FMO janeiro 2020

04/04


2020

Brasil tem 365 mortes e mais de 9 mil casos de Covid-19

Por G1 

As secretarias estaduais de Saúde divulgaram, até as 20h50 de ontem, 9.216 casos confirmados do novo coronavírus (Sars-Cov-2) no Brasil, com 365 mortes pela Covid-19. Apenas três estados ainda não registraram mortes: Acre, Amapá e Tocantins.

Nesta tarde, Roraima registrou a primeira morte pelo vírus. O Rio Grande do Sul confirmou a sexta morte no estado. Na Bahia, a secretaria de saúde contabiliza seis mortes. O Rio Grande do Norte e o Espírito Santo também alcançaram o número de quatro mortes cada um. São Paulo registra 219 mortes e 4.048 casos confirmados e o Rio de janeiro chegou a 47 casos fatais da doença e 1.074 casos.

O Mato Grosso registrou a primeira morte nesta manhã: um homem de 54 anos, que foi internado no dia 29 de março. Ele era hipertenso e diabético e estava internado com síndrome respiratória aguda. O Ceará registra 658 casos e 22 mortes.

Em Pernambuco chegou a dez o número de mortos pela Covid-19. O Amazonas registrou a sétima morte e alcançou os 260 casos confirmados e, em Minas Gerais, são 6 mortos pela doença.

Na manhã desta sexta, o município de Duque de Caxias, no Rio de Janeiro, divulgou a primeira morte pela Covid-19. A secretaria estadual de Saúde ainda não confirmou o caso.

O último balanço do Ministério da Saúde, divulgado na tarde de sexta-feira (3), aponta 359 mortes e 9.056 casos confirmados de coronavírus no Brasil.

O avanço da doença está acelerado: foram 25 dias desde o primeiro contágio confirmado até os primeiros 1.000 casos (de 26 de fevereiro a 21 de março). Outros 2.000 casos foram confirmados em apenas seis dias (de 21 a 27 de março) e quase 4.000 casos de 27 de março a 2 de abril, quando a contagem bateu os 8.000 infectados.


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Abreu e Lima

04/04


2020

Suspenso despejo de inquilino até outubro deste ano

Congresso em Foco

O Senado Federal aprovou ontemo PL 1179/2020, do senador Antonio Anastasia (PSD-MG), que flexibiliza relações jurídicas privadas durante a pandemia de coronavírus. O texto busca atenuar as consequências socioeconômicas do covid-19, a fim de preservar as relações jurídicas e proteger os segmentos mais vulneráveis da população.

Veja abaixo outros pontos do projeto:

. Suspensão da possibilidade de desistência na compra de produtos perecíveis ou de consumo imediato e medicamentos entregues por delivery;

. Poderes emergenciais para que os síndicos de condomínios possam restringir o uso de áreas comuns; limitar ou proibir reuniões, festas e uso de estacionamentos para evitar a disseminação do coronavírus; e autorização para que as assembleias ocorram por meio virtual;

. Suspensão da contagem de tempo para usucapião, a partir da vigência da lei;

. Permissão de que dividendos e outros proventos sejam declarados, durante o exercício social de 2020 pelo Conselho de Administração ou, se não houver, pela Diretoria;

. Ampliação, para 1º de janeiro de 2021, do prazo para que passem a valer artigos da Lei Geral de Proteção de Dados.

A votação foi simbólica. A matéria segue agora para análise da Câmara dos Deputados.


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04/04


2020

Coluna do sabadão

O fim da notícia em papel

A notícia em papel, trazida aos leitores pelos tradicionais jornalões brasileiros, está cada vez escassa e acessível. A era é da informação em tempo real, fatos que chegam ao público pelos mais diversos instrumentos online, a mais recente pelo WhatsApp. Pernambuco saiu na frente com o primeiro jornal transmitido diretamente para o celular, O Poder, projeto idealizado pelo meu amigo José Nivaldo Júnior.

