01/03


2021

Nelson e Brecht, o feijão e o sonho

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – “Primeiro, meu estômago, depois vossa moral”, assim falava o dramaturgo alemão Bertolt Brecht aos seus rebanhos. E mais: “Há homens que lutam um dia, e são bons;/ há outros que lutam um ano e são melhores;/ há aqueles que lutam muitos anos e são muito bons;/ porém há os que lutam toda a vida;/ estes são imprescindíveis”. 

Revolucionário nas artes, Brecht lutou contra a opressão nazista na Alemanha, década de 1930, e reinou acima das misérias da humanidade na primeira metade do século passado. Hoje reina como guru dos vermelhos e infravermelhos em todas as latitudes. 

Os poetas e artistas revolucionários sonhavam com o “assalto aos céus” para implantar a utopia socialista”. Os tiranos e genocidas  Stalin, Lenin, Mao Tse-tung,  Pol Pot  (Camboja), Fidel Castro, Hugo Chavez, Maduro e seus sequazes assaltaram o poder e implantaram o terrorismo comunista. 

O poeta revolucionário Maiakovski matou-se de tristeza por sua bela amada Lilitchka e de desencanto diante das tragédias da revolução bolchevique. “A anatomia em mim enlouqueceu, sou todo coração.” Brecht seguiu na estrada em busca da salvação das almas  dos “proletários do mundo, uni-vos!” O comunismo e o nazismo se equivalem em genocídios na história da humanidade. 

Brecht foi um Nelson Rodrigues marxista que falava alemão. Ou ao contrário, o genial Nelson foi um Brecht que falava português. De pensamento político conservador, Nelson revolucionou o teatro brasileiro, modéstia à parte. 

“A maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas, que são a maioria da humanidade”. Hoje este pensamento nelsonrodrigueano está sendo aplicado à Internet. Provérbio de Nelson: “O mundo estaria salvo se os homens de bem tivessem a mesma ousadia dos canalhas”. 

Nelson, Maiakovski, Brecht, feijão e o sonho, utopia e realidade.  

Nelson também foi um desses homens imprescindíveis que batalhou a vida inteira contra a farsa do igualitarismo socialista. Viva Nelson! Nelson vive!

"A prática é o critério da verdade”, diz um dos princípios da dialética. A prática da esquerda revolucionária no Brazil e no mundo é o fracasso em todos os campos de batalha. Feito cobra cascavel, o comunismo muda de pele. A nova cepa de vírus chama-se globalismo. Vem do DNA de origem totalitária e dissemina-se em todos os cantos onde canta o carcará e onda cantava o sabiá.   

•Dedico este artigo ao meu colega o poeta russo Maiakovski e sua musa Lilitchka.


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Cabo 2021


22/02


2021

Louvemos as Grandes Almas!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Na tradição do hinduísmo existe o conceito filosófico das “Grandes Almas”. Mahatma, no idioma sânscrito, significa almas elevadas em espiritualidade. O libertador da Índia, Mahatma Gandhi, fisicamente pequenininho, foi uma grande alma. Os sábios, filósofos e santos são grandes almas no conceito filosófico. Os estadistas seriam as grandes almas na política.       

Benemérito da humanidade, o doutor Albert Sabin abdicou dos direitos de patente da vacina antipólio para facilitar a erradicação da doença.  O doutor Sabin deveria ser chamado de Mahatma Sabin.

Ao longo de séculos a poliomielite deixou um legado de milhões de mutilados, aleijados e mortos. A milagrosa gotinha redimiu para sempre essa maldição. O Brazil recebeu o certificado de erradicação da doença em 1994. Em 1991 ocorreu o último caso do chamado poliuvírus selvagem nas Américas, no Peru.

O sanitarista Oswaldo Cruz foi um herói brasileiro na luta pela erradicação da febre amarela, varíola e peste bubônica, idos de 1904 no Rio de Janeiro, então Distrito Federal. Enfrentou o mosquito Aedes aegypti, transmissor da febre amarela e também da dengue, olho no olho, de homem para mosquito. Conseguiu exterminar o bicho, mas infelizmente o desgraçado ressuscitou nas últimas décadas devido à indigência sanitária de nossas cidades.  

Deveria ser chamado de Mahatma Oswaldo Cruz, grande benfeitor da saúde brasileira. Assim também o pesquisador Carlos Chagas, cuja vida profissional foi dedicada ao combate da malária, ao inseto “barbeiro” e às doenças tropicais. São Grandes Almas no campo da medicina. Mahatma Machado de Assis e Mahatma Dos Anjos, Poeta Augusto, são Grandes Almas no campo da literatura.    

Nestes tempos de Covidão  e de servidão, o Brazil está carente de grandes almas em todos os círculos e quadrantes. Pululam as micros almas, almas de meias tigelas, almas sujas e de predadores. São os grandes goelas, tamanho GG, grandes apenas na safadeza e na corrupção.  

Invoco a sabedoria do meu colega o poeta inglês William Shakespeare: “O inferno está vazio e todos os demônios estão aqui”. São os demônios da corrupção, da incompetência, da ignorância,  da maldade e da demagogia. Os demônios da corrupção e os grandes goelas adoram o vírus da coroa. Amam e mamam às custas do vírus. 

Viva a vacina e louvadas sejam as Grandes Almas! 

IMPUNIDADE – Deputada Flor de Liz mandou matar o marido em junho 2019 e continua impune, desfruta de mordomias e imunidade parlamentar. Membros da comissão antiética dizem que ela matou apenas 1 marido, não 2, entonce é assassina primária, não é assassina secundária nem  genocida, merece uma segunda chance para matar um segundo marido e ser inocentada em segunda instância.
 

*Jornalista


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

Muito bom texto!!!!!!!!!!!!!!!!




