Lavareda

10/07


2020

Caruaru entre os municípios mais transparentes sobre Covid

Em relatório divulgado esta semana pelo Tribunal de Contas do Estado, mostrando o nível de transparência pública dos municípios no combate à Covid-19, Caruaru se destaca entre as cidades com maior clareza no trato com a administração da pandemia.

O levantamento leva em conta a transparência pública das contratações e aquisições relacionadas ao novo coronavírus, bem como ao acesso à informação dado ao cidadão por meio do Serviço Eletrônico de Informação ao Cidadão (e-SIC) durante todo o período da pandemia.


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ALEPE

Confira os últimos posts



05/12


2020

Coordenador de campanha de Yves está internado com Covid-19

O advogado Nelson Antônio Bandeira de Andrade Lima, que coordenou a campanha do prefeito eleito de Paulista, Yves Ribeiro (MDB), está internado devido à Covid-19. Ele é um dos nomes que compõem a equipe de transição designada pelo emedebista.


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O Jornal do Poder

05/12


2020

Uchôa Jr. parabeniza doceira eleita Patrimônio Vivo de PE

O deputado estadual Guilherme Uchoa Júnior (PSC) se congratulou, hoje, com a doceira de Agrestina Maria de Belarmina, de 93 anos, conhecida por Dona Menininha do Alfenim, eleita ontem no prêmio Patrimônio Vivo de Pernambuco. A reunião para anunciar os escolhidos foi realizada no formato online pelo Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural (CEPPC).

A doceira é a única representante do Agreste pernambucano nesta edição. Ela figura agora entre os 69 "Patrimônios vivos" titulados. Uchoa, que tem base eleitoral em Agrestina, disse que a família de Menininha é a única que ainda faz o doce na cidade. "A guloseima feita de açúcar em forma de animais e flores, e o que mais a imaginação permitir, está cada vez mais difícil de ser encontrada naquela região", assegurou o parlamentar.

Ainda segundo ele, Dona Menininha já deixou de fazer o Alfinim, mas tratou de ensinar aos cinco filhos o legado que começou na família há mais de 100 anos. "Ela aprendeu o ofício com o pai quando tinha apenas 9 anos de idade", comentou. 

Ainda de acordo com ele, o prêmio se estende a toda sua família, que sempre se dedicou à arte da doceria.


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Abreu no Zap

05/12


2020

Com Covid-19, Genival Lacerda segue em estado grave

O músico paraibano Genival Lacerda, 89 anos, segue internado no Hospital Unimed 1, no Recife, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19. De acordo com informações de familiares e da própria unidade de saúde, a situação é grave e Genival está intubado.

A pedido da família, a Unimed emitiu um boletim com atualizações sobre o estado de saúde de Genival Lacerda:

O Sr. Genival Lacerda encontra-se internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Unimed Recife 1 desde 30/11/2020 por infecção pelo COVID-19. O paciente encontra-se em estado grave, segue intubado, sob uso de assistência ventilatória mecânica, sedado e estável hemodinamicamente.

Médica responsável: Dra. Patrícia Mesquita
Coordenador médico: Dr. Bruno Grangeiro 
Diretor médico: Dr. Marco Aurélio


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05/12


2020

A arte de engolir sapos

Por Marcelo Tognozzi*

José Múcio Monteiro tinha 41 anos quando entrou pela última vez no pequeno avião, seu meio de transporte preferido, e partiu da praia de Tamandaré em direção à Usina Cucaú distante poucos minutos de voo. De carro demoraria 1 hora, menos talvez. Múcio encarnava o progresso e o empreendedorismo de asas. Mas, por descuido, acabou derrubado pelo desenvolvimento daqueles fios elétricos que energizavam o sertão desde a Usina de Paulo Afonso. O trem de pouso tocou-os . Um solavanco e Múcio perdeu o controle e a vida naquele fim de tarde do dia 23 de março de 1972.

Neste mesmo dia, um garoto de 23 anos recém formado em engenharia pela Politécnica de Pernambuco virou gente grande. José Múcio Monteiro Filho, o mais velho dos 6 meninos do Usineiro de Cucaú, guardou o violão, se despediu da boemia carioca, pediu demissão do emprego na Construtora Rabello e foi morar na Usina assumindo a direção dos negócios do pai. Destino do primogênito de um casal de adolescentes que se apaixonou perdidamente aos 14 anos. Casamento no civil e no religioso aos 16. Com 18 anos dona Maria Christina virou mãe.

