Lavareda

03/07


2020

Os partidos políticos

Por Arnaldo Santos*

Os partidos surgiram, pela primeira vez, naqueles países que adotaram a modalidade de governo representativo, com suporte na organização dos seus processos civis e sociais. Esse modelo – bom que se expresse - previa uma gestão do poder por parte dos representantes do povo.

Em essência o nascimento dos partidos tem origem na busca pela criação de organizações de caráter participativo, quer dizer, em razão do crescente aumento da demanda por participação nos processos das decisões políticas pelas diversas classes e estratos da sociedade.

Ainda no século XVII, encontramos registros da existência de dois grandes partidos pertencentes à aristocracia, atuantes no Parlamento inglês, mas sem relevância ideológica, e de representação política.

Segundo Weber, não eram mais do que séquitos de poderosas famílias aristocráticas. É tanto que, sempre que um lord, por alguma razão, mudava de partido, tudo o que dependesse de sua ação transmudava para o grêmio de oposição.

Nos registros mais recentes, na primeira metade do século XIX, encontramos, na Europa e Estados Unidos, o partido dos notáveis; esse é o período de afirmação do poder da classe burguesa, com a difusão das ideias e instituições parlamentares, bem assim a superação do conflito político pela sua constituição.

No período que precedeu e se seguiu o final do  século XIX, conforme afirma Norberto Bobbio, em (Dicionário de Política – Vol.2), essa realidade começou a mudar, quando aflorou o movimento operário baseado nas transformações econômicas e sociais, resultantes da industrialização, levando à “ribalta política as massas populares, através dos movimentos inicialmente espontâneos para logo a seguir dar lugar aos protestos, até a criação do partido dos trabalhadores”.

Ainda segundo ensina Norberto Bobbio, “[…]”, é precisamente com o surgimento dos partidos socialistas – na Alemanha em 1875, na Itália em 1892, na Inglaterra em 1900, e na França em 1905”, que os partidos assumiram configurações completamente novas.

No itinerário malsão da política brasileira, historicamente, os partidos são a nossa primeira referência de negação da política como instrumento de constituição do bem-estar social coletivo, no contexto dos ideais de partidos programáticos e representativos de uma sociedade democrática.

A rigor, os partidos deveriam ser a porta de entrada para o efetivo exercício de uma práxis política, segundo nossas ideações, como organizações defensoras das reivindicações coletivas dos representados, nos oferecendo como opções eleitorais cidadãos vocacionados para o nobre exercício do poder político, entretanto sob o aspecto estico e moral dos candidatos, o que se verifica é uma aguda deterioração, com graves impactos na qualidade da representação política, e para democracia.

Para a consecução desse fim, aos grêmios partidários impõe-se a adoção de critérios no processo de formação dos seus quadros, mediante o estabelecimento da exigência de um padrão moral e ético, bem como de um perfil democrático, aos seus filiados, como precondição para se conceder legendas aos postulantes que disputarão mandatos eletivos; deveria, mas, na prática, o que prevalece é, tão-só, a “má” intenção daqueles que buscam se servir da política, em detrimento do bem societário.

As explicações para essa distorção podem ser encontradas na famosa definição de Marx Weber, onde ele ensina que “[...] os partidos têm caráter associativo, obedecem a um fim deliberado, seja ele de ‘objetivo’, a realização de um plano com intuitos materiais ou ideais, seja ‘pessoal’, isto é, destinado a obter benefícios, poder, e consequentemente, glória para os chefes”!

Ainda na trilha de Weber, essa definição põe em relevo “[...] o caráter associativo do partido, a natureza da sua ação essencialmente orientada à conquista do poder político dentro de uma comunidade, e concretamente tem motivações à consecução de fins, ‘objetivos’ e/ou pessoais”.

No Brasil, essa definição foi interpretada, e é exercida pelos chefes (donos dos partidos), ao pé da letra, haja vista o caráter personalista em nossa cultura politico-partidária. Não é por acaso que quase todos os políticos buscam ter um partido para chamar de seu, o que levou a essa profusão de legendas consideradas de aluguel. As eleições do ex-presidente Collor (PRN) e do atual (pelo PSL) são emblemáticas dessa realidade.

