Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

28/11


2020

Marília encerra campanha confiante

No último dia de campanha deste segundo turno, a candidata a prefeita do Recife pelo PT, Marília Arraes, não parou um só momento. Com uma agenda intensa durante o dia todo, ela esteve, durante a tarde e a noite, em localidades diversas: Afogados, Vila São Miguel, San Martin, Córrego do Zé Grande, Alto José Bonifácio, Córrego do Tiro, Morro da Conceição e Alto José do Pinho.

Duas minicarreatas fecharam a campanha da petista. "Hoje foi um dia emocionante. Um dia que a gente só comprovou que os recifenses querem mudança, querem o nosso partido de volta", declarou.

Nas carreatas da tarde, Marília esteve acompanhada do prefeito reeleito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira, e da vereadora Aline Mariano. "Amanhã será um dia muito importante na história da cidade. Estamos muito confiantes e, tenho certeza, que os recifenses também estão", disse a petista.


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O Jornal do Poder

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23/01


2021

Nova edição da Veja SP reforça estereótipos sobre Nordeste

Houldine Nascimento, da equipe do blog

A nova edição da revista Veja São Paulo, que comemora os 467 anos da cidade, faz diversas referências ao Nordeste, a ponto de definir a Terra da Garoa como "a capital do Nordeste". A capa traz seis nomes nordestinos com destaque em áreas variadas e ao fundo e no centro mandacarus, plantas típicas do Sertão.

Para além da arbitrariedade e prepotência na hora de intitular a cidade paulista como "capital do Nordeste" e na direção de arte reducionista, a matéria de capa traz um conteúdo que reforça estereótipos atribuídos a nordestinos: "Não é mais com calos nas mãos e sacos de cimento nas costas que muitos migrantes nordestinos constroem uma nova São Paulo."

Outro aspecto é que a Veja atribui o sucesso dos seis personagens selecionados à chegada a São Paulo. Um exemplo se dá ao descrever a trajetória do ator pernambucano Thomás Aquino, de filmes como "Tatuagem" e "Bacurau", ambos produzidos em Pernambuco. "Foi depois de se mudar para São Paulo, em 2016, que o ator recifense Thomás Aquino, 34, acabou escalado para seu papel de maior projeção: o Pacote do filme Bacurau, vencedor do prêmio do júri de Cannes em 2019", afirma um trecho da matéria.

Por esse e outros motivos, a Veja São Paulo foi alvo de diversas críticas nas redes sociais. Parece óbvio, mas torna-se importante reforçar à revista que, como toda região, existe pluralidade no Nordeste.


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Abreu no Zap

23/01


2021

Comerciantes lutam para manter Parque da Macaxeira aberto

Comerciantes dos quiosques e do comércio informal do Parque Urbano da Macaxeira, no Recife, se mobilizaram, ontem, na distribuição de máscaras e em outras ações de conscientização direcionadas aos que frequentam o espaço. A medida preventiva ocorre para que não haja o fechamento do local, uma vez que os trabalhadores dependem do funcionamento para garantir a própria subsistência.

O representante dos comerciantes dos quiosques e dos trabalhadores informais, Fabiano Silva, liderou a iniciativa. Ele pede que o Governo de Pernambuco se engaje em novas medidas que conscientizem o público.

“Gostaríamos que essa ação chegasse ao conhecimento do secretário de Turismo do Estado, Rodrigo Novaes, e ao secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, para que ocorram mais ações de conscientização por parte do Governo, evitando, assim, o fechamento do Parque Urbano da Macaxeira e dos demais parques de Pernambuco. Isso seria um desastre econômico e prejudicaria a saúde de todos os que frequentam os parques”, solicitou.


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23/01


2021

Governo diz que Pfizer tenta desconstruir imunização no Brasil

Por meio de nota do Ministério da Saúde, o Governo Federal se pronunciou sobre a Pfizer, uma das empresas que produzem e comercializam vacinas contra a Covid-19. Em tom bastante crítico, o comunicado diz que “representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro”.

A nota também alega que a quantidade de vacinas ofertadas pela Pfizer para o primeiro trimestre são insuficientes. “Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil)”.