Desta tragédia de março nasceu um dos mais talentosos políticos brasileiros. A família já tinha um pé na política com o tio Armando Monteiro Filho, banqueiro, deputado e ministro da Agricultura no governo de João Goulart. Com 25 anos o rapaz, começou sua caminhada como vice-prefeito de Rio Formoso. E seguiu em frente aprendendo tudo de política e de gente.

Depois de 14 anos de estrada, ele agora estava no papel de desafiante do mito Miguel Arraes nas eleições para o governo do estado de 1986. Zé Múcio com 38 anos, pelo PFL, contra doutor Arraes de 70, candidato do PMDB. Os marqueteiros lograram a proeza de convencer o eleitor que doutor Arraes era o novo. Carimbaram Zé Múcio de velho. Ficou com 40% dos votos e levou para casa uma derrota que, ao fim e ao cabo, se tornou uma lição de vida.

Reza a lenda que, ao perceber a derrota inevitável, Zé Múcio adotou a tática de atrair apoios oferecendo secretarias. Em poucos dias já tinha mais de 1 dezena de futuros secretários de Educação apalavrados e outros tantos para a Fazenda e o Planejamento. Perto da eleição já eram mais de 100 os futuros secretários apalavrados e Zé Múcio começou a torcer para perder imaginando a confusão, com risco iminente de tiroteio, na hora das nomeações.

Ele certamente não imaginava que 34 anos depois daquela eleição deixaria a presidência do TCU passando o bastão para Ana, filha do velho Arraes e mãe de Eduardo Campos, seus grandes adversários políticos. Adversários; não inimigos.

Em 1991 ele chegou à Câmara dos Deputados. Um homem educado, cordial, aqueles olhinhos sempre ativos captando todos os detalhes. Rapidamente colocou em prática as lições dos últimos 18 anos. Aprendera muito mais com as perdas impostas pela vida do que com suas doçuras. Na primeira, ganhou um manual de sobrevivência. Na segunda, teve de purgar o veneno da vaidade. Por tudo isso, aquele deputado que pisou o tapete verde a bordo de 63.470 votos, o quarto mais votado, era um homem vivido, curtido e trazia na bagagem um talento especial para a negociar e conciliar. Quando ia trabalhar na Câmara deixava o fígado em casa.

E foi assim que ele se destacou. Alguém com paciência de sobra para conversar e convencer, ouvir e agir. Durante os 19 anos em que esteve na Câmara, Zé Múcio sempre trabalhou a favor daquilo que acreditava, seja votando sim ao impeachment de Fernando Collor, na contra mão de boa parte dos caciques do PFL, ou como líder do PTB defendendo Roberto Jefferson, presidente do partido, que denunciou o mensalão e acabou cassado.

Virou líder do governo. Em 2007, Lula o convocou para ser ministro das Relações Institucionais no lugar de Walfrido dos Mares Guia que, metido até a raiz dos cabelos com as estripulias nada republicanas do ex-governador mineiro Eduardo Azeredo, decidiu pedir o boné. No Palácio teve o dissabor de conviver com as grosserias da então ministra da Casa Civil Dilma Rousseff e sua conhecida aversão aos políticos e à política. Chegou a bater boca com a ministra, numa das raras vezes em que perdeu a paciência com alguém sem o menor apreço pela compostura e a cortesia.

Zé Múcio aguentava firme, porque sempre soube que a política não é apenas a difícil arte de engolir sapos. Deglutir o batráquio não basta. É preciso pedir a receita, ir além, sofisticar, como se aquilo fosse um verdadeiro manjar dos deuses.

Trocou o Palácio do Planalto pelo TCU e lá ficou 11 anos. Recomendou a não aprovação das contas de Dilma Rousseff, assinando um relatório aprovado por unanimidade, enquanto ela caía em desgraça tragada pelo bueiro do impeachment. Durante as investigações da Lava Jato, prestou vários depoimentos como testemunha de defesa do ex-presidente Lula, de quem nunca deixou de ser amigo. Numa ocasião, depois de encerrada a oitiva, um dos procuradores perguntou: “De verdade que o senhor não viu nem ouviu nada de errado mesmo estando tão próximo do poder?” E Zé Múcio muito sério: “Eu sou conhecido por falar muito e não guardar segredos. Fui salvo pelos meus defeitos”.

