comunidade de Nossa Prata ao bairro de Maranguape 1 e servirá também para a requalificação de toda iluminação pública da PE-15.

O prefeito emedebista revelou que serão firmadas parcerias entre as duas esferas de governo para a ampliação da rede escolar, com a implantação de escolas em período integral, assim como na construção de uma UPA na região das praias. "Vamos espalhar obras públicas por todos os recantos da cidade e desenvolver ações de fortalecimento da cidadania, ouvindo sempre o povo nas ruas", afirmou Yves.


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Serra Talhada 2021

27/02


2021

Os verdadeiros heróis e a importância dos exemplos

Por Carlos Roberto Martins Rodrigues Sobrinho*

Por princípio, o idealismo está ligado ao conservadorismo, como o exemplo do nazismo e o idealismo alemão. Ao contrário, as ações empíricas relacionam-se à filosofia liberal, de Hume e outros. Já o tradicionalismo de Bolsonaro e Trump apoia-se na desconstrução, sem idealismo ou liberalismo. 

Talvez isso explique, ao menos em parte, o que vivemos. De certo, estamos num tempo sem lideranças e relações práticas entre filosofia e política, tão importantes na busca da felicidade em sociedades mais evoluídas. Os mais de 30% que apoiam o Bolsonaro sempre existiram, são eles que têm saudade da glória dos que servem ao rei, é de um saudosismo tolo e infantil. Versam sobre o mantra dos justiceiros, bem próprio dos egoístas, dos que temem o debate, daqueles que tem certeza de quase tudo. Aliás, esses são ingredientes fundamentais aos movimentos de massificação e manipulação. 

Nas últimas décadas, o Brasil do futuro amparou-se na lógica dos economistas financistas, influência inequívoca do mercado e da sociedade de consumo. Sou do tempo que não podíamos questionar axiomas, como o que a responsabilidade fiscal propiciaria o “welfare state”. Infelizmente o estado de bem estar social não aconteceu, ou melhor, ainda não vem acontecendo. O mundo expandiu as desigualdades e os conflitos. 

A melhoria da saúde e da felicidade tem relação evidente com a redução de desigualdades. No Brasil, caminhamos a meu ver, para um estado mais rico e com maior concentração de renda, e para um povo mais pobre. O desafio é secular. O Brasil está sem projeto nas suas áreas mais prioritárias. Não qualquer exemplo de iniciativa para a mudança do modelo de desenvolvimento, prioritariamente, capaz de reverter a desigualdade entre as regiões do Brasil. Trata-se de um processo político, quanto as definições de investimentos, na qualificação das desonerações fiscais e de transformar as escolhas acertadas em orçamento real. 

Várias demandas precisam ser solucionadas. Entre elas, estão a de reduzir indicadores básicos como os da violência, que guardam relação direta com o desenvolvimento sustentável e com a desigualdade, e principalmente, dar equidade ao desenvolvimento das regiões econômicas e da saúde. O Ceará do futuro tem que ser agora, justamente diante da maior crise social do século. O Ceará do futuro precisa ser um país, e rever seus mecanismos de representação social e política. 

Precisamos, também, combater com coragem e determinação essa massificação do pensamento, que tem por estratégia a escolha dos culpados, fazendo parecer aos desavisados e decepcionados, que uma infantil volta ao passado, ao tempo da separação dos alunos nas salas de aula, ao preconceito com os homossexuais e, principalmente, a proibição da cultura e identidade da nossa sociedade. São esses os ingredientes do pensamento de boiada. Em fim, desejam o retorno de uma sociedade estática, em geral, com valores moralistas e hipocritas. Guardam sim um saudosismo dos anos da ditadura, que insistem não ter existido. É um tipo de vontade óbvia de  recuperar a proteção dos escolhidos e protegidos, e a perseguição daqueles que não toleram a desigualdade social e os preconceitos. Refiro me ao patrimonialismo brasileiro. 

Porém, não sou um pessimista, nem faço parte dos que acreditam que tudo piorou. Pois, não conseguirão, simplesmente por não silenciarmos. Opto por ser um otimista realista, por ser um liberal, principalmente no julgamento aos hábitos e costumes, e ainda, por convicção dos males que a falta de humildade proporciona a humanidade, por causar prejuízos ao espírito e à possibilidade de colaboração com o desenvolvimento intuitivo, tão importante na história de nossa sociedade. 