Leia a nota na íntegra:

O Governo Federal/Ministério da Saúde informa que recebeu, sim, a carta do CEO da Pfizer, assim como reuniu-se várias vezes com os seus representantes. Porém, apesar de todo o poder midiático promovido pelo laboratório, as doses iniciais oferecidas ao Brasil seriam mais uma conquista de marketing, branding e growth para a produtora de vacina, como já vem acontecendo em outros países. Já para o Brasil, causaria frustração em todos os brasileiros, pois teríamos, com poucas doses, que escolher, num país continental com mais de 212 milhões de habitantes, quem seriam os eleitos a receberem a vacina. 

Entretanto, não somente a frustração que a empresa Pfizer causaria aos brasileiros, as cláusulas leoninas e abusivas que foram estabelecidas pelo laboratório criam uma barreira de negociação e compra. Como exemplo, citamos cinco trechos das cláusulas do pré-contrato, que já foram amplamente divulgadas pela imprensa:

1) Que o Brasil renuncie à soberania de seus ativos nos exterior em benefício da Pfizer como garantia de pagamento, bem como constitua um fundo garantidor com valores depositados em uma conta no exterior;

2) O afastamento da jurisdição e das leis brasileiras com a instituição de convenção de arbitragem sob a égide das leis de Nova York, nos Estados Unidos;

3) Que o primeiro e segundo lotes de vacinas seja de 500 mil doses e o terceiro de um milhão, totalizando 2 milhões no primeiro trimestre, com possibilidade de atraso na entrega (número considerado insuficiente pelo Brasil);

4) que havendo atraso na entrega, não haja penalização; e

5) Que seja assinado um termo de responsabilidade por eventuais efeitos colaterais da vacina, isentando a Pfizer de qualquer responsabilidade civil por efeitos colaterais graves decorrentes do uso da vacina, indefinidamente.

Após o Governo Federal ter adquirido toda a produção inicial da vacina do Butantan (da Sinovac) - 46 milhões de doses -, com opção de compra de mais 54 milhões, ter recebido da Índia 2 milhões de doses da Astrazeneca / Oxford, com opção de importação de mais doses, além da produção dessa vacina pela Fiocruz de 100,4 milhões de doses no primeiro semestre e mais 110 milhões de doses no segundo semestre, considerando também a possibilidade de aquisição de 42,5 milhões de doses pelo mecanismo Covax Facility, representantes da Pfizer tentam desconstruir um trabalho de imunização que já está acontecendo em todo o País. Criando situações constrangedoras para o Governo Brasileiro, que não aceitarão imposições de mercado - o que também não será aceito pelos brasileiros.

Em nenhum momento, o Governo Federal, por meio do Ministério da Saúde fechou as portas para a Pfizer. Em todas as tratativas, aguardamos um posicionamento diferente do laboratório, que contemple uma entrega viável e satisfatória, atendendo as estratégias do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19, uma ação de valores mercadológicos e aplicação jurídica justa que atenda ambas as partes.

Além da Pfizer, com a qual o Governo Brasileiro continua em negociação, outros laboratórios já estão em fase avançada de negociações com o Brasil, dentro dos princípios e normas estabelecidas.

Merece destaque o fato de que, além dos aspectos já citados, é a única vacina que precisa ser armazenada e transportada entre -70°C e -80°C, prevendo um intervalo de três semanas entre primeira e segunda doses.

Além disso, o laboratório não disponibiliza o diluente para cada dose - que ficaria a cargo do comprador.

Embora o laboratório tenha criado uma solução para a conservação das doses durante o transporte (uma caixa de isopor revestida por um papelão não impermeável, que nos foi apresentada ao final de novembro, naquela oportunidade com a informação de conservação por 15 dias) e tenha oferecido fazer a logística desde a chegada dos EUA até o ponto designado pelo Ministério da Saúde, junto ao CONASS e CONASEMS, a Pfizer não se responsabilizaria pela substituição do refil de gelo seco - que deverá ser reposto a cada cinco dias (informaram que a conservação seria de 30 dias no mês de dezembro). Nos contatos de agosto, setembro e outubro, não havia ainda nos sido apresentada a alternativa da caixa térmica.

