Lavareda

31/10


2020

Ideologia e idiotia no Brasil

Por Arnaldo Santos*

O escritor russo Fiódor Dostoiévski, autor de substantiva produção literária traduzida para o mundo inteiro, dentre tantas outras obras, escreveu um romance cujo título é O IDIOTA! Narra a história de um homem bom e humanista que, por suas ações sempre enriquecidas pelo sentimento de grande compaixão, é considerado idiota. 

O personagem do livro não guarda qualquer relação, claro, com alguns daqueles que também se enquadram em um perfil de idiota, detentores de poder e mando atualmente no Brasil, que, ao contrário do homem bom e humanista, movido pela compaixão descrito por Dostoiévski, demostram desprezo pela vida das pessoas, e menos ainda parece com outros tantos dos seus apoiadores que invadem as ruas e as redes sociais, guiados pela “idiotia”, patologia diagnosticada pela Psiquiatria para designar os indivíduos de parcos recursos mentais. (Permitam-me o uso do eufemismo para assinalar o atraso mental de alguns).

Todos sabemos que, no decurso dos tempos, o vocábulo idiota assumiu um sentido pejorativo, para caracterizar pessoa “ignorante, sem educação, tola, desprovida de bom senso”, como muitas que já nos acostumamos a ver em ação na realidade em curso, quando predominam a ira e a intolerância. Elas estão por toda parte, principalmente nas redes sociais, mentindo, agredindo, ameaçando ministros, e jornalistas, tentando destruir reputações, mediante vasta disseminação de fake news. 

Para não cometer o grave pecado da generalização, desde já, é preciso registrar que não são todas, mas algumas dessas pessoas, por padecerem da “idiotia”, doença mental que deve lhes causar profundo sofrimento, (imagino), tornaram-se incapazes, até, de cumprir com o mais elementar dos requisitos de civilidade, para convivência em uma sociedade democrática e plural, que é discutir ideias, ainda que divergindo, mas mantendo o primado da boa educação. 

Essa incapacidade que algumas delas demonstram, muito provavelmente, decorre do vazio que sentem por não possuírem qualquer ideia sobre nada, ou coisa nenhuma, e talvez por isso manifestem esse sentimento de revolta, e não aceitem que outras pessoas as tenham, e pensem diferente.

Aliás, sobre essa ausência de ideias que acomete e atormenta alguns desses, vale resgatar alguns fragmentos do conto Teoria do Medalhão, escrito em 1881, por Machado Assis, e publicado há tempos pela Gazeta de Notícias, ilustrativo do que foi referido no parágrafo acima. 

Resumidamente, no conto de Machado de Assis, o pai inicia uma conversa com o filho logo após o jantar, em que este comemorava 21 anos, e sugere ao rapaz o ofício de “medalhão”. Entrando para “a carreira de medalhão, o filho deve se abster de ter ideias”. Diz o pai a seu filho que ele se “enquadra nessa carreira por não ter ideias próprias”. O genitor também fala dos benefícios da publicidade, sugerindo ao rapaz que, em vez de escrever um “[…] tratado científico sobre carneiros”, deve dá-lo em forma de jantar aos amigos e fazer a notícia circular.

Também é sugerido ao rapaz que ele pode “entrar para a política, se ligar a um partido, desde que não adote a ideia de nenhum”. E continua: se entrar para a política, “é bom usar a tribuna para chamar atenção pública, e os discursos devem ser sobre algum assunto que incite o debate e discussões, mas sem que surjam novas ideias”. Escrito em 1881, nos dá a impressão de ter sido apenas há dois anos. 

É nessa realidade de intenso sofrimento causado por essa ausência de ideias, e com a consciência de suas incapacidades, além de múltiplos complexos de inferioridade, embora se jactando de qualidades e virtudes que não as possuem, que alguns poucos se deixam atormentar e perdem a compostura, até quando leem um simples artigo de jornal, contendo uma análise política factual dos negócios e das ações do governo, assim como do comportamento idiotizado do governante de plantão; (sua fala na última quinta feira no Maranhão, onde vomitou preconceito e homofobia, contra o povo maranhense, confirmam seu estado avançado de idiotia), portanto, algo corriqueiro e do conhecimento de todos; ainda assim, vão às redes sociais e vituperam, muita vez, até de forma anônima, que é a manifestação da idiotice. 

