Faculdade de Medicina de Olinda

09/05


2019

Porta-voz rouco

O papel do porta-voz, general Otávio Rêgo Barros, também pode ser reduzido .

Estuda-se algo mais burocrático, diminuindo as atribuições que ele tem hoje e são típicas de um secretário de imprensa.

Já a passagem do general Villas Bôas pelo Congresso, nesta quarta (8), foi marcada por atos de desagravo.

Além do ministro Sergio Moro (Justiça), parlamentares de diversas siglas fizeram questão de dirigir deferências a ele.(Painel – Folha)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Governo de PE

Confira os últimos posts



22/09


2019

Célio deixa correr solta turma do “gabinete do ódio”.

Célio Fária Júnior e presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Facebook Célio Faria Júnior

O Estado de S. Paulo - Coluna do Estadão

 

Militares no Planalto andam incomodados com a dificuldade de Célio Faria Júnior, chefe da Assessoria Especial da Presidência, em controlar a turma do “gabinete do ódio” (sob o guarda-chuva dele).

Servidor civil da Marinha, Célio faz parte do seleto grupo que despacha no mesmo andar do gabinete de Bolsonaro e goza da sua confiança. Participa das agendas mais delicadas e, economista, aconselha de perto o presidente.

Quem o acompanha de quando ele era assessor parlamentar, período no qual conheceu Bolsonaro, diz que a insatisfação tem origem em uma disputa entre Marinha e Exército, em função da sua proximidade com o chefe.

Célio Faria Junior (ao centro): quem o defende, diz que ele é um pacificador. Mas, para seus críticos, ele deixa correr solta a turma do “gabinete do ódio”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Abreu e Lima

22/09


2019

ONU descarta Bolsonaro e confirma governador de PE

Conversa Afiada

Diante do isolamento internacional de Jair Bolsonaro, o Nordeste brasileiro começa a despontar como alternativa para as relações diplomáticas do Brasil na área ambiental. Depois de rejeitar o discurso do presidente brasileiro na Cúpula do Clima, que acontece em Nova Iorque (EUA) a partir de segunda-feira (23), a Organização das Nações Unidas (ONU) convidou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), para discursar representando o Nordeste.

Câmara teve o nome referendado por outros governadores nordestinos que compõem o Consórcio do Nordeste, que se reuniu na última segunda-feira (16) em Natal (RN). 

A ONU convidou o governador para discursar na Cúpula do Clima por conta de seu trabalho na área do meio ambiente, e citou como exemplo a recuperação e ampliação da reserva de caatinga e de Mata Atlântica, localizada na área próxima ao Horto de Dois Irmãos, entre outros projetos ambientais.

Pelo Twitter, Câmara, que embarca para Nova Iorque no domingo (22), comemorou.  “Ao contrário do que, infelizmente, vemos no Brasil, aqui em Pernambuco apostamos na convergência para avançarmos conjuntamente. Que o futuro nos reserve muita cooperação e parceria”. O discurso do governador será na abertura do evento, segunda-feira (23), um dia antes do início da Assembleia Geral da ONU, também em Nova Iorque.

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Prefeitura de Limoeiro

22/09


2019

Bolsonaro: Brasil contra o mundo

O Brasil contra o mundo

Bolsonaro discursa em Davos | AFP
O Globo - Por Bernanrdo Melo Franco

 

Em agosto de 2018, Jair Bolsonaro expôs sua visão particular das Nações Unidas. “Não serve para nada a ONU. É um local de reunião de comunistas”, afirmou. Em visita à Academia Militar das Agulhas Negras, onde assistiu a uma formatura de cadetes, o então candidato fez uma promessa: “Se eu for presidente, saio da ONU. Não serve pra nada essa instituição”.

É difícil que ele repita a bravata na terça-feira, quando debutará na Assembleia Geral. Mesmo assim, seu discurso tem potencial para agravar o desgaste do Brasil no exterior.

No último dia 11, o chanceler Ernesto Araújo ofereceu uma palinha do que pensa o governo. Em visita a Washington, ele esbravejou contra o “globalismo”, o “climatismo” e uma penca de pensadores mortos, como Jacques Lacan e Michel Foucault. Incluiu na lista a filósofa Rosa Luxemburgo, fuzilada por milícias de extrema-direita há exatos cem anos.

