FMO - Previnir é a melhor forma de lutar


17/08


2021

Coluna da terça-feira

Senador sai do MDB ou PT

Na montagem da aliança que passa pela cabeça de Lula, o PSB, que paparicou por dois dias no Recife, abrindo a maratona pelo Nordeste, terá papel de ator principal, não de figurante. Dos socialistas, nos planos para voltar ao poder, o ex-presidiário abocanha tempo na TV, sua coligação amplia o território da esquerda e em contrapartida em Pernambuco seus aliados acham que criam as condições para emplacar o sucessor de Paulo Câmara, pegando carona na popularidade de Lula.

Lula fez uma agenda em Pernambuco para atrair também outros partidos, como o Republicanos e o PSD, abrindo espaço para o centro direita. Conversou com André de Paula, presidente estadual do PSD, e Silvio Costa Filho, presidente dos Republicanos. Ambos sonham em disputar o Senado e por isso mesmo aceitaram posar para fotos com um ex-presidiário, mesmo ocupando cargos no Governo Bolsonaro, a quem Lula combate tenazmente.

A política é feita de jogo e definida por estratégias, mas são mínimas as chances do Republicanos ou do PSD emplacarem uma vaga na chapa majoritária do PSB. O raciocínio é muito lógico e elementar: PSB e PT, juntos, decidirão o que acharem mais conveniente. Cabeça de chapa, os socialistas oferecerão ao PT o Senado ou a vice na disputa pelo Palácio do Campo das Princesas.

Nesta aliança com Lula, que o PT acha que vai lavar a burra, os interesses locais não prevalecerão. Com Lula na disputa, o PT, frágil hoje no Congresso, irá exigir de Paulo Câmara a vaga para o Senado. Isso se o MDB não atrapalhar. O que se ouve nos bastidores é que o senador Fernando Bezerra Coelho seria o nome preferido de Geraldo Júlio, o Covidão, na disputa para o Senado, caso o ex-prefeito seja o candidato a governador indicado pelo PSB.

Concretizada esse regresso de FBC à base governista, André e Silvio Filho, sonhadores acordados com a vaga ao Senado, serão obrigados a tirarem o cavalinho da chuva, porque, pela ordem de grandeza e importância, o MDB, na aliança estadual, não abrirá mão da vaga para o Senado. 

Resumo da ópera: o candidato a senador na chapa governista sairá do MDB ou do PT, nunca do PSD ou Republicanos.

FHC fez história – Lula, o ex-presidiário da Lava Jato, já está cantando de galo antes do tempo. Arrotando beicinho de eleito sem o teste das urnas, disse, ontem, na coletiva no Recife, que vai pegar em 2023, ano da posse do novo chefe da Nação, um Brasil pior do que deixou em 2012. “Tenho clareza de que pegaremos o Brasil em 2022 muito pior do que eu peguei em 2003”, afirmou. Em política, cantar vitória antes da hora dá um azar terrível. Que diga FHC, que chegou a sentar na cadeira de prefeito e o escolhido pelo povo foi Jânio Quadros.

Segurei o vômito– Ao ver, ontem, a foto do deputado André de Paula, de DNA macielista, de extrema direita conservadora, agarrado com Lula e Humberto Costa, me deu náuseas. No túmulo, os restos mortais de Marco Maciel devem ter sido revirados. De volta à cena nacional, o chefe da quadrilha do mensalão está exercitando a sua maior virtude, a de enganar. Quanto a André, antes de beijar a mão do ex-presidiário, deveria entregar os cargos federais que aliados ocupam no Estado. A fraqueza política é apenas uma consequência das escolhas do povo.

Folha seca – Além de provocar repugnância, a imagem de André de Paula agarrado a um ex-presidiário revoltou profundamente os macielistas de raiz. Um deles assim reagiu: “Só quem não aprendeu a ser gente com Marco Maciel procura Lula”. Roberto Magalhães disse, certa vez, que a política é diabólica. Tem razão, porque assim se comportam os políticos oportunistas, que mudam de lado como folha seca.

Tudo mentira – Os bolsonaristas espalharam vídeos em grupos, entre domingo e ontem, com hostilidades da população a Lula, mas nenhum deles é verdadeiro. O primeiro, ele num ônibus, em Boa Viagem, é muito antigo e o segundo, uma ida do ex-presidiário a um restaurante, sendo recebido com o coro “Lula ladrão”, também é velho e se passou num restaurante em Natal, a charmosa capital do Rio Grande do Norte. Até onde vai parar essa indústria maluca e neurótica das fake news?

Terceira via a caminho – Na passagem vapt-vupt pelo Recife e com mais tempo para Caruaru, na sexta-feira passada, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, pré-candidato ao Planalto, agradou em cheio. Simpático, educado e gentil, arriscou até uns passos de forró na apresentação de um grupo tradicional no Pátio do Forró organizado pela prefeita anfitriã Raquel Lyra. Leite tem carisma e preparo, mas precisa, antes, ganhar as prévias tucanas para viabilizar seu voo ao Planalto, com chances de virar a terceira via na corrida presidencial.

CURTAS

Mentiroso – Duas usinas para produção de energia solar com capacidade para abastecer 50 veículos elétricos vão ser construídas em Fernando de Noronha. Segundo a Celpe, os equipamentos estão na ilha e a primeira usina vai ser instalada na região da Vacaria até dezembro de 2021. A informação foi divulgada por Mario Ruiz-Tagle, diretor da Neoenergia, grupo ao qual a Celpe pertence.

Isso é o Zeca – O sambista Zeca Pagodinho resolveu presentear os médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem da Casa de Saúde São José, no Humaitá, durante a noite de domingo passado com uma “canja”. Internado com Covid-19, o músico cantou trechos de sambas-canção gravados por Lupicínio Rodrigues e Silvio Caldas.

Perguntar não ofende: Por que Lula não anda de avião de carreira nem vai às ruas?


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Comentários

Joao

Perguntar não ofende: por que o blogueiro puxa-sacos do acéfalo, dos Feitosa, dos Ferreira e dos Coelhos, acho que não mais dos últimos, não fala das rachadinhas doa ZEROS, bem como da casinha de Flavinho chocolate? Será que aprendeu com cloroquina!


Jaboatão - Mutirão de Vacinação


16/08


2021

Coluna da segunda-feira

O banquete e Santo Agostinho

O PSB de Pernambuco tem todo o direito de abraçar-se com Lula, ex-presidiário da Lava Jato, esquema que desviou dos cofres públicos da Nação a bagatela de R$ 40 bilhões. Tem direito também de renovar o namoro que redundará, certamente, em casamento para as eleições presidenciais do ano que vem, recebendo em troca o apoio do PT para se manter no Governo do Estado.

Só não tem o direito de gastar o meu, o seu, o dinheiro do contribuinte, num banquete para Lula no Palácio do Campo das Princesas em pleno domingo. Lula não é mais chefe de Estado nem autoridade pública. Não goza, portanto, dessa regalia, aberração do governador Paulo Câmara, o impostor. Num Estado nordestino, em que a fome mata e assola milhares de miseráveis, servir lagosta, caviar e camarão, com vinhos finos e uísque, a um presidiário, com o dinheiro dos nossos impostos, é um acinte.

Com a chibata do poder nas mãos no Estado e na Prefeitura do Recife desde que Eduardo Campos se elegeu em 2006, o PSB governa de costas para o povo. E quando isso acontece, a prosperidade ou a ruína de um estado depende da moralidade de seus governantes. Na gestão pública, não sabe o PSB, o que conta é o mínimo de respeito ao cidadão, não a permissividade passiva, fruto de uma administração provinciana e irresponsável.

A moralidade está além da legalidade. Torrar dinheiro público com ex-presidiário, para se discutir uma aliança politica na cozinha e no salão do prazer palaciano, é má administração. E a má administração do dinheiro público, associada à corrupção, gangrenam a sociedade brasileira. Para ser um grande governante não precisa ser um nacionalista ou estadista. Basta respeitar o que é alheio, não premiar corruptos em jantares com o nosso dinheiro.

A sociedade não tem medo nem nojo apenas de governos tiranos, mas de governantes que se lambuzam em banquetes pagos pelo povo. O exemplo da boa governabilidade do Estado não é em si o caráter e o bom empenho do governante, mas, sobretudo, a dignidade e o afinco dos que compõem o quadro de posições firmes em defesa dos mais frágeis, carentes e dependentes do poder.

Para governar um Estado há de se ter, no mínimo, decência. Sem isso, a tendência é o abismo. Não sabe o governador que a força mais poderosa da liderança de um chefe de Estado é o exemplo e o que ele fez ontem foi um péssimo exemplo. Não sabe que a maior força de uma liderança está na causa que ela serve, não em agradar homens maus, que fazem maldades. Lula fez um grande mal à Nação. É loucura imaginar diferente. Já ouvi que o mal dos governantes quase sempre começa com a corrupção dos seus princípios.

Ao ler essa coluna, hoje, o governador poderia fazer uma reflexão sobre os ensinamentos de Santo Agostinho, que dizia preferir os que o criticavam, porque o corrigiam, enquanto os que o elogiavam, tentavam corrompê-lo.

PT nada em dinheiro – O imponente jatinho que deixou Lula e sua comitiva, ontem, no Recife, é digno de chefes de Estado, não de ex-presidiário. Chamou tanto atenção ao taxiar no hangar da Weston que o PT foi rápido no gatilho. Antes que aparece insinuações de que algum empreiteiro estava bancando a festa, o partido emitiu um comunicado que a dinheirama do aluguel da aeronave estava saindo dos cofres do partido. O PT é um partido rico. Segundo nota do TSE de junho de 2020, o PT embolsou R$ 200,9 milhões do chamado Fundo Partidário, o Fundão.

A ira de Tábata – O prefeito do Recife, João Campos, não queria ir ao banquete de ontem, em Palácio, para o ex-presidiário Lula, temendo desagradar a futura primeira-dama Tábata Amaral, que não morre de amores pelo PT nem tampouco pela figura de Lula. Ainda está engasgada com a baixaria que o PT pernambucano, com a anuência de Lula, promoveu na eleição passada no Recife, onde o grande amor de sua vida foi chamado de corrupto.

O mundo dá voltas – Depois de trair Ciro Gomes e abandonar o PDT, o deputado Túlio Gadelha, que ganhou notabilidade nacional apenas por ser namorado da apresentadora global Fátima Bernardes – ninguém, na verdade, de bom senso, sabe o que ele faz em Brasília – foi flertar com o ex-presidiário Lula, ontem, num hotel do Recife, e saiu de lá fazendo rasgados elogios ao chefe da quadrilha da Lava Jato. Quem te viu, quem te vê, hein?

Passou a tristeza – Líder do PCdoB na Câmara, o deputado Renildo Calheiros também foi paparicar o ex-presidiário. "Ele não se coloca como candidato a presidente, mas como um brasileiro interessando que o brasileiro não tenha tantos problemas, alguém interessado que as coisas melhorem", disse. Lembrou que, da última vez que esteve com Lula, após sair da prisão, encontrou um Lula bastante abatido, diferente do astral apresentado ontem. "Ele está muito contente, a gente vê isso no olhar dele", observou.

Oposição altiva – Liderança de oposição em ascensão no Estado, o deputado Alberto Feitosa (PSC), que disputou a Prefeitura do Recife na eleição passada, gravou, ontem, um importante e oportuno vídeo em frente ao Palácio das Princesas, para condenar o que classificou de “banquete do escárnio”, oferecido pelo governador Paulo Câmara ao ex-presidiário do PT na sede do poder estadual. Hoje, ele deve encaminhar um pedido de explicações ao Governo do Estado sobre os custos da farra, com um prazo de 48 horas.

CURTAS

Mentiroso – No encontro que teve, ontem, com lideranças politicas no Recife, o ex-presidiário Lula caprichou no populismo. Disse que ia colocar “os pobres no orçamento e os ricos no imposto de renda”. Não mudou em absolutamente nada. Omitiu que no seu Governo nunca os banqueiros lucraram tanto.

