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28/11


2020

As eleições e o rio que corre pela minha aldeia

Por Arnaldo Santos*

Amanhã, em sete das nove aldeias do Nordeste, haverá segundo turno.  Em seis delas, predominam candidatos dos partidos de centro e centro- esquerda em disputa, o que revela clara rejeição do eleitor ao direitismo negacionista que viceja no Brasil, exceção feita a Fortaleza, onde um dos candidatos na disputa, apesar de ter escondido e negado por três vezes seu “mito”, e tutor político-ideológico, se filia ao que há de mais obscuro na direita brasileira. 

Registre-se o fato de que, embora os partidos de esquerda tenham se dividido no primeiro turno, o que há de ter sido determinante para que a ex-prefeita Luizianne Lins, candidata do PT, tenha ficado de fora da disputa no segundo turno (diferente do ocorrido no Recife, onde Marília Arraes, do PT, disputa com João Campos do PSB, com chances de vitória), agora a esquerda está unida em uma frente ampla, em apoio a José Sarto, do PDT, para enfrentar o candidato da direita bolsonarista, representada pelo capitão Wagner.  

Comum a essas aldeias, um caudaloso rio de problemas sociais e econômicos corre por todas elas, irrigando o solo sobre o qual se cultiva o histórico apartheid social, adubado com o agrotóxico da intolerância de uma sociedade embrutecida, preconceituosa e racista, (embora negado pelo vice- presidente da República, Hamilton Mourão), e pelo descaso de uma elite dirigente, em geral, culturalmente ignorante, politicamente analfabeta e corrupta, e socialmente insensível, que, à extensão tempo, deixou explodir a miséria e um grau de violência sem precedentes. 

Divisa-se um obscuro cenário, onde a vida do outro já não vale muito, os pretos e pobres são as maiores vítimas, como ocorreu com o João Alberto, assassinado na última semana, na frente da esposa, no estacionamento de um supermercado, por dois celerados seguranças brancos, com a cumplicidade dos que assistiam e filmavam aquelas cenas de barbaria, colidindo com o movimento mundial de proteção da vida, segundo o qual vidas negras importam. “Em verdade, em verdade vos digo”, importam muitíssimo!

Pela importância política do dia de amanhã, e do seu significado a começar em 01 de janeiro de 2021, neste artigo, a reflexão será sobre a realidade social e econômica de minha aldeia, Fortaleza, e acerca da complexidade dos problemas que aguardam aquele que será eleito nesse domingo, que, em maior ou menor grau, se assemelham ao desafio a ser enfrentado pelos que serão eleitos  nas  demais aldeias.

Fortaleza, como tantas outras capitais do Nordeste, é uma bela aldeia de quase 2,7 milhões de habitantes, (IBGE - 2020), banhada por verdes mares. Presenteia-nos com lindas praias, adornadas por jangadas com suas velas coloridas, e extensas dunas de areias brancas, e do que restou dos outrora vastos coqueirais, donde sopram ventos constantes que desalinham os negros, castanhos, loiros e ruivos cabelos das suas belas mulheres, tornando-as ainda mais lindas, exuberantes e sensuais!

Por esse panorama, “navegar é preciso”, para superar milhas e milhas de   águas turbulentas e tempestades de carências sociais, que afligem a população menos favorecida, sob o infortúnio da covid-19, que agravou a já combalida economia, aumentou o desemprego, causando a pauperização de parcela significativa da classe trabalhadora, gerando o mais caudaloso e revolto rio de problemas econômicos-sociais e urbanos da história recente de todas as aldeias brasileiras. 

