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27/11


2020

Manifesto de Juristas em apoio à Marília Arraes

Um grupo de 70 juristas de Pernambuco e de outras estados assinou um manifesto repudiando dezenas de Fake News, ataques covardes e mentirosos contra Marília Arraes, candidata a prefeita do Recife pelo PT. Leia o manifesto:

Manifesto de Juristas contra as fakes news e graves agressões sofridas pela candidata Marília Arraes

O pleito eleitoral com o segundo turno, marcado para domingo (29/11), tem nos momentos finais da campanha à Prefeitura do Recife um amontoado de fake news utilizados pela candidatura governista, que tem por finalidade desmoralizar e desconstruir a candidatura de Marília Arraes, com fatos distorcidos e inverídicos.

Por princípio, enquanto juristas, estamos ao lado da verdade dos fatos! Nenhum jurista que preze minimamente a dignidade da justiça pode deixar de repudiar essa conduta imoral e eivada de mentiras atentatórias contra o estado democrático de direito.

Os fins jamais justificam os meios! Muito menos dentro do processo eleitoral. Contudo, no início do 2o turno no Recife, após as pesquisas eleitorais apontarem o favoritismo da primeira mulher que pode governar a prefeitura da cidade, a campanha do candidato João Campos passou a praticar o desprezo da ética e o aviltamento da autodeterminação do eleitorado recifense, através de notícias falsas e ataques repugnantes em qualquer processo democrático.

Ainda mais trágico é ver o candidato do PSB no Recife, de um partido que já atuou em defesa da democracia, adotar mentiras espetaculosas e fundamentalistas que buscam manipular a fé do eleitor, buscando incitar o medo e a rejeição de evangélicos e católicos contra a candidata Marília Arraes, em um vale tudo abominável, apesar da laicidade prevista na Constituição brasileira e embora saibam que além de mulher, Marília Arraes é mãe e cristã.

Na condição de juristas e defensores da democracia, frisamos, portanto, que em decorrência das diversas práticas de fake news com forte conotação de violência de gênero, não podemos nos silenciar diante dessa prática obscura e misógina, sabendo que tais práticas representam ainda uma ameaça ao próprio equilíbrio democrático de uma eleição e uma ameaça ao estado de direito.

Destarte, subscrevemos a presente nota enquanto juristas e cidadãos que repudiam de forma veemente a conduta da campanha do candidato João Campos, que desmerecem a história de luta e dignidade do povo recifense e com a esperança de que as instituições judiciais não transacionem com o necessário ideal de justiça, ética e defesa do interesse público.

Subscrevem, o seguinte Grupo de Juristas por Democracia e Ética na Política:

1. Alexandre da Maia, Professora de Direito da UFPE;

2. Adriana Cecílio Marco dos Santos, Advogada, Professora de Direito Constitucional e Fundadora do Grupo de Estudos Democratismo.

3. Ana Maria Barros, Professora Doutora da UFPE do CAA e do PPGDH;

4. André Barreto, Advogado, Mestre em Direito do Trabalho pela UFPE, Membro da ABJD e RENAP;

5. Arnobio Rocha, Advogado e membro da ABJD;

6. Artur Stamford, Professor Titular de Sociologia do Direito, CCJ-UFPE.

7. Benedito Antônio Dias da Silva, Comissão de Prerrogativas OAB/SP

8. Bruno Galindo, Professor de Direito Associado da UFPE.

9. Carlo Cosentino, Advogado e Professor universitário;

10. Carol Proner, Professora da UFRJ e integrante da ABJD;

11. Carolina Ferraz, Advogada popular e Professora de Direito da UNICAP;

12. Claudio Ferreira, Advogado, Presidente da CDH-OAB/PE;

13. Cláudio Roberto Rosa Burck, Advogado e integrante da ABJD.

14. Cleiton Leite Coutinho, Advogado e integrante da ABJD.

15. Cristhovão Fonseca Gonçalves, Advogado, Professor da Universidade de Pernambuco e Doutorando em Direito da UFRJ;

16. Danilo A. Sá Barreto de Miranda, Advogado sindical;

17. Diogo Justino, Professor de Direito;

18. Edgar Costa Neto, Procurador Federal;

19. Edna Raquel Hogemann, Advogada, Professora de Direito e integrante da ABJD;

20. Estela Aranha, Advogada;

21. Eugênio Aragão, Advogado e ex-Ministro da Justiça;

22. Fábio Roberto Gaspar, Advogado e Presidente do Sindicato dos Advogados/as de São Paulo;

23. Gisele Cittadino, Professora da PUC/RJ e integrante da ABJD;

24. Glauco Pereira dos Santos, Advogado;

25. Hélio Freitas C. Silveira, Advogado;

26. Homero Ribeiro, Advogado e Professor da UPE;

27. Inocêncio Uchôa, Juiz Aposentado do TRT/7 e Advogado;

28. Jayme Asfora, Procurador do Estado e Ex-Presidente da OAB-PE;

29. Jayme Benvenuto, Professor de Direito da UFPE;

30. João Paulo Allain Teixeira, Professor de Direito da UNICAP e da UFPE.

31. João Ricardo Dornelles - Professor de Direito da PUC-Rio, membro da ABJD, Coordenador do Núcleo de Direitos Humanos da PUC-Rio;

