Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

30/11


2020

A terceira onda

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Incrível! Idos da década 1980, o escritor norte-americano Alvin Toffler preconizou a “terceira onda”, sucessivas ondas. Está documentado em seu livro “A terceira onda”. Assim feito o movimento dos mares e das marés, ondas sucessivas irão alcançar todas as latitudes e longitudes do planeta. Estamos atualmente na crista da terceira onda. Sentimos na pele, nos ossos, no cérebro.

?Um visionário, Toffler tinha antenas parabólicas no cérebro.

Vivenciamos uma revolução na dimensão exata da palavra. A saber: as ondas de Alvin Toffler referem-se a revoluções civilizatórias e econômicas, de conhecimento, de processos evolutivos na sociedade. Isto, nada a ver com as propaladas ondas do vírus comunista chinês nos tempos tresloucados de agora. Aliás, nem de vírus eu gosto, muito menos  comunista.    

A primeira onda de Toffler refere-se à revolução agrícola nos tempos primevos, quando o Homo Sapiens migrou das cavernas para o convívio social. A segunda onda é representada pelos Tempos Modernos, como diria o gênio Chaplin, da revolução industrial. Navegamos agora na terceira onda, nas nuvens digitais de silício.  

A quarta onda está ligada na sustentabilidade econômica e no meio ambiente. É o sonho do planeta clean, da limpeza.         

O micróbio cuja imagem é uma coroa de espinhos vai completar aniversário de um ano em circulação no planeta. O maior estrago já foi feito. Se houver novas ondas marítimas, fluviais ou terrestres, a solução é adotar medidas cautelares para conviver com o bicho. Irracional seria parar todas as atividades, porque a vida segue e não podemos desembarcar deste planeta azul.

MEU LIVRO – Transcrevo a seguir resumo de capítulo do meu atual livro que está na agulha para ser lançado – A PRIMEIRA VACINA: A descoberta da primeira vacina vem dos idos de 1796, pelas mãos e o cérebro do médico e cientista Edward Jenner, no lugarejo Berkeley, Inglaterra.

Dedicado  a pesquisas sobre doenças, em especial a varíola, lá estava o inglês Edward Jenner estudando os casos de pessoas que se contaminavam com uma doença chamada cowpox, zoonose bovina variante da varíola humana, ao ordenharem vacas. Apareciam pústulas na pele das pessoas contaminadas.  

O médico extraiu o pus de lesões das pessoas contaminadas com o vírus cowpox e o aplicou em doentes da varíola humana. O doutor Jenner fez e repetiu a experiências em várias pessoas. Os doentes de varíola ficaram curados. Estava criada a prodigiosa e pioneira vacina.

A Royal Society, Academia de Ciências do Reino Unido, recebeu  inicialmente com reservas a experiência do doutor Jenner. Em seguida a vacina foi adotada gradualmente por mais médicos e entidades, na Inglaterra e outros países da Europa, e veio o reconhecimento oficial definitivo da imunização.

Tempos do Império, 1808, a vacina chegou ao Brazil trazida pelo  general e diplomata com atuação internacional, Felisberto Caldeira Brant, o Marques de Barbacena, uma das figuras mais notáveis do Primeiro Império. Assim começava uma longa e heroica jornada planetária.

*Jornalista


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O Jornal do Poder

25/01


2021

Barrabás era ladrão de oxigênio

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – As pessoas começaram a morrer por falta de balões de oxigênio no Estado do Amazonas quando ladrões do serviço público e empresários ladrões começaram a superfaturar o preço de respiradores artificiais. Os ladrões roubam oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, gás carbônico, gazes, esparadrapos, band-aids, seringas, roubam a atmosfera, o solo e até o subsolo de nosso planeta.

O roubo se converte em mortes. Os bandidos que roubaram balões de oxigênio hoje desfilam sobranceiros e respiram o oxigênio da natureza com ajuda dos aparelhos garantistas da impunidade. Roubar oxigênio somente pode ser considerado crime na undécima instância.

Barrabás era ladrão de oxigênio, roubava cilindros de ar comprimido nos Estados amazônicos da Galiléia e da Judéia. “Quem é inocente, Cristo ou Barrabás?” Perguntou o juiz Pôncio Pilatos? A galera gritou: “Barrabás, Barrabás! Solta Barrabás!” Havia também inscrições “Barrabás livre!” em camisetas, bonés e bandeiras, nas ruas e nas praças. “Lavo minhas mãos com creolina e álcool gel”, disse o doutor Pôncio Pilatos na hora de conceder habeas-corpus ao desgraçado.

Ovacionado pela mundiça,  Barrabás se autoproclamou como a alma mais honesta da Galiléia. Águas passadas movem moinhos. São os moinhos da corrupção. Barrabás vive!

A universidade federal da Galiléia era infestada de ativistas, doutores e analfabetos, pró-Barrabás livre.  E também a Rede Galinácea da Galiléia, onde era exibido o programa de surubas Big Brother Barrabás – BBB. Ao participar do programa, em sendo sexualmente correto, Barrabás transou com todos os gêneros, monofásicos, binários e polifásicos da casa, venceu o paredão e conquistou o premio de 1 milhão de denários. Virou celebridade no reino de Pindorama.

Quem não conhece Lolita não conhece esta cidade lendária Recife. Quem não conhece Barrabás não conhece o reino verde-amarelo de Pindorama.

Agora Barrabás está recorrendo à corte da  Galiléia para ser revogado o 7º Mandamento da Lei de Moisés, sob o argumento marxista-leninista de que toda propriedade privada é um roubo e, dialeticamente, roubar oxigênio constitui um direito legítimo das classes oprimidas. Se os conservadores derem bobeira, o lobby de Barrabás irá revogar o 7º Mandamento da Lei de Moisés. Aliás, na prática, praticamente, já está quase revogado.

Lolita vive, Elvis vive, Barrabás vive no reino de Pindorama.

Dedico esta crônica ao meu amigo o procurador federal Ricardo Queiroz, um dos pesquisadores mais argutos das Repúblicas da Jaqueira e de Pindorama.


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Abreu no Zap

18/01


2021

Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos inocentes havia um ditado: “Nunca se mentiu tanto como antes dos casamentos, durante as guerras e depois das pescarias”. Bobagem. Nos tempos pecaminosos de agora convém fazer um upgrade do arsenal de mentiras. As mentiras dos pescadores são inocentes e até divertidas. 

As mentiras dos namorados e apaixonados são românticas e verdadeiras e fazem bem ao coração. Tipo assim: Você é minha musa! Oh musa bela, você é uma abelha-rainha, meu coração por ti gela! Você me encanta! Somente os apaixonados sabem os seus segredos. As musas mexem com nossas emoções e acalentam nossos corações. Ah, saudades!   

Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto como nestes tempos de pandemia. As mentiras da guerra, sim, são a perdição da humanidade. Continua-se mentindo no Facebook, no Instagram, no Twitter, nas redes sociais e nas redes antissociais. A mentira tem pernas longas e cabeludas. 

Roubo mata sem misericórdia. Em novembro do ano passado  uma secretária bandida da saúde foi preso em Manaus durante Operação Sangria da Polícia Federal. O governador do Estado foi alvo de busca e teve bens bloqueados pela Justiça. Hoje, entre outros fatores, a saúde do Estado do Amazonas está em colapso por falta de cilindros de oxigênio para alimentar os respiradores. A secretária bandida já está solta e respira o oxigênio da natureza com ajuda das leis garantistas da impunidade. Na China seria fuzilado e a família pagaria o preço da bola. Responsabilizar hoje o Governo federal pelo caos é desonestidade intelectual.        

O pobrezinho Donald Trump reclamou que houve fraudes nas eleições dos Estados Unidos. Acusado de incitar a invasão do Capitólio, sede do Poder Legislativo americano, o galegão foi vetado,  “per omnia saecula saeculorum”, até a consumação dos séculos,  na rede social Twitter, onde seu passarinho não canta mais. O ditador Nicolas Maduro da Venezuela, é vermelho de guerra, tá liberado sem censura.   

O sumo pontífice do Facebook e do Instagram, Mark Zuckerberg, ameaçou capar o galegão. A mundiça vermelha delirou, delirou. 

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu reforçar o arsenal nuclear do seu país “com o fim pacífico de destruir” o império capitalista do “Grande Satã”, a América do Norte. Ok. Mesmo assim permanece incólume nas redes sociais. Violentos, izem,  são os vikings com chifres que invadiram o Capitólio e depois foram presos. 

Comandadas por aiatolás globalistas, as redes antissociais se convertem em novos tribunais de Nuremberg para castigar os transgressores da NOM - a Nova Ordem Mundial, urucum vermelho de guerra. 


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11/01


2021

O fraco Rei faz fraca a forte gente

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Meu amigo de infância o poeta Luís Vaz de Camões costumava dizer, em altos papos com nossa patota nas montanhas da Jaqueira: Bicho, “Um fraco rei faz fraca a forte gente!” Referia-se aos potentados da República, gregos, veganos, troianos, arianos, pernambucanos,  paraibanos, marcianos, a corriola em geral.

Que Rei sôis tu, Bolsonaro, a se negar a tomar a bendita vacina?! A mal dizer que nosso Brazil está quebrado e não pode fazer nada para consertar o estrago! Se não pode fazer nada, pega o beco, bicho, e se for por falta de adeus, hasta la vista! Tu ausência no Palácio do Planalto irá preencher uma grande lacuna. Tu já cumpriu a missão de expulsar do poder a mundiça vermelha corrupta. O vice-presidente General Mourão tá na linha e tá pronto para botar moral. 

Eu mesmo votei em tu, capitão, e votaria de novo nas mesmas circunstâncias, para expulsar do poder aa seita vermelha corrupta e seus aliados. Corrupção é fator propulsor da exclusão social. Votaria mil vezes novamente pelo fim da política externa de alinhamento e favorecimento às ditaduras corruptas e terroristas de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Coreia do Norte. E também pelo fim das patifarias e favorecimentos aos caboclos mamadores do BNDES. Zeus me livre de ter saudade de uma seita criptocomunista que financiava os vandalismos e depredações dos terroristas do MST.

Sou vacinado contra tétano, vacina de gripe dos véios e hepatite. Quando chegar a vacina na testa contra o mosquito comunista chinês, é comigo mesmo. Daqui pra frente são outros quinhentos. Eu tenho autogestão ideológica e não me submeto às patrulhas ideológicas da mundiça da seita vermelha, nem à mundiça da nova seita que incensa o falso “mito” do capitão. A palavra “mito”, saiba vocês, analfas, refere-se a uma categoria filosófica de elevada dimensão humana e existencial.   

Existe um lema em latim: “Non ducor duco”. – “Não sou conduzido, eu conduzo”. Isto se aplica aos grandes líderes, aos estadistas das nações, e passa longe dos falsos mitos e governantes de meias tigelas. O fraco rei capitão se deixou dominar pelos juízes supremacistas, avessos à operação LavaJato, e aos  manipuladores de poderes do Congresso Nacional. Eles mandam e o capitão tira onda de vítima. O voto do juiz supremacista nomeado pelo capitão começou a desmontar a conquista da lei da Ficha Limpa.

Esculachar a mídia é fácil e até dá Ibope, confrontar os supremacistas poderosos ou até aliar-se a eles, este é o Xis da problemática.


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04/01


2021

Adeus, 2020! Você feriu nossos corações

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Anno Domini Ano do Senhor 2020 durou uma eternidade, quase que não acaba mais.  Sobrevivemos. Milagre! Corona vem de coroa. Cristo foi crucificado com uma coroa de espinho. Vírus são coroas de espinhos. A coroa de espinhos que martirizou Cristo se transformou em flagelo da humanidade.   O coronavírus é comunista amarelo da gema do ovo do morcego chinês.

Neste ano 2021 a ausência de Geraudo Covid na Prefeitura preenche um grande vazio. Ele deixou um importante legado: o mega pacote sem licitação do Covidão, a indústria de multas da CTTU, aumentos extorsivos do IPTU e proibição de estacionamentos nos parques da cidade. De agora em diante Geraudo é capaz de pisar no pescoço até da mãe de pantanha para dobrar a meta e ser candidato a governador pelo PSB em 2022.

O bicho veio da província portuária de Wuhan, na China Continental. Mal comparando, o mercado de animais e frutos do mar de Wuhan é tipo um mercado de São José ou uma feira de Caruaru do Império Chinês, onde se vende de um tudo, pangolins, besouros, polvos, aranhas, tubarões, aranhas, caranguejeiras, cobras e lagartixas.

O mercado de Wuhan seria uma feira de mangaios orientais do mestre Sivuca de Itabaiana, com sortimento de fumo de rolo, arreios de cangalha, alecrim, canela, cabresto de cavalo e rabichola, onde os mangaieros chineses tomam uma bicada de vinho amarelo e degustam um tira-gosto de cobra cascavel ao molho de morcego. Todos os pecados gastronômicos e pantagruélicos são cometidos na feira de  Peixinhos dos chineses.