Escudado no poeta Fernando Pessoa, que em um dos seus líricos poemas escreveu que, “[…] o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia”. Nesse ambiente de lirismo, como “poucos sabem qual é o rio da minha aldeia”, me permito advertir que o eleito amanhã terá que localizar e georreferenciar os pontos longitudinais, onde nasce o rio que corre pela minha aldeia,  “para onde ele vai”, e “porque ninguém nunca pensou no que há, para além do rio da minha aldeia”, ao ponto de deixar que ao longo do tempo os sedimentos de pobreza trazidos por suas águas fossem se acumulando a montante de sua foz, e fortalecendo as raízes das nossas desigualdades e misérias, até atingir o grau e a extensão que vivenciamos hoje, como veremos nos parágrafos subsequentes. 

Quando examinamos o rio da desigualdade medida pelo índice de Gini, com os dados do IBGE, referentes a 2019, portanto bem antes da pandemia, verificamos que, no Brasil, a taxa era de 0,543; na região Nordeste, esse índice era de 0,559; no Estado Ceará, a taxa era de 0,561; e, em Fortaleza, a desigualdade era de 0,574, sendo uma das mais agudas entre todas as aldeias -  o que evidencia o tamanho do problema a ser enfrentado por aquele que será eleito amanhã. 

Essas abissais desigualdades em minha aldeia, evidenciadas pelos índices apresentados pelo IBGE, demarcam a linha do tempo, revelando os indicadores sociais que o eleito encontrará depois das eleições, para que, daqui a quatro anos, possamos avaliar os avanços ou retrocessos no mapa da pobreza, permitindo-nos inferir a noção de que, com algumas poucas variações, esse também será o desafio a ser enfrentado pelos (as) chefes das demais aldeias que serão eleitos(as) amanhã, especialmente na região Nordeste. 

Em relação ao mapa da pobreza, segundo a linha de corte estabelecida pelo Banco Mundial, que é de 5,5 dólares per capita (PPC) dia, meu rio pessoano (via heterônimo Alberto Caeiro) é ainda mais largo, profundo e turbulento. Dados da PNAD, divulgados pelo IBGE, agora no início de novembro, também referentes a 2019, quando a maioria da população nem sabia o que era pandemia, informam que a pobreza em todo o Ceará já atingia 3,8 milhões de pessoas, 41,3% da população, e em Fortaleza eram 624.517 mil pessoas, algo em torno de 23,5% da sua população, à época, que viviam nessas incômodas circunstâncias.  

Adicionem-se a esses números do mapa da pobreza as pessoas que vivem na extrema pobreza, cujo valor per capita definido pelo Banco Mundial é de 1,9 dólar/dia. Em todo o Estado do Ceará, tínhamos 12,4% da população sobrevivendo nessa difícil realidade, o que correspondia a 1,13 milhão de pessoas na extrema pobreza antes da pandemia, e, em Fortaleza, esse percentual à época era de 3,8%, equivalente a 100.986 mil pessoas vivendo nessa subumana situação. Ante tão precária realidade, imagino quão grave é o problema que aguarda o eleito amanhã, no primeiro dia do próximo ano.

Nessa contextura de tão vulnerável realidade que evolui em minha aldeia, a reflexão que se impõe sobre os graves problemas econômicos e sociais que enfrentamos - e que deverão se agudizar na pós-pandemia - diz respeito ao desemprego, a exigir uma inadiável ação de geração de renda para a camada  da população, que considero o mais grave e urgente. 

Aqui o objetivo é cobrar daquele que será ungido nesse domingo, que, ao assumir em 01 de janeiro, mobilize a sociedade e o setor produtivo, das áreas do comércio, indústria e serviços, para a formulação de um amplo programa de geração de trabalho e renda, ancorado em um modelo de economia solidária, contemplando desde o financiamento dos pequenos negócios nos próprios territórios (um dos candidatos está apresentando essa proposta), até a contratação de mão de obra direto da comunidade por meio das associações comunitárias, para executar serviços de reforma dos equipamentos públicos (hospitais, escolas, postos de saúde etc.), e do seu mobiliário, potencializando a economia e o desenvolvimento locais.