Perdoem-me pelo meu modo sem jeito de analisar a nossa realidade. O faço para combater a apatia, e principalmente, o autoritarismo e a dificuldade de aceitar as mudanças, ou mesmo as críticas. 

Acredito que estamos num momento de ruptura, para fazer o amanhã mais harmônico. Entre várias ações, um bom começo seria mudar nossos mitos, reconhecer e enaltecer heróis como  Carlos Chagas, Machado de Assis, José de Alencar, Rodolfo Teófilo, dentre outros. São eles os exemplos de doação, dedicação, altruísmo e coragem, valores essenciais para uma sociedade com mais equidade e justiça. São eles os verdadeiros ídolos que governam nossas vidas, pelos exemplos  de vida. 

Enfim, não precisamos usar ou manchar a bandeira de sangue, nem tampouco exaltar um positivismo nacionalista e excludente. A bandeira significa pouco, mas os valores exprimem muito de uma sociedade!!!

*Médico e secretário de Saúde do Ceará


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Para esse senhor, bom mesmo foi o período dos ladrões que, após a intervenção militar, ficaram mais de trinta anos no poder e só fizeram dá proteção e direitos a bandidos e saquear o Brasil. Um hipócrita e esquerdista caviar.


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27/02


2021

Jarbas recebe vacina contra a Covid-19

O senador Jarbas Vasconcelos (MDB-PE), 78 anos, tomou a primeira dose da vacina contra o novo coronavírus, hoje, em um posto drive-thru no Recife. Ele divulgou o momento da imunização em sua conta oficial no Instagram e aproveitou para defender a ciência e a vacinação.

"Após me cadastrar e aguardar o agendamento por parte da Prefeitura do Recife, recebi, neste sábado, a primeira dose da vacina contra a Covid-19. Um momento de muita alegria e de reconhecimento a todos os envolvidos nessa verdadeira luta que estamos travando contra a pandemia. Sigo confiando na ciência e adotando todos os protocolos de saúde que continuam sendo importantes e necessários. Que todos possam se vacinar também o mais breve possível!", escreveu.


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Jornao O Poder

27/02


2021

O homem que amava livros e poesia

Por Antônio Campos*

Um dos grandes vultos da cultura brasileira do século XX, Edson Nery da Fonseca inovou no campo da biblioteconomia. Criou técnica de arquivos e de preservação de livros e documentos. Neste ano, em dezembro, será o centenário de nascimento do ilustre pernambucano de Recife. 

A Fundação Joaquim Nabuco já iniciou  os preparativos para marcar essa importante data. Em 23 de abril, Dia Nacional do Livro,  Edson Nery será celebrado. E lembrado não só como bibliógrafo, bibliotecário, historiador, intérprete e crítico literário. Atividades que exercia com tamanha qualidade que, já aos 20 anos incompletos, era elogiado por Álvaro Lins. E visto com Gilberto Freyre a realizar pesquisas em arquivos da Câmara Federal. 

Não podermos esquecer do legado que nos deixou com o seu pioneirismo metodológico na Biblioteca Nacional, de Brasília, a que tive a oportunidade de visitar há poucos dias. Nessa biblioteca, que continua sendo uma referência pelo tratamento arquivistico e catalogação do acervo, Edson Nery deixaria a marca de sua competência inovadora. 

Importante destacar nas celebrações a  sua participação, durante décadas, no Seminário de Tropicologia, quando era presidido por Gilberto Freyre, na Fundaj,  instituição a que tenho a honra de presidir. Na Fundação, Edson Nery tornou-se um dos mais próximos colaboradores, em pesquisas, do autor de 'Casa Grande & Senzala", ao lado de Gilberto Osório de Andrade, Estevão Pinto, Renê Ribeiro, Maria Graziela Peregrino, Clovis Cavalcanti, Paulo Rosas, Frederico Pernambucano, Mário Souto Maior, Waldemar Valente, Maria do Carmo Tavares de Miranda e Fátima Quintas.  

