01/03


2021

Os festejos dos 15 anos do blog

A pandemia acaba nos afastando de pessoas bem próximas e amigas, como a multicomunicadora Branca Góes, conterrânea de Afogados da Ingazeira. Hoje, no reencontro, recebi dela uma super consultoria para as comemorações dos 15 anos do blog, em abril. O almoço foi no novo Tio Armênio, no Plaza Shopping, coordenado pelo competente Beto, uma maravilha de casa, aconchegante, bonita e com variado cardápio.


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Cabo 2021

01/03


2021

Danilo Cabral crítica privatização da Eletrobras e Chesf

O deputado federal Danilo Cabral (PSB) apresentou 28 emendas à medida provisória 1.031/2021, a MP da Eletrobras, com objetivo de preservar o patrimônio e a soberania nacionais. As propostas de alteração no texto vão desde a retirada da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) do rol de empresas a serem privatizadas como à manutenção das posições de trabalho. O parlamentar lembra que a oposição pediu a devolução imediata da MP pelo Congresso para Presidência da República, como a solicitação não foi atendida, há uma tentativa de minimizar os “estragos” do texto através de emendas.

“O governo não pode se desfazer de uma empresa lucrativa e um patrimônio estratégico para os interesses e a soberania nacional, especialmente no momento de crise que estamos vivendo e sem a ampla discussão com a sociedade”, criticou Danilo Cabral, líder do PSB na Câmara dos Deputados e presidente da Frente em Defesa da Chesf. A Eletrobras lucrou R$ 24 bilhões nos últimos dois anos e a proposta do governo com a capitalização da empresa é arrecadar R$ 16 bilhões. “O valor sequer seria suficiente para cobrir o prejuízo de abrir mão do lucro da Eletrobras, quanto mais repor os investimentos feitos pela União ao longo dos anos em construção de hidrelétricas e aquisição de equipamentos, por exemplo. Precisamos impedir a privatização de uma empresa que não dá prejuízo. Ela aporta bilhões no Tesouro Nacional. O que o governo pretende fazer é uma doação à iniciativa privada”, destacou.

Só a Chesf, ressalta Danilo Cabral, de janeiro a setembro de 2020, acumulou lucro líquido de R$ 1,4 bilhão, resultado superior em 3% ao apurado no mesmo período de 2019. São 70 anos de história e contribuição para o desenvolvimento do Nordeste, com 14 usinas hidrelétricas, uma termelétrica, 111 subestações e mais de 19 mil quilômetros de linhas de transmissão em todo território nacional, especialmente no Nordeste. “Como o governo pretende se desfazer de um patrimônio desses sem ampla discussão com a sociedade com o objetivo de fazer caixa?”, questiona. Em pesquisa do Datafolha, 70% da população afirmaram ser contra à privatização da Eletrobras.

Segundo Danilo Cabral, as emendas, além de proteger o patrimônio nacional, buscam discutir cada ponto do texto da medida provisória, tentando mitigar eventuais danos, caso a matéria seja pautada no Plenário. “Essa questão de quebra do monopólio, por exemplo, é um mito. Não há concorrência na produção de energia hidrelétrica, pois não temos como ter duas hidrelétricas no mesmo local. Fora que estamos tratando de uma questão de soberania nacional, tanto é que, nos Estados Unidos, 70% das hidrelétricas são controladas pelo Exército norte-americano”, exemplifica. Ele ressaltou também que as emendas buscam preservar o interesse público no manejo das águas dos rios. “Não podemos permitir que a vazão dos rios, o abastecimento d`água das populações ribeirinhas, bem como a agricultura irrigada sejam subordinadas ao setor privado”, comentou.

Para Danilo Cabral, outro ponto importante em relação a Eletrobras é que ela pode ser indutora de investimentos no país, especialmente neste momento de crise econômica. “A empresa não está atrelada ao teto de gastos, pode fazer aportes de investimentos, ajudando na recuperação da economia e gerando empregos”, completou.