Caindo fora – Líderes caminhoneiros afirmaram, ontem, em Brasília, que a classe rejeita a convocação de manifestações feitas pelo cantor e ex-deputado Sérgio Reis para que presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), “aprove” o voto impresso e derrube os 11 ministros do STF em até 72 horas. Segundo Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), os caminhoneiros não vão se envolver em discussões políticas".

Perguntar não ofende: Quanto custou aos cofres públicos o banquete do escárnio?


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Comentários

Leticia Medeiros

PT deve ter muito dinheiro, em espécie, escondido em algum lugar do mundo, pois passou 16 anos captando grana de obras de estatais e empreiteiras. E o povo pernambucano ainda paga a conta destes bacanais imorais realizados com verba pública!

Joao

Perguntar não ofende: e aí blogueiro, sabe dizer quanto já custou aos cofres públicos as motociatas idiotas do acéfalo? Sei que quase 600 mil brasileiros já morreram, boa parte por incompetência do governo, de covid-19. Sabe dizer quanto custou verdadeiramente a casa 01?


Cabo - Pavimentação e Drenagem


14/08


2021

Coluna do sabadão

Presidenciáveis buscam Pernambuco

Por Houldine Nascimento – interino

A pouco mais de um ano para as eleições, dois presidenciáveis decidiram vir a Pernambuco numa tentativa de costurar alianças para 2022. Um deles, o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB), desembarcou na capital ontem para uma série de compromissos no Recife e no interior. No Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, foi recepcionado pela prefeita de Caruaru, Raquel Lyra, que é presidente do PSDB no Estado.

No caminho de Leite ainda estão as prévias do partido para definir o nome que representará os tucanos na disputa pela Presidência. A missão do gestor gaúcho não é das mais fáceis, já que o governador de São Paulo, João Doria, está bastante empenhado em ser o candidato do PSDB na corrida ao Planalto.

Discreto, Eduardo Leite tem transitado por estados diversos e adotado um tom conciliatório onde vai, como se estivesse guardando distância do correligionário paulista, que enfrenta resistência dentro do partido. Presidente nacional do PSDB, o pernambucano Bruno Araújo também esteve em Caruaru com Leite e outras lideranças tucanas no Estado, ontem, quando apresentaram um manifesto intitulado “Pacto pelo Nordeste”. O gaúcho arriscou alguns passos de forró na visita ao Alto do Moura, um dos cartões-postais da cidade.

A boa receptividade a Eduardo Leite conta a favor nessa disputa interna com João Doria, ainda mais se considerar os movimentos em falso do gestor paulista dentro do PSDB. Em fevereiro, Doria tentou remover Bruno do comando do partido e expulsar o deputado federal Aécio Neves (MG). Em vão. Foi justamente isso que proporcionou ao governador gaúcho colocar seu nome para jogo.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também virá a Pernambuco neste fim de semana. Na tarde de domingo (15), o líder petista tem uma agenda com prefeitos e deputados do partido, além de movimentos sociais. À noite, há a previsão de um jantar com o governador Paulo Câmara (PSB) no Palácio do Campo das Princesas e com a presença de integrantes da Frente Popular e do prefeito do Recife, João Campos (PSB), segundo informou o jornal O Globo.

A expectativa é de que Lula sele nova aliança entre petistas e socialistas, visando ao pleito majoritário de 2022, mesmo com a defesa pública de João por um nome próprio do PSB à Presidência. A prioridade do PT é a candidatura à Presidência, cedendo a arranjos nos estados.

Distante – Alguns nomes do PT não estarão na agenda com o ex-presidente Lula em Pernambuco. É o caso do ex-prefeito de Serra Talhada e pré-candidato a deputado estadual Luciano Duque, à frente de uma nova etapa da Caravana “Pernambuco Mais Forte: Do Sertão ao Cais”. Antes defensor de uma candidatura própria do PT ao Governo de Pernambuco, ele tem peregrinado por diversas regiões e, neste fim de semana, está no Sertão do Araripe, onde seguirá até domingo (15), quando Lula estará reunido com demais petistas, incluindo a prefeita de Serra, Márcia Conrado, apadrinhada de Duque.

Recuperação do HCP – O governador Paulo Câmara visita, hoje, as obras de recuperação do prédio desativado do Hospital de Câncer de Pernambuco. Em julho, o gestor sancionou a lei que autorizou a concessão de subvenção social, na ordem de R$ 2,4 milhões, para a realização dos serviços. Com os recursos, será possível abrir o novo Centro de Transplante de Medula Óssea, além de 24 leitos para hematologia, 20 leitos de UTI, um novo centro cirúrgico com 12 salas, a central de material de esterilização e 13 leitos da sala de repouso.

Presa – Dois dias depois de ser cassada, a ex-deputada federal Flordelis (RJ) foi presa no início da noite de ontem, em sua residência, em Niterói. Ela foi conduzida à Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, fez exames no Instituto Médico-Legal da cidade e depois seguiu Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Uma audiência de custódia está marcada para hoje. Sua prisão foi requisitada pelo Ministério Público estadual e pelo advogado Angelo Máximo, que representa o pai de Anderson do Carmo no processo criminal em que Flordelis responde pela morte do marido.

Preso – O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, também foi detido ontem. A ordem de prisão partiu do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que atendeu a um pedido da Polícia Federal. Na decisão, Moraes citou publicações em que Jefferson fez ameaça às instituições e à realização das eleições, além de incitar a violência. Em uma dessas postagens, o líder petebista falou em invadir o Senado e expulsar membros da CPI da Pandemia. Também pregou a destituição de ministros do Supremo. Roberto Jefferson foi levado para o presídio de Bangu 8, no Rio.

PGR contra prisão – A Procuradoria-Geral da República se manifestou contra a prisão de Roberto Jefferson. O posicionamento foi da subprocuradora-geral da República Lindôra Araújo, braço-direito de Augusto Aras, que lidera o órgão. No parecer enviado ontem ao STF, argumentou que Jefferson não possui foro privilegiado e que não era a instância correta para essa investigação contra o ex-deputado. Já o gabinete do ministro Alexandre de Moraes emitiu uma nota dizendo que a PF requereu a prisão preventiva em 5 de agosto e que havia estipulado um prazo de 24h para que a PGR se pronunciasse, mas não havia recebido a manifestação da Procuradoria até a data da prisão.

CURTAS

PELA REJEIÇÃO – A Câmara Municipal de Igarassu tem até o próximo dia 25 para comunicar ao Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) o resultado da votação sobre as contas do exercício financeiro de 2014 do então prefeito Mário Ricardo (PTB). Em dezembro de 2020, a Primeira Câmara do TCE emitiu um parecer prévio, recomendando que os vereadores rejeitem as contas.

MOTIVOS – Os conselheiros listaram irregularidades: a ausência de repasses das contribuições previdenciárias ao Regime Próprio de Previdência Social no montante de R$ 1.395.513,68; a falta de repasses das contribuições ao Regime Geral de Previdência Social no total de R$ 4.133.548,51; e gastos com pessoal de R$ 99.845.174,35 no último quadrimestre do exercício em 2014, representando 67,85% em relação à Receita Corrente Líquida do Município.

 Perguntar não ofende: Quem vence a queda de braço no PSDB: Doria ou Leite?


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Petrolina setembro 2


13/08


2021

Coluna da sexta-feira

Só pensam neles

Conforme adiantei na coluna da última quarta-feira, os deputados aprovaram, na sessão da última quarta-feira, já quase pela madrugada, a volta das coligações partidárias já valendo para as eleições de renovação dos mandatos deles, no ano que vem. Dentro da proposta de reforma política, fecharam um acordo para aprovar a volta das coligações em vez do distritão, já que este modelo não havia consenso. Foi um tremendo casuísmo. Conforme já havia comentado aqui, deputado só legisla olhando do seu umbigo para baixo.

Foi uma reviravolta costurada com a sessão já em andamento. Até o início da sessão, a proposta com mais força era adotar o distritão. Os apoiadores do distritão, em sua maior parte integrantes do chamado Centrão, achavam que tinham votos suficientes para aprová-lo – como se trata de uma mudança constitucional, seriam necessários ao menos 308 apoios em 2 turnos, no universo de 513 deputados, mas erraram os cálculos.

A relatora, deputada Renata Abreu (Podemos-SP), havia feito uma proposta com distritão, coligações e até mudança na forma de eleição do presidente da República. O texto-base foi aprovado com 339 votos a 123, e cinco abstenções. Depois, nas votações separadas, o distritão caiu por 423 votos a 35. As coligações tiveram 333 a favor e 149 contra e 4 abstenções. A alteração na eleição para o Executivo ainda não foi analisada separadamente, mas deve cair.

A volta das coligações favorece a fragmentação partidária e poderá reverter a tendência de enxugamento das siglas que vinha sendo observada nos últimos anos. O distritão também favoreceria a fragmentação e enfraqueceria os partidos. Nesse sistema são eleitos os mais votados independentemente do desempenho das legendas. Atualmente, as cadeiras de deputados e vereadores são divididas de acordo com as votações dos partidos –e assumem as vagas os candidatos mais votados de cada sigla.

Os partidos podem lançar número de candidatos equivalente a até uma vez e meia a quantidade de vagas em disputa. Não alcançar o número máximo significa menos gente fazendo campanha e provavelmente conseguir menos votos e obter menos vagas. Com as coligações, os partidos podem se unir para alcançar o número máximo, o que facilita a formação de chapas. Mantidas as regras que valiam na última eleição nacional, uma coligação pode ter número de candidatos equivalente ao dobro de cadeiras em disputa.

Acesso ao Fundão – Os deputados também devem votar projeto que institui as coligações partidárias. São semelhantes a coligações, mas valem por mais tempo que as eleições e para cálculo da cláusula de desempenho, que retira de partidos com mau desempenho acesso ao Fundo Partidário e ao tempo de TV. Na prática, não bater a cláusula ameaça a existência do partido. Em 2022, estarão acima da nota de corte as legendas que conseguirem mais de 2% dos votos para deputado federal ou que elegerem pelo menos 11.

Eduardo em Caruaru – Na disputa pela preferência do PSDB ao Planalto, nas prévias com mais dois candidatos – João Doria e Tasso Jereissati – o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, desembarca em Pernambuco, hoje, pela primeira vez na condição de pré-candidato ao Planalto, para cumprir agenda com predominância do seu tempo em Caruaru, terra da presidente estadual da legenda, a prefeita Raquel Lyra. Lá, visita o Alto do Moura e depois concede uma entrevista coletiva. Por enquanto, o candidato mais forte para ganhar as prévias tucanas continua sendo Doria, o calcinha apertada governador de São Paulo, segundo carimbou Bolsonaro.

Ameaça de expulsão – Para punir os seus 14 deputados que votaram a favor da PEC do voto impresso, o PSDB planeja pagar um valor extra do fundo eleitoral aos 17 congressistas que seguiram a orientação da Executiva do partido e votaram contra, segundo o jornal O Estado de São Paulo. Antes da votação, os comandantes do partido se reuniram e decidiram não apoiar a proposta da deputada Bia Kicis (PSL-DF). Os deputados que não respeitaram as orientações da direção deverão ser expulsos. “Se a Executiva não tomar providências, o partido vai ser desmoralizado. Esses deputados descumpriram uma cláusula estatutária. O PSDB deve expulsá-los imediatamente e pedir o mandato”, disse o presidente do PSDB paulistano, Fernando Alfredo.

Privatização da Eletrobras – O Governo Federal deve enviar os estudos da privatização da Eletrobras ao Tribunal de Contas da União no final deste mês, segundo Diogo Mac Cord, secretário especial de Desestatização, Desinvestimento e Mercados do Ministério da Economia. O prazo máximo, segundo ele, é no início de setembro. O Governo, conforme adiantou, mantém contato com os técnicos do TCU para que o projeto não seja uma “surpresa” quando chegar no Tribunal. A comunicação com a área técnica, de acordo com Mac Cord, diminui a chance de atraso no cronograma por causa de pedidos de ajustes no projeto.