Em outra passagem, Araújo criticou os vegetarianos e disse que se vê num “apocalipse zumbi”. É como se sentem diplomatas mais experientes diante do Itamaraty da “nova era”.

“O Brasil tem um patrimônio diplomático construído ao longo de décadas. Agora ele está sendo posto a perder por uma guinada radical à extrema direita”, diz o embaixador aposentado Roberto Abdenur.

Ele se diz apreensivo com a estreia de Bolsonaro na ONU. “Estou muito preocupado com o discurso, porque temo que ele opte por uma linha de confrontação. Está se configurando um panorama muito negativo para o Brasil, que pode resultar em graves prejuízos políticos e econômicos”, alerta.

Com medo de protestos, o presidente já cancelou uma viagem a Nova York. Desta vez, terá que enfrentar os descontentes com a sua política antiambiental. Eles são cada vez mais numerosos: na sexta, a Greve Global pelo Clima tomou as ruas de 150 países. Os incêndios na Amazônia foram lembrados em dezenas de idiomas.

Amanhã, a ONU promoverá uma cúpula especial sobre a crise climática. Com a credibilidade em baixa, o Brasil não foi incluído entre as 60 delegações que usarão a palavra. Melhor assim. Um discurso negacionista causaria ainda mais desgaste à imagem do país.

Na quinta passada, Bolsonaro mostrou que não está alheio ao que o espera. “Tá na cara que eu vou ser cobrado”, admitiu, referindo-se à grita internacional contra as queimadas.

O presidente prometeu que “ninguém vai brigar com ninguém”, mas insistiu na tese de uma conspiração mundial contra o Brasil. “Vou enfrentar as críticas, vou enfrentar os chefes de Estado dos países que estão nessa campanha”, desafiou.

O embaixador Abdenur sugere que ele adote um tom menos belicoso. “O Brasil precisa se mostrar aberto ao diálogo com outros países. Existe uma prepocupação legítima com a Amazônia, com a questão indígena e com os direitos humanos”, observa.

Essa preocupação não é coisa de “comunistas”, como sugere o presidente. Na última semana, 230 fundos de investimento pediram ao governo que adote medidas eficazes para proteger a Amazônia. Eles administram uma fortuna estimada em R$ 65 trilhões, cerca de dez vezes o PIB do Brasil.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Provável cassação da Juíza Selma atiça política

Mato Grosso

(Foto: Geraldo Magela) Fonte: Brasil247

O Estado de S. Paulo - Coluna do Estadão

 

O cenário político no Mato Grosso já começa a se movimentar diante de uma provável cassação da senadora Juíza Selma (ex-PSL atual Podemos-MT) no TSE.

Um dos nomes que circula para disputar eleição suplementar é do deputado Nelson Barbudo (PSL), o mais votado do Estado. Outro é de Blairo Maggi, mas ele nega.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Magno coloca pimenta folha

22/09


2019

Reincorporação aos Mais Médicos: anima cubanos

Possibilidade de reincorporação ao mais médicos anima cubanos: "Estamos precisando muito".

Foto: Jorge William/Agência O Globo

Época - Rodrigo Castro

 

Cerca de 1.800 médicos cubanos que permaneceram no Brasil e integravam o Mais Médicos poderão ser reincorporados ao programa por mais dois anos. Essa é a proposta do do senador Confúcio Moura (MDB), que apresentou na última terça-feira 17 seu parecer na comissão mista no Congresso que analisa a medida provisória criadora do Médicos pelo Brasil , programa que substitui o Mais Médicos . A sugestão, embora atenda a uma regra “excepcional e transitória” segundo o texto, animou cubanos e seus representantes.

“Achei muito bom. Nós, cubanos, estamos precisando muito. Tem muitas pessoas desempregadas, que precisam manter a família. É uma ajuda muito importante que o Brasil está dando para os médicos”, disse o cubano Arnulfo Batista, um dos beneficiários do Mais Médicos, que está há seis anos no país. Ao contário da maioria de seus conterrâneos, ele conseguiu uma liminar na justiça para renovar seu contrato. Hoje, trabalha no Sistema Único de Saúde (SUS) de Santa Rita, no Maranhão.

“Percorro 80km, tenho que atravessar rio, para chegar à comunidade quilombola. É um lugar de difícil acesso. Mas eles já nos conhecem, nós já conhecemos as doenças da área, a equipe de enfermeiros”, relatou Batista.