Como somos uma urbe que vivencia o paradoxo entre os índices de extrema pobreza e a modernidade, evidenciada pela ciência produzida pelas nossas universidades, e pelos hubs aéreos, e cabos submarinos, estendidos aos vários continentes que a conectam ao mundo, transformando-a em uma aldeia global, na outra ponta, o eleito terá que aproveitar essa infraestrutura tecnológica, para modernizar sua economia, mediante criação de um estruturado programa na área da economia criativa, para promover, efetivamente, uma ação de inclusão digital, especialmente para a nossa juventude, apoiando e estimulando seu potencial criativo, para, assim, preparar nossa aldeia a fim de ter competitividade econômica em escala global, nesse setor. 

É de saber geral a noção de que quem se elege tem o dever político-administrativo e a responsabilidade social de governar, espacialmente, para toda a cidade, tendo como horizonte a melhoria das condições de vida dos seus cidadãos, especialmente para os mais pobres que compõem a maioria da sua população historicamente esquecida e aviltada em seus direitos. 

No contexto da multidimensionalidade da pobreza e das desigualdades, é imperioso que o eleito se ocupe da formulação de políticas públicas factíveis, considerando a magnitude desses problemas, e consoante as condições econômico-financeiras da Prefeitura, mormente nesse contexto de encolhimento da economia. Esta exprime queda brusca da arrecadação, porquanto uma política pública, para ser viável e ter efetividade, tem que responder a pelo menos quatro indagações: quais são as evidências que justificam sua estruturação, quanto custa, de onde vêm os recursos e quem vai pagar. 

Durante toda a campanha, com raras exceções, o que assistimos foi a um festival de promessas genéricas, e não propostas de governo, inclusive pelos dois postulantes a chefe da aldeia, no segundo turno, sem evidências de sua exequibilidade e sem qualquer fundamentação.

Com os olhos e as atenções dirigidos para os indicadores de pobreza,  para os altos índices de desemprego e informalidade, que, ao lado de tantos outros, formam o mais caudaloso, profundo e furioso rio que corre pela minha aldeia, o eleito amanhã tem o dever político-social e humano de por em execução  um amplo programa de inclusão e geração de renda para acudir esse contingente da população, pois, nessa perspectiva, não estamos falando de filantropia, (concessão de benefícios) e sim de economia. 

*Jornalista e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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O Jornal do Poder

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25/01


2021

Balança de Pernambuco continua deficitária

Considerado o quarto estado em exportação e o segundo em importação do Nordeste, Pernambuco encerrou 2020 com um cenário que já vinha sendo desenhado ao longo daquele ano: vendas estabilizadas para o mercado externo e quedas consideráveis da importação de produtos. A notícia boa, em partes, é que isso gerou uma redução do déficit histórico da balança comercial em 48,2% em relação a 2019, porém esse resultado não é, ainda, capaz de mudar a característica importadora do Estado.  

De acordo com dados compilados pela Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE), observa-se que as exportações cresceram 7,2% enquanto que as importações caíram 32,3%, na comparação com 2019. “Embora as exportações tenham crescido, elas ainda não superam o saldo do volume das importações e essa realidade mantém o nosso Estado no quadro deficitário”, explicou o gerente de Relações Industriais da FIEPE, Maurício Laranjeira. Esse cenário acontece porque Pernambuco importa mais do que exporta.   

Segundo ele, a queda das importações ocorreu devido à paralisação pela qual viveu o País durante o isolamento social em razão da pandemia. “Naquele momento, havia uma dificuldade para que a importação acontecesse em sua plenitude por conta das restrições impostas pela própria pandemia”, justificou. Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Recife foram os municípios que importaram ano passado, em função do Complexo Portuário de Suape e das tradings, instaladas nessas cidades. 

Já as exportações cresceram puxadas pelo aumento da venda de óleos combustíveis, do açúcar e das frutas. A alta só não foi maior porque, do outro lado, setores como o automotivo e o de petróleo sentiram bastante os efeitos da pandemia, com retração de 45% e 23,4%, respectivamente. A comercialização bilateral continuou acontecendo junto a parceiros já conhecidos pelos pernambucanos, que são: Cingapura, Argentina e Estados Unidos.  