32. Jorge Messias, Advogado;

33. José Carlos Moreira da Silva Filho, Professor de Direito da PUC/RS.

34. Juliana Teixeira Esteves, Professora de Direito da UFPE;

35. Kenarik Boujikian, Desembargadora aposentada TJSP;

36. Laio Correa, Advogado;

37. Lênio Streck, Professor e Advogado.

38. Lidiane César, Advogada e integrante da ABJD;

39. Luciana Boiteux, Advogada e Professora da UFRJ;

40. Luciana Grassano Melo, Professora de Direito da UFPE;

41. Luciano Oliveira Professor aposentado da UFPE e UNICAP;

42. Luís Emmanuel Cunha, Advogado e Professor de Direito;

43. Luiz Felipe Muniz de Souza, Advogado e membro da ABJD;

44. Luiz Fernando Sá e Souza Pacheco, Advogado, Conselheiro da OAB/SP e do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD);

45. Luzia Paula Cantal, Advogada;

46. Magda Barros Biavaschi, Desembargadora aposentada do TRT4, pesquisadora no Cesit/unicamp;

47. Manoel Moraes, Defensor em direitos humanos e advogado popular;

48. Manuela Abath Valença, Professora de Direito da UFPE;

49. Marcelo Cafrune, Advogado e Professor de Direito;

50. Marcelo Neves, Professor de Direito;

51. Marcelo Uchôa, Advogado e Professor de Direito/UNIFOR;

52. Marco Aurélio Carvalho, Advogado e Coordenador do Grupo de Prerrogativas;

53. Marcus Edson de Lima, Defensor Público;

54. Mari-Silva Maia, advogada, Professora de Direito/UNDB e integrante da ABJD;

55. Maurício Rands, Advogado e Doutor em Direito;

56. Michelle Agnoleti, Advogada e professora de Direito da UEPB;

57. Yanne Teles, Advogada, Professora de Direito e integrante da ABJD;

58. Paulo Freire, Advogado;

59. Paulla Newton, Professora Doutora UEPB/ UFPB;

60. Pedro Carreillo, Defensor Público;

61. Pedro Serrano, Advogado e Professor da PUC/SP;

62. Ricardo Estevão de Oliveira (Thibau), Advogado;

63. Roberto Efrem Filho, Professor de Direito da UFPB;

64. Roberto Tardelli, Advogado;

65. Robson de Souza, Defensor Público Federal e integrante da ABJD;

66. Sandro Couto, Advogado;

67. Tiago Botelho, coordenador do curso de direito da UFGD;

68. Torquato Castro, Professor Titular de Direito Civil da UFPE;

69. Vinícius Neves Bomfim, Advogado, Diretor de Comunicação do MATI e membro da ABJD;

70. Carlos Freitas, Professor de Direito e Advogado.


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Comentários

Fernandes

Chora carlos bozoloide. Chorem adoradores de Milicianos e rachadinhas

Carlos

Marília Arraes adora uma rachadinha e funcionários fantasmas.

Fernandes

Chora carlos bozoloide. Chorem adoradores de Milicianos e rachadinhas

Fernandes

Tem Direitopatas, mal-amados que deve estar fumando maconha. Revista britânica The Economist, uma das mais influentes publicações do Reino Unido, destaca que os fracos resultados dos candidatos apoiados por Jair Bolsonaro nas eleições municipais deste ano no Brasil representa o fim do bolsonarismo no país.

Carlos

Tem esquerdopata que deve estar fumando maconha estragada e confundindo Bolsonaro com Luladrão, quase dois anos de governo Bolsonaro e NENHUM caso de corrupção, é o governo mais honesto da história do Brasil. Chorem adoradores de bandidos, presidiários e portadores de tornozeleiras eletrônicas.


O Jornal do Poder

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23/01


2021

Prefeita do Ipojuca define metas com o secretariado

Na primeira reunião com o secretariado, ontem, a prefeita do Ipojuca, Célia Sales (PTB), pediu integração à sua equipe. Além da apresentação do seu Plano de Governo, a gestora e a vice, Patrícia Alves, definiram as metas para os próximos quatro anos. A estrutura administrativa de cada secretaria permanece a mesma, devendo haver uma reforma administrativa, no entanto, ainda no primeiro semestre de 2021. 

“Peço que coloquem à disposição de Ipojuca toda a experiência que carregam em seus currículos. Os desafios, quando surgirem, precisam ser vencidos pela disposição em fazer o melhor sempre. Nestes próximos quatro anos, vou monitorar de perto cada secretaria que confiei a vocês. Teremos reuniões de monitoramento com metas e prazos bem definidos, porque entendemos que só assim vamos avançar. Fizemos muito no primeiro mandato mesmo com todas as dificuldades que vocês já sabem. Agora, com a graça de Deus, vamos fazer muito mais”, discursou Célia Sales. 

Ela ressaltou que, na crise desta pandemia da  Covid-19, o time de secretários teve uma maior integração e parabenizou pela dedicação e empenho dos comitês formados, a exemplo do Comitê Contra o Coronavírus e o de fiscalização em Porto de Galinhas. “Quero que esta motivação e compromisso continuem”, afirmou. Célia Sales também ressaltou que todos precisam trabalhar para gerar mais emprego e renda para os ipojucanos, se empenhando, com “criatividade e inovação”, para garantir não só a instalação de novas empresas, mas o fortalecimento das já existentes no município. 

Em seu discurso, a prefeita declarou que quer ver ainda mais avanços do que já conquistou na Educação, na Saúde e na Segurança. Falou da preocupação com o tráfico de drogas, que vem crescendo no município, e antecipou que cobrará políticas públicas mais assertivas tanto para a Zona Rural como para a juventude envolvendo esportes, cursos de capacitação e oportunidades de emprego. Anunciou que vai dar uma atenção especial ao Turismo e ao Meio Ambiente, tão afetados nos últimos dois anos (óleo e pandemia), e antecipou que, em breve, fará diversas inaugurações de demandas antigas da população, contempladas no Programa de Retomada Econômica, lançado em junho de 2020, “Ipojuca é TOP”.


