FMO janeiro 2020

21/02


2020

Baile Municipal de Petrolina garante 21 mil fraldas

O Carnaval de Petrolina tem, além da folia, um relevante papel social. Uma das atividades mais impactantes nesse sentido foi a realização do Baile Municipal, que, na edição deste ano, incentivou a solidariedade e o voluntariado. As cerca de 21 mil fraldas geriátricas arrecadadas junto aos foliões na tradicional festa foram entregues, hoje, pelo prefeito Miguel Coelho a três instituições de atenção a idosos, a Casa Geriátrica, o Cantinho do Aconchego e a Casa de Vó.

Essa foi a primeira etapa da entrega das doações do Baile Municipal. Na solenidade, o prefeito ainda anunciou que o evento arrecadou R$ 36 mil. Esses recursos serão disponibilizados a projetos sociais vinculados ao programa Transforma Petrolina por meio de uma seleção pública prevista para março.

A coordenadora do Transforma, Lara Secchi Coelho, ressaltou, durante a entrega dessas doações, a importância de iniciativas como o Baile Municipal para estimular a solidariedade em Petrolina. "A festa foi um sucesso e teve um papel social incrível. Além das doações, o Baile Municipal deu visibilidade a temas como a solidariedade, voluntariado e permite ainda à população conhecer o trabalho dessas entidades sociais, captar voluntários e novas parcerias", lembrou a coordenadora.

O material arrecadado foi comemorado pelos representantes das instituições sociais beneficiadas pelo Baile Municipal. Segundo Luzineide Menezes, da Casa de Vó, as doações da população são fundamentais para a manutenção do abrigo de idosos. "A gente que está envolvida todos os dias nessa luta sabe como é importante uma ação como essa. Vai ser muito bem usado em nossa instituição. Nós só temos a agradecer a quem foi ao Baile Municipal, à prefeitura e a esse programa que tem ajudado tanto, o Transforma Petrolina", agradeceu a representante do abrigo de idosos.


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Abreu e Lima

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31/03


2020

Lição, provocação ou populismo?

São José do Belmonte, no Alto Sertão, a 474 km do Recife, é a terra da Pedra Bonita, batizada de Pedra do Reino, na Serra do Catolé. O espaço, que já esteve entre os finalistas do prêmio das Sete Maravilhas de Pernambuco, foi palco, em 1938, do "movimento sebastianista" liderado pelo autoproclamado rei João Antônio dos Santos. 

A história se transformou em obra da literatura em 1971, ano em que o escritor Ariano Suassuna publicou o "Romance d'A Pedra do Reino e o príncipe do sangue do vai-e-volta". 

No local, duas formações rochosas medem, respectivamente, 30 e 33 metros de altura cada. Esses penedos são um dos principais atrativos em meio a um santuário ao ar livre, idealizado pelo escritor paraibano. São 16 esculturas de santos e personagens do episódio sebastianista e do romance de Suassuna, dispostos em círculo e em representação ao sagrado e o profano.

A obra "d'A Pedra do Reino" também já foi tema de minissérie da TV Globo. No centro de São José do Belmonte, na Praça Pires Ribeiro, há ainda o Memorial da Pedra do Reino, acervo onde estão arquivados livros, quadros, documentos e registros fotográficos do movimento que ocorreu no município.

Para resgatar as manifestações culturais do período sebastianista, a Associação Cultural Pedra do Reino, a qual Suassuna também era integrante, criou a "Cavalgada à Pedra do Reino". Uma vez a cada ano, cavaleiros do município e da região se reúnem em frente à Igreja de São José, local em que são abençoados durante missa, realizada no início da manhã de cada último domingo de maio.

Após a cerimônia religiosa, os participantes seguem com destino à Serra do Catolé. O escritor paraibano também já participou do evento. O movimento sebastiansta trata do desaparecimento misterioso do rei de Portugal Dom Sebastião, no século 16, durante a batalha de Alcácer-Quibir, no Marrocos. Gerou muita expectativa nas pessoas de que ele "havia sido arrebatado, encantado por feitiço, e que um dia retornaria para trazer a paz e a prosperidade ao seu povo".

Movido por essa crença, no século 19, no Sertão de Pernambuco, João Antônio dos Santos disse que teria sonhado com o rei português encantado entre os dois rochedos da Serra do Catolé. Nessa época, a população de várias regiões sertanejas do interior do Estado foi ao local para esperar o suposto “desencantamento do monarca”, ciclo em que o fanatismo tomou conta das pessoas motivado pela influência de João Antônio, que deu origem a uma comunidade de fiéis seguidores.

