O violonista, a canção e a paixão revelada

Casado com Fatinha, minha irmã "japonesa" de olhos apertados, Djalma Marques é médico de formação acadêmica, mas seu xodó mesmo é o violão. Desde os tempos em que dedilhava o instrumento em Tabira, onde nasceu, e depois em Afogados da Ingazeira, cidade adotiva de parte da sua infância e adolescência, Dija, como é mais conhecido, se projetou na música clássica.

Foi professor de violão no Conservatório de Música do Recife e na Faculdade Federal da Paraíba, em João Pessoa. Varreu o mundo com o violão debaixo do braço, ganhou certames nacionais e internacionais clássicos, virou celebridade no meio. 

Exerce ainda a Medicina, mas sua grande paixão é a música e agora a Biologicus, empresa de produção de probióticos com sede no Recife e expansão no Sudeste, tendo como carro-chefe  o milagroso Kefir, indicado até para tratamento de enfermidades graves. 

Hoje, ele amanheceu agarrado ao violão, como rotina das suas manhãs, e embalou Beija me muito. Na política, a canção me faz lembrar o episódio de maior repercussão no Governo Collor: foi nesse embalo romântico que os ex-ministros Zélia Cardoso e Bernardo Cabral tornaram público a paixão que todos nós, jornalistas dos bastidores de Brasília, já sabíamos.

Publicado em: 15/09/2019