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Abreu no Zap

23/01


2021

Procon-PE interdita Sala de Reboco

Houldine Nascimento, da equipe do blog

O Procon Pernambuco interditou o Sala de Reboco Bar & Comedoria. Uma equipe do órgão operativo esteve no tradicional espaço localizado no bairro do Cordeiro, Zona Oeste do Recife, por volta das 22h30 de ontem. Durante a operação, fiscais encontraram pessoas dançando enquanto havia a execução de música ao vivo, o que foi proibido pelo Governo do Estado em uma nova determinação para enfrentamento à Covid-19, no último dia 15 de janeiro.

O Blog procurou o proprietário da Sala de Reboco, Rinaldo Ferraz, para que se pronunciasse sobre a interdição. De acordo com ele, ocorria uma live solidária para ajudar músicos. "Algumas pessoas vieram doar presencialmente. Na hora em que a fiscalização chegou, elas estavam dançando. Mostrei na relação que só havia 25 pessoas. Eles viram que estava tudo regularizado com o Corpo de Bombeiros e infelizmente houve essa interdição. Eu vou fazer a defesa. Fui informado que vou ser notificado em dez dias", explicou,

A Sala de Reboco está em funcionamento desde 1999 e se notabilizou pelo incentivo ao forró pé-de-serra, ajudando a revelar diversos talentos. Ainda segundo Rinaldo, a ação do Governo pode levar o espaço à falência. "Estou com um sanfoneiro da banda que está ficando cego. Estamos levantando dinheiro para a cirurgia dele. Infelizmente, quando as pessoas vêm fiscalizar, olham de forma fria. Até questionei pelo fato de ser uma causa nobre, enquanto os ônibus e os metrôs estão dessa forma, assim como foram os comícios. E eles vêm agora em cima da classe empresarial e artística. Vou preparar a defesa e lutar pela casa para manter a divulgação da nossa cultura porque, caso contrário, vai embora mais um espaço", comentou.


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23/01


2021

O odor da morte

Por Arnaldo Santos*

Por entre as colunas de concreto e os vidros blindados, que protegem e escondem o ocupante do gabinete presidencial do Brasil, e sua corriola de ministros igualmente genocidas - como o da saúde - exala o odor da morte de mais de 215 mil cadáveres de brasileiros, vitimados pela negligência e a incúria administrativas desse (des)governo, revelando em cada um dos seus integrantes o mais abominável dos sentimentos humanos, (desumanos), que é o desprezo pela vida do outro. É imperioso lembrar que somos apenas 2,7% da população da Terra, e respondemos por 10% dos mortos em todo o mundo pela Covid.

O que aqui afirmamos ficou provado ainda no ano passado (todos se lembram), quando o “capitão da morte” mandou cancelar a compra das primeiras vacinas Coronavac - 42 milhões de doses - pelo simples fato de ser medicamento chinês. Percebem quanta falta estão fazendo para imunização dos 30 milhões prioritários? Essa aquisição havia sido comunicada pelo “mentiroso” ministro da morte, Eduardo (dia “D”, hora “H”, oxigênio) Pazuello, que foi obrigado a desmentir a informação 24 horas depois, não sem antes ser humilhado publicamente pelo seu chefe.

Outro fato que chama atenção no campeonato das vacinas, Doria X Bolsonaro, foi a demora na aprovação para uso emergencial, pela ANVISA, com direito a exibição em rede nacional de televisão, algo nunca visto na história dessa instituição. Foi uma tentativa de recuperar a credibilidade científico-técnica, arranhada em razão do uso político a que foi submetida no atual (des)governo.

A fúnebre realidade vivida pela população de Manaus, na última semana, que comoveu o mundo, confirma que o negacionismo e a eugenia bolsonarista fizeram escola, sendo o governador do Amazonas, Wilson Lima, seu aluno mais aplicado e desprezível.

Sua negligência e o desprezo pela vida conduziram muitas pessoas a agonizarem até o decesso vital por falta de oxigênio, revelando sua crueldade e do que um genocida é capaz.

O mais surpreendente é que, em vez de assumir suas responsabilidades - pedir perdão ao Brasil pela desídia e pelos crimes cometidos, admitindo que errou quando afrouxou as medidas de isolamento social, cedendo às pressões do “capitão da morte”, quando esteve em Manaus, fazendo campanha pelo não fechamento do comércio - preferiu atribuir as cenas horrendas a que o mundo assistiu pela televisão à variante do vírus, que internacionalmente está sendo chamado de “bozovirus”.

Eles, no entanto, não estão sozinhos na prática do cometimento desse que pode ser considerado “crime contra a humanidade”; a eles se juntam as “luxuosas” companhias dos integrantes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal - STF, que, como instituições guardiãs dos direitos individuais e coletivos da sociedade, onde a vida é o bem maior a ser protegido e preservado, silenciaram.

Por interesses subalternos e falta de uma atuação politico-jurídica como se espera das instituições democráticas, se omitiram do papel constitucional que lhes cabem; e deixaram esse genocida continuar brincando de matar. Por isso, nos seus amplos salões e luxuosos plenários, estão empilhados os mais de 215 mil cadáveres, para que também sintam o odor da morte.

Deve ser lembrado o fato de que, já no início da pandemia, quando se choravam os primeiros 20 mil mortos pela Covid, o negacionismo se intensificava, aliado ao exercício ilegal da Medicina, via rede nacional de televisão, pelo demente charlatão “capitão da morte”. Este, então, receitava abertamente o uso indiscriminado da tal cloroquina, sem qualquer eficácia comprovada, e recomendava que a população não deveria ficar em casa nem usar máscara. A tudo isso se somavam os sucessivos ataques as outras instituições e o descumprimento da Constituição; ali já estavam dadas as condições para que o Congresso e o STF interrompessem a trajetória desse sádico, pois, na divisão dos poderes, cabe aos legisladores e aos doutos juízes da Suprema Corte essa função.