Ele afirmava que estava por vir um reino de igualdade, justiça, liberdade e prosperidade. Acreditava-se ainda que para o rei retornar, as duas formações rochosas teriam que ser “lavadas com sangue”, crença que culminou em conflitos e mortes.

E não é que o rei voltou e se reencarnou na figura de um homem abastado, dono de uma rede de postos de combustíveis entre os sertões de Pernambuco e Ceará? Na pia batismal, recebeu um nome estranho e diferente de Dom Sebastião: Romanilson Mariano. 

Isso mesmo! Tem sobrenome do mês que no Sertão se associa a muita reza e oração: maio, o mês de Maria, mãe de Jesus. O novo rei de São José do Belmonte acaba de realizar uma façanha: abdicou do seu salário bruto de R$ 30 mil, com liquidez de R$ 18 mil, para doar ao povo pobre da cidade que reina para amenizar a dor dos que mais sofrem com os empregos roubados pela crise do coronavírus.

Dom Romanilson Mariano não sentirá nenhuma falta dos R$ 18 mil que embolsa por mês. É um homem rico, daqueles difíceis de contar o que tem. Mas o seu Secretariado, que vive de salário, está em pânico: ele também vai pedir o mesmo esforço à equipe, pelo menos nos próximos três meses.

Com o seu dinheiro e da equipe, milhares de cestas básicas serão compradas para distribuir com a pobreza. Os prefeitos do País, especialmente os de Pernambuco, vão seguir o exemplo ou acham tratar-se de demagogia barata?

Perguntar não ofende!


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31/03


2020

Aras: Quem determina política de saúde é Mandetta

Blog da Andréia Sadi

O procurador-geral da República, Augusto Aras, rebateu, hoje, críticas de que estaria omisso durante a pandemia do coronavírus.

Perguntado sobre qual decisão tomará caso o presidente Bolsonaro cumpra o que aventou e baixe um decreto pelo isolamento vertical, no qual somente pessoas de grupos de risco devem ficar isoladas, Aras respondeu: “Vou ouvir o ministro Mandetta. Quem determina política de saúde no Brasil é o ministro Mandetta”.

Aras, que tem 61 anos, disse à reportagem que está trabalhando de seu gabinete mesmo sendo considerado do grupo de risco, pois tem muito trabalho e não pode adiar assuntos.

Hoje o procurador-geral acredita que estará às voltas com um pedido de impeachment do presidente Bolsonaro que circula nas redes sociais e que, segundo Aras, deve chegar à PGR para sua manifestação. Até agora, Aras disse que não recebeu nenhum documento.


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Prefeitura de Serra Talhada

31/03


2020

Marília debate fundo emergencial para Cultura

A deputada federal Marília Arraes (PT) assinou, ao lado de parlamentares de diversos partidos, o projeto de lei de criação do fundo emergencial para a Renda Básica da Cultura durante o período do isolamento.

Para falar sobre o assunto, Marília participa, hoje, ao lado da deputada federal Benedita da Silva (PT/RJ), do Programa Quarentena, do Brasil 247, apresentado por Liana Cirne e Elika Takimoto, com transmissão nas redes sociais, a partir das 21h.

“O IBGE mostra que mais de 5 milhões de pessoas trabalham no setor cultural brasileiro. E grande parte deste contigente não tem carteira assinada, salário fixo. A cultura é também uma atividade econômica, que emprega, que gera renda, e por isso precisa fazer parte deste esforço de socorro financeiro”, defende Marília.


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31/03


2020

Se for para errar, quero errar para o lado certo

Por Júlio Lossio*

Nos últimos dias, temos visto um duelo entre a epidemiologia e a economia. Parte da população, dentre as quais o presidente Bolsonaro, defendendo o fim do isolamento horizontal, em que todos devem ficar ao máximo em casa, salvo as excessões. 

Outra defendendo a manutenção das regras de isolamento, em detrimento da economia. 

Ambas as partes, evidentemente, acreditam estar agindo de maneira correta. Contudo, ambas podem estar erradas. E aí, quais as consequências desse erro?