Um homem é um homem, um morcego é um morcego, homem com homem dá lobisomem, mulher com mulher dá jacaré, diz o ditado. Homem com morcego chinês dá zebra. A nova versão do vírus mutante da coroa veio deste ambiente de promiscuidade. Os amarelos exportam bugigangas e também micróbios. Havia a Rota da Seda nos idos  de antanho, por onde transitou a tenebrosa bactéria Yersinia pestis, causadora da Peste Negra na Era Medieval.  Também germinou o casulo do Bicho da Seda, que opera os teares mais maravilhosos do universo.

Estações primevas da vida planetária, os micróbios disseram para Adão e Eva: “Nós chegamos primeiro neste vale de lágrimas e de pecados. Este planeta é pequeno demais para nós dois”. Aí começou a guerra microbiológica e bacteriológica.

Homem virtuoso amado por Deus e pelo seu povo, Noé recebeu um aviso dos céus de que haveria um dilúvio. A maldade se disseminou no espelho da terra e tornaram-se maus os desígnios dos corações humanos. Arrependido de ter criado o homem, isto lhe pesou no coração, Deus decretou a morte de todos os viventes que possuíam sopro de vida em suas narinas. Os corações humanos estavam corrompidos desde a geração de Caim e Abel.

Depois do dilúvio, de modo a lembrar a eterna aliança com Noé e todos os seres viventes, Deus desenhou um arco-íris de sete cores no céu e a paz voltou a reinar na superfície da terra. O arco-íris é o símbolo da fraternidade universal, pertence a todos e não pertence a ninguém, nem a nenhum grupamento humano. O coronavírus foi o novo símbolo do dilúvio.

O arco-íris será a redenção da vacina. Adeus, ano 2020, eu não gostei de você! Você feriu nossos corações.

*Jornalista


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Banco de Alimentos

28/12


2020

A impunidade é sangria desatada

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Crime hediondo, covarde e repugnante, o assassinato da juíza carioca Viviana Vieira provocou  indignação na consciência nacional e feriu os brios de potentados dos poderes sacrossantos da República. Ressoa a sentença: não ficará impune!  Convém conferir o script com base em dados da realidade já vivida, mais que discursos e promessas. A prática é o critério da verdade, ensina a dialética.  

Primeiro ponto: o assassino será chamado a partir de agora de “suspeito”. Com a faca em punho e sangue nas mãos, o assassino, aliás, o suspeito aplicou 16 facadas no corpo da vítima na frente de três filhas dela em desespero. Preso em flagrante, ficará recolhido em ala reservada de segurança em presídio, por ser portador de diploma superior, com direito a regalias. Vai contar com atendimento jurídico e psiquiátrico. É a lei, dizem os garantistas, a lei imoral, deveriam acrescentar.

Dá licença um aparte: em 1992 a atriz Daniela Perez, filha da diretora Gloria Perez, foi morta com 18 golpes de tesouradas aplicadas por um casal de atores bandidos que trabalharam em novela com ela. Depois de muitas manobras e patifarias jurídicas, o casal de bandidos foi condenado a sete anos de cadeia e cumpriu o final da pena em liberdade. Ainda na cadeia o bandido se converteu em pastor de seita de satanás. Excrescência humana, continua hoje a respirar impunemente o ar da natureza.

O maldito assassino da juíza, desculpa, o maldito suspeito vai dar um mergulho até que a opinião pública se envolva com novas tragédias. Se tiver grana para mexer com os pauzinhos poderá adiar o julgamento por tempo indeterminado. Enfim, digamos, poderá ser condenado a 20 anos ou 25 anos de cadeia e terá direito a recorrer em liberdade. A progressão (regressão) irá reduzir a pena a 1/6. Daqui a 4 ou 5 anos o bandido estará solto para propagar o exemplo da impunidade.  

Um ministro supremacista questiona o que poderia ter sido feito para prevenir tais feminicídios. Estes caras sabem de tudo e tiram onda de inocentes. Simples responder: reformular o arsenal de leis feitas de caso pensado para favorecer criminosos. Aliás, simples e complicado, porque a mega indústria da impunidade é poderosa e intocável. Corrupção, suborno e impunidade fazem parte das veneráveis tradições verde-amarelas.

Exemplo “máster” de impunidade: uma deputada com nome de flor mandou matar o marido em junho-2019, tudo foi provado e ela continua reinando com galhardia, sob o manto da imunidade parlamentar. Serve de mau exemplo para todos os assassinos, inclusive assassino de juíza. Imunidade parlamentar vai além do Parlamento. Se vossa excelência é impune, a galera sente-se no direito de também ser impune.  

Progressão de pena, prisão somente na undécima instância, saidinhas, regalias para réus primários – rolam as pedras da indústria da impunidade e sucedem-se os homicídios, feminicídios, infanticídios, os cídios de todas as derivadas.

Impunidade é sangria desatada, não tem remédio.

*Jornalista


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

Excelente texto. E qual interesse teriam nossas excelências para mudar qualquer coisa nessas leis que só favorecem criminosos? A assassina com nome de flor, pastora das fábricas de dinheiro que ilude otários, continua recebendo toda aquela dinheirama que o mandato lhe dá, às custas do seu, do meu, dos nossos impostos. Esse país tem mais jeito não.....



21/12


2020

Quando a terra era plana

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Por fala em pandemia, aconteceu a devastadora Peste Negra, nos tempos remotos do século 14 e que se propagou durante mais de 200 anos, quando a tenebrosa bactéria Yersinia pestis dizimou um terço da população da Eur-Ásia, em torno de 350 milhões de almas, o equivalente hoje a 1 bilhão de viventes.

Apresento a seguir resumo de capítulo do meu livro, a ser   lançado em janeiro, nas prateleiras e nas nuvens de silício, sobre o momentoso tema da microsfera e assuntos correlatos. Seguinte:

“Anno Domini – Ano do Senhor, idos de 1347 a 1353, Era Medieval, a tenebrosa bactéria Yersinia pestis dissemina a Peste Negra e dizima um terço da população da Eur-Ásia, números estimados entre 75 a 200 milhões de almas.

Naquele tempo a terra era plana. O mundo começava e acabava na Eur-Ásia, com raízes na África. Se alguém ousasse navegar além da linha do horizonte, se perderia para sempre no abismo dos oceanos, diziam os crédulos. O círculo também era quadrado.

De minha parte eu sempre fui terraplanista. Somente deixei de sê-lo quando meu amigo de infância Galileo Galilei revelou que a terra é redonda e gira solta no espaço, inclusive domingos, feriado dias santos e nos anos bissextos.

Desvelado o véu de noiva do Novo Mundo, as Américas, os navios navegaram na linha do horizonte dos mares e a terra deixou de ser plana. O Oceano Atlântico foi criado pelos navegadores portugueses e espanhóis.

