FMO janeiro 2020

21/05


2020

Leia na íntegra a live de Maia ao blog

Na entrevista que concedeu a este blogueiro, na noite de hoje, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), abordou assuntos como as crises na saúde, na economia e na politica do País, o uso da cloroquina como medicamento indicado no combate ao coronavírus, as eleições municipais deste ano, o uso do fundo partidário na pandemia e a sua relação com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), entre outros temas.

Segundo Maia, a maior crise enfrentada no momento é a na saúde. “Está todo mundo assustado. É lógico que vários casos são assintomáticos, mas não é brincadeira. Você pode pegar um que tenha uma ação diferente. A vida é o mais importante”, disse o presidente para completar: “Cabe ao governo gerar condições para que as empresas não entram em falência e depois, como a cidade, ao longo dos meses, possam reduzir o isolamento e ir voltando com suas atividades. Mas não pode ser prioridade em cima das vidas”. Confira abaixo a entrevista com Rodrigo Maia na íntegra:  

Blog do Magno: Houve o entendimento na reunião com os governadores. Realmente resolveram pacificar o país pra enfrentar essa pandemia?

Rodrigo Maia: Esse tem que ser o nosso objetivo, o diálogo, a harmonia e o enfrentamento ao Coronavírus. A reunião dos governadores com o Presidente e comigo é uma sinalização importante que tem muitas coisas que podem nos unir. Nós temos que tratar coisas que temos convergência, e não aquilo que nos divide. Temos um objetivo comum, que é salvar vidas, e também empregos e renda das pessoas mais simples.

BDM: O tom foi diferente da reunião de dois meses atrás. Estavam todos "desarmados", não é verdade?

Maia: É verdade. Como a outra foi difícil e essa foi de muita harmonia, acabou gerando uma surpresa a todos.  Conseguimos passar segurança para a sociedade, nessa reunião organizada pelo Presidente da República.

BDM: Estamos enfrentando uma tríplice crise, na saúde, na economia e na política?

Maia: Sim. O vírus já nos atinge na questão das vidas e dos empregos, e também a questão da renda. Ainda temos a questão da política. A política não pode ser um protagonista nesse momento. A política tem que construir soluções para que possamos garantir estruturas para prefeitos e governadores pra que todos em conjunto possam enfrentar o coronavírus.

BDM: O senhor percebeu que o Bolsonaro foi diferente nessa reunião, querendo resolver os problemas?

Maia: Foi uma reunião com harmonia, diferente do que ele faz em entrevistas. Eu tenho uma boa relação nas reuniões com ele, o problema é que quando ele vai pra aquele cercadinho na entrada da Alvorada, às vezes ele agride, ataca, mas a reunião foi num tom muito positivo, e devemos manter. É importante que a gente possa trabalhar de forma articulada.

BDM: Bolsonaro diz que ataca por que há muita hostilidade ao governo dele. O que o senhor acha?

Maia: Olha, conflitos políticos são da democracia. Da mesma forma que o presidente pode receber um ataque, ele também reage com muita força. Eu acho que temos que olhar pra frente, pra resolver os problemas da população. Quando existe um ataque, existe uma reação. O que precisamos entender é que não podemos, por esse confronto, deixar de estar unido para salvar vidas.

BDM: Quando o senhor diz que as redes sociais do Presidente são duras, o que senhor quer dizer que os filhos dão essa orientação?

Maia: Não quero nem entrar muito nisso, mas elas são duras, todo mundo sabe. Há uma certa estrutura radical nas redes sociais. Não só da direita, mas da esquerda também. É um ambiente radicalizado no Brasil e no mundo. A impressão é de que é um terceiro turno. Quem ganhou parece que ainda está disputando e quem perdeu ainda quer disputar, o que faz a gente perder um tempão com coisas que às vezes nem são verdadeiras.

BDM: Quem é o principal culpado por isso?

Maia: Não tem culpado. O presidente foi eleito num formato. E os apoiadores utilizam o mesmo formato. Só que agora ele é presidente. Quando você está na oposição, não tem obrigação de unir o país. Mas quando você é, tem. Quando o clima está mais acirrado com governadores, deputados, prefeitos, acaba que fica uma situação de insegurança para a sociedade. O presidente foi eleito de forma legítima e cabe a ele essa articulação. Se ele não fizer, quem faz? 

BDM: Ele tem ido a manifestações na rua que pedem a intervenção militar. O que o senhor acha?

Maia: Isso foi muito criticado por todos. Tanto que na última manifestação, os Ministros se preocuparam em dizer que não existia nem faixas contra o Supremo, nem contra o Parlamento. Ou seja, eles não apoiavam essas manifestações. A gente sabe que ainda tem gente muito radical nessas manifestações, mas o importante é que o governo vem tentando construir uma relação que possa ser produtiva.

BDM: E a gente vê também faixas de "Fora Maia". Como o senhor vê isso?

Maia: Olha, a sociedade tem direito de manifestar. É normal. Um grupo critica, outro olha de outra forma. Sociedade é dividida, cada um pensa de uma forma, é um direito. Agora, é óbvio que manifestações de que falam em fechar Congresso ou fechar Supremo, não faz parte da democracia. E isso é muito ruim e grave.

BDM: Você acha que estava havendo muita tensão entre Judiciário, Congresso e Executivo?

Maia: Com certeza, nas semanas passadas, sim. Houve muito ataque e muita teoria da conspiração. Tem gente que chega no entorno do presidente e diz coisas que não existem. Inventaram que eu estava reunido com ministros do supremo, uma coisa que as pessoas inventam. A pessoa está lá no Palácio e acaba se envolvendo em coisas que não existem. O que a gente precisa é saber separar o que é invenção e o que é verdade. Manifestações contra o Congresso e ataques do Palácio contra o Congresso preocupam, mas não pode transformar isso em teses conspiratórias.

BDM: Isso me lembrou o Roberto Jefferson dizendo que o senhor era protagonista de um golpe contra o governo.

Maia: Você não acha que quando Roberto Jefferson defende um governo, ele mais atrapalha? Não tenho o que responder a ele. O que eu fico pensando é qual a razão de estimularem uma live do Roberto achando que ele tem credibilidade. Não ganha nada, informações falsas, que não agrega nada. A gente tem que pensar na sociedade. A emenda constitucional da guerra, por exemplo, que foi costurada dentro da Câmara, com o apoio de todos. Por sinal, queria agradecer à bancada de Pernambuco, que vem mostrando muita competência e qualidade.