Rifado pelos bolsonaristas – Presidente estadual do PTB e bolsonarista convicto, o Coronel Meira acha que o voto do deputado Fernando Bezerra Filho, do DEM (foto), contra o voto impresso, na última terça-feira, inviabilizou de vez a candidatura do seu irmão Miguel Coelho (MDB), prefeito de Petrolina, a governador. “Já era, não terá jamais o apoio do presidente Bolsonaro nem dos partidos aliados ao Governo em Pernambuco. O voto do seu irmão foi uma sentença de morte na corrida ao Palácio das Princesas”, disse. Miguel e Fernando são filhos do senador Fernando Bezerra Coelho, líder do Governo no Senado, que, no mesmo dia da votação da PEC do voto impresso, fez um discurso com criticas ao Governo e ao presidente na sessão da CPI da Covid, surpreendendo a todos.

CURTAS

Briga pelo 5G – A disputa pelo uso do símbolo 5G chegou ao Ministério da Justiça e Segurança Pública. A Secretaria Nacional do Consumidor abriu investigação contra TIM, Claro e Vivo para apurar o uso do símbolo da nova tecnologia em propagandas e nos aparelhos. Em jogo, uma suposta propaganda enganosa. A multa pode chegar a R$ 11 milhões. O ministro das Comunicações, Fabio Faria, quer que o termo seja usado só depois do leilão do 5G puro, também conhecido como standalone.

Fim do racionamento – A partir da próxima segunda-feira, 250 mil pessoas que moram em localidades do Grande Recife terão mais água nas torneiras. O fim do racionamento e a redução do rodízio em bairros de Olinda, Paulista, Igarassu e Abreu e Lima foram confirmados pela Compesa. Segundo a empresa, a medida foi tomada depois da avaliação da situação da Barragem Botafogo, em Igarassu, que abastece essas áreas. O reservatório acumulou água com as chuvas registradas no inverno.

Perguntar não ofende: Qual o jogo, afinal, do senador Fernando Bezerra Coelho para as eleições de 2022?


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12/08


2021

Coluna de quinta-feira

Bolsonaro já fez muito pelo NE

Na entrevista que concedeu, na última terça-feira, à Rede Nordeste de Rádio, direto do seu gabinete, em Brasília, o ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho, traçou um cenário de realizações da sua pasta no Nordeste amplamente desconhecido da população brasileira. Só em obras hídricas, disse que os investimentos superam a casa dos R$ 3,5 bilhões. Segundo ele, até meados do segundo semestre do ano que vem, 100% das obras da Transposição do São Francisco estarão concluídas.

Se tudo isso está acontecendo e ninguém sabe, das duas uma: ou o Governo é muito ruim e amador na comunicação ou alguém está blefando. Mas o ministro não é de blefe. É um gestor sério e competente, forjado no serviço público em seu Estado natal, o Rio Grande do Norte, que representou em Brasília em três mandatos de deputado federal. E tudo que falou foi com base numa planilha que estava ao seu lado, com todos os números, e que não precisou nem consultar.

“Nós temos seis mil obras hídricas. Aí a gente leva em consideração perfuração de poços, dessalinização, pequenas adutoras médias e grandes. Trabalho ligado a tratamento de água e esgoto. É um portifólio muito extenso, que vão de questões ligadas à saúde e saneamento”, disse. Sobre a Transposição, afirmou: “Na verdade, chegaremos ao Rio Grande do Norte, que é o último Estado setentrional, receptor, com as águas do São Francisco, até dezembro”.

E acrescentou: “A partir da chegada ao RN, são obras de customização, de repaginação do que já foi feito em tempos pretéritos. Eventualmente, há a necessidade de se comprar novas bombas para ampliar a capacidade de bombeamento dessa água. Em sua integralidade, a capacidade vai chegar a mais de 120 m³. Nós temos um conjunto de bomba, cada uma custa R$ 30 milhões. Nós vamos precisar de 30 a 35 bombas.”

Segundo ele, a prioridade do Governo é concluir a obra física dos canais. Os recursos alocados devem permitir que os canais sejam terminados na altura do Eixo Norte, chegando em Caiçara (PB). De lá, vai a São Gonçalo, que é o maior reservatório da Paraíba. Em seguida, vai a uma barragem de Engenheiro Ávidos (PB). “Estamos fazendo uma restauração dessa barragem a partir da tomada d’água. De lá, são mais de 115 km de rio até a altura de Jardim de Piranhas, no Rio Grande do Norte. Isso vai permitir comemorar a conclusão das obras do eixo norte e o beneficiamento do quarto Estado, que seria o RN”, afirmou.

Perguntado por que o Governo não dava prioridade à divulgação dessas obras, Marinho “Esse governo tem alguns defeitos, a comunicação é o mais nítido. Não publicizar os seus feitos tem sido um grande pecado. Eu diria que o que está sendo feito nesses últimos três anos é mais impactante do que nos últimos 20 anos. Nós temos obras de infraestrutura hídrica e segurança hídrica desde o Norte de Minas até o Maranhão. Os estados do Nordeste estão tendo uma atenção muito forte do Governo Federal e o presidente foi muito claro quando me convidou: ‘Abrace o Nordeste’.

Jornada das Águas – Em outubro, segundo Rogério Marinho, o Governo lançará a ‘Jornada das Águas’, para dar visibilidade a essas obras. “Nós devemos noticiar o início do projeto executivo do Canal do Sertão Baiano, com mais de 15 km de extensão. Também deveremos dar ordem de serviço para a obra física do Canal de Xingó, em Sergipe. É uma obra esperada há mais de 50 anos. A gente espera fazer isso em outubro. Em Alagoas, nós vamos lançar vários programas contra desertificação, com mais de 1 milhão de árvores de umbu-cajá. São mais de R$ 90 milhões de investimentos. Também a conclusão da Barragem de Oiticica, no Rio Grande do Norte. Uma obra parada desde 1952”, disse.

Integração de bacias – Ainda na entrevista, o ministro do Desenvolvimento Regional disse que o Governo vai anunciar uma ação que considera uma das mais importantes do Estado brasileiro, que é a integração das bacias que vão desde o Rio Tocantins até as bacias dos rios Balseira, Mandu, Parnaíba e São Francisco. “Isso para termos, num horizonte de 15 a 20 anos, um quadro completamente diferente para a segurança hídrica da região, tanto do semiárido nordestino como de parte do Centro-oeste e da região Amazônica”, assinalou.

Salve o São Francisco – Sobre as notícias de que o Rio São Francisco estava carente de um projeto de revitalização, afirmou: “Há um fundo com recursos assegurados para esse trabalho de revitalização e já antes lançamos um programa chamado Águas Brasileiras. Conseguimos captar em torno de R$ 70 milhões na primeira edição. Com quatro bacias principais (Taquari/MS, Tocantins-Araguaia, Parnaíba e o São Francisco). São programas que tratam de plantio de árvores, matas ciliares, para preservar as fontes, nascentes e de trazer de forma sustentável a população ribeirinha para esse desenvolvimento de forma responsável.”

Ferrovia Transnordestina – Embora não seja de responsabilidade da sua pasta, a ferrovia Transnordestina também teve uma explicação do ministro quanto à polêmica de que Pernambuco ficaria sem o seu ramal. “A ferrovia tem uma participação do nosso Ministério na alocação de recursos, dos fundos constitucionais geridos pelo Banco do Nordeste e interveniência da Sudene. Então, a gente termina tendo uma ingerência na questão do financiamento, mas não da gestão da obra. Há uma discussão entre a operadora, que é a CSN. A velocidade da obra está sendo questionada por Tarcísio (Freitas, ministro da Infraestrutura). E nas tratativas, há a possibilidade de se distratar esse ramal de Pernambuco para permitir que seja relicitado por uma outra empresa, preservando o ramal que vai para Pecém por estar mais adiantado. Mas isso não é definitivo. É uma obra importante, ligaria os dois portos mais importantes do Nordeste setentrional, do Ceará e de Pernambuco, e permitiria um desenvolvimento muito forte dos dois estados”, explicou.

Papel da Sudene – O ministro também foi provocado a tratar de Sudene. “A autarquia ainda é um importante referencial na definição das políticas de investimento na nossa região. Nós temos uma reunião de governadores, que é a maior, com os nove governadores do Nordeste, o de Minas Gerais e o do Espírito Santo. As empresas que se instalam nessa região têm a possibilidade de isenção fiscal. A Sudene também define o planejamento em relação ao Nordeste. Evidentemente que a pujança de 30 anos atrás se debilitou.”

CURTAS

Energias alternativas – Quanto as energias alternativas, disse que o mundo inteiro está caminhando na direção de trocar as suas matrizes. “Cada vez mais está substituindo a energia fóssil por solar, eólica, hidrogênio verde. No Nordeste, o que não falta é sol e vento. Somos a região do Brasil mais propícia a esse modal de energia. Os estados nordestinos estão produzindo 11GW. Mais ou menos a Itaipu, que são 14GW”, disse.

Saneamento – Sobre o Marco do Saneamento, também na sua pasta, disse que após a sua aprovação, em junho do ano passado, leilões propiciaram quase R$ 70 bilhões em investimentos, fruto de esforço coletivo dos Estados, Municípios e Governo Federal. “Nós temos 12 anos para chegarmos à universalização do tratamento de água e esgoto no país. De esgoto, com 90%, e água com 99%”, destacou.

Perguntar não ofende: Dá para acreditar em tantas ações no Nordeste?


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Comentários

Joao

Claro que não. Esse é o mais novo puxa-saco garoto propaganda do blog, juntamente com o sanfoneiro de péssima qualidade. Esse acéfalo não fez pelo Nordeste, assim como pelo Brasil. Parece que o FBC caiu fora do barco furado!


Sindicontas


11/08


2021

Coluna de quarta-feira

Coligações salvam deputados 

As mudanças nas regras eleitorais para o pleito de 2022, aprovadas na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, com a adoção do Distritão e a volta das coligações partidárias, tendem a serem aprovadas também pelo plenário da Câmara. Deputados não costumam dar tiro no pé. Como se trata de uma eleição no escuro, mantido o modelo da eleição passada, algo terá que ser refeito ou remendado.

O que ouvi ontem em Brasília é que o Distritão não passa no Senado, mesmo aprovado por larga margem de votos na Câmara. Os senadores não deixarão os deputados nas mãos. Aprovam a volta das coligações e aí estará criada uma saída no chamado jeitinho brasileiro para salvar quem está hoje na marca do pênalti, ou seja, com dificuldades de emplacar uma nova reeleição por falta de chapas competitivas, comum hoje a todos os partidos de uma forma em geral.

Proibidas nas eleições passadas para vereador, o que deixou muita gente perdurada no chapéu, as coligações permitem alianças com o maior número de partidos, independentemente de cor partidária ou ideologia. Tudo que os pequenos partidos, especialmente, precisam para montar chapas com chances de eleger um maior número de deputados nas coligações que virem a ser fechadas.

Na prática, trocando em miúdos, deputados e senadores agem de acordo com as suas conveniências. Quando foi para sacrificar a eleição municipal, jogando os vereadores como cobaias, o Congresso foi ágil e eficaz, mas quando a cabeça deles passa a entrar na guilhotina, o jogo é outro, o do interesse deles. Nunca conheci um Congresso suicida. Esse não seria o primeiro.

Repercussão na CPI – O presidente da CPI da Covid no Senado, Omar Aziz (PSD-AM), leu discurso contra o desfile de carros blindados militares, ontem, no plenário da Casa. O senador chamou o ato de “patético” e “arroubo golpista” do presidente Jair Bolsonaro. “Em apenas dois anos e meio de mandato, Bolsonaro colocou o país nessa situação vexatória, degradou as instituições e rebaixou as Forças Armadas, formada em sua grande maioria por homens sérios e honrados, como pude presenciar de perto no meu Amazonas”, declarou.

Interdição – O PDT, representado pelo presidente nacional da sigla, Carlos Lupi, e pelo vice-presidente, Ciro Gomes, entrou com uma ação na Procuradoria Geral da República a favor da interdição do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A ação afirma que Bolsonaro “ostenta caráter patológico” e “condutas que jamais seriam praticadas por pessoas em plenitude comportamental”. O partido afirma que se imaginava os “arroubos autoritários” do presidente Jair Bolsonaro eram apenas “cenas erráticas para angariar o apoio da população.