Como não o fizeram, faço saber que as centenas de milhares de órfãos que choram a morte dos seus pais, as milhares de viúvas e viúvos, com dificuldades para criar seus filhos, as centenas de milhares de sonhos e histórias de vida interrompidos, são também responsabilidade dos senhores, por terem se omitido do cumprimento do dever legal, que seria a interrupção, via impeachment, ou por meio de outro instrumento legal, das ações dessas mentes doentias e perversas indiferentes à dor e à comoção de toda uma Nação. Continuarão impunes? Até quando?

Por isso, senhores ministros e congressistas, sintam o mau cheiro que exala dos mais de 215 mil cadáveres, que vocês, pela omissão, deram causa aos seus óbitos; experimentem, ainda, a dor dos que agonizaram até morrer pela falta de um cilindro de oxigênio, pois todos os males e sofrimentos causados pelo bolsonarismo doentio e perverso são, também, responsabilidade dos senhores.

No contexto dessa realidade sombria, o Brasil já é um grande necrotério, onde os vermes que corroem essa Nação se alimentam dos cadáveres deixados pela Covid, e nutrem o mórbido sentimento de desumanidade e indiferença pela sociedade em geral, especialmente pelos pobres que são os mais suscetíveis a contaminação pelo coronavírus, que, por necessidades e instinto de sobrevivência, se expõem ao vírus em grau muito maior.

Para aqueles que ainda mantêm intacto o uso da razão, é impensável deixar que falte oxigênio para acudir a população de qualquer cidade brasileira, enquanto o ministro da morte exercita o charlatanismo bolsonarista receitando cloroquina, agora disfarçado de um tal “tratamento precoce”, mesmo depois da ANVISA ter declarado não existir qualquer evidência científica da sua efetividade no tratamento do coronavírus.

 A propósito das supostas propriedades terapêuticas da cloroquina no tratamento da Covid, o Governo do Ceará financiou uma pesquisa, por meio da FUNCAP, junto ao Departamento de Farmacologia Clínica/UFC, e espera receber os resultados nos próximos dias, para saber se há comprovação científica para uso profilático no combate ao vírus.

A pergunta que se faz é, como ser indiferente à morte de pessoas por asfixia, nos corredores dos hospitais, e não atuar com toda autoridade e a responsabilidade que lhe cabia, como fez esse verme ministro da morte quando esteve em Manaus? Na semana anterior à falta de oxigênio em todas as unidades de saúde, ele havia sido informado do problema e ainda assim viajou sem tomar qualquer providência, para depois apresentar como motivo a cínica desculpa de que a força aérea não dispunha de boeing para transportar os cilindros, embora o Ministério da Saúde já soubesse do iminente colapso há pelo menos dez dias! Reparem a quem está entregue a saúde do povo brasileiro!

A pergunta que todos fazemos é: - por que não alugou quantos boeings fossem necessários para fazer o transporte e acudir às pessoas e evitar que morressem daquela forma tão sofrida? Nosso respeito e reconhecimento aos médicos e a todos os profissionais da saúde, que mesmo nas situações mais adversas, nunca se omitiram.

O mais surpreendente é que o requisito mais ressaltado em seu currículo – é que ele seria um especialista em logística, e não foi capaz de fazer chegar a tempo, aos hospitais de Manaus, os cilindros de oxigênio tão necessários para salvar a vida daquelas pessoas que vimos agonizar até a morte. Imagine se não o fosse!

Senhores genocidas: a vacina, pelo seu valor científico e eficácia comprovadas em todos os ensaios e testes clínicos, vai conter a velocidade da transmissibilidade do vírus, vai reduzir significativamente o número de infectados e mortos daqui para frente, (se houver vacinas suficientes), mas suas máscaras que só recentemente passaram a usar, especialmente pelo “capitão da morte”, continuarão impregnadas pelo fartum exalado dos cadáveres dos pais e mães, esposos e esposas, irmãos e irmãs, filhos e filhas, tios e tias, cunhados e cunhadas, primos e primas, amigos e amigas, que os senhores, pela prática genocida com que se conduziram até aqui, deram causa as suas mortes.

A pandemia vai passar, mas o bodum da morte não, e vocês vão continuar cheirando para nunca mais esquecerem dos crimes que cometeram. Até aqui a pandemia teve o vírus como causa a ser combatida, desde agora, pelas vacinas, e três inimigos ainda mais difíceis de enfrentar: o negacionismo do governo, a mente doentia e criminosa do presidente e as mentiras do ministro da morte.

Saibam os estúpidos desse governo e seus aliados que a culpa por essa monstruosidade cometida contra o povo brasileiro é de vocês, e já está registrado pela história. Se, por acaso, os doutos juízes do STF, em um lapso de consciência, mesmo que tardiamente, fizerem a justiça se realizar, vocês pagarão pelos seus crimes, pois não lhes restará lugar para se esconderem, e menos ainda um refúgio para se livrarem do peso da culpa. Tenho dito!

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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23/01


2021

Belo Jardim ganha um hotel maravilhoso

No Jornalismo desde os anos 80, focado na política, pós graduação em Ciência Política pela Unicap e curso especial na UNB, nunca resumi minha atividade a uma temática. Sou plural, tenho livros sobre o potencial do Nordeste e também abordando o drama interminável das secas inclementes, que gerou a chamada indústria da seca.