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01/03


2021

Recife registra o equivalente a 10 dias de chuvas

A Prefeitura do Recife mobilizou, na manhã de hoje, dentro dos serviços da Ação Inverno 2021, cerca de mil profissionais de várias secretarias e órgãos para minimizar os impactos causados pela chuva. Em seis horas choveu aproximadamente, em média, 72,20 mm na capital pernambucana, o que equivale a cerca de 10 dias do mês de março, que possui uma média histórica de 212,20 mm de precipitação. Já o pico da maré ocorreu às 5h20, chegando a 2,4 metros. Na última sexta-feira (26), já havia chovido no Recife um volume de aproximadamente 75 mm em 12 horas.

A Defesa Civil do Recife informa que foram registradas apenas ocorrências leves na manhã, sendo 35 solicitações de vistorias e 60 pedidos de colocação de lonas plásticas. As equipes estão de prontidão para atender os chamados, que devem ser feitos pelo 0800.081.3400. A ligação é gratuita e o atendimento 24h por dia. A Prefeitura do Recife está investindo mais de R$ 96 milhões na Ação Inverno 2021, incluindo ações de defesa civil, obras de contenção de encostas, eliminação de pontos de acúmulo de águas e limpeza de canais, entre outras.

Equipes formadas por 150 agentes e 165 orientadores de trânsito da CTTU trabalham em áreas que foram afetadas pelas chuvas. Além disso, equipes técnicas trabalham com o intuito de realizar os ajustes necessários na rede semafórica da cidade. Da 0h às 10h30 desta segunda-feira (1), foram registrados três acidentes de trânsito com vítima, nenhuma fatal. No período, a CTTU registrou ocorrências em 25 semáforos, dos quais oito já foram atendidos. As equipes técnicas já estão em deslocamento para normalizar todo o sistema. A Central de Operações de Trânsito (COT) da CTTU, que funciona 24 horas por dia, também realiza o trabalho de monitoramento das vias, identificando os pontos mais críticos, através de 162 câmeras de videomonitoramento.

Já a Emlurb registrou neste intervalo três ocorrências de quedas de árvores foram registradas, sendo duas quedas parciais (galhos) na Rua dos Navegantes, em Boa Viagem, e outra próxima ao Procape, em Santo Amaro, as duas já solucionadas -e uma queda total na Rua Ramiz Galvão, no Arruda, com a equipe no local fazendo a remoção.

A Emlurb também realizou a desobstrução de alguns pontos de acúmulo de água no dia de hoje. Caminhões equipados com jato de sucção atuaram em diversas vias da cidade, a exemplo das avenidas Boa Viagem, Agamenon Magalhães, Mascarenhas de Moraes, Conselheiro Aguiar, Caxangá, General San Martin, Rosa e Silva, Ruy Barbosa, além da Estrada dos Remédios, rua das Crioulas, rua Cardeal Arcoverde e rua Amélia.


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Ipojuca 2021 IPTU

01/03


2021

Petrobras anuncia reajuste de 5% na gasolina e no diesel

A Petrobras anunciou, na manhã de hoje, novo reajuste de preços dos combustíveis. A gasolina sofrerá uma alta de R$ 0,1240 nas refinarias, o que equivale a 5%. Já o diesel teve acréscimo de R$ 0,1294, ou 5%. As informações são do Poder 360.

Eis os preços:

  • gasolina – era de R$ 2,48. Foi para R$ 2,60.
  • diesel – era de R$ 2,58. Foi para R$ 2,71.

O aumento de preços de combustíveis foi o pivô de uma troca no comando da Petrobras, anunciado pelo seu acionista majoritário, o governo federal. O presidente Jair Bolsonaro decidiu não renovar o contrato com o atual presidente da estatal, Roberto Castello Branco. Ocorre que o mandato de Castello Branco só termina em 20 de março de 2021 e até lá a empresa poderá continuar a aplicar sua atual política de alta nos preços.