As doenças provinham de miasmas emanados das entranhas da terra. O mundo era povoado por bruxas, feitiçarias, deuses inclementes e flores do mal. Os pecados da carne, do sexo, rendiam maldição eterna.    

A Santa Inquisição da Igreja Católica queimava os hereges na fogueira. Dois séculos depois os inquisidores diziam na França que não queriam matar a camponesa pecadora Joana dos Arcos, queriam apenas fazer dela uma tocha humana para afugentar os demônios que atormentavam seu coração.    

As condições e higiênicas nas cidades e no campo eram horrorosas. Havia latrinas e esgotos a céu aberto e animais em decomposição. Citadinos e campesinos navegavam na sujeira e na promiscuidade.

Os registros históricos revelam que a doença atingiu o pico em 1353 e os surtos ocorreram de forma intermitente até o inicio do século 19, nos anos 1820 a 1830. Ao longo dos séculos, os sobreviventes adquiriram imunidade contra a bactéria. Sem remédios eficazes e sem vacinas, esta é a forma mais cruel de vencer uma doença.

O continente demorou dois séculos para se recuperar da peste. Mudou a história do mundo em termos demográficos, econômicos, sociais e religiosos. Foi a maior tragédia sanitária do planeta.

PREFÁCIO – O meu livro está sendo enriquecido com prefácio primoroso do professor e intelectual refinado Nestor Accioly. Diz o mestre Nestor: “Adalbertovsky luta, também, com palavras. Sua ironia peculiar perpassa análises objetivas e subjetivas. Transforma determinados conhecimentos menos palatáveis em guloseimas apetitosas. (....) Este livro deve ser lido. Ninguém sairá incólume após a sua leitura. (....) Autores e movimentos literários, criadores, inventores, descobridores, curiosidades, polêmicas, brincadeiras, ironias, religião, humor e mais fazem parte de um universo mágico em que Jose Adalbertovsky Ribeiro deita a Ciência. 


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Jornao O Poder

14/12


2020

João Campos, cuidado com os goelas da Tamarineira!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Carta aberta ao prefeito João Campos:

- Oi, bicho!

O Parque da Jaqueira está para o prefeito Joaquim Francisco, assim como o Parque Dona Lindu está para o prefeito João do Bigode e o futuro Parque da Tamarineira poderá estar para o prefeito eleito João Campos. Ocupando uma área de 7 hectares no bairro das Graças-Aflitos, o Parque da Jaqueira foi construído e inaugurado elo prefeito Joaquim Francisco 1985. Joaquim contou com bons conselhos do sociólogo Gilberto Freyre ao idealizar o parque. O terreno era de propriedade do INSS e foi cedido à Prefeitura do Recife, em definitivo, ano 2001.

Goelas da especulação imobiliária, infiltrados na Previdência Social, haviam arquitetado na época mil manobras para desvirtuar o projeto e destinar a área à construção de espigões. O Parque da Jaqueira constitui atualmente uma riqueza ecológica da cidade.

 No seu modo de ser Covid, o prefeito Geraudo Julho proibiu o estacionamento interno no Parque da Jaqueira nos sábados e domingos e durante a semana depois das 10 horas, sob a alegação de que nesses períodos o vírus se infiltra no motor dos automóveis.   

Inaugurado em 2008, o Parque Dona Lindu veio dos tempos de João do Bigode. Ao invés de palmeiras e coqueiros da beira-mar, plantaram postes, blocos de cimento e um tanque redondo de concreto. Árvores, zero. Por ser um comunista ortodoxo, animal politicamente “correto”, no ditado da esquerda, o nome do arquiteto Oscar Niemeyer foi usado para legitimar o parque. Aprendizes do escritório de arquitetura desenharam uns tanques redondos de concreto armado e deram o nome da grife Niemeyer ao projeto. O traçado é horroroso, mas é proibido criticar o monstrengo porque Niemeyer é comunista.    

O Parque Dona Lindu resultou numa estupidez urbanística, um estrupício. Não existe sequer um pé de grama, nem ninho de passarinhos, nem sombra de árvores. Torraram 37 milhões de impostos da população. Para que? Somente é frequentado por uns rapeizes envenenados para transar skates e fazer manobras radicais nas pistas de cimento, tá ligado!    

Atualmente existe proposta para construção de parque na área tombada do antigo hospital psiquiátrico da Tamarineira. O projeto apresentado pela Prefeitura é opaco e deixa margem para interrogações. Os goelas da especulação imobiliária estão de olho e não brincam em serviço. Eles falam em “adequações” e “aperfeiçoamentos”. Vão apresentar gráficos e desenhos arquitetônicos bonitos. Aí é onde mora perigo.

Um parque se faz com árvores, frutos, flores, jardins, ninhos, e pistas de caminhada, nada de lojas e residenciais. Johnny, dê um murro na mesa, à moda de Eduardo Campos, e bote esses caras da especulação para correr do seu gabinete. No futuro você será lembrado como o cara que construiu o Parque no antigo hospício da Tamarineira. Estamos doidos para que você bote moral e construa um parque ecológico de verdade.

*Jornalista


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07/12


2020

O Capibaribe é um rio socialista moreno

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – As ondas vermelhas e infravermelhas e os ventos amarelos sopraram nos altos coqueiros desta Capitania Hereditária da Nova Lusitânia. E o vento levou as nuvens conservadoras da direita. Mendonça Filho navegava tranquilo na praia rumo ao segundo turno. Subitamente, não mais que subitamente, as águas conservadoras se apartaram e Mendoncinha dançou.

O Rio Capibaribe hoje é um rio amarelo do PSB, assim feito o rio Yangtse no Império Continental da China. Mas, o Capibaribe não é um rio comunista, é um rio socialista moreno claro à moda tropical. O Danúbio Azul, rio da direita, só existe em Viena, na Áustria, onde os peixinhos dançam a valsa de Strauss. Os peixinhos morenos de Pernambuco dançam frevo e maracatu, xaxado e baião.

Os peixinhos sertanejos do São Francisco, nas querências do senador Fernando Bezerra Coelho, transportam a bandeira azul e branca do prefeito reeleito Miguel Coelho. É o rio que corre nas veias do senador Fernando Bezerra Coelho e seus discípulos. Bandeira branca! 

Sob a luz da real política, é inverossímil a lenda circulante e maledicente de que a mãe do prefeito eleito João Campos, Renata Campos, exerce superpoderes no PSB, por ter sido a costela do fenômeno político Eduardo Campos. Seja dito que ela é uma profissional do serviço público, mãe de cinco filhos e sem histórico político-partidário. Quem manda no PSB é um tal de Geraudo Covid Julho, ele e suas ambições de poder.   