Por onde passo - e viajo muito - costumo divulgar boas descobertas, como o restaurante Águas de Março, em plena Serra dos Ventos, em Belo Jardim, onde comi ontem um peixe maravilhoso contemplando a natureza. Também a maravilhosa tripa do bar e restaurante Bodeca do Jokka, no centro de Belo Jardim. 

Faço isso como dicas e também para valorizar o que é bom. Prestigio também os grandes investidores anônimos do Nordeste, como é o caso de Giva Fidelis, matuto audacioso de Belo Jardim, que abriu, há três anos, o Hotel Lacazzona, situado às margens da BR-232, a 184 km do Recife e 73 km de Arcoverde, portal de entrada do Sertão.

Foi lá onde foi realizado o primeiro encontro do ano dos novos presidentes de câmaras municipais, ontem, cumprindo o protocolo rigoroso da pandemia. O hotel tem um espaço bem amplo e confortável, dois auditórios, o maior deles com capacidade para 600 pessoas. Tem também uma piscina maravilhosa com bar molhado, espaço kids e uma mini academia. Os apartamentos são ótimos, com duas suítes presidenciais.

Giva atua também no ramo de motel. Apaixonado por Belo Jardim, conseguiu uma linha de crédito do Banco do Nordeste para tirar do papel o projeto dos seus sonhos: dar a cidade um hotel de qualidade, o que há muito Belo Jardim necessitava. E está dando certo, mesmo em tempos tão bicudos de crise sanitária. 

Serviço 
Hotel Lacazzona 
BR-232 KM 180 
Reservas: [email protected]
Fones: 81. 3726.4806 e 998795513


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Banco de Alimentos

23/01


2021

Um embaixador no inferno

Por Marcelo Tognozzi*

O embaixador Paulo Tarso Flecha de Lima nasceu vacinado contra a mediocridade e a incompetência. Ao longo dos seus mais de 50 anos de carreira não foram poucas as vezes em que desafiou o impossível e venceu. Diplomata brasileiro mais importante da segunda metade do século 20, sempre teve como marca pessoal a eficiência da sua diplomacia exercida com determinação, cavalheirismo e, acima de tudo, uma enorme paixão pelo Brasil. Os mais jovens não sabem, mas nos anos Paulo Tarso o Itamaraty era muito mais que uma repartição burocrática com funcionários poliglotas. Ali funcionava uma usina de talentos capazes de ousar e fazer a diferença.

O embaixador, que completará 88 anos em julho, é símbolo da competência e inteligência que necessitamos resgatar urgentemente para que o Brasil recupere sua importância e prestígio na comunidade internacional.

Nos últimos anos experimentamos a diplomacia de uma nota só, na qual o único parceiro relevante era o ex-presidente Trump. Os erros da diplomacia são caros demais e às vezes duram séculos até serem superados.

Esta semana o Brasil se encheu de esperança com as primeiras imagens de pessoas sendo vacinadas. Mas perdeu o fôlego logo em seguida, abatido pela notícia de que não teremos matéria-prima suficiente para produzir imunizantes em larga escala. Nossa diplomacia foi lerda, justamente quando mais precisávamos dela e pagaremos caro.

Foi por isso que decidi reproduzir esta conversa até agora inédita. Na tarde do dia 11 de julho de 2003, eu e o fotógrafo Orlando Brito batemos um longo papo com o embaixador Paulo Tarso sobre os bastidores do resgate dos brasileiros feitos reféns pelo ditador do Iraque, Saddam Hussein, em 1990, pouco antes de estourar a Guerra do Golfo. Saddam usaria brasileiros trabalhadores da Mendes Junior como escudos humanos no caso de um bombardeio norte-americano. Embaixador em Londres, ele interrompeu as férias no sul da França para rumar ao inferno iraquiano. Seu relato é uma aula de diplomacia, ousadia, coragem, solidariedade humana e profissionalismo. Tudo o que se espera de um embaixador de verdade.

Quando o presidente Fernando Collor pediu para o senhor resolver a questão dos reféns brasileiros no Iraque?

Paulo Tarso – Foi em 1990. Estava de férias no Hotel du Cap no Sul da França, quando o garçom trouxe o telefone. Era nosso encarregado de negócios em Bagdá pedindo para que eu entrasse em contato com o ministro do Comércio do Iraque e solicitasse a liberação dos vistos dos brasileiros. Em seguida, telefonou o Azambuja (embaixador Marcos Azambuja, secretário-geral do Itamaraty), e combinamos que eu iria a Londres pegar minhas coisas e depois voaria para Bagdá via Aman, na Jordânia. Eu tinha uma carta do Collor ao Saddam para usar em caso de necessidade.

Quantos eram?

Paulo Tarso – Eram 450 brasileiros que o governo Saddam chamava de hóspedes. Cada grupo estava ligado a um ministério. O primeiro grupo que consegui liberar era o do brigadeiro Hugo Piva. Diziam que ele estava lá ajudando o Iraque a fazer bomba atômica, mas não era nada disso. Ele estava fazendo uns awacs, aqueles aviões com radar e fez os awacs com uma plataforma russa.

Qual era sua estratégia?

Paulo Tarso – Manter a pressão com o grande número de brasileiros, porque queria que saísse todo mundo junto como forma de pressionar o governo do Iraque. O Itamar era presidente interino (Collor estava em viagem oficial no exterior) e um sujeito do SNI (antigo Serviço Nacional de Informações) que o assessorava começou a soprar no ouvido dele para mandar vir todo mundo que já tinha visto. Me recusei a cumprir esta instrução, porque era uma instrução suicida do ponto de vista dos nossos interesses.