A existência e o desenvolvimento dos partidos, na teoria política, se fundam ou deveriam se fundar, ancorados pelo princípio democrático da participação cidadã, e da representação política da sociedade, para afirmação de um Estado autônomo e soberano, assegurando a participação do cidadão nas decisões políticas.

Como é consabido, nos períodos de crises políticas e de transformações econômicas e sociais, com influxo direto na ordem tradicional da sociedade, como a que vivemos agora no Brasil, a demanda por participação fica ainda mais intensa, na defesa,, especialmente, da democracia, e aos partidos caberia o papel de mediador dos conflitos e dessas transformações, mas não é o que ocorre, pelo menos na realidade fluente.

O antirrepublicanismo da cultura partidária, no Brasil, se materializa, e tem negativo registro na história recente do País, no escândalo protagonizado pelos “anões do orçamento”, no período imediatamente após a redemocratização. Este vergonhoso moto teve destacada participação, notadamente, dos grandes partidos, visto que alguns dos pequenos eram, como ainda sucede, da oposição, e pertenciam ao “baixo clero”, sem qualquer poder e influência.

No referido escândalo, há uma maneira de associativismo, não no sentido weberiano, em sua definição de partidos, e sim na modalidade predatória para a prática de crimes contra o Erário, em que deputados e senadores formaram um conluio, e, durante mais de uma década, desviaram trilhões do orçamento do Governo Federal.

O método utilizado para essa prática antirrepublicana foi pela alocação de recursos no orçamento da União, uma das funções dos congressistas, que formaram uma “associação” de paridos, para, por via dos seus parlamentares, desviar recursos da saúde, educação, segurança, habitação, saneamento básico (35 milhões de brasileiros, ainda hoje, não têm água tratada, e mais de 100 milhões não têm esgotamento sanitário), para o financiamento dos seus projetos de interesses particulares, (eleições e perpetuação no poder) e dos chefes de suas agremiações.

Nessa contextura de negar a função de representação dos interesses políticos da sociedade que deveriam ter os partidos, é imperioso lembrar, ainda, os mais recentes, e não menos famosos, que foram os escândalos do “mensalão” e da “lava-jato”, ainda bem acesos na memória.

Com tal ação, os partidos brasileiros, à extensão da história, foram não só perdendo a legitimidade intrínseca da representatividade política do País, como legaram às gerações de hoje o desestímulo à participação política, levando o cidadão de bem, vocacionado a servir na vida pública, a ter vergonha de participar.

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas


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ALEPE

Confira os últimos posts



29/11


2020

Cenário indefinido em, pelo menos, três capitais

Cerca de 38 milhões de eleitores estão aptos a participar neste domingo (29) do segundo turno das eleições municipais em 57 cidades, entre as quais 18 capitais. Os eleitos, dentre 114 candidatos, tomarão posse em 1º de janeiro de 2021.Com o objetivo de evitar aglomerações, o TSE decidiu ampliar em uma hora o período de votação neste domingo.

Os eleitores podem votar das 7h às 17h. O período entre 7h e 10h é preferencial para eleitores com mais de 60 anos.

O cenário está imprevisível em três capitais: Porto Alegre, Recife e Vitória têm os concorrentes muito próximos entre si, ou mesmo numericamente empatados na disputa do segundo turno. Em outras capitais, como Rio de Janeiro, Fortaleza e Goiânia,  a disputa parece estar mais definida. 

Em Porto Alegre, o Ibope deste sábado (28) mostrou Manuela D'Ávila (PCdoB) liderando numericamente o páreo, com 51% dos votos válidos. Sebastião Melo (MDB) apareceu com 49%. Como a margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, há um empate técnico entre os dois.