15/02


2021

O capitão é uma tempestade perfeita

Por Jose Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – A dinâmica do Governo do capitão remete ao conceito meteorológico de tempestade perfeita. O capitão atrai todos os raios, furacões, maremotos e tsunamis.

Se Johnny Bravo reunir o gado nas redes antissociais e proclamar: “Eu morri, me levem para o cemitério, porra!”, cuidado, coveiros, ele quer pegar vocês.  No popular o cara tira onde de doido para passar bem.

Mas, a loucura tem método. Neste momento enquanto o capitão faz piruetas para a plateia, a Operação LavaJato está levando uma facada mortal na barriga pelas mãos do exterminador geral da República, depois de cumprir a missão heroica de combate à corrupção durante sete anos. O exterminador foi indicado pelo capitão  exatamente para isto, para esfolar a LavaJato até a morte e está cumprindo a missão com ódio dissimulado. O capitão também tem ódio dissimulado pela LavaJato e pela prisão em segunda instância.

O gado não emitirá um mugido sequer por ser alienado. lsler , porque as viseiras lhe permitem apenas degustar capim e uivar “mito, mito!”. Ô vida de gado! Os tangedores do gabo, os vaqueiros e boiadeiros se fingem de inocentes e alienados.

O combate contra a corrupção no Brazil se divide em antes e depois da Operação LavaJato, antes e depois do juiz Sérgio Moro e a força-tarefa que botaram proeminentes ladrões e corruptos na cadeia, inclusive a versão vermelha do novo Barrabás. Impossível desmerecer a figura do grande brasileiro Sergio Mor.        

Prisão em segunda instância?! Abafa! Esta matéria nunca esteve no gibi do governo.  O que estava no gibi era para desfigurar o pacote anticrime do ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro e deletar o próprio Moro, por ser inconveniente um ministro da Justiça protagonista do combate à corrupção.     

De minha parte, eu sou pequenininho, votei e votaria de novo mil vezes no capitão nas mesmas circunstâncias para nos livrar da maior organização criminosa que já ocupou o poder neste País. Votar no poste vermelho seria votar em favor dos regimes corruptos e terroristas de Cuba, Venezuela e Nicarágua. Amanhã será outro dia e, noves fora a caterva vermelha, só Zeus sabe as volta do meu coração.  

LIVRO – Em boas mãos do Big Boss Arnaldo Afonso, da Editora Bagaço, meu livro “Planeta Micróbio – A humanidade é blue” está em fase de impressão e pré-lançamento. Das Cavernas de Platão à Civilização Adâmica, micróbios e macróbios, opero no modo do livre pensar. “Ninguém sairá incólume da leitura deste livro”, diz o prefaciador Nestor Accioly, mestre em literatura, mitologias e humanidades. Fiquem ligados, filhotes de Adão e Eva!

*E-mail: [email protected]


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Ipojuca 2021 IPTU


08/02


2021

A peleja do dragão e a baleia

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Reunidos nas cavernas e nos labirintos de Brasília, os sinhozinhos e as sinhazinhas elegeram os novos detentores dos tapetes azuis e dos tapetes verdes do poder. Vindos das calendas gregas, dragões e minotauros, metade gente e metade monstro, afloraram no recinto. Baleias e dinossauros distribuíram beijos e abraços, acariciaram os sinhozinhos e as sinhazinhas, deitaram e rolam com as melhores das intenções.

Aconteceu a peleja do dragão, o minotauro e a baleia nos labirintos e nas cavernas de Brasília. O capitão é um dragão em forma de gente. Quando ele abre o bico, dispara fogo pelas ventas, acontecem raios e trovoadas. Quem é você? Eu sou um domador de dragões e minotauros, disse o toureiro Maia. De tal modo houve o duelo entre as feras. Maia matou no peito para matar o capitão na unha.

Maia lutou na resistência, mas, havia muitas traíras no Oceano Não Pacífico do Planalto Central. A baleia desmaiou. O dragão venceu a peleja e o gado do capitão delirou, delirou.

Ora, direis, Brasília é uma cidade moderna, não possui labirintos, nem esquinas nem cavernas, lá não existem dragões nem dinossauros. Quanta inocência! Quem nunca visitou as cavernas e os labirintos do poder, quem não conhece dinossauros e minotauros não conhece Brasília.

Brasília também é a capital dos vulcões, em cada esquina existe um Vesúvio. A Catedral de Brasília é um epicentro de terremotos. Cada vez que os lobos e as lobas dos três Poderes confessam seus pecados, o confessionário registra sísmicos de 7 graus na escala Richter. Terremotos e furacões circulam nas veias, nas quadras, nas asas e no Plano Piloto de Brasília.

Oscar Niemeyer foi um arquiteto de vulcões. Deveria ganhar o prêmio Oscar de Hollywood na categoria vulcânica. A Praça da Paz Celestial dos Três Poderes é povoada por baleias, tubarões, escorpiões, hienas, sapos vermelhos, traíras, cascavéis, raposas, dinossauros e dragões. O bicho mais inocente da área ensinou urubu a voar.

O que dirão os tapetes azuis e os tapetes verdes? Os tapetes não falam, simplesmente exalam as conchamblanças das cavernas do poder. Devias vir, ó tapetes, para ver nossos olhos tristonhos e contar os nossos sonhos verde-amarelos.

Depois dos desmaios e dos delírios, os vulcões subiram nos telhados em Brasília. O Planalto está em chamas. Vai continuar a temporada de pelejas, erupções e terremotos. O tempo é instável, sujeito a trovoadas e pancadarias entre o gado e a mundiça vermelha. O capitão atrai todos os raios e tempestades.

Dedico esta crônica ao magnifico blogueiro Magno Martins, desbravador das cavernas e dos labirintos de Brasília, em louvor às 15 milhões de visitas em seu vitorioso Blog. Viva!

