Lavareda

28/07


2014

Rainha de um reino inexistente

Carlos Chagas

Preocupa  o PT o aumento do índice de rejeição da presidente Dilma, estimado em 47% na última pesquisa do Ibope. O número  supera o das   preferências, estagnadas  em 38%. As esperanças do partido são  de que a popularidade  crescerá a partir da propaganda eleitoral gratuita, em agosto.  Conseguirá reduzir o número negativo, até outubro?

Todo presidente da República  desgasta-se quando chega e exerce o poder. Fernando Collor, Fernando Henrique, o próprio Lula e Dilma Rousseff são exemplos recentes. Como exceção, destaca-se o saudoso Itamar Franco, que aterrissou no  palácio do Planalto de surpresa, de mãos abanando, sem nada que alimentasse as expectativas nacionais. Saiu elegendo o sucessor e sob os aplausos gerais,  não apenas por conta do Plano Real, mas por  haver adotado postura inflexível diante da corrupção.

Dilma assumiu bafejada pelas realizações sociais dos  oito anos do Lula e pela postura   de gerentona que,  além de   desenvolver a melhoria de vida das classes menos favorecidas,   passaria o rodo nas mazelas deixadas pelo antecessor. Até que começou bem, não poupando os caciques dos partidos incrustados na aliança costurada pelo primeiro-companheiro para garantir maioria parlamentar.  No primeiro momento viram-se catapultados  líderes de  partidos,  como o PR, o PDT e o PTB,   ministros como  os do Turismo e  da Casa Civil, além de   empresários e líderes sindicais flagrados em malfeitos.

A presidente, porém,  perdeu-se nos meandros do próprio ego  e nos compromissos herdados do Lula. Nunca havia disputado uma eleição, nenhuma aproximação tinha e continuou sem ter com o Congresso e com o povão. Desdenhou  da imprensa, dos governadores e de seu próprio partido.  Espalhou  o terror junto a seus  auxiliares pela forma de  como os tratava.  Isolou-se. Comportou-se feito  rainha de um reino inexistente.

Tudo chegou à opinião pública. Vieram as primeiras vaias,  ela não entendeu.   Imaginou  que distribuir benesses  e implementar ainda mais  o assistencialismo bastariam para reforçar o pedestal onde se refugiou. Ignorou a lição  de que,  nos tempos atuais,  o monarca precisa freqüentar os súditos. Ao menos dar a impressão de ser um deles.

O resultado aí está. Uma rejeição dos diabos, gerada pela presunção. Até o segundo mandato anda balançando.


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Comentários

Marcelo Diniz

Essa eu vou guardar aqui no arquivo pra gente conferir depois das eleições. Não só pela opinião expressada, mas pelo juízo de valor.


ALEPE

27/07


2014

Terror: ''Junho Negro'' foi armado para a final da Copa

Do Portal G1

O dia da final da Copa, entre Alemanha e Argentina, por pouco não foi marcado pelo terror. Segundo a polícia, esse era o plano da operação ''Junho Negro'', organizada por ativistas acusados de praticar atos violentos. De acordo com a investigação, explosivos seriam deixados numa praça movimentada, num bairro próximo ao estádio do Maracanã. Mas a ação foi desmontada graças a depoimentos de ex-integrantes do grupo.

O Fantástico ouviu duas testemunhas com exclusividade, e teve acesso a gravações feitas pela polícia com autorização da Justiça que até hoje estavam inéditas. Tudo isso revela como esse grupo pretendia atacar naquele 13 de julho.

Dentro de uma barraca na frente da Câmara Municipal do Rio, em agosto do ano passado, aconteceu uma reunião, e, segundo testemunhas, foi ali que um grupo de jovens decidiu que era preciso aumentar a violência nos protestos.

“Essa reunião foi quando se começou a falar em coisas mais agressivas. Rolou a coisa de quererem queimarem um ônibus ali na Rio Branco, isso aconteceu realmente. Isso foi até noticiado, queimaram até um ônibus da polícia”, contou uma testemunha.

Foram mais de 30 depoimentos, milhares de horas de gravações feitas com autorização da Justiça e sete meses de trabalho que desvendaram o planejamento de ações violentas nos protestos.