Para o advogado de médicos cubanos no Brasil, André Corrêa, a medida e repara uma injustiça. Ele encaminhou uma nota técnica a parlamentares, incluindo o relator da MP, afirmando que os cubanos estavam recebendo “tratamento discriminatório”. No texto, cita que eles “não puderam renovar seus contratos como se fossem propriedade do governo cubano, assemelhando-se às condições de trabalhadores escravos”. O documento foi bem recebido por Moura e serviu de base para seu relatório.

“Existe um princípio constitucional que se chama o valor social do trabalho, e o trabalho não significa emprego. Cobramos isonomia para que o valor social do trabalho seja aplicado aos médicos cubanos, tendo em vista que somente eles não tiveram a oportunidade de prorrogar seus contratos por mais três anos, o que aconteceu com todos os médicos que não eram cubanos”, explicou Corrêa.

Para se enquadrarem ao Médicos pelo Brasil após os dois anos, os médicos cubanos deverão fazer o Revalida, prova para validação dos diplomas de medicina obtidos no exterior. A aliados, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, tem dito que pretende aplicar o exame duas vezes ao ano a partir de 2020 e estima que a taxa de inscrição gire em torno de R$ 200. A última edição do Revalida foi em 2017.

De acordo com Corrêa, todos os cubanos querem fazer a prova e obter inscrição em um Conselho Regional de Medicina (CRM). “Eles não aguentam mais o governo de Cuba. Eles querem crescer na vida”, afirmou o advogado, cuja declaração foi corroborada por Batista:

“Só queremos estabilidade econômica para poder estudar e fazer a prova como tudo mundo. O que a gente precisa é trabalhar direitinho, e queremos ajudar o povo brasileiro”, falou o cubano, que deixou seu país em busca de melhorar a situação da família.

Mesmo no Brasil, Batista não se viu livre das imposições de seu governo. “Tiravam 70% do nosso salário”, conta, em referência a um acordo do país caribenho com a Organização Panamericana de Saúde (Opas), responsável por enviar os médicos ao Brasil. Agora, o pagamento da bolsa será feito diretamente aos profissionais, permitindo-lhes usufruir da quantia integral.

A proposta inicial era que os cubanos não fossem considerados médicos, mas fossem equiparados a alunos de Medicina. Receberiam, portanto, o mesmo valor pago nos programas de residência – R$ 3.400. Com a situação precária de muitos desses profissionais, o relator reviu o posicionamento em caráter de exceção.

Espera-se que, com a aprovação da proposta, a realidade dos cubanos mude. Desempregados, alguns têm precisado até mesmo de ajuda financeira para suas necessidades básicas. “Tenho um colega que perdeu a mãe há três meses e não o deixaram ir a Cuba. O governo cubano proíbe os médicos que saíram de voltar por oito anos. E ele não tinha como ir lá nem ajudar a família, porque não está trabalhando”, contou Batista.

A intenção ainda é que os rincões do país não sofram com a falta de médicos para atender a população local. “Os médicos com CRM não vão querer trabalhar num distrito lá na Amazônia. Ser forem, vão por um caráter já ideológico. O salário que se paga na capital é bem melhor. A gente precisa ser realista”, avalia o advogado dos cubanos


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha

Banner de Arcoverde

22/09


2019

Rodrigo Maia faz gesto à turma rejeitada pelo Planalto

Rodrigo Maia faz gesto à turma rejeitada pelo Planalto

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia. Foto: Luis Macedo/Agência Câmara
O Estado de S. Paulo

Por Coluna do Estadão

 

O gesto de Rodrigo Maia (DEM-RJ) ao conduzir a aprovação do fundo eleitoral na Câmara foi, sobretudo, direcionado aos presidentes dos partidos políticos, turma, até bem pouco tempo, tratada com desdém pelo Planalto. O presidente da Casa não moverá palha daqui em diante, porém. Jair Bolsonaro que se vire para manobrar nessa vaga, espremido entre sua base eleitoral, contrária à integralidade do projeto de reforma partidária, e os dirigentes e parlamentares dessas siglas, sedentos de benesses. Terá de decidir se veta ou não o pacote.

Um amigo de Maia acha que as campanhas dos bolsonaristas contra o presidente da Câmara nas redes sociais são completamente estéreis: não pressionam o deputado e só ampliam a rejeição a ele em grupos que o rejeitam desde sempre.