Além disso, a Pfizer ainda não apresentou sequer a minuta do seu contrato - conforme solicitado em oportunidades anteriores e, em particular na reunião ocorrida na manhã de 19 de janeiro – e tampouco tem uma data de previsão de protocolo da solicitação de autorização para uso emergencial ou mesmo o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Ministério da Saúde


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23/01


2021

Josafá quer São Caetano como Capital da Moda Infantil

O prefeito recém empossado de São Caetano, Josafá Almeida (PSL), reiterou o projeto de transformar a cidade em “Capital da Moda Infantil”. A declaração ocorreu em entrevista ao Blog do Alberes Xavier. “Somos hoje o maior produtor de roupa infantil do Nordeste e vamos transformar São Caetano na Capital da Moda Infantil”, assegurou.

Almeida também falou sobre a vitória obtida contra o prefeito antecessor, Jadiel Braga (PSD), líder de um grupo político que administrou a Prefeitura por 24 anos. “Conseguimos desmontar um processo em São Caetano que já vinha com 24 anos no poder. Conseguimos ter o maior número de votos já registrados na política de São Caetano e impomos a maior frente de votos na história política da cidade. Isso nos dá uma responsabilidade muito grande”, disse.

Antes mesmo de ser empossado, Josafá já esteve em Brasília buscando recursos e investimentos para o município. Na oportunidade, o prefeito destacou diversas recursos já conquistados. Na entrevista, ele aproveitou para agradecer ao deputado federal Fernando Rodolfo (PL).

“É um parceiro da gente, esteve presente em todos os momentos de nossa campanha. Fernando tem sido extraordinário no atendimento a gente aqui em Brasília. Ele já destinou R$ 2 milhões de emenda parlamentar para o nosso Polo de Confecções e não vai parar só nisso: já tem uma promessa de uma retroescavadeira e de uma caçamba”, declarou Josafá.


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Banco de Alimentos

23/01


2021

Gestão exitosa credencia Miguel para Governo de PE

Por Diego Lagedo*

O desempenho que o prefeito de Petrolina Miguel Coelho (MDB) está alcançando à frente da cidade o gabarita para disputar a eleição de governador de Pernambuco em 2022.

Na disputa pela reeleição em 2020, Miguel Coelho teve a maior votação proporcional do Nordeste dentre as cidades com mais de cem mil habitantes, alcançando 76% dos votos. Para se ter uma dimensão do feito, nenhum prefeito foi eleito com mais de 70% dos votos em cidades com mais de cem mil habitantes no Nordeste.

Isso se deve ao fato de que Petrolina virou um verdadeiro canteiro de obras na gestão de Miguel. A cidade se tornou um vetor político em Pernambuco para atração de investimentos do Governo Federal e da iniciativa privada. A título de comparação, em quatro anos, Petrolina recebeu mais que o dobro de investimentos públicos que nos últimos oito anos da gestão anterior. Isso se deve à influência nacional que a família Coelho de Petrolina possui.

Uma grande marca da gestão de Miguel está sendo o desenvolvimento da infraestrutura do município. O prefeito já pavimentou 900 ruas, duplicou três avenidas e está construindo um viaduto. Além disso, através de sua influência com o Governo Bolsonaro, uma rodovia que dá acesso à cidade está sendo duplicada.

No âmbito da saúde, Petrolina construiu a sua primeira maternidade municipal, o Centro da Mulher e 19 postos de saúde. Além disso, apresentou o melhor desempenho no combate à Covid-19 dentre as maiores cidades do Nordeste, tendo em vista que teve a menor mortalidade por Coronavírus até o momento.

Já no campo da educação, a cidade passou a ter cinco novas escolas em tempo integral, seis novas creches de alto padrão e alcançou a melhor nota no IDEB dentre as maiores cidades do Nordeste. Além disso, recebeu o Prêmio Prefeito Amigo da Criança e o selo Unicef.

Miguel Coelho também tem investido em métodos modernos de gestão pública. Através de Parceria Público Privada para o saneamento e água, ele pretende tirar a Compesa do município, que apresenta um distribuição hídrica insatisfatória. Outra grande PPP irá implantar lâmpadas de LED em todo o município.

Tudo isso fez com que Petrolina se tornasse a segunda cidade de Pernambuco em geração de empregos, atrás apenas do Recife, que tem seis vezes mais moradores.

Com essa gestão exitosa e uma grande capacidade de articulação, Miguel Coelho está gabaritado para disputar o Governo de Pernambuco em 2022, com um projeto que faz contraponto à ineficiência do PSB no estado.

*Historiador, pós-graduado em Gestão Pública e graduando em Direito. Foi consultor da Unesco e é fundador do site Pernambuco em Pauta.