Jovem brilhante e bem formado, Joaozinho tem um futuro promissor no PSB, noves fora a herança do Covidão de Geraudo et caterva. Brilha uma nova estrela, João Campos faz parte da nova esquerda. Nesses luzeiros também brilha o prefeito reeleito de Petrolina, Miguel Coelho. A próxima sucessão estadual passa necessariamente pelas águas do Rio São Francisco em Petrolina antes de ancorar nas ribeiras do Capibaribe no litoral.

A deputada Priscila Krause, altiva e combativa, energiza a sua geração. Tem energia potencial capaz de acionar a energia cinética do bom conservadorismo em Pernambuco. O conservadorismo retrógrado é movido pelas forças da inércia.    

O ainda prefeito Geraudo Julho faz parte de uma geração intermediária da safra de postes lançada por Eduardo Campos, ao lado do governador Paulo Câmara.

Prefeita reeleita de Caruaru, Raquel Lyra, vem da boa estirpe de João Lyra pai, João Lyra avô e Fernando Lyra tio. No litoral, no Agreste e no Serão de Pernambuco, estas novas ondas, novas águas e novas luzes anunciam o advento e ascensão de uma geração política promissora em Pernambuco.


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

muito bem seu texto hoje...boa análise conjuntural.....



23/11


2020

As proezas do sanfoneiro GêMêNê

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Chafurdações, pauleiras, trairagens?! Zero novidades. Faz parte do show. Nesta terra dos altos coqueiros, em Nova York, no Vaticano, alhures e algures, o pau sempre canta. Eleição sem baixaria não é eleição. Eu vou contar pra vocês o caso das proezas do sanfoneiro GêMêNê e outros babados no desfecho do primeiro turno.

O candidato Mendonça perdeu para si mesmo. Para começar, a chapa deveria ter sido invertida, Priscila/Mendonça, ao invés de Mendonça/Priscila. Lá vinha ele trotando, ancho da vida, rumo ao segundo turno. Subitamente, não mais que subitamente, o sanfoneiro GêMêNê aflorou no recinto. O cara se autoproclama imexível no Turismo por ser apadrinhado do capitão e resolveu influir na sucessão recifense.

O sanfoneiro GêMêNê convocou o capitão e ordenou: você tem que apoiar a xerife porque Mendonça é um patinho feio. Cumpra-se! O capitão respondeu: Taokay! Manda quem pode. Recifilíticos, vocês são feios, eu sou bonita, proclamou a xerife fazendo coro com o sanfoneiro. E assim o patinho Mendocinha dançou no baile do sanfoneiro GêMêNê.  Conduzidos ao segundo turno, os candidatos da esquerda adoraram as proezas desastrosas do sanfoneiro GêMêNê.

Depois eu soube, aqui pra nós, que o capitão ficou invocado com o sanfoneiro e deu uns cascudos nele, disse que ele só entende de brucelose. O major Feitosa, que havia feito declarações políticas de amor ao capitão, também ficou invocado. Magoou. Para se vingar do sanfoneiro, tirou os véus de noiva da xerife que se apresentava como baluarte na batalha contra a corrupção.

O sonho de consumo do sanfoneiro é ser candidato a deputado federal, ao modo do tio GMF, competente e articulado parlamentar nos anos 1980 e 1990. Convivi com ele e posso testemunhar.    

Nesta terra capital das operações do Covidão, Mendonça comportou-se com luvas de pelica e enxugou o suor na testa dos adversários, carinhosamente. Rapaz bem comportado, Mendonça assume a derrota no primeiro turno e hoje não reclama, certamente para não dar margem a interpretações controvertidas.

Por favor, não contem nada disso que eu falei para o sanfoneiro GêMêNê, nem para o major Feitosa. Eles vão pegar ar e ficar invocados comigo. Boca de siri! A delegada vai me chamar de “recifilítico” feio e querer me prender. Tô fora! Hasta la vista, galera!   

MEU LIVRO – Alguns tópicos do meu atual livro em preparação para lançamento: VIRUS É VENENO -- Vírus na raiz do vernáculo em latim é veneno – Lyssa ou Lytta. Vírus são estruturas bioquímicas diferenciadas. Não são seres vivos, nem são seres mortos, apenas existem. Não são seres vivos porque, em sendo parasitas intracelulares, dependem do hospedeiro que lhes fornece a energia para sobreviver e se multiplicar. Independente de serem vivos ou apenas estruturas bioquímicas, fazem grandes revoluções no mundo dos vivos e no mundo dos mortos.


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16/11


2020

Corsários cibernéticos atacam o blogueiro Mogno

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos de antanho, quando a terra era plana, o desconhecido Oceano Atlântico era chamado de “mar tenebroso”.  O mundo começava e acabava na Eur-Ásia e havia apenas um pedaço na África. Quem se atravesse a navegar além da linha do horizonte cairia no abismo e seria devorado pelos monstros marinhos.

Séculos depois os navegadores portugueses e espanhóis descobriram os Oceanos Atlântico e Pacífico e a terra se tornou redonda, graças a Neptuno, deus dos mares.

Cangaceiros marítimos, piratas e corsários singravam os mares, saqueavam navios e tripulantes. Disseminavam o terror, enquanto acumulavam riquezas e tesouros. Piratas eram bandoleiros da iniciativa privada. Corsários atuavam a mando de reis, tronos e potentados. Estes atacavam navios de nações inimigas e dividiam o produto dos saques com os soberanos.

O Barba de Fogo, com suas naus de bandoleiros, foi um dos mais temíveis corsários do Mar Vermelho. Ainda hoje piratas e corsários infestam os mares vermelhos da política.  

Oh, tenebrosos Oceanos Atlânticos e não-Pacíficos dos corsários e piratas cibernéticos! Nesta era digital, os bandoleiros da Internet assaltam, roubam e censuram blogs, sites, plataformas, informações, disseminam o terrorismo ideológico. São terroristas ideológicos.

Aconteceu nas antevésperas da eleição um caso de terrorismo digital. Lá estava o blogueiro Mogno Magno Martins e suas caravelas a velejar nas plataformas marítimas, terrestre e nas nuvens da blogosfera, quando foi atacado por corsários cibernéticos em fúria. Os bandoleiros agem a mando de potentados sem pudores.

Que onda é essa? O rei está nu, dizia o intrépido blogueiro ao ser atacado pela mundiça dos piratas e corsários. Se os reis, os príncipes, as princesas e os xeleleus estão nus, toda nudez escandalosa imoral deve ser castigada, proclamou.