Com o isolamento horizontal esperamos observar um achatamento da curva de contaminação, com a possibilidade dos nossos hospitais atenderem grande parte da população, evitando muitas mortes. A economia, por sua vez, enfrentará uma forte recessão, com o governo sendo obrigado a fazer uso de suas reservas e até mesmo aumentar o déficit primário para proteger os desempregados e trabalhadores informais. Além, claro, de fomentar as empresas que enfrentaram sérias dificuldades.  

No entanto, caso decidamos por afrouxar as regras do isolamento, observaremos as pessoas voltando a circular livremente e a economia começar a se movimentar. Contudo, a grande circulação de pessoas fará com que a epidemia tome proporções gigantescas e, apesar da “baixa” taxa de mortalidade do vírus, um grande aumento  do número de infectados trará como consequência uma falência do sistema de saúde e um grande número de mortes, sobretudo do chamado grupo de risco. Morrerão país, mães, avós, avôs...

Em que cenário você prefere viver? 

No da crise econômica? Ou no segundo, quando poderá ter que se afastar em definitivo e para sempre de seus pais, seus avós, ou até mesmo de seus filhos, se no último caso a vítima for você?

O mais curioso de toda essa situação é que nas grandes guerras, nas grandes crises econômicas, nas grandes catástrofes ambientais... as decisões mais impactantes são tomadas por poucas pessoas: os chamados líderes mundiais. 

Agora, de maneira paradoxal, naquele que  tende a ser o maior ataque que a civilização moderna já enfrentou, cada um de nós, mesmo o mais simples dos homens, tem o poder de decidir e contribuir com o mundo que quer amanhã.

Faça sua escolha.

*Ex-prefeito de Petrolina


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O Jornal do Poder

31/03


2020

O vilão internacional

“Bolsonaro, graças a seu comportamento irresponsável, começa a conquistar um lugar jamais ocupado por um presidente brasileiro – o de vilão internacional”, diz o Estadão, em editorial.

“Nem mesmo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, idolatrado por Bolsonaro, persistiu em sua costumeira arrogância diante do avanço dramático da epidemia, rendendo-se à necessidade de prorrogar o isolamento social, mesmo ante o colossal custo econômico dessa medida.

Aparentemente, contudo, Bolsonaro não se importa de ser visto como pária. Ao contrário: decerto feliz com a notoriedade global subitamente adquirida, na presunção de que isso lhe trará votos, insiste em desafiar abertamente as diretrizes da Organização Mundial da Saúde, adotadas pelo Ministério da Saúde e por governadores e prefeitos de quase todo o Brasil”, diz o artigo.


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Fernandes

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31/03


2020

Os destaques do podcast de Ivan Maurício

O jornalista político Ivan Maurício está inovando com a divulgação do seu Podcast, através do WhatsApp. Todos os dias, pontualmente às 6 da matina, logo cedo, ele traz informações e comentários com boa dose de pimenta.

Para se cadastrar e receber o Podcast do jornalista Ivan Maurício, é só entrar em contato com o mesmo pelo seu WhatsApp: 9.8606-7127.

DESTAQUES

- Finalmente, Senado aprova auxílio de R$ 600 para autônomos, informais e sem renda fixa devido a pandemia do coronavírus.

- Ministro do Superior Tribunal Federal (STF) encaminha à Procuradoria Geral da República análise de pedido de afastamento de Jair Bolsonaro

- Ministro Sérgio Moro autoriza uso da Força Nacional pelo Ministério da Saúde. Portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União.

- Direção do Hospital Maria Lucinda e Governo do Estado precisam se pronunciar sobre caso do borracheiro. Família nega fake news

- Estados Unidos registram mais de 500 mortes em 24 horas e passam de 3 mil.

- Agência dos Estados Unidos autoriza hidroxicloroquina e cloroquina no combate ao coronavírus


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Prefeitura de Limoeiro

31/03


2020

Olinda cria ferramenta para orientar população

A Prefeitura de Olinda lançou o podcast Olinda em Ação. Serviço, informação e ações da administração municipal à disposição da população em programas de até 20 minutos, com gestores e profissionais de diversas áreas.  

Ancorado pelo secretário executivo de Comunicação, jornalista Valdecarlos Alves, o podcast aborda ações simples, mas cruciais para combater a pandemia. Medidas que as pessoas podem fazer em casa, como a higiene e o cuidado com os idosos, além das ações da Prefeitura de Olinda.

Os podcasts também vão abordar assuntos sobre obras, cultura e patrimônio, educação e todos que envolvam a gestão da cidade. Os programas são semanais e estarão disponíveis nas principais plataformas de streaming.