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Comentários

gilson

O filhinho do líder do Bolzo no Senador, que está ajudando a destruir o Brasil, SONHAR não custa nada, como o Pai Senador SONHOU até hoje, o pai um grande traíra, pulou de galho em galho em partidos, começou na ARENA, depois serviu LULA, DILMA, TEMER, E agora o BOZO, ou seja, a quem está no poder de plantão.



23/01


2021

Flagrado em bar, vereador responde a processos por dirigir bêbado

EXCLUSIVO

O vice-presidente da Câmara Municipal de Paulista, Antônio Filgueira Galvão Filho, conhecido como Camelo do Seguro (PSB), responde a dois processos criminais por dirigir alcoolizado, conforme apuração do Blog. Uma das infrações ocorreu no município em que o vereador atua e foi levada à Justiça em 2013. A outra ação penal se refere a novo ilícito, desta vez cometido em Caruaru, e tramita na Quarta Vara Criminal caruaruense desde 2019.

O vereador foi visto bebendo em um bar de Igarassu, na última quinta-feira (21). Na ocasião, ele ofendeu algumas pessoas que estavam presentes. A Polícia Militar chegou a ser acionada. As imagens viralizaram na internet.


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Jornao O Poder

23/01


2021

Joel da Harpa testa positivo para Covid-19

O deputado estadual Joel da Harpa (PP) informa que testou positivo para o novo coronavírus. Ele já iniciou tratamento e começou o isolamento em casa. O parlamentar tem quadro clínico estável, mas revela que vem sentindo muitas dores.

Joel alerta sobre a importância do distanciamento social, como a medida mais importante e eficaz, e pediu orações pelo restabelecimento de sua saúde. “Estou bem até o momento e peço a todos orações. Cumprirei minha agenda de forma remota nos próximos dias, seguindo as instruções médicas", afirma.


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23/01


2021

PGR pede ao STF abertura de inquérito contra Pazuello

Do Estadão

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu neste sábado (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de um inquérito contra o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para apurar se houve omissão no enfrentamento da crise provocada pela falta de oxigênio para pacientes com covid-19 em Manaus (AM). Neste mês, dezenas de pacientes morreram devido à falta de abastecimento do gás medicinal na região, diante do aumento vertiginoso no número de casos e internações.

O pedido de Aras é uma resposta à representação feita por partidos políticos, que acionaram a PGR sob a alegação de que Pazuello e seus auxiliares têm adotado uma “conduta omissiva”. Ao longo dos últimos dias, a pressão de parlamentares e da opinião pública cresceu sobre a PGR.

Ao comunicar a abertura de inquérito, Aras considera “possível intempestividade” nas ações de Pazuello, indicando que o ministro da Saúde pode ter demorado a reagir à crise em Manaus. O próprio governo já admitiu ao STF que a pasta sabia desde 8 de janeiro que havia escassez de oxigênio para os pacientes em Manaus, uma semana antes do colapso.

O Ministério da Saúde, no entanto, iniciou a entrega de oxigênio apenas em 12 de janeiro, segundo as informações prestadas. A PGR menciona ainda que a pasta informou ter distribuído 120 mil unidades de hidroxicloroquina para tratamento da covid-19 no dia 14 de janeiro, às vésperas do colapso. O medicamento não tem eficácia comprovada contra a doença. Após o estouro da crise e declaração da própria Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a inexistência de tratamento comprovado contra a covid-19, Pazuello passou a negar que tenha recomendado a cloroquina para combater a enfermidade.

Aras considerou os fatos “gravíssimos”. De acordo com a Procuradoria, o ministro da Saúde pode responder pelos fatos nas esferas cível, administrativa e criminal, caso seja comprovada sua omissão na crise em Manaus. “Considerando que a possível intempestividade nas ações do representado (Pazuello), o qual tinha dever legal e possibilidade de agir para mitigar os resultados, pode caracterizar omissão passível de responsabilização cível, administrativa e/ou criminal, impõe-se o aprofundamento das investigações a fim de se obter elementos informativos robustos para a deflagração de eventual ação judicial”, afirmou o procurador-geral.

“Tais fatos são potencialmente lesivos e ocorreram no exercício de cargo público, dado que, em tese, praticados pelo Ministro de Estado da Saúde, Eduardo Pazuello, o que justifica a competência do Supremo Tribunal Federal para apreciar o presente requerimento”, observou Aras.

