Fazendo novas fontes e abrindo novos horizontes

Viajar é sempre muito agradável, rico e produtivo profissionalmente. Há três dias, cumpro missão em Angra dos Reis, fazendo a cobertura da missão parlamentar da Assembleia Legislativa de Pernambucano ao complexo nuclear de Angra.

Conhecer novas pessoas é, igualmente, muito bacana. Minha rotina é na área política, na ponte aérea com Brasília. Nos últimos três dias, mergulhei na economia e numa área de conhecimento zero: energia nuclear, tendo como gancho mergulhar na experiência das usinas de Angra como modelo para Itacuruba, incluída nos estudos da Eletronuclear com vocação para atrair uma usina nuclear.

Coordenador da comissão, o deputado Alberto Feitosa estendeu o convite da Eletronuclear a todos os companheiros da Casa, mas só cinco tiveram o instalo e discernimento: Antônio Fernando, que não o conhecia, é físico e, portanto, da área.

José Queiroz olhava a energia nuclear de forma enviesada, mas depois de conhecer a segura, moderna e avançada produção de Angra, que já abastece 40% do Rio, está voltando ao seu País de Caruaru com os olhos mais brilhosos, cheios da boa radioatividade.

Dois deputados novatos que não conhecia - Henrique Filho e Romero Sales Filho - também tiraram dúvidas do risco do chamado lixo atômico. Wanderson Florêncio, contra a ideia de Itacuruba, já está mais flexível. Levou um bom puxão de orelha do presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, logo no jantar de recepção na quarta, e volta cheio de conhecimentos.

Entre os convidados da área técnica, Feitosa selecionou a dedo e foi muito feliz: o engenheiro Carlos Mariz, especialista do setor, extremamente preparado e competente. Gente da melhor qualidade, foi meu consultor da maratona.

Ex-secretário de Desenvolvimento de Pernambuco, o engenheiro Antônio Mário domina tanto a matéria energética que já tem cara de físico nuclear. Meu amigo Maurício Carneiro Leão, engenheiro, que conheci no Metrorec, hoje atuando na área de energias renováveis, emprestou seu talento à comissão.

A Associação Comercial de Pernambucano enviou como olheiro o engenheiro Marlos Macedo, que atua na área de investimentos em sistemas de energia. Conhece bem do assunto e está convencido de que Pernambuco dará o primeiro e importante passo na geração de energia para o Nordeste se consolidar o sítio nuclear de Itacuruba.

Por fim, tiro o chapéu para o presidente da Eletronuclear, Leonam Guimarães, e sua competente equipe. Todos os diretores envolvidos no acolhimento à missão parlamentar pernambucana nos passaram rico e oportuno conhecimento sobre o funcionamento das usinas de Angra.

Abrir uma janela para suprir a carência de energia do Nordeste via usina nuclear é temática polêmica e divisionista. Vai gerar ainda muitos debates coléricos, tudo muito mais pela cultura preconceituosa e a falta de conhecimentos.

Publicado em: 18/10/2019