Nova Orla Jaboatão

18/11


2019

Meu reino por uma touceira de capim!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na epopeia sobre a farsa socialista “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, uma legião animalesca sob a liderança dos porcos Bola de Neve e Garganta propõe-se a destruir o reino humano capitalista, combater a exploração entre os viventes de quatro patas e criar uma sociedade selvagemente igualitária.

O relato a seguir fica por conta do meu livre pensar.

O fazendeiro Jones, um capitalista malvado, foi destronado do poder na Granja Solar e substituído pela fauna animal, liderada pelos porcos socialistas.  

Os porcos, sapos, pais de chiqueiro, antas, lombrigas e carcarás passaram a usar barbas vermelhas como símbolo revolucionário.

Meu reino por uma touceira de capim! Proclamaram os revolucionários.   

Bola de Neve construiu um Moinho de Ventos para combater os privilégios das elites e redimir as desigualdades animalescas. A ovelha Maricota, criatura malévola, foi eleita para estocar furacões e distribuir ventanias com os bichos. Mas, os ventos viraram tempestades, devastaram nossas casas, nossas vidas, nossos empregos. A malévola voou a bordo de sua vassoura no rumo dos ventos.

Acusado de praticar tenebrosas transações, Bola de Neve foi preso em Curitiba.   

Hoje Bola de Neve virou Bola de Ferro que puxa o Brazil para trás, disse o Garganta, cobra criada da tribo do Ceará. O Garganta também é uma bola de ferro, venenoso e agressivo.

O Brazil não merece girar em volta do umbigo de um presidiário farsante guru de uma seita corrupta. O ex presidiário é uma assombração do passado que não disputa eleição desde 2006. O Garganta do Ceará insiste em ser derrotado desde 1998.               

A Revolução dos Bichos de George Orwell chega ao desfecho na Fazenda Solar. Depois de conquistar o poder e derrotar os capitalistas humanos, os animais se corrompem e praticam os vícios que antes combatiam. Eis uma fábula perfeita sobre a farsa do socialismo, chamada de distopia:

“Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”.


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

desde quando li, há séculos, me apaixonei por essa fábula....sempre tive uma pena imensa de Sansão, o cavalo manso.


Petrolina Julho 2

26/07


2021

The Gaule: O ano 2022 já começou

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ao dar um rolé nas montanhas da Jaqueira, deparei-me neste Planeta Pindorama com o filósofo The Gaule. Vacinado em primeira e segunda instância, ele veio passar em revista as tropas da CPI do Covidão e conferir a movimentação das artérias e das ruas em torno das eleições presidenciais. Assim proclamou, monocraticamente: “O ano 2022 já começou”. Tu jura, The Gaule? Claro que sim. O ano 2021 ainda não terminou, mas hoje já é o dia seguinte, explicou. 

Nada a ver chamar de circo a CPI do Covidão. Tem mais a ver com CPI das conchamblanças. Os grandes goelas dos contratos milionários, com ou sem licitação, até agora estão sendo preservados, a pretexto de formalismos jurídicos. A roubalheira nos Estados e Municípios estão passando em brancas nuvens na CPI do Covidão. Funciona, sim, como palanque eleitoral para as esquerdas. The Gaule cita o capítulo dos Delírios e Delícias da Constituição de Pindorama: “Todo poder emana dos goelas e todos os goelas e caboclos mamadores são iguais perante as leis”.  

Impichi? Zero possibilidade. Os vermelhos morrem de medo do general vice-presidente Hamilton Mourão e querem esfolar as tripas do capitão para tirar proveito eleitoral. A mundiça da seita vermelha morre de saudades do Petrolão, do Mensalão, das invasões do MST e das mamatas da Lei Rouanet. Replay. Rewards os financiamentos do BNDES às ditaduras de Cuba, da Venezuela, de Angola, este é o sonho da galera do bode rouco. 

O capitão prestou um inestimável serviço patriótico ao nos livrar da maldição da seita vermelha, daqueles que adoram e financiaram as ditaduras comunistas assassinas e decadentes. As seitas não desistem jamais. Neste tempo em que as consciências civilizadas do mundo maldiçoam a ditadura mais longeva do ocidente, o bode rouco minimiza os protestos e fala apenas numa “passeata”. Cinicamente, afirma que não havia policiais pisando no pescoço de manifestante, em alusão ao triste episódio em que um policial pisou no pescoço de um manifestante negro no Estado de Minneapolis (EUA). Falou dizer que o policial assassina foi denunciado, julgado e condenado por homicídio. A repressão comunista em Cuba tortura e mata impunemente.

Zeus nos livre da maldição vermelha de volta a esta Nação de bandeira auriverde! O exemplo da Argentina deveria ser suficiente para renegar a seita, mas os fanáticos são irracionais e disseminam a irracionalidade como um vírus na opinião pública.

*Jornalista


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Pousada da Paixão

19/07


2021

A Arte de Furtar: meu livro de cabeceira

Dedico este artigo à mundiça do Covidão, dos respiradores para pocilgas, equipamentos superfaturados e outras maldições    

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Às vezes costumo dar um rolé nas livrarias para tirar onda de intelectual e curtir um papo-cabeça com a galera. Deparei-me vez com o livro “Arte de furtar – Anônimo do século XVII”. Folheei furtivamente umas páginas. Estava sem dinheiro e com o cartão de crédito bloqueado, por conta de perseguição da Serasa. Olhei ao redor. O vendedor deu um vacilo... Apliquei o bote na manha do gato! 

Trata-se de um clássico da literatura portuguesa, de ironia feroz e estilo requintado. Vou adotá-lo como meu livro de cabeceira. Mas,  atualmente com 95 anos de idade, não pretendo exercitar as artes de mentir e roubar. Eu sou jovem. Sou da geração Y. 