No Recife tanto a pesquisa do Ibope quanto a do Datafolha, ambas divulgadas neste sábado (28), apontam para um empate numérico entre João Campos (PSB) e Marília Arraes (PT). Com 50% dos votos válidos, cada, os dois candidatos devem disputar a eleição voto a voto.

Em Vitória, a última pesquisa Ibope, divulgada no sábado (28), mostrou um empate numérico entre os dois candidatos que disputam o pleito. Delegado Pazolini (Republicanos) e João Coser (PT) têm 50% dos votos válidos cada.

Gazeta do Povo


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Wellington Antunes

OS SETE GOLS CONTRA DO BOZO: \"No primeiro tempo, os preferidos de Bolsonaro naufragaram em cinco municípios: São Paulo (Celso Russomanno), Belo Horizonte (Bruno Engler), Manaus (Coronel Menezes), Santos (Ivan Sartori), Recife (Delegada Patrícia). Neste segundo turno, o presidente deve amargar as duas derrotas que faltavam para que o seu desaproveitamento fosse de 100%. No Rio de Janeiro, Bolsonaro afunda abraçado a Marcelo Crivella (Republicanos). Em Fortaleza, naufraga junto com o Capitão Wagner (Pros).\" Assim o bozo fecha os sete gols contra


O Jornal do Poder

29/11


2020

Marília diz que clima é de mudança no Recife

EXCLUSIVO 

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Após um um café da manhã  com lideranças evangélicas no prédio onde mora, no bairro de Apipucos, Zona Norte do Recife, a candidata do PT à Prefeitura, Marília Arraes, atendeu a reportagem blog. Ela demonstrou confiança ao dizer que o clima na cidade é de mudança.

No encontro, também estiveram o prefeito reeleito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), o deputado federal André Ferreira (PSC) e o ex-prefeito de Petrolina Odacy Amorim (PT), entre outros.


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Abreu no Zap

29/11


2020

João Campos não descarta aliança com o PT em caso de vitória

Por Edson Mota - especial para o Blog

Apesar de uma campanha ferrenha com acusações de ambos os lados, o candidato do PSB, João Campos, não descartou uma eventual aliança com o PT em caso de vitória no segundo turno das eleições deste domingo (29).

O socialista afirmou que a conversa com quem pensa diferente é uma parte importante no processo democrático. "O diálogo é uma premissa da minha vida. Principalmente com quem pensa diferente da gente. Sempre tive firmeza das convicções, mas ela não pode ser um impeditivo de dialogar", garantiu.

A expectativa é de que João vote ainda na manhã de domingo no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife.


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29/11


2020

"O sentimento é de que vamos ganhar as eleições", diz João Campos

Por Edson Mota - especial para o Blog

Ao lado da candidata a vice, Isabella de Roldão, o candidato João Campos (PSB) anunciou, na manhã de hoje, que está confiante na vitória no segundo turno.

"Estou pronto para, nos próximos quatro anos, me dedicar ao Recife para construirmos aquela cidade que foi tão discutida com os recifenses. O sentimento é de que vamos vencer", contou o socialista.

Ele afirmou, ainda, que "trilhou o caminho certo" durante a campanha. "Chegamos com a sensação de dever cumprido e agora queria pedir a confiança da população", finalizou.


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Banco de Alimentos

29/11


2020

Cícero e Nilvan votam pela manhã em João Pessoa

Os candidatos a prefeito de João Pessoa que disputam o segundo turno neste domingo (29), Cícero Lucena (PP) e Nilvan Ferreira (MDB), optaram por votar no período da manhã.

Cícero Lucena vota às 11h no colégio Meta, localizado em frente ao canal do Bessa, na Zona 76, seção 05.

Nilvan Ferreira vota, a partir das 10h15, na Escola Municipal Seráfico da Nóbrega, na rua Ubirajara Targino Botto, nº 36, no bairro de Tambaú, na Zona 076, seção 0031.