Barrado no baile – O vice-presidente Hamilton Mourão não recebeu convite para participar do desfile de veículos militares na Esplanada dos Ministérios. O presidente Jair Bolsonaro, ministros, comandantes das Forças Armadas, além de parlamentares aliados do governo, assistiram à exibição miliar da rampa do Palácio do Planalto. A equipe de assessoria do vice-presidente também confirmou que Mourão não foi chamado para reunião ministerial que ocorreu depois da parada militar. No ato de Bolsonaro recebeu convite para participar de um treinamento militar que ocorrerá em Formosa, na próxima sexta-feira. O desfile durou cerca de 10 minutos e exibiu 44 veículos militares, entre tanques, blindados e caminhões.

Cena patética - O ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT) disse, ontem, em entrevista à rádio ABC de Porto Alegre, que o desfile militar na Esplanada dos Ministérios foi uma “cena patética “. O evento foi organizado para que Bolsonaro (sem partido) recebesse um convite para comparecer a uma Demonstração Operativa em Formosa, Goiás. “A cena patética de hoje de receber um convite com um pequeno desfile militar na frente do Palácio. Acho que nem Sarney, nem FHC, nem eu, nem Dilma e nem Temer nunca precisamos disso”, afirmou o petista. Ainda de acordo com o ex-presidente, Bolsonaro utiliza as Forças Armadas como “marionete política “. Lula afirmou que não é contra militares na política, desde que estes tirem a farda para governar.

Efeito na base – O desfile bélico na Praça dos Três Poderes, na manhã de ontem, serviu para aumentar o racha no Centrão sobre a proposta de emenda constitucional que institui o voto impresso nas eleições de 2022. Se na comissão especial da Câmara que derrubou a proposta, há cinco dias, já se podia verificar a divisão da base governista, depois que blindados se exibiram nos arredores do Congresso o quadro só piorou. Até mesmo o Progressistas, partido do presidente da Câmara, Arthur Lira (AL) e do ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, apresentou divisões.

CURTAS

Caos no Recife – As fortes chuvas registradas no Grande Recife entre a segunda-feira e ontem provocaram alagamentos e deslizamentos de terra. Na Rua Cabo Hermito Sá, no Brejo da Guabiraba, na Zona Norte, uma barreira deslizou e atingiu seis casas, das quais três ficaram destruídas. rês pessoas ficaram feridas e foram retiradas do local do deslizamento. Uma mulher não identificada foi resgatada pelo Corpo de Bombeiros e disse que o deslocamento dessa vítima foi feito pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segunda dose – O governador Paulo Câmara (PSB) tomou, ontem, a segunda dose da vacina contra a Covid-19. O gestor, de 49 anos, antecipou para 60 dias a aplicação da segunda dose, já que foi vacinado no dia 11 de junho. O imunizante recebido por ele foi o da AstraZeneca/Fiocruz, cujo reforço deve ser aplicado após um período de 60 a 90 dias.

Perguntar não ofende: Como vai se comportar o Senado na votação do projeto de reforma política?


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Ipojuca - Outubro


10/08


2021

Coluna da terça-feira

O tempo é o senhor da razão

A politica é, verdadeiramente, algo que exala um odor terrível, difícil de ser compreendida pelas pessoas distantes do seu mundo. Na eleição passada, PT e PSB se digladiaram na disputa pela Prefeitura do Recife com bombardeios que mais pareciam mísseis. Desapontado com os ataques, tão logo viu as urnas favoráveis na guerra do segundo turno contra Marília Arraes, o então prefeito eleito João Campos (PSB) declarou que as chances de o PT vir a ocupar espaços em sua gestão e se aliar, formalmente, chegariam quase a zero.

O tempo se encarregou de mostrar o contrário e em 22 João deve se abraçar no palanque com os vermelhos que em 20 disseram que não tinha a menor condição de governar Recife, que era uma invenção da mãe Renata Campos, viúva do ex-governador Eduardo Campos. O carimbaram de “Príncipe” para convencer o eleitorado do Recife que era o mais fiel depositário da dinastia socialista implantada no Estado desde a eleição do seu pai governador, em 2006.

O PT foi mais além. Apontou João, Geraldo Júlio e o governador Paulo Câmara como herdeiros de um ciclo, implantado por Eduardo, maculado pela corrupção. O tempo, que Collor dizia ser o senhor da razão, se encarregou de passar uma borracha nas idiossincrasias envolvendo PT e PSB. Bastou o ex-presidente Lula ter todos os seus crimes perdoados pelo ministro petista Edson Fachin, nomeado para o STF pela ex-presidente Lula, e retomar seus direitos políticos.

Falando, ontem, no Frente a Frente, a então deputada petista raiz Teresa Leitão, que não morria de amores pelo PSB, nem torcia o nariz para os pecados do reinado socialista, disse que, em nome da eleição de Lula, será capaz de subir no palanque de qualquer candidato do PSB a governador, desde que o partido vista a camisa do ex-presidente e contribua para derrotar o projeto de reeleição de Bolsonaro.

Teresa só faltou dizer, com todas as letras, que aceita até Geraldo Covidão, envolvido em sete operações da Polícia Federal quando governou o Recife, todas elas apontando desvios de recursos federais para salvar gente inocente agonizando nas UTIs dos hospitais públicos com contágio em último grau da covid-19. Físico e humanista alemão, Albert Einstein morreu sonhador. Dizia que gostaria de uma sociedade mais justa, menos corrupta, com menos hipocrisia e mais digna.

Certamente, não é o mesmo pensamento que Teresa teve lá atrás. Conforme ela própria declarou, para eleger Lula, um corrupto que jamais Einstein passaria a mão na cabeça, será capaz de tudo, inclusive de aceitar a perpetuação do PSB no poder, que tanto mal vem fazendo ao Estado. Ainda em relação a Lula e ao PSB, Teresa está certa: não existe defeito que, com o tempo, numa sociedade corrupta, não se torne um mérito, nem vício que a convenção não consiga elevar à virtude.

Auxilio Brasil- O programa social que irá incorporar o Bolsa Família terá aumento de pelo menos 10% no número de famílias atendidas, de acordo com o ministro João Roma (Cidadania). Segundo ele, a iniciativa, que passará a ser chamada de Auxílio Brasil, terá ao menos 16 milhões de famílias contempladas ante os 14,6 milhões de hoje. Roma foi ao Congresso, ontem, ao lado do presidente Jair Bolsonaro, entregar a Medida Provisória com as novas regras. O texto não estipula valores. Mas tudo deve ser definido pelo Legislativo até o final de setembro, avalia o ministro. O Governo corre para aprovar a proposta com o objetivo de contemplar a população de baixa renda que ficará sem o auxílio emergencial em novembro, quando acaba de ser paga a última parcela do benefício – criado para conter os efeitos econômicos da pandemia.

Entrega foi pessoal – O presidente Jair Bolsonaro entregou, ontem, ao presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), a Medida Provisória do novo Bolsa Família. O chefe do Executivo foi a pé do Palácio do Planalto até o Congresso Nacional. Estava ao lado dos ministros Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo), João Roma (Cidadania), Luiz Eduardo (Secretaria Geral) e Augusto Heleno (GSI). Os textos da medida provisória e da PEC ainda não foram publicados no Diário Oficial da União e não igualmente não divulgados pelo Executivo.

Valor reajustado – Na caminhada para a Câmara, Bolsonaro afirmou a jornalistas que o Auxílio Brasil — novo nome do programa que englobará o Bolsa Família — deve ter reajuste de no mínimo 50%. “Um pouquinho mais”, disse. O presidente insistiu inicialmente para que o valor do benefício chegasse a R$ 400, mas a equipe econômica já o tinha informado sobre a impossibilidade de se atingir o montante e trabalhava com a perspectiva de R$ 300. Um valor mais alto tem sido considerado como crucial para a reeleição de Bolsonaro no ano que vem.

Planeta saudável – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) saiu, ontem, em seu perfil no Twitter, em defesa do desenvolvimento econômico integrado ao desenvolvimento ambiental. “Muita gente já entendeu que hoje você não pode discutir desenvolvimento econômico, sem discutir desenvolvimento ambiental. A consciência ambiental cresce a cada dia na sociedade. Não é possível desassociar. O planeta é uma casa, e todo mundo que mora nela tem que estar bem”, afirmou. O ex-presidente ainda alfinetou os empresários Jeff Bezos e Richard Branson que fizeram viagem turística ao espaço em foguetes. “Não adianta os ricos quererem alugar foguete e subirem pro céu pra tentar evitar de viver aqui na terra. Não, nós temos que construir um planeta saudável”, afirmou.

CURTAS

Cassados em bloco – Cinco dos 15 vereadores de Goiana, na Zona da Mata, tiveram seus mandatos cassados, ontem, pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco após denúncias de candidaturas laranjas de mulheres em suas chapas, para atingir a cota de gênero exigida. Além deles, 57 suplentes foram impugnados devido à fraude constatada pela Justiça Eleitoral.

A lista da degola – Os vereadores que tiveram seus mandatos cassados são: André Ferreira de Souza (PL), conhecido como André Rabicó; Ana Cristina de Melo Freire Gouveia Silveira (PL), votada como Ana de Marcílio; Ibson Gouveia de Santana (Podemos); Marcos Alexandre Soares de Almeida (PSD), conhecido como Xande da Praia; e Sidney Paulo dos Santos (Podemos), cujo nome eleitoral é Sid do Caranguejo.

Perguntar não ofende: E Luciano Duque, o último dos Moicanos do PT, vai se render, como Teresa Leitão, à aliança estadual com o PSB?


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Comentários

Wellington Antunes

Realmente, \"politica é, verdadeiramente, algo que exala um odor terrível, difícil de ser compreendida pelas pessoas distantes do seu mundo\". Lembra do General Heleno quando disse se GRITAR PEGA CENTRÃO parodiando o SE LIGAR PEGA LADRÃO?


Caruaru - Transparência em 1° Lugar


09/08


2021

Coluna da segunda-feira

Dia “D” do voto impresso  

A Proposta de Emenda à Constituição que institui um sistema de impressão de votos acoplado às urnas eletrônicas deve ser votada, amanhã, pelo plenário da Câmara dos Deputados. Líderes dos mais diversos partidos afirmam que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), sinalizou que colocará o tema em pauta rapidamente. Líderes da base aliada do governo e do Centrão se reunirão em um almoço, hoje, para bater o martelo sobre a votação.

O almoço com o grupo é normalmente realizado às terças-feiras, mas foi antecipado para se discutir o voto impresso. No fim da tarde de sexta-feira, Lira anunciou que levaria a proposta ao plenário mesmo ela tendo sido rejeitada pela comissão especial que a analisou. Lira pretende, com a votação em plenário, enterrar de uma vez a ideia de mudar a Constituição para criar um sistema de impressão de votos acoplado às urnas eletrônicas. Não há apoio suficiente à proposta entre os 513 deputados.

A derrota do projeto é quase certa. Em tese, isso deixaria Jair Bolsonaro sem argumentos para contestar a Justiça Eleitoral sobre o tema. Segundo Lira, a deliberação da proposta por todos os deputados resultará em uma decisão “inquestionável e suprema”. Na prática, há duas possibilidades de um texto não aprovado pela comissão especial avançar para a análise em plenário, onde os 513 deputados podem votar. Uma delas ocorre quando o número de até 40 sessões realizadas pela comissão é ultrapassado.

Os defensores do voto impresso trabalham em cima do fato de que a comissão especial, que rejeitou a proposta, quinta-feira passada, não tem poderes para tal, apenas opinativo. Desta forma, o plenário vai ser chamado a deliberar, conforme já decidiu Arthur Lira. “Comissão Especial de PEC não é terminativa. Logo, a palavra final é do plenário”, explica o analista político do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), Antônio Augusto de Queiroz.

Força da mobilização - Do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo, ao comentar as recentes manifestações de ruas pelo voto impresso: “Eu acho que todas as modificações, as mudanças que têm havido no Brasil têm acontecido a partir do povo nas ruas, a partir de uma confiança de que o impossível pode acontecer.  Está muito frequente agora essa coisa de que a política é a arte do possível. Na verdade, eu acho que só o povo pode transformar o impossível em possível, só o povo pode transformar aquilo que é mais uma barreira imposta pelo sistema”.