Hoje, para compor os valores, a Petrobras considera o preços internacionais e a cotação do dólar, entre outros itens. O governo federal gostaria que a Petrobras considerasse uma espécie de média móvel desses indicadores ao longo de um período mais longo, de 10 ou 12 meses, e que desse mais previsibilidade aos aumentos dos combustíveis. Castello Branco se negou a fazer esse ajuste e não teve seu mandato renovado. Deve ser substituído no final deste mês pelo general Joaquim Silva e Luna. Até lá, novos reajustes podem ser adotados.

Bolsonaro ficou irritado com o aumento do dia 18 de fevereiro e anunciou, no mesmo dia, que zeraria por 2 meses todos os impostos federais que incidem sobre o óleo diese a partir de hoje (1º.mar). Ocorre que com os aumentos aplicados pela Petrobras, o efeito de menos impostos pode ser neutralizado pelos reajustes.

A preocupação do Palácio do Planalto é que os aumentos no diesel acabem precipitando um movimento de paralisação de caminhoneiros. Essa eventual greve tem sido sempre anunciada, por causa dos reajustes nos preços dos combustíveis.


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01/03


2021

Deputado denuncia ser alvo de Eduardo Bolsonaro

Depois da troca de mensagens ríspidas com o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o também deputado federal paraibano Julian Lemos (PSL) disse que é o principal alvo da “Gestapo” do filho do presidente, numa referência à polícia secreta oficial da Alemanha Nazista e na Europa ocupada pelos alemães. O parlamentar paraibano completou: “Eu sou o alvo da Gestapo de Eduardo Bolsonaro. O principal deles, se algo me acontecer já sabem”.

No Twitter, Lemos compartilhou uma manchete sobre pagamentos em espécie do filho do presidente para compra de imóveis do Rio de Janeiro. O caso é investigado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).


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Petrolina 2021

01/03


2021

Caruaru: Raffiê propõe criação de auxílio para artistas

Levando em consideração a quase nula possibilidade de ser realizado a edição do São João de Caruaru deste ano, o presidente do PSD municipal, Raffiê Dellon, encaminhou um ofício ao Poder Executivo propondo a criação de um grupo de trabalho, envolvendo as Secretarias de Planejamento, de Finanças, o Conselho Municipal e a Fundação de Cultura, no intuito de elaborarem a implementação do auxílio emergencial para os artistas da cidade. 

De acordo com Raffiê, quanto antes isso for trabalhado, menos os profissionais irão sofrer. “Caruaru é um celeiro de artistas e talentos, que já em 2020 ficaram com uma mão na frente e outra atrás. São famílias, são pais, mães que dependem desse trabalho para a sobrevivência, que esperam o ano todo pelo mês de junho. Do repentista ao trio pé-de-serra. Três meses, apenas, nos separam do mês junino”, comentou.


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Serra Talhada 2021

01/03


2021

Governadores afirmam que Bolsonaro promove conflito

Poder 360

Em nota divulgada na manhã de hoje, 16 governadores criticaram o governo federal por “priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população” ao publicar “má informação” e promover conflitos entre a sociedade e Executivos estaduais.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro e órgãos do governo federal publicaram nas redes sociais dados sobre repasses feitos pela União aos Estados para o combate à pandemia do novo coronavírus no país.

Na nota, os governadores afirmam que as informações divulgadas estão “distorcidas” e têm o objetivo de “gerar interpretações equivocadas e atacar governos locais”. Eles ainda manifestaram“preocupação em face da utilização, pelo governo federal, de instrumentos de comunicação oficial, custeados por dinheiro público” para ações que vão contra os Executivos estaduais.

No Twitter, o presidente Jair Bolsonaro postou no domingo os valores que cada ente da Federação recebeu em 2020 levando em conta os repasses sem relação direta ao combate à pandemia. Engloba tanto valores diretos (saúde, por exemplo) quanto indiretos (como suspensão de dívidas).