A capital paraibana conta com 1.590 seções eleitorais, 212 locais de votação e com o trabalho de 6.360 mesários. Mais de 500 mil eleitores devem votar neste domingo em João Pessoa

Com informações do Clickpb


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29/11


2020

O voto cidadão

Acabei de fazer o exercício da democracia: votar. É pelo voto que se transforma, se muda o que está errado, que se dá um basta ao que não anda em sintonia com os mais altos interesses da coletividade.

Fico chocado quando vejo gente esclarecida e formadora de opinião pregando e cravando na urna o voto branco e nulo. Covardia maior é defender a tese da abstenção. Em política, como dizia Agamenon Magalhães, só existem dois lados: os que estão no poder e os fora dele.


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29/11


2020

Ibope Fortaleza: Sarto 61% e Capitão Wagner 39%

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Verdes Mares e divulgada ontem aponta os seguintes percentuais de votos válidos para o segundo turno das Eleições 2020 para a Prefeitura de Fortaleza:

Sarto (PDT): 61%

Capitão Wagner (Pros): 39%

O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

Evolução

Em relação aos votos válidos do levantamento anterior do Ibope, de 23 de novembro:

Sarto foi de 60% para 61%

Capitão Wagner foi de 40% para 39%

Votosa totais

Sarto: 54%

Capitão Wagner: 35%

Branco/nulo: 7%

Não sabe/prefere não opinar: 4%

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 3 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 805 eleitores da cidade de Fortaleza

Quando a pesquisa foi feita: 26 e 27 de novembro

A pesquisa foi encomendada pela TV Verdes Mares

Número de identificação na Justiça Eleitoral: CE 06026/2020

O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro.


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Wellington Antunes

OS SETE GOLS CONTRA DO BOZO: No primeiro tempo, os preferidos de Bolsonaro naufragaram em cinco municípios: São Paulo (Celso Russomanno), Belo Horizonte (Bruno Engler), Manaus (Coronel Menezes), Santos (Ivan Sartori), Recife (Delegada Patrícia). Neste segundo turno, o presidente deve amargar as duas derrotas que faltavam para que o seu desaproveitamento fosse de 100%. No Rio de Janeiro, Bolsonaro afunda abraçado a Marcelo Crivella (Republicanos). Em Fortaleza, naufraga junto com o Capitão Wagner (Pros).... - Veja mais em https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2020/11/29/bolsonaro-faz-sete-gols-nas-urnas-todos-contra.htm?uol_app=uolnoticias&cmpid=copiaecola

Wellington Antunes

Bolsonaro faz sete gols nas urnas, todos contra - 29/11/2020 - UOL Notícias. Veja mais no UOL. Acesse: https://noticias.uol.com.br/colunas/josias-de-souza/2020/11/29/bolsonaro-faz-sete-gols-nas-urnas-todos-contra.htm

Wellington Antunes

Bozolóide jumentóide vai dizer que essa pesquisa foi comprada



29/11


2020

Ibope Teresina: Dr. Pessoa 68% e Montezuma 32%

Pesquisa Ibope encomendada pela TV Clube e divulgada ontem aponta os seguintes percentuais de intenção de votos válidos para o segundo turno das Eleições 2020 para a Prefeitura de Teresina:

Dr. Pessoa (MDB): 68%

Kleber Montezuma (PSDB): 32%

O percentual de votos válidos de cada candidato corresponde à proporção de votos do candidato sobre o total de votos, excluídos os votos brancos, nulos e indecisos.

Evolução

Em relação aos votos válidos do levantamento anterior do Ibope, de 23 de novembro:

Dr. Pessoa (MDB): foi de 65% para 68%

Kleber Montezuma (PSDB): foi de 35% para 32%.

Sobre a pesquisa

Margem de erro: 4 pontos percentuais para mais ou para menos

Quem foi ouvido: 602 eleitores da cidade de Teresina

Quando a pesquisa foi feita: 26 a 28 de novembro

A pesquisa foi encomendada pela TV Clube

Número de identificação no Tribunal Regional Eleitoral do Piauí: PI 08340/2020.