Tal comportamento é revelador de que não foram capazes de fazer as pazes com o passado que os ronda, e só a eles é dado a conhecer; e para agravar esse tormento, pela agressividade e a deselegância com que alguns reagem, deixam escapar que foram vencidos pelos demônios que carregam dentro si, e que fazem alimentar a intolerância, o ódio e o preconceito, resultado da aguda idiotice de que são acometidos, e por esta são conduzidos.

A propósito, Nelson Rodrigues, cronista observador da vida como esta é, em seu estilo mordaz de analisar e traduzir em textos as mutações da sociedade brasileira, no meu sentir, sob a óptica da Sociologia política e do comportamento, ninguém o fez de modo tão real e peculiar, em uma de suas crônicas, intitulada Os Idiotas Confessos, descreve os idiotas e suas idiotices, em distintos graus e manifestações, desde os tempos em que o marido enganado, de tão ingênuo e idiota, era o último a saber.

A crônica do Jornalista e escritor recifense (1912-1980) põe em relevo o processo de idiotização vivenciado na realidade atual a que me refiro neste artigo, como se denota nesta citação: “[…] de repente, os idiotas descobriram que são em maior número. Sempre foram em maior número e não percebiam o óbvio ululante. E mais descobriram: - a vergonhosa inferioridade numérica dos “melhores”. E certo dia, um idiota resolveu testar o poder numérico: - trepou num caixote e fez um discurso. Logo se improvisou uma multidão. O orador teve a solidariedade fulminante dos outros idiotas. A multidão crescia como um pesadelo. Em quinze minutos, mugia, ali, uma massa de meio milhão”. Mais atual e verdadeiro impossível! Será que é preciso ainda dizer mais? 

Cabe a pergunta: que tempos são esses que estamos vivendo? Dizer que são apenas “estranhos”, como afirmou o ministro Marco Aurélio, já não os define, afinal mais estranha foi sua decisão de colocar em liberdade um traficante internacional de drogas, dos mais periculosos, condenado em segunda instância em dois outros processos, sob o argumento de que faltou o pedido de renovação de sua prisão pelo juízo competente...; mas esse é tema para outra reflexão. 

Examinando essa realidade ideologizada e idiotizada que vivenciamos, com nítido viés de pouco ou nenhum apreço pela democracia, nestas circunstâncias - “um cabo e dois soldados” bastam para fechar o STF, opinião alimentada pelo negacionismo sustentado por um discurso autoritário, e uma ação onde a vida parece não ter valor, mas impera a reafirmação do “eu” - “eu mando e vocês obedecem, porra!” - o que nos fortalece é a certeza de sermos um povo enriquecido pelas diferenças culturais e de gênero, assim como pelo sincretismo religioso, e a nossa relativa laicidade, que deram origem a essa sociedade plural. 

O que nos encoraja a buscar iluminar essa escuridão, é que, além da boa índole de que somos possuidores, temos o privilégio de falar um só idioma, em um Pais de alargadas dimensões geográficas e múltiplas etnias, mas que, pela língua portuguesa, nos tornamos iguais, para que possamos vencer as diferenças regionais, econômicas e sociais, e sermos um povo uno, em uma sociedade de abissais desigualdades. 

Sem muito esforço, a nós é dado notar que somos capazes de superar todos e quaisquer sentimentos menores, inoculados todos os dias por aqueles que, não compreendendo a diferença do conceito entre o que é público e o que é privado, consequência dessa idiotia, confundem o que significa estar no poder, com “o Estado sou eu” (Luís XIV), abolido desde junho do ano de 1.215, pela lei do João-Sem-Terra, promulgada na Inglaterra. 

Se nos serve de algum consolo, volto a Nelson Rodrigues, que afirma na crônica já mencionada, que “[…] nem pense que a ‘invasão dos idiotas’ só ocorreu no Brasil”. E prossegue, “[…] se fosse apenas uma crise brasileira, cada um de nós podia resmungar: - ‘subdesenvolvimento’- e estaria encerrada a questão”. “Mas é uma realidade mundial”.