A nova polêmica – O escritor Paulo Coelho alfinetou na manhã de ontem o presidente Jair Bolsonaro e sugeriu o uso de maconha ao Palácio do Planalto. Segundo ele, o uso da planta “acalma”. “Eu não uso desde 1982, mas acho que acalma o Planalto e seu rei nu se beneficiaria muito”, disse no Twitter. Ao fazer a publicação, Paulo Coelho ainda postou foto de embalagens da loja suíça DrgGreen.ch, que vende produtos feitos com cannabis legalmente, como flores secas de maconha, também conhecida como “buds”. “À venda em qualquer supermercado suíço”, afirmou.

Pela privatização – Cinco partidos (Novo, Republicanos, Cidadania, Patriota e PP) deram mais de 80% de seus votos a favor da privatização dos Correios. O Poder360, site do jornalista Fernando Rodrigues, fez o levantamento considerando a decisão sobre o texto-base a principal votação. PT, Psol, PCdoB e Rede não deram nenhum voto a favor. Nos outros dois partidos de esquerda houve votos a favor da proposta: três no PSB e cinco no PDT. O placar total foi de 286 pela privatização, contra 173 e duas abstenções – além de três deputados que presidiram a sessão e não votaram. A privatização dos Correios é um projeto prioritário para o governo de Jair Bolsonaro.

Covidão tomou Doril – Nos bastidores do Palácio das Princesas. o que mais se comenta é a ausência do secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, o popular “Geraldo Covidão”, nas viagens do governador Paulo Câmara pelo interior para inaugurar obras e assinar novas ordens de serviço. Na semana passada, no Sertão do Pajeú, quem roubou a cena, na ausência de Covidão, ainda cotado para disputar a sucessão estadual, foi a secretária de Infraestrutura, Fernandha Batista. Daí, as especulações de que seria uma alternativa, caso o ex-prefeito não consiga se viabilizar em razão dos processos de corrupção na Prefeitura do Recife.

CURTAS

ALIANÇA CEARENSE 1 – Ao receber os irmãos Cid e Ciro Gomes no Palácio Abolição, na última sexta-feira, e dar ampla publicidade à visita, o governador do Ceará, Camilo Santana, sinaliza ao seu partido, o PT, – e ao entorno – que não pretende romper a aliança com o PDT no Estado e que segue próximo dos dois. Camilo recebeu Ciro antes de Lula, que deverá ir ao Ceará no próximo dia 20.

ALIANÇA CEARENSE 2 – Na última semana, membros do PT no Ceará trataram com o comando nacional do partido a agenda do ex-presidente Lula no Estado. Ele deve ir ao Ceará numa sexta-feira e almoçar com Camilo. Antes, porém, o governador já recebeu Ciro. Lula reserva espaço na agenda para encontro com partidos aliados no Ceará. Não é este o caso do PDT, tendo em vista as trocas de farpas entre o ex-presidente e o ex-ministro Ciro Gomes. A campanha de Ciro trata Lula como adversário.

Perguntar não ofende: Haverá manifestações contra Lula no desembarque dele no Recife?


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Comentários

Joao

Como perguntar não ofende, quando este blog vai deixar de puxar o saco de bozolóides? E ainda um blog que abre espaço para comentários de Ernesto Araújo merece ser lido?


Serra Talhada 2021


07/08


2021

Coluna do sabadão

Uma desnecessária crise

Por Houldine Nascimento – interino

A sociedade assiste a uma crise entre os poderes em um nível nunca antes visto desde a redemocratização. A fervura aumentou ontem após o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) direcionar novamente sua artilharia contra o presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Luís Roberto Barroso. Na sua passagem por Joinville (SC), cercado por apoiadores, o chefe do Executivo xingou o magistrado.

O flagrante ocorreu durante uma transmissão feita pela conta oficial de Bolsonaro no Facebook. Mais cedo, ao almoçar com empresários, o presidente já havia desferido ataques ao dizer que Barroso é favorável “à redução da idade para estupro de vulnerável”. “Ele quer que nossas filhas e netas, com 12 anos, tenham relações sexuais”, continuou.

A escalada de Jair Bolsonaro ocorre no dia seguinte ao pronunciamento do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, que repudiou declarações recentes do presidente da República contra dois integrantes da Corte – além de Barroso, o ministro Alexandre de Moraes foi alvo de ataques. “Quando se atinge um dos integrantes, se atinge a Corte por inteiro”, disse.

Fux também anunciou o cancelamento de um encontro que reuniria os chefes dos três poderes, numa nota dura, em que destacou “ofensas e inverdades” por parte de Bolsonaro e que o presidente “insiste em colocar sob suspeição a rigidez do processo eleitoral brasileiro”. É justamente o sistema eleitoral que tem sido posto em xeque pelo presidente, que segue dia sim, outro também falando em “fraude”.

Quando instado pelo TSE a responder sobre as acusações de irregularidades nas urnas eletrônicas, Bolsonaro falhou. Não apresentou provas. Limitou-se a repetir sua defesa do voto impresso. “Reitera-se, não se está a atacar propriamente a segurança das urnas eletrônicas, mas, sim, a necessidade de se viabilizar uma efetiva auditagem”, afirmou o presidente.

A Justiça Eleitoral, contudo, assegura que as urnas são auditáveis. Fato é que essa discussão sobre a impressão do voto está longe de ser o principal problema do Brasil, com quase 15 milhões de desempregados e cerca de 20 milhões de pessoas passando fome, segundo dados oficiais. Os entraves do país são mais profundos, especialmente quando a baixaria toma conta da cena política, prejudicando a busca por soluções.

“Além do cercadinho” – O ministro Luís Roberto Barroso comentou os insultos proferidos por Bolsonaro: “Eu gosto de repetir que sou um ator institucional. Eu não sou um ator político. Eu não tenho interesse nem cultivo polêmicas pessoais. A conquista e a preservação da democracia foram as grandes causas da minha geração. E é a isso que eu dedico a minha vida pública. Eu não paro para bater boca, não me distraio com miudezas. Meu universo vai bem além do cercadinho”, disse, sem citar o presidente, durante debate no Insper, em São Paulo. Os ministros Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes também participaram do evento.

Motociata – O presidente Jair Bolsonaro participa, na manhã de hoje, de uma motociata em Florianópolis (SC). Entre os apoiadores que participam do ato, está o empresário Luciano Hang, que convocou seus seguidores para o evento. “Eu e a moto patriota estamos aquecidos para a motociata! Será neste sábado, dia 7, em Florianópolis (SC). Reúna seu grupo e venha acelerar pelas ruas da capital catarinense comigo e com o presidente Jair Bolsonaro. Espero você lá, vem junto?”, escreveu. O passeio de moto promove alterações no tráfego da cidade, com alertas emitidos pela Polícia Militar Rodoviária (PMRv) aos condutores.

Comissão contra PEC – Na Câmara, a Comissão Especial designada para analisar a PEC 135/19, conhecida como “PEC do voto impresso” – de autoria da deputada bolsonarista Bia Kicis (PSL-DF) –, aprovou o relatório vencedor, que recomenda o arquivamento da proposta. Por 22 votos a 11, os membros do colegiado endossaram o parecer do deputado pernambucano Raul Henry (MDB), novo relator da proposição. Ele foi escolhido após a desistência do deputado Junior Mano (PL-CE). Antes, a Comissão tinha o deputado Filipe Barros (PSL-PR) na relatoria, mas o seu parecer foi rejeitado na última quinta-feira (5) por 23 votos a 11. Quando isso ocorre, outro nome é indicado para elaborar um parecer em sentido contrário.

PEC no plenário – Mesmo com a rejeição da PEC do voto impresso na Comissão Especial, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), anunciou que vai pautar a proposta no plenário. A expectativa é de que o parlamentar leve o assunto para que todos os deputados decidam na próxima terça-feira (10). No dia anterior (9), deve haver uma reunião com os líderes partidários. Lira entende que toda a Casa precisa se posicionar sobre o tema, pivô de uma crise institucional nos últimos dias, provocando um pronunciamento do presidente da Câmara.

Tendência de derrota – Lira teria enviado um recado ao TSE sobre sua decisão de levar a PEC do voto impresso ao plenário. O objetivo seria o de derrotar a proposta, segundo informou a colunista Mônica Bérgamo, da Folha de São Paulo. Na avaliação do deputado, a medida encerraria a discussão sobre o tema, pondo uma pedra na crise entre Executivo e Judiciário. Ainda de acordo com a jornalista, o presidente da Câmara está dialogando com ministros do Tribunal para adotar mais medidas que ampliem a divulgação e a transparência da auditagem das urnas eletrônicas.

CURTAS

CONDENAÇÃO – Por unanimidade, o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) negou provimento a um recurso impetrado pelo prefeito Luiz Aroldo (PT), de Águas Belas, no Agreste Meridional. O processo nº 0600333.24.2020.6.17.0064 versa sobre a prestação de contas eleitorais.

PAGAMENTO – A decisão mantém a sentença proferida no último dia 10 de fevereiro pelo juiz da 64ª Zona eleitoral, Enéas Oliveira da Rocha, que desaprovou as contas e determinou o pagamento de R$ 30.700,00 por irregularidades encontradas na prestação.

Perguntar não ofende: Qual é a real posição da Câmara sobre o voto impresso?


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Pousada da Paixão


06/08


2021

Coluna da sexta-feira

Investida contra pesquisas 

Senadores e deputados estão tentando uma forma em Brasília de dificultar a divulgação de pesquisas de intenção de voto, prática que ocorre no Brasil desde que o processo de redemocratização foi retomado e se promovem eleições livres e democráticas. Talvez seja por falta do que fazer. Trata-se do projeto que cria o Código Eleitoral.

Reunindo em um único texto as regras relativas ao assunto, impede a realização de pesquisas eleitorais bancadas pelas próprias empresas que fazem os levantamentos. Deputados avaliam que as pesquisas podem influenciar nos resultados das eleições. E, com essa regra, não seria possível a candidatos pagarem por pesquisas sem seus nomes aparecerem como financiadores. O projeto, porém, não explica como impedir os interessados de usarem empresas de fachada, por exemplo.

Advogado especializado em direito eleitoral, Gustavo Guedes diz que a mudança contida no projeto não inibe fraudes em pesquisas. “Quem quer fraudar, vai fazer isso sempre. Não é essa tentativa de restrição da lei que vai inibir esse tipo de prática. Seria muito mais efetivo utilizar os mesmos parâmetros e, a partir desses dados, se teria mais segurança na verificação das informações das pesquisas “, disse.

A deputada Margarete Coelho (PP-PI) é a principal responsável pela elaboração da proposta e deverá ser a relatora. Ela argumenta que o objetivo é “evitar a ocultação do verdadeiro patrocinador da pesquisa”.  “É fundamental que se tenha transparência no financiamento da realização da pesquisa eleitoral. Afinal, impacta diretamente na estratégia de campanha”, disse.

De acordo com Coelho, o trecho foi uma sugestão da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa). O possível novo Código Eleitoral deverá ser votado na Câmara até setembro. O texto tem o apoio de bolsonaristas, de parte da oposição e do Centrão, com Arthur Lira (PP-AL) à frente. O projeto também proíbe a divulgação de pesquisas eleitorais a partir da antevéspera do pleito. Atualmente, os levantamentos podem ser divulgados até o domingo de votação.

Tentativa inútil – Em 2006, o Supremo Tribunal Federal declarou inconstitucional trecho de uma minirreforma eleitoral aprovada pelo Congresso que proibia a divulgação de pesquisas de intenção de voto nos 15 dias anteriores às eleições. Os ministros alegaram restrição ao direito dos eleitores à informação. Os ministros Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia são os únicos da atual composição que participaram do julgamento. Ambos votaram para derrubar o trecho. Relator, Lewandowski afirmou na ocasião que a proibição contribuiria para a “circulação de boatos e dados apócrifos”.