Segundo as investigações, na barraca, no Centro do Rio, estavam, entre outros, Elisa Quadros, a Sininho, Igor Mendes da Silva, Camila Aparecida Jourdan e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, conhecido como Game Over.

Eles fazem parte do grupo de 23 indiciados que responde na Justiça por praticar e incitar atos violentos durante protestos. As principais testemunhas do processo são oito pessoas.

O Fantástico falou com duas testemunhas que prestaram depoimento para a polícia. Elas não quiseram ser identificadas. Elas contam que frequentaram assembleias, estiveram nas manifestações, ouviram as orientações para atacar policiais, além do patrimônio público e privado. E se assustaram com a escalada de violência.

DESTRUIÇÃO

“O termo que eles usam. Eles falam muito em ação direta. Ação direta é o ato de confrontar, de quebrar, é o ato de destruição, com o objetivo de chamar atenção para eles mesmos”, disse uma testemunha.

“A liderança vinha da Sininho, era ela que comandava, só que na hora que o circo começava a pegar fogo, ela sumia”, contou outra testemunha.

“Ela falava que era doida para explodir a Câmara, tinha que quebrar banco todo mesmo, tem que queimar ônibus. Ela, dia de ato, às vezes ela está junto entendeu? Ela passa, eu já vi entendeu? Ela passando bomba, cabeção de nego, entendeu? Ela e as turminha dela lá”, contou uma testemunha.

As ações violentas eram comentadas por telefone pelos próprios manifestantes -
''Eles pareciam uns cachorros selvagens sem vacina.''

Um homem frequentou as assembleias da Frente Independente Popular, a FIP, desde a formação, viu o movimento ganhar a adesão de várias organizações e se ofereceu para participar do núcleo que tomava as decisões.

O Fantástico também teve acesso exclusivo a um vídeo com o depoimento desse homem, gravado pela polícia.

“Eu fui aceito, porque de alguma forma eu já era conhecido deles, então ninguém de opôs a me aceitar na comissão de organização, que na verdade era uma coisa que discutiam coisas seríssimas ali, coisas criminosas”, conta.

JUNHO NEGRO

O inquérito policial relata que as lideranças tinham um plano:  fazer vários protestos violentos durante a Copa. Seria o que eles chamavam de “Junho Negro”.

E esta preparação, segundo as investigações, envolvia a compra de rojões, a produção de coquetéis molotov e de outros tipos de explosivos, que deveriam ser atirados nos policiais.

Para que tudo funcionasse, havia uma distribuição de tarefas.

“Existem os mentores intelectuais que são as lideranças, eles não assumem esse nome, líderes, porque isso vai contra a ideologia deles que é anarquista, para eles não tem líder. Mas eu que vi, eu sei que tem”, disse.

“Você tem a função dos atiradores, que são os caras que ficam ali responsáveis por atirar os fogos, os molotovs, o que tiver na mão. Você tem a função das mulas, que ficam no meio da multidão com a mochila, preparada para dar para quem quer que seja”, conta.

“E você tem uma categoria também interessante, que são funções assim mais estrategicamente políticas.  Eles gostam de fazer campanhas em grupos sociais diferentes para poder trazer a galera pra eles”, disse.

No protesto marcado para a final da Copa, de acordo com a denúncia do Ministério Público, eles pretendiam esconder coquetéis molotov na madrugada do dia 12 para o dia 13 de julho. Estavam preocupados em levar escudos e objetos para serem arremessados.

Queriam evitar que as mochilas fossem revistadas. Decidiram que era necessário esconder os explosivos em carros nas redondezas do Maracanã, para não correr o risco de serem pegos com eles nas mochilas.

CONSPIRAÇÃO

A estratégia, como mostra a investigação, foi testada em protestos na Praça Saenz Pena ,perto do estádio, nos dias de jogos da Copa.

Veja o que diz Camila Jourdan com outra indiciada, Rebeca Martins de Souza.

Camila: Você conseguiu?
Rebeca: O que?
Camila: Deixar lá as coisas?
Rebeca: Não. A gente tá aqui...parado...esperando ligação pra ir praí.

Camila: Eu tô distante também porque tão fazendo muita revista.
Rebeca: Eu acho assim..a gente pode até ir praí, estaciona o carro perto e fica aí de fora
Camila: eu acho que é mais difícil depois pegar as paradas e levar.