As também apontou que, mesmo com o aumento do número de casos de covid-19 na semana do Natal, o governo enviou representantes a Manaus “apenas em 3 de janeiro, uma semana depois de ter tomado conhecimento da situação calamitosa em que se encontrava aquela capital”.

A PGR quer que Pazuello preste depoimento para apresentar explicações sobre a sua atuação. Aras também enviou os autos à Polícia Federal para “adoção das medidas investigativas cabíveis”.

Na última quinta-feira (21), Aras se reuniu com Pazuello para tratar da atuação da pasta no enfrentamento da pandemia. O ministro foi à audiência acompanhado de assessores das áreas técnica e jurídica do ministério, mas as informações prestadas foram insuficientes.

Cobrança. Considerado um aliado do Palácio do Planalto, Aras vinha sofrendo pressão, tanto interna quanto externa, para adotar medidas de investigação contra o governo federal. No último sábado, o procurador-geral da República pediu abertura de inquérito no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para apurar eventual omissão do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e da prefeitura de Manaus no enfrentamento da pandemia de covid-19, especialmente no fornecimento de oxigênio.

Na ocasião, Aras também solicitou informações a Pazuello, a respeito do cumprimento das medidas que são de competência da pasta – mas só agora o procurador-geral da República pediu uma investigação sobre o titular da Saúde.

Procurado pela reportagem, o Ministério da Saúde ainda não se manifestou.

Esta é a terceira vez que a PGR, sob a gestão de Aras, pede a abertura de um inquérito contra um ministro do governo Bolsonaro. Antes, a PGR já havia pedido abertura de inquérito contra o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, por crime de racismo contra chineses, e contra o atual titular da pasta, Milton Ribeiro, por homofobia.

Em entrevista ao Estadão, Ribeiro atribuiu a homossexualidade de jovens a “famílias desajustadas”.


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23/01


2021

Uma nação acéfala

Por Weiller Diniz*

O isolamento do capitão vai se adensando. O impeachment voltou a ser reverberado, reacendeu manifestações e afinou as panelas. Os desastres em todas as áreas vão empilhando derrotas ao governo. As apostas de Bolsonaro, internas e externas, malograram. Seus comparsas da direita perderam as eleições pelo mundo, no pleito municipal em 2020 o capitão foi o grande derrotado, a economia está destruída e Bolsonaro acaba de intubar seu maior fiasco na guerra das vacinas.

Perdeu no tom, no marketing, na estratégia ideologizada, no timing e na condução da crise, onde se esmerou em sabotar a ciência e debochar das milhares de mortes. Com gabinete do ódio, impulsionamentos em redes sociais, mentiras e bravatas de ruptura, o ajuntamento governamental não consegue mais camuflar a inépcia generalizada, responsável pela necrópole assustadora e a proscrição mundial de uma Nação.

Na política externa Bolsonaro fracassou e as consequências são funestas. O capitão apostou errado nas eleições da Argentina, Bolívia, na Venezuela e no plebiscito chileno. Soçobrou com Donald Trump, repelido pelas urnas. Depois de ceder em tudo na relação vergonhosa e servil aos EUA, transformando o Brasil em um pária global, o capitão perdeu um falso aliado e a referência mundial da direita hidrofóbica e extremista. A diplomacia brasileira foi esfolada. Bolsonaro ameaçou usar “pólvora” contra Joe Biden, recém-empossado que dará o troco, como a China fez. A selvageria golpista de apoiadores na saída de Trump, barbarizando o Capitólio, ainda contou com o endosso do capitão que, macaqueando o método, resgatou a tática de nutrir sua base com fanfarronices golpistas no cercadinho da estrebaria do Alvorada.

O resultado do desastre internacional é mais trágico e mais eloquente na pandemia. Em nome da vassalagem aos EUA, Bolsonaro, os filhos, ministros e ex-ministros dispararam agressões gratuitas contra a China que usou o “V” da vingança e obrigou Bolsonaro a ajoelhar para regularizar o repasse de insumos para produção das vacinas. As ironias, gracejos preconceituosos, racismo, xenofobia, acusações infundadas já refletem num custo muito alto, pago com vidas de inocentes. O governo afastou o Brasil do estratégico BRICs e a Índia, inicialmente, priorizou a exportação do imunizante de Oxford para países asiáticos. Saímos do fim da fila indiana depois do castigo inicial. Para buscar 2 milhões de doses na Índia foi montada uma farsa adesivando um avião. Mentem como método, mentem como os nazistas.