BDM: Houve uma entrega de um pedido de impeachment com 400 assinaturas. O senhor vai dar início a esse processo?

Maia: Eu prefiro me reservar ao direito de não tratar sobre isso, pois nesse caso eu sou o juíz. E juíz não se manifesta.

BDM: O senhor usaria a cloroquina?

Maia: Recomendado por Bolsonaro não, pois ele não é médico. Mas se for por um médico, sim, ele que vai me dizer. Eu não posso chegar para a minha esposa ou para o meu pai e perguntar se devo usar, pois eles não são médicos. A minha opinião é que político não trata de prescrever remédio. Nem presidente, nem governador. Quem trata é médico. Qualquer coisa fora disso que não der certo, é perigoso. Se um médico disser para usar, use. Se não disser, não use. Pode ter efeitos colaterais graves. Ano passado por exemplo meu pai tomou um remédio para vertigem. Era pra tomar uma semana e voltar ao médico. Só que ele ficou um ano tomando e não voltou. No Natal do ano passado, caiu duas vezes. Ele fez o exame e era excesso de remédio contra vertigem. Poderia ter morrido porque se automedicou por um ano.

BDM: Duas medidas provisórias caducaram no Congresso. Uma em relação a balancetes de jornais, da desobrigação de fazê-lo e a outra da UNE da carteira online, o que o senhor tem a dizer?

Maia: A questão dos balancetes acaba em 2022. Nós já tínhamos aprovado uma lei. Então não cabia uma medida provisória, pois o presidente diz que àquela medida era pra prejudicar jornal A, B ou C. A câmara não pode votar um projeto que o presidente diz que está editando uma medida provisória pra prejudicar alguém, pois amanhã pode ser com a gente. As leis são feitas para beneficiar a sociedade. Então esse foi o motivo. Uma lei já tinha tratado desse assunto.

O segundo, não chegou para a Câmara. Foi para o presidente do Senado. O presidente manda instalar uma comissão mista. A medida provisória vai para a Comissão Especial. A Câmara só pode votar quando a comissão votar. Eu não posso fazer um relatório. Então a Câmara de deputados não tinha condição nem de tratar desse assunto. Não tinha condições de colocar em prática.

BDM: O que o senhor pode falar a respeito das eleições?

Maia: Nós temos um prazo para adiar para novembro ou dezembro. Não podemos correr riscos. É preciso ter o isolamento, então eu sei que poderemos ter problemas. O pior momento da pandemia pode ser agora em maio, junho ou até julho. Agosto deve começar a cair a curva. Então a gente pode começar em outubro, é isso que temos conversado. Prorrogar mandato, nem existe esse caminho. O que diz a constituição é que, não tendo eleição, assume alguém através da lei orgânica. Na cidade do Rio de Janeiro, assumiria o presidente do tribunal de contas, mas em outras cidades não tem essa previsão. Isso pode abrir uma lacuna muito grave. Hoje, é prorrogar mandato de prefeito e vereador. Amanhã, um governo forte - não esse governo, que não tem maioria no parlamento - mas um outro governo, com uma base de 380 deputados, ele resolve criar uma crise com a China e dá um golpe por dentro do parlamento, protegido por uma decisão de agora. Mas, por outro lado, vamos dizer que a pandemia continue até novembro. Aí quando a gente for fazer a eleição, talvez colocar pra começar de 7 da manhã e acabar de meia-noite... coloque os idosos pra votar por 3 ou 4 horas, pegar escolas menores. A eleição não pode ampliar a contaminação.

BDM: Eu vi um "meme" na Internet de um rapaz dizendo que não pode ir a Shopping, não pode tomar banho de praia, mas pode ter eleição?

Maia: Mas a gente está discutindo o adiamento. Talvez em outubro não dê pra fazer, mas talvez em 15 de novembro, sim. Ou no primeiro domingo de dezembro. A gente está estudando alternativas de diversos países. Coreia do Sul, Chile, cada país está olhando de um jeito e vamos ver o caminho mais compatível.

BDM: E as questões de campanha. Campanha o candidato vai para a rua, pega na mão do povo... como vai ser?

Maia: Isso vai acabar. Vai ser uma nova forma de fazer campanha. O mundo vai mudar. Brasileiro não tinha hábito de usar máscara. Mas as pessoas na Ásia tinham. As relações vão mudar, não só nesse ano, mas nos próximos. A curva precisa achatar para a gente continuar vivendo. Se não tiver vacina nos próximos 12 meses, como vamos fazer em relação aos idosos? Vamos pegar experiências internacionais para que possamos usar ao nosso favor.

BDM: O dinheiro do fundo partidário não deveria ser usado para a pandemia?

Maia: Já foi usado. Todo o recurso que tinha no caixa está sendo usado. Por isso foi criada uma PEC, para usar tudo. Vai ser ter um déficit de 600 bilhões de reais. Nós já conseguimos pra saúde uma medida provisória 909, que o dinheiro ia todo para o Banco Central e transferimos todos os 9 bilhões para a pandemia. Pegamos as emendas de bancada e o governo autorizou a transferir de outros ministérios para a saúde. Essa semana tem mais uma MP de 10 bilhões. Mas a prerrogativa é exclusiva do Presidente de transferir recursos. A constituição veda o Parlamento de fazer essas mudanças.

BDM: O senhor acha que o governo pode fazer algo para manter o auxílio dos 600 reais?

Maia: Essa ajuda, o governo tinha feito de 200 reais, nós passamos para 500 e em conjunto chegamos a 600. Nós queremos atender a população. O valor é grande. Vamos estudar caminhos, ver recursos que estão mal distribuídos e melhorar o gasto do orçamento público. Tem muitas coisas que podemos pensar em propor ao governo. Acho difícil o governo consiga fugir da necessidade de manter o auxílio. Talvez seja importante pegar todos os programas de proteção de emprego e renda e juntar tudo e criar um único programa de renda mínima que seja permanente. E que tenha lastro orçamentário para que depois a gente consiga pagar.

BDM: O senhor disse que o governo não tem maioria no congresso para aprovar o que quer. A base é instável?

