FMO janeiro 2020

26/02


2020

Caretas de Triunfo: espetáculo de alegria colorida

Se as cidades vivem de uma simbologia, marca ou estereótipo, Triunfo tem a do frio, a de estar encravada em cima de uma serra a 1.260 metros acima do nível do mar, de onde é possível a olho nu enxergar a Nação Pajeú. A festa mais popular do planeta, o Carnaval, que acabou ontem, mas continua para muitos nesta quarta de cinzas, criou outro símbolo que identifica a cidade em qualquer parte do mundo: Os Caretas.

São grupos de moradores da cidade, foliões, gente feliz que  se esconde por trás de um máscara malassombrada e sai pelas ladeiras reproduzindo alegria num sobe e desce incessante. A princípio, o conjunto harmonioso de máscaras pode até assustar, mas logo um susto é tomado pela alegria, a forma bem divertida dos mais diversos personagens do carnaval mais famoso do Sertão nordestino.

Os Caretas encheram de cor, alegria e irreverência as ladeiras de Triunfo na segunda-feira gorda do frevo e mostraram por quê já entraram até por lei no calendário oficial do Carnaval pernambucano. Quem acompanhou ou viu pela TV se encantou com um desfile que mais lembrava os carnavais românticos de Veneza.

Máscaras coloridas e estilizadas com caras de medo, assustadoras, cada uma mais criativa que a outra, deixaram as ladeiras da cidade mais em harmonia com o seu charme e sua beleza histórica. Produziram  cenas e imagens que ninguém resistiu a um clic, a uma selfie e a um vídeo para guardar na memória e para a história.

O próprio prefeito João Batista, com data de filiação ao PSB à caminho para tentar à reeleição, era personagem do desfile, com uma máscara puxada pelo verde da esperança. Personalidades as mais diversas da cidade, como a historiadora Diana Rodrigues e o blogueiro Carlos Ferraz, também se esconderam por trás de máscaras exibindo alegria e fervor na alma.

Os personagens  que compõem o figurino e a história dos Caretas existem há mais de um século e são o símbolo da folia da cidade. Abusam da irreverência, apelam para sátiras,  tomam conta das ladeiras do município estalando o relho, uma espécie de chicote.

A cada ladeira vencida no desfile, um relho para encantar aos que se divertiam acompanhando o desfile. O relho é, na verdade, um açoite de chicote ensurdecedor, que mete medo e faz tremer as ladeiras de Triunfo. 

O relho é, também, um ringue à parte ao final do desfile na praça do Cine Guarany, competição de profissionais da troça. O cinema quase centenário também foi fantasiado com as cores e máscaras dos Caretas, compondo um cenário belíssimo.

As referências à figura do careta estão em vários pontos da cidade, inclusive no ponto mais alto dela, o Pico do Papagaio, a quase 1.260  metros acima do nível do mar, onde se encontra uma escultura em homenagem ao mascarado.

A historiadora Diana Rodrigues, celebridade cultural da cidade, que subiu ao palco para entregar prêmios de sorteios aos caretas participantes, deu uma aula de cima do palanque sobre a história do bloco mais famoso, belo e colorido do Sertão.

“Tudo começou quando um Matheus, personagem de um grupo de reisado do Sítio Lages, ficou bêbado antes de uma apresentação e por isso foi expulso. Com raiva, saiu fantasiado pelas ruas da cidade, fazendo barulho e assim sem querer inaugurou a brincadeira. Daí vem o semblante de tristeza das máscaras”, contou.

Os Caretas se dividem  em varios grupos chamados de trecas. Além do barulhento relho, eles se caracterizam com chocalhos, máscaras, chapéu de palha e tabuleta, uma placa carregada nas costas com frases satíricas. “A tabuleta dá o tom de irreverência do careta. As frases são parecidas com as vistas nos parachoques de caminhão, como ‘quem mata a sua sogra não é um assassino e sim um bom caçador’”, lembra Diana, em tom de brincadeira carnavalesca.

No desfile da última segunda os Caretas chegaram com mais moral e excelência às ruas de Triunfo: foi a primeira segunda-feira oficialmente consagrada em lei ao Dia dos Caretas, por projeto apresentado pelo deputado Alberto Feitosa (SD) e sancionado pelo governador Paulo Câmara. 

"Os Caretas agora têm o seu dia oficialmente reconhecido pelo poder público e isso me enche de alegria e felicidade. O reconhecimento não é meu nem do governador, mas do povo pernambucano", comemorou Feitosa em vídeo exibido em praça por não ter podido comparecer ao desfile.

Antes das homenagens diante do exuberante Cine Guarany, os Caretas encheram as ruas de Triunfo passando pelos principais pontos turísticos, como os museus, a Catedral e o Lago João Barboso Sitônio, num espetáculo que deu gosto de se ver. Afinal, eles são a alegria do carnaval. Sem os mascarados, o carnaval de Triunfo não teria a mesma graça, a mesma irreverência, o mesmo jeito especial de contaminar as pessoas de alegria.

Famoso personagem mascarado, Teco de Agamenon, que exibe no Museu dos Caretas a primeira fantasia usada há 60 anos, foi visto novamente no desfile, com direito até a premiação. Ele mesmo  confecciona a sua  fantasia e sai de careta na folia desde menino. “Já cresci careta e  gostando de ser careta. É uma tradição prazerosa. Colocar essa máscara é sinônimo de alegria. Por isso que fazemos questão de perpetuar isso, ensinando aos mais novos”, disse.

Se depender das novas gerações, os caretas vão continuar por muito tempo. O jovem Manoel Afonso de Menezes, de apenas 12 anos, mostrou nas ladeiras grande habilidade com o chicote. “Foi meu pai que me ensinou, eu cresci com o relho na mão. Com dois anos já saia de careta. Chega dá um arrepio quando estala. Não é difícil não, basta treinar que você consegue”, diz ele, fazendo questão de mostrar os tais estalos de que tanto se orgulha.