*Jornalista


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01/02


2021

O touro é demente. Ô vida de gado!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Impichi? Nihil possibilidade. O governo é um touro sangrando na arena. Os opositores vão manter o capitão sangrando até o momento do abate em 2022. As esquerdas morrem de medo de deletar o capitão e ter que encarar pela proa o  vice-presidente general Mourão.

Não haverá Impichi nem com Baleia, nem com traíra, nem com Lira, nem com delírio, nem com delivery, nem com a mãe de pantanha.

Hoje é domingo, faz de conta, pede cachimbo. O touro é valente? O touro é demente. Bolsonaro é demente. Machuca a gente. Cachimbo é de barro. O mito tem pés de barro. O buraco é fundo. Acabou-se o mundo.

Quem será eleito presidente da Câmara, Lira ou Baleia? A luta é feroz. Ao sentar naquela cadeira, o ex-presidente Inocêncio Oliveira costumava dizer que parecia ver no plenário uma manada de 512 touros miúras, enfurecidos e botando fogo pelas ventas. Inocêncio marcou época na Câmara dos Deputados.     

O governo do capitão, mais propriamente ele próprio, perdeu a guerra da comunicação. Impossível o avanço de um governo repudiado pela consciência critica nacional. A partir de agora começa a contagem  regressiva até a unção dos enfermos em 2022.  

Uma ruptura institucional não passa pela cabeça das Forças Armadas, nem de raspão. Inconcebível imaginar que o Alto Comando das Forças Armadas embarque numa aventura institucional para abrigar um ex-capitão deserdado de suas fileiras. O capitão é refém dos goelas do centrão. A mamadeira custa caro.

No objetivo de agradar ao capitão, o sanfoneiro do Turismo, GêMêNê, desafia a Imprensa regional, nacional e mundial, modéstia à parte,  ao anunciar: “O Brasil é o 5º País do mundo em vacinação hoje. Isto a Imprensa não diz”. A deputada Joice Hasselmanm deu o desconto: “O Brasil está na posição 49 no ranking! que considera o número de doses aplicadas a cada 100 habitantes”. O cara trabalha com uma margem de erro de mais de 500 por cento.

O sanfoneiro tornou-se, portanto, multi-porta-voz do Palácio do Planalto, do Ministério da Saúde e da Secretaria de Comunicação, menos do turismo. Manda mais que o general Pazuello. Para agradar ainda mais ao capitão, terá que dobrar a meta e falar palavrões cabeludos, ele e seu escudeiro Sancho, o Silvio Vitalino.            

Este é um governo autofágico que devora aliados e devora a si mesmo. A nova seita do gado confia na fidelidade dos bovinos, mas esquece do estouro da boiada. Aconteceu no passado recente a onda anti-vermelhos do PT e agora uma nova onda anti-Capitão evolui feito bola de neve. É previsível e convém não subestimar. O gado está tossindo. Ô vida de gado!”

*Jornalista


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Jaboatão Março 2021


25/01


2021

Barrabás era ladrão de oxigênio

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – As pessoas começaram a morrer por falta de balões de oxigênio no Estado do Amazonas quando ladrões do serviço público e empresários ladrões começaram a superfaturar o preço de respiradores artificiais. Os ladrões roubam oxigênio, hidrogênio, nitrogênio, gás carbônico, gazes, esparadrapos, band-aids, seringas, roubam a atmosfera, o solo e até o subsolo de nosso planeta.

O roubo se converte em mortes. Os bandidos que roubaram balões de oxigênio hoje desfilam sobranceiros e respiram o oxigênio da natureza com ajuda dos aparelhos garantistas da impunidade. Roubar oxigênio somente pode ser considerado crime na undécima instância.

Barrabás era ladrão de oxigênio, roubava cilindros de ar comprimido nos Estados amazônicos da Galiléia e da Judéia. “Quem é inocente, Cristo ou Barrabás?” Perguntou o juiz Pôncio Pilatos? A galera gritou: “Barrabás, Barrabás! Solta Barrabás!” Havia também inscrições “Barrabás livre!” em camisetas, bonés e bandeiras, nas ruas e nas praças. “Lavo minhas mãos com creolina e álcool gel”, disse o doutor Pôncio Pilatos na hora de conceder habeas-corpus ao desgraçado.

Ovacionado pela mundiça,  Barrabás se autoproclamou como a alma mais honesta da Galiléia. Águas passadas movem moinhos. São os moinhos da corrupção. Barrabás vive!

A universidade federal da Galiléia era infestada de ativistas, doutores e analfabetos, pró-Barrabás livre.  E também a Rede Galinácea da Galiléia, onde era exibido o programa de surubas Big Brother Barrabás – BBB. Ao participar do programa, em sendo sexualmente correto, Barrabás transou com todos os gêneros, monofásicos, binários e polifásicos da casa, venceu o paredão e conquistou o premio de 1 milhão de denários. Virou celebridade no reino de Pindorama.

Quem não conhece Lolita não conhece esta cidade lendária Recife. Quem não conhece Barrabás não conhece o reino verde-amarelo de Pindorama.

Agora Barrabás está recorrendo à corte da  Galiléia para ser revogado o 7º Mandamento da Lei de Moisés, sob o argumento marxista-leninista de que toda propriedade privada é um roubo e, dialeticamente, roubar oxigênio constitui um direito legítimo das classes oprimidas. Se os conservadores derem bobeira, o lobby de Barrabás irá revogar o 7º Mandamento da Lei de Moisés. Aliás, na prática, praticamente, já está quase revogado.

Lolita vive, Elvis vive, Barrabás vive no reino de Pindorama.