Os jornais morrem porque não consequem mais acompanhar a velocidade da informação, trazem a notícia do dia anterior em meio a um consumo ansioso da sociedade pela notícia em tempo real, no exato momento em que o fato está ocorrendo. E vão desaparecer num tempo mais breve do que se possa imaginar. No Brasil, já existem Estados que não têm mais jornais, como a Paraíba, que hoje põe nas bancas a última edição do Correio da Paraíba, que circulou por 66 anos, ininterruptamente até ser nocauteado pela internet.

Alagoas também perdeu o seu grande e último jornal, a Gazeta, da poderosa família Collor, que detém o controle acionário da TV-Globo naquele Estado. Os jornais impressos têm leitores cuja idade mínima é de 40 anos; jovens ignoram a mídia impressa, sequer usam o computador de mesa, a não ser para trabalhos escolares e preferem o telefone para ler e resolver casos do cotidiano. Nos Estados Unidos, 45% dos adultos já imitam os filhos no uso da tecnologia móvel.

Para completar o mau vaticínio, uma pesquisa do New York Times anunciou que a sobrevida dos jornais impressos seria de apenas cinco, no máximo dez anos. A maior parte dos jornais está se dedicando ao desenvolvimento do jornalismo digital com o desafio de conseguir modelos de negócios mais rentáveis. No The Washington Post, por exemplo, engenheiros e repórteres trabalham lado a lado na criação de experiências digitais.

Há também as opções de se cobrar pelo conteúdo colocado na rede, que ficaram famosas especialmente depois da adoção do chamado paywall pelo The New York Times e pelo The Wall Street Journal, dois dos principais jornais dos Estados Unidos.

O fim do papel, porém, não significa que o apetite por consumir notícias diminuiu. Pelo contrário. Mais empresas estão entrando no mercado da comunicação, especialmente as grandes companhias de tecnologia. Google News, Apple News e Instant Articles do Facebook são algumas das apostas que prometem mexer com o setor. Nessa ânsia de sobreviver à inovação, o também britânico The Times deixou de publicar notícias em tempo real e atualiza seu site apenas duas ou três vezes por dia.

Último dos moicanos – O Correio da Paraíba é o último a fechar suas portas, depois de O Norte, com quem rivalizou por décadas, Diário da Borborema e Jornal da Paraíba, este extinto em abril de 2016. Agora, permanece em circulação apenas o Jornal A União, mantido pelo Governo do Estado, e que há muito perdeu audiência, resumindo-se hoje em dia a um papel simbólico, uma espécie de museu dos seus tempos áureos, praticamente reduzido à fonte oficial, com exceção de colunas e espaços de crônicas. Um dos fatos mais marcantes da história do Correio foi a morte de Paulo Brandão, então sócio proprietário do Sistema Correio. Ele foi assassinado em 13 de dezembro de 1984. O homicídio virou um “holocausto” para o grupo, no dizer do seu presidente Roberto Cavalcanti.

Rainha da Inglaterra – Espécie de herdeiro político do senador Jarbas Vasconcelos, com quem tem relação histórica e a quem deve sua ascensão na cena estadual, o presidente do MDB, Raul Henry, deu uma de Pilatos, lavando as mãos no processo fechado e antidemocrático de filiação ao partido no Recife, cujo prazo para disputar as eleições deste ano foi encerrado ontem. Quem fechou as portas para qualquer político que ameaçasse a sua reeleição foi o vereador Samuel Salazar, conhecido como olho grande, que só coça para dentro, usando o partido apenas para renovar seu mandato.

Santander fecha – Como medida para frear o avanço do novo coronavírus, o Santander fecha parte de suas agências no Recife e na Região Metropolitana do Recife. Ao todo, 12 unidades do banco ficarão sem atendimento ao público durante o período da pandemia. De acordo com o Sindicato dos Bancários de Pernambuco, o Itaú também fecha agências. De acordo com nota enviada pelo banco, a medida é de segurança e preza pela saúde dos funcionários da empresa e dos clientes.