Numa conversa, Camila reclama com Igor Dicaraí, também indiciado no processo, sobre a demora em estacionar um carro, que, segundo a polícia, estaria com explosivos.
Camila - Você estacionou?
Igor - Não.
Camila- Cara, por que não?
Igor - Eu vou chegar ai e vou te falar.
Camila - Não, cara, não tem essa não. A gente tá saindo daqui! Vai pra lá e leva as paradas lá!

A pressa é porque a rua seria fechada, horas antes de um jogo.
Camila - A rua tá fechada?
Igor - Isso... Eu vou chegar ai.
Camila - Eu te avisei que isso ia acontecer;
Igor - Não, não é isso...
Camila -É isso sim, cara.
Igor - Eu vou chegar ai e vou falar contigo, para de falar.
Camila - Eu não quero falar com você, cara, sinceramente eu não quero. É falta de respeito com as pessoas que estão envolvidas com essa situação. Muita falta de respeito o que você tá fazendo, cara.

Neste mesmo dia, mais tarde, Camila avisa um homem sobre uma operação da polícia.

Camila: Aborta a missão, some da rua, some. Entendeu? Some. Foi todo mundo pego
Homem: Tá

Camila Jourdan, Igor Dícarai e Elisa Quadros, que deixaram a cadeia na quinta-feira (24), graças a uma liminar foram  presos um dia antes da final da Copa. Outras dezoito pessoas também chegaram a ter a prisão decretada.

Na Praça Saenz Pena, a polícia afirma ter encontrado vinte rojões recheados com pregos e 178 ouriços, objetos de ferro com várias pontas.

A ação batizada de “Junho Negro” acabou sendo frustrada. Os rumos tomados pelos líderes afastaram antigos aliados e despertaram a desconfiança, como mostra esta conversa entre um homem não identificado e a advogada Eloisa Samy, denunciada no processo. 

''Eu acho que já passou mais que da hora da gente começar a levantar boicote sim, começar a mostrar as verdades de quem é a FIP de fato é. Porque eles estão levando a gente pro fundo do poço o Elô. Porque tem muitas pessoas ali, Elô, que estão sendo enganadas. Tem muitas pessoas de alma, de bom coração ali, que estão sendo enganadas, e ai, vão pra Saenz pena da vida e levam porrada, isso é certo? Isso não certo gente, não é certo...'', disse o homem não identificado.

Todos os acusados citados nesta reportagem foram procurados pelo Fantástico. O Instituto de Direitos Humanos, que representa Rebeca Martins de Souza e Luiz Carlos Rendeiro Júnior, o Game Over, disse que eles não querem fazer declarações e só vão falar em juízo.

A comissão da OAB que defende a advogada Eloisa Samy também afirmou que ela não quer falar.

O advogado Marino de Icaraí Júnior, que defende Camila Jourdan, Igor Mendes da Silva, Igor de Icaraí e Elisa Quadros, a Sininho, não retornou nossas ligações. Também deixamos recados no telefone da própria Sininho, mas ela também não respondeu.


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samuel lucas

Concordo contigo CRUZ, qual a base legal na lei para soltar esses vandalos? a JUSTIÇA, nesse caso representada pelo DES. SIRO DARLAN, destuiu o trabalho da POLICIA e pode indiretamente esta incentivando outros abusos que esse pessoal com certeza vão praticar.

Tajmahal Cruz

Como fica a consciência do desembargador Siro Darlan - RJ que autorizou a libertação dessas pessoas transvestidas de terroristas. Há de fato, um farto material comprovando tudo que se diz dessa quadrilha.


O Jornal do Poder

27/07


2014

O uso da força. Para destruir o Estado

 A agenda da Frente Independente Popular, ou FIP das manifestações com violência, foi definida enquanto a moça Sininho e outros integrantes estavam presos: retorno às ruas "para destruir o Estado", recusar qualquer negociação em torno de prisões, elaborar "punições para juízes" que prendam militantes da Frente, enfrentar a polícia e, além de mais, perturbar atos da campanha eleitoral.

A agenda foi comunicada, a meio da semana, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro, a UERJ, onde se encontram, como alunos e professores, componentes das quatro ou cinco dezenas de militantes destacados da FIP. (Jânio de Freitas - Folha de S.Paulo)


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IVAN BARBOSA BARROS

Para quem não sabe, está aí um pequeno exemplo do que faziam dilma-estela-vanda e sua turma, no fim dos anos 60. E ainda tem gente que defende esses marginais.

