Paciente curado: limite entre a vida e a morte é muito tênue

Por G1

Curado da Covid-19, o engenheiro eletrônico e político Carlos Augusto Costa, de 57 anos, afirmou ter vivido momentos difíceis no hospital em que esteve internado, no Recife, durante o tratamento da doença provocada pelo novo coronavírus. Apesar das dificuldades, ele se sente grato por ter se recuperado. “O limite entre a vida e a morte é muito tênue”, disse.

O engenheiro voltou de Portugal no dia 14 de março e, depois de três dias, sentiu os primeiros sintomas. “Eu não tive tosse. Tive febre, senti o corpo mole e muita dor de cabeça. A temperatura ficava entre 37,9°C e 38,5°C e eu não conseguia dormir”, afirmou.

Depois de receber o resultado do exame uma semana depois de voltar de viagem, Carlos Augusto foi internado. “A ala era completamente fechada. As pessoas entram com um equipamento que é descartado na hora que elas saem”, disse.

Ao longo do tempo em que passou internado, o paciente afirmou ter sentido medo. “Muito medo. É uma roleta russa, algo que pode acontecer com qualquer um. Eu via toda hora gente morrendo, gente que era mais nova que eu. Gente com 32 anos que corria maratonas, gente com 27 anos sem comorbidades. Eu poderia não estar aqui”, alegou.

Carlos contou, ainda, ter uma alimentação boa e fazer exercícios físicos. “Eu ando, eu tenho uma alimentação saudável. E me vi na cama, no hospital, com a possibilidade de não voltar. Está muito próximo da gente. Você pode ser forte, mas a pessoa que está ao seu lado pode não ser”, disse.

Ao receber alta após seis dias de internação, ele se sente aliviado por ter se curado e faz um apelo para que as pessoas cumpram as recomendações de isolamento social.

Ao longo do tempo em que passou internado, o paciente afirmou ter sentido medo. “Muito medo. É uma roleta russa, algo que pode acontecer com qualquer um. Eu via toda hora gente morrendo, gente que era mais nova que eu. Gente com 32 anos que corria maratonas, gente com 27 anos sem comorbidades. Eu poderia não estar aqui”, alegou.

Carlos contou, ainda, ter uma alimentação boa e fazer exercícios físicos. “Eu ando, eu tenho uma alimentação saudável. E me vi na cama, no hospital, com a possibilidade de não voltar. Está muito próximo da gente. Você pode ser forte, mas a pessoa que está ao seu lado pode não ser”, disse.

Ao receber alta após seis dias de internação, ele se sente aliviado por ter se curado e faz um apelo para que as pessoas cumpram as recomendações de isolamento social.

“Eu vivi. Eu senti e posso dizer com o meu coração: fiquem em casa”, afirmou.

Confira mais aqui: 'Limite entre a vida e a morte é muito tênue', diz paciente 

Publicado em: 10/04/2020