Praias e parques – O governador Paulo Câmara determinou, ontem, o fechamento de praias e parques por três dias: de hoje até segunda-feira. Além disso, o fechamento do comércio, serviços públicos e demais atividades não classificadas como essenciais fica mantido até 17 de abril. As escolas das redes públicas e privadas devem permanecer fechadas até, pelo menos, o dia 30. No entanto, esses prazos podem ser prorrogados a depender da disseminação da doença Covid-19. Em nota, o governador afirmou que “é extremamente importante que, nos próximos 15 dias, as pessoas mantenham o isolamento social”.

CURTAS

FIM DO AUMENTO – A Câmara de Vereadores aprovou, ontem, a revogação da lei que estabelecia o reajuste salarial de 4% para servidores do Legislativo Municipal do Recife. A ação busca redirecionar verba para enfrentar a pandemia provocada pelo novo coronavírus. Até ontem, Pernambuco contabilizou dez mortes e 136 casos confirmados da doença Covid-19. A primeira votação ocorreu na última quinta-feira, quando houve 32 votos a favor e nenhum contra. Também foi registrada a ausência de sete vereadores. Na segunda votação, foram 30 votos a favor da revogação e nove parlamentares faltaram.

QUEBRADEIRA – O presidente Bolsonaro continua sua cruzada pela reabertura lenta e gradual da atividade econômico e ontem fez um novo desabafo desalentador. “Vai quebrar tudo. Vocês sabem do meu posicionamento: não pode fechar dessa maneira, e atrás disso vem desemprego em massa, miséria, fome, vem violência”. Bolsonaro, ao ser interpelado por um simpatizante que se queixou de medidas do Governo do Distrito Federal, pelo fechamento de comércios e a suspensão de aulas, afirmou que continuará divergindo do governador Ibaneis Rocha (MDB).

PAU NO ALIADO – O Sindicato dos Professores da Rede Municipal Recife comprou uma briga com o prefeito Geraldo Júlio e o secretário de Educação, Bernardo D’Almeida, que ameaçam cortar o adicional de acumulação da classe com a justificativa de que, com a suspensão das aulas durante o período da pandemia do Covid-19, os professores não estariam em dupla jornada. Em ofício encaminhado aos servidores, o secretário comunica a suspensão temporária do pagamento de horas extras dos servidores administrativos, o carregamento dos vales transportes e o pagamento das passagens intermunicipais. Com esses cortes, o Sindicato alega que serão suspensos os 50% dos salários dos professores. Por ironia, esse Sindicato integra a CUT, aliada hoje do PSB no Estado e da candidatura de João Campos.

Perguntar não ofende: A propósito, Geraldo Júlio vai anunciar mais alguma medida de enfrentamento ao coronavírus ou não?


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Prefeitura de Serra Talhada

03/04


2020

Gilmar Mendes suspende ampliação do BPC

Por Agência Brasil

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta sexta-feira (3) suspender a lei que ampliou o Benefício de Prestação Continuada (BPC). Mendes atendeu um pedido liminar feito pela Advocacia-Geral da União (AGU) para suspender a norma diante da falta de indicação da fonte de recursos para bancar a ampliação, que custaria cerca de R$ 20 bilhões. 

A suspensão foi determinada pelo ministro por razões legais. Segundo Mendes, os parlamentares não indicaram a forma de custeio da medida, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Além disso. o ministro entendeu que o gasto não está relacionado com os problemas sociais provocados pela pandemia do novo coronavírus e poderia aumentar a dívida pública nacional para os próximos anos. 

“A majoração do Benefício de Prestação Continuada não consubstancia medida emergencial e temporária voltada ao enfrentamento do contexto de calamidade da covid-19. Ao contrário de outros benefícios emergenciais, a majoração do BPC nos termos propostos tem caráter permanente, ou seja, trata-se de uma expansão definitiva do benefício, que sequer está condicionada ao período de crise˜, decidiu o ministro. 

Entenda 

No mês passado, o Congresso derrubou o veto do presidente Jair Bolsonaro ao projeto que aumenta o limite da renda familiar para recebimento do BPC. O benefício assistencial equivalente a um salário mínimo, pago a pessoas com deficiência e idosos a partir de 65 anos com até um quarto de salário mínimo de renda familiar per capita.  O veto ocorreu porque não houve a indicação da fonte de custeio da medida. 