Orgulho, na verdade, tem o prefeito João Batista (PSB), tanto que deu à cidade o Museu dos Caretas, um conjunto de máscaras belíssimas que enchem os olhos dos seus visitantes e turistas. "Triunfo se confunde com os Caretas. Foram eles que projetaram Triunfo, são personagens sagrados da nossa cultura e que fazem o diferencial do nosso Carnaval", diz Batista, sem deixar escapar a emoção de estar nas ruas não como maior autoridade municipal, mas como folião careta.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Parabéns à Águia de Ouro, campeã do Carnaval de São Paulo, que fez uma merecida homenagem ao mestre Paulo Freire em seu desfile. O Carnaval desafia a intolerância e a ignorância.

marcos

Paulo Fresco, Foda-se.

Fernandes

Parabéns à Águia de Ouro, campeã do Carnaval de São Paulo, que fez uma merecida homenagem ao mestre Paulo Freire em seu desfile. O Carnaval desafia a intolerância e a ignorância.


Abreu e Lima

Confira os últimos posts



28/03


2020

Estados e municípios cobram da Saúde respiradores

Por Estadão Conteúdo

Com dificuldade para encontrar respiradores, Estados e municípios pedem para o governo federal ir ao mercado e centralizar a aquisição do produto essencial para o tratamento de casos graves da covid-19.

A pasta abriu na quinta-feira, 26, edital para compra dos primeiros 15 mil produtos deste tipo, mas fornecedores já avisaram que não têm estoque para entrega imediata.

A ideia dos gestores do SUS é evitar um leilão entre Estados e municípios pelas compras de respiradores, o que só beneficiaria empresas fornecedoras. O governo federal quer ainda ter o controle das vendas para impedir que os equipamentos sejam distribuídos de forma desigual.

Secretários estaduais e municipais cobraram o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM) pela distribuição dos produtos. Em reunião realizada na quinta-feira, 26, eles argumentam que o Ministério da Saúde tem maior poder de compra e deve aproveitar para tentar baixar preços no mercado.

A ideia dos gestores do SUS não é proibir que um Estado busque os próprios produtos, segundo pessoas presentes na reunião. O governo federal tem dito que exige ser informado sobre as aquisições, para evitar que um Estado acumule equipamentos, enquanto outro local, com mais casos, está desassistido.

Segundo dados do governo, há cerca de 65 mil respiradores no País. Estão fora de uso 5,6% do total. O Sudeste concentra 33 mil unidades.

Em edital lançado na quinta, o governo busca 15 mil ventiladores pulmonares microprocessados com capacidade de ventilar pacientes adultos. A pasta chegou a elaborar uma versão prévia da licitação prevendo a compra de outros 15 mil respiradores do tipo “eletrônico portátil”, mas a versão final foi modificada.

A corrida para aquisição de respiradores, essenciais para o tratamento de casos graves da covid-19, criou uma disputa entre o governo federal, Estados e municípios. Hospitais da rede privada também reclamam que ordens desencontradas para recolhimento de produtos ameaçam inviabilizar o atendimento de pacientes, além de expor equipes de saúde à contaminação por falta de insumos.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), também reclama sobre o confisco de respiradores. Em videoconferência com o presidente Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na quarta, Doria prometeu ir à Justiça para evitar bloqueio de produtos. “Não faz nenhum sentido confiscar equipamentos e insumos. Se essa questão for mantida, tomaremos medidas necessárias no ramo judicial.”

Em resposta a Doria, o ministro Mandetta defendeu compras centralizadas pelo governo federal. “No momento que temos um encurtamento de respiradores, fizemos o movimento para centralizar e para poder descentralizar de acordo com a epidemia”, disse. Segundo o ministro, além de importações, a ideia é que quatro fábricas no Brasil produzam até 400 respiradores por semana. “Vamos conseguir assim abastecer todos os Estados. Não adianta cada local querer montar todos os aparelhos esperando casos. A gente vai mandando de acordo com a realidade de cada caso.”


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/03


2020

Um alerta a Bolsonaro

 

 

Opinião
Beto Rabello
Advogado, secretário de Relações Internacionais da Prefeitura do Recife

Conforme noticiários do governo federal, diários na imprensa escrita, televisionada e nas redes sociais, estão sendo liberados bilhões de reais, através do banco BNDES, que serão destinados para “ajudar “ as pessoas físicas e pessoas jurídicas de pequeno porte, MEI, empresa individual, microempresas, entre outras.
Os bancos que serão intermediários desses volumosos valores são exatamente aqueles que se negam a “emprestar “ aos pequenos empresários, ou seja, Itaú, Bradesco e o Santander. Todos bancos privados e que abocanham mais de 80% do mercado financeiro nacional. São exatamente eles que continuam cobrando 14% de juros (mora), no cheque especial e nos financiamentos de capital de giro, de veículos e habitacional. Extorquindo aqueles que mais precisam. Debitam taxas exorbitantes em conta corrente, sem autorização do correntista e para fazer qualquer operação bancária, (empréstimos) “obrigam” diretamente o cliente a aceitar venda casada de seguros ou consórcios. Se o cliente não “ajudar” seu gerente a bater cotas, simplesmente tem seus pleitos negados.

A liberação desses bilhões de reais, através do BNDES, são para salvar empregos, e os pequenos empresários, que não têm capital financeiro para honrar seus compromissos, como salários, aluguéis, energia, impostos e outros. Porém, esses bancos, Itaú, Bradesco e Santander, vêm se negando a emprestar ou refinanciar valores a quem tem limite de cheque especial em mora, prestação de financiamento de veículos, cartão de crédito ou imóveis atrasados. Basta apenas uma parcela! Se você procurar seu gerente para conseguir um empréstimo para pagar seus débitos, eles não aceitam afirmando que você está no Serasa. Porém, foi o banco mesmo que te colocou lá. Condicionando os empréstimos a quem estiver em dia. Como esses bancos vão receber  essa linha de crédito do governo federal através do BNDES e repassar para esses microempresários  que têm restrição em bancos de informação de proteção ao crédito? Basta apenas ter uma conta de telefone atrasada e constar no SPC que seu crédito será negado.

Sr. Presidente, estamos passando por uma calamidade pública, as empresas estão fechadas e os pequenos empresários não têm dinheiro guardado, trabalham diuturnamente para pagar seus funcionários e suas despesas pessoais, a maioria endividados no setor financeiro.

Esses bancos vão pegar bilhões de reais do BNDES com juros baixos e repassar para os grandes empresários que já movimentam milhões nestas instituições privadas.

