Os bastidores do poder e da
política em primeira mão

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15.12.2015 17:36

“Inútil! A gente somos inútil!”

Por Magno Martins, edição de Ítala Alves compartilhamentos

Por José Nêumanne*

Não terá o povo cansado de sair de casa para berrar e não ser ouvido pelos políticos?

Em 17 de junho de 2013, cerca de 2 milhões de brasileiros protestaram nas ruas contra o statu quo. Em 15 de março deste ano, cidadãos em número similar queixaram-se de Dilma, Lula e do PT deles. Em 12 de abril, 660 mil. Em 16 de agosto, 790 mil. Neste domingo, 73 mil exigiram impeachment, cassação, deposição ou renúncia da presidente Dilma Rousseff. O povo está se calando? Ou já se cansou de berrar o óbvio, à toa?

Para entender o esvaziamento progressivo das ruas este ano convém, primeiro, ouvir o que dizia quem saiu de casa e relatar como a elite política dirigente do País lhe respondeu. Em 2013, o Movimento Passe Livre (MPL) convocou protestos contra o aumento de tarifas de transporte urbano e evoluiu para reivindicar a gratuidade. A multidão aproveitou para exigir direitos que a Constituição garante e os três Poderes da República lhe negam: segurança pública, saúde e educação, principalmente.

Quem, em sã consciência, garante que o povo foi atendido? Fingindo só ter percebido o pedido de dispensa de R$ 0,20, governadores, entre eles o paulista Geraldo Alckmin, do PSDB, e prefeitos de grandes cidades, incluído o paulistano Fernando Haddad, do PT, adiaram o aumento, fingindo que assim eliminariam a causa da revolta. Mitigariam a ira popular por R$ 0,20 a cabeça?

Ledo e ivo engano, dir-se-ia na minha adolescência em Campina Grande, quando grande parte dos adolescentes sabia ler. O PT no poder, sob a égide de Dilma Rousseff, fez ouvidos surdos ao clamor e prometeu Constituinte exclusiva para reforma política, com financiamento das milionárias campanhas eleitorais dos políticos pelo suado dinheirinho escasso do cidadão. Mera embromation, diz-se na pré-adolescência de meu neto. E a oposição prometeu dar o que o povo pedia e o governo não atendia. Só que não contou como. Um ano e meio depois, Dilma e o PT venceram Aécio e o PSDB. Se o pleito foi fraudado, como muitos desconfiam, ninguém na rua jamais saberá, pois é impossível recontar votos.

O que qualquer cidadão que protestou contra gregos e baianos no inverno de 2013 e contra o 13 petista nas quatro estações no primeiro ano do segundo desgoverno Dilma viu foi tudo piorar muito nestes 30 meses. Inocentes morrem em tiroteios nos bairros pobres de grandes cidades em maior número do que antes. E a saúde pública, totalmente sucatada, não honra seu patrono, Oswaldo Cruz, que expulsou o Aedes aegypti, transmissor da febre amarela, destes tristes trópicos há cem anos. Mas este voltou para ficar em pleno século 21, transmitindo dengue, zika e chikungunya antes mesmo de o ovo virar inseto, segundo explicação da douta presidenta no ápice de sua sesquipedal ignorância sobre todos e tudo.

O símbolo da educação desbaratada são sem-teto organizados, black blocs alucinados e partidecos de extrema esquerda sem eleitores que, beneficiados pelo aparelhamento generalizado dos Poderes republicanos, invadem escolas públicas no Estado mais rico da Federação. Enquanto o governo tucano brinca de fechar e reabrir escolas ao sabor da queda nos índices de popularidade

Essa explicação não é única. Há outra, além da falta de líderes à altura da crise, do curto prazo da organização e da proximidade das festas de fim de ano: é que todos concordam quanto ao diagnóstico da situação, mas falta consenso sobre o que fazer para lhe dar o xeque-mate. A solução para a crise, ulula o óbvio (apud Nelson Rodrigues), será tirar de Dilma qualquer poder. Todos sabem que ela condescendeu com a metástase do câncer moral que nos assola, erigiu tijolo por tijolo a ruína econômica, como o faz na transposição do Véio Chico, e afagou a fera política com as garras da arrogância e da ignorância que formam sua personalidade. E é incapaz de debelá-las pelas mesmas deficiências próprias que as produziram: como poderá liderar a conciliação se não convive em paz sequer com o seu vice?

A carta de desamor de Michel Temer a Dilma é criticada por explicitar o fisiologismo reinante no presidencialismo de coalizão, que vira de colisão – o caso no momento. Nunca antes na História tantas queixas pessoais exibiram com tanta crueza as mazelas deste sistema que joga o público na privada.

Três processos dentro dos conformes do Estado Democrático de Direito se propõem a remover o obstáculo à pacificação nacional e à entrega da administração a gestores com QI de mais de dois dígitos. Impeachment, ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) investigando uso de propina no financiamento da campanha presidencial e votação no Congresso da violação explícita da Lei de Responsabilidade Fiscal, que a presidente jurou cumprir, não são lana caprina. Mas talvez nem a divulgação pelo Valor Econômico de documento obtido por Leandra Peres, revelando o que os “juristas” vassalos do Planalto não conseguirão provar que ela “jura” que não sabia, tenha o condão de evitar que 5.600 trabalhadores percam o emprego no Brasil diariamente sob o jugo de uma chefe de governo que tem provado diuturna, noturna e madrugadurnamente não saber de nada em geral.

A Nação suporta o Legislativo contaminado por presidentes da Câmara e do Senado investigados por corrupção milionária. E a oposição muda ao capricho do vento, só que na direção contrária, não sendo alternativa de poder e só gemendo no muro das lamentações.