Se ficasse um para trás já fracassaria…

Paulo Tarso – Exatamente. E perderia o poder de pressão. Em Bagdá não tinha comunicação com o Brasil. Fizemos uma gambiarra com o computador do José Meirelles Passos, correspondente de O Globo, e conseguimos acesso a uma internet precaríssima. Nosso sistema de telefone por satélite dava muita interferência com os tais awacs que o Piva montou lá. O Piva resolveu tirar o pessoal dele antes. E nós o pegamos em flagrante numa agência comprando passagens. Eu o chamei e passei-lhe os fogos. Como eu era o chefe, me prevaleci desta condição e desanquei o Piva. Como é que ele estava fazendo um negócio desse sem me falar e que poderia comprometer o êxito da missão? Ele ficou muito aborrecido comigo, mas acabou desistindo de sair antes.

E os outros?

Paulo Tarso – Começou-se a criar um fermento de insatisfação no acampamento da Mendes Junior. O pessoal estava muito revoltado e fui lá. O Rosental Calmon Alves, do Jornal do Brasil, tremendo gozador, disse que eu não conseguia me comunicar com os operários, porque falava difícil. No dia seguinte mudei o discurso. Um gerente da Mendes Júnior não me queria no acampamento apavorado com a possibilidade de eu ser sequestrado. O clima era esse. Fiz um discurso bem pedestre na linguagem. Nessa altura a Lúcia (mulher de Paulo Tarso) decidiu vir para Bagdá, mesmo contrariando minha orientação e a do Itamaraty. Usei isso como trunfo: “Olha aqui, quero dar uma prova de que a coisa está se normalizando, tanto que mandei vir minha patroa”. Esse troço rendeu, porque usei a expressão patroa e os jornalistas me gozaram pra burro. Mas surtiu efeito.

Como seguiram as negociações?

Paulo Tarso – O subsecretário de relações exteriores deles era muito influente e com prestígio no Iraque. Wissan Zhawyi. E o acesso a ele obtivemos usando o diplomata René Loncan, seu amigo. A Lúcia fez um jantar para ele na embaixada. Foi aquela luta, porque não havia mais gêneros em Bagdá. Mas o motorista da embaixada conseguiu comprar um carneiro e o cozinheiro fez um carneiro ótimo. Só que Wissan Zhawyi era vegetariano. Então foi uma decepção danada. Mas ele me ajudou, porque era parte da máquina permanente do Ministério do Exterior.

Como ele ajudava?

Paulo Tarso – A gente telefonava e ele dava informações importantes.

Nessa viagem o senhor não chegou a ter contato direto com o Saddam?

Paulo Tarso – Não foi preciso. Consegui resolver tudo sem falar com ele.

Então quem ajudou o senhor foi o Tariq Aziz e…
Paulo Tarso – E o Arafat (Yasser Arafat 1929-2004). O Arafat eu já conhecia e o procurei. Ele tinha uma casa em Bagdá e era muito meu camarada. Era fascinado pelo Brasil e, coitado, levou um cano aqui. Ele era empreiteiro no Oriente Médio, quando começou a construção de Brasília. Um vigarista vendeu para ele um lote apregoando qualidades excelsas para este lote e ele nunca conseguiu achar o diabo do lote. Eu ajudei a procurar também, mas nunca achei. Ele contava isso com muita graça.

Onde o senhor o conheceu?
Paulo Tarso – No Brasil havia um representante da OLP (Organização para Libertação da Palestina, chefiada por Arafat), o Farid Suwan, que ficou meu amigo. Numa das vezes que eu fui ao Iraque ele fez questão que eu conhecesse o Arafat. Quando fui para Bagdá nesta missão, antes passei pela Jordânia e consegui uma audiência com o rei Hussein, pedi para ele dar uma palavra com o Saddam e de fato ele deu. E o Arafat a mesma coisa. Eu o procurei e disse: “Chairman –ele era conhecido como chairman Arafat– precisamos de uma ajuda sua aí com o Saddam, faça ver a ele que é um erro histórico que está cometendo. Isso vai dificultar no futuro uma possível cooperação entre o Brasil e o Iraque“. O Arafat concordou e prometeu intervir junto ao Saddam. Foram duas ajudas políticas.

E as coisas evoluíram?
Paulo Tarso – Começaram a pingar os vistos que estavam faltando até que o Collor, que estava em Nova York, teve uma reunião com o Bush pai. Os americanos redigiram um comunicado à imprensa dizendo o seguinte: “O presidente Collor e o presidente Bush conversaram sobre a situação do Oriente Médio e convieram ambos que Saddam Hussein é um bandido”. Uma coisa desse gênero. E eu com mais de 400 brasileiros lá.

Como o senhor saiu dessa?
Paulo Tarso – O Nezar Hamdoum mandou me chamar. Era o homem forte do Ministério do Exterior e encarregado da propaganda no Iraque. Os americanos o chamavam de Goebbels do Iraque. Pegou um teletipo e disse: “Você viu essa notícia”. Eu respondi: “Soube, mas não vi e estou procurando confirmar”. Então mandei um telegrama para o Rezek (Francisco Rezek, ministro das Relações Exteriores), dizendo que a situação estava muito crítica, porque houve este problema do comunicado e isso poderia ser atenuado, caso ele concordasse em mandar um telegrama para o ministro do Exterior do Iraque. Preparei a minuta do telegrama. Telefonei para o Rezek e falei que a solução era essa e que ele mandasse o telegrama. Você pensa que mandou? Não mandou. Estava a fim de me queimar mesmo.