*Jornalista. Artigo publicado originalmente no portal Poder360.


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Banco de Alimentos

05/12


2020

Meus pontos de partida já não são os mesmos

E aquela luz que havia em cada ponto de partida há muito me deixou, canta Fagner em "Coração Alado". Acabei, há pouco, na Praça Arruda Câmara, em Afogados da Ingazeira, minha terra natal, a corrida matinal dos 6 km. A cada passo, uma recordação, mais alegres, felizmente, do que tristes.

Foi aqui, garoto de pés descalços, que vivi minha infância e adolescência. Joguei bola de gude, soltei papagaio (pipa), dancei no coreto, namorei e me apaixonei pela primeira vez com direito a fazer e declamar poesia no ouvido da amada.

Nos pontos de partida, só retratos do passado na mente. A praça continua linda, cartão postal da cidade, mas a casa da minha professora Letícia Góis, que me ensinou a cantar a Marselhesa antes das aulas de francês, virou uma pizzaria. A boate Marquise, ao lado, onde dançava de rostinho colado enquanto a lua lá fora iluminava a praça, agora é uma academia.

Na outra esquina, a velha farmácia de Guardiato Veras, que até aos 90 anos andava sozinho ao redor da praça, quase fazendo piruetas de tão saudável, deu lugar a uma loja de chocolates. Quem curava minhas crises de garganta era o competente e boêmio Ivo. Mesmo ressacado, sua Bezentasil, no ombro ou nas nádegas, não era pranto de dor. Era a certeza da cura.

Quase vizinho a Ivo, o consultório de Doutor Hermes, um santo médico que Recife exportou para salvar vidas no Pajeú das Flores. Também foi transformado em loja, mas de cosméticos. Do outro lado da rua, ainda inspirado nos pontos de Partida de Fagner, o bar Pilão e a 100 metros dele o Bar de Zé Panqueta.

Matuto, sem nunca ter pisado na capital, não sabia do Bar Savoy, dos 30 copos de chope, dos trinta homens sentados, dos 300 desejos presos, dos 30 mil sonhos frustrados, versos de Carlos Pena Filho. O Pilão e Panqueta eram o nosso Savoy, do violão de Castelinho, das serestas na voz de Pé de Banda.

A praça é do povo como o céu é do condor, decretou Castro Alves, o maior poeta romântico brasileiro. A praça Arruda Câmara tem muitas árvores e até uma fonte de água luminante. Na época da minha infância a sensação, diante das árvores frondosas em seu redor, era de que elas (as árvores) queriam voar com os pássaros.

No seu Coração Alado, Fagner também canta que hoje é deserto e que não sabia que as flores com o tempo perdem a força e a ventania vem mais forte. Nas minhas crônicas de reminiscências, como esta, recorro muito ao grande Mário Quintana. Ele dizia que a saudade é o que faz as coisas pararem no tempo.

Aos olhos da saudade, o mundo é minúsculo, cabe na palma da mão ou alicerce do seu coração. É a saudade que me faz escrever crônicas. Com meus textos, diminuo a velocidade da vida para não dar lugar ao envelhecimento. A saudade daquilo que se gosta é dor suave. Acredite: os beijos da saudade são feitos de mil fragrâncias, de velhas formas.


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05/12


2020

A versão do delegado de Arcoverde sobre denúncia arquivada

O delegado de Polícia de Arcoverde, Raphael Henrique de Sena Oliveira, dá sua versão sobre o arquivamento de uma denúncia de corrupção eleitoral no último dia 25 de novembro. O caso a ser investigado ocorreu em 15 de novembro, data do primeiro turno das eleições.

Em nota, ele afirma que não há elementos suficientes para dar sequência às investigações. Na ocasião, uma equipe da Rocam abordou o agente penitenciário Gleyson Rogerio Martins de Oliveira e encontrou com o suspeito uma pistola calibre 40, que pertence à Secretaria de Administração Penitenciária da Paraíba, um carregador e 15 munições, R$ 3,2 mil, além de 800 santinhos de Wellington da LW (MDB), prefeito eleito de Arcoverde.