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29/11


2020

114 candidatos disputam o segundo turno no País

Cerca de 38 milhões de eleitores estão aptos a participar, hoje, do segundo turno das eleições municipais em 57 cidades, entre as quais 18 capitais. Os eleitos, dentre 114 candidatos, tomarão posse em 1º de janeiro de 2021.

As eleições deste ano foram adiadas de outubro para novembro em razão da pandemia da Covid-19. Em Macapá (AP), as eleições serão realizadas somente em dezembro, por causa do apagão de 22 dias que atingiu o Amapá.

O segundo turno acontece nos municípios com mais de 200 mil eleitores em que nenhum dos candidatos conseguiu alcançar maioria absoluta (metade mais um) dos votos válidos no primeiro turno.

Disputam o segundo turno os dois candidatos mais votados no primeiro. Portanto, estão na disputa 114 candidatos a prefeito e igual número de candidatos a vice-prefeito – um candidato a prefeito em Piracicaba (SP) teve a candidatura indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP). Ele poderá concorrer, mas a situação terá de ser analisada posteriormente pelo TSE.


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29/11


2020

A pedra e o abuso do poder econômico

Recife vai às urnas, hoje, rachada, literalmente, ao meio, segundo Ibope, Datafolha, Ipespe e Big Data. Com exceção da disputa Roberto Magalhães X João Paulo em 2000, com bastidores inéditos no meu livro A derrota não anunciada, nunca se viu isso na capital pernambucana.

Desde 2006, com a chegada do PSB ao poder, Eduardo Campos, timoneiro do partido, que aprendeu a fazer o jogo eleitoral com Miguel Arraes, não sabe o que é enfrentar adversários que ameaçam tirar-lhe o poder das mãos. Desde que foi impedida de disputar as eleições para governadora em 2018, Marília Arraes tem sido a pedra no caminho do PSB. 

Uma pedra que levou João Campos a fazer uma das campanhas mais sujas e agressivas da história do Recife. Mais do que isso, marcadas fortemente pelo poder econômico, o uso escancarado de duas máquinas em favor do candidato, a do Governo do Estado e a da Prefeitura do Recife. Prefeito, secretários estaduais e municipais, diretores de estatais, comissionados, enfim, só faltou o governador Paulo Câmara nas ruas dando uma de militante.

Uma vergonha. Ao longo da campanha surgiu de tudo. Ontem mesmo, véspera da eleição, a população tomou conhecimento de um áudio vazado pelas redes sociais do chefe de gabinete do prefeito, Rodrigo Farias, cobrando a devolução de dinheiro dado a uma candidata a vereadora no Recife. A forma desrespeitosa como ele trata a candidata chocou o Recife e deu o tom exato dos atos de milícia da tropa que quer eleger João Campos a todo custo.

Ao longo do dia e da noite chegaram ao blog informações as mais absurdas possíveis de agentes milicianos amarelos entrando em casas de bairros periféricos onde eram encontradas bandeiras, adesivos ou cartazes de Marília. Além de retirar a propaganda da petista à força, denúncias de oferta de dinheiro, elevadas quantias, para reverter o voto dessa gente para João. Cadê a justiça eleitoral e a Polícia Federal? Não fizeram um só flagrante ontem desse abuso do poder econômico.

Também há informações de que hoje pela madrugada chegaram várias caravanas do PSB do Interior, em ônibus fretados pelo partido e prefeitos aliados para fazer presença nas ruas. A estratégia é impressionar. Mostrar que, com muita gente de amarelo pelas ruas, João ganhará a eleição.


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arnaldo luciano da luz alencar ferreira

Hoje é o grande começo, se faz uma limpeza na PREFEITURA DO RECIFE e daqui Aldous anos faz uma nova LIMPEZA NO GOVERNO DO ESTADO.

Carlos

Tirar a gangue do PSB e colocar a gangue do PT, grande escolha, é como escolher entre levar um tiro na mão ou no pé. VOTO NULO.

Sergio Murilo Pereira Araujo

Recife tem a chance de se livrar dessa gangue do PSB hoje.