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Abreu no Zap

25/01


2021

Belo Jardim: Moradores denunciam valor abusivo na conta de luz

O aumento abusivo nas contas da Companhia Energética (Celpe), é a tônica do momento em Belo Jardim, no Agreste. Mesmo mantendo a base de consumo de energia elétrica em suas residências, os moradores estão levando o maior susto quando recebem a fatura.

Um dos clientes, o digital influencer Helton Karter, usou as redes sociais para expressar a sua insatisfação a cobrança da conta. “Indignados com o valor da conta de luz?”, questionou os seus seguidores numa postagem feita em sua conta pessoal no Instagram. 

A seguidora Maressa Nunes, respondeu ao post: “Revoltados. É surreal o absurdo que está vindo nas contas em plena pandemia”. Jackson Brito também interagiu com a publicação. “Tem que fazer uma lareira na sala”, ironizou.

O digital influencer divulgou o valor da conta referente ao consumo do mês de janeiro deste ano, no valor de R$ 702,72. “Eu já comecei o dia assim por que não me entrou ainda pagar R$ 700 reais de luz, minha gente. Eu acho que eu vou lá na Celpe hoje. Não tem condições”, declarou nos stories.

O que diz a Celpe 

O gerente de operações da Celpe no Agreste, Juscelino Amaral, informou que o aumento na fatura se deve a uma coincidência do início do verão no mês de dezembro, com a bandeira tarifária vermelha, que é a mais cara de todas, devido ao estado dos reservatórios para produção de energia elétrica. “Independente se a gente mantém um padrão de consumo de energia elétrica, alguns equipamentos aumentam o consumo de forma automática, como por exemplo, geladeira e ar-condicionado. Vários fatores causaram um impacto. O consumidor sentiu esse aumento, mas isso tudo é fruto dessa coincidência”, destacou.

O gerente de operações também informou que a definição da bandeira tarifária é regulamentada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).


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25/01


2021

Mourão diz que Pazuello faz trabalho competente

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou, hoje, que o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, faz um trabalho "meticuloso" e "competente" à frente da pasta. Mourão também disse que é favorável ao pedido de abertura de inquérito para investigar a conduta do ministro diante do colapso da saúde pública em Manaus. Para o vice, a investigação vai esclarecer "o que de fato aconteceu"

O pedido do inquérito foi feito pelo procurador-geral da República, Augusto Aras, ao Supremo Tribunal Federal (STF) no último sábado. Nos últimos dias, diante da explosão dos casos de Covid-19, as unidades de saúde de Manaus ficaram superlotadas e chegou a faltar oxigênio para atender os pacientes. Houve também disparada no número de mortes.

"Uma vez que existe muito disse-me-disse a respeito disso, acho que a melhor linha de ação é que se chegue à conclusão do que aconteceu. Eu, pelo o que tenho acompanhado do trabalho do ministro Pazuello, sei que ele tem feito um trabalho meticuloso e de forma honesta e competente. Então, que se investigue e que se chegue à conclusão do que aconteceu na realidade", disse Mourão em entrevista no Palácio do Planalto.

No mesmo dia do pedido de abertura do inquérito, Pazuello chegou a Manaus, junto com um carregamento de doses da vacina. De acordo com a assessoria da pasta, o ministro ficará no no Amazonas pelo "tempo que for necessário".


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25/01


2021

TCE realiza evento com gestores municipais

O Tribunal de Contas de Pernambuco realiza, entre os dias 3 e 5 de fevereiro, das 9h às 12h30, o V Seminário para os Novos Gestores Municipais, que será transmitido pelo canal TV Escola TCE-PE, no YouTube.