Nehemias Fernandes Jaques

TERRORISTA SAFADA TEM QUE FICAR NA CADEIA.

ANTONIO JOSE DE ASSIS JUNIOR

Olha que bonitinha essa "sininho", tão meiga. Colocou até a mãe como escudo, chamando de "minha filhinha"...

samuel lucas

A POLICIA fez um belo trabalho prendendo esses vandalos,mas a Justiça,DES. SIRO DARLAN,pelo menos por enquanto estragou ao solta-los, ninguem da IMPRENSA fala sobre isso, esses APRESENTADORES DE TV OPORTUNISTAS E SENSACIONALISTAS, tbem calados, so falta alguem jogar a culpa nos POLITICOS.


Abreu no Zap

27/07


2014

Papuda: argentinos presos criam incidente diplomático

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

 Um Brasil x Argentina, desta vez no campo judicial, gerou uma nova guerra entre os dois países. A prisão de dois torcedores argentinos que brigaram com brasileiros num jogo da Copa em Brasília abriu crise diplomática sem precedentes entre os países. A dupla foi detida após espancar um perito da Polícia Civil e um servidor público na arquibancada durante o jogo Argentina x Bélgica pela Semifinal. Alberto Criscenti, 43 anos, e Emiliano Rios Duda, 36, estão detidos na Penitenciária da Papuda desde o dia 5 de Julho e serão ouvidos pela Justiça do DF dia 1º de agosto.

A Argentina considera o caso como abuso. O Primeiro-Secretário do Consulado, Gabriel Herrera, diz que é ‘um exagero inédito’, porque outras brigas em estádios foram resolvidas nos Juizados Especiais.

MALDADE

Emiliano e Alberto foram indiciados por tentativa de homicídio. Segundo a denúncia no TJDFT, por depoimento de testemunhas, eles chutaram muito uma das vítimas até desacordada. A Justiça do DF manteve a prisão preventiva da dupla por considerar o crime muito mais violento do que outras brigas ocorridas durante a Copa.

Mas para o Consulado, ‘não tem sentido nenhum ter iniciado uma ação penal na Justiça do DF (..), baseada numa qualificação dos fatos exagerada e inadmissível’.

O Consulado ainda indica que há corporativismo na denúncia, na prisão e no julgamento, por uma das vítimas se tratar de um perito da Polícia Civil. Os argentinos são defendidos por dois advogados acionados pelo Consulado.


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27/07


2014

Iniciativa popular para mudar a cara política do país

 Políticos experientes afirmam que os gastos estratosféricos previstos pelos candidatos ao Planalto não passam de ficção. As empresas estão segurando suas doações. E a maioria delas não está disposta a dar por fora e correr o risco de cair nas mãos da Receita e da PF. As campanhas estão mais caras e o caixa dois está minguando. Por isso, todos os partidos apostam na reforma política. A festa acabou.

Organizações sociais já criaram pelo país 800 comitês de mobilização dos eleitores para que eles votem no plebiscito popular pela reforma política, que se realizará na Semana da Pátria (1º a 7 de setembro). Uma votação expressiva, acima de 10 milhões, pode pressionar os partidos pela mudança. Para os políticos, não há apoio para uma Constituinte, como quer o ex-presidente Lula. Mas acham viável montar o debate em cima da tese, liderada pela CNBB, de um projeto de lei de iniciativa popular.

Parlamentares de todos os quadrantes consideram que o voto proporcional está falido e que é preciso mudar, seja para o voto em lista, o distrital misto ou o distrital.  (Ilimar Franco - O Globo)


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Marcelo Diniz

Hahahahahahahahahahaha

Elisabete Aprigio de Sá

Plebiscito? às vésperas da eleição? Com o PT dono do País? Para quê? Só se for para implantar as reformas da ditadura PTista. Isso parece mais Golpe sujo do governo simpatizante do COMUNISMO Castrista de quem a presidente é tão colaboradora.