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. E-mail: [email protected]


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Comentários

HELTON FELIPE MARCAL DA SILVA

E por falar em jactância... Existe uma classe social que demonstra sua afetação e oferece sua superioridade intelectual em favor da democracia, contra uma ideologia parva, carregada de \"ismos\" (fascismo, olavismo, etc): é a dos jornalistas profissionais. Sendo mais um jornalista oferecendo sua jactância em favor dos povos, com autoridade calcada na ciência e no diploma, esquece estes que nós, homens comuns vítimas da democracia bolivariana e filhos da pátria educadora, já não nos comovemos com esse tipo de denúncia. O homem comum valoriza as liberdades. Como a de não usar máscara, não tomar \"vaChina\" obrigatória, de ter como fontes de informações mídias alternativas. Todos gozam da liberdade de ser culto ou tosco. E isso não é ser idiota. Afinal, o presidente é tão autoritário e \"ista\" (negacionista, por exemplo) que transita entre homens comuns pouco afetados a essa propalada \"idiotice\". A falsa premissa que qualquer ato, gesto ou opinião é íntima da loucura de apoiar um \"genocida\" já não nos afeta. Lemos e vemos todos os dias todos os atos do presidente sem intermediário, justamente através de mídias alternativas! Lá o presidente está imune e essa postura denunc\"ista\" de jornalistas uníssonos. Não coadunamos com essa burrice já imortalizada por sentença Rodrigueana: \"toda unanimidade é o que mesmo?? Sendo assim, \"doutor\"... O homem comum está imunizado contra essa classe arrogante, lendo tolices bem buriladas, com liberdades constitucionais garantidas e dentro de uma realidade muito mais afim das tosquices do presidente que as de uma pseudo virtude de pseudo paladinos.


ALEPE

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04/12


2020

Decisão do STJ sepulta permanência de equipe da saúde

EXCLUSIVO

Decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), publicada ontem, reforça a necessidade, já declarada nos bastidores, do prefeito eleito João Campos (PSB) renovar toda a equipe da saúde no Recife, não deixando ninguém da atual gestão. O STJ, através da ministra Laurita Vaz, negou habeas corpus para Felipe Soares Bittencourt voltar ao cargo comissionado de ordenador de despesas da saúde do Recife, para poder assinar contratos e fazer pagamentos.

A ministra Laurita Vaz, ao analisar a investigação de Bittencourt, colocou expressamente na sua decisão oficial que Felipe "na condição de gestor financeiro dos recursos, tem concreta possibilidade de voltar a delinquir, até o fim das investigações, valendo-se da flexibilidade das regras de contratação trazidas pela situação de emergência" e "é investigado em outros procedimentos de Dispensa, para os quais há Inquéritos Policiais em aberto". 

A menção da ministra do STJ que Felipe "tem concreta possibilidade de voltar a delinquir" sepulta a chance da atual equipe da saúde ser mantida na nova gestão. 

Por incrível que pareça, o habeas corpus de Bittencourt tinha o pedido de retorno ao cargo. Bittencourt está afastado da Prefeitura do Recife por decisão cautelar da Justiça Federal por suspeita de corrupção. 

Sem demonstrar preocupação com o calendário eleitoral, Bittencourt pediu o habeas corpus ao STJ em 27 de novembro, dois dias antes do segundo turno. Poderia ter deixado para depois, em mais uma demonstração que o assessor não teve preocupação com o momento delicado que a campanha municipal passava.


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O Jornal do Poder

04/12


2020

Reaberto em Mossoró Fórum pelo Semiárido

Começou, há pouco, em Mossoró (RN), o segundo dia do Fórum de Desenvolvimento do Semiárido, com a presença do ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes. 

Segundo ele, está avançado o termo para desenvolvimento científico tecnológico e de inovação entre os governos do Brasil e Israel. Com isso, a Universidade Federal Rural do Semi-Árido (Ufersa) poderá ser inserida na cooperação internacional.

Também presente, o deputado General Girão, a prefeita anfitriã Rosalba Ciarlini e o secretário nacional de Empreendedorismo e Inovação do Ministério da Ciência e Tecnologia, Paulo Alvim.


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Abreu no Zap

04/12


2020

Cristovam acusa Supremo de casuísmo

Do ex-ministro e ex-senador Cristovam Buarque, do Distrito Federal, ao ser informado da decisão do Supremo Tribunal Federal pela autorização dada à reeleição dos presidentes da Câmara e do Senado, até então vedada pela Constituição.

"No tempo da ditadura militar chamávamos osso de “casuísmo”. Agora, é interpretação, porque casuísmo é feito por farda, interpretação, por toga. De um jeito ou de outro, corroemos a confiança nas regras. Qualquer dia alguém vai entrar no STF para seu time ser campeão com base em gols quase feitos. Sou contra isto, mesmo que fosse para beneficiar o Náutico, ainda que ele mereça".