Na celebração de seu centenário, no dia 23 de abril, farei uma palestra pelo canal da Fundaj, no YouTube. Abordarei o tema "O livro na era digital, o suporte material dos textos e as variadas formas de ler em época de aceleração digital." Vou lembrar o quanto foi gratificante, para mim, a oportunidade que tive de produzir um CD com a voz de Edson Nery. Ele que foi um dos nossos grandes intérpretes e declamadores da poesia de Manuel Bandeira. 

Para ser mais preciso, não só de Bandeira, o seu preferido a vida inteira, mas dos poetas do seu íntimo miradouro. Vou reeditar esse CD, pela importância histórica e afetiva que ele enseja. Edson Ney tinha o que Rolland Barthes no seu monumental "A Aventura Semiológica", chama de Ethè, os atributos do orador, os traços fundamentais de quem fala. Possuía o dom da voz e a  imponência corpórea. Era prazeroso escutar Edson declamar Bandeira.  

Além de ter sido o mais importante e conceituado mestre na sua especialidade,ele próprio se dizia bibliófilo e “bibliósofo”, "Bibliósofo”, como o chamava seu amigo Antônio Houaiss, que não se cansava de convidá-lo para, ambos, realizarem grandes projetos. 

Na sua casa olindense, a 20 metros do Mosteiro de São Bento, nas visitas que fiz vi de perto os 595 volumes sobre o sociólogo Gilberto Freyre, de quem Nery foi amigo por 47 anos. Tornou-se o maior conhecedor, no campo da bibliografia, assim como biógrafo do Mestre de Apipucos.

A historiadora Maria Lúcia Garcia Pallares-Burke, curadora da homenagem a Gilberto Freyre na Festa Literária Internacional de Paraty de 2010 e autora da biografia "Gilberto Freyre: Um Vitoriano dos Trópicos", confirma Edson Nery como o maior conhecedor da obra de Freyre: “Penso que não há exagero em dizer que ele conhece praticamente todos os livros, artigos, opúsculos que Freyre escreveu, assim como muito do que foi escrito sobre sua obra”. Antes de Maria Lúcia, Otto Maria Carpeaux, de quem Edson era amigo, já dizia isso, juntando-se as vozes de Eduardo Portela e Vamireh Chacon, outros grandes leitores de Edson e pesquisadores da obra de Gilberto.  

A Fliiporto, por minha iniciativa, em 2013, foi dedicada à sua vida e à sua obra. Recordo a alegria que Edson Nery teve ao ser aplaudido por milhares de pessoas. Saiu do leito de enfermo, fez questão de estar presente, assistido por dois enfermeiros. O acompanhei nesse trajeto. Não, queria perder a oportunidade de estar perto da multidão que o aplaudia de pé.  

Não sei qual das vozes mais cheias de emoções e fervor, a do numeroso público ou a dele. A Fliporto engrandeceu-se naquela noite, no Pátio do Carmo. Podíamos ouvir, ao longe, os sinos da Abadia do Mosteiro de São Bento, quando da entrada de Edson no palco monumental do evento.  

Ao voltar para a casa, Edson teria visto pela janela do carro, que o conduzira em marcha lenta, a cidade que tanto amou. A Olinda das ladeiras, do casario e quintais ensolarados, das sete colinas onde o ar se faz mais fino, das igrejas e seus sinos seculares, das procissões centenárias, das ladainhas e orações da gente simples, do seu querer bem aos livros e aos seus gatos de estimação. Um amor que não consentia extinção.  

*Advogado, escritor, membro da Academia Pernambucana de Letra e presidente da Fundação Joaquim Nabuco


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

27/02


2021

A dor que vai virar posteridade

Esta foto, enviada, há pouco, pelo meu amigo Donizete Arruda, craque da Imprensa cearense, tocou profundamente o meu coração, rasgou minha alma por dentro e por fora. Vai entrar para a história da mídia brasileira: mostra jornalistas exibindo a última edição impressa do Diário do Nordeste, o maior jornal do Ceará, que a partir da segunda-feira, 1°, vira 100% digital.