A quem interessa detonar blogs, sites ou portais? Robôs e corsários conspiram desde sempre contra as navegações democrática e por obvio trabalham em favor de interesses escusos. 

A HUMANIDADE É BLUE – Alguns tópicos do meu atual livro no capítulo sobre o Criacionismo: Deus é químico. Deus é atômico. Deus é nuclear. Deus é um elétron. É um próton. Deus é um bóson. Deus é molecular. Deus é celular. Deus é físico. No princípio era o átomo. Os átomos incandesceram e geraram um campo magnético. Os átomos formaram moléculas. A vida planetária é filha das algas azuis. O oxigênio é azul. O planeta é azul. A humanidade é blue. Deus é uma estrela azul. Com licença do meu colega Albert Einstein, tenho a dizer: tudo é absoluto, nada é relativo no Universo.

*Jornalista


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09/11


2020

O Doutor Strangelove e a Nova Lusitânia

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Sob o signo da Guerra Fria, o Doutor Stangelove cavalgava a bordo de uma ogiva nuclear para simbolizar o equilíbrio do terror entre as superpotências militares do Ocidente democrático versus o bloco comunista da “Cortina de Ferro”. Oh, estranho amor, eu sou mais rápido que você no gatilho, dizia Strangelove.

“Quantos blindados tem o Papa?” perguntou naqueles tempos o genocida comunista Stalin. (Comunista é genocida pela própria natureza, a natureza do escorpião é mutante mas não muda). O Papa, o Estado do Vaticano, não possui blindados, não possui armas. A Igreja Católica Romana sobrevive porque o Homo Sapiens é um animal espiritual.

Na condição de chefe de Estado e usando paramentos religiosos, o Papa Francisco hoje abraça e confraterniza com líderes da esquerda radical, o energúmeno Maduro da Venezuela, o índio cocalero Evo Morales da Bolívia, o ditador falecido Fidel Castro, o bode rouco brasileiro. Ele é um líder religioso e chefe de Estado globalista, nova versão da esquerda de raiz marxista.

O poder da cor púrpura hoje é vermelho. Estes são dados de realidade.

Hoje no planeta micróbio, o Doutor Strangelove cavalga uma ogiva de vírus de olhos oblíquos chineses para simbolizar a nova guerra bacteriológica mundial. “Eu sou o vírus da coroa”, proclama o Doutor Strangelove. Estranho amor, eis uma coroa de espinhos virulentos!

Nesta Capitania hereditária da Nova Lusitânia, o infante da das fraldas palacianas habilita-se ao troféu “Mamãe eu quero”. Pense num menino mimado! Na onda do Covidão, a prefeitura lendária segue a lenda dos bois voadores do Conde Maurício de Nassau. Os bovinos voam sem licitação. A sinhazinha vermelha invoca o apoio do bode rouco corrupto, na maior sem-cerimônia. São os feitiços da seita escarlate.

Uma senhora xerife carioca da gema canta a cantiga: “Ô povo recifilítico feio da bexiga lixa!” Teje preso você por ser feio, ela dirá. Recífilis, cidade horrorosa; Rii de Janeiro, cidade maravilhosa, é o novo lema.

Com 0,9 por cento nas pesquisas eleitorais, um major candidato, que se autoproclamou coronel, desfile em jipe de combate ao som de tambores de guerra e à moda dos velhinhos expedicionários da FEB na década de 1940. Encantado com o comandante da Embratur, GêMêNê, o major aguarda um alô do capitão. Mas, GêMêNê tá nem aí, foi proclamado imexível por ser apadrinhado do capitão. Manda mais que o ministro do Turismo. Ser candidato improvável e navegar em verbas indenizatórias milionárias da Assembleia é padecer no paraíso.

Que onda é essa, Mendonça, das tradições recifenses do bolo-de-rolo versus o rocambole?! Isto é leseira, eleição não é concurso de gastronomia. Tu precisa bater pesado na mundiça da seita vermelha e na mundiça infravermelha. Como diria Ascenso Ferreira: pega o pirão, esmorecido!

*Jornalista


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02/11


2020

O capitão se autodevora

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O governo do capitão segue em processo de autofagia. De grão em grão, de degrau em degrau, as cabeças estão sendo devoradas. O ritual começou com o general Santos Cruz e mais recentemente o ex porta-voz do governo, general Otávio Rego Barros, defenestrado sem misericórdia, lança uma carga explosiva nos flancos governistas: “O poder inebria, corrompe e destrói” . Faz lembrar as palavras de Brás Cubas, filho espiritual de Machado de Assis, sobre “o vinho enérgico do poder”, causador de vertigens, delírios e desilusões.

Quantos prefeitos bolsonaristas serão eleitos nas capitais ou cidades de grande porte? Zero. A popularidade do auxilio emergencial é nuvem passageira.   

O título do torpedo do general é explosivo: “Memento morri”, lembra-te que és mortal, tradução do latim. Os vassalos do capitão imaginem que o poder é eterno. A mundiça da seita vermelho também acreditavam que o poder era eterno. Ambos esquecem a sentença proverbial de que todo poder é efêmero. “Os líderes atuais, após alcançarem suas vitórias nos coliseus eleitorais, são tragados pelos comentários babosos dos que o cercam ou pelas demonstrações alucinadas dos seguidores de ocasião”.      

Movido pela soberba o governo se arvora no direito de fazer tudo errado para dar tudo certo. Em comunicação existem fatos e existem versões. As versões não precisam pedir licença ao governo para se espalhar no meio do mundo.

O governo vem de uma sucessão de desfeitas com os aliados de origem, a começar pelo general Santos Cruz, o secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, que morreu sendo difamado, a deputada Joice Hasselman, o valente deputado Luciano Bivar. Não se venha chamar a todos de traidores, o governo é que está traindo as bandeiras de campanha, a começar pelo ideário de combate à corrupção. Os vermelhos estão adorando. 

As bandeiras agora são monopolizadas pelos tais “garantistas” do Centrão. “Garantismo é a impunidade que não ousa dizer o próprio nome. Prisão dos grandes corruptos somente na milésimo instância. Houve tempo, na operação LavaJato comandada pelo juiz Sergio Moro, em que grandes corruptos foram trancafiados na cadeia. O capitão embarcou na popularidade de Moro para ser eleito sob a bandeira de combate à corrupção. Moro hoje é hostilizado e chamado de traidor. O nome disto é estelionato ideológico  e traição institucional.

Os grandes corruptos agora desfilam em campanha eleitoral com tornozeleiras eletrônicas de grife. Os pobres continuam sendo presos em primeiríssima instância, ou na instância zero.