São justamente os grandes empresários ou conglomerados que são os maiores beneficiados com milhões em capital de giro dessas instituições.

Nenhum dos maiores empresários deste país vai vender qualquer bem móvel ou imóvel de sua propriedade para pagar seus funcionários. Aproveitam a situação de pânico daqueles que estão vulneráveis, usando desse ardil para pegar mais milhões e milhões dos bancos públicos. Ao contrário dos pequenos empreendedores, que fecharão suas portas e ficarão desempregados, aumentando o caos social!

É preciso que V.Exa. interfira junto a essas instituições privadas, para que elas atendam os pequenos empreendedores, não vinculando obrigações passadas. Trata-se de uma calamidade pública e as famílias estão necessitando, mais do que nunca, da intervenção do estado! Os bancos exigem que o pequeno empresário tenha no mínimo um ano de conta corrente para ter direito a crédito. O CNPJ desses pequenos empreendedores tem que ter no mínimo dois anos, ou seja, se você tiver uma empresa há exatamente um ano e onze meses trabalhando honestamente, não é digno de crédito! Presidente, interfira e acabe com essa metodologia criada pelos bancos para tomar dos pequenos e dar para os grandes. Robin Hood fazia ao contrário!

Diario de Pernambuco

 

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Serra Talhada

28/03


2020

Forças armadas venezuelanas ratificam apoio a Maduro

Por AFP

As forças armadas da Venezuelana reiteraram seu apoio ao presidente Nicolás Maduro ontem depois que os Estados Unidos o acusaram de crimes de narcotráfico e ofereceram 15 milhões de dólares por sua captura.

“A Força Armada Nacional Bolivariana rejeita categoricamente as acusações extravagantes e extremas” contra Maduro, segundo comunicado lido pelo almirante Remigio Ceballos, chefe do comando operacional estratégico militar.

A nota vincula o processo aberto no sistema de justiça americano a um suposto plano para assassinar Maduro e várias figuras de poder na Venezuela e que, segundo o governo do país sul-americano, foi orquestrado da Colômbia com o apoio da Casa Branca.

“Este ataque surge logo após a revelação de um plano de ações violentas a partir do território colombiano, cujos objetivos seriam autoridades reconhecidas em nosso país”, indicou o comunicado.

Os militares estão entre os pilares mais poderosos que mantêm Maduro no poder, que lhes concedeu ampla participação em áreas estratégicas do país, como o setor de petróleo.

O presidente e várias figuras do governo, como o ministro da Defesa, general Vladimir Padrino, são acusados por Washington de “inundar” os Estados Unidos com cocaína colombiana.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/03


2020

Quase 50% dos casos graves no Brasil estão abaixo dos 60 anos

A campanha do governo federal chama de "raros" os casos fatais do novo coronavírus. Segundo o último levantamento por faixas etárias da população, disponibilizado pelo Ministério da Saúde, mortes de menores de 60 anos representam 10% do total no Brasil. Entretanto, quando se trata de casos graves, jovens e adultos representam quase a metade. De acordo com essa análise oficial por faixas etárias, no momento em que o país registrava 59 óbitos, seis vítimas tinham menos de 60 anos — cerca de 10% do total. Dos 391 casos graves, 188 (ou 48%) eram de jovens e adultos. Ontem, o número de óbitos subiu para 92 (2,7% do total de 3.417 casos), mas a pasta do governo não divulgoua divisão por faixas etárias.

"Não é nada raro. Essa coisa de que jovem não vai ter problema [com o vírus] é uma ilusão, não representa a realidade dos nossos hospitais", afirma a infectologista Naihma Fontana, que cuida de uma UTI (unidade de tratamento intensivo) em Sorocaba, no interior paulista. Para ela, ao estimular isolamento só de idosos, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) despreza a taxa de mortes e ignora as sequelas deixadas em quem sobrevive a casos graves de coronavírus.

"Nós temos pacientes em estado grave de todas as idades. Tem de 46, 48, 33 anos. Todos entubados, com ventilação mecânica. O vírus não escolhe faixa etária. Claro que morrem mais idosos por causa das complicações, mas os jovens morrem, sim. Ficam em estado grave, sim", afirma Fontana. A infectologista entende que o Estado e parte da população têm de parar de tratar o assunto como se fossem números. Diz ainda que não faz sentido o governo desprezar as taxas de mortalidade das vítimas abaixo de 60 anos. "Falam que 2% é letalidade baixa, mas e se for seu pai, sua mãe, seu filho? Aí não representa 2%, representa 100%! As pessoas têm de ter consciência", avalia a médica.

UOL


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

O Jornal do Poder

28/03


2020

Justiça ordena suspensão campanha de Bolsonaro contra isolamento

A juíza Laura Bastos Carvalho, da Justiça Federal do Rio, concedeu hoje pela manhã liminar para que a "União se abstenha de veicular, por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar"". O pedido foi feito pelo MPF do Rio na noite de ontem. Caso descumpra a ordem, foi estimada multa de R$ 100 mil por infração. Cabe recurso.
Como se sabe, o governo federal contratou em caráter de urgência, sem licitação, uma agência publicitária para incentivar a população a ignorar as recomendações de isolamento social como forma de combater o coronavírus. A divulgação das peças publicitárias está prevista para hoje. A campanha foi estimada em R$ 4,8 milhões.

O Ministério Público Federal no Rio apresentou Ação Civil Pública para impedir que o governo federal veicule "por rádio, televisão, jornais, revistas, sites ou qualquer outro meio, físico ou digital, peças publicitárias relativas à campanha "O Brasil não pode parar"". Outra das medidas acatadas na liminar obriga que a União não faça nenhuma outra campanha que "sugira à população brasileira comportamentos que não estejam estritamente embasados em diretrizes técnicas, emitidas pelo Ministério da Saúde, com fundamento em documentos públicos, de entidades científicas de notório reconhecimento". O documento foi assinado por 12 procuradores da República. O caso corre na 10ª Vara Federal do Rio.
O MPF do Rio cita que, "desde a emergência da crise sanitária decorrente da pandemia causada pelo novo coronavírus, o Presidente Jair Messias Bolsonaro tem sistematicamente negado a gravidade da Covid-1910, a despeito dos conhecimentos científicos até agora angariados sobre o vírus e o estado de pandemia mundial".