Embora pioneiro no Nordeste na ferramenta digital do jornalismo, sou filho do papel. E por isso, choro. Aprendi a fazer notícias e gerar manchetes, logo cedo, imberbe, num papel exalando cheiro de tinta. Meu ouvido ficou viciado no barulho das rotativas impressoras. O jornal foi companheiro de todas as horas, começando pelo café da manhã.

Joaquim Nabuco dizia que atrás do jornal não vemos os escritores, compondo a sós o seu artigo. Vemos as massas que o vão ler e que, por compartilhar dessa ilusão, o repetirão como se fosse o seu próprio oráculo.

Jornais foram criados para excitar a curiosidade. 

Jornal já serviu até para anunciar o amor. "Pensei em colocar um anúncio no jornal pra todo mundo ficar sabendo o quanto eu amo você", já li num velho matutino. Eu sou como um jornal: tenho meus dias, meus meses, meus anos, sejam eles bons ou ruins.

Trago sempre comigo notícias, sejam elas de inverno ou jardim. Anuncio um mês e um ciclo, sou também preto e branco quando me dão liberdade. 

Alguém me dê uma notícia que não esteja no jornal. Saudoso, compartilho da dor dos colegas cearenses. Um bom jornal é uma Nação falando consigo mesma.

Esta foto é a minha dor e de tantos companheiros estampada no jornal da história. Jornal inspirou até os poetas: A vida é vã, banalidade... É como jornal de hoje, amanhã será papel de embrulho. 

A vida não é como um jornal, que pode ter uma edição do amanhã. Ler jornal, já ouvi, é o melhor remédio para se reinventar. Dou uma rápida leitura no jornal e tiro duas frases que podem me dar muitos dias de reflexão e assunto para muitos textos.

O último Diário do Nordeste é a foto drumoniana na parede. Dói muito.


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27/02


2021

Pousadas de Noronha lançam site para reservas

Um lugar de beleza estonteante, cercado de natureza, águas mornas cristalinas e espetaculares cenários naturais, um paraíso. Assim é a Ilha de Fernando de Noronha, em Pernambuco. A experiência de conhecer um dos melhores destinos do Brasil pode ficar ainda melhor se for aliada à exclusividade de uma hospedagem impecável.

Buscando reunir tudo isso em apenas um clique, a Associação de Pousadas de Fernando de Noronha (APFN) criou um site (www.apfn.com.br), onde é possível fazer reservas, diretamente, em uma das suas 25 pousadas associadas. Ao utilizar o site da associação para fazer sua reserva, o turista também tem a garantia de fazer uma hospedagem segura, evitando os transtornos comuns que acontecem nas pousadas que funcionam de forma irregular e clandestina, amplamente ofertada pelos canais digitais, que não se responsabilizam por eventuais problemas com o estabelecimento.

“Resolvemos criar nossa própria plataforma de vendas para proporcionar aos nossos clientes um canal direto com cada uma das pousadas e nos aproximar dos clientes para poder atender todas as expectativas e estreitar o contato com nossos turista, transformando uma hospedagem em uma experiência. Queremos conhecer de perto nossos clientes para minimizar essa “digitalização” no atendimento, que tanto tem afastado as pessoas. É muito bom saber o que cada cliente pensa”, diz Adriana Flor, presidente da APFN. 

Para fazer a reserva é bem simples. Basta acessar o site da associação, preencher o check-in e check-out, quantidade de adultos e crianças e escolher uma pousada. Pronto. Você será direcionado para a página de reservas da pousada escolhida. Fácil, ágil e seguro.

“Fizemos um site para que as pessoas tenham segurança e praticidade na hora de fazer sua reserva. Além dos detalhes da hospedagem, o site reúne outras informações para os turistas. É rápido, pratico e seguro”, comenta Juliana Paraíso, desenvolvedora do site. No site também estão disponíveis informações sobre o arquipélago, a associação e as pousadas.

A Ilha de Fernando de Noronha é reconhecida pelas suas praias pouco urbanizadas e por atividades como o mergulho, onde é possível nadar em um aquário natural de águas quentes e cristalinas. Outras informações sobre a associação, as pousadas e as belezas de Fernando de Noronha estão disponíveis no site www.apfn.com.br e no perfil @apfnoronha.


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