Banco de Alimentos

27/07


2014

Armando e Câmara não se falam na Missa do Vaqueiro



Os jornalistas que viajaram 570 km para cobrir a Missa do Vaqueiro em Serrita com a intenção de registrar o reencontro dos candidatos a governador Armando Monteiro (PTB) e Paulo Câmara (PSB), adversários que polarizam a disputa, saíram frustrados. Armando e Câmara acompanharam o ato religioso na mesma tenda, quase lado a lado, mas não se cumprimentaram em nenhum instante.
 
Câmara foi o primeiro a chegar por volta das 10 horas ao lado do governador João Lyra Neto (PSB) e do candidato a senador, Fernando Bezerra Coelho. Atravessaram em comitiva o pátio do Sítio das Lages, local do evento, caminhando e cumprimentando as pessoas e em seguida ocuparam a área reservada para autoridades.

Armando chegou uma hora depois em companhia do senador Humberto Costa (PT) e se dirigiu à mesma tenda em que já estavam os candidatos da Frente Popular. Mas, embora tenha ficado quase ao lado de Câmara, separado por apenas cinco pessoas, entre os quais o governador, não foi até Câmara cumprimentá-lo.

O trabalhista se comportou como se não tivesse tomado conhecimento da presença do adversário. A missa durou duas horas. Ambos assistiram levando sol na cara. Armando usou um chapéu de palha para se proteger do sol causticante de 40 graus. Câmara preferiu recorrer a protetor de sol, tanto ele como Lyra e Bezerra.

A Imprensa ainda alimentava a expectativa de que os candidatos iriam se cumprimentar no final da missa. Mas quando Dom Magnus, bispos da Diocese de Salgueiro, encerrou a celebração dando a benção aos cristãos, notadamente os vaqueiros, Câmara também ignorou Armando e saiu à francesa, sem cumprimentá-lo.

Câmara acompanhou o governador até o palco montado para a cerimônia religiosa, mas preferiu aguardar fora para não ser acusado de tirar proveito político. Foi o tempo de Lyra receber uma homenagem especial da organização do evento, ganhando um autêntico chapéu de couro das mãos do bispo.

Por ser ano eleitoral, a Missa do Vaqueiro atraiu um grande número de políticos, principalmente candidatos proporcionais, que disputam as eleições para Câmara dos Deputados e Assembleia Legislativa. Prefeitos de toda região do Alto Sertão também foram vistos, uns ao lado de Câmara, outros com Armando.

Anfitrião, o prefeito de Serrita, Carlos Cecílio (PSD), deu a Armando e Câmara o mesmo tratamento, até porque, segundo ele próprio revelou, ainda não decidiu qual candidato apoiar, mesmo faltando apenas dois meses para a eleição. “Estou indeciso”, disse Cecílio, ao lado de Armando, com quem conversou bastante durante a missa.


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27/07


2014

Candidatos negam uso eleitoral e colhem imagens do guia



Evento grandioso, que atraiu mais de cinco mil pessoas, a Missa do Vaqueiro na sua 44ª celebração foi um prato cheio para políticos em campanha. O pátio estava cheio de gente vinda de várias regiões e de outros Estados, principalmente Ceará e Bahia. Um ambiente festivo e animado, com barracas de produtos típicos, acampamentos e um eleitor especial: o vaqueiro, o verdadeiro dono da festa.

Mas Paulo Câmara e Armando Monteiro, que vieram disputar o espaço no ato religioso, já que estão em campanha, negaram que estivessem fazendo do evento palanque eleitoral. “Estamos celebrando uma tradição de 44 anos, que é cultural e não política. Não vim aqui para pedir votos”, disse Câmara, que antes de chegar à tenda das autoridades fez questão de cumprimentar o povo e se apresentar como candidato.

Para ele, sua presença ali representava também o reconhecimento à cultura sertaneja. “Quando secretário de Turismo tive o privilégio de ajudar na organização do evento e na captação de recursos para sua realização”, disse o socialista. Comportamento semelhante apresentou o candidato do PTB. “Não vim aqui fazer palanque, mas participar de um ato cultural e religioso”, afirmou Armando. Para o candidato trabalhista, a Missa do Vaqueiro é um dos orgulhos pernambucanos, evento que entrou para o calendário cultural e turístico do Estado e que pela sua beleza e simbolismo construiu uma marca gloriosa.