O saldo da indefensável ideologização da diplomacia é que o Brasil está brigado com as 2 maiores potências mundiais: China e EUA. O fornecimento de insumos para as vacinas está ameaçado e o auxílio de oxigênio veio do país que Bolsonaro considera inimigo, a Venezuela, inúmeras vezes hostilizado pela seita. As mortes por asfixia no Amazonas e no Pará evocam as câmaras de gás dos campos de concentração nazistas e jamais serão esquecidas. A vacina russa, registrada em 8 países, foi negada, mas a cloroquina inútil foi recomendada por protocolos do Ministério da Saúde. O Brasil não fez nenhum pré-acordo com a vacina da Johnson & Johnson, prestes a ser aprovada nos EUA. Não temos vacina. Temos tubaína, cloroquina e uma latrina verborrágica.

O histórico do obscurantismo, do escarnecimento e desdém com as vidas é vasto em zombarias. Desde o primeiro dia o capitão minimizou inúmeras vezes a gravidade da doença, provocou e estimulou aglomerações, organizou churrascos, ofendeu os brasileiros chamando-os de “maricas”, conspirou contra a ciência e, ilegalmente, ainda hoje prescreve medicamentos sem eficácia contra a Covid-19. Na batalha das vacinas, derivada da ignorância e despreparo, perdeu todas. Um Aníbal Barca às avessas.

O Ministério da Saúde desprezou o imunizante da Pfeizer, o primeiro a ser aplicado no mundo com taxas elevadas de sucesso e segurança. Quanto ao mesmo imunizante disse: “Se você virar um jacaré, problema seu”. A aposta única, mal conduzida, foi na vacina de Oxford que atrasará ainda mais. Em pelo menos 10 oportunidades Bolsonaro detonou a Coronavac produzida pelo conceituado instituto Butantan, numa irresponsabilidade genocida. Eis o breviário da incúria e da mais abominável abjeção.

“Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo indica, vai dar certo e 100 milhões de unidades chegarão para nós. Não é daquele outro país não, tá ok pessoal?”(julho/2020); “E o que é mais importante nessa vacina, diferente daquela outra que um governador resolveu acertar com outro país, vem a tecnologia pra nós”(agosto/2020);“Vacina chinesa de João Dória”(setembro/2020);“Já mandei cancelar, o presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade”(outubro/2020 desfazendo a compra de 46 milhões de doses);“A da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para população.

A China, lamentavelmente, já existe um descrédito muito grande por parte da população, até porque, como muitos dizem, esse vírus teria nascido lá” (1 dia depois do cancelamento da compra); “Ninguém vai tomar sua vacina na marra não, tá ok? Procura outro. E eu, que sou governo, o dinheiro não é meu, é do povo, não vai comprar a vacina também não, tá ok? Procura outro para pagar a tua vacina aí” (A João Dória em outubro/2020); “Morte invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Dória queria obrigar a todos os paulistas tomá-la. O presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha” (novembro/2020, sobre a morte de um voluntário sem relação com os testes); “A eficácia daquela vacina em São Paulo parece que está lá embaixo” (dezembro/2020); “Essa de 50% é uma boa?” (janeiro/2021); “Desmoralizado pela baixa taxa de sucesso” (janeiro/2021); “A vacina é do Brasil, não é de nenhum governador” (janeiro/2021).

A incompetência e idiotia desinibiram-se na pandemia. Se transformaram em colapso, caos, expondo ao ridículo mundial o atrapalhado general de 3 estrelas que desmoraliza o Exército. A caserna virou uma caverna. Ressuscitaram o obscurantismo, revelando ogros, trogloditas, brucutus e outras bestas primitivas.

O despreparo, insegurança, truculência e a mentira sobressaíram nos chiliques fardados. “A senhora nunca me viu receitar ou dizer, colocar para as pessoas tomarem este ou aquele remédio”, afirmou Eduardo Pazuello sobre o uso da cloroquina e outras inutilidades. São inúmeras as manifestações de Bolsonaro, Pazuello e Ministério da Saúde enaltecendo o medicamento.