Quem é o autor deste admirável manancial de vícios e pecados? Há controvérsias históricas. O padre Antônio Vieira é acusado, sem provas, por ter proferido o Sermão do Bom Ladrão. Também foram indiciados, no século 16, alguns hereges. 

O autor misterioso dedicou o livro a Dom João IV, Rei de Portugal e Algarves, e explica em dedicatória: “(....) Digo que este mundo é um covil de ladrões. (....) Não ensina ladrões o meu discurso, ainda que se intitula Arte de furtar, ensina só a conhece-los para os evitar”. Naqueles tempos os reis, presidentes, ministros, diretores da Petrobras e do BNDES, as turmas das rachadinhas, vacinas, as excelências em geral vivam cercados de gatunos. 

Inventário de unhas dos ladrões: furta-se com unhas reais; com unhas pacíficas; com unhas militares que fazem as guerras; unhas bentas; unhas sábias; unhas políticas, unhas ignorantes; unhas amorosas; unhas sábias; unhas na língua; unhas maliciosas. “Todas são unhas malditas e sujeitas a excomunhões”. 

Haverá três tesouras para cortar as unhas malditas: vigia, degredo e polícia. No Brazil faltam tesouras para cortar as unhas, as línguas, as barbas e as asas dos ladrões. 

O meu livro “Planeta Micróbio – A humanidade é blue” foi escrito com unhas e dentes e coração. Eu não ensino ninguém a roubar, juro por Zeus. Os personagens são seres da microsfera, vírus, bactérias, protozoários, e também macróbios, os Sapiens, Adão e Eva, a Arca de Noé, vacinas, meu colega o filósofo grego Aristóteles e outros bichos. Zap delivery Livraria Jaqueira 3265.9455. Leiam, galera, com olhos amorosos.

*Jornalista


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Ipojuca - Muro de Arrimo

12/07


2021

Chicletes, Bolsonaro, não são bananas

Dedico este artigo ao meu ídolo Michael Jackson do Pandeiro, ao som de Chicletes com Banana

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Existe aquele babado antigo de que a história somente se repete sob a forma de tragédia ou farsa. Ou mais ou menos, porque o mundo vareia. Trump não é Bolsonaro. O bode rouco não é Biden. As urnas eletrônicas não são os cassinos de Las Vegas. O capetão não é o Capitão Marvel e Bolsonaro está delirando ao dizer que sem o voto impresso não haverá eleição neste reino de Pindorama. 

Os vikings invadiram a Casa Branca para denunciar fraudes nas apurações e apoiar Donald Trump. O capetão convocou os motoqueiros para denunciar fraudes de antevéspera e apoiar a reeleição.  Eu sou você amanhã, disse Bolsonaro para Trump. De tal modo o capetão proclama monocraticamente, de antevéspera, que será derrotado. Tá doidão, tá doidão, o bicho tá doidão. 

Inútil comparar chicletes com banana, Miami não é Copacabana. Urnas eletrônicas verde-amarelas não são cassinos de Las Vegas. O capetão está tirando onda de Capitão Marvel ao falar em fraude nas eleições. Mas, mas com que roupa ele irá encarar os juizões do TSE e os demiurgos (semideuses) de Brasília?! 

Shazam! He-Man! Eu tenho a força! Unidos venceremos a semente do mal! Rebate falso! Está blefando feito jogador de pôquer. Ele não tem a força nem as Forças Armadas. Só tem um cabo, um jipe e um sargento. Se continuar nessa pisada, não vê nem o azul. Vai  entregar a eleição, de mão beijada, ao bode rouco. No haverá viking nem motoqueiro para remediar a derrota, porque eles baixam a crista diante dos juizões avermelhados de Brasília. Restará apenas o jus esperniandi, o direito de espernear. Depois da derrota, Jair poderá abrir uma igreja messiânica para recolher o dízimo dos motoqueiros e maloqueiros.  

Falar palavrão é o de menos. Sai na diurese. Pior que corrupção de linguagem é corrupção de cifras. Se palavras escatológicas fossem ditas pelo bode rouco, diriam que ele é autêntico e fala a linguagem do povão. O bode já disse e praticou coisas mais feias contra nosso Brazil. A mundiça da seita vermelha, com licença da palavra, adora um palavrão.

Esta é uma triste república de bananas, de bananões, de patetas e de petralhas. Os bananões se deixam arrebatar por mensaleiros, bandoleiros do Petrolão e por maloqueiros. A pandemia mostrou que a corrupção é o vírus mais mortífero da natureza humana. A conta vai chegar depois das eleições.

*Jornalista


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05/07


2021

O bode rouco e o capitão se amam pelo avesso

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O capitão adora o bode rouco. O bode rouco adora o capitão. O bode rouco sussurrou baixinho, no tapete atrás da porta: eu não quero o Impichi do capitão. Ele de morre de medo de encarar o vice-presidente general Mourão na Presidência da República. Ele prefere ver o capitão com sangria desatada nas tripas, para derrota-lo nas eleições do próximo ano.

Quando o barbudo olhou nos olhos do capitão e o seu olhar era de número 2022, o capitão quase não acreditou, deu pra maldizer a mundiça da seita vermelha, pra se vingar a qualquer preço por ter sido chamado de genocida. “Eu não presto, mas eu te amo”, eles dizem um para o outro. 

De retrocesso em retrocesso o Brazil está se consumindo. O velório da operação LavaJato consagra a vitória da impunidade. Prisão em segunda instância?! Esqueça! Nunca se roubou tanto em tempos do Covidão e não existe prenúncio de que os bandoleiros serão punidos e muito menos que o dinheiro roubado será devolvido. O ex-juiz Sérgio Moro foi seduzido, atraído, traído e abandonado pelo governo.   