“Não há quem chegue aqui e não se emocione com a cerimônia e com o seu ritual”, afirmou. Armando disse que, embora a missa seja um atrativo para todo mundo, inclusive para a classe política, não pode ser explorada eleitoralmente. “Vim aqui para rezar com os vaqueiros, me emocionar e me associar à luta de todos eles. A missa é um grito em favor do Sertão, da sua gente sofrida e dos vaqueiros desbravadores”, afirmou.

Os bastidores, entretanto, são bem diferentes do que os candidatos assumem em público. Tanto Armando quanto Câmara estavam ali acompanhados de equipes do guia eleitoral, que a todo instante colhiam cenas dos seus respectivos candidatos abraçados a vaqueiros, políticos e, principalmente, gente com cara de povo.


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27/07


2014

Governador João Lyra acompanha a Missa do Vaqueiro

 

O governador João Lyra Neto acompanhou, neste domingo (27/07), a 44ª edição da Missa do Vaqueiro, no Parque Estadual João Câncio, no município sertanejo de Serrita, a 544 quilômetros do Recife. Emocionado, o governador classificou a festa como ''um dos espetáculo mais autênticos e bonitos de Pernambuco''. Antes da celebração, João Lyra Neto fez questão de saudar os vaqueiros que aguardavam o momento do desfile na entrada do Sítio Lajes, onde é celebrada missa em memória do vaqueiro Raimundo Jacó, encontrado morto no local, no dia 18 de julho. A celebração foi presidida pelo bispo de Salgueiro, Dom Magnus, e contou com a participação do Quinteto Violado, além dos cantores Josildo Sá, Flávio e do Coral Aboios.

Ainda em Serrita, o governador João Lyra Neto também lembrou que a ocasião marca as comemorações pela sanção, em setembro de 2013, da lei que regulamenta no Brasil a profissão de vaqueiro. ''Hoje eles têm uma lei que regulamenta sua atividade, dando, inclusive, segurança previdenciária para o futuro'', comemorou o chefe do Executivo estadual.

Considerado o maior evento cultural dos sertões pernambucanos, o festejo religioso mistura o sagrado e o profano. Cerca de 90 mil pessoas acompanharam os cinco dias de festa em homenagem ao vaqueiro Raimundo Jacó, que ficou famoso por sua capacidade de encontrar e guiar o gado. A programação do evento contou ainda com vaquejada, pega de boi e shows artísticos, além de exposição de artesanato. ''É o Estado que faz possível acontecer esse evento. A gente fica feliz, o resultado é muito positivo'', avaliou Helena Câncio, organizadora do evento e presidente da Fundação Padre João Câncio.


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27/07


2014

Paulo Câmara lidera grande carreata em Santa Cruz

Uma grande carreata promovida pela Frente Popular de Pernambuco, e liderada pelo candidato a governador Paulo Câmara(PSB) percorreu ontem as ruas de Santa Cruz do Capibaribe. Cerca de 15 mil pessoas se postaram nas vias, calçadas e varandas. O ato foi um dos maiores da campanha até aqui. Muito saudado também quando caminhou na rua,  Paulo Câmara era parado a todo o momento para uma foto ou um “selfie” com seus eleitores.

''Vamos ganhar todas as ruas de Santa Cruz do Capibaribe. Preciso que vocês espalhem nossa mensagem. Digam a amigos, colegas e familiares que estiveram aqui hoje, e que conhecem o nosso candidato a presidente Eduardo Campos (PSB) e o nosso prefeito Edson Vieira. Vamos fazer uma campanha limpa, em favor dos que mais precisam. Acabou o descanso!'', decretou Câmara. Em Santa Cruz, a chapa majoritária - composta também por Raul Henry (PMDB/vice) e Fernando Bezerra Coelho (PSB/Senado) – conta com o apoio do prefeito Edson Vieira (PSDB), que tem feito uma gestão bastante aprovada pelo povo, e de Diogo Moraes, que é da terra, entre outras lideranças.


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jose silva antonio

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.15 mil pessoas essa é pra rir o cara que mais maltratou nosso polo de confecções foi esse paulo imposto, tinha apenas funcionários da prefeitura e cabos eleitorais do dioguete moares e mais um bocado de babões falar em 15 mil pessoas é subestimar a inteligencia do povo.

José Egnaldo Pereira

"Cerca de 15 mil pessoas se postaram nas vias, calçadas e varandas." Quem terá contado as pessoas para se chegar a esse número? KKKKKKKKKKKKKKKKKKK...