Prefeito é acusado de desviar R$ 325 mil no Ceará

Enquanto o Tribunal de Contas da União (TCU), Congresso Nacional e Controladoria-Geral da União (CGU) investigam gastos indevidos com o cartão corporativo, um prefeito e um secretário cearenses são acusados de "sangrar" recursos municipais em proveito próprio, utilizando cheques liberados indevidamente.

O caso acontece em Icapuí, a 210 quilômetros de Fortaleza. É uma cidade praiana, que faz fronteira com o Rio Grande do Norte, onde o prefeito José Edilson da Silva (PSDB) e o secretário municipal de Finanças e Administração, Gilvan Ares, são acusados de desvio de recursos e improbidade administrativa. Eles assinariam e, depois, sacavam os cheques, através de endosso.

O rombo já passaria dos R$ 325 mil, segundo o Ministério Público Cearense (MPC). O juiz substituto de Icapuí, Francisco Eduardo Fontenele Batista, já deferiu, em caráter liminar, uma Ação Civil Pública impetrada pelo MPC, representado pelo promotor de Justiça Marcelo Gomes Maia Pires, contra o prefeito e o secretário.

Por meio da ação judicial, a Prefeitura foi intimada a apresentar a comprovação das despesas contraídas. Mas, apesar de ter recebido a requisição em 19 de dezembro de 2007, ainda não apresentou qualquer documento que comprove a destinação lícita e pública dos recursos sacados das oito contas que possui na agência do Banco do Brasil de Icapuí. Os acusados ainda não se pronunciaram sobre as denúncias do promotor Marcelo Pires. Da Agência Nordeste.

Publicado em: 08/02/2008