Maia: O presidente fez muitas críticas ao parlamento e aos deputados. Tem uma parte dos partidos de centro e centro direita, PSDB, DEM, Cidadania, entre outros. O DEM não é centrão. O DEM foi oposição de Lula e Dilma por 13 anos. Nós fizemos parte da base do presidente FHC e Temer. Não fazemos base a Bolsonaro, nem a Dilma e Lula. Nós temos a nossa posição. Pauta de reformas, voto independente. A gente vota nessa agenda de ajuste fiscal e dos gastos públicos.

BDM: Mas Mandetta era do DEM. Ele foi indicado pelo DEM

Maia: De jeito nenhum. O próprio presidente fez questão de dizer isso. Ele fez uma composição para garantir a governabilidade. Acho inclusive que Mandetta estava indo muito bem, tendo a confiança da sociedade. O presidente acabou atacando com mais força, misturou coisas que não faziam sentido. Mandetta foi um grande ministro. Mas as relações ficaram estremecidas. Espero que em breve seja nomeado o novo ministro que entenda da área de saúde, pois não podemos ficar com um interino

BDM: Quando foi que o presidente atacou o senhor?

Maia: Foi aquele na CNN. Como se eu tivesse conspirando para querer derrubar o governo. Não tem nada disso. Todas as propostas do Governo que foram na linha de melhorar a economia foram aprovadas. Agora, o direito a crítica, todos nós temos.

BDM: O senhor disse em uma entrevista que o Paulo Guedes não era uma pessoa séria?

Maia: Sim, foi naquele debate em que Pernambuco acabou perdendo 113 milhões. Aquele conflito federativo com governadores iria gerar uma paralisia da máquina dos municípios e estados e nós fizemos esse enfrentamento. Quando nós fomos conversar com o governo, elas não quiseram oferecer nem um real ao Estados, depois ofereceram 14 bilhões, e numa articulação no Senado, se conseguiu os mesmos 60 bilhões, nós estávamos defendendo. Agora, a forma de distribuição não foi a que eu defendi. E ele nos atacou de forma absurda. E eu respondi dizendo que não era uma coisa séria o que ele estava fazendo. Nós tanto estávamos certos, que depois o Senado aprovou um valor igual ao nosso. E hoje o Presidente anunciou a sanção do projeto.

BDM: O senhor acha que o governo não reconhece o esforço do senhor pela reforma da previdência?

Maia: Claro que não reconheceu. Mas não foi pro governo que eu fiz. Eu fiz pela certeza de que eu estava fazendo o melhor para o Brasil. Nós estávamos na seguinte situação: o sistema previdenciário iria inviabilizar o país. E ia desorganizar a dívida pública. Com isso, investidores vão embora e nossa economia volta a cair. Fiz pela convicção que tenho que aquele projeto organizava a previdência. Continuo defendendo a reforma administrativa, pra melhorar o gasto público. De cada 100 reais, 94 são despesas obrigatórias. Votamos o PLN8, que é a regra de ouro. Você só pode emitir dívida para investimento. Ano passado foram 240 bilhões, esse ano 320 milhões, que nós estamos usando para manter a máquina pública viva

BDM: O regimento da casa não permite que o senhor seja candidato a reeleição. Você pode fazer algum movimento para isso?

Maia: Eu respeito a constituição. Ela não vai ser modificada. Eu tenho orgulho de ter aprovado bons projetos. Se a constituição me limita, eu respeito. Agora, o governo tem direito de ter o candidato dele. E na hora certa eu vou construir algum nome que tenha perfil para aglutinar.

BDM: A postura que o senhor tem em relação ao impeachment, é a mesma em relação aos inquéritos?

Maia: Se tiver alguma coisa nos inquéritos, o procurador oferece a denúncia. Ai eu sou obrigado a abrir prazo de 5 sessões depois colocar no plenário. São formatos diferentes. Eu não tenho nada a ver com o inquérito que está no Supremo. Não quero fazer juízo de valor.

BDM: Em relação ao Centrão, ele já teve indicações para o governo. A tendência é que ele tenha mais espaço?

Maia: Eu não tenho participado dessa articulação. O governo tem o direito de ter diálogo com os partidos, para compor uma maioria, uma base. É sempre ideal que quando o governo ganhe, ele construa a maioria, não necessariamente com cargos. Mas é uma forma de atuação e decisão do presidente. 

BDM: A sua relação com Bolsonaro e com o governo é protocolar?

Maia: Com o ministro Ramos tenho bola relação. Com o presidente já foi mais próxima e mais distante. Acho que a reunião de hoje foi muito boa. Não somos aliados, mas precisamos ter relações de respeito institucional

BDM: Em relação a ajuda para o Estados, o presidente disse que a Polícia está de olho nessa farra de dinheiro, já que muitas coisas estão sem feitas sem critério e sem licitação.

Maia: É papel da polícia. Se tiver indicações de coisas erradas, tem que fazer investigação e prender. Agora, não se pode deixar de ajudar, pela possibilidade de haver irregularidade. Tem que ter um sistema de controle e fazer funcional. É muito ruim pensar que alguém possa estar pensando em se beneficiar no meio de uma situação como essa. Deveria ter a condenação em dobro ou em triplo.

BDM: Há um excesso de intervenção do congresso?

Maia: É um erro histórico. Desde FHC, os próprios políticos acionam Ministério Público e Supremo. Nós transferimos o nosso podemos pra Supremo e Procuradoria. E aí quando a gente transfere, ele passa a ter atribuições que não são dele. Eu acho até que o Supremo tem tentado interferir menos. Eu responsabilizo 100% a político pelo excesso de poder do Supremo.

BDM: O Supremo proibir de o presidente nomear o comandante da PF não é demais?

Maia: Eu acho, mas na hora que proibiu Lula de assumir o ministério, os que estão no governo aplaudiram. Esse é o problema, quando é contra o adversário, se comemora, independente do mérito. Cabe diálogo para quem as coisas sejam resolvidas no parlamento. No caso do Lula, se o Moro não tivesse vazado os áudios, ninguém ia saber o que se passou. Tudo foi articulado. Ali, quem estava contra Dilma, aplaudiu. Mas gerou uma jurisprudência. A lei tem que valer para todos.

BDM: Como o senhor viu a saída de Moro?

Maia: Gerou uma crise política em meio a pandemia. Por isso eu nem me manifestei na época, pois a briga não era minha. Deixa para quem é responsável. É ruim, pois ele tem prestígio e já havíamos perdido o Mandetta. Cabe ao governo ter confiança nos novos ministros.