Leia a resposta do delegado na íntegra:

Em resposta à matéria vinculada no Blog do Magno Martins com o título: “Arcoverde: Delegado arquiva investigação sobre corrupção eleitoral“, venho prestar os seguintes esclarecimentos:

1 - A matéria se relaciona a uma ocorrência do dia 15.11.2020 às 01h40min, onde o policial penal GLEYSON ROGERIO MARTINS DE OLIVEIRA foi conduzido a Delegacia de Plantão de Arcoverde , unicamente por estar em seu veículo com alguns santinhos, com o valor de R$ 3.500,00 (três mil e quinhentos reais) e uma arma de fogo que o mesmo utiliza como carga de sua corporação (BOPM M11718382 e Boletim de ocorrência da Polícia Civil 20E0050002811). O Delegado Plantonista não fez a autuação por nenhum crime e as peças foram remetidas a Delegacia Municipal de Arcoverde para analise do Delegado de Polícia Titular.

2 - Verificando os documentos não constava nenhuma menção a algum ato que configure o delito do Art. 299 do Código Eleitoral, mas unicamente o senhor GLEYSON ROGERIO foi conduzido por estar em seu veiculo com o material relacionado, o que não configura o crime de corrupção eleitoral.

Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita:

Pena – reclusão até quatro anos e pagamento de 5 a 15 dias multa. (Código Eleitoral)

3 - Importante esclarecer que constituí abuso de autoridade instaurar procedimento investigativo sem elementos de informações mínimos (como no caso), por isso o boletim de ocorrência foi arquivado, sendo devolvido consequentemente o material apreendido.

4 - Que, esta autoridade foi procurada pelo advogado Acacio Ferreira de Andrade Junior, OAB- PE nº 28.150, que aparentemente representa algum grupo político, este requereu a lista dos procedimentos instaurados de cunho eleitoral. Que, o pedido foi deferido e o mesmo questionou o fato do presente procedimento ter sido arquivado, e após ter sido explicado a razão da decisão o mesmo foi orientado que poderia recorrer da mesma a Chefia da Polícia Civil, que caso não concordasse com o posicionamento poderia indicar um outro delegado para conduzir algum procedimento.

5 - Que no dia seguinte foi vinculada a matéria no blog, que não explicava todos os elementos da decisão levando a aparentar algum tipo de conivência por parte do Delegado de Polícia responsável.

6 - Que todos os policiais civis da Delegacia Municipal de Arcoverde trabalham de forma imparcial conforme os princípios da administração pública, existindo vários procedimentos em andamentos envolvendo diversos candidatos e correligionários.

7 - Que estamos tranquilos quanto a qualquer denúncia feita na corregedoria ou qualquer outro órgão que só vai comprovar a qualidade do trabalho desempenhado pela polícia Judiciária em Arcoverde.

8 - Segue em anexo a cópia do BOPM que comprova os fatos narrados (clique aqui).

Atenciosamente,

Arcoverde, 03 de dezembro de 2020.

Raphael Henrique de Sena Oliveira

Delegado de Polícia Civil


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05/12


2020

Os partidos e sua crise de representatividade

Por Arnaldo Santos*

Os partidos surgiram, pela primeira vez, naqueles países que adotaram a modalidade de governo representativo, com suporte na organização dos seus processos civis e sociais. Esse modelo – bom que se expresse - previa uma gestão do poder por parte dos representantes do povo.

Em essência, o nascimento dos partidos tem origem na busca pela criação de organizações de caráter participativo, quer dizer, em razão do crescente aumento da demanda por participação nos processos das decisões políticas pelos diversos estratos da sociedade.

Ainda no século XVII, encontramos registros da existência de dois grandes partidos pertencentes à aristocracia, atuantes no Parlamento inglês, mas sem relevância ideológica, e de representação política. 

No itinerário malsão da política brasileira, historicamente, os partidos são a nossa primeira referência de negação da política como instrumento de constituição do bem-estar social coletivo, no contexto dos ideais de partidos programáticos e representativos de uma sociedade democrática. 

O caráter quase que privado que se observa em cada um deles (quase sempre são propriedades dos latifundiários da política) os distância dos reais interesses da nossa Nação. Essa distorção se evidencia e se confirma a cada eleição, com procedência nos postulantes que nos oferecem como opção eleitoral; esse fato foi observado agora, no primeiro e segundo turnos das eleições municipais, com as exceções que confirmam essa regra.