O Globo

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner de Arcoverde

28/03


2020

Ação do MP barra carreata em Petrolina

Cidades vizinhas, irmãs, separadas apenas por uma ponte sobre o Rio São Francisco, Petrolina e Juazeiro, a primeira em Pernambuco e a segunda em solo baiano, foram impedidas de promover uma carreata com buzinaço, hoje,  em protesto contra as medidas restritivas na economia impostas para prevenção da população frente ao coronavirus.

As duas carreatas estavam previstas pela manhã, em torno das áreas centrais das duas cidades, com concentração às margens do Rio São Francisco. Mas o Ministério Público agiu com rigor, acionando a Polícia com a ordem de apreender os carros dos manifestantes. 

Diante disso, os organizadores foram obrigados a cancelar o protesto. Na próxima segunda-feira, manifestação semelhante está programada para Recife, mas o MP também já avisou que vai coibir.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Wellington Matos

Precisa coibir mesmo, tanto na capital como em Caruaru, pois apesar de termos perdas significativas na economia sempe é menos danovo do que aumentarmos o montante de vidas perdidas.

Fernandes

Ninguém tá pedindo pra pagar salário de trabalhadores de forma vitalícia, como fazem com filhas de militares. É só uma quarentena.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

A hipocrisia dos que ganham polpudos salários e vantagens maravilhosas defendendo seu patrão de plantão. Essa instituição que se diz defensora da sociedade. Uma vergonha. Acontece que mais cedo ou mais tarde a conta vai chegar para todos e não somente para os mais pobres que trabalham para sustentar essa casta.


Prefeitura de Limoeiro

28/03


2020

Não se faz guerras sem vítimas

Por Aldo Paes Barreto 

Bolsonaro acerta no grosso, mas erra no varejo. O país não pode parar, é claro. Mas, qual a melhor forma de dizer isso? Nessa quarentena, conhecemos um pouco do adversário. Deve ter servido para alguma coisa positiva.

Estamos numa guerra sem máscaras fronteiras, diante de um inimigo invisível. Mantemos as frentes de batalha, com médicos, enfermeiros, hospitais, leitos, ambulâncias etc. E o suprimento? A área médica já está saturada, extenuada.

Quem vai repor essas peças? Quem vai alimentá-las? Quem vai cuidar da retaguarda? É essencial um retorno ao trabalho. Cauteloso, pé ante pé.  Produzir agora é imprescindível. 

Infelizmente, não se faz guerra sem vitimas. Não se pode é ficar de braços cruzados. Caso contrário, vamos perder de muito mais do que 7 a 1. E olhem que tínhamos um Júlio César, no gol, defendendo nossas cores.

Jornalista


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Shopping Aragão

28/03


2020

Briga de Bolsonaro com governadores incomoda militares

Por Estadão Conteúso

A tática de confronto estabelecida pelo presidente Jair Bolsonaro com os governadores causou incômodo nas Forças Armadas. Embora considerem correta a preocupação de Bolsonaro com os efeitos da quarentena estabelecida para combater o coronavírus na economia, os militares discordam e até condenam a guerra travada por ele com os chefes dos Executivos estaduais.

O principal argumento de oficiais generais ouvidos pelo Estado é o de que turbulência política misturada com crise sanitária tem potencial para causar ainda mais problemas ao País. Até mesmo na ala militar do governo há críticas a atitudes tomadas por Bolsonaro, que vem subindo o tom no embate com governadores, especialmente com João Doria (São Paulo) e Wilson Witzel (Rio). "Essa atitude só serve para enfraquecê-lo e isolá-lo", disse um general, sob a condição de anonimato.

Militares da ativa são proibidos de dar declarações políticas pelo Regimento Disciplinar das suas respectivas forças. Mas as conversas sobre o comportamento do presidente no cruzamento da crise política com a sanitária têm sido frequentes nos grupos de WhatsApp integrados pela cúpula militar. O assunto também faz parte de reuniões que os Altos Comandos das Forças Armadas realizam informal e virtualmente.

De acordo com militares consultados pelo Estado, a briga política que tomou conta do País, aliada a uma tentativa de diversos segmentos de enfraquecer o presidente, são ingredientes considerados perigosos. Para eles, não é o momento para se discutir esse tipo de assunto porque é necessário deixar as diferenças políticas de lado e trabalhar na busca de soluções para a pandemia e as suas consequências.

Nos bastidores, todos avaliam, porém, que o comportamento do presidente e a insistência dele em manter a tensão política, além da introdução de seu filho 02, o vereador Carlos Bolsonaro (PSC), em reuniões importantes, não passam uma boa mensagem. Foi como se o governo tivesse criado uma autoridade "não institucional" que participa de decisões governamentais. Carlos comanda o chamado "gabinete do ódio" na avaliação de diversos interlocutores do presidente, e tem ajudado a manter o estilo beligerante do presidente.

Os militares querem que Bolsonaro retome a liderança do processo de condução do combate ao covid-19. "A liderança tem de ser do governo, que tem de ter recursos financeiros para ajudar os estados e a população e a comunicação tem estar afinada entre todos os segmentos, para que não se passe insegurança à população", disse ao Estado o ex-ministro da Secretaria de Governo, general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ao resumir um sentimento existente na Forças Armadas.

Santos Cruz elogiou a atuação dos ministros e apelou para que os discursos sejam "mais equilibrados", referindo-se indiretamente a Bolsonaro. Para o general, reunião entre governadores e presidentes não podem ser abertas para que não se transformem em palcos de divergências política. Para o general, o momento é de agir em conjunto com os governadores.

Outros militares ouvidos pelo Estado temem o "isolamento federativo" do presidente, que consideram negativo neste momento em que a população quer ver uma soma de esforços para sair da crise e não troca de acusações que têm como pano de fundo uma antecipação da discussão da disputa eleitoral de 2022.

Por isso, recomendam que Bolsonaro promova um diálogo franco com os governadores. Na avaliação desses militares, a população não gosta do confronto e quer ver o seu chefe maior assumir as rédeas do comando do País. Dizem, ainda, que, querendo o governo ou não, a conta da crise do coronavírus cairá no colo de Bolsonaro e ele pagará o preço de suas atitudes nas eleições de 2022.