Esquerdas e direitas corruptas e corrompidas festejam o velório da Operação LavaJato e o fim da prisão em segundo instância. Não existe nenhum motivo para otimismo no reino de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter de que falava Mario de Andrade. 

O capitão é adepto da teoria da casca de banana. Ao avistar uma senhora casca de banana, ele costuma dizer: Ah, que delícia! Lá vou eu escorregar de novo. E mete os peitos, sem medo de ser infeliz. A consciência crítica da Nação está contra ele. Seus aliados são apenas o gado. Esta é uma batalha perdida, penso eu. 

Em clima de radicalização, as esquerdas vencem de goleada. O capitão bem sabe disto e já arranjou até a desculpa da fraude nas urnas eletrônicas. Melhor seria pedir pra lanchar e sair de fininho. 

ESTUPIDEZ – A Prefeitura de Recife mantém decisão estúpida de proibir estacionamento interno nos parques da cidade. Centenas de pessoas são prejudicadas, principalmente idosos. O famigerado Geraudo Covid dizia que a fumaça do cano de escape transmitia o vírus. Falo em nome da comunidade, não em causa própria, porque moro perto da Jaqueira e não uso automóvel, viajo somente de jegue ou de pangaré. O desgaste da medida arbitrária vai para o prefeito João Campos. Te liga, secretário da Colômbia!

*Jornalista


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Caruaru Novas Creches

28/06


2021

Bairros recifenses cultivam desertos

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Arruar é preciso! Assim falou o sesquicentenário escritor Leonardo Dantas Silva aos seus discípulos. Arruar é ouvir o tempo, completou Gustavo Krause, filósofo do bairro das Torres gêmeas et Orbi. Amigo de infância do Conde Maurício de Nassau, o sesquicentenário Leonardo, quase holandês da gema, sabe de um tudo sobre Recife, Brazil holandês, frevo e balacobaco. 

Eu ouvi a massaranduba do tempo, conversei com as esquinas, os casarões, as calçadas, ruas e praças dos bairros desta cidade outrora lendária chamada Recife. Bati um papo-cabeça com o Imperador da Rua Dom Pedro II. Recife, cidade rebelde! Rebeldia é comigo mesmo, porque eu sou um jovem libertário, devoto de Frei Caneca. Bairros lendários hoje são semidesertos urbanos.    

O Imperador me contou que está sendo maltratado, vivendo no olho da rua. Indigentes ao leu, sem amparo social, perambulam nas calçadas. O Imperador ganhou o nome da rua em 1859, quando visitou esta capitania da Nova Lusitânia. O nome anterior era Rua da Cadeia, onde prendiam os ladrões de penosas. O governador da capitania chamava-se Pedro de Paula Cavalcanti, do Partido Conservador. Quem não era Cavalcanti era cavalgado e quem não era marquês era marcado. 

Naquele tempo havia muitos babões e deram o nome do Palácio do Campo das Princesas para homenagear as filhas do Imperador.   

A Capela Dourada, o Arquivo Público e o Gabinete Português de Leitura guardam a memória do Imperador. Hippies remanescentes da década de 1960, ripongas tatuados até a língua e bichos exóticos circulam nas cavernas e nos zoológicos da Av. Conde da Boa Vista. Os carros apitam e a mundiça dança no meio da rua. 

Os bairros de Santo Antônio e de São José estão se desertificando. O prédio do Diario de Pernambuco, coitado, está desmilinguindo. O que fizeram contigo, quase bicentenário jornal? O tempo voa, o tempo é um passarinho indomável. Transporto 20 anos das folhas do Diario nas artérias, nas veias e nas retentivas do meu peito. Mas não sou saudosista, porque “combati o bom combate”, nas palavras do apóstolo Paulo, guardei a fé e o sonho continua.  

Os casarões da Rua da Guia, da Moeda e da Av. Rio Branco me disseram que o vento levou a memória histórica do Bairro Recife Antigo. Só restou a Rosa dos Ventos do artista Padim Ciço Dias, a quem reverenciamos. Outrora foi o bairro dos marinheiros, dos seresteiros, dos muambeiros, cachaceiros, dos doleiros e dos maconheiros. 

Rua do Bom Jesus, você é tão bela! Mas, beleza para que? Para morar, para namorar, pra casar, para trabalhar?! Boniteza sem funcionalidade, não adianta. Existem dezenas de milhares de unidades sem ocupação. Prefeito João Campos, seja você um cara ousado e criativo, elabore um programa para ressuscitar os bairros-raízes de Recife. Lembra-te de um Maurício de Nassau e de teu pai Dudu Beleza. Meta os peitos, bicho!  

*Jornalista


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CABO

21/06


2021

Os jegues são nossos irmãos

Dedico este artigo ao meu colega o cientista Charles Darwin, autor da teoria da seleção natural e evolução das espécies  

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Ao navegar no cilindro metálico e ser vaiado por passageiros, o ex-capitão Bolsonaro recomendou que viajassem de jegue.  Bolsonaro escolheu a pessoa errada para malhar, a pessoa do jegue. Os jegues, jumentos, burros, asininos em geral são nossos irmãos da fauna animalesca. O ex-capitão precisa desasnar na vida.

O padre Antônio Vieira, dos Sertões, homônimo do padre Vieira, dos Sermões, e o iluminado Lua Gonzaga, rei do baião, assim  cantaram a cantiga das caatingas sertanejas: o jumento é nosso irmão.

(O padre Antônio Vieira, dos Sertões do Ceará, ocorre de ser confundido com o padre Antônio Vieira, dos Sermões. Vieira, dos Sertões, foi deputado federal pelo Ceará na década de 1960. Vieira, dos Sermões, viveu no século 17).