BDM: Você acha que o vídeo que está com Celso de Mello deve se tornar público.

Maia: Se olharmos para trás, sim. É o que aconteceu nos últimos anos. Se algum ministro precisar proteger alguma coisa, ou com relação a outras países, sim. Mas fora isso, é transparência total. Mas cabe ao ministro Celso de Mello.

BDM: Qual a maior crise? Saúde, economia ou política?

Maia: Da saúde, claro. Está todo mundo assustado. É lógico que vários casos são assintomáticos, mas não é brincadeira. Você pode pegar um que tenha uma ação diferente. A vida é o mais importante. Junto com isso, o cuidado com a economia. Cabe ao governo gerar condições para que as empresas não entram em falência e depois, como a cidade, ao longo dos meses, possam reduzir o isolamento e ir voltando com suas atividades. Mas não pode ser prioridade em cima das vidas.

BDM: Não é um desserviço nesse momento estarem falando em impeachment?

Maia: Olha, não quero julgar, mas PT, PSB, PDT, PCdoB e PSol tem ajudado fortemente na votação de projetos.  Eles estiveram presentes na PEC da Guerra, para aplicação dos gastos. A esquerda tem feito muito nesse momento. Mesmo quem quer o impeachment, tem nos ajudado muito.

BDM: Falta articulação ao governo Bolsonaro?

Maia: Eu acho que o governo decidiu, ele é um bom deputado e Victor Hugo tem aprendido. Tem melhorado. Tem um boato que ele vai cair, mas ele tem melhorado na articulação. É uma decisão do governo, mas quando se pega uma pessoa inexperiente, tem dificuldade. Mas ao longo do tempo todo mundo aprender E Victor Hugo tem aprendido.


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Detra maio 2020 CRLV

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30/05


2020

Lula da Fonte denuncia novo aumento da Celpe

O presidente do Partido Progressista no Recife e presidente da Juventude do PP em Pernambuco, Lula da Fonte, alerta para mais um aumento na conta de luz do consumidor pernambucano. A partir de segunda-feira (1º), a Celpe vai promover novo reajuste de 5,16%.

“O povo não aguenta mais a Celpe desdenhando da nossa dignidade, sangrando quase 4 milhões de famílias, que estão impossibilitados de saírem para trabalhar e ganhar o seu dinheiro tão suado, que, muitas vezes, se veem sem saída diante da falta de outras companhias de energia elétrica”, protesta Da Fonte.

Confira o vídeo na íntegra.


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Abreu e Lima

30/05


2020

Para Marília, Governo de PE não ouve a sociedade

Houldine Nascimento, da equipe do blog

Pré-candidata à Prefeitura do Recife pelo PT, a deputada federal Marília Arraes aponta a necessidade de o Governo de Pernambuco discutir as medidas adotadas no isolamento social com diversos setores da economia. Na sua visão, a gestão Paulo Câmara (PSB) não tem dialogado com a sociedade e falhado nas determinações.

“O pós-lockdown tem que ser discutido do ponto de vista da saúde pública, mas é preciso também que entidades como Fiepe, CDL, Sebrae e Porto Digital, dentre outras, façam parte desta formulação, e não sejam apenas consultadas. São as entidades, a sociedade civil organizada, e não apenas o Governo do Estado, que poderão indicar a melhor ação preventiva”, afirma.

Ela se colocou à disposição para uma eventual consulta. Na sua opinião, o governador Paulo Câmara deveria ter ouvido a bancada pernambucana no Congresso. “Lamento o fato da Bancada Federal (deputados e senadores) não ter sido consultada institucionalmente para discutir a pandemia, o lockdown e muito menos o pós-lockdown, o que reforça a impressão de que tudo está sendo feito sem os devidos cuidados”, avalia.

Antes, o diretório do Partido dos Trabalhadores no Recife se posicionou contra as críticas de Marília à administração do prefeito Geraldo Julio (PSB), que está sendo investigada pela Polícia Federal quanto à suspeita de fraude na compra de respiradores por meio de dispensa de licitação.

“O PT discorda do posicionamento pessoal de Marília Arraes e de qualquer posição que não constrói, no campo democrático, um alinhamento com as ações importantes dos governadores e prefeitos do Nordeste, no enfrentamento à pandemia que atinge o povo nas periferias das grandes cidades, a exemplo da nossa cidade. Causou estranheza essa ação da PF na PCR, visto que sua credibilidade está sendo questionada, em vista das recentes denúncias de seu ex-ministro [em referência a Sergio Moro], da interferência do presidente Bolsonaro”, traz um trecho da nota assinada pelo presidente do PT no Recife, Cirilo Mota.


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Prefeitura do Ipojuca

30/05


2020

Operação Fake News é fake

Por Angelo Castello Branco

O fake News não é, até hoje, um crime tipificado no Código Penal brasileiro. E por isso ninguém pode ser detido e processado sob a acusação formal de cometê-lo. Pelo menos com essa terminologia de fake news. É espantoso como as pessoas opinam solenemente sobre temas que exigem conhecimentos da Ciência Jurídica.

Enquanto o Poder Legislativo não votar uma lei que defina o crime de fake news, com a devida regulamentação e a fixação das punições aos criminosos, resta aos prejudicados invocar o crime de difamação ou de comunicação falsa prevista no Art. 340 do Código Penal.

A ação imediata que a justiça pode realizar ao ser demandada em razão de uma falsa informação é ordenar que ela seja retirada do ar no caso das mídias digitais ou assegurar o direito de resposta, com o mesmo destaque, se o crime foi veiculado nas mídias impressas.

Juristas acham que a operação fake news, comandada pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, poderá identificar os contraventores, mas dificilmente processá-los.

Há inclusive controvérsias sobre o direito da livre manifestação do pensamento que embaralha um pouco mais essa discussão.


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Comentários

Fernandes

Moro diz que vetos de Bolsonaro ao projeto anticrime foram para proteger Flávio Bolsonaro. Segundo o ex-juiz que atuou nos processos da Lava-Jato em Curitiba, as restrições do presidente à decretação de prisão preventiva, à decretação de prisões preventivas e aos acordos de colaboração premiada bateu de frente com o discurso contra a corrupção e a impunidade, então pregados por Bolsonaro.

Fernandes

Esse cidadão é outro chato, igual a Mendonça Filho.