O objetivo do evento, cujo tema é "Gestão Pública Responsável, Eficiente e de Transformação Social", é promover um debate com prefeitos, presidentes de câmaras municipais e assessores sobre temas de relevância na gestão pública, além de orientações, esclarecimentos de dúvidas e apresentação de cursos. Os interessados podem se inscrever aqui.

A programação do dia 3 de fevereiro, que contará com o conselheiro Ranilson Ramos como mediador, se inicia com a palestra “Vacinas para uma Boa Gestão e Superação de Crises”, a ser ministrada pelo conselheiro Valdecir Pascoal, seguida da apresentação “Medidas de urgência no âmbito do Controle Externo”, pelo conselheiro Carlos Neves. Nesse primeiro dia, a procuradora-geral do Ministério Público de Contas, Germana Laureano, também fará uma palestra sobre “Orientações e Responsabilização dos Agentes Públicos na Qualidade de Prefeito e de Gestor Municipal”.

O segundo dia de evento, sob mediação da conselheira Teresa Duere, terá as palestras “Índice de Transparência dos Municípios Pernambucanos - ITMpe”, apresentada pelo auditor de controle externo Gustavo Diniz, e “Alfabetização e Educação Infantil no Estado”, com os servidores do TCE João Robalinho e Elmar Pessoa, e o presidente da seccional Pernambuco da Undime, Natanael José da Silva. Ainda no mesmo dia, o servidor do Núcleo de Engenharia, Pedro Teixeira, falará sobre a eliminação dos lixões no Estado.

No último dia de programação, os novos gestores conhecerão os cursos e eventos disponíveis na Escola de Contas Públicas do TCE para os gestores públicos. Na mesma manhã, a coordenadora de Controle Externo do Tribunal, Adriana Arantes, e o coordenador adjunto, Fábio Pedrosa, vão falar sobre “A Prestação de Contas e demais obrigações perante o TCE-PE”. O conselheiro Marcos Loreto fará a mediação nesse dia.

A programação conta, ainda, com apresentações sobre o processo orçamentário municipal, o limite de gastos no Legislativo Municipal, a remuneração de vereadores, entre outras. Ao final das apresentações, os participantes poderão fazer perguntas aos palestrantes.

O seminário, que terá tradução simultânea para a Língua Brasileira de Sinais (Libras), será encerrado pelo presidente do TCE, Dirceu Rodolfo de Melo Júnior. 

O evento será fechado para as pessoas inscritas e haverá emissão de certificado, mediante solicitação, para quem participar do evento.


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Banco de Alimentos

25/01


2021

Associação de agricultores realiza eleição da nova diretoria

Pelo menos 400 pessoas da comunidade da Tapera, na área ribeirinha de Petrolina, vão escolher, no próximo dia 30, a nova mesa diretora da Associação dos Agricultores Familiares do Sítio Bebedourozinho. O pleito, que define os representantes do povoado pelos próximos quatro anos, deve ocorrer das 13h às 17h.

Criada há 10 anos, a associação tem como objetivo defender a participação da comunidade em programas dos governos voltados à Agricultura Familiar. Nesse período, a entidade conseguiu entrar no projeto de criação de galinhas caipiras para o governo estadual e acessar o Programa de Aquisição Alimentar (PAA) do município, vendendo também legumes e hortaliças produzidos pela comunidade.

Apenas uma chapa, encabeçada por Leandro de Souza Martins e Maria dos Santos Pinto Santiago, concorre à presidência e vice-presidência da associação, respectivamente. A votação ocorrerá na casa da agricultora Socorro Pinto, que tem cedido espaço para as reuniões ordinárias da instituição. O Sindicato dos Agricultores Familiares (Sintraf) deve conduzir o processo eleitoral.


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25/01


2021

Jornais mantêm circulação nos primeiros anos de Bolsonaro

Poder360

A história dos grandes jornais diários brasileiros durante os 2 primeiros anos de mandato de Jair Bolsonaro (2019 e 2020) é de sobrevivência. Passados 24 meses, 10 dos principais veículos do país conseguiram juntos manter sua circulação, quando se somam os exemplares pagos impressos e digitais.