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03/04


2020

Juristas denunciam Bolsonaro ao Tribunal de Haia

Por Estadão Conteúdo

A Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) protocolou na quinta-feira, 2, uma representação contra o presidente Jair Bolsonaro no Tribunal Penal Internacional em Haia, nos Países Baixos. Na denúncia, a entidade alega que o chefe do Executivo praticou crime contra a humanidade ao incentivar ações que aumentam o risco de proliferação do novo coronavírus. Desde o início do avanço da covid-19, Bolsonaro minimizou a letalidade da doença e criticou o isolamento recomendado pelo próprio Ministério da Saúde.

A denúncia recupera um estudo da Imperial College, de Londres, que estima que até 1,1 milhão de brasileiros poderiam morrer caso as medidas de prevenção não fossem adotadas. “É precisamente o presidente da República quem incita as pessoas a retornarem a seus postos de trabalho, as crianças a voltarem às escolas, os jovens a retornarem às universidades e as pessoas a circularem normalmente pelas ruas”, afirma o documento.


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O Jornal do Poder

03/04


2020

Barragem em Águas Belas pode romper

Os serviços de Defesa Civil de Pernambuco e Alagoas emitiram, há pouco, um alerta quanto à possibilidade da barragem de Ipanema, em torno do Rio do mesmo nome em Águas Belas, vizinho ao Estado de Alagoas, romper por causa de fortes chuvas previstas para as próximas 48 horas na região. Veja abaixo o comunicado.


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Banner de Arcoverde

03/04


2020

Vereador ligado a Madalena apoia Zeca

No apagar das luzes para o prazo de filiações partidárias para quem deseja se candidatar nas eleições previstas para 4 de outubro, em Arcoverde o vereador Everaldo Lira, do MDB, da base de sustentação e líder do Governo Madalena Britto (PSB), ingressou no PTB em apoio a pré-candidatura do ex-prefeito Zeca Cavalcanti à Prefeitura.

Lira assinou a ficha de filiação no início desta semana no escritório do ex-prefeito e vai tentar seu oitavo mandato no palanque oposicionista. Em retaliação, a prefeita abriu um processo de perseguição a todos as pessoas próximas do vereador, que ocupavam cargos na administração municipal.

Com a mudança, o PTB vai para as eleições proporcionais com três vereadores de mandato na chapa: Zirleide Monteiro, eleita pelo partido em 2016; Everaldo Lira e Heriberto do Sacolão, que deixou o Podemos para entrar no PTB. O vice de Zeca será Eduino Filho. "Estamos unindo forças pra soerguemos a economia e o desenvolvimento de Arcoverde", diz Lira.

Everaldo Lira tem a comunidade de Serra das Varas como sua base eleitoral que, durante o governo Zeca foi beneficiado com várias obras e ações como a construção de quadra poliesportiva, laboratório de informática e uma Unidade Básica de Saude da Família.


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Prefeitura de Limoeiro

03/04


2020

Datafolha: cresce desaprovação de Bolsonaro

Por AFP

O índice de desaprovação do presidente Jair Bolsonaro aumentou por causa da sua postura contrária às medidas de quarentena e isolamento social para conter a propagação do coronavírus, segundo dados publicados nesta sexta-feira (3).

Cerca de 39% dos brasileiros desaprovam a maneira como Bolsonaro, que qualificou a COVID-19 como uma “gripezinha” e criticou a “histeria” em relação ao avanço da doença, está gerenciando a crise, revelou uma pesquisa do Datafolha.

Há duas semanas, esse índice era seis pontos menor.

O dado é similar à pesquisa realizada pela XP Ip Espe, que informou que o índice de desaprovação do presidente está em seu maior nível desde que chegou ao poder, em janeiro de 2019.

Segundo a pesquisa, 42% dos brasileiros consideram a gestão de Bolsonaro como “ruim” ou “péssima”, seis pontos a mais que a mesma estimativa feita há um mês.

Ambas as pesquisas mostram que o índice de aprovação do presidente se mantém estável: 33%, na pesquisa da Datafolha, que perguntou especificamente sobre como o presidente lida com a pandemia, e 28%, segundo a XP, que questiona sobre o seu desempenho no geral.