No total, o governo federal informou que R$ 847 bilhões foram repassados aos governos regionais até 15 de janeiro de 2021, segundo o presidente. Em auxílios, foram R$ 293,8 bilhões.

“Adotando o padrão de comportamento do Presidente da República, caberia aos Estados esclarecer à população que o total dos impostos federais pagos pelos cidadãos e pelas empresas de todos Estados, em 2020, somou R$ 1,479 trilhão. Se os valores totais, conforme postado hoje, somam R$ 837,4 bilhões, pergunta-se: onde foram parar os outros R$ 642 bilhões que cidadãos de cada cidade e cada Estado brasileiro pagaram à União em 2020?”, questionam.

“Mas a resposta a essa última pergunta não é o que se quer. E sim o entendimento de que a linha da má informação e da promoção do conflito entre os governantes em nada combaterá a pandemia, e muito menos permitirá um caminho de progresso para o país”, defendem.

De acordo com os governadores, os valores apresentados por Bolsonaro são repasses obrigatórios previstos na Constituição.

“Nesse sentido, a postagem hoje veiculada nas redes sociais da União e do Presidente da República contabiliza majoritariamente os valores pertencentes por obrigação constitucional aos Estados e Municípios, como os relativos ao FPE, FPM, FUNDEB, SUS, royalties, tratando-os como uma concessão política do atual Governo Federal. Situação absurda similar seria se cada Governador publicasse valores de ICMS e IPVA pertencentes a cada cidade, tratando-os como uma aplicação de recursos nos Municípios a critério de decisão individual”, dizem na nota.

No valor total, os gestores estaduais afirmam ainda que foram incluídos montantes utilizados para pagamento do auxílio emergencial, que definem como uma “iniciativa do Congresso Nacional”, além de suspensões de pagamentos de dívida federal por decisão judicial antes da pandemia.

Eis os governadores que assinam o texto:

  • Renan Filho (MDB), governador de Alagoas;
  • Waldez Góez (PDT), governador do Amapá;
  • Camilo Santana (PT), governador do Ceará;
  • Renato Casagrande (PSB), governador do Espírito Santo;
  • Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás;
  • Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão;
  • Helder Barbalho (MDB), governador do Pará;
  • João Azevêdo (PSB), governador da Paraíba;
  • Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná;
  • Paulo Câmara (PSB), governador de Pernambuco;
  • Wellington Dias (PT), governador do Piauí;
  • Cláudio Castro (PSC), governador do Rio de Janeiro;
  • Fátima Bezerra (PT), governadora do Rio Grande do Norte;
  • Eduardo Leite (PSDB), governador do Rio Grande do Sul;
  • João Doria (PSDB), governador de São Paulo;
  • Belivaldo Chagas (PSD), governador de Sergipe.


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01/03


2021

Que as águas de março carreguem o vírus da morte

Março chegou hoje, literalmente, com suas águas inundando Recife. Quem nunca cantou Elis Regina e Tom Jobim: "É uma cobra, é um pau, é João, é José. É um espinho na mão, é um corte no pé. São as águas de março fechando o verão. É a promessa de vida no teu coração".

Que as águas de março tragam paz aos corações que se encontram aflitos e muito amor aos que precisam. Que preserve a felicidade àqueles que já as possuem e seja um mês de grandes conquistas a todos.

Março é das mulheres. Celebram o seu dia internacional. 

Aos que não sabem nem se detém a detalhes, o nome "março" surgiu na Roma Antiga, quando era o primeiro mês do ano e  chamava-se Martius, de Marte, o deus romano da guerra. Em Roma, onde o clima é mediterrânico, março é o primeiro mês da primavera, um evento lógico para se iniciar um novo ano, bem como para que se comece a temporada das campanhas militares.

Março marca o início dramático, há um ano, do agravamento da pandemia, que nos roubou afeto, carinho, distanciou a humanidade, jogou tristeza onde havia alegria. Nos roubou para a eternidade gente que amávamos, entre amigos, parentes e ídolos.