Como o senhor fez, embaixador?
Paulo Tarso – Eu fui e ensaboei o negócio sem nenhuma cobertura da retaguarda. Me tiraram o tapete. Se eu tivesse um documento do nosso ministro do Exterior dirigido ao ministro do Exterior do Iraque, dizendo que as palavras estavam fora de contexto, seria muito diferente. Outra coisa é o negociador, que não esteve presente à reunião, afirmar isso. Fiquei inteiramente pendurado na brocha. Sem nenhuma cobertura. Aí eu tive medo do Brasil: “Esses caras estão querendo me imolar aqui”.

O presidente Collor soube disso?
Paulo Tarso – Não sei se ficou sabendo desse detalhe. Fui lá no Nezar Hamdoum e consegui convencê-lo de que o Collor havia sido citado fora de contexto e que na hora de produzirem a nota penderam o texto para a posição americana. Aquilo não representava a posição brasileira, que estava expressa na minha atuação de conciliação e de buscar uma saída honrosa. Mas você vê o tipo de deslealdade que o sujeito cometia. Não custava nada mandar o telegrama.

E ele não estava fazendo uma coisa contra o senhor, mas sim contra…
Paulo Tarso – Os brasileiros. O Marcos Azambuja também estava cheio do negócio e me telefonava dizendo assim: “Tá na hora de você sair daí, rapaz”. E respondi ao Marcos: “Eu só saio daqui quando tirar o último brasileiro. Antes da hora eu não saio”. Se saísse antes da hora estava desmoralizado. O engraçado nessa missão era que onde quer que eu fosse era seguido de perto pelo embaixador inglês. Ele estava encucadíssimo sobre o que eu estava fazendo lá.

A Inglaterra tinha o mesmo problema?
Paulo Tarso – Tinha, mas era parte beligerante. A grande vitória foi a seguinte: fui o único sujeito que não era chefe de Estado e tirou os brasileiros de lá. Os austríacos mandaram o Waldheim, que era presidente da Áustria. E eu tirei sem necessidade de um adjutório político maior. Ele conseguiu tirar o pessoal dele, mas eram só 30. E eu ali vendo aquele negócio, ansioso por tirar os meus.

Como o senhor arquitetou a saída?
Paulo Tarso – Aí foi outro abacaxi. A Varig não quis desviar um avião da Europa para buscar o pessoal. Então fretei aviões da Iraq Airways. E foi uma coisa chata, porque o tesouro americano já tinha bloqueado as contas dos iraquianos. Acertamos o pagamento do avião e o banco Manufactures Hannover Trust não quis transferir o dinheiro, atrasando a operação. Não tive dúvida: botei a boca no trombone, dizendo que a culpa era do Manufactures Hannover, que não quis transferir o dinheiro.

E depois?
Paulo Tarso – Fretei um 747 para o primeiro voo e junto foi o embaixador Antonio Amaral Sampaio. Eu fiquei. No dia do meu embarque chegamos no aeroporto pontualmente à meia-noite. Toca o tempo a rolar e nada do avião estar pronto. Aí fiquei apavorado e disse para a Lúcia: “Isso é sacanagem do Saddam Hussein para nos obrigar a ficar aqui. Nós estamos fritos”. Esperamos no aeroporto quatro horas. Deitei num banco e às 4 da manhã, quando chamaram para o embarque, entrou um operário da Iraq Airways com um alicate e um arame nas mãos. Contou que estava dando problema na direção do avião. Eu disse: “Puta que pariu, agora nós estamos fodidos”. Um sujeito com um aspecto horrível, com um alicate e um arame na mão, vai fazer cagada.

O senhor ligou para o presidente?
Paulo Tarso– Liguei para o Marcos (Azambuja) avisando. E eles anunciaram.

Estavam todos apostando no seu fracasso.
Paulo Tarso – Hoje eu estou convencido disso. Cheguei aqui 12 de outubro de 1990, dia de Nossa Senhora Aparecida. Acho que foi a primeira vez que um diplomata brasileiro chegou no Brasil e 10.000 pessoas estavam no aeroporto. Fui direto falar com o Collor e ele preocupado em saber como tinha sido com o rei da Jordânia e o que o brigadeiro Piva estava fazendo lá.

Quantas horas de voo?
Paulo Tarso – Umas 18. Trouxemos a Mônica Yanakiev (jornalista). Na hora de ir para o aeroporto, ela pegou um táxi e o taxista quis agarrá-la. E ela se defendeu com um notebook. Deu uma notebocada na cabeça do sujeito. Estávamos desesperados para vir embora e apavorados de ter de ficar. Nossa saída foi muito engraçada. Quando o Mercedes da embaixada estava partindo para o aeroporto, o René Loncan colocou no toca-fitas o coro dos hebreus saindo da Babilônia, da ópera Nabuco de Verdi. Então saímos ao som do coro dos hebreus. Foi uma coisa emocionante. Quando ouço Nabuco lembro da nossa saída de Bagdá. Os hebreus éramos nós saindo da Babilônia.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Poder 360.


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22/01


2021

Ex-prefeito de Igarassu comemora números da cidade

O ex-prefeito de Igarassu Mário Ricardo (PTB) comemorou, em suas redes sociais, o número alcançado pelo município no ranking de melhores cidades para instalar uma empresa. Confira no vídeo o depoimento do ex-gestor.

Além do vídeo, o ex-prefeito publicou a seguinte mensagem: “Fico muito feliz em saber que as políticas públicas que nós fizemos colocaram Igarassu no rumo do desenvolvimento e a cidade continua a avançar cada dia mais. O trabalho está só no começo e sei que cada um de nós pode fazer a sua parte nessa missão”.