30/05


2020

Tudo aponta para uma crise, diz Bolsonaro

Em sua página oficial, no Facebook, o presidente Jair Bolsonaro publicou um texto que promete intensificar a crise política. Intitulado "Tudo aponta para um crise", o artigo traz 14 tópicos com ações dos outros poderes e da imprensa que desagradam o chefe do Executivo.

Confira o texto na íntegra:

"- TUDO APONTA PARA UMA CRISE:

1. Primeiras páginas dos jornais abordaram com diferentes destaques, as decisões envolvendo a atuação do Supremo Tribunal Federal, da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral em relação ao governo Bolsonaro e seus aliados.
2. O ministro do STF, Celso de Mello, fez um pedido de investigação contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro, à Procuradoria Geral da República, por crime de incitação à subversão da ordem política ou social. A prática viola a Lei de Segurança Nacional.

3. A notícia-crime foi protocolada na Corte depois do parlamentar dizer, em um vídeo publicado nas redes sociais, que não se trata de uma questão de “se”, e sim “quando” haverá uma ruptura político-institucional.

4. Nas primeiras páginas dos jornais, o pedido da Polícia Federal para a prorrogação das investigações do inquérito, no âmbito do STF, que apura se o PR interferiu politicamente, ou não, na PF, segundo a acusação do ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. PF que ouvir oficialmente o PR sobre a denúncia.

5. Estadão e O Globo publicam, em suas primeiras páginas, o pedido do ministro Og Fernandes, do Tribunal Superior Eleitoral, para que a chapa Bolsonaro/Mourão se manifeste, em três dias, sobre a inclusão de informações do inquérito das fakenews em dois processos da Justiça Eleitoral, que questionam a diplomação dos dois.

6. A acusação é a de que a chapa usou empresas para efetuar disparos em massa de mensagens com notícias falsas contra opositores. ?
*- Estadão realça que esse seria o caminho mais próximo para retirá-los do Poder.*

7. Segundo o Estadão, a investigação do STF para apurar ameaças, ofensas e fakenews contra ministros e familiares da Corte pode chegar ao chamado “gabinete do ódio”, que trabalharia próximo ao PR e seria comandado pelo vereador Carlos Bolsonaro. Faltando 45 dias para ser concluído, o jornal já fala da intenção dos investigadores de prorrogar o inquérito.

8. Estadão noticia que o “gabinete do ódio” também entrou na mira do Tribunal de Contas da União. O subprocurador, Lucas Furtado, ingressou com uma representação para que o plenário do TCU analise se a ação do grupo de servidores é financiada, ou não, por recursos públicos. O grupo teria 23 servidores trabalhando na assessoria especial do gabinete presidencial.

9. A Rede desistiu da ação que apresentou no ano passado, que solicitava o fim do inquérito aberto para apurar ataques e ofensas ao Supremo Tribunal Federal. Agora, o partido não quer o final do inquérito, que serviu para o ministro-relator do caso, ministro do STF, Alexandre de Moraes, acusar um rol de pessoas ligadas ao PR. E que a PGR quer suspender.

10. O inquérito, diz o partido, apresentava "inquietantes indícios antidemocráticos", mas, um ano depois, "se converteu em um dos principais instrumentos de defesa da democracia". Oportunismo jurídico. O ministro Edson Fachin decidirá se aceita ou não o pedido da Rede.

11. Jornais também destacaram na suas capas o manifesto dos procuradores da República, com a assinatura de 590 de 1.150 integrantes do MPF, para a adoção da lista tríplice para a nomeação do chefe da instituição.

12. Segundo a leitura política da mídia, o manifesto é uma reação à postura do atual PGR, Augusto Aras, que estaria favorecendo o PR, e foi escolhido fora da lista tríplice encaminhada ao Presidente da República.

13. Na capa da Folha de S. Paulo e do O Globo o fato do ministro da Educação, Abraham Weintraub, ter ficado calado no depoimento à Polícia Federal, no prédio do MEC, sobre suas declarações contra os ministros do STF na reunião ministerial do dia 22 de abril.

14. PR lhe concedeu a medalha do mérito naval, que a mídia entendeu como uma “provocação.” Presidente da Câmara, Rodrigo Maia, voltou a atacar Weintraub, lamentando o país ter um “ministro tão desqualificado.”
 


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Comentários

Fernandes

Genocida.


Banco de Alimentos

30/05


2020

Prefeito de Ouricuri faz festa durante pandemia

Em meio à grave crise causada pelo novo coronavírus, o prefeito de Ouricuri, Ricardo Ramos (PSDB), decidiu fazer farra em casa. Uma imagem tem circulado com força nas redes sociais. Nela, é possível ver Ramos e outras 11 pessoas aglomeradas e sem qualquer proteção, como uso de máscaras.

Com esta atitude, ele demonstra não estar preocupado com a população da cidade que administra, além de ignorar os 19 casos de Covid-19 confirmados sob sua responsabilidade.

O histórico do prefeito Ricardo Ramos também deixa a desejar: em agosto de 2019, foi condenado a 4 anos, 11 meses e 15 dias de prisão no regime semiaberto por transporte irregular de eleitores no pleito de 2012.

Um verdadeiro caso de "meu passado me condena". O presente também.


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Prefeitura de Serra Talhada

30/05


2020

Bolsonaro desorganiza e gera insegurança, diz Maia

O Globo

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou, hoje, que o presidente Jair Bolsonaro "desorganiza e gera insegurança" ao adotar uma postura de enfrentamento aos demais Poderes da República. Em transmissão ao vivo pelo Instagram, Maia falou sobre o assunto com o chefe do Departamento de Ciência Jurídicas da Uniara, Fernando Passos. Ao ser perguntado sobre a relação entre Legislativo e Executivo, Maia disse que Bolsonaro sempre teve o mesmo perfil. Mas, de acordo com sua avaliação, o cargo de presidente da República exige outro tipo de atitude.

"Quando você chega à Presidência da República, o seu papel é considerar. Você não é o presidente apenas dos que o elegeram. Você é o presidente de todos os brasileiros. Como o presidente foi eleito com muita força, foram muito ideológicos, o pessoal de extrema-direita nas redes sociais, ele tende a ser mais comprometido com eles. E quando tem um conflito, ele acaba atacando mais na linha do que ele fazia antes. Só que, como presidente do Brasil, cada vez que ele vai para o enfrentamento, ele desorganiza e gera insegurança", disse Maia.