Entre as ações de liderança pregadas por militares que conversaram com a reportagem está a necessidade de medidas efetivas em favor da população mais carente, que mais vai sofrer com a pandemia.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Ninguém tá pedindo pra pagar salário de trabalhadores de forma vitalícia, como fazem com filhas de militares. É só uma quarentena.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

kkkkkkk. Tem de ri. A fonte do Estadão qual é? Essa imprensa comprada pela esquerda caviar e totalmente desacreditada querendo fomentar intrigas, chega a ser cômico.



28/03


2020

Tripulantes de navio da Marinha estão com o Covid-19

Por Estadão Conteúdo

Pelo menos dois tripulantes de um navio da Marinha brasileira que atracou segunda-feira (23) no Complexo Naval da Ilha de Mocanguê, em Niterói (Região Metropolitana do Rio), estão infectados com o coronavírus, segundo nota da Marinha. Eles apresentam sintomas leves, com evolução clínica satisfatória, e permanecem em isolamento domiciliar, sem necessidade de internação, diz a Força.

Outros três tripulantes do navio Almirante Saboia, conhecido como G-25, fizeram testes para identificar o vírus, e dois tiveram resultado negativo. O teste do terceiro ainda não está pronto, diz a Marinha.

Em caráter preventivo, outros 36 tripulantes também estão cumprindo isolamento domiciliar, por recomendação médica, após terem apresentado algum sintoma de gripe, ainda que leve. Todos os 41 tripulantes estão sendo monitorados, segundo os protocolos dos Ministérios da Saúde e da Defesa.

O navio de desembarque de carros de combate Almirante Saboia saiu do Rio de Janeiro no último dia 10, rumo à Estação Naval do Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Antes, parou por quatro dias (de 13 a 16 de março) em Itajaí (SC), onde foi visitado por cerca de 200 alunos da Escola de Aprendizes Marinheiros de Santa Catarina, de Florianópolis, e onde houve entrada e saída de tripulantes.

O navio chegou ao Rio Grande no dia 18 e iniciou a viagem de volta ao Rio de Janeiro no dia 19. No dia 21, a embarcação parou em Santos, mas não houve desembarque. Em seguida passaram dois dias em alto mar e atracaram na Ilha do Mocanguê no dia 23. Tripulantes narraram em redes sociais que os problemas de saúde começaram no dia 18, e aqueles que se sentiram mal foram afastados das funções.

Em nota, a Marinha afirmou que "medidas de descontaminação estão sendo realizadas com o apoio da Companhia de Defesa Nuclear, Biológica, Química e Radiológica da Marinha, de modo a manter a sua plena capacidade de emprego", e "quanto ao cumprimento do expediente a bordo, várias medidas vêm sendo adotadas para evitar a concentração de pessoal, como o licenciamento diário de parte da tripulação, flexibilização do horário de expediente, ampliação do horário de refeições, permitindo a divisão dos comensais em grupos menores".


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/03


2020

Suspenso trecho de decreto que livra igrejas de quarentena

Por Estadão Conteúdo

O juiz federal Márcio Santoro da Rocha suspendeu trecho do decreto do presidente Jair Bolsonaro que permitiu que igrejas e casas lotéricas fiquem abertas durante a situação de emergência em decorrência do coronavírus. O magistrado da 1ª Vara de Duque de Caxias ainda determinou que o governo federal se abstenha de adotar medidas sem seguir recomendações técnicas da lei federal de março deste ano que dispõe sobre o enfrentamento ao coronavírus.

A decisão acolhe ação civil pública movida pelo Ministério Público Federal.

Para o juiz, “considerar como essenciais atividades religiosas, lotéricas é ferir de morte a coerência que se espera do sistema jurídico, abrindo as portas da República à exceção casuística e arbitrária, incompatível com a ideia de democracia e Estado submetido ao império do Direito”.

“Rechaço, outrossim, eventual alegação de o fato de a MP 926, de 20 de março de 2020, atribuir ao Presidente da República a competência de dispor, mediante decreto, sobre os serviços públicos essenciais, permitir que haja plena liberdade para o Executivo listar tais atividades a seu bel prazer, sem qualquer justificativa jurídica que embase”, anotou.

O juiz ainda ressaltou a urgência da decisão. “Reputo presentes, nos termos da fundamentação, os pressupostos para o deferimento da medida de urgência antecipatória vindicada, salientando que o perigo na demora resta evidenciado pelo aumento exponencial da curva de contágios que a não adoção das medidas requeridas levará, expondo o sistema saúde ao iminente risco de colapso.”

Segundo a Procuradoria, ao incluir como essenciais atividades religiosas ou casas lotéricas, sem demonstrar a essencialidade prevista em lei, nem apresentar justificativas que permitam uma compreensão do ato normativo em consonância com as recomendações dos órgãos de saúde, o decreto acabou por assumir para si a enumeração dos serviços e atividades que seriam assim consideradas, como se houvesse uma discricionariedade ilimitada para tanto.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Ramilson Correia de Carvalho

No mundo inteiro estão adotando o isolamento social. Somente aqui que um sem noção quer fazer o contrário. Médicos, virulogistas e OMS convenceram uma parte da população que o isolamento social é o melhor caminho. Falta os veterinários convencer a outra parte.

Alberto Costa Santos

O magistrado da 1ª Vara de Duque de Caxias determinou que o governo federal se abstenha de adotar medidas sem seguir recomendações técnicas da lei federal de março deste ano que dispõe sobre o enfrentamento ao coronavírus. E os amebas ainda dizem que Maduro é o Ditador.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

É, esse juiz não tem autoridade par suspender decreto presidencial. Ele sabe disso. Mais um boçal querendo aparecer. Só queria saber se Bolsonaro deixa-se a Presidência se o vírus iria desaparecer. Claro que iria. A Globo com toda essa imprensa comprada e canalha, juntamente com esses governadores comunistas caviar, iriam suspender a quarentena e dizer que não existe mais risco. Igual fizeram com o H1N1 quando a quadrilha petralha estava no poder. São uns canalhas da pior espécie.



28/03


2020

Bolsonaro acusa Doria de fraudar número de mortes

Por Reuters

O presidente Jair Bolsonaro afirmou ontem que o número de mortes no Estado de São Paulo pelo novo coronavírus "está fraudado" e teria por objetivo atender a interesses políticos do governador paulista, João Doria (PSDB).