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Shopping Aragão

31/03


2020

Seguro de vida obrigatório para médicos

Em alerta com os casos de contaminação de médicos por coronavírus, a Sociedade Brasileira de Cardiologia elaborou uma proposta de projeto de lei que torna obrigatória a contratação de seguro de vida em favor dos profissionais de saúde. O texto será apresentado pelo deputado Hugo Motta (PL-PB).

Para a Sociedade Brasileira de Cardiologia, o seguro "garante compensação para aqueles que vierem a ser infectados nos seus postos de trabalho, na linha do que recomenda a Organização Mundial de Saúde".

A ideia do projeto surgiu com o aumento de casos de médicos infectados pelo coronavírus nas últimas semanas. Entre os casos citados pela SBC está de um jovem médico de Brasília, sem qualquer doença preexistente, que foi contaminado e agora está internado.

O ofício encaminhado pelo presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia, Marcelo Queiroga, ressalta que "a imprensa internacional tem destacado que uma das peculiaridades da pandemia é o elevado risco de infecção e morte de profissionais de saúde".

Lembra ainda que "há uma dificuldade global na oferta e obtenção de equipamento de proteção individual para esses trabalhadores, o que eleva exponencialmente o citado risco".


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31/03


2020

Um verso genial de Valdir provocando FHC

Recolhida à choupana da família em Tuparetama na fazenda Serrinha desde o dia da morte do pai, o consagrado rei da poesia Valdir Telles, a advogada e poetisa Mariana Telles se embriaga de poesia viva mergulhando nos arquivos empoeirados do vate. 

A cada mexida, descobertas ricas e emocionantes de quem teve uma passagem terrestre dedicada à cultura popular e maestrosa empunhada pelo verso repentino e belo brotado no toque da viola.

Valdir, que morreu há 12 dias, aos 64 anos, vítima de um infarto num final de tarde de um domingo em sua choupana, matou boa parte do tempo do seu último dia de vida falando ao celular com a própria filha, que reside no Recife. Herdeira fiel da veia poética do pai no improviso do verso e na escrita, Mariana tem descoberto tanta preciosidade nos arquivos que já está decidida a escrever as memórias do velho parceiro de João Paraibano.

Paraibano também já foi levado ao céu, jovem e de repente. Lá, os dois devem estar fazendo trocadilhos  para Deus e seus escolhidos, animando o reinado celestial  com sextilhas, galopes à beira mar, desafios e cantorias de pé de parede. O cenário do céu ficou mais poético e romântico, com estrelas piscando versos que na terra brotavam do chão seco do Pajeú, a Grécia brasileira, reino encantado da poesia.

Entre os pedaços de papéis que soltam poeira, mas versejam motes eternizados na pruma leve da viola de Telles, Mariana se deparou também com muitas fotos. Duas delas, ilustrando esse texto, relembram um dos momentos mais felizes do poeta: a assinatura do contrato para construção da Casa do Cantador de São José do Egito, fruto de emenda federal do então deputado Luiz Piauhylino, o Piau.

Foi Piau, a quem Valdir ajudou com uns votinhos em São José e Tuparetama quando envolvido em política, que deu a ele também a oportunidade de cantar pela primeira vez para um presidente da República: Fernando Henrique Cardoso. A cantoria histórica foi em Brasília na casa do deputado.

Uma noite estrelada, alegre e fria, na qual os convidados chegavam acompanhados de suas respectivas esposas. Observador atento dos detalhes do ambiente, Valdir, que no improviso fazia a plateia rir sem parar com suas tiradas bem humoradas, não resistiu ao verso abaixo, resgatado por Mariana, quando percebeu que FHC trouxera a ministra Yeda Crusius e não a esposa  Ruth como companhia. Veja que genial:

"Não trouxe a primeira dama/Mas isso não lhe atrasa/Por que dona Yeda Crusius/Veio debaixo da asa/ Quem anda com uma bicha dessa/Não se lembra da de casa".


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31/03


2020

Eletrobras e Petrobras cogitam testar seus funcionários

Por Ancelmo Gois

Esses 10 milhões de testes rápidos chineses para a covid-19, que começaram a chegar ontem, serão distribuídos ao pessoal de saúde dos estados. Não há kits suficientes para fazer testagem massiva, como fez em grande parte a Coreia do Sul, o que permitiu com sucesso o isolamento de pessoas contaminadas que nem sabiam que tinham o vírus.