A publicação do MS incentivando o “tratamento precoce” recebeu um alerta no twitter por disseminar informações falsas ou enganosas. As fotos irracionais do capitão com caixas de cloroquina, inclusive para as emas, são eternas, insanas e inexplicáveis.

Na economia a inflação ressurge ameaçadora, o desemprego atinge índices recordes e estratosféricos, o capital privado escafedeu-se, o real derreteu como moeda, a dívida pública explodiu e as empresas vão fechando as portas diante da abulia governamental que insiste no ilusionismo do crescimento em “V” enganoso. O fim do auxílio emergencial, que maquiou um PIB medíocre, já começou a afetar negativamente a popularidade de Bolsonaro na virada do ano. O fechamento das atividades da multinacional Ford, há mais de 100 anos no Brasil, engrossará a massa de desempregados e o desdém governamental contribuiu para o desfecho trágico para os trabalhadores e suas famílias. Antes já tinham encerrado as atividades por aqui a Mercedes, Sony, Audi, entre outras.

O próprio Bolsonaro, viciado em leviandades, chegou a anunciar em suas vadiagens pelas redes sociais que a Argentina perderia 3 grandes multinacionais após a eleição de Alberto Fernandez. Honda, L’Oreal e MWM iriam fechar suas atividades no país vizinho e migrar para Brasil: “A nova confiança do investidor vai gerar mais empregos e maior giro econômico em nosso país”, mentiu em 2019 com o despudor inconfundível. Pouco mais de um ano da mentira, a “confiança” da Ford fechou mais de 6,5 mil empregos diretos no Brasil e manteve-se na “inconfiável” Argentina, que aprovou recentemente imposto sobre grandes fortunas, apresentado como fantasma que afugentaria investidores. Mas exportamos abacate para Argentina, celebrou Bolsonaro.

Internamente, no primeiro teste eleitoral após 2018, o fiasco nas eleições municipais foi ensurdecedor, com reveses individuais e políticos. Todos os candidatos que tentaram explorar a logomarca Bolsonaro fracassaram, inclusive a fantasma Wal do Açaí e Rogéria, ex-mulher e mãe da prole problema (01,02 e 03). O 02 se reelegeu vereador, mas perdeu 34% dos votos desde a última eleição. Jagunços que basearam a campanha no ideário bolsonarista (capitão, major, coronel, delegado, juiz etc.) malograram.

O capitão pediu votos para 5 candidatos em capitais: São Paulo, Belo Horizonte, Recife, Manaus e Rio de Janeiro. Os eleitores nessas capitais somam 18 milhões de votos. Os nomes de Bolsonaro só alcançaram 1,5 milhão de votos, menos do que 10% do total no 1 turno. Apenas 1 avançou para o 2 turno e foi derrotado.

A direita escolheu um quadro tosco para tentar se reabilitar no Brasil. O resultado é a ameaça recorrente à democracia, retrocessos civilizatórios, morticínio, mitificação da ignorância, banalização da barbárie, apologia a facínoras e carniceiros, reiteração da mentira, charlatanismo, impunidade para amigos e parentes, promoção das milícias e canonização do banditismo. Depois dos fracassos anteriores, o próximo round é a eleição no Congresso Nacional. Sem resistências, sem a defesa da ordem jurídica ele seguirá, mesmo agônico, por mais 2 anos em conspirações. Exatamente como fez o ícone Donald Trump. Se derrotado, o impeachment se avoluma.

Além das pregações golpistas, bravatas contra os Poderes constituídos e crimes de responsabilidade, outras premissas para o impeachment estão postas: economia em frangalhos, isolamento mundial, incapacidade de governar, inexistência de agenda e perda gradual de popularidade. A conjunção desses fatores não evitou a queda de Fernando Collor de Mello e Dilma Roussef. Ambos tinham os corsários do centrão ao lado. O Brasil se tornou uma ilha anacrônica de imoralidades, malfeitos, embustes, extremismos, infâmia, incúria, irracionalidade, golpismo e desalento. A Democracia, em longe do que diz Bolsonaro, não é uma liberalidade das Forças Armadas; é um princípio constitucional. Ao contrário de 1964, agora a Nação está, de fato, acéfala.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.