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Jornao O Poder

22/01


2021

Comida boa, lugar lindo: Serra dos Ventos

Águas de março, canção de Elis Regina, é madeira de vento, tombo da ribanceira, mistério profundo, vento vetando, é a viga, o vão, a festa da ciumeira, chuva chovendo, conversa ribeira. É o fim da canseira, o pé, o chão, a marcha estradeira, passarinho na mão, pedra de atiradeira.

É tudo que você encontra, literalmente, no restaurante Águas de Março, de Neno, nas montanhas da Serra dos Ventos, às margens da barragem Tabocas, a 18 km do centro de Belo Jardim. Aposentado da Chesf, Neno encontrou um paraíso para viver a melhor idade e ergueu um restaurante top ao lado da sua casa para encantar a clientela, servindo comidas regionais. O carro-chefe da cozinha é o peixe assado, pescado nas águas da barragem.

Mas lá se come outras iguarias sem igual: a picanha é irresistível, assim como o pernil de porco e também de cabrito. O lugar é lindo, aconchegante, maravilhoso. Para quem tem crianças, Neno fez um parquinho. De propósito: para o cliente consumir ainda mais seus pratos deliciosos enquanto a garotada se diverte.

Lá do alto da ribanceira do seu restaurante, todo em madeira de lei, os olhos fazem uma viagem a um verdadeiro paraíso. Tudo lá enche a alma de prazer e felicidade. Não dá vontade de sair nunca mais.

Por isso que Neno é tão feliz. A Serra dos Ventos é poesia, romantismo. Tem relevo, água, tranquilidade, ar puro – receita que qualquer viajante farto das agruras das grandes cidades gostaria de encontrar, ainda mais se combinada com preços de comida, bebida e hospedagem baratos.


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22/01


2021

Avião com 2 milhões de doses da vacina chega a SP

O avião que transportava os dois milhões de doses da vacina de Oxford produzidas no Instituto Serum, na Índia, chegou a São Paulo, na tarde de hoje, após o governo indiano autorizar as exportações comerciais do imunizante. O pouso ocorreu por volta das 17h20.

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, acompanhou a chegada da carga no Aeroporto Internacional de São Paulo, em Guarulhos, na Grande São Paulo. A carga era para ter chegado cinco dias atrás, no dia 17, mas a Índia não havia liberado o envio para o Brasil.

As doses serão colocadas em um avião da Azul, que fará o transporte até o Rio de Janeiro, onde o ministro da Saúde deverá fazer um pronunciamento.


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22/01


2021

Editorial analisa popularidade de Bolsonaro

No Frente a Frente de hoje, programa que ancoro pela Rede Nordeste de Rádio, o meu editorial foi sobre as pesquisas divulgadas essa semana que trouxeram números negativos sobre a popularidade do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Vale a pena conferir!

O Frente a Frente tem como cabeça de rede a Rádio Hits 103,1 FM, em Jaboatão dos Guararapes.


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22/01


2021

Municípios precisam adequar redes de ensino

Diante da pandemia do novo coronavírus, escolas precisaram ser fechadas, deixando crianças e adolescentes longe das salas de aula. Opções diversas foram criadas para a continuidade da aprendizagem em casa, mas nem todos os estudantes conseguiram acompanhar as competências necessárias para a conclusão satisfatória da série. Para apoiar municípios na garantia do direito à educação, especialmente de crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade, uma solução tecnológica foi criada no estado. A ferramenta foi elaborada pela Mundo Educacional Editora, em parceria com grupo de pesquisa do Centro de Informática (CIn) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e pode auxiliar as redes municipais na organização da volta às aulas.

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e, posteriormente, o Conselho Nacional de Educação (CNE) recomendam, para o retorno às aulas, a realização de uma avaliação para diagnosticar as lacunas de aprendizado dos estudantes. Esse seria, de acordo com os órgãos, os primeiros passos para criar planos de ação voltados à redução dos danos gerados na pandemia. A realização dos diagnósticos é fundamental para assegurar que as aprendizagens essenciais sejam adquiridas em 2021.

Identificar as lacunas na aprendizagem e os pontos de melhoria em cada segmento é fundamental para que as redes de ensino e as escolas possam planejar, de fato, os próximos passos. “As desigualdades na aprendizagem dos estudantes vêm sendo mostradas em vários estudos no Brasil. Na pandemia, houve um aprofundamento dessas assimetrias. Saber quais são as defasagens que ficaram de 2020 é fundamental para planejar 2021. Para isso, é preciso avaliar o nível no qual se encontra cada estudante, ou seja, entender o que ele sabe do ano anterior para que se possa recuperar o desenvolvimento dessas habilidades”, explica o consultor em gestão de projetos da Mundo Educacional e especialista em psicopedagogia institucional, Rubenildo Moura, que tem experiência como consultor da Unesco, Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Por causa das restrições ainda vigentes e para evitar a disseminação do novo coronavírus, a avaliação diagnóstica deve ser feita nas residências dos estudantes. A avaliação é individual, e são emitidos relatórios personalizados para os municípios, que, a partir dos resultados, terão evidências científicas da situação atual da rede de educação. “Compreendemos que 2020 foi um ano atípico e cada município, individualmente, trilhou os seus percursos para atender as suas redes. Iniciando 2021, é de suma importância que os municípios acompanhem as aprendizagens dos seus estudantes. O momento agora é de avaliar qual foi o prejuízo que a pandemia implicou na vida dos estudantes, fazendo uma diagnose e, a partir dela, direcionar, orientar e planejar o que precisa ser ensinado no ano de 2021”, enfatiza a consultora pedagógica da Mundo Educacional e mestra em educação pela Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), Michely Almeida.


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