Convém não confiar na passividade dos bovinos. O estouro da boiada é uma curva ascendente.  Assim aconteceram em tempos idos a onda vermelha e a bola de neve contra a seita vermelha. Novas ondas fazem parte do imponderável. Em processo de autofagia, devorando a si mesma ao detonar aliados, a nova seita do capitão alimenta novas ondas que poderão levá-la ao naufrágio.

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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26/10


2020

A revolta da vacina

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Marxistas costumam dizer que a historia se repete, na primeira vez como tragédia e na segunda como farsa. Lembro como se fosse anteontem da Revolta da Vacina, episódio histórico acontecido, início do século passado, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, cidade dos bicheiros, traficantes e da “gaiola de ouro” dos corruptos, apelidada de maravilhosa.

Transcrevo a seguir uma amostra-grátis de capítulo do meu livro, a ser lançado em breve, a respeito do tema. Lá vou eu: 

“O Rio de Janeiro, então Distrito Federal, início do século 20, era uma cidade pestilenta e nada maravilhosa, assolada por epidemias de varíola, febre amarela e peste bubônica.

O presidente da República, Rodrigues Alves, um cara politicamente rochedo, nomeou em 1904 o cientista e médico sanitarista Oswaldo Cruz como chefe da Diretoria de Saúde Pública, cargo equivalente hoje ao de ministro da Saúde.

(Reeleito para um segundo mandato presidencial em 1918, Rodrigues Alves testou positivo e faleceu vítima da virulenta gripe espanhola) 

O engenheiro Pereira Passos foi nomeado prefeito da cidade no objetivo de adotar medidas de reurbanização, saneamento e erradicação de moradias infectadas. Houve demolição de casebres, desalojamento de famílias, abertura de valas e esgotos. O caos urbano entrou em polvorosa. 

Oswaldão recebeu a missão heroica de erradicar as doenças, assassinar os ratos e exterminar os mosquitos Aedes aegypti, transmissores da febre amarela, ele mesmo o causador da dengue.    

O Rio de Janeiro e o Brazil vinham de efervescências políticas entre remanescentes da Monarquia no século anterior e os novos republicanos. Os conflitos se acirraram. 

Em meio às epidemias de larga escala no Distrito Federal, foi editada lei presidencial, em janeiro 1904, tornando obrigatória em todo o País a vacina contra a varíola. A mundiça protestava: “É golpe!” “Força, Aedes aegypti!”, “Força, Orthopoxvirus!”, a pretexto de defender direitos individuais, os direitos de contrair doenças.  

Ocorreram escaramuças, quebra-quebra, incêndios de bondes. O governo acionou as forças policiais para conter os revoltosos. Houve mortes, feridos, prisões. Mais de 900 pessoas foram presas na Ilha das Cobras, Baia de Guanabara.

Em novembro 1904 foi decretado estado de sítio e revogada a obrigatoriedade da vacina.   

As crenças religiosas e lendárias serviram de caldo de cultura para insuflar a chamada revolta popular, em meio aos micróbios pestilentos e às disputas oligárquicas pelo poder.

De grão em grão, de mosquito em mosquito, de bactéria em bactéria, de vírus em vírus, a campanha de vacinação e as varreduras sanitárias comandadas pelo Doutor Oswaldo Cruz redimiram a cidade do Rio de Janeiro-Distrito Federal da epidemia de varíola e excomungaram a febre amarela e a peste bubônica.

Os mosquitos Aedes aegypti faleceram naqueles tempos, mas como possuem sete vidas, feito se diz dos gatos, ressuscitaram ou se tornaram mutantes nos idos presentes e passaram a fornecer a doença da dengue. A ressurreição desses bichos tem o nome de mutação.

*Jornalista


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19/10


2020

O Cordão Amarelo, o Véio Faceta e o Véio Mangaba

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O globalismo, versão mutante do socialismo e do comunismo, preconiza um governo mundial e implanta a ditadura do pensamento único. Proprietário da OMS, o criptocomunista etíope Tedros Adhnom Ghebreyesus, a mando da China, navega a bordo do vírus comunista e manda brasa nas governanças do planeta.

Eu também sou Tedros, dizem os herdeiros desta Capitania hereditária da Nova Lusitânia, no Palácio dos Campos, dos Príncipes e das realezas. Feito um sósia do comediante Costinha, o prefeito desta cidade lendária afirma: Meu nome é Tedros, Geraudo Tedros Julho, etíope-recifense da gema do vírus.  

Tedros Câmara Lenta e Geraudo Tedros são os mandachuvas do cordão amarelo. Alguém pergunta: além do cordão azul e do cordão encarnado, que onda é essa de cordão amarelo?!O cordão amarelo é parede-meia do cordão encarnado. Os dois são a corda e a caçamba.

Geraudo é o Véio Faceta e Paulo é o Véio Mangaba do cordão amarelo, eles, os seus pastores e suas pastoras endiabradas pelo Covid. O cordão encarnado e o cordão amarelo são parceiros, ou são pareceiros, no dito popular.

Outrora vingava o principio dialético de que devemos questionar as verdades absolutas. Hoje é proibido duvidar das meias verdades e meias mentiras do Covidão. Populações feitas de cobaias, os rebanhos do planeta seguem os ditames do pensamento único.

Agora Tedros, o novo Oráculo de Delfos, se ele falou tá falado, é proibido questionar – Roma locuta, causa finita, era dito em latim. O Covidão está ditando a ditadura do pensamento único. A OMS governa Urbi et Orbi, de Roma para o mundo, aliás, da ONU para o mundo, em New York, em Catolé do Rocha, Brasília, Europa, Paris, na feira de Caruaru e na eleição dos Estados Unidos. Donald Trump treme de medo diante de Tedros.     

Nunca se roubou tanto neste planeta Brazil, ou tanto ou quanto nos tempos da dinastia vermelha. Em tempos de irracionalidade, a ditadura do Covidão impõe suas verdades, meias verdades e meias mentiras. Haverá imunidade de rebanho, imunidade coletiva? Os bovinos humanos são mantidos sob controle remoto.

Com emprego e salário garantidos, os funcionários públicos são tementes a Deus, ao vírus e ao trabalho.  Somente não são tementes a fazer greves e arruaças. Os pelegos sindicais, no geral, adoram o vírus e adoram provocar o pânico para não voltar ao trabalho.

A nova onda, a velha onda, é espalhar o pânico contra a vacina. Esta é uma novidade velha, vem do inicio do século passado, a “Revolta da vacina” contra a campanha do cientista Oswaldo Cruz para erradicar a varíola, a febre amarela e a peste bubônica. Faz parte da irracionalidade humana e das pandemias de demagogia política.