Bolsonaro lançou dúvidas sobre as mortes em São Paulo e usou como justificativa a edição de um decreto estadual que, em suas palavras, passou uma orientação na qual, se uma pessoa não tiver uma causa mortis identificada, a morte seria registrada como novo coronavírus.

"Tem um estado aí que orientou via decreto que, em última análise aí, se não tiver uma causa concreta do óbito, bota aí coronavírus para colar. A gente lamenta isso aí, é uma atitude incorreta", disse ele, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, no programa televisivo Brasil Urgente.

O apresentador, então, disse que era em São Paulo. Inicialmente, o presidente disse que não iria falar por não querer polemizar com ninguém, mas depois acabou por questionar a atuação de Doria --com quem tem tido duros embates nos últimos dias em razão da atuação no combate ao avanço do novo coronavírus.

Desde a terça-feira desta semana, o Estado decretou quarentena como forma de amenizar a propagação do vírus. A iniciativa foi duramente criticada por Bolsonaro.

"Se é todo mundo de coronavírus, é sinal de que o Estado está fraudando a causa mortis daquela pessoa, querer fazer uso político de números, isso a gente não pode admitir", disse.

De acordo com o último balanço divulgado pelo Ministério da Saúde, São Paulo registrou 68 mortes pela doença, de um total de 92 em todo o país.

Os casos confirmados por Covid-19 no Brasil são 3.417, dos quais 1.223 em São Paulo.

Instado por Datena após dizer que também discordava do teor do decreto e avaliar que São Paulo era o epicentro da doença no país, o presidente comparou números desatualizados de mortes no Rio de Janeiro com São Paulo para questionar os dados do estado mais populoso do país.

"Está muito grande para São Paulo (número de mortes), então, tem que ver o que está acontecendo ai, não pode ser um jogo de números para favorecer interesse politico. Olha, morreu tantos aqui no meu Estado, então justificou a medida que tomei", disse.

"Não estou acreditando nesse número, até depois do decreto do governador aí", completou.

O presidente disse ter visto uma entrevista dada por Doria um pouco antes no qual o governador paulista teria dito que na Itália não se tomou "o devido cuidado com os velhinhos". Mas, segundo Bolsonaro, "os velhinhos estavam dentro de casa".

"Não adianta querer torturar números de fora do Brasil para justificar aqui dentro", criticou.

O governador paulista, a quem Bolsonaro chegou a chamar de "papagaio" pelas sucessivas entrevistas à imprensa nos últimos dias, é um potencial candidato ao Palácio do Planalto em 2022.

Em entrevista pouco depois a Datena, Doria disse inicialmente que não iria transformar o caso em um debate político, mas sim de saúde.

Ele disse que toda decisão foi tomada com base no assessoramento dado pelo Centro de Contingência do Covid-19 no Estado e segue um protocolo de diretrizes dadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

"Todos os procedimentos seguem o mesmo alinhamento. Eu critiquei a campanha do presidente estimulando as pessoas a não sair de casa", disse ele, ao destacar que, em princípio, não deve rever a decisão de manter a quarentena até o dia 7 de abril.

"Esperamos até lá não ter que renovar a quarentena, estamos trabalhando para reduzir o número de pessoas infectadas", completou.

Procurada pela Reuters, a assessoria do governador encaminhou questionamento para a secretaria estadual de Saúde, que não respondeu de imediato.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Fernandes

Ninguém tá pedindo pra pagar salário de trabalhadores de forma vitalícia, como fazem com filhas de militares. É só uma quarentena.

JOÃO FREIRE CORRÊA LIMA

Acusar não. Ele fez e está fazendo. Esse Dória enganou os eleitores. Quero ver ele eleger o Prefeito e depois ser reeleito. Um velhaco.



28/03


2020

Prefeito Miguel Coelho ouve empresários, mas mantém decretos

O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, manteve na tarde desta sexta (27), uma reunião com empresários ligados a CDL,Sindilojas e Fiepe ligadas ao comércio, indústria e serviços da cidade.

Na pauta, o que representa o impacto econômico da coronavírus no setor produtivo de Petrolina.

A reunião foi conduzida pelo prefeito, que ouviu todas as sugestões do empresariado, cada um em seu seguimento produtivo, tendo como principal demanda uma perspectiva de reabertura gradual do comercio e industrial.

O Prefeito ouviu atentamente cada seguimento e garantiu que está atento as questões econômicas e seus impactos, gerados pela crise, mas reafirmou o que tem dito a toda a população: no momento a prioridade é a proteção das pessoas e a manutenção dos serviços de saúde.

“Desde o começo, temos ouvido todos os atores envolvidos nesse processo, governos, produtores, especialistas em saúde pública. É um momento muito difícil, que requer sacrifício de todos. Vamos avaliar na próxima semana o quadro com o comitê de enfrentamento ao coronavírus e outras instituições para poder discutir a possibilidade de reabertura de alguma atividade. Mas, por enquanto, os decretos seguem mantidos, priorizando o bem-estar da saúde pública. Vamos continuar respeitando a determinação do Governo Estado e avaliar diariamente o cenário da transmissão do vírus”, explicou o prefeito após a reunião.

Os empresário devem aguardar os acontecimentos e esperar uma convocação do prefeito para rediscutir o assunto mais lá na frente. Por enquanto,  vão ser mantidos o que o já foi determinado em decreto pelos governos do estado e dos municípios.

blogviniciusdesantana


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/03


2020

Covid-19: brasileiros presos no Peru pedem socorro

Por Arthur Sandes, do Uol

Ao menos 73 brasileiros esperam há vários dias em Lima, no Peru, que o Itamaraty organize a repatriação para o Brasil.  Em meio à pandemia do novo coronavírus, alguns deles gastaram até R$ 11 mil para sair do interior e conseguir ir à capital do país vizinho. Agora todos estão distribuídos por hostels e hotéis e, sem nenhum voo previsto, vivem a angústia de não saber quando poderão voltar para casa. 

"Eu cheguei a um ponto em que estou sem dinheiro, não tem como sair para comer, no supermercado não tem mais nada, e a embaixada está enrolando a gente, falando que não tem voo", reclama o cineasta Eduardo Freitas, de 44 anos, que tenta voltar a São Paulo.