O modelo Miguel – O conjunto da obra do prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), está sendo visto e copiado por vários gestores de primeiro mandato. Quem passou o dia, ontem, no município, ontem, visitando obras foi o prefeito de Xexéu, Thiago de Miel, do PSC. Além de levar algumas experiências que deram certo em Petrolina para copiar em sua administração, Thiago comunicou a Miguel que se ele de fato vier a disputar o Governo do Estado em 2022 terá o seu apoio incondicional.

Hora da verdade – O presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem, que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, é “ditatorial” e joga “fora das quatro linhas da Constituição há muito tempo “. Sem dar detalhes, afirmou que “a hora dele vai chegar “, em referência a Moraes. O chefe do Executivo, no entanto, baixou o tom e disse que “não pretende sair das quatro linhas da Constituição”. Moraes aceitou uma notícia-crime do Tribunal Superior Eleitoral, na última quarta-feira, para incluir o presidente no inquérito das fake news. Depois da decisão, Bolsonaro afirmou que poderia jogar “fora da Constituição em relação ao inquérito.

Dinheiro mal-empregado – O presidente Jair Bolsonaro afirmou, ontem, que recebeu o relatório do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com todas as operações realizadas pelos governos do PT e vai encaminhá-lo para a Controladoria-Geral da União (CGU). Segundo disse ele à Rádio 93 FM - RJ, o montante soma R$ 30 bilhões. "Não houve nenhum controle desses empréstimos, que beneficiaram Cuba, Venezuela, dentre outros", declarou. Em críticas aos governos petistas, Bolsonaro acusou a ex-presidente Dilma Rousseff de despachar no Palácio ouvindo inteligências da Venezuela e de Cuba. "Não tem qualquer controle", pontuou.

Cerceamento da informação – Com a experiência de ter presidido por dez anos o Ibope Inteligência e agora à frente do Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec), a estatística Márcia Cavallari vê com preocupação a possibilidade de a Câmara dos Deputados incluir no projeto que revisa a legislação eleitoral o veto à divulgação de levantamentos de intenção de voto na véspera das eleições e a exigência de uma espécie de “taxa de acerto” de empresas do setor. “Entendemos que proibir a publicação de uma pesquisa é cercear informação ao eleitor. Além disso, sem uma divulgação oficial pelos veículos abre-se espaço para circulação de boatos e fake news nas redes sociais e contas de WhatsApp. Se isso realmente acontecer, certamente circularão informações que ninguém saberá de onde saíram”, disse.

CURTAS

CASSADO – O vereador Jaciel do Parque (PDT), de Limoeiro, no Agreste, teve seu mandato cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco após decisão da Justiça Eleitoral. A candidata ao pleito nas eleições de 2020 Sandra Maria Barbosa (PDT) foi apontada como laranja e teve sua inelegibilidade declarada por oito anos.

IMPUGNADOS – Outros 13 suplentes do partido também foram impugnados. De acordo com o processo, a acusação foi de que Sandra Maria Barbosa atuou como candidata laranja nas eleições. Segundo o TRE-PE, ela não recebeu nenhum voto durante o pleito. A fraude na cota de gênero pode levar à cassação de toda a chapa.

Perguntar não ofende: Na volta do recesso, o Congresso não vai priorizar a reforma política?


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Joao

Agora temos o blog dos Coelhos , antes tínhamos dos Ferreira e Lyra!


SESC Outubro 2021


05/08


2021

Coluna da quinta-feira

Social, a arma de Bolsonaro

Economia reagindo, um grande número de obras a ser entregue e, principalmente, investimento forte na área social. Esses são os três ingredientes que o presidente Bolsonaro conta para pavimentar o projeto da sua reeleição numa eleição cujo cenário está pintando numa polarização com o ex-presidente Lula, com poucas chances de surgir uma terceira via que empolgue o eleitorado.

Na área social, Bolsonaro aposta no novo Bolsa Família. Em entrevista, ontem, a Rádio 96 FM, de Natal, o presidente disse que o valor mensal do novo Bolsa Família pode chegar a R$ 400. “Nós vamos levar para no mínimo R$ 300, podendo chegar a R$ 400. Houve inflação, sim. No mundo todo, os alimentos subiram de preço, tendo em vista a pandemia”, afirmou.

Acrescentou que o valor “ideal” seria de R$ 400 para o benefício. Segundo o chefe do Executivo, a mudança é estudada para novembro ou dezembro. “Ainda para este ano”. Segundo o blog apurou, um dos principais impasses postos à mesa nos últimos dias entre o grupo político de ministros – formado por Ciro Nogueira (PP-PI), Flávia Arruda (PL-DF) e João Roma (Republicanos-BA) – e a equipe econômica, do ministro Paulo Guedes, é a possibilidade de extrapolar o limite de despesas, o chamado teto de gastos, para financiar o auxílio aos mais pobres.

“Houve, sim, inflação de alimentos, tenho buscado a equipe econômica dentro da responsabilidade”, disse, na mesma entrevista. O presidente afirmou que o governo estuda um Vale Gás para beneficiários do Bolsa Família. Informou que, pela proposta em análise, seria concedido um botijão de gás a cada dois meses para as pessoas que fazem parte do programa social.

Os recursos para o chamado “vale gás” do governo federal viriam de um fundo da Petrobras. A estatal, contudo, negou, em comunicado do dia 31 de julho, que haja uma definição sobre a implementação do programa e sobre o montante de participação da companhia. “A Petrobras tem um fundo de mais ou menos três bilhões para fazer programa nesse sentido. Está bastante avançada essa proposta, depende de pequenos acertos, porque a Petrobras não é minha, tem participação do privado. Estamos negociando isso”, disse. “A ideia é dar um botijão de gás a cada 2 meses para o pessoal do Bolsa Família”, completou.

Auxílio Brasil – O Governo pretende criar, também, o Auxílio Brasil, um novo programa que incluirá dinheiro novo para os beneficiários: atletas, alunos com alto rendimento escolar e como complemento para quem busca emprego, entre outros. A princípio, o Bolsa Família continuará existindo com esse nome e será parte do novo programa. O texto da MP (medida provisória) do Bolsa Família estava previsto para sair ontem. Não terá valor definido. Dependerá de aprovar a PEC dos precatórios. Se a PEC dos precatórios não for aprovada, haverá Auxílio Brasil e pagamento de precatórios. Mas será inevitável estourar o teto, na avaliação do governo.

Parque Joaquim Francisco – A primeira homenagem pós morte ao ex-governador Joaquim Francisco partiu, ontem, do deputado estadual Alberto Feitosa (PSC). Como a matéria é municipal, não passando pela Assembleia Legislativa, ele fez encaminhamento ao prefeito João Campos (PSB), no sentido de que o Parque da Jaqueira passe a ser batizado de Parque da Jaqueira Governador Joaquim Francisco. A área de lazer, num pulmão verde da cidade, no bairro do Espinheiro, foi aberta na gestão de Joaquim prefeito do Recife. Uma homenagem mais do que justa.

Sem calote – O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), descartou, ontem, qualquer possibilidade de um calote nos precatórios que o governo federal precisa pagar em 2022. Mas o deputado afirmou também que “não há condição alguma” do governo pagar os R$ 89 bilhões que deve no próximo ano. “Não há possibilidade de calote. Mas também não há possibilidade, não há condição alguma de se pagar R$ 90 bilhões no próximo ano em precatórios. Seria consumir todo o recurso discricionário de investimentos do país de uma vez só “, disse Lira em entrevista à Rádio Bandeirantes.

Distritão avança – A mudança que a Câmara deve votar nos próximos dias no sistema eleitoral poderá reverter ou no mínimo conter a tendência de enxugamento do quadro partidário observada nos últimos anos. Os deputados querem implantar o distritão, sistema em que os candidatos a cargos na Câmara, nas Assembleias Legislativas e nas Câmaras Municipais podem se eleger sem depender do desempenho do partido. Atualmente, as vagas são divididas de acordo com o número de votos das legendas. Assumem as cadeiras os candidatos mais votados de cada sigla com desempenho suficiente para conquistar uma vaga.

Ciro prestigiado – “Alma do governo”. Assim o presidente Jair Bolsonaro definiu o Ministério da Casa Civil horas depois de escolher o senador Ciro Nogueira como chefe da pasta. O líder máximo da República estava prestes a entregar ao experiente congressista a pasta com função primordial para o funcionamento do governo federal. Nogueira tomou posse, ontem, como novo ministro-chefe da Casa Civil no Palácio do Planalto. Terá como principal tarefa negociar a aprovação de projetos do Planalto com o Congresso. Ele é líder do Centrão, grupo de partidos alinhados com o presidente.

CURTAS

NO FRENTE A FRENTE – Cotado para disputar o Governo de Pernambuco pelo MDB, o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, fala, hoje, mais uma vez, na Rede Nordeste de Rádio. Desta feita, ao vivo, direto dos estúdios da Rádio Tropical, em Juazeiro, quando estará numa mesa redonda ao lado da prefeita de Juazeiro, Susana Ramos (PSDB). Na pauta, os seis meses de gestão, redução do quadro da pandemia e sucessão 2022. A entrevista será às 18 horas.

O ÚLTIMO ADEUS – Parentes, amigos e colegas da carreira política de Joaquim Francisco se reuniram para velar o corpo do ex-governador de Pernambuco, ontem, ao longo de toda a manhã. A cerimônia aconteceu no Palácio do Campo das Princesas, sede do executivo estadual, que o político pernambucano chefiou entre 1991 e 1994. Joaquim morreu, anteontem, aos 73 anos, vítima de câncer.

Perguntar não ofende: Quem vence as prévias no PSDB para Presidência da República: Dória, Tasso ou Eduardo Leite?


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Bandeirantes outubro 2021


04/08


2021

Coluna da quarta-feira

A Joaquim Francisco  

Já atuava na mídia em Brasília quando, em 1990, numa manhã cinzenta dos tempos de temperaturas desertas do Planalto Central, Joaquim Francisco, eleito prefeito do Recife com apenas um ano e meio de mandato, exagerando no arrastado sotaque de matuto, me surpreende com um convite: coordenar a sua área de Imprensa da campanha a governador. Quase imberbe, apenas 27 anos, não tinha a menor noção do que seria enfrentar uma campanha ao Palácio do Campo das Princesas.

Especialmente, porque o adversário de Joaquim não era um político qualquer, mas um mito de esquerda – Jarbas Vasconcelos. Tremi. Achava que não tinha a menor capacidade, o menor talento nem disposição para tal empreitada. Na minha frente, gesticulando com suas mãos agigantadas, me impressionou a disposição dele de me trazer de volta a Pernambuco. Resisti até onde foi possível, até um dia o telefone tocar com uma ameaça: “Estou precisando dos seus préstimos. Já emiti seu bilhete. Você não pode faltar a Pernambuco”.

Foi uma campanha histórica, de momentos memoráveis, um clássico político, na qual aprendi a ser vidraça depois da prática permanente de estilingue como repórter. Na convivência com Joaquim, que os adversários tachavam de direita, mas que arregimentou forças de esquerda e mitos da arte para derrotar Jarbas, como Alceu Valença, seu colega na Faculdade de Direito do Recife, fui conhecendo um homem que não abria mão dos seus princípios éticos e morais, zeloso, de elevado espirito público.

Joaquim me surpreendeu com gestos largos, generosos, de homem honrado, da escola de Marco Maciel, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, José Jorge e Joel de Holanda, escola do respeito ao alheio, dos que cospem labaredas de fogo naqueles mal-intencionados com o dinheiro público. Isso me estimulou, após sair de uma campanha vitoriosa, a adiar o projeto de voltar a Brasília. Virei porta-voz de um governo que não foi o dos sonhos de Joaquim, mas o possível, com uma marca: livre de escândalos.

“É proibido roubar”, dizia ele, em sermões diários aos auxiliares. No Governo, só fiquei um ano, mas ao final da sua gestão, já de volta a Brasília, o encontrei com o mesmo patrimônio, levando o mesmo estilo de vida simples de homem de classe média. Brigamos por discordâncias gerenciais e políticas, mas nada que provocasse uma separação irreconciliável. Agradeço a Joaquim por ter me proporcionado uma oportunidade única: conhecer os bastidores fervorosos de um governo, as intrigas que a Imprensa passa desapercebida, os segredos de Estado que devem ser levados ao túmulo.