Dedico esta crônica ao meu amigo o procurador federal Ricardo Queiroz, um dos pesquisadores mais argutos das Repúblicas da Jaqueira e de Pindorama.


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Petrolina 2021


18/01


2021

Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Nos tempos inocentes havia um ditado: “Nunca se mentiu tanto como antes dos casamentos, durante as guerras e depois das pescarias”. Bobagem. Nos tempos pecaminosos de agora convém fazer um upgrade do arsenal de mentiras. As mentiras dos pescadores são inocentes e até divertidas. 

As mentiras dos namorados e apaixonados são românticas e verdadeiras e fazem bem ao coração. Tipo assim: Você é minha musa! Oh musa bela, você é uma abelha-rainha, meu coração por ti gela! Você me encanta! Somente os apaixonados sabem os seus segredos. As musas mexem com nossas emoções e acalentam nossos corações. Ah, saudades!   

Nunca se mentiu tanto e se roubou tanto como nestes tempos de pandemia. As mentiras da guerra, sim, são a perdição da humanidade. Continua-se mentindo no Facebook, no Instagram, no Twitter, nas redes sociais e nas redes antissociais. A mentira tem pernas longas e cabeludas. 

Roubo mata sem misericórdia. Em novembro do ano passado  uma secretária bandida da saúde foi preso em Manaus durante Operação Sangria da Polícia Federal. O governador do Estado foi alvo de busca e teve bens bloqueados pela Justiça. Hoje, entre outros fatores, a saúde do Estado do Amazonas está em colapso por falta de cilindros de oxigênio para alimentar os respiradores. A secretária bandida já está solta e respira o oxigênio da natureza com ajuda das leis garantistas da impunidade. Na China seria fuzilado e a família pagaria o preço da bola. Responsabilizar hoje o Governo federal pelo caos é desonestidade intelectual.        

O pobrezinho Donald Trump reclamou que houve fraudes nas eleições dos Estados Unidos. Acusado de incitar a invasão do Capitólio, sede do Poder Legislativo americano, o galegão foi vetado,  “per omnia saecula saeculorum”, até a consumação dos séculos,  na rede social Twitter, onde seu passarinho não canta mais. O ditador Nicolas Maduro da Venezuela, é vermelho de guerra, tá liberado sem censura.   

O sumo pontífice do Facebook e do Instagram, Mark Zuckerberg, ameaçou capar o galegão. A mundiça vermelha delirou, delirou. 

O ditador da Coreia do Norte, Kim Jong-un, prometeu reforçar o arsenal nuclear do seu país “com o fim pacífico de destruir” o império capitalista do “Grande Satã”, a América do Norte. Ok. Mesmo assim permanece incólume nas redes sociais. Violentos, izem,  são os vikings com chifres que invadiram o Capitólio e depois foram presos. 

Comandadas por aiatolás globalistas, as redes antissociais se convertem em novos tribunais de Nuremberg para castigar os transgressores da NOM - a Nova Ordem Mundial, urucum vermelho de guerra. 


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Serra Talhada 2021


11/01


2021

O fraco Rei faz fraca a forte gente

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Meu amigo de infância o poeta Luís Vaz de Camões costumava dizer, em altos papos com nossa patota nas montanhas da Jaqueira: Bicho, “Um fraco rei faz fraca a forte gente!” Referia-se aos potentados da República, gregos, veganos, troianos, arianos, pernambucanos,  paraibanos, marcianos, a corriola em geral.

Que Rei sôis tu, Bolsonaro, a se negar a tomar a bendita vacina?! A mal dizer que nosso Brazil está quebrado e não pode fazer nada para consertar o estrago! Se não pode fazer nada, pega o beco, bicho, e se for por falta de adeus, hasta la vista! Tu ausência no Palácio do Planalto irá preencher uma grande lacuna. Tu já cumpriu a missão de expulsar do poder a mundiça vermelha corrupta. O vice-presidente General Mourão tá na linha e tá pronto para botar moral. 

Eu mesmo votei em tu, capitão, e votaria de novo nas mesmas circunstâncias, para expulsar do poder aa seita vermelha corrupta e seus aliados. Corrupção é fator propulsor da exclusão social. Votaria mil vezes novamente pelo fim da política externa de alinhamento e favorecimento às ditaduras corruptas e terroristas de Cuba, Venezuela, Nicarágua e Coreia do Norte. E também pelo fim das patifarias e favorecimentos aos caboclos mamadores do BNDES. Zeus me livre de ter saudade de uma seita criptocomunista que financiava os vandalismos e depredações dos terroristas do MST.

Sou vacinado contra tétano, vacina de gripe dos véios e hepatite. Quando chegar a vacina na testa contra o mosquito comunista chinês, é comigo mesmo. Daqui pra frente são outros quinhentos. Eu tenho autogestão ideológica e não me submeto às patrulhas ideológicas da mundiça da seita vermelha, nem à mundiça da nova seita que incensa o falso “mito” do capitão. A palavra “mito”, saiba vocês, analfas, refere-se a uma categoria filosófica de elevada dimensão humana e existencial.   

Existe um lema em latim: “Non ducor duco”. – “Não sou conduzido, eu conduzo”. Isto se aplica aos grandes líderes, aos estadistas das nações, e passa longe dos falsos mitos e governantes de meias tigelas. O fraco rei capitão se deixou dominar pelos juízes supremacistas, avessos à operação LavaJato, e aos  manipuladores de poderes do Congresso Nacional. Eles mandam e o capitão tira onda de vítima. O voto do juiz supremacista nomeado pelo capitão começou a desmontar a conquista da lei da Ficha Limpa.

Esculachar a mídia é fácil e até dá Ibope, confrontar os supremacistas poderosos ou até aliar-se a eles, este é o Xis da problemática.