Jesus de Nazaré, rei dos reis, fez uma entrada triunfal em Jerusalém assentado no lombo de uma jumentinha, manso e pacífico,  e os exércitos dos fariseus estremeceram.  Ainda hoje os jumentos carregam no lombo a marca de uma cruz deixada pelo Nazareno.

Se eu fosse amigo do ex-capitão aconselharia ele, ao invés do desfile de motos, a motociata, a fazer um jumentaço, uma passeata de jumentos na Esplanada dos Ministérios e dos Monastérios. Deveria subir a rampa do Planalto montado num jegue. Seria emocionante! Eu  juro que votaria nele. Jamais eu irei votar, nem morto, no bode rouco lazarento, mesmo que ele seja eleito o herói da jumentolândia e aplaudido por legiões de quadrúpedes.

Símbolo da humildade, os jumentos transportam as cargas não suportadas pelos Sapiens. Também simbolizam a resistência e a força do homem sertanejo na luta pela sobrevivência. Quanto trabalho sofrido para ganhar o capim de cada dia! Resignados, suportam os castigos e só lhe restam em algumas ocasiões dar um coice nos seus algozes. Os jumentos são vítimas da jumentofobia, politicamente incorreta.

Os macacos, gorilas, os símios e os Sapiens são espécies primas em segundo grau. Somos todos primatas, assim falou o professor Charles Darwin aos seus discípulos. Os hominídeos e os jumentos são espécies primas em terceiro grau, assim direi. A diferença entre humanos e jumentos é apenas a quantidade de cromossomos. Existem pessoas intelijumentas e jumentos inteligentíssimos, modéstia à parte.

Nesta hora solene proclamo, monocraticamente: meu reino por uma touceira de capim!

Saúdo o escritor e executivo José Carlos Poroca, autor do formidável livro de crônicas Tempo de Embebedar Jumentos e criador de jegues no Planeta Camaragibe.

*Jornalista


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Bandeirantes Junho 2021

14/06


2021

Os vírus são Anjos caídos

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Vírus, protozoários e serpentes vieram da parte dos Anjos Caídos. Estes micróbios conspiram contra a humanidade Adâmica desde os tempos primevos. A primeira investida aconteceu no Jardim do Éden. Adão e Eva eram eternos namorados e viviam felizes. Mas, a serpente do mal estava na espreita.

A serpente disse para Eva: Você devia conhecer o outro lado do espelho. No outro lado do espelho havia uma maçã sorridente, da cor do pecado. A maçã mandou um beijo para Eva. Enfeitiçada, Eva traiu Adão com uma maçã. Ganharás o pão de cada dia com as lágrimas do teu rosto, disse o Criador.

Os Anjos Caídos foram expulsos do Paraíso porque se rebelaram contra o Criador e se transformaram em heróis das trevas. Cumprem os desígnios do mal. A missão terrestre do vírus é infelicitar a Humanidade Adâmica. Faz parte da eterna luta do bem contra o mal. É falso o babado de dizer que o bem sempre vence. A história da humanidade diz o contrário. No Brazil a corrupção vendo sendo vitoriosa em todos os poderes onde canta o carcará.  

No princípio era a maçã. A maçã de Eva desencantou o Jardim do Éden. A maçã do cientista Isaac Newton decretou a lei da gravidade planetária. A maçã verde da gravadora Apple dos Beatles revolucionou o planeta rock n’roll. A maçã rege os destinos da Humanidade Adâmica.

Existem os micróbios do bem. São os Anjos da Guarda da microsfera, na luta contra os Anjos Caídos do mal. São as bactérias saprófitas. As bactérias do bem trabalham pesado nas defesas orgânicas e na digestão. Estão presentes nos sete buracos de nossas cabeças. Quando os Anjos caídos invadiram a Arca de Noé e tentaram se empoderar no corpo dos viventes, os Anjos da Guarda entraram em ação para salvar a humanidade. 

DITADURA – O comissário Dirceu ameaça: “Vamos dar a mão ao povo cubano em 2023”. Disse que os cubanos foram solidários com o Brazil no programa Mais Médicos. Falso. Em quatro anos a dinastia da seita vermelha destinou 6 bilhões para financiar a ditadura comunista falida e incompetente de Cuba. Se chegarem ao poder, os vermelhos vão querer dar a mão ao ditador assassino da Venezuela, Nicolas Maduro. 

ALÔ PREFEITO JOÃO CAMPOS! – A Emlurb proibiu o estacionamento interno no Parque da Jaqueira, medida antissocial e contraproducente e que prejudica centenas de pessoas, principalmente idosos, sem aglomeração. Isto é abuso de autoridade. O secretário André Longo e o global Ítalo Rochedo são testemunhas. Os usuários apelam ao bom senso do prefeito João Campos, para que verifique a situação in loco e revoque a proibição.

*Jornalista


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Serra Talhada 2021

07/06


2021

Os dois estrupícios

Dedico este artigo ao meu colega o poeta Dos Anjos, Augusto.

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Governo de Bolsonaro é uma vela acesa. Consome-se a si mesmo. O de cujus é um pavio em combustão. O destino do ex-capitão é ser um toco de vela ou uma vela apagada. O capitão é um bicho esquisito, todo mês sangra. O bicho padece de sangria desatada nas tripas. Mas, as tripas não falam, simplesmente as tripas exalam o perfume que roubam de ti, oh vida de gado, gado ainda não vacinado, gado infeliz.

As tripas exalam um perfume inebriante, para quem gosta.

O bode rouco é “uma vela fúnebre de cera”, no dizer do glorioso poeta Dos Anjos, Augusto. De vela em vela, o Brazil transforma-se num velório. O bode rouco era uma alma penada foi ressuscitado pelas mãos dos milagreiros das leis. Ressuscitar defuntos malfazejos faz parte dos milagres brasileiros. O capitão e o bode rouco são dois estrupícios.