O presidente da Câmara disse ainda que as conversas privadas com o presidente são boas, o "diálogo é muito positivo". "Mas, quando ele vai para uma entrevista, acaba gerando essa insegurança. O ideal, neste momento de pandemia, é que a gente conseguisse ter mais harmonia e menos conflito", acrescentou Maia.

Ainda na conversa transmitida pela rede social, Maia afirmou que dialoga com ministros do governo federal e do Supremo Tribunal Federal (STF): "O diálogo é o que resolve. O presidente tem que entender que ele é o chefe do Poder que comanda, que executa. Então, a gente precisa que ele comande de forma mais harmoniosa, respeitando os outros Poderes. Porque um Poder não deve servir apenas para dizer sim ao governo. O Parlamento serve para representar toda a sociedade, não apenas a parte que governa, e o Judiciário serve para garantir os limites dos outros dois Poderes. A gente não pode aplaudir uma decisão do Supremo com que concordamos e radicalizar contra uma decisão com que nós discordamos. Nós temos os instrumentos legais para recorrer."


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O Jornal do Poder

30/05


2020

Presidentes dos 27 TJs mandam recado a Bolsonaro

Estadão

O Colégio de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil enviou ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Dias Toffoli, no qual avisa que ‘não há espaço para retrocessos’ em respeito à autonomia do Judiciário e às instituições democráticas.

A carta assinada por todos os desembargadores mandatários dos tribunais estaduais do País foi encaminhada após ataques do presidente Jair Bolsonaro contra a Corte, que deflagou operação que atingiu deputados, empresários e blogueiros alinhados com o Planalto.

Os presidentes dos tribunais apontam a necessidade de união em defesa da independência entre os Poderes e a necessidade de autonomia da magistratura.

“Em se tratando destes princípios, não há espaço para retrocessos, ainda que ataques pontuais neste momento delicado para as instituições brasileiras tentem desestabilizar a tão sonhada consolidação da nossa democracia”, afirmaram.

A reação dos magistrados vem após Bolsonaro declarar, no dia seguinte à operação que mirou aliados, que ‘ordens absurdas não se cumprem’. “Acabou, porra!”, esbravejou o presidente.


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30/05


2020

José Múcio e Collor, as lives da semana

Na sequência de entrevistas com personalidades nacionais pelas lives do Instagram do blog, na terça-feira (02) o convidado é o presidente do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro. Já na quinta (04), o ex-presidente e senador por Alagoas Fernando Collor (Pros).

Na pauta de ambos, a crise na saúde pública provocada pela pandemia do coronavírus e suas consequências na política e na economia. Sempre às 19h. Se você não segue ainda o Instagram do blog, o endereço é @blogdomagno.


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30/05


2020

Liberdade de expressão em alto risco

Por Luiz Queiroz

Na noite desta sexta-feira, o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), informou que encaminhou ofícios aos presidentes da Câmara e do Senado, além dos líderes dos partidos no Congresso Nacional. Neles a entidade pede um debate mais aprofundado antes da votação do projeto de Lei 2.630, de autoria do Senador Alessandro Vieira (CIDADANIA/SE), conhecido pelo pomposo nome de “Lei Brasileira de Liberdade, Responsabilidade e Transparência na Internet”.

A votação está agendada para ocorrer na semana que vem pelo presidente do Senado Davi Alcolumbre. Embora conste nos ofícios do CGI, na Câmara o projeto de Lei 1.429/20 de autoria dos deputados Felipe Rigoni (PSB/ES) e Tabata Amaral (PDT/SP), entre outros, foi arquivado a pedido dos próprios parlamentares. O texto era exatamente igual ao do senador Alessandro Vieira.

Qualquer que fosse o texto em tramitação, ambos os projetos foram concebidos com um objetivo central: esvaziar o Marco Civil da Internet em um dos seus principais artigos, o 19º, que garante a inimputabilidade da rede e impede que os provedores de Aplicações sejam responsabilizados pelo conteúdo de terceiros.

Se isso ocorrer, será um ataque direto à Liberdade de Expressão, pois nenhum provedor de Aplicações terá segurança jurídica de permanecer isento de ser responsabilizado por um conteúdo que apenas trafega na sua rede, não sendo o autor do mesmo. Com essa nova lei, bastará que seja notificado extrajudicialmente num pedido de remoção de determinado conteúdo político ou religioso, por exemplo, que terá de retirar a informação. Tal fato já ocorre hoje em dia com a remoção de conteúdos com direito autoral.

Em nota oficial o CGI.br, responsável pela Governança da Internet no Brasil, pede que o Senado adie e “aprofunde os debates, com a participação de todos os agentes interessados, antes que matéria de tamanha relevância para a garantia das instituições democráticas do país seja votada”.

Por sua vez, a Coalizão Direitos na Rede  que reúne 38 organizações que atuam na defesa dos direitos digitais e dos consumidores, elencou numa Nota Técnica os quatro principais pontos de preocupações, além dos desdobramentos que virão se for aprovado o projeto do senador Alessandro Vieira. A advogada Flávia Lefèvre – representante da Sociedade Civil no CGI.br, do Intervozes e da Coalizão Direitos na Rede – já comentou sobre essa questão neste site.

Com um argumento questionável de que se pretende “combater as Fake News”, a proposta que tramita no Senado vai muito além dos argumentos que estão sendo veiculados por “autoridades” na grande imprensa.

Chega a ser interessante constatar que, da forma relâmpago como vem tramitando a proposta no Congresso – com o senador Alcolumbre prometendo colocar em votação na semana que vem – ficou claro que a “desinformação” geral na Internet, sobre os reais objetivos que o PL 2.630/20 promete combater, tem sido muito bom para quem nos bastidores deseja aprová-lo.

Quem?

Se aprovado como está o texto, será um ataque direto à imprensa alternativa criada na Internet. Esta passará a ser avaliada por empresas de checagem de conteúdos, normalmente controlados pelos grandes grupos de Comunicação. O projeto do Senado irá convalidar um monopólio do conteúdo trafegado na Internet brasileira para esses grandes grupos. Que decidirão quais concorrentes alternativos devem permanecer ou serem retirados da Internet. Ruim para a Democracia, pois a “pluralidade do pensamento” ficará restrito apenas a quem não confrontar com os interesses políticos da grande imprensa.

No Senado, até a manhã deste sábado, o assunto estava dividindo as opiniões dos Internautas.