Esse interlocutor explica: quem viveu por dentro (Rodrigo Maia) a crise das duas denúncias contra o então presidente Michel Temer não vai sucumbir sob ataques de hashtags e de haters.

No balaio de Maia também estão guardadas as críticas de alguns deputados ao fundo. Ele não que as aprova, claro.

Mas sabe, porém, da força que os dirigentes partidários têm sobre suas bancadas, vide, por exemplo, o caso dos rebeldes suspensos pelo PDT.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Corrução e nepotismo: CGU quer endurecer punição

CGU prepara estudo para endurecer punição a casos de corrupção e nepotismo no governo

Foto: cgu.gov.br

Folha de S. Paulo - Painel 
Por Daniela Lima 

 

A Controladoria-Geral da União está elaborando um amplo estudo para revisar os mecanismos de combate à corrupção no governo federal, com o objetivo de aprimorar o sistema e adaptá-lo a convenções internacionais. Hoje, um processo administrativo disciplinar demora cerca de 800 dias para ser concluído. O objetivo é reduzir o prazo para 120 dias. O órgão também prepara um sistema para identificar, por exemplo, casos de nepotismo nos ministérios.

A CGU avalia ainda a necessidade de aprimorar as formas de identificar se há conflito de interesse entre atividades que servidores públicos exercem na área privada. Os funcionários têm uma plataforma para questionarem se há choque entre as atuações. Mas eles nem sempre respondem a todas as perguntas necessárias.

Exemplo: um servidor questiona se pode dar aula ao mesmo tempo que trabalha, o que é permitido, mas deixa de informar que o horário em que vai lecionar é o mesmo da jornada pública.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Hospitais privados e cursos de medicina: MEC quer parceria

MEC fará parceria entre hospitais privados e cursos federais de medicina. 43 campus não têm hospitais universitários.

Cirurgia médica Foto: Marcelo Franco/Arquivo

Época - Coluna de Guilherme Amado

Por Eduardo Barretto

 

O Ministério da Educação prepara um programa de parceria entre universidades federais e hospitais particulares e santas casas país afora para garantir aulas práticas a alunos de instituições que não tenham hospitais universitários.

Ao todo, 43 campus em todo o país, principalmente em cidades do interior, não têm hospitais universitários, e não há espaço orçamentário para construir novas unidades.

O objetivo da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, vinculada ao MEC, é fechar as parcerias até o começo do ano que vem.

(Por Eduardo Barretto)


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Família de Marco Maciel rompe silêncio

Correio Braziliense

“As pessoas têm muito preconceito com o Alzheimer. Acham que a pessoa começa a falar um monte de bobagem e fica desligado do mundo. Com meu marido não foi assim. Ele continuou sendo o mesmo homem educado com todos. Continua sempre cheiroso e limpo como sempre gostou de estar. É o rei da nossa casa”, disse a aposentada Ana Maria Maciel, 78 anos.

Casada com o ex-vice-presidente da República Marco Maciel, 79, diagnosticado com a doença em 2001, ela assumiu todos os papéis dentro de casa. Para ela, a paciência e o amor — construído ao longo dos 52 anos de casados — são a receita para enfrentar a enfermidade.

Os primeiros sinais da doença mais se assemelhavam aos da depressão. Maciel começou um tratamento e meses depois veio o diagnóstico do Alzheimer. “Até 2014, a doença evoluiu negativamente, porque, como era político, as pessoas perguntavam sobre fatos históricos e ele não conseguia lembrar. Ele percebia o esquecimento e ficava constrangido. No fim de 2014, ele não quis mais sair, só para consultas e coisas corriqueiras. Agora, está em fase avançada”, afirma. Sem andar e falar, o ex-vice-presidente conta com o auxílio da mulher e de uma equipe de profissionais para as atividades do dia a dia.

A doença é neurodegenerativa progressiva e se manifesta pela deterioração cognitiva e da memória, comprometimento progressivo das atividades de vida diária e uma variedade de sintomas neuropsiquiátricos e de alterações comportamentais. Ela acomete em grande parte idosos e representa cerca de 50% a 75% dos casos de demência no mundo, sendo o tipo mais frequente da enfermidade cerebral. Suas causas ainda não são totalmente conhecidas. Em 21 de setembro é lembrado o Dia Mundial do Alzheimer. 