Se o talvez sociólogo ex-presidente tivesse uma gotícula de pudor não injetaria tubos de oxigênio nas artérias e nas veias do bode rouco ex-corruptíssimo para ele concretizar a ameaça de voltar a ser presidente desta infelicitada República. Apostar na terceira via é apostar na vitória do bode rouco, pois a figura do Tertius nunca jamais prosperou no história do Brazil. 

Se o capitão tivesse um átomo de caridade pelo Brazil, sairia de fininho para não ser candidato à reeleição. Sem radicalização, o bode rouco voltaria para as catacumbas do esquecimento. 

Claro que não haverá Impichi. O Centrão ligou o taxímetro e cobra caro. A esquerda-cabeça não tem nenhum interesse em encarar o vice-presidente general Mourão pela proa. Todas as horas o ex-capitão leva uma facada nas tripas para continuar sangrando, pero no mucho, apenas o suficiente para exalar sempre o perfume das tripas até a eleição no próximo, se resistir até lá.

TRILOGIA – Sou autor da trilogia “Planeta Micróbio – A Humanidade é blue”, “Planeta Palavras – Números são infinitos – Palavras são mais infinitas que números” e “Planeta Inocêncio Oliveira – Médico e Parlamentar – Biografia”. O primeiro livro já está publicado, sucesso de crítica e de público. Os outros dois estão em elaboração. Sou um operário das palavras. 

PARQUES E PRAIAS – Alô secretário André Longo!  Interditar parques e praias, espaços de saúde, é ideia contraproducente. Mais pessoas adoecem em casa. Aglomeração? Falso. As revendas de automóveis do ex-secretário amigão do governo estão abertas. De que serviram tantos bilhões destinados a Pernambuco para combater o maldito vírus? Fizeram a sociedade de cobaia e com péssimos resultados.

*Jornalista


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31/05


2021

Acreditische, se quiser!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Fernando Ontem Henrique Cardoso e Fernando Hoje Henrique Cardoso estão se engalfinhando. Fernando Ontem Cardoso proclamou, monocraticamente: “A ética do PT é roubar” (capa da revista IstoÉ, edição 1894, fevereiro 2006). Fernando Hoje Cardoso abraça, beija, alisa as barbas vermelhas e faz cafuné na cabeça do bode rouco corrupto. Dirá que o bode é ex-corrupto. 

Fernando Hoje Henrique explicou que o encontro com o bode rouco ex-corrupto foi para tratar da democracia e do combate do vírus comunista chinês. A lógica de Fernando é tão verdadeira quanto o círculo quadrado. Como seria a “ética do roubo” para combater o vírus? Esta é uma missão para o ilusionista David Copperfield, ele que consome labaredas de fogo sem se queimar e se transforma em fantasma para atravessar paredes.              

Fala, Fernando Ontem Cardoso, aspas: “Eu ouvi durante 13 anos, quase sempre silenciosamente, alguém que dizia, “nunca como antes”, é verdade, nunca como antes se roubou tanto neste País, é verdade, o País quebrou, o Brasil foi quebrado pelo PT, foi quebrado pelo lulo-petismo, e esta crise que aí está é deles não é nossa. Agora recentemente eu disse nos Estados Unidos, numa homenagem que me fizeram, em vários momentos eu perdi a popularidade, popularidade se perde e se ganha outra vez, o que eu nunca perdi foi a credibilidade, que quando se perde a credibilidade não há mais como recompô-la”.  

Credibilidade é igual a virgindade. A virgindade do cordão encarnado é um hímen complacente. 

Fernando Hoje Henrique dirá que vivemos tempos de exorcismo. Se o capitão existe, tudo é permitido para exorcizá-lo. Seria permitido até ressuscitar o bode rouco ex-corrupto, que vivia nas catacumbas do esquecimento e foi beatificado pelos inimigos da LavaJato. 

LIVRO – Meu livro “Planeta Micróbio – A humanidade é blue” contém mil e uma histórias sobre vírus, bactérias, fungos, a mundiça microscópica em geral. Também fala de Adão e Eva, Criacionismo, Peste Negra, Arca de Noé, vacinas, a Caverna de Platão. – Livraria Jaqueira (3265.9455), Banca do Kel (9.9659.2037), site da Editora Bagaço, Livraria Imperatriz do Plaza, Livraria Ideia Fixa de Parnamirim. Leiam meu livro, bichos!    

ARBITRARIEDADE – O Governo do Estado mandou fechar praias e parques da cidade, espaços de saúde. A medida arbitrária, irracional e contraproducente. Evitar aglomerações? Mentira. As revendas de automóveis do ex-secretário poderoso continuam abertas.

*Jornalista


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24/05


2021

Zeus nos livre da escolha de Sófia!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “A escolha de Sofia”, título de um livro do escritor americano William Styron publicado em 1979, sintetiza uma tragédia da condição humana. Tornada uma alegoria da literatura universal, esta expressão traduz uma das tragédias da condição humana. Tempos em que foi prisioneira num campo de concentração, a jovem Sofia é obrigada por um oficial nazista a escolher entre uma das duas crianças suas filhas a que escaparia da morte. Se não escolhesse nenhuma, as duas seriam mortas.

A mãe escolheu a filha caçula, pois achava que ela não resistiria aos sofrimentos no campo de concentração, enquanto o outro filho poderia sobreviver. Nunca mais teve notícias do filho e amargou essa angústia durante a eternidade. Nazismo é sinônimo de totalitarismo. A escolha de Sofia traduz os abismos da condição humana.   