Tardando a enquadrar os maganões, a Procuradoria-Geral da República (PGR) e o Supremo Tribunal Federal (STF) negam à cidadania o tratamento igual dado pelo juiz Sergio Moro, pela PF e pelo MPF na Lava Jato, que processam ricos e pobres sem distinção. Ao distinguir quem tem mandato de quem não tem, PGR e STF tornam letra morta a igualdade de todos perante a lei. Nesta democracia capenga, em que uns são mais iguais que outros e não se ouve o cidadão, é o caso de trocar o Hino Nacional pela canção do Ultraje a Rigor: “Inútil! A gente somos inútil!”.

*Jornalista, poeta e escritor

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Ministro do STF é tachado de mentiroso em evento no Reino Unido

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou, hoje, que o Brasil se tornou um “país de ofensas” após ser interrompido em um evento no Reino Unido, quando defendia o processo eleitoral brasileiro. As informações são da CNN Brasil.

Barroso dizia que, quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entre 2020 e 2022, precisou “oferecer resistência aos ataques contra a democracia e impedir esse abominável retrocesso que seria a volta do voto impresso com contagem pública manual, que sempre foi o caminho da fraude no Brasil”.

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Estratégia de reeleição de Bolsonaro se impõe e estados já sabem que vão perder receitas de ICMS até no STF

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A sabedoria popular ensina que contra fatos não há argumentos. E a política é a arte de transformar fatos em narrativas. Vale para o Governo como para quem está na oposição. As informações são do colunista Fernando Castilho, do Jornal do Commercio.

Os estados sabem agora que a decisão de confrontar o governo na questão do ICMS - quando ainda poderiam articular uma negociação assim que os preços do barril do petróleo explodiram e começaram a turbinar as receitas dos estados - foi um equívoco, embora sempre seja muito difícil fechar acordos com Jair Bolsonaro.

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Rodrigo garante coordenar e estar à frente da campanha de Raquel em Caruaru

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Ele tem 40 anos e menos de três meses como gestor de uma das maiores cidades do interior pernambucano. Formado em administração/marketing, o prefeito de Caruaru, Rodrigo Pinheiro (PSDB), vem mostrando garras de leonino. Nos festejos juninos, recebeu em seu camarote, no Pátio de Eventos, todos os pré-candidatos ao Governo de Pernambuco. Os adversários elogiaram a acolhida e observaram a inquietação do jovem. As informações são da Folha de Pernambuco.

A aliada e ex-prefeita, também pré-candidata ao Governo, Raquel Lyra, chegou a se irritar e achar estar perdendo espaço. Nos bastidores, todos desconfiam que, solteiro e sem filhos, o prefeito esteja aproveitando para consolidar seu projeto político e construir sem amarras um caminho para reeleição, em 2024. Com o mesmo prazer de praticar exercícios, comer massas e reunir amigos (alguns que guarda da infância), garante coordenar e estar à frente da campanha de Raquel. Tem gente pagando para ver.

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Casal de idosos é morto a facadas num prédio de luxo no Rio

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Um casal de idosos foi morto a facadas na madrugada de hoje em um condomínio no Jardim Botânico, Zona Sul do Rio. De acordo com as primeiras informações da Divisão de Homicídios, que investiga o caso, suspeito do crime, que é oficial da Marinha, seria namorado do filho do casal e teria atacado as vítimas supostamente motivado por ciúmes. As informações são do G1/RJ.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o pedido de socorro foi feito pouco depois da meia noite e atendido pelo Quartel do Humaitá. Ao chegarem no local, um apartamento na Rua Pio Corrêa, os bombeiros encontraram os idosos já mortos e um homem inconsciente, apontado pela polícia como suspeito do crime.

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O escândalo da gravação que joga responsabilidade para cima de Jair Bolsonaro, no caso do ex-ministro Milton Ribeiro (Educação), não foi celebrado com salva de fogos pela oposição. Não na devida dimensão do episódio. Hoje, com as redes sociais, é fácil medir o alcance de um fato e sua repercussão. As informações são do Blog do Noblat.

Em outros tempos, o PT, por exemplo, já estava na rua com a campanha “Fora, Bolsonaro” mais ruidosa do que nunca. Por muito menos, o partido fez isso com Fernando Henrique Cardoso (FHC). Os tucanos não esquecem jamais do “Fora, FHC”.

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A Polícia Federal tem três jatos da Embraer, mas alegou que não tinha recursos para transportar o ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na quarta-feira passada, data de sua prisão. Apesar de haver uma ordem judicial para que Ribeiro fosse transferido de Santos (SP), onde reside, até Brasília, a PF manteve o ex-ministro em São Paulo. As informações são do Estadão.

O descumprimento da ordem judicial foi citado pelo delegado Bruno Calandrini, que preside o inquérito sobre a existência de um gabinete paralelo no Ministério da Educação operado por Ribeiro e dois pastores, como indicação de interferência na investigação.

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A pré-candidata a deputada federal Maria Arraes tem cumprido extensa agenda política por diversas cidade de Pernambuco. Hoje, um dia após participar do São João de Araripina, concedeu entrevista na Rádio Arari FM e visitou a feira do município.

"É com felicidade que a gente está retornando a Araripina. O São João que estamos vendo, depois de uma pandemia, é importante para a retomada da economia dos municípios e do estado. Também estamos sentindo o crescimento do entusiasmo da população que quer mudar os rumos do país e de Pernambuco. Isso significa que estamos no caminho certo", afirma Maria.

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