No 3º bloco, segurança foi destaque

No terceiro bloco do debate entre os candidatos à Presidência da República, Geraldo Alckmin, do PSDB, e Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, se concentraram mais em seus projetos de governo, debatendo temas com segurança pública.

Lula iniciou as discussões citando a performance de Alckmin na área e citando os ataques do PC ao estado, perguntando ao ex-governador qual seriam suas propostas para o país.

Alckmin respondeu com uma série de números. Segundo ele, o governo de São Paulo tirou da rua 90 mil bandidos, reduziu em 50% o número de homicídios de São Paulo, sendo mais de 60% latrocínio, e construiu 75 unidades prisionais, contra uma do governo Lula.

- Temos hoje 130 mil policiais no estado de São Paulo, com polícia trabalhando e protegendo a população. São Paulo é hoje o 22º estado do Brasil nos crimes violentos e contra a vida - disse.

O tucano também acusou Lula de ter liberado apenas 9% dos recursos previstos para o Sistema Único de Segurança Pública, tendo gasto, em contrapartida, R$ 700 milhões em viagens e diárias.

- Essa é uma questão nacional e eu não vou dizer que a responsabilidade é do governador. Eu vou liderar esse trabalho. É uma responsabilidade do Brasil inteiro - afirmou Alckmin.

Na réplica, Lula disse ter gasto o mesmo que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em viagens e perguntou a Alckmin se ele achava que alguém realmente acreditava em suas declarações. E disse que, possivelmente, o ministro da Justiça, Marcio Tomas Bastos, não tenha mandado dinheiro ''porque soube que Alckmin cortou 11% do orçamento da segurança, sendo R$ 67 milhões apenas no setor de inteligência''.

- Houve uma redução de 12% no contingente da força de segurança em 1995. Para cada 100 mil habitantes, o estado de São Paulo tinha 352 policiais civis e militares. Hoje só tem 309 - rebateu Lula.

Alckmin, por sua vez, disse ter investido R$ 10 milhões na segurança pública de São Paulo e lembrou que o estado hospedou o presidiário Fernandinho Beira Mar a pedido do governo federal por falta de presídios de segurança máxima no país. (Globo Online)

Publicado em: 08/10/2006