Mas empresas que não podem parar, como a Eletrobras e Petrobras, estão pensando, numa segunda etapa, testartodo o seu pessoal.

Só que...

Na sexta, a Coreia do Sul voltou a adotar medidas de distanciamento social.

Todo cuidado é pouco.


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31/03


2020

Aras irá à Justiça se Bolsonaro decretar isolamento vertical

O Globo - Aguirre Talento e Thais Arbex

Cobrado por partidos políticos e por seus próprios pares a se posicionar sobre as ações do presidente Jair Bolsonaro, o procurador-geral da República, Augusto Aras, afirmou em entrevista exclusiva ao GLOBO que é “extremamente injusta” a crítica de que tem sido omisso em meio à crise do coronavírus. Indicado por Bolsonaro ao cargo, Aras afirmou que as manifestações do presidente estão resguardadas pela liberdade de expressão e pela imunidade do seu cargo. Mas disse que poderá recorrer à Justiça se o presidente “vier a baixar um decreto contrariando a orientação da horizontalidade”, em referência ao isolamento recomendado pelo Ministério da Saúde.

O senhor tem sido alvo de acusações de omissão em relação à postura do presidente, que tem contrariado as orientações das autoridades médicas. Como vê essa crítica?

É uma imputação extremamente injusta em razão de tudo que nós temos feito. Não há na história do país quem tenha aplicado uma multa de R$ 800 milhões e ainda condenado um empresário a pena de reclusão de 4 anos (referência à delação do empresário Eike Batista). Não há na história do Brasil nenhum membro na história do Ministério Público que, sem dispensar empresários da prisão, tenha arrecadado R$ 2,5 bilhões e está caminhando para mais R$ 2,5 bilhões, um total de R$ 5 bilhões para contribuir no esforço do combate à Covid-19. Não há quem tenha mobilizado um gabinete de integração contemplando a todos os membros do MPF igualitariamente para apoiá-los no enfrentamento ao Covid-19. Não há em nenhum momento de minha parte nada que seja de omissão. Pelo contrário, trabalho junto com todos os colegas aqui de 10 a 12 horas por dia. Não vou me submeter à partidarização. Eu me manterei fiel à Constituição e às leis. Se alguém quiser me imputar de alguma falha, aponte a norma que eu esteja violando. Essa gestão é igualitária como manda a Constituição, não é para favorecer o partido A, B ou C, não é para fazer escândalo, criminalizando a política e destruindo a economia.

No domingo, o presidente Jair Bolsonaro saiu para visitar feiras populares e teve contato direto com muitas pessoas. O senhor avalia que houve descumprimento legal na ação do presidente?

Vivemos um estado democrático de direito. No Brasil, não foi necessário ainda estabelecer toque de recolher e eu espero que isso não venha a ocorrer. Dessa forma, a mobilidade do presidente, como de qualquer cidadão, está no campo de uma certa vontade de cada um. O presidente tem a sua forma de pensar e não me cabe criticá-lo, mas tão-somente dizer que, do ponto de vista jurídico, a visita do presidente e a sua mobilidade não infringe por enquanto nenhuma lei, nenhuma norma que possa ensejar ao MPF nenhuma atitude.

Mesmo que não esteja infringindo alguma norma, a representatividade dele é muito importante. A partir do momento em que ele vai às ruas e faz apelo para as pessoas voltarem a trabalhar, ele está contrariando o próprio ministro da Saúde. Como o senhor se posiciona nessa situação?

É preciso que nós separemos o Estado brasileiro e o governo. O Estado está funcionando normalmente, basta que você visite o gabinete de crise e vai ver que o Brasil tem profissionais de todas áreas, empenhados 24 horas por dia, de todos os órgãos, no enfrentamento ao Covid-19. É preciso distinguir a figura do presidente da figura do Estado. O Estado está funcionando normalmente e o governo, leia-se o presidente da República, tem liberdade de expressão e goza de certas imunidades. Agora, se o presidente vier a baixar um decreto, qualquer que seja, contrariando a orientação da horizontalidade, estabelecendo a verticalidade ou não, tudo isso é passível, sim, de apreciação judicial. E sendo passível de apreciação judicial, não somente os legitimados poderão recorrer à via judicial, como o próprio Ministério Público.

Mas afinal o senhor é a favor do isolamento vertical ou do isolamento horizontal?