O livro inspirou o filme de mesmo nome com Meryl Streep, Oscar de 1983. Nós, os intelectuais, pronunciamos Sófia, homônimo da capital da Bulgária, com acento no O, enquanto a plebe ignara chama Sofía, com acento no I. 

Meu Brazil é com Z porque eu nasci no tempo do Império. Dizem que o S entre duas vogais tem o som o Z. Entonce, eu vou direito no Z sem intermediário.

Sob o signo de radicalizações, o Brazil cumpre a sina do eterno retorno e o tempo anda para trás. Nossa pátria mãe gentil seria forçada a entregar seus filhos a uma organização corrupta ou aos defensores do obscurantismo?

Disseram que a corrupção do Petrolão e do Mensalão nunca existiu, os bandoleiros foram inocentados e o juiz Sérgio Moro é ameaçado de ser preso. A escolha da volta da corrupção sistêmica e da degradação ideológica equivale a uma nova escolha de Sófia.  A operação LavaJato hoje é apenas um retrato na parede e a tirania da corrupção ameaça voltar para reeditar o Petrolão em versão remasterizada.

Neste Brasil de 220.000.000 Sapiens, 6 demiurgos (entidades intermediárias entre o céu e a terra), num colegiado de 11, manipulam as leis supremas para livrar da cadeia e inocentar 1 bode rouco corrupto. 

Eu sou pequenininho do tamanho de um passarinho, mas meu Brazil não é o Brazil do Petrolão, nem das  rachadinhas, nem dos zumbis vermelhos descerebrados, nem do gado de instintos primitivos. Zeus nos livre da escolha de Sófia! Amém!

*Jornalista


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17/05


2021

Pindorama é um Jacarezinho

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A operação na favela Jacarezinho acabou, porém continua. Pindorama é uma república de jacarezinhos. O consumo de drogas insere-se na nova ordem social. A operação Jacarezinho funciona como efeito pirotécnico e faz parte do oficio de enxugar gelo. Quanto mais enxugam gelo, mais se multiplicam os jacarezinhos, nos ares, nos bares, em todos os lugares onde canta o carcará e onde cantava o sabiá. Sucedem-se as operações Jacarezinhos. 

Na visão revolucionária, seria uma nova modalidade de guerrilha do lúmpen, social, a marginalia dos excluídos. O Brazil ingeriu veneno de rato e está se transformando numa república de  jacarezinhos.     

A respeito das execuções no Jacarezinho, um inocente dirá que não existe pena de morte em Pindorama. Neste reino de Pindorama existe sim a pena de morte.  Todos os santos dias e profanos dias jacarezinhos são executados nos corredores da morte, nos guetos, nos becos e nas quebradas. A pena de morte depende da corpulência dos jacarés.

Os poderes – todos os poderes, políticos, econômicos e sociais – são criatórios de jacarés de grosso calibre. Estes são intocáveis e inoxidáveis de nascença. A estes é concedido o direito de cometer todos os pecados contidos nos 10 Mandamentos da Taboa de Moisés e invocar o foro privilegiado para serem julgados apenas no Dia do Juízo Final.

Os jacarés miúdos são julgados, condenados e presos na instância zero do Juízo Final de cada dia.

Os tapetes azuis e tapetes verdes do Congresso Nacional agasalham jacarezinhos inoxidáveis.  Farto de furtar verbas públicas, um jacarezinho azul enfiou milhões de denários na cueca e saiu rebolando em Brasília. Não pagou uma Ave Maria de penitência.

Na favela da Câmara dos Deputados uma jacarezinha do gênero feminino mandou matar o consorte foi comemorar com os filhotes. Continua soltinha, sob o manto da impunidade parlamentar. Se tivesse dito uma palavrinha ofensiva a um figurão, seria presa na instancia zero.

DOBRAR A META – Qual o resultado da gastança de milhões e milhões de denários do Governo do Estado na luta contra o maldito inseto comunista chinês? Até agora, necas. A meta agora do gov Paulo Carcará e seus secretários é dobrar a meta de falências e desemprego e depois botar a culpa no governo federal. De sua parte Geraudo Covid Julho quer torrar 15 milhões na compra de moveis de luxo para a Secretaria de Subdesenvolvimento. Geraudo Covid não tem limites. 

LIVRO – Oi, bichos! Meu livro Planeta Micróbio – A humanidade é blue –  continua à venda na Editora Bagaço, Livraria Jaqueira (3265.9455), Banca do Kel (9.9659.2037), Livraria Imperatriz do Plaza e Livraria Ideia Fixa (Parnamirim). Metam os peitos!

*Jornalista


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10/05


2021

O Aedes era um mosquito político

Por José Adalbertovsky Ribeiro

Dedico este artigo ao meu colega o cientista Oswaldo Cruz, que matou o mosquito Aedes aegypti em 1904, o de cujus ressuscitou e agora está de recesso 

MONTANHAS DA JAQUEIRA – O Rio de Janeiro, Distrito Federal, no início do século 20, era uma cidade pestilenta chamada de maravilhosa, povoada de cariocas, ratos, mosquitos, conselheiros, maconheiros,  baratas, deputados, Aedes aegypti, bactérias, senadores, bicheiros, poetas, namorados e seresteiros, a bexiga lixa microscópica e macroscópica em geral.

Havia remanescentes monarquistas do Império e neorrepublicanos. A febre amarela, a varíola e a peste bubônica atacavam a todos, gregos e troianos, monarquistas republicanos.  O ano era 1904-1905.

O presidente Rodrigues Alves nomeou o sanitarista Oswaldo Cruz e o engenheiro Pereira Passos para enquadrar o mosquito Aedes e erradicar as mazelas urbanas. Oswaldo Cruz tornou a vacina obrigatória. Pense numa revolução!  