 


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Morte de pastor: reconstituição dura mais de cinco horas

Reconstituição da morte de pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis, dura cinco horas e meia. Nove tiros foram disparados durante a simulação. Polícia vê contradições nos depoimentos e não descarta um segundo atirador.

 Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

O Globo - Por Felipe Grinberg

 

RIO — Os nove disparos, feito por um policial em direção à um latão de alumínio recheado de areia, às 3h 40 da manhã deste domingo foi o último passo da reconstituição da morte de pastor Anderson do Carmo , marido de Flordelis . Os tiros, por coincidência, foram disparados no mesmo horário do crime. No total, a simulação da noite do crime pela Polícia Civil durou cinco horas e meia e a investigação ainda não descartou que um segundo atirador tenha participado do crime.

Segundo Bárbara Lomba, delegada titular da Divisão de Homicídios de São Gonçalo e Niterói, a reconstituição foi importante para encontrar contradições em depoimentos já prestados pelas testemunhas:

 — Houve algumas contradições que continuam nos indicando o caminho que havíamos conseguido nas investigações. Ajudou porque na hora de reproduzir, as pessoas as vezes não sustentam o que foi falado em outro ambiente — contou a delegada.

A deputada Flordelis também participou da simulação. De acordo com Bárbara Lomba, em alguns pontos ditos por ela em seu depoimento não corresponderam com a declaração dada durante a reconstituição.

— A deputada basicamente falou o que havia falado na delegacia, mas em alguns pontos não se recordou. Houve alguns pontos que as declarações aqui não corresponderam o que havia sido dito na delegacia — comentou.

Segundo o advogado da deputada, ela respondeu a todas as perguntas e somente não soube precisar a quantidade de tiros ou as pessoas que estavam ao lado dela no momento dos disparos. Ele ainda afirmou que Flordelis ainda não teve contato com os filhos acusados de terem matado o pastor Anderson do Carmo:

— Ela estava tranquila, mas abalou muito ela psicologicamente, principalmente a hora dos disparos. Ela ficou bastante abalada — comentou.

Apesar de presentes, Lucas dos Santos e Flávio dos Santos, apontados pela polícia como autores do crime, não participaram da reconstituição. Os dois chegaram à casa de Flordelis em momentos diferentes da reconstituição. Lucas chegou por volta das 22h, e, apesar de ter sinalizado em um primeiro momento que participaria da simulação, voltou atrás e não cooperou com os policiais.

Já Flávio, chegou na madrugada no momento em que Daniel dos Santos de Souza, de 21 anos, um dos filhos do casal, indicava aos policiais como havia encontrado o pai já baleado. Como já havia afirmado que não iria participar da simulação, Flávio só deixou a viatura da polícia por cerca de um minuto, para assinar oficialmente sua recusa de colaborar.

— Nós reproduzimos com base no que eles falaram na delegacia, mas seria o ideal que eles tivessem participado. É direito deles não ter participado. Acredito que seja estratégia da defesa. Viemos preparados para que participassem— afirmou Bárbara Lomba.

Defesa: reconstituição teve "muitas falhas"
Advogados dos dois suspeitos e da deputada Flordelis acompanharam o trabalho da perícia. Mas, segundo Anderson Rollemberg, advogado de Flávio, houve falhas no trabalho dos policiais. Rollemberg afirma que a reprodução dos tiros não foi fidedigna ao que aconteceu na noite do crime.

— Não foi uma reconstituição 100% aproveitavel. Poss dizer que teve muitas falhas. Por exemplo, os disparos feitos no tambpor de areia. Todos aqui perceberam que os baraulhos eram abafados — comenta.

As perguntas que a polícia quer responder na reconstituição da morte do marido de Flordelis

1. Quantas pessoas atiraram na vítima?

Flávio confessou, em depoimento à DH, que atirou seis vezes no pastor, que era seu padrasto. Laudo do Instituto Médico Legal (IML), no entanto, atestou que Anderson tinha mais de 30 perfurações pelo corpo. A polícia quer saber se outras pessoas atiraram na vítima.

2 - Havia outras pessoas na cena do crime?

Em depoimento, Daniel dos Santos de Souza, filho de Flordelis e Anderson, afirmou ter visto o vulto de três pessoas na garagem da casa, local onde o pastor foi morto. A DH ainda tem dúvidas se havia outras pessoas na cena do crime.