Esses índices baixaram dois pontos em ambos os casos, o qual indica que o presidente conserva uma base de apoio relativamente estável, mesmo com o aumento dos índices de desaprovação.

No entanto, as pesquisam revelam um aumento da aprovação do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que trabalha de acordo com as recomendações internacionais para conter a pandemia, contrariando o presidente.

O índice de aprovação de Mandetta aumentou 21 pontos, para 76%, revela o Datafolha.

Bolsonaro tem sido alvo de panelaços noturnos há semanas nas maiores cidades brasileiras por sua resposta ao novo coronavírus.

A pesquisa do Datafolha foi realizada por telefone celular entre os dias 1º a 3 de abril, na qual participaram 1.511 adultos de todo o país. Sua margem de erro é de três pontos percentuais.

A XP entrevistou 1.000 pessoas em todo o país entre o último 30 de março e 1º de abril, com uma margem de erro de 3,2 pontos percentuais.


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Shopping Aragão

03/04


2020

Ministro da Saúde descarta demissão

Por Reuters

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, descartou nesta sexta-feira deixar o governo do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia do novo coronavírus, afirmando ter aprendido a lição que "médico não abandona paciente".

"Quanto a eu deixar o governo por minha vontade, tenho uma coisa que aprendi com meus mestres: médico não abandona paciente", disse ele, em entrevista coletiva no Palácio do Planalto, ao ser perguntado sobre os conflitos recentes com o presidente e a possibilidade de deixar o cargo.

Na quinta-feira, o presidente admitiu, em entrevista à rádio Jovem Pan, que está "se bicando" com o ministro da Saúde sobre a melhor forma de condução das políticas para enfrentar o coronavírus. Bolsonaro tem defendido o relaxamento medidas de isolamento social, enquanto Mandetta segue pregando essas ações para reduzir o contágio do vírus.

Dificuldades com respiradores

Mandetta também admitiu que o Brasil tem tido dificuldades para comprar respiradores e outros insumos de auxílio no combate ao novo coronavírus e reforçou a necessidade de que as pessoas diminuem a atividade social para reduzir o avanço do contágio no país. O ministro disse que o país continua num "momento difícil" em termos de abastecimento e contou que nesta sexta-feira foi frustrada a confirmação de compra de 680 respiradores pelo Nordeste que viriam da China.

"O mundo inteiro compra da China, isso fez com que atravessássemos fevereiro e março sem poder adquirir de lá", disse ele, citando o fato que o país - que foi a origem do coronavírus - voltou inicialmente a sua produção de insumos apenas para abastecer o mercado interno.

"Temos aí uma coleção de problemas que vão se somando neste mercado", acrescentou Mandetta, que nesta semana já havia reclamado de compras enormes dos Estados Unidos na China que tinham derrubado compras do Brasil.

O ministro fez um apelo por racionalidade dos países na hora de fazer compras de insumos e equipamentos no momento em que a pandemia se espalha pelo mundo.

Diante do cenário, Mandetta recomendou mais uma vez que as pessoas diminuam a atividade social com o objetivo de reduzir o contágio, voltando a contrariar a posição do presidente Jair Bolsonaro, que defende a volta das pessoas ao trabalho para recuperar a atividade econômica.

O ministro recomendou "fortemente" por parte da sociedade e dos governadores que mantenham medidas de contenção social e justificou que cada pessoa que deixa de ir para um centro de terapia intensiva (CTI) é um insumo que está se economizando. "A gente sabe que mais na frente pode ter uma espiral de casos", considerou.

Mandetta também voltou a levantar suspeitas sobre as informações da China a respeito dos casos no país, colocando em dúvida inclusive o número de casos relatados pelo país asiático.

Segundo o ministro "é digno de muitas perguntas" que um país com a população da China tenha tido pouco mais de 3 mil mortes, sem que cidades grandes como Pequim tenham sofrido um colapso de seu sistema de saúde, enquanto países como Itália, Espanha, França, Inglaterra e Estados Unidos têm enfrentado problemas enormes.


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