Acusavam o governo de promover um genocídio contra os mosquitos. O mosquito foi politizado e ideologizado.

Um capitãozinho declarou: esta será apenas uma febrezinha amarela, e se recusou a tomar a vacina de Oswaldo Cruz.

Um tal general Ramos tomou a vacina escondido para não perder a boquinha.

Um bode rouco, semianalfabeto de nascença, disse: Ainda bem que a natureza criou este monstro chamado Aedes aegypti. O mosquito foi politizado e ideologizado. A mundiça vermelha xingava nas ruas: Aedes, você é monarquista reacionário e golpista. O gado protestava: Você é um inseto comunista.    

O governo de Rodrigues Alves decretou Estado de Sítio de Atibaia e o decreto de obrigação da vacina foi revogado em novembro de 1904. As escaramuças deixaram dezenas de mortos, feridos e presos.

O mosquito Aedes aegypti foi exterminado e depois ressuscitou neste Brazil de indigências sanitárias. Atualmente está em recesso por falta de ibope e durante a tirania do vírus comunista chinês.   

COVID – O Governo desta Capitania Nova Lusitânia dispunha de montanhas de dinheiro, na casa dos bilhões de denários, na luta contra o inseto comunista chinês. A Prefeitura de Geraudo Covid no ano passado montou um pacote de 670 milhões, sem licitação. O governador mandou fechar o comercio, mil restrições, causou milhares e milhares de falências e desemprego. Hoje propalam que a situação continua alarmante. Dirão que a culpa é da rafaméia. Errado. A culpa é de vocês, fidalgos palacianos. Fizeram a sociedade de cobaia.

O secretário biólogo Eurico Pasteur sempre defendeu aglomerações nos ônibus e nas revendas de automóveis. Quando era mais pobre o secretário André fazia longas caminhadas no Parque da Jaqueira. Os príncipes governistas não abrem mão de um ceitil dos seus salários milionários, e a sociedade que exploda. A conta da eficiência dele não fecha.


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Comentários

Fernandes

Ciro Gomes afirmou que “a roubalheira” aumentou durante o governo de Jair Bolsonaro. O pedetista deu a declaração ao comentar a matéria do Estadão que rastreou o uso dos R$ 3 bilhões em emendas, extras, liberadas pelo governo. No Twitter, Ciro defendeu que é necessário punir os responsáveis pelo que chamou de “crime gigantesco”.



03/05


2021

A era da irracionalidade

Por José Adabertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Meu colega o economista canadense-americano John Kenneth Galbraith, um dos luminares do pensamento hodierno, escreveu o livro A Era da Incerteza. Referia-se às conquistas, sonhos, expectativas, delírios e frustrações do século 20. 

Este foi o século da primeira e segunda guerras mundiais, da revolução bolchevique na União Soviética, do holocausto praticado pelos nazistas contra os judeus; dos genocídios comunistas comandados por Stalin na URSS e Mao Tse-tung na China Continental: das carnificinas do Kmer Vermelho no Camboja; dos fuzilamentos “revolucionários” em Cuba, “pero sen perder la ternura” jamais. E mais, da guerra do Vietnã, da libertação de colônias na África e nova era depois da tirania do domínio português. 

Também foi o século da descoberta das vacinas, da erradicação da pólio e da varíola, da maravilhosa penicilina pelas mãos abençoadas do Doutor Alexander Fleming em 1928.   

As incertezas do século 20 vieram do fracasso do socialismo real, da tragédia das guerras e das exclusões sociais em meio à expansão do progresso tecnológico. Mesmo depois do fim do colonialismo e do apartheid, o continente africano continua mergulhado na corrupção, fome e epidemias. 

Em termos de incertezas o século 20 não amarra a chuteira no comparativo com este século 21. Sob o signo da pandemia, estamos vivenciando a era das irracionalidades, das tragédias e das farsas, ao menos no reino de Pindorama.      

Em meio à Guerra Fria entre as superpotências EUA-URSS, nosso infelicitado País esteve à beira do precipício para se transformar num satélite tropical da União Soviética e da China Continental, a exemplo de Cuba. O movimento civil-militar de 1964 hoje pertence à história. O vírus comunista tornou-se mutante e o mundo ainda demora a assimilar esta lição.  

O vírus virou o mundo pelo avesso. Vira Brazil! Vira Pernambuco! Ano passado o Governo do Estado dispunha de montanhas de denários para adotar ações contra o vírus, grande parte em transferências do Governo federal. Somente a Prefeitura montou um pacote de 670 milhões sem licitação. Diziam que os resultados eram os melhores possíveis. Hoje apresentam números preocupantes. As medidas restritivas, sendo ou não inevitáveis, agravam a quebradeira do comercio e o desemprego.

O governador, secretários e demais príncipes não abrem mão de um ceitil de seus salários. A conta da eficiência não fecha. Dirão que a culpa é da rafaméia. As autoridades estão devendo uma explicação convincente sobre a gastança de antes e os resultados de agora.

*Jornalista


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26/04


2021

Mogno é um garimpeiro de sonhos

Por José Adalbertovsky Ribeiro

Dedico este artigo ao meu colega William Shakespeare, que também tinha a profissão de garimpeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Mogno Martins é um macróbio, nascido na Galáxia de Gutenberg há muitos séculos atrás. Naquele tempo do jornalismo impresso as notícias eram temperadas com chumbo derretido. Quando ele veio à luz, Seu Gaspar e Dona Margarida disseram: Vai, Mogno, ser um garimpeiro na vida! Ele bebia chumbo derretido e o chumbo se transformava em notícias.