Ele e um amigo estavam na cidade de Lobitos, no extremo norte do Peru, quando foram surpreendidos por uma decisão do presidente Martín Vizcarra: o fechamento das fronteiras do país para tentar conter a covid-19. Com as estradas bloqueadas pelo Exército peruano, os brasileiros não poderiam se deslocar sem uma autorização da embaixada brasileira.

"A autorização demorou quase uma semana", conta Eduardo, que conseguiu se reunir com outros brasileiros para ir até a capital Lima. "A van nos cobrou R$ 11 mil para um trajeto de mil quilômetros; estávamos em dez pessoas. Eu liguei para a embaixada dizendo que é um absurdo deixar a gente aqui, pagando hotel, gastando um dinheiro que a gente não tem, mas disseram que não tem o que fazer, que é a única maneira", reclama.

Até Lima, foram 20 horas em uma van "caindo aos pedaços", segundo contam. "Tivemos que esperar a autorização, porque o Exército montou barreiras, e, sem os papéis, a gente não podia nem ir de uma cidade para outra", explica Gabriela Silveira, que estava no grupo junto com o marido Jessé. "Passamos por sete ou oito controles, em todos nos pediam documento, faziam perguntas, olhavam o passaporte... Por isso a viagem demorou o dobro do que demoraria normalmente."

Após alguns dias de quarentena forçada em Lobitos e a viagem de van, em Lima o grupo se juntou a outras dezenas de brasileiros que aguardam a repatriação. Havia a promessa de um voo hoje, o que há não ocorrerá.

"Já gastamos um dinheiro absurdo para vir até Lima, todos fizemos os maiores sacrifícios possíveis com a esperança de voltar para o Brasil, mas simplesmente não há voos", desabafa o empresário Antônio Carlos Chagas, que estava no Peru a trabalho e teve o voo de volta cancelado em meio à confusão. Agora, ele também aguarda o Ministério das Relações Exteriores resolver o caso.

"O que falta é transparência; a embaixada não está sendo transparentes com a gente. Eles pura e simplesmente não nos dizem qual é a razão de não haver voos. Falta respeito. O que deixa a gente angustiado aqui não é efetivamente esperar dois ou três dias a mais, é não ter uma posição honesta e direta do que está acontecendo", reclama Antônio Carlos.

 "A verdade é que estão enrolando a gente. Já estamos aqui cinco dias a mais do que a embaixada disse que ficaríamos", critica Eduardo Freitas.

Embaixada diz estar negociando com companhias 

Procurada, a embaixada do Brasil no Peru preferiu não se pronunciar. Em uma nota publicada nas redes sociais, informa que não há voo confirmado neste final de semana para repatriação de brasileiros que estejam no Peru. A Embaixada diz que o Itamaraty está em "intensas negociações" com companhias aéreas, mas abre a possibilidade de a repatriação acontecer por via terrestre.

Então, se eu quiser chegar em São Paulo, vou ter que atravessar o sul do Peru inteiro, atravessar a fronteira, ir até Rio Branco e de lá tentar pegar um voo para São Paulo. Mas quem garante que terá voo de Rio Branco para São Paulo?", questiona Antônio Carlos. 

Em contato com a reportagem, o Ministério das Relações Exteriores reforçou "estar focado em negociar com as companhias aéreas e com os governos locais para lograr solução, o mais rapidamente possível". O Itamaraty afirma ter ajudado a repatriar 1.049 turistas brasileiros que estavam no Peru no início da pandemia de covid-19.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


28/03


2020

Quarentena feita nas coxas

Por Renato Riella

A quarentena está sendo aplicada sem o mínimo planejamento, nem estudo do alcance negativo das medidas. No DF, o Governador Ibaneis Rocha será criticado por reabrir as lotéricas. Vão dizer que seguiu a orientação do Presidente Bolsonaro (muita gente só pensa em Bolsonaro, verdadeiro fanatismo invertido). 

Ora, loteria hoje não tem sorteios (suspensos), mas é o “banco do pobre”. Algum de vocês que está me lendo entende de pobre? Sabe como o pobre paga contas, recebe benefícios e tem atendimento presencial (das mocinhas das lotéricas)? 

Sem lotéricas, não adianta soltar benefícios sociais. Eu, que lido com muitas pessoas pobres (amigos e trabalhadores), tenho relatos horríveis de velhinhas que estão sem conseguir acessar a aposentadoria por falta de lotéricas abertas. 

DENTISTA

Há muitos outros setores onde a quarentena é monstruosamente errada. Ontem, me ligou uma prestadora de serviços antiga, da pobre cidade de Itapoan (DF). A filha dela está há dois dias com dor de dente. E os dois dentistas da cidade vizinha, Paranoá, estão sem trabalhar. 

Não consegui orientar esta minha amiga antiga. Fiquei muito triste. Dentista sabe se cuidar. Esta classe soube se prevenir da Aids, que era muito mais perigosa para eles. Os dentistas deveriam estar trabalhando, com os cuidados sanitários que conhecem: máscara, luva, etc. 

A quarentena, feita por gente que não conhece pobre, é um crime (conheço muito, por tudo o que vivo e vivi, e até já fui secretário de Serviços Sociais, por dois anos). Pena eu que só tenha poder aqui nas redes sociais.

VEÍCULOS

Fechar as concessionárias de veículos é um crime. Elimina uma cadeia de produção industrial, que poderia estar mantendo empregos, com condições cuidadosas de funcionamento. Quando voltarem, as fábricas de veículos estarão quebradas – e muitas concessionárias também.

FEIRAS 

O mais importante, hoje, é reabrir a venda de hortifrutigranjeiros. O varejão da Ceasa, que só funcionava aos sábados, precisa funcionar seis dias na semana, para diluir o público. E as feiras livres abertas, das quadras, devem ser autorizadas a funcionar, com distanciamento entre as barracas.

Estamos jogando fora a produção de frutas e verduras de hoje (toneladas de alface e outros itens indo para o lixo). E vamos eliminar a produção futura, pois os produtores não vão plantar. Além disso, agora, estamos sem acesso a alimento saudável. Quanta incompetência e histeria! 