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04/01


2021

Adeus, 2020! Você feriu nossos corações

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Anno Domini Ano do Senhor 2020 durou uma eternidade, quase que não acaba mais.  Sobrevivemos. Milagre! Corona vem de coroa. Cristo foi crucificado com uma coroa de espinho. Vírus são coroas de espinhos. A coroa de espinhos que martirizou Cristo se transformou em flagelo da humanidade.   O coronavírus é comunista amarelo da gema do ovo do morcego chinês.

Neste ano 2021 a ausência de Geraudo Covid na Prefeitura preenche um grande vazio. Ele deixou um importante legado: o mega pacote sem licitação do Covidão, a indústria de multas da CTTU, aumentos extorsivos do IPTU e proibição de estacionamentos nos parques da cidade. De agora em diante Geraudo é capaz de pisar no pescoço até da mãe de pantanha para dobrar a meta e ser candidato a governador pelo PSB em 2022.

O bicho veio da província portuária de Wuhan, na China Continental. Mal comparando, o mercado de animais e frutos do mar de Wuhan é tipo um mercado de São José ou uma feira de Caruaru do Império Chinês, onde se vende de um tudo, pangolins, besouros, polvos, aranhas, tubarões, aranhas, caranguejeiras, cobras e lagartixas.

O mercado de Wuhan seria uma feira de mangaios orientais do mestre Sivuca de Itabaiana, com sortimento de fumo de rolo, arreios de cangalha, alecrim, canela, cabresto de cavalo e rabichola, onde os mangaieros chineses tomam uma bicada de vinho amarelo e degustam um tira-gosto de cobra cascavel ao molho de morcego. Todos os pecados gastronômicos e pantagruélicos são cometidos na feira de  Peixinhos dos chineses.

Um homem é um homem, um morcego é um morcego, homem com homem dá lobisomem, mulher com mulher dá jacaré, diz o ditado. Homem com morcego chinês dá zebra. A nova versão do vírus mutante da coroa veio deste ambiente de promiscuidade. Os amarelos exportam bugigangas e também micróbios. Havia a Rota da Seda nos idos  de antanho, por onde transitou a tenebrosa bactéria Yersinia pestis, causadora da Peste Negra na Era Medieval.  Também germinou o casulo do Bicho da Seda, que opera os teares mais maravilhosos do universo.

Estações primevas da vida planetária, os micróbios disseram para Adão e Eva: “Nós chegamos primeiro neste vale de lágrimas e de pecados. Este planeta é pequeno demais para nós dois”. Aí começou a guerra microbiológica e bacteriológica.

Homem virtuoso amado por Deus e pelo seu povo, Noé recebeu um aviso dos céus de que haveria um dilúvio. A maldade se disseminou no espelho da terra e tornaram-se maus os desígnios dos corações humanos. Arrependido de ter criado o homem, isto lhe pesou no coração, Deus decretou a morte de todos os viventes que possuíam sopro de vida em suas narinas. Os corações humanos estavam corrompidos desde a geração de Caim e Abel.

Depois do dilúvio, de modo a lembrar a eterna aliança com Noé e todos os seres viventes, Deus desenhou um arco-íris de sete cores no céu e a paz voltou a reinar na superfície da terra. O arco-íris é o símbolo da fraternidade universal, pertence a todos e não pertence a ninguém, nem a nenhum grupamento humano. O coronavírus foi o novo símbolo do dilúvio.

O arco-íris será a redenção da vacina. Adeus, ano 2020, eu não gostei de você! Você feriu nossos corações.

*Jornalista


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2


28/12


2020

A impunidade é sangria desatada

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Crime hediondo, covarde e repugnante, o assassinato da juíza carioca Viviana Vieira provocou  indignação na consciência nacional e feriu os brios de potentados dos poderes sacrossantos da República. Ressoa a sentença: não ficará impune!  Convém conferir o script com base em dados da realidade já vivida, mais que discursos e promessas. A prática é o critério da verdade, ensina a dialética.  

Primeiro ponto: o assassino será chamado a partir de agora de “suspeito”. Com a faca em punho e sangue nas mãos, o assassino, aliás, o suspeito aplicou 16 facadas no corpo da vítima na frente de três filhas dela em desespero. Preso em flagrante, ficará recolhido em ala reservada de segurança em presídio, por ser portador de diploma superior, com direito a regalias. Vai contar com atendimento jurídico e psiquiátrico. É a lei, dizem os garantistas, a lei imoral, deveriam acrescentar.

Dá licença um aparte: em 1992 a atriz Daniela Perez, filha da diretora Gloria Perez, foi morta com 18 golpes de tesouradas aplicadas por um casal de atores bandidos que trabalharam em novela com ela. Depois de muitas manobras e patifarias jurídicas, o casal de bandidos foi condenado a sete anos de cadeia e cumpriu o final da pena em liberdade. Ainda na cadeia o bandido se converteu em pastor de seita de satanás. Excrescência humana, continua hoje a respirar impunemente o ar da natureza.

O maldito assassino da juíza, desculpa, o maldito suspeito vai dar um mergulho até que a opinião pública se envolva com novas tragédias. Se tiver grana para mexer com os pauzinhos poderá adiar o julgamento por tempo indeterminado. Enfim, digamos, poderá ser condenado a 20 anos ou 25 anos de cadeia e terá direito a recorrer em liberdade. A progressão (regressão) irá reduzir a pena a 1/6. Daqui a 4 ou 5 anos o bandido estará solto para propagar o exemplo da impunidade.  

Um ministro supremacista questiona o que poderia ter sido feito para prevenir tais feminicídios. Estes caras sabem de tudo e tiram onda de inocentes. Simples responder: reformular o arsenal de leis feitas de caso pensado para favorecer criminosos. Aliás, simples e complicado, porque a mega indústria da impunidade é poderosa e intocável. Corrupção, suborno e impunidade fazem parte das veneráveis tradições verde-amarelas.