3 - Quantas armas foram usadas no assassinato?

A DH já sabe que a pistola apreendida em um armário no quarto de Flávio foi usada no crime. Laudo de confronto balístico confirmou essa informação. Os policiais querem saber se outra arma foi utilizada.

4 - Houve omissão no socorro ao pastor?

Ramon, um dos netos de Flordelis, se negou a prestar os procedimentos de primeiros socorros após o pastor ter sido baleado. Em depoimento, ele disse que Anderson já estava morto. No entanto, o relato de uma das filhas da deputada, Gabriela, contradiz Ramon. Ela diz que logo depois de o pastor ter sido atingido pelos disparos, verificou antes da ligação feita ao Corpo de Bombeiros, que a vítima ainda estava viva


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Governo Bolsonaro cria uma tradição

Coincidências acontecem.

(Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Por Carlos Brickmann

 

No próprio Governo Bolsonaro já se cria uma tradição: toda vez que há indícios de melhora da situação econômica, o próprio Governo faz enorme esforço para gerar uma crise política que anule os bons sinais econômicos. E estamos numa fase dessas: por incrível que pareça (já que o desemprego é imenso e o fato econômico mais visível não é a chegada de investimentos estrangeiros, mas a transferência de empreendimentos brasileiros para outros países), há vagalumes de boa luz amenizando a escuridão reinante.

A taxa de juros Selic, pela qual o Governo paga seus empréstimos, caiu para 5,5%, o menor valor na história – houve até bancos que, por isso, baixaram as taxas que cobram de seus clientes de estratosféricas para apenas inacreditáveis. A inflação se mantém baixa, o que permite imaginar novas quedas de juros. A expectativa é de que o Brasil feche o ano com taxa Selic de 5% ao ano.

Não há hora melhor para surgir uma nova crise artificial, que ponha esses bons resultados a perder.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Joice deixará liderança do governo até o final do ano

Joice Hasselmann diz a colegas que deixa liderança do governo no Congresso até o final do ano.

Folha de S. Paulo - Painel
Por Daniela Lima

 

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), tem dito a parlamentares que deve deixar o posto no final do ano, porque está cansada da pressão. Correligionários da deputada, porém, acreditam que o movimento deve ocorrer mais por pressão do Planalto do que por desejo dela, que mira a Prefeitura de SP em 2020.

No início do mês, em entrevista à Folha, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a correligionária “está com um pé em cada canoa”, referindo-se à aproximação dela com o governador paulista, João Doria (PSDB). A deputada classificou a fala como “ciuminho”.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Telefonema vazado de Dilma: não vale o papel de bobo

No telefonema vazado de Dilma só não vale o papel de bobo. 

Moro suspendeu o grampo às 11h12 do dia 16 e às 13h22 deu-se a conversa fatídica.

Foto/fonte: Brasil247

Folha de S. Paulo - Por Elio Gaspari

 

Valia para o juiz Sergio Moro e vale para seu substituto, o doutor Luiz Antonio Bonat: pode-se fazer tudo por ele, menos o papel de bobo.

Bonat disse ao ministro Edson Fachin que Moro e a Polícia Federal não anexaram ao processo de Lula os grampos de seus telefonemas da tarde do dia 16 de março de 2016 porque alguns tinham “conteúdo sensivelmente privado” e também porque outros envolviam autoridades com prerrogativa de foro. Haveria o cuidado de “coibir vazamentos”.

Aos fatos:

No relatório dos grampos que a Polícia Federal mandou a Moro no dia 15 de março e ele divulgou no dia seguinte havia uma conversa do ex-presidente com a filha Lurian, combinando um café da manhã.

Em outra, com seu irmão Vavá, tratou de assuntos familiares durante quatro minutos. Vavá contou-lhe que a irmã “Maria Baixinha” estava no hospital, fumava escondida e no dia seguinte iria à sua 
casa para fazer um frango.

Moro suspendeu o grampo às 11h12 do dia 16 e às 13h22 deu-se a conversa fatídica na qual Dilma Rousseff disse a Lula que estava mandando pelo “Bessias” o ato de sua nomeação para a chefia da Casa Civil. Horas depois, esse grampo estava no ar, ao vivo e em cores.

Depois das 11h12, conhecem-se 20 grampos e em nenhum há conversa de cunho “sensivelmente privado”. Lula falou com Dilma, com o vice-presidente Michel Temer, com o senador Renan Calheiros e com os governadores do Rio, da Bahia, do Acre e do Ceará. 