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04/12


2020

Lewandowski acompanha Gilmar em apoio à reeleição

O ministro Ricardo Lewandowski acaba de acompanhar o relator Gilmar Mendes na liberação da reeleição de Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

Já votaram no mesmo sentido Alexandre de Moraes e Dias Toffoli. Kássio Marques também corroborou o entendimento de Gilmar em relação a Davi Alcolumbre, mas vetou Maia.


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Banco de Alimentos

04/12


2020

Moraes vota para liberar reeleição de Alcolumbre e Maia

O ministro Alexandre de Moraes acompanhou Gilmar Mendes e Dias Toffoli e também votou para liberar a reeleição inconstitucional de Rodrigo Maia na Câmara e Davi Alcolumbre no Senado.

A Constituição é claríssima ao vedar a recondução a cargos da Mesa Diretora na mesma legislatura, não deixando margem alguma para interpretação divergente.

Mas Moraes entendeu que “o limite de uma única reeleição ou recondução deve orientar a formação das Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal a partir da próxima legislatura, resguardando-se, para aquela que se encontra em curso, a possibilidade de reeleição ou recondução, inclusive para o mesmo cargo”.


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04/12


2020

Voto de Gilmar Mendes permite reeleição de Alcolumbre e Maia

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou a favor de uma tese jurídica que, na prática, viabiliza a reeleição dos atuais presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP).

Relator de uma ação do PTB que busca impedir a reeleição, Mendes entendeu – em julgamento no plenário virtual do Supremo, iniciado à 0h de hoje – que a Constituição permite uma reeleição para os comandos da Câmara e do Senado.

De acordo com o voto do ministro, esse entendimento deve orientar a eleição para as mesas das duas Casas do Congresso a partir de 2023.

Para o ano que vem, quando haverá eleição para escolha dos presidentes do Legislativo no biênio 2021-2022, Mendes considerou possível a reeleição ou recondução para o mesmo cargo dos atuais presidentes de Câmara e Senado.

O julgamento no plenário virtual é um formato pelo qual os ministros apresentam os votos pela internet, sem a necessidade de uma sessão presencial ou por videoconferência. Se não houver pedidos de destaque, que interrompem a atuação do plenário virtual, a análise termina no dia 14.

Votos de ministros

No voto, Gilmar Mendes afirmou que o Supremo não vai decidir o resultado para as eleições da Câmara e do Senado. “É a maioria parlamentar que define quem 'fala pela Casa'”, segundo o ministro.

"Esclarece-se, portanto, que o STF não está a decidir o resultado das próximas eleições às Presidências das Casas Legislativas, matéria que, por óbvio, insere-se na mais absoluta soberania deliberativa dos atores congressuais", escreveu.

Mendes afirmou que o Supremo está decidindo apenas sobre a constitucionalidade de dispositivos regimentais que tratam da composição da Mesa das Casas do Congresso Nacional.

O ministro disse que o Congresso deve ter autonomia para analisar seus assuntos internos.

"O Parlamento deve gozar de espaço de conformação organizacional à altura dos desafios postos pela complexidade da dinâmica política. Em verdade, determinadas conjunturas e situações de fato podem não apenas reputar desejável, como também exigir que a vedação à recondução para o mesmo cargo da Mesa possa ser objeto de exceção: desde que assim a Casa do Congresso Nacional repute necessário para fins de preservação de sua autonomia constitucional", disse Gilmar Mendes.

O relator afirmou que não cabe uma interferência do Judiciário na autonomia do Legislativo.

"Ao mesmo tempo, considerando que a proibição de reeleição não constitui preceito constitucional estruturante, não cabe ao Poder Judiciário interferir no alcance da referida norma."

O ministro ressaltou que "é republicana a preocupação que se pode levantar contra a perpetuação de agentes políticos em posições centrais de poder de forma indeterminada" e votou pelo estabelecimento do limite de uma única reeleição ou recondução.

Votos de Dias Toffoli e Nunes Marques

O ministro Dias Toffoli também votou nesta sexta-feira, acompanhando o relator.