Vi um produtor de goiaba, no meio das árvores, jogando fora os frutos, que estavam apodrecendo por falta de distribuição. Disse que quebrou. E quebrou mesmo... não teremos goiabas no segundo semestre. 

É só um exemplo, pois não teremos nada. Ninguém vai produzir.

Jornalista


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Alberto Costa Santos

Respeita os leitores, não leva pro lado pessoal! Agora quem solta um ui uiii... desses meu caro,cuidado!

marcos

Quem chama o nosso Mito de bozo Queima a Rosca. Ui

Alberto Costa Santos

Logo que extirparem o Bozo, esses Bozoloides serão presos.

Alberto Costa Santos

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para punir quem produz e compartilha notícias falsas ou sem embasamento (as chamadas fake news), mas isso não quer dizer que quem não checa a veracidade das informações compartilhadas está livre de ser responsabilizado.

Alberto Costa Santos

É FDP dos dois lados.



28/03


2020

Brasil tem 31,3 milhões sem água encanada

Por G1

Evitar aglomerações e lavar bem as mãos com água e sabão são as melhores formas de prevenir a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus (Sars-CoV-2). E a recomendação do Ministério da Saúde para quem está com suspeita de infecção é: isolar-se em casa, num cômodo separado de outras pessoas.

Há dois pontos fundamentais que indicam as dificuldades do país no enfrentamento à pandemia do coronavírus:

. 31,1 milhões de brasileiros (16% da população) não têm acesso a água fornecida por meio da rede geral de abastecimento; 74,2 milhões (37% da população) vivem em áreas sem coleta de esgoto e outros 5,8 milhões não têm banheiro em casa.

. 11,6 milhões de brasileiros (5,6% da população) vivem em imóveis com mais de 3 moradores por dormitório, o que é considerado adensamento excessivo.

Os números sobre condições de habitação são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad) de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Outra pesquisa, a Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2018, também do IBGE, mostra que o país tem 13,5 milhões de pessoas na pobreza extrema (vivendo com até R$ 145 por mês).

Já os números sobre o saneamento são de 2018 e foram divulgados no início de março pelo Instituto Trata Brasil, formado por empresas que atuam no setor de saneamento e proteção de recursos hídricos. Segundo o presidente-executivo do órgão, Édison Carlos, é possível afirmar que a situação continua a mesma da época em que os dados foram coletados.

“Temos tido um avanço [no saneamento básico], mas é muito pequeno, principalmente em relação à água tratada, cuja oferta está estagnada há mais ou menos dez anos. O que o país tem investido em água tem coberto apenas o avanço demográfico, a expansão das cidades – mas não consegue atacar o déficit", afirma ele.

O Ministério da Saúde já considera que há transmissão comunitária do novo coronavírus em todos os estados brasileiros. Isso significa não é possível rastrear qual a origem da infecção – e que o vírus circula entre pessoas que não viajaram para fora do país nem tiveram contato com quem esteve no exterior.

"Como é que vai lavar as mãos se não tem água em casa?", questiona o presidente do Trata Brasil.

Édison Carlos destaca que mesmo em lugares com abastecimento de água tratada muitas vezes recebem fornecimento é intermitente, ou seja, a população não conta com água tratada em tempo integral. Segundo ele, faltam dados precisos para informar exatamente quantos domicílios brasileiros recebem água tratada 24 horas por dia, sete dias da semana, sem interrupção.

A recepcionista Carla Ponce, moradora do bairro do Mauriti, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, é uma dessas pessoas sem acesso a água tratada em tempo integral. Ela não tem água nas torneiras de casa desde a sexta-feira (20). Os pratos e as roupas se acumulam, mas a principal preocupação é a higienização dos moradores da residência.

“Eu tenho um reservatório, mas está com menos de dois palmos. Estamos mais preocupados por causa da pandemia que está acontecendo”, afirmou em entrevista ao G1.

Em Camaragibe, também no Grande Recife, a babá Ana Cláudia Santos enfrenta o mesmo cenário.

"É desesperador, porque eu não posso deixar a minha filha para buscar água, e tenho que reaproveitar a água do banho dela para tomar banho ou para dar descarga”, diz ela, que é mãe de uma menina de 3 anos com um tumor cerebral e está sem água em casa há 13 dias.

Desigualdade social e regional

Édison Carlos, do Instituto Trata Brasil, chama a atenção para o fato de que a população mais vulnerável social e economicamente é, também, a que enfrenta maior escassez de saneamento.

"São pessoas que moram nas periferias das grandes cidades, em favelas, áreas de invasão, áreas rurais, no semiárido”, disse.

Considerando dados do IBGE, dos cerca de 5,8 milhões de brasileiros que não têm banheiro em casa, 4,7 milhões são pretos ou pardos – e 4 milhões não têm sequer o ensino fundamental completo.

O Nordeste – que até terça-feira (24) tinha 16% dos casos confirmados de coronavírus do país – tem a maior quantidade de gente sem fornecimento de água: são mais de 11 milhões de pessoas (37% de toda a população que não tem acesso à água).

Já o Sudeste – que tem 58% dos casos de Covid-19 – tem índices melhores de saneamento básico, mas, ainda assim, são perto de 7 milhões de pessoas sem água (21% de toda a população brasileira sem fornecimento de água) e mais de 10 milhões sem coleta de esgoto (14%).

Levando-se em conta apenas a população que não tem banheiro em casa, 60% vive na Região Norte do país – são 3,5 milhões de pessoas nesta condição. No Nordeste, estão 1,9 milhão, no Sudeste cerca de 250 mil e no Sul 22 mil.

No estado de São Paulo, onde está concentrado o maior número de casos de Covid-19, são cerca de 33,4 mil pessoas vivendo em casas sem banheiro. Isso representa 0,1% de toda a população do estado, estimada em 45,5 milhões.

“É muita gente, por se tratar do estado mais rico do país, com uma das maiores e melhores empresas de água e esgoto do mundo, que investe sozinha um quarto do que o Brasil investe em saneamento”, afirmou o presidente-executivo do Instituto Trata Brasil, Édison Carlos.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Comentários

Rafael C.Soares Quintas

Mas o PT passou 15 anos no poder e não conseguiu resolver essas questões básicas que beneficiam o povo pobre? Cadê as Arenas superfaturadas, estão servindo pra quê?