Coluna desta terça na Folha

Um deserto de líderes nacionais

Na chegada, ontem, a Brasília, para uma semana de trabalho, noticiei que o restaurante do Senado passará a ser batizado, oficialmente, com o nome do ex-senador Carlos Wilson, que Deus levou há dez anos. Também relembrei um pouco a trajetória do ex-deputado Inocêncio Oliveira, que completou, ontem, 81 anos.

Cada um projetou a bancada no cenário nacional ocupando funções destacadas e doando a voz na tribuna em defesa de causas nobres do Estado. O primeiro, manso no falar mineiro, hábil articulador, era um sedutor literal. Partiu cedo, mas em Brasília deixou a marca da sua grife.

O segundo, construiu uma carreira sólida, chegou à Presidência da República, mesmo interinamente. Pernambuco já brilhou muito no Congresso. Vale lembrar, com perfis e doutrinas antagônicas, Cristina Tavares, Fernando Lyra, Egydio Ferreira Lima, Ricardo Fiúza, Inocêncio e Carlos Wilson. Hoje, infelizmente, é um deserto de expressões nacionais.

Enfim, a reação – No exercício da Presidência da República, o vice Hamilton Mourão deu, enfim, uma sinalização de que o Governo vai entrar, efetivamente, na limpeza das praias do Nordeste atingidas pelo vazamento de óleo cru de petróleo. Informou haver autorizado a 10ª Brigada de Infantaria Motorizada do Exército, sediada no Recife, a colocar quatro mil homens de prontidão nas praias.

Jogo sujo? – O Governo Bolsonaro montou em Brasília uma central de monitoramento para acompanhar a tragédia nas praias nordestinas. Está investigando, por exemplo, um vídeo viralizado nas redes sociais em que um homem usa um trator para abrir um canal de esgoto em direção ao mar em Itamaracá. Detalhe: o prefeito Tato, genro de Guilherme Uchoa, é do PSB.

Decadência – Em 2010, lembra o ex-vice-prefeito de Paulista, Dufles Pires (PSDB), a cidade se destacou na mídia nacional por ter sido a terceira que mais gerou empregos no País. Na contramão, o prefeito Júnior Matuto (PSB) recebeu, ontem, a visita do ministro da Justiça, Sérgio Moro, para ações de combate à violência por ser a 5ª cidade mais perigosa para viver no País.

Fica no SD – O prefeito de Olinda, Professor Lupércio, nega que tenha sido motivado a deixar o SD em troca do MDB. Ressalta que está muito bem prestigiado na legenda pelo líder na Câmara Federal, Augusto Coutinho. Quanto ao Palácio, diz que mantém relação harmoniosa com o governador.

A razão – O senador Fernando Bezerra Coelho, líder do Governo no Senado, foi a ausência mais comentada, ontem, na passagem do ministro Moro por Paulista. Aos que acham que se distancia do Governo, uma informação: passou a tarde de ontem em reunião com o ministro Paulo Guedes.

NO MDB – O presidente da Câmara de Timbaúba, Josinaldo Barbosa (PTB), lidera, hoje, uma manifestação em frente à sede do Legislativo contra o ato arbitrário do prefeito Ulisses Felinto (PSDB), que promoveu, na semana passada, a invasão ao Legislativo que acabou em depredação.

Perguntar não ofende: Quando a rede hoteleira vai se pronunciar sobre o cancelamento de reservas por causa da tragédia nas praias?

Publicado em: 22/10/2019