FAUNA INTESTINAL – Errado falar ou escrever “flora intestinal”. Não existem vegetais, flores, lírios ou girassóis em nossos intestinos. Bactérias, do reino monera, estão mais próximas do reino animal que do reino vegetal.  Transportamos um zoológico de bactérias, as simbióticas. Mais apropriada é a expressão Fauna Intestinal. Ok, médicos! Ok, botânicos! Ok, zoólogos! – Está escrito em meu livro a ser lançado, breve, sobre o mundo microscópico.

*Jornalista


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12/10


2020

LavaJato: adeus às ilusões

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Quem procura, acha. O procurador, lugar-tenente do capitão, encontrou uma vacina para acabar com a corrupção no Brazil: acabar com a LavaJato. Está sendo comida pelas beiras, feito mingau. O capitão falou que a corrupção foi erradicada. Não restou sequer um mosquito transmissor da corrupção, nem uma bactéria hospedeira da epidemia de roubalheira. E quem não concordar, araruta, araruta! Aras-ruta! Aras-ruta!

Adeus às ilusões! Tudo já passou, morreu. Guardo na lembrança o amor ... ” das promessas de campanha.  

Um dos grandes goelas do Brazil, tamanho GG-Br, pol´tocp senador da “terra dos marechais” e não por acaso réu no STF, declarou que o grande legado do capitão será o desmonte da operação LavaJato e do “estado policialesco”. O “estado policialesco”, entenda-se, é a apuração dos casos de corrupção e a possibilidade de punição dos corruptos. Também não por acaso o grande goela revelou alegria-alegria com o trabalho do procurador, lugar-tenente do capitão.   

A indicação do afiliado do Centrão para a corte dos demiurgos,  entidade intermediária entre o céu e a terra, veio para dobrar os encantos da torcida organizada do desmonte LavaJato. De saída o cara não abre o coração, naturalmente, para não espantar a boiada. Concretiza-se, de degrau em degrau, o sonho de consumo da mundiça da seita vermelha desde os tempos do juiz Sérgio Moro.

Os vermelhos aplaudem em silêncio e a seita vermelha corrupta se enamora da seita furta-cor. O mito do bode rouco e o mito do capitão agora são duas seitas, de potência a potência. Seguem os ditames da teoria da ferradura, de que os extremos se aproximam.        

Faz parte do chamado garantismo, a impunidade que não ousa dizer o próprio nome. Eles proclamam até a existência de cláusulas de pedra da Constituição que garantem os “direitos fundamentais” dos corruptos de serem proclamados inocentes até a sentença de papel passado no Dia do Juízo Final. O trânsito em julgado só existe na linha do horizonte ou se o freguês for um larápio de galináceos.   

Em nome do tal garantismo, quantas patifarias são cometidas!  

O capitão cumpriu a missão heroica de derrotar nas urnas a seita vermelha corrupta. Seja sempre lembrado que a vitória da esquerda radical levaria o Brazil aos descaminhos de uma Venezuela. A partir de agora, são outros quinhentos.     

O combate ao vírus da corrupção foi uma máscara de campanha. As máscaras estão sendo descartadas. 

NUTELA  -- Com 1 % das preferências eleitorais nas pesquisas, o tenente-coronel Alberto Feitosa, candidato do PSC, desfila em jipe de combate do Exército ao som de trombetas de guerra. Ex agregado de Carlos Wilson e de Inocêncio Oliveira, o mutante Feitosa hoje é bolsonarista nutela. Na vera, está em campanha antecipada para reeleição de deputado, movido pelas verbas indenizatórias milionárias da Assembleia.

*Jornalista. E-mail: [email protected]


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05/10


2020

Guedes, o ministro que está virando suco

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Em luta com o capitão do time, o ministro Paulo Guedes está virando suco. Lutar com o dono da bola é a luta mais vã. Entanto, Guedes luta, mal rompe o teto do orçamento. Teto, que teto?! O teto sou eu, responde o dono da bola. O teto é a reeleição, taokay!

Olê mulheres rendeiras, olê homens rendeiros dos Ministérios, vocês ensinam o capitão a fazer renda, ele aprende a namorar a reeleição, é a cantiga do dono da bola. Os cabras do capitão trabalham para fazer rendas, furar o teto e implantar o Renda Família, Renda Covid, Renda Emergência, o Bolsa Renda, na rota da reeleição. Irado, Guedes chamou os cabras do capitão de “fura teto”.

Em havendo indicação para a Corte dos Imperadores supremos da República, o teto é a bênção do Centrão. Figuras simbólicas da esquerda estão adorando a escolha. Esqueçam a bandeira da prisão pós segunda instância, terceira instância, nonagésima instância. Ele diz sim e também diz não. Dizer o que do cara que no Tribunal de 2ª instância se manifestou para suspender decisão de uma juíza da primeira instância que mandava deportar o terrorista assassino Cesare Battisti?! Hoje preso na Itália, o terrorista foi ungido como herói dos vermelhos radicais.

A fila anda. Depois de Sérgio Moro, quem está na fila da degola é o ministro Paulo Guedes. Na linguagem de mercado, a queda está “precificada”. O índice Bovespa de carbonização de ministros acendeu a luz amarela. O cara é banqueiro e poderoso, de tal modo duro na queda. Haverá a acomodação das placas tectônicas de Brasília até que ele seja desindexado do cargo.

Se a reeleição existe, tudo é permitido. Acredite no Centrão para ser feliz. Depois da seita do cordão encarnado, vem a seita furta-cor. Assim não dá para ser feliz.

Antenado nas vibrações palacianas, o líder no Senado, Fernando Bezerra Coelho, ninja na política, preconiza “o maior programa de solidariedade social da história deste País”. Em sendo o maior orçamento, o céu é o limite.

Incrível, o ex posto Ipiranga e ex oráculo da economia leva cascudos daquele rapaz o deputado Rodrigo Maia, presidente da Câmara, e o capitão do time tira o corpo de fora, deixa que ele seja devorado pelas feras. Guedes é fera ferida. Ingratidão tira afeição. O posto Ipiranga está virando suco.

Deixar de castigo o talvez poderoso ministro da Economia,  chamado até de arroz doce e ficar caladinho, o outrora posto Ipiranga é um homem que está virando suco. As privatizações desandam, acontecem estragos na economia.

MEU LIVRO – Vivemos a era do genona. Haverá um gene de gênio, tipo o gene de Beethoven? Sim e não, não e sim. Beethoven não nasceu Beethoven, fez-se Beethoven. – Este é um dos tópicos do meu livro em gestação, e trabalho para que venha à luz até o fim do ano, em edição física e na nuvens de silício.

*Jornalista


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