*Um mau sinal de que a “desinformação” começa na própria falta de uma discussão mais profunda sobre o real objetivo da proposta legislativa.


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30/05


2020

No Agreste, Gravatá é a 2ª com mais casos de Covid

Com 92 doentes por Covid-19, Gravatá é o segundo município do Agreste de Pernambuco com mais casos confirmados da doença, atrás apenas de Caruaru (335). Apelidada de "Suíça pernambucana" por sua bonita arquitetura, a cidade assiste ao avanço do novo coronavírus.

A gestão de Joaquim Neto (PSDB) tem sofrido críticas nas ações tomadas para conter a grave crise sanitária. Segundo o vereador Gustavo da Serraria, a Prefeitura adquiriu 400 sacos para armazenar cadáveres. Os opositores também acusam o prefeito de não adotar os protocolos necessários, alegando a ausência de higienização de áreas públicas e a falta de uma campanha informativa para a população.


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30/05


2020

Em Itapissuma, prefeito e vice reassumem cargos

O prefeito de Itapissuma, José Tenório, mais conhecido como Zé de Irmã Têca (PSD), foi reconduzido ao cargo, hoje. Sua vice, Irmã Elionilda, também reassumiu o posto. Uma decisão judicial beneficiou ambos, afastados da gestão municipal desde dezembro do ano passado devido a uma operação deflagrada pela Polícia Civil.

Além deles, quatro secretários municipais e três vereadores também sofreram a suspensão de seus cargos eletivos. Em uma rede social, o prefeito Zé de Irmã Têca festejou. "Eu voltei, voltei para ficar. Porque Itapissuma, Itapissuma é o meu lugar", declarou.


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30/05


2020

Bolsonaro vai a Goiás e provoca aglomerações

O presidente Jair Bolsonaro saiu de Brasília, na manhã de hoje, para ir ao Comando de Operações Especiais do Exército, em Goiânia. O trajeto foi feito de helicóptero. Antes de chegar ao destino, o chefe do Executiro passou por Abadiânia, no interior de Goiás, e decidiu parar numa lanchonete que fica à margem da BR-060.

Bolsonaro acabou provocando aglomeração. Na ocasião, o presidente foi fotografado por clientes e abraçou apoiadores sem fazer o uso de máscara.

Jair Bolsonaro estava acompanhado do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), e dos ministros Braga Netto (Casa Civil) e Tarcísio de Freitas (Infraestrutura).


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30/05


2020

Carta aberta de médicos ao Governo de PE

Soubemos através da imprensa e da mídia em Pernambuco que o lockdown iniciado no Recife e em cinco municípios do Grande Recife não vai ser prorrogado, segundo o secretário de Saúde do Recife. Concordamos com o fim do lockdown e nós, o grupo MÉDICOS PELA VIDA, queremos colaborar com nossos conhecimentos e dedicação à luta contra a COVID-19, no planejamento das medidas necessárias para essa mudança de estratégia.

No início da pandemia, a COVID-19 foi considerada uma pneumonia viral e para a qual seriam necessárias as mesmas medidas adotadas em outros surtos anteriores, tais como o de H1N1, SARS ou MERS. Com o avanço no conhecimento fisiopatológico da COVID-19, aprendemos que essa é uma doença generalizada infecciosa-imunológica-inflamatória-hematológica, de alta letalidade principalmente para grupos de risco, embora também letal não raramente para pessoas mais jovens e sem fatores de risco. Pode evoluir rapidamente para um estado de gravidade obrigando o internamento em leitos hospitalares ou de terapia intensiva, onerando os sistemas de saúde públicos e privados, com ameaça de colapso nos picos do surto, como aconteceu em Belém do Pará. Por isso, insistimos no atendimento precoce nas fases inicias da doença, quando os tratamentos indicados no nosso protocolo e em outros protocolos brasileiros e mundiais nessa fase mostram a cura e a diminuição de evolução para casos grave e para a morte. 

Medidas de afastamento e de isolamento foram adotadas no mundo inteiro para diminuir a taxa de infecção que é muita alta nessa doença.  Há uma confusão enorme sobre o que representam essas medidas, que são restritivas em escala crescente:

1. Distanciamento social – diminuição de interação entre as pessoas de uma comunidade para diminuir a velocidade de transmissão do vírus. Importante dizer que a maior parte da transmissão ocorre a partir de pessoas que são assintomáticas e portanto, livres para sua vida social e profissional. É a medida para ser implementada quando a transmissão é comunitária, como no Brasil, onde a ligação entre os casos não pode ser mais rastreada. Esse distanciamento social pode ser seletivo (para grupos de maior risco, como idosos, imunossuprimidos ou portadores de doenças crônicas) ou ampliado (inclui toda a população).
2. Isolamento – essa medida visa separar as pessoas infectadas das não infectadas, para evitar a propagação do vírus, em domicílio ou em ambiente hospitalar, por pelo menos 14 dias a partir dos sintomas.  
3. Quarentena – é a restrição de atividades ou separação de pessoas que foram presumivelmente expostas a uma doença contagiosa, mas que não estão doentes e que pode ser aplicada individualmente para uma pessoa que volta de viagem internacional, para contatos domiciliares de caso suspeito ou confirmado de Coronavírus. Coletivamente pode ser aplicada para a quarentena de um navio, um bairro ou uma cidade de forma voluntária ou mandatória. 

Quando as medidas de distanciamento social, isolamento e quarentena individual forem insuficientes, pode ser necessário o bloqueio total (também chamado de contenção comunitária, quarentena comunitária ou lockdown, em inglês). Esta medida imposta a uma comunidade, a uma cidade ou a uma região interrompe qualquer atividade por um determinado período de tempo, com exceção de saídas para atividades básicas como comprar mantimentos ou remédios. Em sua vigência ninguém tem permissão para entrar ou sair do perímetro isolado. No Recife, esse lockdown ou bloqueio total começou no dia 16 de maio, devendo terminar no dia 31 próximo.

A mídia mundial mostra repetidamente os efeitos nefastos do Coronavírus, mas também do lockdown indiscriminado, sendo esta uma preocupação inclusive da UNICEF nos cuidados com a população infantil. Um estudo em Nova York , onde foi feito um confinamento horizontal, mostrou que, 84% dos casos da COVID-19 ocorreram entre pessoas perfeitamente isoladas. Uma surpresa enorme para o governador Andrew Cuomo, quando percebeu que as pessoas internadas com sintomas da COVID-19 ou estavam confinadas em casa (66%) ou em lares de idosos (18%). Esse estudo foi amplamente divulgado no dia 06 de maio, dez dias antes da medida adotada em Recife. 