Eu não sou médico, não sou infectologista. Na contemporaneidade, existem algumas formas de enfrentamento de epidemias. Uma delas é a centralidade dos órgãos de Estado, para que não se permita que a desordem converta um desastre natural no caos social. Sobre a verticalidade ou a horizontalidade do isolamento, este é um assunto a ser tratado pelos órgãos do Estado competente, e é o ministro Mandetta o diretor dessa política, que é uma política do Estado. Não é questão de ser contra a favor, a questão é que nós temos uma orientação técnica, que cabe ao ministro da Saúde.

Estamos em estado de calamidade pública. O senhor acha que é possível implantar um estado de sítio?

Está de bom tamanho a calamidade. A calamidade é um ato formal que tem amparo na realidade factual, não há nada de simbolismo, é realidade pura. Precisamos que as pessoas entendam a situação factual, não é brincadeira. É algo que atenta contra a vida de milhares. Eventual avanço para o estado de sítio não me parece pensável, cogitável neste momento porque o estado de sítio envolve comoções sociais.


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Fernandes

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31/03


2020

Moro autoriza Ministério da Saúde usar Força Nacional

Por G1

Uma portaria do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, autorizou ontem o emprego da Força Nacional de Segurança Pública para dar apoio ao Ministério da Saúde nas ações de combate ao novo coronavírus.

A decisão sobre o emprego da Força Nacional foi publicada na edição extra do Diário Oficial da União, vale até o dia 28 de maio, pode ser prorrogado e ficará a cargo do Ministério da Justiça em acordo com os estados ou municípios.

O Artigo 1º diz que a Força Nacional irá atuar "nas ações de preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio por meio de apoio às ações do Ministério da Saúde na prevenção e combate da pandemia do novo coronavírus, em caráter episódico e planejado, por até 60 dias, a contar de 30 de março até 28 de maio de 2020".

Segundo o texto, as ações de apoio poderão compreender, entre outras, as seguintes atividades:

. I - auxílio aos profissionais da área de saúde para que possam atender com segurança todas as pessoas que se mostrem com suspeitas de estarem infectadas pelo novo coronavírus;

. II-reforço das medidas policiais de segurança que garantam o funcionamento dos centros de saúde (hospitais, UPAs etc);

. III - garantia da segurança e auxílio na distribuição e armazenamento de produtos e/ou insumos médicos e farmacêuticos;

. IV - garantia da segurança e auxílio na distribuição e armazenamento de gêneros alimentícios e produtos de higiene;

. V - garantia da segurança e auxílio no controle sanitário realizado em portos, aeroportos, rodovias e centros urbanos;

. VI - patrulhamento ou guarda ostensiva com o objetivo de evitar saques e vandalismos;

. VII - realização de campanhas de prevenção ou proteção de locais para a realização de testes rápidos por agentes da saúde públicas;

. VIII - aplicação das medidas coercitivas previstas na Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, e na Portaria Interministerial nº 5, de 17 de março de 2020, conjunta dos Ministérios da Saúde e da Justiça e Segurança Pública.

A portaria diz anda que “o detalhamento das ações deverá ser planejado com o Ministério da Saúde”.

O artigo 3.º afirma que “as ações da Força Nacional deverão também ser obrigatoriamente coordenadas com os governos dos estados e do Distrito Federal.

O contingente a ser disponibilizado ainda não foi informado.


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31/03


2020

No Roda Viva, especialista em vírus critica Bolsonaro

Por Revista Forum

O biólogo Atila Iamarino voltou a defender a necessidade de isolamento para evitar o impacto do coronavírus no Brasil. Em entrevista hoje no Roda Vida, da TV Cultura, o especialista em vírus elogiou as medidas tomadas pelos governadores estaduais e, questionado, criticou a postura de Jair Bolsonaro, que tem minimizado a gravidade da pandemia.

“A gente depende de que ações estão sendo tomadas. O Estados todos pararam a circulação, colocaram as pessoas em quarentena, restringiram comércio. Eu sinto que a gente está em um momento em que a casa está pegando fogo, a gente quer tirar todo mundo de casa para não perder ninguém e não importa quem acendeu o fogo, se o bombeiro é de direita ou de esquerda. Estão tomando ações para fazer isso? Está ótimo. Se estiver atrapalhando o que os Estados estão fazendo, está atrapalhando o que o mundo inteiro está fazendo. Se os Estados estiverem agindo independente, se torna irrelevante”, afirmou o biólogo.