Nesse contexto, deparamos outro problema que implica repercussão direta na representatividade política, pois, na cultura democrática brasileira, cultivamos uma tradição de muito interesse e valor pela eleição para o Poder Executivo, representado pelos candidatos a Presidente da República, Governador e Prefeito, e conferimos pouca importância à eleição para o Poder Legislativo. 

Esse comportamento desazado conduz-nos, quase sempre, a negligenciar as escolhas que fazemos para a Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais, ao ponto de nem evocarmos os nomes das pessoas em quem votamos para vereador, deputado estadual, distrital e federal, na última eleição.  

É tão evidente o interesse pela eleição dos titulares do Poder d Executivo, nos três níveis da Federação, (incluindo o DF), que de um dos integrantes da chapa majoritária quase nunca nos lembramos, tampouco lhe conferimos importância. Referimo-nos aos candidatos a vice, que, ao nosso sentir, padecem do que chamamos de pecado original, pela maneira como são escolhidos. 

Tradicionalmente, aqueles pinçados para o cargo de vice são indicados por um dos partidos coligados, e, na cultura política nacional, servem como moeda de troca para aumentar o tempo nos meios de comunicação, notadamente na Tv e no rádio, e financiamento da campanha da coligação.  Embora eles se prestem para ajudar a eleger, não necessariamente, servem para governar, pois, quase sempre, não gozam da confiança do titular, na medida em que, sendo de outro partido, têm interesses políticos distintos, a começar por almejar suceder o eleito no próximo pleito. 

É nesse âmbito que identificamos a gênese dos rompimentos políticos, especialmente entre os prefeitos e seus vices, que, ao contrário do que entende o senso comum, têm funções que vão muito além de substituir eventualmente o titular em suas ausências, conforme o que preceituam as leis orgânicas de cada município, função que, aliás, na era das tecnologias e da comunicação online, com a digitalização crescente dos processos civis, políticos e sociais, a existência do vice apenas como substituto do eleito já não se justifica. 

Teoricamente, um vice-prefeito ou vice-governador, que detenha formação técnica e experiência política, independentemente de a sua filiação partidária ser diversa da do titular, não invalida sua participação efetiva no governo que ajudou a eleger, ele, não somente, pode, como deve ser bem mais  útil e atuante, acumulando, por exemplo, a função de secretário de uma pasta que tenha atribuições substantivas na estrutura administrativa. 

A rigor, os partidos deveriam ser a porta de entrada para o efetivo exercício de uma práxis política, segundo nossas ideações, como organizações defensoras das reivindicações coletivas dos representados, nos oferecendo como opções eleitorais cidadãos vocacionados para o nobre exercício do poder político, entretanto, sob o aspecto ético e também moral dos candidatos, o  que se verifica é uma aguda deterioração, com graves influxos na qualidade da representação política, e para a democracia.  

Para a consecução desse fim, aos grêmios partidários impõe-se a adoção de critérios no processo de  formação dos seus quadros, mediante o estabelecimento da exigência de um padrão moral e ético, bem como de um perfil democrático, aos seus filiados, como precondição para se conceder legendas aos postulantes que disputarão mandatos eletivos; deveria, mas, na prática, o que prevalece é, tão-só, a “má” intenção daqueles que buscam se servir da política, em detrimento do bem societário. 

São as explicações para essa distorção encontradas na famosa definição de Marx Weber, onde ele ensina que “[...] os partidos têm caráter associativo, obedecem a um fim deliberado, seja ele de ‘objetivo’, a realização de um plano com intuitos materiais ou ideais, seja ‘pessoal’, isto é, destinado a obter benefícios, poder, e consequentemente, glória para os chefes”! 

No Brasil, essa definição foi interpretada, e é exercida pelos chefes (donos dos partidos), ao pé da letra, haja vista o caráter personalista em nossa cultura político-partidária. Não é por acaso que quase todos os políticos buscam ter um partido para chamar de seu, o que levou a essa profusão de legendas consideradas de aluguel. Na história recente identificamos nas eleições do ex-presidente Collor (PRN) e do atual (pelo PSL) exemplos emblemáticos dessa realidade. 