Exemplo “máster” de impunidade: uma deputada com nome de flor mandou matar o marido em junho-2019, tudo foi provado e ela continua reinando com galhardia, sob o manto da imunidade parlamentar. Serve de mau exemplo para todos os assassinos, inclusive assassino de juíza. Imunidade parlamentar vai além do Parlamento. Se vossa excelência é impune, a galera sente-se no direito de também ser impune.  

Progressão de pena, prisão somente na undécima instância, saidinhas, regalias para réus primários – rolam as pedras da indústria da impunidade e sucedem-se os homicídios, feminicídios, infanticídios, os cídios de todas as derivadas.

Impunidade é sangria desatada, não tem remédio.

*Jornalista


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

Excelente texto. E qual interesse teriam nossas excelências para mudar qualquer coisa nessas leis que só favorecem criminosos? A assassina com nome de flor, pastora das fábricas de dinheiro que ilude otários, continua recebendo toda aquela dinheirama que o mandato lhe dá, às custas do seu, do meu, dos nossos impostos. Esse país tem mais jeito não.....




21/12


2020

Quando a terra era plana

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Por fala em pandemia, aconteceu a devastadora Peste Negra, nos tempos remotos do século 14 e que se propagou durante mais de 200 anos, quando a tenebrosa bactéria Yersinia pestis dizimou um terço da população da Eur-Ásia, em torno de 350 milhões de almas, o equivalente hoje a 1 bilhão de viventes.

Apresento a seguir resumo de capítulo do meu livro, a ser   lançado em janeiro, nas prateleiras e nas nuvens de silício, sobre o momentoso tema da microsfera e assuntos correlatos. Seguinte:

“Anno Domini – Ano do Senhor, idos de 1347 a 1353, Era Medieval, a tenebrosa bactéria Yersinia pestis dissemina a Peste Negra e dizima um terço da população da Eur-Ásia, números estimados entre 75 a 200 milhões de almas.

Naquele tempo a terra era plana. O mundo começava e acabava na Eur-Ásia, com raízes na África. Se alguém ousasse navegar além da linha do horizonte, se perderia para sempre no abismo dos oceanos, diziam os crédulos. O círculo também era quadrado.

De minha parte eu sempre fui terraplanista. Somente deixei de sê-lo quando meu amigo de infância Galileo Galilei revelou que a terra é redonda e gira solta no espaço, inclusive domingos, feriado dias santos e nos anos bissextos.

Desvelado o véu de noiva do Novo Mundo, as Américas, os navios navegaram na linha do horizonte dos mares e a terra deixou de ser plana. O Oceano Atlântico foi criado pelos navegadores portugueses e espanhóis.

As doenças provinham de miasmas emanados das entranhas da terra. O mundo era povoado por bruxas, feitiçarias, deuses inclementes e flores do mal. Os pecados da carne, do sexo, rendiam maldição eterna.    

A Santa Inquisição da Igreja Católica queimava os hereges na fogueira. Dois séculos depois os inquisidores diziam na França que não queriam matar a camponesa pecadora Joana dos Arcos, queriam apenas fazer dela uma tocha humana para afugentar os demônios que atormentavam seu coração.    

As condições e higiênicas nas cidades e no campo eram horrorosas. Havia latrinas e esgotos a céu aberto e animais em decomposição. Citadinos e campesinos navegavam na sujeira e na promiscuidade.

Os registros históricos revelam que a doença atingiu o pico em 1353 e os surtos ocorreram de forma intermitente até o inicio do século 19, nos anos 1820 a 1830. Ao longo dos séculos, os sobreviventes adquiriram imunidade contra a bactéria. Sem remédios eficazes e sem vacinas, esta é a forma mais cruel de vencer uma doença.

O continente demorou dois séculos para se recuperar da peste. Mudou a história do mundo em termos demográficos, econômicos, sociais e religiosos. Foi a maior tragédia sanitária do planeta.

PREFÁCIO – O meu livro está sendo enriquecido com prefácio primoroso do professor e intelectual refinado Nestor Accioly. Diz o mestre Nestor: “Adalbertovsky luta, também, com palavras. Sua ironia peculiar perpassa análises objetivas e subjetivas. Transforma determinados conhecimentos menos palatáveis em guloseimas apetitosas. (....) Este livro deve ser lido. Ninguém sairá incólume após a sua leitura. (....) Autores e movimentos literários, criadores, inventores, descobridores, curiosidades, polêmicas, brincadeiras, ironias, religião, humor e mais fazem parte de um universo mágico em que Jose Adalbertovsky Ribeiro deita a Ciência. 


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14/12


2020

João Campos, cuidado com os goelas da Tamarineira!

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Carta aberta ao prefeito João Campos:

- Oi, bicho!

O Parque da Jaqueira está para o prefeito Joaquim Francisco, assim como o Parque Dona Lindu está para o prefeito João do Bigode e o futuro Parque da Tamarineira poderá estar para o prefeito eleito João Campos. Ocupando uma área de 7 hectares no bairro das Graças-Aflitos, o Parque da Jaqueira foi construído e inaugurado elo prefeito Joaquim Francisco 1985. Joaquim contou com bons conselhos do sociólogo Gilberto Freyre ao idealizar o parque. O terreno era de propriedade do INSS e foi cedido à Prefeitura do Recife, em definitivo, ano 2001.

Goelas da especulação imobiliária, infiltrados na Previdência Social, haviam arquitetado na época mil manobras para desvirtuar o projeto e destinar a área à construção de espigões. O Parque da Jaqueira constitui atualmente uma riqueza ecológica da cidade.