Ensinou-me Joaquim que todo homem público, notadamente os mandatários (investidos de mandato conferido pelo povo através do voto), devem dar exemplo, pois são eleitos para trabalhar em prol da população. Tanto na vida pública, quando na vida privada, devem dar exemplo de moral e honradez, mediante atitudes decentes e cidadãs. Aprendi, igualmente, que honestidade não é virtude de homem público, mas sim obrigação.

Joaquim não tolerava corrupção nem corruptos. Dizia que a pior forma de corrupção do homem público é corromper as suas ideias e se entregar a conveniência de exercer o poder a qualquer preço. Entre tantas lições, Rui Barbosa dizia que o homem que não luta pelos seus direitos não merece viver. Joaquim era como Rui Barbosa: não trocava a justiça pela soberba, não deixava o direito pela força, não esquecia a fraternidade e a tolerância, não substituía a fé pela superstição, a realidade pelo ídolo.

Noticia triste – Fui o primeiro jornalista a ser informado do quadro de saúde irreversível de Joaquim, através de um amigo da família. Seu câncer começou pelo reto, subiu para o pâncreas, se espalhou pelo intestino e chegou até os pulmões. Dei uma notícia discreta, o suficiente para o próprio Joaquim me ligar. Naquele telefonema me dizia que estava superando a fase mais difícil e que sairia da linha de risco. Chegou a me convidar a andar na Jaqueira, parque que criou como prefeito do Recife e que frequentava todos os dias quando estava na cidade.

Sonho de viver – Na batalha contra o câncer, Joaquim recebeu alta do hospital Português, como havia me informado, mas dez dias após teve uma piora do seu quadro e foi novamente submetido a uma pequena cirurgia. Em seguida, entrou na fase mais difícil: as sessões de quimioterapia. Entre uma e outra volta ao leito do hospital falei com ele umas três vezes. A última, me disse que estava bastante confiante na recuperação. Eu ouvia e dava forças, mas sabia que ele próprio não sabia da triste realidade, porque seu sonho de viver era maior do que tudo.

Coca no café da manhã – Quando vivi 14 horas do meu dia ao lado de Joaquim, seja na campanha ou como secretário de Imprensa, me impressionava alguns hábitos estranhos, um deles de tomar Coca-Cola no café da manhã. Nosso hotel em Brasília era o Heron, no Setor Hoteleiro Norte. Ele descia de pasta na mão, tomava os remédios de controle da sua pressão arterial, comia dois pães de queijo com coca e se dava por satisfeito. Matuto do interior, acostumado a tomar café da manhã com cuscuz e bode, confesso que aquilo me intrigava muito.

O fio da morte – Nos seis primeiros meses de Governo, Joaquim pegou mania de vistoriar obras de helicóptero. Vivíamos no ar, para baixo e para cima. Certo dia, não partimos para a eternidade graças ao então secretário de Governo, Augusto Costa. O piloto fazia os procedimentos para o pouso sem ater-se pela frente um fio de alta tensão, mas teve uma habilidade genial para nos livrar de uma explosão quando Augusto gritou “olha o fio”.

Banho em Boa Viagem – O episódio mais importante estava por vir: a crise do cólera, que obrigou Joaquim a interditar a praia de Boa Viagem. Colocou soldados da artilharia com cavalos para impedir a presença de qualquer banhista. É que a então secretária de Saúde, Ângela Valente, havia adentrado no gabinete do governador com um laudo de que água do mar provocava o contágio da cólera. Após o fechamento da praia, fomos a Brasília e lá, depois de uma solenidade, o então presidente Collor sopra no ouvido de Joaquim a necessidade de ele tomar banho em Boa Viagem, do contrário o povo não ia mais frequentar a praia. Foi capa no dia seguinte de todos os jornais brasileiros e até no Exterior. Os detalhes da história estão no meu livro Histórias de Repórter.

CURTAS

AVENTURA – Outro fato que nunca esqueço: Joaquim inventou de presenciar uma queima de maconha em Cabrobó. Se tivéssemos ido de jatinho, uma hora, no máximo. Ele botou na cabeça que queria descer no local do fogaréu. Resultado: cinco horas de voo, com escala técnica de abastecimento em Paulo Afonso (BA). Haja saco!

TRANSIÇÃO E TRANSAÇÃO – Escolhido ministro do Interior no Governo Sarney, Joaquim só ficou no cargo 90 dias. O pivô da sua saída foi o então superintendente da Sudene, Dorany Sampaio, ligado a Jarbas Vasconcelos. Joaquim perdeu a paciência, convocou a Imprensa para uma coletiva e cravou a seguinte frase: “Esse não é um governo de transição, mas de transação”. E pegou o bonde.

Perguntar não ofende: Qual o maior legado de Joaquim Francisco?


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03/08


2021

Coluna da terça-feira

Voto impresso sem chances  

Representantes dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira encheram as ruas das principais capitais, domingo passado, numa manifestação em favor do voto impresso ou auditável, tese pregada pelo presidente Bolsonaro com a desconfiança de que a sua sucessão em 2022 corre risco de ser fraudada.

Mas sem dar ouvidos a voz rouca das ruas, presidentes de partidos que fecharam posição contrária à proposta do voto impresso que tramita na Câmara dos Deputados afirmaram, no dia seguinte aos atos, que em nada irão fazer com que a proposta avance. “Efeito zero. Não muda nada. Estamos seguros de que o voto impresso não é necessário. Confiança total nas urnas eletrônicas”, disse Paulinho da Força, do Solidariedade. “No PSD continuamos firmes contra”, disse Gilberto Kassab, presidente da legenda.

Manifestações pelo voto impresso foram registradas em ao menos 25 capitais. Os atos aconteceram depois de o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), afirmarem que a discussão sobre o voto impresso é “perda de tempo “. A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 135/2019, apresentada pela deputada Bia Kicis (PSL-DF) tem o apoio do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente tem feito diversas declarações de críticas ao sistema eleitoral com a urna eletrônica, mas não apresentou nenhuma prova de fraudes até o momento. Na live de quinta-feira passada, convocou a imprensa para acompanhar a apresentação de supostas fraudes em eleições anteriores. Mas o chefe do Executivo não apresentou provas e citou “indícios”. O discurso foi criticado pela oposição e rebatido, em tempo real, pelo Tribunal Superior Eleitoral com dados sobre o sistema eleitoral.

Em 26 de junho, representantes de 11 partidos se reuniram para se posicionarem contra a PEC: DEM, MDB, PSDB, PP, PSD, PSL, Avante, Republicanos, Solidariedade, Cidadania e PL. Desde então, o Republicanos abandonou a iniciativa. Ainda assim, os líderes partidários contabilizam 22 votos contrários à PEC na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça). Para que a proposta seja barrada na Comissão são necessários 18 votos.

Olho no MDB – O governo ainda tenta uma aproximação com o MDB. Dentro do Palácio do Planalto há conversas para que o partido ocupe um ministério. As informações são do jornal O Globo. O presidente da sigla, deputado Baleia Rossi (SP), já avisou que o congressista que aceitar um convite do governo terá que se desfiliar. Essa aproximação será a principal missão do novo ministro da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Ela acontece no mesmo momento em que o presidente passa por fortes ataques vindos da CPI da pandemia, inclusive de Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão. Nogueira já externou a aliados que é pessimista quanto à possibilidade de atração de nomes do partido críticos ao governo. Entretanto, pesa o fato de o MDB ter composto a base de apoio de todos as gestões desde a redemocratização, exceto a atual.

Pauta econômica – Depois de concluída a minirreforma ministerial, que colocou Ciro Nogueira (PP-PI) à frente da Casa Civil, a equipe econômica do governo Jair Bolsonaro tem esperança de que a agenda de reformas e privatizações avance no Congresso. Ontem, deputados e senadores voltaram à ativa depois do recesso parlamentar. Ciro Nogueira, que toma posse amanhã, deixou o posto de senador para assumir o ministério. A principal tarefa dele será negociar a aprovação de projetos do Planalto com o Congresso. O novo ministro é líder do Centrão, grupo de partidos alinhados com o presidente.

Integrar o NE – Do deputado federal André de Paula (PSD) sobre a polêmica envolvendo o trecho da Transnordestina em Pernambuco: “Não se trata de um projeto de uma ferrovia para Suape ou para Pecém. A concessão foi feita há quase 26 anos e a gente não tem uma obra construída. Em sua concepção, a Transnordestina é uma obra de integração regional. Portanto, ela não é uma obra do Ceará ou de Pernambuco. É uma obra que integra as diversas cadeias de produção e de logística, não foi pensada para poder resolver o problema econômico de Suape ou o problema econômico de Pecém, mas sim para integrar o Nordeste e, a partir disso, integrar a região em outras cadeias produtivas”.

Com Dória – O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) saiu do muro. Declarou publicamente voto no governador de São Paulo e colega de partido, João Doria, para a Presidência da República em 2022. A sinalização ocorreu meses após o almoço de FHC com o pré-candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele é candidato à Presidência e tem o meu voto", disse o presidente de honra do PSDB, apontando para Doria, durante evento que fez parte da agenda de comemorações pela reinauguração do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo, sábado passado.

Pau em Barroso – O presidente Jair Bolsonaro acusou, ontem, o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, de "querer eleições manipuladas" ou que possam "trazer incertezas no futuro" e afirmou mais uma vez que Barroso trabalha contra a aprovação do voto impresso. Em entrevista à rádio ABC, do Rio Grande do Sul, Bolsonaro voltou a atacar o ministro, o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF), a quem acusa de agir contra a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que propõe mudanças nas urnas eletrônicas.

CURTAS

LULA NO RECIFE – O PT quer trazer o ex-presidente Lula a Pernambuco até o final da primeira quinzena deste mês, para celebrar o entendimento com o PSB na disputa presidencial em aliança. Não há registro de nenhuma manifestação popular, apenas contatos com lideranças dos mais diversos partidos que integram o arco de apoio ao Governo Paulo Câmara.

Bêbado e corrupto – De Bolsonaro no ataque a Lula: “Se Lula for eleito em 2022, o Brasil acaba. É um bêbado, cachaceiro, incompetente e corrupto. Se esse picareta voltar, qual o perfil daqueles que ele vai indicar para o Supremo? Acabou o Brasil, pessoal. Acabou a democracia, a liberdade, tudo. Problemas a gente tem. Agora quer trocar o motorista e botar um bêbado, incompetente e corrupto para dirigir o Brasil?”

Perguntar não ofende: Ao declarar apoio a Dória, FHC sinaliza que o governador paulista vence as prévias para escolha do candidato ao Planalto?


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Wellington Antunes

Essas fotos que estão postando das passeatas vazias de domingo são falsas! As fotos impressas que acabei de ver mostram milhões de pessoas defendendo o mito! Não acreditem em câmeras digitais! Filme de rolo já!!! (Coronel Siqueira)

Wellington Antunes

Quer dizer que representantes dos mais diversos segmentos da sociedade brasileira encheram as ruas das principais capitais nesse domingo? Representantes de quê, cara pálida? Cita ao menos um desses mais diversos segmentos da sociedade que vc fala, fiquei curioso. Ora, Magno, conta outra, taokey?

Wellington Antunes

Sutilmente o blogueiro bolsanarista começa a defender a derrotada 8e ultrapassada tese do voto impresso. Já era tempo.

Wellington Antunes

O blogueiro bolsonarista divulga os ataques e a baixaria de bolsonaro contra Lula, mas em momento algum emite uma opinião crítica a respeito de tal baixaria. Esperar o quê de blogueiro bolsonarista que segue a mesma linha das baixarias contra o maior presidente que esse País ja teve?