Em dezembro de 2018, a circulação total (impressa e digital) desses 10 jornais tradicionais era de 1.444.104 exemplares. Em dezembro de 2020, segundo o  IVC (Instituto Verificador de Comunicação), o número foi de 1.428.073. Uma queda ínfima de 1,1%, que pode ser entendida como estabilidade.

Para esta reportagem a respeito do setor de mídia, o Poder360 selecionou estes 10 veículos: Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S.Paulo, Super Notícia (MG), Zero Hora (RS), Valor Econômico, Correio Braziliense (DF), Estado de Minas, A Tarde (BA) e O Povo (CE).

Cabe destacar que, quando analisados separadamente, esses 10 veículos contam histórias diferentes nos 2 primeiros anos do governo Bolsonaro. Folha, Globo, Valor e A Tarde tiveram desempenhos positivos em suas tiragens pagas. Os demais enfrentaram uma queda global de circulação. Clique aqui e leia a matéria completa.


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Jornao O Poder

25/01


2021

Estados pedem auxílio emergencial ao Congresso

Secretários da Fazenda de 18 estados brasileiros enviaram carta ao Congresso Nacional em que defendem a prorrogação do pagamento do auxílio emergencial no Brasil. Este benefício foi suspenso em 31 de dezembro. As informações são do Blog do Riella.

Os secretários pedem também a prorrogação do estado de calamidade pública e do orçamento de guerra por seis meses. Querem ainda a suspensão do pagamento de precatórios, além da manutenção da suspensão dos pagamentos de amortização e juros à União.

Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul (além do DF) não referendaram esta carta. A Câmara dos Deputados e o Senado elegem suas novas Mesas no início da próxima semana, quando retomam os trabalhos legislativos.

O documento ao Congresso é assinado por: Piauí, Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Bahia, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Sergipe e Tocantins


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25/01


2021

João manteve no cargo sobrinha de Sileno investigada pela PF

EXCLUSIVO

O prefeito do Recife, João Campos (PSB), assinou portaria mantendo na equipe da Secretaria de Saúde do Recife a assessora comissionada Mariah Bravo, sobrinha do presidente estadual do PSB, Sileno Guedes. A recondução de Mariah foi publicada discretamente no Diário Oficial de sábado (23). 

Mariah foi alvo de mandados de busca e apreensão em operações da Polícia Federal sobre gastos da covid-19 em 2020. Ainda, foi apontada como suposta responsável por irregularidades em relatórios dos auditores do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Na terceira fase da Operação Apneia, a Polícia Federal pediu a prisão de Mariah, mas a mesma foi negada pela Justiça Federal. 

A Polícia Federal solicitou, em julho de 2020, as prisões do secretário de saúde, Jailson Correia; do diretor financeiro da Secretaria de Saúde do Recife, Felipe Bitencourt, e da fiscal de contrato da Secretaria de Saúde, Mariah Bravo. 

"Mariah, junto com Felipe, autorizou a contratação de empresa para fornecimento dos respiradores, apesar dela não cumprir requisitos da dispensa da licitação, e atestou o recebimento de 50 respiradores, sendo que o total entregue foi de 35", disse o delegado federal Daniel Silvestre, em coletiva, na época.

O prefeito João Campos a manteve como "gerente de conservação da rede" da Secretaria de Saúde do Recife, mesa pasta em que Mariah trabalhava em 2020, na qual foi alvo de investigações da Polícia Federal.


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25/01


2021

De volta ao meu aconchego Brasília

Arrumando a mala para embarcar rumo à Brasília. Vou cobrir a eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, dia 1, o que vem movimentando intensamente os bastidores do Congresso, que perderam muito a graça depois a pandemia do coronavírus.