 No seu modo de ser Covid, o prefeito Geraudo Julho proibiu o estacionamento interno no Parque da Jaqueira nos sábados e domingos e durante a semana depois das 10 horas, sob a alegação de que nesses períodos o vírus se infiltra no motor dos automóveis.   

Inaugurado em 2008, o Parque Dona Lindu veio dos tempos de João do Bigode. Ao invés de palmeiras e coqueiros da beira-mar, plantaram postes, blocos de cimento e um tanque redondo de concreto. Árvores, zero. Por ser um comunista ortodoxo, animal politicamente “correto”, no ditado da esquerda, o nome do arquiteto Oscar Niemeyer foi usado para legitimar o parque. Aprendizes do escritório de arquitetura desenharam uns tanques redondos de concreto armado e deram o nome da grife Niemeyer ao projeto. O traçado é horroroso, mas é proibido criticar o monstrengo porque Niemeyer é comunista.    

O Parque Dona Lindu resultou numa estupidez urbanística, um estrupício. Não existe sequer um pé de grama, nem ninho de passarinhos, nem sombra de árvores. Torraram 37 milhões de impostos da população. Para que? Somente é frequentado por uns rapeizes envenenados para transar skates e fazer manobras radicais nas pistas de cimento, tá ligado!    

Atualmente existe proposta para construção de parque na área tombada do antigo hospital psiquiátrico da Tamarineira. O projeto apresentado pela Prefeitura é opaco e deixa margem para interrogações. Os goelas da especulação imobiliária estão de olho e não brincam em serviço. Eles falam em “adequações” e “aperfeiçoamentos”. Vão apresentar gráficos e desenhos arquitetônicos bonitos. Aí é onde mora perigo.

Um parque se faz com árvores, frutos, flores, jardins, ninhos, e pistas de caminhada, nada de lojas e residenciais. Johnny, dê um murro na mesa, à moda de Eduardo Campos, e bote esses caras da especulação para correr do seu gabinete. No futuro você será lembrado como o cara que construiu o Parque no antigo hospício da Tamarineira. Estamos doidos para que você bote moral e construa um parque ecológico de verdade.

*Jornalista


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07/12


2020

O Capibaribe é um rio socialista moreno

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – As ondas vermelhas e infravermelhas e os ventos amarelos sopraram nos altos coqueiros desta Capitania Hereditária da Nova Lusitânia. E o vento levou as nuvens conservadoras da direita. Mendonça Filho navegava tranquilo na praia rumo ao segundo turno. Subitamente, não mais que subitamente, as águas conservadoras se apartaram e Mendoncinha dançou.

O Rio Capibaribe hoje é um rio amarelo do PSB, assim feito o rio Yangtse no Império Continental da China. Mas, o Capibaribe não é um rio comunista, é um rio socialista moreno claro à moda tropical. O Danúbio Azul, rio da direita, só existe em Viena, na Áustria, onde os peixinhos dançam a valsa de Strauss. Os peixinhos morenos de Pernambuco dançam frevo e maracatu, xaxado e baião.

Os peixinhos sertanejos do São Francisco, nas querências do senador Fernando Bezerra Coelho, transportam a bandeira azul e branca do prefeito reeleito Miguel Coelho. É o rio que corre nas veias do senador Fernando Bezerra Coelho e seus discípulos. Bandeira branca! 

Sob a luz da real política, é inverossímil a lenda circulante e maledicente de que a mãe do prefeito eleito João Campos, Renata Campos, exerce superpoderes no PSB, por ter sido a costela do fenômeno político Eduardo Campos. Seja dito que ela é uma profissional do serviço público, mãe de cinco filhos e sem histórico político-partidário. Quem manda no PSB é um tal de Geraudo Covid Julho, ele e suas ambições de poder.   

Jovem brilhante e bem formado, Joaozinho tem um futuro promissor no PSB, noves fora a herança do Covidão de Geraudo et caterva. Brilha uma nova estrela, João Campos faz parte da nova esquerda. Nesses luzeiros também brilha o prefeito reeleito de Petrolina, Miguel Coelho. A próxima sucessão estadual passa necessariamente pelas águas do Rio São Francisco em Petrolina antes de ancorar nas ribeiras do Capibaribe no litoral.

A deputada Priscila Krause, altiva e combativa, energiza a sua geração. Tem energia potencial capaz de acionar a energia cinética do bom conservadorismo em Pernambuco. O conservadorismo retrógrado é movido pelas forças da inércia.    

O ainda prefeito Geraudo Julho faz parte de uma geração intermediária da safra de postes lançada por Eduardo Campos, ao lado do governador Paulo Câmara.

Prefeita reeleita de Caruaru, Raquel Lyra, vem da boa estirpe de João Lyra pai, João Lyra avô e Fernando Lyra tio. No litoral, no Agreste e no Serão de Pernambuco, estas novas ondas, novas águas e novas luzes anunciam o advento e ascensão de uma geração política promissora em Pernambuco.


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Comentários

Jovelina Maria de Brito

muito bem seu texto hoje...boa análise conjuntural.....




30/11


2020

A terceira onda

Por José Adalbertovsky Ribeiro*

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Incrível! Idos da década 1980, o escritor norte-americano Alvin Toffler preconizou a “terceira onda”, sucessivas ondas. Está documentado em seu livro “A terceira onda”. Assim feito o movimento dos mares e das marés, ondas sucessivas irão alcançar todas as latitudes e longitudes do planeta. Estamos atualmente na crista da terceira onda. Sentimos na pele, nos ossos, no cérebro.

?Um visionário, Toffler tinha antenas parabólicas no cérebro.

Vivenciamos uma revolução na dimensão exata da palavra. A saber: as ondas de Alvin Toffler referem-se a revoluções civilizatórias e econômicas, de conhecimento, de processos evolutivos na sociedade. Isto, nada a ver com as propaladas ondas do vírus comunista chinês nos tempos tresloucados de agora. Aliás, nem de vírus eu gosto, muito menos  comunista.    