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Comentários

gilson

Quem é pior, o Bolzo, ou quem ainda o defende? Esqueçam o PT, EXISTE VIDA EXTRA PT. Este incompetente está destruindo o país, e estes IMBECIES não percebem, esqueçam o PT, e analisem este incompetente, deixem de fanatismo.

VACÉLY WACEMBERG SANTOS DUARTE

Um idiota esse pseudo escritor!

marcos

Onde estava esse idiota Weiller Diniz no governo Dilma? A Jumenta referenciava a mandioca , estocava vento e via a figura de um cachorro nas crianças, e ele nunca publicou porra nenhuma. O choro é livre Diniz.

Fernandes

É verdade, acéfala!

Jose Roberto Correia de Jesus

Menos Magno... Estsmos firme com Bolsonaro... Isso aí é dor de cotovelo... inveja pura...



23/01


2021

Manifestantes fazem carreatas por impeachment de Bolsonaro

Folha de São Paulo

Manifestantes pediram, hoje, o impeachment do presidente Jair Bolsonaro em carreatas em capitais pelo país. O ato foi impulsionado por partidos de esquerda.

Com a presença de representantes da oposição ao governo, como PT e PC do B, a carreata em Brasília ocupou uma área superior a 10 quilômetros da capital federal, inclusive faixas da Esplanada dos Ministérios.

Também houve protesto em favor do impeachment de Bolsonaro em outras cidades pelo país, como Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e Salvador (BA). Alguns ainda estão previstos para a tarde deste sábado. Em São Paulo, a concentração ocorreu nas proximidades da Assembleia Legislativa.

Os protestos contra o presidente tiveram uma espécie de racha entre a oposição ao governo: movimentos mais à direita, como o MBL e o Vem Pra Rua, não aderiram aos atos deste sábado e marcaram outras carreatas pelo afastamento de Bolsonaro para domingo (24).

Os protestos de sábado tinham sido divulgados por lideranças da esquerda, como Ciro Gomes (PDT), ao longo da semana. No Rio, houve participação de líderes sindicais e cobranças por vacinas contra a Covid-19.

A presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), esteve à frente do protesto em Brasília. Em discurso antes da carreata, ela negou que um processo de impeachment geraria instabilidade política no país. “A instabilidade já está acontecendo e a crise está grave.”

Nesta sexta-feira (22), pesquisa do Datafolha mostrou que, em meio ao agravamento da crise de gestão da pandemia da Covid-19, o presidente é avaliado como ruim ou péssimo por 40% da população, ante 32% que assim o consideravam na rodada anterior da pesquisa, no começo de dezembro.

No entanto, para 53% dos entrevistados, a Câmara dos Deputados não deveria abrir um processo por crime de responsabilidade contra o presidente.

Apesar de defender o impeachment de Bolsonaro, o PT apoia o candidato do governo à presidência do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM). O senador disse recentemente não haver ambiente adequado neste momento para abrir um processo de impeachment.

“Impeachment se abre pelo que está previsto na Constituição, e não pela vontade ou opinião do presidente”, disse Gleisi. Ela pediu que a bancada do Senado cobre uma posição de Pacheco de compromisso com as regras previstas na Constituição em relação aos pedidos de processo de impeachment.

Na Câmara, o PT se aliou ao candidato Baleia Rossi (MDB-SP), mas caciques partidários afirmam que não há compromisso de Baleia para a abertura de um processo de impeachment. O acordo é que ele avalie esse instrumento de acordo com os atos de Bolsonaro e as regras previstas na Constituição.

Partidos da oposição planejam a partir desta segunda-feira (25) intensificar a pressão pelo retorno dos trabalhos do Congresso, que está em recesso. A ideia é que sejam instaladas comissões que desgastem a imagem do presidente e apure a atuação de Bolsonaro na pandemia, inclusive diante de problemas no cronograma de vacinação.

*Foto: Alexandre Aroeira/Folha PE


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Comentários

marcos

Cadê as bandeiras do Brasil?.... Meia dúzia de mortadelas motorizadas com bandeiras de Cuba e China NÃO representam o povo Brasileiro. XÔ Corrupção!

Fernandes

Impeachment: grupos de direita e esquerda convocam carreatas pela saída de Bolsonaro Protesto contra o governo destaca frase de Bolsonaro sobre mortes por covid-19. E dai?

Saulo Alves

Deixa do teu MIMIMI Magno ????