A existência e a estruturação dos partidos, na teoria política, se fundam ou deveriam se fundar, no princípio democrático da participação cidadã, e da representação política da sociedade, para afirmação de um Estado autônomo e soberano, assegurando a participação do cidadão nas decisões políticas, entretanto, na realidade em curso, não é o que se constata; ao contrário, é nesse contexto que se evidencia a falta de representatividade dos partidos.  

Como é consabido, nos períodos de crises políticas e de transformações econômicas e sociais, com influência direta na ordem tradicional e constitucional da sociedade, como a que vivemos agora no Brasil, a demanda por participação fica ainda mais intensa, na defesa, especialmente, da democracia, e aos  partidos caberia o papel de mediador dos conflitos e dessas transformações, mas não é o que ocorre, pelo menos na realidade fluente.

Com tal ação, os partidos brasileiros, à extensão da história, foram não só perdendo a legitimidade intrínseca da representatividade política do País, como legaram às gerações de hoje o desestímulo à participação política, levando o cidadão de bem, vocacionado a servir na vida pública, a ter vergonha de participar. 

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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04/12


2020

Adalto cede e Romero é suplente por um voto

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Além da disputa pela Presidência da Assembleia Legislativa de Pernambuco, vencida com folga pelo deputado Eriberto Medeiros (PP), o outro bate-chapa que ocorreu na eleição para a Mesa Diretora foi pela sétima suplência. Romero Albuquerque (PP) concorreu com Adalto Santos (PSB) pela vaga. A apuração revelou que o pepista obteve 23 votos, enquanto o adversário socialista recebeu 22.

O mínimo necessário para vencer o pleito é de 25 votos, maioria absoluta da Alepe, composta por 49 parlamentares. Pelos números, haveria uma nova disputa, mas o deputado Adalto abriu mão e Romero ficou como suplente. O deputado do PP agradeceu ao colega do PSB pela posição tomada e festejou a vitória por apenas um voto de diferença.


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Comentários

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Magno, se conselho fosse bom não se dava. Vendia. Mesmo assim vou me atrever a aconselhar o nobre e experiente jornalista. Não escreva com o fígado. O rancor e a raiva são péssimos conselheiros. Escreva com a razão, com os fatos e as variáveis mais importante sobre o assunto. Sim, uma pitada de amor também é importante para as crônicas e previsões. Apostas é para loteria esportiva e jogo de bicho. Não acredito que seja você que está fazendo essas postagens. Está deixando por conta da meninada que, por mais competente que sejam, não tem o traquejo, a experiência, a visão política do antigo Magno Martins. Que Deus te ilumine.



04/12


2020

Confira a nova composição da Mesa Diretora da Alepe

Na tarde de hoje, os deputados estaduais pernambucanos votaram para eleger a nova Mesa Diretora da Casa. O atual presidente, deputado Eriberto Medeiros (PP), foi reeleito com 31 votos, derrotando o seu adversário, Álvaro Porto (PTB), que recebeu apenas 14. Confira abaixo a lista completa da nova formação da Mesa:

PRESIDÊNCIA: Eriberto Medeiros (PP)

1ª VICE - PRESIDÊNCIA: Aglailson Victor (PSB)

2ª VICE - PRESIDÊNCIA: Manoel Ferreira (PSC)

1ª SECRETARIA: Clodoaldo Magalhães (PSB)

2ª SECRETARIA: Cleiton Collins (PP)

3ª SECRETARIA: Rogério Leão (PL)

4ª SECRETARIA: Alessandra Vieira (PSDB)

SUPLENTES

1ª SUPLÊNCIA: Antônio Fernando (PSC)

2ª SUPLÊNCIA: Simone Santana (PSB)

3ª SUPLÊNCIA: Joel da Harpa (PP)

4ª SUPLÊNCIA: Henrique Queiroz Filho (PL) 

5ª SUPLÊNCIA: Dulci Amorim (PT)

6ª SUPLÊNCIA: Fabíola Cabral (PP)

7ª SUPLÊNCIA: Romero Albuquerque (PP)


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04/12


2020

Presidente da Alepe comenta maiores desafios após reeleição

Por Houldine Nascimento, da equipe do blog

O deputado estadual Eriberto Medeiros (PP) seguirá na Presidência da Alepe até 31 de janeiro de 2023. Ele recebeu 31 votos de 47 parlamentares que compareceram à votação, hoje. Ao blog, ele fala sobre os principais desafios à frente da Casa após ser reeleito.


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