PCR garante implantação de três Casas-Lares no Recife
















A Prefeitura do Recife vai ampliar e qualificar a rede de acolhimento de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social. O prefeito Geraldo Julio (PSB) assinou, na manhã desta quarta-feira (9), um convênio de cooperação técnica e financeira com a ONG Aldeias Infantis SOS Brasil. A parceria vai implantar na cidade duas casas-lares e assegurar a gestão de uma terceira unidade do tipo, que já funciona há um mês.

Essa iniciativa proporcionará um aumento na capacidade de atendimento e uma melhoria no serviço prestado, garantindo o direito da convivência familiar e comunitária a esses jovens.

O modelo casa-lar já está sendo aplicado em um espaço localizado na Várzea: a antiga sede da Casa de Acolhida Acalanto, do IASC. A ideia é que as unidades a serem implantadas funcionem no mesmo bairro, em locais próximos a escolas e postos de saúde da rede municipal.

O convênio assinado tem duração de 12 meses e prevê uma contrapartida de R$ 750 mil da prefeitura, que ficará responsável pelo acompanhamento e supervisão do serviço. Caberá à ONG Aldeias Infantis a administração dos espaços.

Ao todo, 27 crianças e adolescentes de até 17 anos e 11 meses serão acolhidos. ''Já temos uma capacidade aproximada de acolher 60 crianças e adolescentes. Com esse convênio, ampliamos em cerca de 50% a nossa capacidade. A casa-lar é um modelo vencedor, de excelência, que já existe em 26 estados brasileiros. Com ele, vamos continuar garantindo direitos básicos como alimentação, educação, saúde e lazer, além da possibilidade de convivência familiar e comunitária por meio de relações mais humanizadas'', argumentou Geraldo.

Ainda de acordo com o prefeito, para os jovens em processo de emancipação, a casa-lar oferece apoio, orientação e acompanhamento. ''Esse suporte ajudará muito na inserção desses jovens no mercado de trabalho e na conquista da sua própria autonomia no futuro''.

As casas serão coordenadas por uma cuidadora residente, chamada de mãe social. Uma equipe técnica formada por psicólogos e assistentes sociais dará o suporte necessário. As crianças serão encaminhadas pelas autoridades da Infância (Justiça, Ministério Público e abordagem social) e os irmãos biológicos não serão separados.

Publicado em: 09/04/2014