Praticamente, foi um ano perdido em votações presenciais. Morei 15 anos em Brasília. Na verdade, nunca deixei a cidade. Minha rotina de trabalho, antes da pandemia, era a ponte aérea Recife-Brasília. Confesso que estou morrendo de saudade, do burburinho político e dos meus amigos.

Catia Kubel, ex-Caras, colega de grandes coberturas de Congresso, disse ontem que vai movimentar um jantar na casa dela com alguns jornalistas em nome da nossa amizade. Luiz Queiroz, que me sucedeu na sucursal do Diário de Pernambuco, também já marcou um café para colocarmos a conversa em dia.

Não posso deixar também de promover a confra dos amigos do blog em Brasília, sob a coordenação do embaixador Aristeu Plácido Júnior. Desde março também não vejo a boa turma candanga para jogar conversa fora, como faço na confra do Recife às sextas-feiras.

Brasília é meu terceiro ventre materno, berço que divide meu coração com Recife e Afogados da Ingazeira. Tão logo conclui meu curso de Jornalismo no Recife em 84 peguei o avião e fui morar em Brasília. Trabalhei inicialmente de free no Globo, depois fui para o Correio Braziliense, em seguida Jornal de Brasília, Agência Globo e Agência Meridional. Abri a sucursal do DP e fui eleito presidente do Comitê de Imprensa da Câmara dos Deputados.

Casei pela primeira vez com uma jornalista de Brasília, Cleyde Amorim, ex-TV Globo, hoje morando nos Estados Unidos, onde também reside minha segunda ex, a também jornalista Regina Beltrão, mãe dos meus filhos Felipe e André Gustavo. Felipe, meu primogênito, nasceu em Brasília.

Vivi fases inesquecíveis em Brasília. Momentos históricos da vida nacional, como as diretas já, a eleição de Tancredo, a agonia e morte dele no hospital de Base. Cobri a primeira eleição direta para presidente, o clássico Lula X Collor, a Constituinte, o Governo Sarney, o impeachment de Collor e depois o de Dilma. Assisti o Congresso ser invadido e quebrado pelos sem teto e sem terra.

Cobri o Congresso num tempo que dava gosto ouvir discursos. Gente que tinha o que dizer nos prendia a atenção pela eloquência: Pedro Simon, Ujysses Guimarães, Fernando Lyra, Cristina Tavares, Afonso Arinos, Lula, então líder do PT, Mário Covas, Ciro Gomes, Antônio Carlos Magalhães, Sarney e tantos outros.

Saudade cívica!


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25/01


2021

CEO da Eletrobras renuncia ao cargo

A Eletrobras (ELET3) anunciou, ontem, que o presidente da companhia e membro do Conselho de Administração, Wilson Ferreira Junior, decidiu renunciar ao cargo. Em fato relevante, a estatal afirma que a decisão foi tomada "por motivos pessoais" e que o executivo permanecerá no cargo até o dia 5 de março.

Por conta disso, foi agendada uma teleconferência com os todos investidores de empresa nesta segunda-feira (25), às 15h. Ferreira Junior, que assumiu a empresa em junho de 2016, era grande defensor da privatização da companhia, movimento prometido pelo presidente Jair Bolsonaro, mas que já foi atrasado diversas vezes.

"Sob sua gestão, a Companhia atingiu lucros históricos, reduziu sua alavancagem a patamares compatíveis com a geração de caixa, reduziu custos operacionais com privatizações de distribuidoras e programas de eficiência, colocou em operação obras atrasadas", diz a nota.

"Simplificou a quantidade departicipações acionárias, com a venda, incorporação e encerramento em cerca de 90 sociedades de propósito específico, aprimorou seu Programa de Compliance, padronizou estatutos sociais e alçadas de aprovação das Empresas Eletrobras e resolveu contenciosos importantes nos Estados Unidos decorrentes de reflexos da Operação Lava Jato, dentre outras realizações relevantes”.


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