Segundo Iamarino, a atitude de Bolsonaro de trabalhar contra o isolamento e minimizar a gravidade da Covid-19 “vai contra tudo que todos os líderes mundiais estão fazendo”. “Eu só conheço um que diz que Covid não é nada e não está tomando ações contra que é a Bielorrússia. Lá a recomendação é sauna três vezes por semana e lavar a mão com vodka. Não, não resolve.”

Doutor em microbiologia pela USP, com pós-doutorado em Yale, o biólogo tem chamado atenção nas redes sociais com conteúdos técnicos e embasados sobre o coronavírus. Uma de suas publicações mais comentadas foi a previsão de que R$ 1 milhão de brasileiros podem morrer sem medidas de isolamento e encerramento das atividades, semelhante ao projetado pelo estudo do Imerial College de Londres, que utiliza o mesmo modelo.

“A situação na China é Wuhan. Na Itália, é a Lomabardia. Aqui no Brasil nós temos o potencial de cada cidade virar uma Lombardia ou uma Wuhan da vida, se não for monitorado. Mesmo em um único Estado, como São Paulo, existem muitas metrópoles que podem passar por um problema parecido”, alertou Iamarino, durante a entrevista.

‌O especialista ressaltou a necessidade de se fazer mais testes e o rastreio das pessoas. Questionado sobre se o clima mais quente reduz a propagação, ele explicou que é uma possibilidade, mas não é algo que está completamente comprovado e os planos de ação dos governos não devem trabalhar contando com a sorte.


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31/03


2020

Ministro do STF encaminha pedido de afastamento de Bolsonaro

Revista Forum

O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), encaminhou ontem um pedido de afastamento de Jair Bolsonaro à procuradoria-geral da República.

Marco Aurélio é o relator da notícia-crime protocolada na semana passada pelo deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG), que acusa Bolsonaro dos crimes de omissão e difusão do coronavírus.

O documento lista uma série de episódios em que o presidente minimizou o surto da Covid-19 – detalhando uma série de adjetivações usadas pelo ex-capitão – e aponta que ele “incentivou ostensivamente o descumprimento das medidas de isolamento recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e pelo próprio poder executivo”.

Caso a PGR aceite a notícia-crime, Câmara será consultada para autorizar ou não o seguimento da Ação Penal e, em caso positivo, Bolsonaro será afastado por 180 dias. Em caso de crime transitado em julgado, o presidente perde o mandato.

Também na segunda-feira (30), partidos de oposição protocolaram outra queixa-crime contra Bolsonaro pelo “passeio” que o presidente deu no Distrito Federal, no último domingo (29). Na ação, são apontados diversos crimes que Bolsonaro pode ter cometido ao sair às ruas mesmo estando sob suspeita de ter contraído coronavírus.


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31/03


2020

Aras intercede em favor de Bolsonaro no STF

Por Revista Forum

Ontem, o procurador-geral da República, Augusto Aras, entrou com um pedido no STF (Supremo Tribunal Federal) para derrubar os decretos estaduais e municipais que visem estabelecer restrições de circulação.

Na solicitação, Aras argumenta que “a imposição unilateral de medidas tendencialmente voltadas ao fechamento de fronteiras, por meio da restrição ao transporte coletivo de passageiros e de cargas, bem como da restrição de ingresso de pessoas” configura, segundo ele uma medida que supera os limites que estados e municípios têm para legislar sobre tais temas.

Outro ponto levantado por Aras é que a restrição ao transporte coletivo interestadual e intermunicipal “prejudica o acesso a serviços básicos de saúde e impede que profissionais da saúde que vivem afastados dos centros de chegar aos seus locais de trabalho”.

A competência dos estados e municípios para determinar restrições de circulação é um dos temas que surgiu no país a partir da guerra declarada entre os governadores, que são favoráveis às medidas de restrição e em sintonia com medidas semelhantes tomadas em outros lugares do mundo que enfrentam a pandemia, e o presidente Jair Bolsonaro, que defende o que chama de “isolamento vertical”, onde somente os pertencentes a grupos de risco devem estar isolado, e o resto da sociedade deve seguir sua vida normalmente.

Na semana passada, o ministro do STF, Marco Aurélio Mello, determinou que os governadores e prefeitos têm capacidades para restringir a locomoção em estados e municípios. Em sua avaliação, as autoridades estaduais e municipais possuem atribuições necessárias para tomar medidas de caráter temporária, como uma quarentena.


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