A primeira onda de Toffler refere-se à revolução agrícola nos tempos primevos, quando o Homo Sapiens migrou das cavernas para o convívio social. A segunda onda é representada pelos Tempos Modernos, como diria o gênio Chaplin, da revolução industrial. Navegamos agora na terceira onda, nas nuvens digitais de silício.  

A quarta onda está ligada na sustentabilidade econômica e no meio ambiente. É o sonho do planeta clean, da limpeza.         

O micróbio cuja imagem é uma coroa de espinhos vai completar aniversário de um ano em circulação no planeta. O maior estrago já foi feito. Se houver novas ondas marítimas, fluviais ou terrestres, a solução é adotar medidas cautelares para conviver com o bicho. Irracional seria parar todas as atividades, porque a vida segue e não podemos desembarcar deste planeta azul.

MEU LIVRO – Transcrevo a seguir resumo de capítulo do meu atual livro que está na agulha para ser lançado – A PRIMEIRA VACINA: A descoberta da primeira vacina vem dos idos de 1796, pelas mãos e o cérebro do médico e cientista Edward Jenner, no lugarejo Berkeley, Inglaterra.

Dedicado  a pesquisas sobre doenças, em especial a varíola, lá estava o inglês Edward Jenner estudando os casos de pessoas que se contaminavam com uma doença chamada cowpox, zoonose bovina variante da varíola humana, ao ordenharem vacas. Apareciam pústulas na pele das pessoas contaminadas.  

O médico extraiu o pus de lesões das pessoas contaminadas com o vírus cowpox e o aplicou em doentes da varíola humana. O doutor Jenner fez e repetiu a experiências em várias pessoas. Os doentes de varíola ficaram curados. Estava criada a prodigiosa e pioneira vacina.

A Royal Society, Academia de Ciências do Reino Unido, recebeu  inicialmente com reservas a experiência do doutor Jenner. Em seguida a vacina foi adotada gradualmente por mais médicos e entidades, na Inglaterra e outros países da Europa, e veio o reconhecimento oficial definitivo da imunização.

Tempos do Império, 1808, a vacina chegou ao Brazil trazida pelo  general e diplomata com atuação internacional, Felisberto Caldeira Brant, o Marques de Barbacena, uma das figuras mais notáveis do Primeiro Império. Assim começava uma longa e heroica jornada planetária.

*Jornalista


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23/11


2020

As proezas do sanfoneiro GêMêNê

Por José Adalbertovsky Ribeiro

MONTANHAS DA JAQUEIRA – Chafurdações, pauleiras, trairagens?! Zero novidades. Faz parte do show. Nesta terra dos altos coqueiros, em Nova York, no Vaticano, alhures e algures, o pau sempre canta. Eleição sem baixaria não é eleição. Eu vou contar pra vocês o caso das proezas do sanfoneiro GêMêNê e outros babados no desfecho do primeiro turno.

O candidato Mendonça perdeu para si mesmo. Para começar, a chapa deveria ter sido invertida, Priscila/Mendonça, ao invés de Mendonça/Priscila. Lá vinha ele trotando, ancho da vida, rumo ao segundo turno. Subitamente, não mais que subitamente, o sanfoneiro GêMêNê aflorou no recinto. O cara se autoproclama imexível no Turismo por ser apadrinhado do capitão e resolveu influir na sucessão recifense.

O sanfoneiro GêMêNê convocou o capitão e ordenou: você tem que apoiar a xerife porque Mendonça é um patinho feio. Cumpra-se! O capitão respondeu: Taokay! Manda quem pode. Recifilíticos, vocês são feios, eu sou bonita, proclamou a xerife fazendo coro com o sanfoneiro. E assim o patinho Mendocinha dançou no baile do sanfoneiro GêMêNê.  Conduzidos ao segundo turno, os candidatos da esquerda adoraram as proezas desastrosas do sanfoneiro GêMêNê.

Depois eu soube, aqui pra nós, que o capitão ficou invocado com o sanfoneiro e deu uns cascudos nele, disse que ele só entende de brucelose. O major Feitosa, que havia feito declarações políticas de amor ao capitão, também ficou invocado. Magoou. Para se vingar do sanfoneiro, tirou os véus de noiva da xerife que se apresentava como baluarte na batalha contra a corrupção.

O sonho de consumo do sanfoneiro é ser candidato a deputado federal, ao modo do tio GMF, competente e articulado parlamentar nos anos 1980 e 1990. Convivi com ele e posso testemunhar.    

Nesta terra capital das operações do Covidão, Mendonça comportou-se com luvas de pelica e enxugou o suor na testa dos adversários, carinhosamente. Rapaz bem comportado, Mendonça assume a derrota no primeiro turno e hoje não reclama, certamente para não dar margem a interpretações controvertidas.

Por favor, não contem nada disso que eu falei para o sanfoneiro GêMêNê, nem para o major Feitosa. Eles vão pegar ar e ficar invocados comigo. Boca de siri! A delegada vai me chamar de “recifilítico” feio e querer me prender. Tô fora! Hasta la vista, galera!   

MEU LIVRO – Alguns tópicos do meu atual livro em preparação para lançamento: VIRUS É VENENO -- Vírus na raiz do vernáculo em latim é veneno – Lyssa ou Lytta. Vírus são estruturas bioquímicas diferenciadas. Não são seres vivos, nem são seres mortos, apenas existem. Não são seres vivos porque, em sendo parasitas intracelulares, dependem do hospedeiro que lhes fornece a energia para sobreviver e se multiplicar. Independente de serem vivos ou apenas estruturas bioquímicas, fazem grandes revoluções no mundo dos vivos e no mundo dos mortos.


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