O ministro Nunes Marques entendeu que é possível a reeleição uma única vez, independentemente se dentro da mesma legislatura ou na mudança de uma legislatura para outra. Na prática, o voto do ministro impediria a reeleição de Maia (já reeleito, em 2019), mas autorizaria a de Alcolumbre.

"Se o presidente da República pode ser reeleito uma única vez – corolário do princípio democrático e republicano – por simetria e dever de integridade, este mesmo limite deve ser aplicado aos Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal", afirmou.

"É por isso que admito a inovação interpretativa adotada pelo Relator, como parte de um romance em cadeia, segundo o qual é possível nova eleição subsequente para o mesmo cargo na Mesa Diretora, independentemente se na mesma ou em outra legislatura. Contudo, desacolho a possibilidade de reeleição para quem já está na situação de reeleito consecutivamente , sob pena de ser quebrada a coerência que dá integridade ao Direito e ser aceita, na verdade, reeleição ilimitada, que não tem paralelo na Constituição Federal", completou


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04/12


2020

José Múcio também sondado por Dória

O ministro em processo de aposentadoria por antecipação do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro, não foi sondado apenas pelo presidente Bolsonaro em público para assumir um posto na sua gestão. De olho no Planalto na disputa de 22, o governador de São Paulo, João Dória (PSDB), também assedia o agora ex-presidente do TCU.

Ana Arraes, de linhagem igualmente pernambucana, foi eleita para substituir Múcio na quarta-feira passada. Sua posse está prevista para o próximo dia 10. Depois que passar o bastão para ela, Múcio se afasta do TCU dois anos e 7 meses antes do prazo legal de aposentadoria. Por isso e por ter ocupado com competência várias funções públicas, entre elas a de ministro responsável pela articulação política de Lula, passou a receber convites.

Dória gostaria de contar com ele em sua equipe em São Paulo. Bolsonaro chegou a dizer, em tom de brincadeira, que era apaixonada por Múcio. Entre os Ministérios que poderia ocupar está o de Cidadania, pilotado hoje por Ônix Lorenzoni, cuja performance na função não estaria agradando ao presidente.


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03/12


2020

Dasa compra Grupo Leforte por R$ 1,77 bi

A Dasa - Diagnosticos da America SA adquiriu por R$ 1,77 bilhão 100% do Grupo Leforte, que detém três hospitais e cinco clínicas na Grande São Paulo. As informações são do Brazil Journal. O Leforte surgiu há 75 anos e tem forte atuação no setor, com hospitais em pontos estratégicos da Grande São Paulo: no Morumbi, no ABC Paulista e na Liberdade.

Com a compra de hoje, a Dasa dobrou sua rede de seis para 12 hospitais, incluindo a inauguração do hospital Águas Claras em Brasília e a aquisição do Grupo Nossa Senhora do Carmo, dono de dois hospitais no Rio. Esse crescimento ocorreu em apenas seis meses. 


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03/12


2020

Blog recebe denúncia sobre sumiço de macas de Quixaba

Em Quixaba, no Sertão do Pajeú, uma fonte ligada à administração municipal se queixa da retenção de macas na hora de deixar os pacientes em unidades de saúde pública de médio e grante porte de cidades como Recife e Caruaru. A preocupação maior se dá pelo fato de haver poucas macas em posse do modesto município sertanejo para prestar socorro a moradores, além do fato de os recursos serem escassos.


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03/12


2020

Acusados na Operação Torrentes ocupam cargos em Suape

EXCLUSIVO

Dois réus em uma ação penal ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF) em decorrência da Operação Torrentes estão ocupando cargos estratégicos na administração do Porto de Suape. Conforme o blog apurou, os coronéis da reserva da Polícia Militar de Pernambuco Eduardo José Pereira da Silva e Paulo Estevam Vilela atuam no Complexo Industrial Portuário.

Eduardo Pereira exerce a função de coordenador de Segurança Portuária, enquanto Paulo Estevam é coordenador de Operações Portuárias de Suape. Ambos foram acusados pelo MPF em junho de 2019 por terem praticado fraudes na execução de ações de auxílio à população afetada pelas chuvas, que deixaram mais de 80 mil pessoas desabrigadas em Pernambuco. Até aquele momento, 40 pessoas tinham sido acusadas por envolvimento nesse esquema criminoso.

O Complexo Industrial Portuário Governador Eraldo Gueiros (Suape) é vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco. O blog segue aberto para que a administração do Porto de Suape se pronuncie sobre o assunto.


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