02/08


2021

Coluna da segunda-feira

O fator Gilson Machado  

Pré-candidatos a governador, os prefeitos de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e de Jaboatão, Anderson Ferreira (PL), têm outra pedra no meio caminho para tentar um voo de brigadeiro rumo ao Palácio das Princesas em 22, além das dificuldades que apontei no comentário de sábado neste espaço: o candidato do arco de forças a ser apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Como nenhum deles assume o desejo de ter Bolsonaro no palanque, o presidente certamente buscará em outro segmento o seu candidato. O nome dos sonhos dele é o do ministro do Turismo, Gilson Machado Neto. Na entrevista a este colunista, terça-feira passada, com exclusividade, diretamente do Palácio do Planalto, Bolsonaro chegou a citar o Senado como alternativa para o aliado pernambucano.

Há quem tenha interpretado como uma forma de despistar a sua verdadeira estratégia, de jogar Gilson Machado para o Governo do Estado. Se isso ocorrer, como se especula em Brasília, reduzem-se as chances de Raquel, Miguel e Anderson entrarem na disputa, num cenário em que a briga no plano nacional estará polarizada entre Bolsonaro e Lula.

Neste caso, a tendência do eleitor bolsonarista em Pernambuco é acompanhar o candidato do presidente e não uma aposta fora do seu campo. Na hipótese de sair candidata, Raquel Lyra, por exemplo, não se alinhará a Bolsonaro, mas ao candidato tucano ao Planalto, que deve sair da eleição prévia entre João Dória, Tasso Jereissati e Eduardo Leite.

Miguel e Anderson estão, na verdade, mais próximos a órbita que gira em direção ao Planalto, mas nunca declararam que querem o apoio de Bolsonaro, principalmente nos últimos três meses nos quais as pesquisas apontam um momento de dificuldades enfrentado pelo Governo e o próprio Bolsonaro. Saindo candidato a governador com o presidente em seu palanque, Gilson Machado transforma Raquel, Miguel ou Anderson em terceiras vias, e polariza a disputa com o candidato do PSB, que estará no mesmo palanque de Lula.

Raquel, Anderson e Miguel abrirão mão de ficar dois aos e oito meses no poder para entrarem numa bola divida como esta? De forma nenhuma, claro. A não ser que tenham vocação para suicídio politico precoce.

A vez do PP – Em 1976, o novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, tinha apenas oito anos quando seu conterrâneo piauiense, o então deputado federal e presidente da Arena, Francelino Pereira, comemorou o resultado da legenda nas eleições municipais afirmando que ela se tornara “o maior partido do Ocidente”. Se, na época, o desempenho celebrado por Francelino (eleito por Minas) era impulsionado pelos métodos da ditadura militar, agora, 45 anos depois, é a vez de Nogueira tentar aproveitar o apoio do Planalto para liderar o projeto nacional do Progressistas (PP) de se tornar o maior partido do País. Descendente direto da Arena, o PP é presidido nacionalmente por Nogueira, que pretende aproveitar sua entrada num dos principais ministérios do governo de Jair Bolsonaro para deflagrar a estratégia expansionista do partido já nas próximas eleições. Sua posse será amanhã.

O mais votado – Prefeito de Serra Talhada por dois mandatos, responsável pela eleição da sucessora Márcia Conrado (PT), Luciano Duque (PT) tem um cenário bastante favorável pela frente para sair das urnas em 2022 como o deputado estadual mais votado nas eleições para a Assembleia Legislativa. Além da própria Serra, onde deve sair com mais de 20 mil votos, arregimentou o apoio de importantes lideranças da região, como o prefeito de São José do Belmonte, Romonilson Mariano, e a ex-prefeita de Calumbi, Sandra Magalhães (PT).

Boa notícia – A média de mortes por covid-19 nos sete dias até, ontem, foi de 989. É a primeira vez que esse indicador fica abaixo de 1.000 desde 20 de janeiro, quando a média foi de 981. Trata-se da média diária de mortes e casos nos sete últimos dias, incluindo a data. O indicador matiza eventuais variações abruptas, sobretudo nos fins de semana, quando há menos casos relatados. Nesses dias há menos funcionários nas secretarias estaduais de Saúde e no Ministério da Saúde para reportar e compilar os dados, respectivamente. A média diária de novos casos está em 35.332. É a menor desde 5 de janeiro, quando foi a 35.264.

Erro da CPI - O ministro Fábio Faria (Comunicação) acha um erro a CPI da Covid mirar em veículos de imprensa, como a Jovem Pan. Segundo ele, a rádio “desempenha um papel essencial para o País”. O senador Renan Calheiros (MDB-AL), relator da comissão, apresentou requerimento pedindo a quebra do sigilo bancário do grupo Jovem Pan, por ser “grande disseminador de fake news” sobre a pandemia de covid-19. “Precisamos de diversidade de ideologias e posições políticas, sem cerceamento, para garantir a liberdade de expressão e uma sociedade democrática”, escreveu o ministro em seu perfil no Twitter.

Direto da Pajeú – No Frente a Frente itinerante, longe dos estúdios do Recife, chegou, hoje, a oportunidade de ouvir os prefeitos do Sertão do Pajeú em relação aos primeiros seis meses de gestão, a redução do quadro da pandemia e o tratamento do Estado e da União aos municípios. Na mesa redonda, direto dos estúdios da Rádio Pajeú, em Afogados da Ingazeira, a partir das 18 horas, estarão cara a cara os prefeitos Sandro Palmeira (Afogados), Márcia Conrado (Serra Talhada) e Anchieta Patriota, de Carnaíba, terra de Zé Dantas, compositor e parceiro de Luiz Gonzaga.

CURTAS

Herdeiro jarbista – Jarbinhas, filho do senador Jarbas Vasconcelos, foi visto ao longo da semana passada no Sertão do Pajeú catando apoios para tentar viabilizar uma candidatura a deputado estadual. É a segunda experiência na política. A primeira, a disputa por um mandato na Câmara de Vereadores do Recife, não foi bem sucedida.

No São Francisco – O prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (MDB), e a prefeita de Juazeiro (BA), Suzana Ramos (PSDB), serão convidados para o Frente a Frente itinerante do Sertão do São Francisco, na próxima quinta-feira, direto dos estúdios da Rádio Tropical, em Juazeiro, emissora integrante da Rede Nordeste de Rádio na Bahia, sob o comando do competente Flávio Ciro.

Perguntar não ofende: Distritão ou federação de partidos, qual regra para eleição proporcional deve ser aprovada pelo Congresso? 


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Joao

Só se for o fator do puxa saquismo e delírio do blogueiro!

Wellington Antunes

Quem é esse Gilson Machado na fila do pão?

gilson

Gilson Machado, a piada pronta.




31/07


2021

Coluna do sabadão

Todos saem perdendo

Quanto mais se aproximam os prazos a serem cumpridos para as eleições de 22, que já bate à porta, mais dúvidas aparecem em relação à unidade das oposições e ao nome que despontará como alternativa para o conjunto dessas forças que se opõem ao PSB. Os três pré-candidatos – Miguel Coelho (MDB), Raquel Lyra (PSDB) e Anderson Ferreira (PL) – têm algo em comum: a perda do poder nos municípios que governam, Petrolina, Caruaru e Jaboatão, respectivamente, se vierem a renunciar.

Raquel, que criou ânimo nos últimos dias, não vai abrir mão de governar a capital do Agreste por mais dois anos e oito meses, se não tiver a certeza do apoio de Miguel e de Anderson. Isso se aplica também aos prefeitos de Petrolina e Jaboatão. Raquel recebeu Miguel na última quarta-feira em Caruaru. Jogaram confetes um no outro, mas não chegaram a lugar nenhum. Além das dificuldades de um abrir o projeto majoritário de 22 para o outro, há um passado de desconfiança na relação dos dois grupos políticos.

Lá atrás, quando Fernando Bezerra Coelho, pai de Miguel, disputou o Senado, posto por Eduardo Campos, João Lyra impôs dificuldades, negando-se a apoiar o representante do clã na chapa majoritária planejada e costurada com muita paciência por Eduardo. Nem Lyra confia nos Coelho nem os próprios Coelho põem a mão no fogo pelos Lyra. Isso até os mais neófitos em política não questionam.

Os caciques Fernando Bezerra e João Lyra não são capazes, hoje, de trocarem amenidades, porque não se toleram na relação quase inexistente, marcada pela desconfiança recíproca. Terceiro personagem do jogo sucessório no campo da oposição, Anderson Ferreira também não sai candidato a governador se não tiver a sólida convicção de que Miguel e Raquel estarão em seu palanque.

Há quem diga que Anderson aceitaria disputar o Senado, abrindo espaço para viabilizar Miguel ou Raquel para o Governo do Estado, mas se esses dois não se entenderem, numa unidade, o prefeito de Jaboatão joga a toalha para o Senado, porque também tem muito o que perder: a Prefeitura de Jaboatão.

Priscila, o nome – Se Miguel não abre para Raquel nem Anderson também e vice-versa, alguém teria que surgir como alternativa para se construir o palanque da oposição. Segundo o que se comenta nos bastidores, quem poderia ir para o sacrifício de botar a sua reeleição no arquivo de deputada estadual seria Priscila Krause, do DEM. "Priscila seria a Krause de saia de 94", interpreta um cientista político com amplo conhecimento do histórico político estadual. Mas há quem desconfie da disposição de Priscila de entrar nessa aventura, principalmente se o candidato do PSB vier a contar com o apoio do ex-presidente Lula.

No Sertão, mas em descanso – Pré-candidata ao Governo do Estado, a tucana Raquel Lyra aterrissou em Triunfo, ontem, mas para um fim de semana de relax. Quer curtir o frio da chamada Gramado nordestina, sem abrir espaço para agenda política. "Vou levar meus filhos para conhecer a cidade e seu friozinho gostoso", disse nos estúdios da rádio Cultura, em Caruaru, quinta-feira passada, ao final da mesa redonda do Frente a Frente com as colegas prefeitas de Bezerros, Lucielle Laurentino e Juliana de Chaparral, ambas do DEM, de Bezerros e Casinhas, respectivamente.

Pai sai estadual – Perguntei a Raquel Lyra, já fora do ar, se o seu marido Fernando sairá candidato a deputado estadual, conforme se especula. Não disse nem sim nem não. Informou que a gestão estava tomando muito o seu tempo e que não havia tratado do assunto com o primeiro-damo. Um amigo da família, entretanto, aposta que o estadual do grupo dela será o pai, o ex-governador João Lyra Neto, mas na hipótese de a tucana não disputar o Governo do Estado.

Festa de arromba – O presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, estará em Caruaru na próxima terça-feira para prestigiar a inauguração da nova sede da instituição na cidade, que ficou com uma bela estrutura moderna. Entre Caruaru e os municípios do Agreste há mais de três mil advogados filiados à regional da OAB. Além de Santa Cruz, estarão presentes a prefeita Raquel Lyra, o presidente estadual da OAB e prefeitos da região. A nova estrutura custou mais de R$ 1 milhão, segundo o presidente Fernando Júnior.

Olho na Câmara – Ex-senador por quase dois anos, tempo que substituiu Armando Monteiro quando este assumiu o Ministério do Desenvolvimento no Governo Dilma, o empresário Douglas Cintra já decidiu que disputará um mandato de deputado federal nas eleições do próximo ano. Como senador, Douglas teve uma boa presença no Congresso. Recentemente, assumiu a Sudene, mas por pouco tempo em razão de problemas derivados da briga de espaço entre partidos da base do Governo Bolsonaro.

CURTAS

NO PAJEÚ – Já no Sertão do Pajeú, depois de iniciar a semana por Brasília, onde entrevistei o presidente Bolsonaro com exclusividade para a Rede Nordeste de Rádio, promovo, na próxima segunda-feira, dos estúdios da rádio Pajeú, em Afogados da Ingazeira, uma mesa redonda com os prefeitos de Afogados da Ingazeira, Serra Talhada e Carnaíba. Na pauta, os seis meses de gestão.

NA REDE – Já na próxima terça-feira, quem concede entrevista ao Frente a Frente, com geração pela Rede Nordeste de Rádio, é o governador do Rio Grande do Sul, o tucano Eduardo Leite. Vou tratar com ele sobre sua possível candidatura ao Palácio do Planalto em 22 na condição da construção da chamada terceira via presidencial.

Perguntar não ofende: Dá para acreditar na quebra da polarização presidencial entre Bolsonaro e Lula?


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