Só o telefonema de Dilma vazou.


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Presidente vai à ONU discursar sobre soberania

Bolsonaro vai à ONU para falar de Amazônia e soberania, temas de todos os antecessores.

O presidente Jair Bolsonaro — Foto: Isac Nóbrega/PR

Por Guilherme Mazui e Filipe Matoso, G1 — Brasília

 

O presidente Jair Bolsonaro viajará nesta semana a Nova York (EUA) para participar da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Será a estreia de Bolsonaro no encontro que reúne chefes de Estado, de governo e chanceleres.

O presidente tem dito que em seu discurso, marcado para terça-feira (24), fará uma defesa do que chama de "soberania nacional" e da atuação do governo brasileiro na Amazônia.

Na sexta-feira (20), em uma breve conversa com jornalistas na entrada da residência oficial do Palácio da Alvorada, o presidente disse que seus antecessores, quando iam à ONU, "falavam e não diziam nada".

“Eu ouvi pronunciamentos anteriores de outros chefes de Estado do Brasil", afirmou Bolsonaro. "No passado, tinha muita... Falava, falava, falava e não dizia nada. Temos que falar do patriotismo nosso, da questão da soberania, do que o Brasil representa para o mundo", completou o presidente.

Na semana passada, em uma transmissão em uma rede social, Bolsonaro afirmou que fará um discurso "bastante objetivo" e diferente dos presidentes anteriores porque, na opinião dele, está "na cara" que os líderes de outros países o cobrarão na questão ambiental.

"Estou me preparando para um discurso bastante objetivo e diferente de outros presidentes que me antecederam. Ninguém vai brigar com ninguém, podem ficar tranquilos. Vou apanhar da mídia de qualquer maneira. A mídia tem sempre o que reclamar, mas eu vou falar como anda o Brasil nessa questão", afirmou Bolsonaro.

O G1 verificou os discursos na ONU de ex-presidentes do Brasil e em todos identificou trechos sobre soberania nacional, preservação da Floresta Amazônica ou adoção de medidas para combater as mudanças climáticas (leia mais abaixo).

Tradicionalmente, desde 1949, cabe ao Brasil fazer a abertura do debate geral na Assembleia Geral da ONU. Mas, segundo a Presidência, o primeiro presidente brasileiro a discursar no debate geral da Assembleia da ONU foi João Baptista Figueiredo, em 1982.

Bolsonaro será o oitavo a discursar, depois do próprio Figueiredo e de José Sarney, Fernando Collor, Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, Dilma Rousseff e Michel Temer. Desde Figueiredo, o único que não compareceu foi Itamar Franco.

Leia a reportagem na íntegra aqui: Bolsonaro vai à ONU para falar de Amazônia e soberania ...


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha


22/09


2019

Relator de antiga CPI da Toga: Comissão quebrou tabu

Relator de CPI que investigou Judiciário há 20 anos diz que comissão "quebrou tabu".

Fonte: Jornal da Cidade On Line/Foto Pedro Ladeira Folha Press

Folha de S. Paulo - Painel
Por Daniela Lima

 

Vinte anos antes da briga em torno da CPI da Lava Toga, outra comissão para investigar o Judiciário foi combatida com o argumento de que geraria crise entre os Poderes e instabilidade para a economia. A CPI do Judiciário foi criada por insistência do senador Antônio Carlos Magalhães (1927-2007) e seu impacto foi bem menos desestabilizador do que se temia.

O principal efeito da comissão foi contribuir para a criação do Conselho Nacional de Justiça. Outras recomendações, como dar poderes às CPIs de decretar indisponibilidade de bens e estabelecer quarentena de três anos para que ex-juízes possam advogar, nunca vingaram.

A CPI consumiu parte de sua energia com casos pontuais, como o escândalo do TRT de SP, do ex-juiz Nicolau dos Santos Neto. Mas seu relator, o ex-senador Paulo Souto (DEM-BA), diz que ela foi importante para quebrar um tabu. “O Judiciário era muito hermético. Havia uma noção na época de que seus problemas tinham de ser resolvidos internamente”, afirma Souto, hoje secretário da Fazenda de Salvador (BA).


Faça Login para comentar


Email
Cadastre-se
Esqueci minha senha