Quando era menino, Mogno Martins ouviu o som do carrilhão do Diário de Pernambuco e falou: Quando eu crescer eu quero ser jornalista. Ô de casa! Os diretores Antônio Camelo, Joezil Barros e Gladstone Vieira Belo responderam: “Meta os peitos, menino!” Ele topou a parada e lá se foi a destilar o chumbo nosso de cada dia na Galáxia de Gutenberg.  

Nesta era digital ele fez a travessia da Galáxia de Guta para o Império GAFA – Google/Amazon/Facebook/Apple, ao navegar em nuvens de silício.  O bem-aventurado poeta Drummond se definiu certa vez como “fazendeiro do ar”. Direi que Mogno Martins hoje na era cibernética é um garimpeiro das nuvens de silício, onde ele extrai informações, ideias e sentimentos, a matéria-prima para elaborar suas crônicas, notícias, reportagens.       

Este livro “A dor da pandemia - Crônicas” foi garimpado durante a trajetória do inseto comunista chinês. São vivências, recordações, tempos passados e presentes na cachola do autor. A pandemia serve como referência do momento de garimpagem.

O cara é um trabalhador braçal das letras. Escrever uma crônica, um artigo ou uma notícia requer um trabalho braçal e mental. As crônicas e reportagens de Mogno Martins têm sustança. Ele é um cara valente no ofício das letras. Escrever um livro é uma luta feroz. Eu que o diga.

Mogno também é um andarilho. O andarilho do Pajeú, da Rua do Futuro, da Jaqueira, do Poço da Panela, do bairro das aflições e dos Aflitos, idas estradas do litoral ao Sertão. Este livro de Crônicas da Pandemia é feito de viagens mentais, sentimentais, viagens ao coração das pessoas e no meio do mundo. Quanto mais ele voa na vida, mais mantém os pés e o coração plantados no berço de nascença. As águas do Rio Pajeú ainda correm nas veias do menino Mogno.

Leiam o livro de crônicas do filho de Seu Gastão e Dona Margarida, vocês vão adorar. Ele escreve feito gente grande. Depois, leiam também o livro do papaizinho Planeta Micróbio – A humanidade é blue. Hasta la vista!     

LACROU – O prefeito João Campos decidiu, monocraticamente, lacrar o estacionamento interno do Parque da Jaqueira, medida autoritária e antissocial que prejudica centenas de pessoas, sem nenhum benefício. Na dinastia de Geraudo Covid Julho ele dizia que o vírus se infiltrava no motor dos carros e transmitia a doença através do cano de escape. Os andarilhos secretário André Longo e seu parceiro global jornalista Ítalo Rocha, da dupla o gordo e o magro, são testemunhas de que o parque é um espaço-saúde e contribui para melhorar a qualidade de vida da galera, sem aglomeração. Te liga, brother João!


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19/04


2021

Meu sonho é ser um jovem Matusalém

Dedico este artigo ao meu amigo o poeta Castro Alves, que recitou o verso “Livros, livros à mancheia” referindo-se ao Planeta Micróbio do papaizinho    

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Se algum dia, eu morrer, Zeus me livre que isso aconteça, “os meus amigos vão dizer que eu tinha um bom coração, alguns até hão de chorar e querer me elogiar, fazendo de ouro ...”! Saudades do cancioneiro Nelson Gonçalves! Meu sonho é ser um jovem Matusalém. 

“Mas, depois que o tempo passar, sei que ninguém vai se lembrar que eu fui embora. ” “Por isso é que eu penso assim, se alguém quiser fazer por mim” comprem “livros, livros à mancheia”, no dizer poético do meu amigo, o glorioso Castro Alves, referindo-se ao meu livro “Planeta Micróbio – A vida planetária é filha das algas azuis – A humanidade é blue”! 

“Para aliviar meus ais”, dirijam-se à Editora Bagaço, às Livrarias Jaqueira da Rua do Futuro, Imperatriz do Plaza e Ideia Fixa de Parnamirim, à Banca  Kel na Rua do Futuro, no presencial, no Zap ou na Internet, e façam suas reservas. O editor Arnaldo da Bagaço, Gustavo Mendes da Livraria Jaqueira e Kel da Banca disseram que o livro está sendo um sucesso.  

Sosseguem os devotos da caterva vermelha e derivados. O meu livro não tem a ver com política. Na minha viagem à microsfera eu entrevisto vírus, bactérias, fungos, protozoários, Adão e Eva, o navegante Noé, converso com dinossauros dos tempos jurássicos e bato um papo-cabeça nas cavernas do meu colega o filósofo grego Platão.       

No capítulo “Sexo animalesco”, descrevo a epopeia de amor da abelha-rainha. Se eu fosse um Shakespeare escreveria um romance tipo Romeu e Julieta sobre a paixão, os sonhos e os amores das abelhas-rainhas”. Ser abelha é ser rainha.

Durante o voo nupcial, a abelhinha exala o perfume do feromônio. O enamorado suspira: Oh bela criatura, você encanta meu coração, quero namorar contigo! A abelha-rainha musa exala o perfume do amor feromônio. 

O capítulo “A Peste Negra”, quando a terra era plana, tempos medievais do século 14, eu falo na tenebrosa bactéria Yersinia pestis, que devorou um terço da população da Eurásia na época, entre 75 a 200 milhões de almas. Foi a maior tragédia sanitária da humanidade. Atual pandemia do vírus da coroa é muito menos mortífera, graças a Zeus!      

Vacinado contra a gripe dos véios, depois da segunda dose da Coronovac/Sinovac/Butantan e também vacinado contra mau olhado, o papaizinho contempla esta data 19 de abril com uma profusão de 72 luas na cabeça e a idade de quase um Matusalém. 

Comprem na Internet, nas nuvens, nas bancas e livrarias o livro Planeta Micróbio e o jovem Matusalém da Jaqueira vai ficar ancho da vida.


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