Meu reino por uma touceira de capim!

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na epopeia sobre a farsa socialista “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell, uma legião animalesca sob a liderança dos porcos Bola de Neve e Garganta propõe-se a destruir o reino humano capitalista, combater a exploração entre os viventes de quatro patas e criar uma sociedade selvagemente igualitária.

O relato a seguir fica por conta do meu livre pensar.

O fazendeiro Jones, um capitalista malvado, foi destronado do poder na Granja Solar e substituído pela fauna animal, liderada pelos porcos socialistas.  

Os porcos, sapos, pais de chiqueiro, antas, lombrigas e carcarás passaram a usar barbas vermelhas como símbolo revolucionário.

Meu reino por uma touceira de capim! Proclamaram os revolucionários.   

Bola de Neve construiu um Moinho de Ventos para combater os privilégios das elites e redimir as desigualdades animalescas. A ovelha Maricota, criatura malévola, foi eleita para estocar furacões e distribuir ventanias com os bichos. Mas, os ventos viraram tempestades, devastaram nossas casas, nossas vidas, nossos empregos. A malévola voou a bordo de sua vassoura no rumo dos ventos.

Acusado de praticar tenebrosas transações, Bola de Neve foi preso em Curitiba.   

Hoje Bola de Neve virou Bola de Ferro que puxa o Brazil para trás, disse o Garganta, cobra criada da tribo do Ceará. O Garganta também é uma bola de ferro, venenoso e agressivo.

O Brazil não merece girar em volta do umbigo de um presidiário farsante guru de uma seita corrupta. O ex presidiário é uma assombração do passado que não disputa eleição desde 2006. O Garganta do Ceará insiste em ser derrotado desde 1998.               

A Revolução dos Bichos de George Orwell chega ao desfecho na Fazenda Solar. Depois de conquistar o poder e derrotar os capitalistas humanos, os animais se corrompem e praticam os vícios que antes combatiam. Eis uma fábula perfeita sobre a farsa do socialismo, chamada de distopia:

“Doze vozes gritavam, cheias de ódio, e eram todas iguais. As criaturas de fora olhavam de um porco para um homem, de um homem para um porco e de um porco para um homem outra vez; mas já era impossível distinguir quem era homem, quem era porco”.

Publicado em: 18/11/2019