Quando uma pessoa com sintomas da COVID-19 comparece a uma unidade de saúde e recebe em resposta a ordem de voltar para casa com alguma medicação sintomática, concluímos que nenhuma dessas medidas restritivas está sendo respeitada. Se a família dessa pessoa tem poder aquisitivo, poderão, todos, permanecer em isolamento domiciliar sob tetos diferentes. Mas, nas comunidades pobres, todos convivem aglomerados na mesma moradia, esta pessoa, involuntariamente, contagiará seus familiares e vizinhos, sendo um importante vetor de propagação do vírus. Para os cidadãos de todas as classes sociais, as regras estão extremamente rígidas e a circulação ao ar livre apenas permitida se guardado o distanciamento social. Paradoxalmente, as aglomerações sem distanciamento continuam sendo observadas nas filas das unidades de saúde, nos hospitais, nas agências bancárias e na periferia; e principalmente nos transportes públicos.

Não bastasse o bloqueio total, veio também a ordem do rodízio de carros, uma medida completamente contrária às regras do distanciamento social, do isolamento ou do lockdown. O meio de transporte mais seguro é o automóvel onde só circulam pessoas da mesma família ou da mesma residência. Quando esse meio de transporte seguro é restringido, as pessoas que trabalham para manter em funcionamento as atividades essenciais e de sobrevivência da sociedade, são jogadas em transportes públicos superlotados, onde o vírus se regozija na quantidade de pessoas que pode infectar: as pessoas estão presas; o vírus está solto. Verdadeira arapuca.

O lockdown leva à depressão, à angústia, ao aumento de suicídios, à piora dos quadros clínicos em pacientes crônicos e à demora no atendimento de casos novos de doenças cardiovasculares, renais e dos novos casos de câncer. Em 13 de maio último, a UNICEF alertou, num artigo de Sarah Newey publicado no Global Health Security Report, que o lockdown indiscriminado, além de ser ineficaz para combater a pandemia atual, pode contribuir para um aumento de 45% na mortalidade infantil, especialmente nos países em desenvolvimento, por pneumonia, diarreia e malária, em números muito mais expressivos do que as mortes pelo novo Coronavírus. Os adultos também sofrem, e em Nova York, houve um aumento de 800% de paradas cardiorrespiratórias em domicílio durante o lockdown. Oitocentos por cento! Os efeitos nocivos nas semanas após o lockdown também foram observados em Recife, onde aumentaram drasticamente as mortes domiciliares por COVID-19, confirmadas ou suspeitas, como está demonstrado nos relatórios do SVO do recife.

A taxa de transmissão de vírus ao ar livre é 19 vezes menor que essa taxa em pessoas confinadas em ambientes salubres ou não. Os ambientes insalubres infelizmente incluem uma grande parte da população brasileira mais pobre, em casas sem higiene, sem saneamento básico e muitas vezes sem ar puro, sem ventilação e sem água.

Insistimos nas nossas posições sobre o tratamento pré-hospitalar da COVID-19 nos moldes do protocolo do Ministério da Saúde, do nosso protocolo e de diversos outros usados por vários municípios e serviços de saúde  nacionais.  Recomendamos que esse lockdown não deve ser prorrogado e que medidas de identificação e isolamento seletivo dos infectados, especialmente dos que não devem voltar para suas comunidades aglomeradas, sejam instituídas imediatamente.

Estamos à disposição das autoridades para colaborar num modelo de projeto objetivo e exequível, para a saída dessa crise, nos moldes recomendados por outros países do mundo que o fizeram de forma coordenada.

Recife, 28 de maio de 2020.

MÉDICOS PELA VIDA.


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30/05


2020

Sede da PGR é pichada em Brasília

A sede da Procuradoria-Geral da República (PGR), em Brasília, amanheceu pichada, hoje. Funcionários detectaram a ação numa placa de metal que identifica o órgão. Nela, era possível ler a inscrição "Procuradoria-Geral do Bolsonaro".

O sobrenome do presidente Jair Bolsonaro estava escrito em cima da palavra "República". Ainda pela manhã, a mensagem havia sido apagada.


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30/05


2020

Meus pêsames, senhor Argumento!

Por Heron Cid*

Esse senhor aí já foi um dia indispensável. Hoje, está assim como vês; em estágio de agonia profunda.

Argumento é o seu nome. Tão velho quanto os conceitos gregos, foi abandonado e ninguém mais quer saber dele.

Ultrapassado, entrou em desuso e, tristemente, em profunda doença degenerativa nessa chamada terra brasilis.

Quem desavidamente ainda o invoca, é logo trucidado pelo grito, pela desqualificação pessoal, deboche ou agressão mesmo.

Poucos são os que chamam o seu concorrente homônimo para enfrentá-lo em paridade de armas.

A arma agora é outra. É um palavrão. Não, não é palavra grande.

Com palavrão mesmo, um cala o outro. Porque nada resta mais para o diálogo depois de fascista, bolsominion, esquerdopata, comunista, lixo, filho da p…Arrombado!

Um dia já foi sinônimo de razão, raciocínio que conduz à indução ou dedução de algo. Nos tempos áureos, acredite, era a prova que servia para afirmar ou negar um fato.

Coisa do passado.  Seu Argumento está aí prostrado neste leito de morte. Sem sinal de melhora.

Raramente abre os olhos. Quando aperto sua mão para identificar alguma reação, ele esboça pequeno movimento. Mas, logo é vencido pelo cansaço. Alguém vem e grita, xinga, desconjura. Ele, coitado, se recolhe de novo.

Até a família já não o compreende e se apartou dele. Desconfio que se envergonham e fazem pouco caso. Esqueceram quão importante já foi nas grandes conquistas, memoráveis descobertas e tantos aprendizados.

O vírus do radicalismo ideológico depauperou essa criatura. Mesmo doente assim, na madrugada ele delira sonhando que ainda voltará à vitalidade de novo.

E balbucia bem baixinho em som quase ininteligível: “Eu ainda estou aqui”. É um teimoso! Ainda resiste a aceitar os pêsames.

*Jornalista


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