Este é o março ainda tênue e doloroso, de sofreguidão, mas, diferente do março passado, abriu a janela da esperança depositada na vacina. Que todos possam se imunizar, que as dores desta doença do fim do mundo fiquem no passado.

A pandemia não pode continuar a maltratar nossos corações. Que março chegue diferente, capaz de levar a razão a andar de mãos dadas com os sentimentos, não permitindo nenhum tipo de aproximação com ilusão. Que seja um março em que as folhas que caem como a marca de um novo tempo deem espaço a coisas novas. 

Eu, particularmente, começo março feliz. No seu quinto dia o sol brilhará com mais intensidade em comemoração aos 13 aninhos do meu filho Magno Martins Filho, que Deus assim o batizou para continuar minha obra. Eu amo meus filhos com tamanha intensidade que as vezes não me contento apenas com suas presenças. Toco neles o tempo todo, com abraços e beijos. Faço declarações de amor. É o maior amor do mundo. Nada igual.

Viver ao lado de filhos é amar sem limites. É sempre entender onde estão os recomeços. Espero que março traga uma novidade, a chegada de uma estação que limpe o que está velho e exalte o que é novo. Que possamos dizer: as águas de março e suas folhas venham cair, mas renovando e expurgando o vírus da morte. É março trazendo águas calmas para a vida de quem quiser enxergá-lo como ele realmente é.


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Jornao O Poder

01/03


2021

Candidato da oposição denúncia casuísmo na UVP

Escolhido candidato das oposições para a eleição da UVP – União dos Vereadores de Pernambuco, depois de vários candidatos chegarem ao um consenso em torno do seu nome, Zé Raimundo (PP), vereador de Serra Talhada, denunciou, hoje, que a eleição da entidade, da forma que foi convocada, está com fortes indícios de casuísmo, visando beneficiar  a chapa governista, impondo graves riscos à saúde dos vereadores(as) e da população.

De acordo com a convocação publicada, a eleição foi marcada para dia 12/04, em um Hotel na praia de Gaibu, município do Cabo de Santo Agostinho, cujas reservas de hospedagens para a data da eleição foram todas estranhamente e antecipadamente bloqueadas pela chapa governista.

O tempo da eleição é curto, das 7:00 às 13:00, fato que ocasionará aglomerações, devido a obrigatoriedade do voto presencial. “Neste exíguo tempo, a aglomeração será grande, com sérios riscos, devido as condições de agravamento da pandemia da COVID-19 e o grande número de vereadores com direito a voto. Na verdade, o que eles querem é favorecer a chapa governista, facilitando a participação de apenas os vereadores que estão hospedados no hotel e beneficiados com hospedagem gratuita. É casuísmo  que tenham bloqueado todo o hotel antes mesmo de publicarem o edital da eleição” declarou Zé Raimundo.

“A UVP precisa de novos tempos, de transparência, pois atualmente não presta contas de suas finanças de nenhuma forma, precisamos recuperar sua respeitabilidade, e não será com um processo eleitoral temerário que vai recuperar seu respeito”, afirmou também o vereador João chaves do município de São Caetano, candidato a vice na chapa de Zé Raimundo.


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

01/03


2021

Partidos Políticos e Integridade: a ética não tem partido

Por Mariana Teles*

Governança, Compliance e Integridade são conceitos que embora se diferenciem na forma como se desenvolvem, encontram-se no mérito do que propõem: a ética. No primeiro instante relacionados à atividade empresarial, todos invadiram a gestão pública modificando desde à legislação até a própria dinâmica organizacional, conferindo de uma só vez, mais eficiência, transparência e controle social. As práticas de governança, as medidas de conformidade e os programas de integridade são mecanismos de estratégia, liderança e controle que buscam internalizar altos padrões de conduta e conferir às relações mais confiabilidade, capacidade de resposta dos serviços e internalizar a ética como pressuposto de qualquer comportamento.

Os partidos políticos, “ferramentas” indispensáveis ao exercício da democracia são ao mesmo tempo causa e consequência da crise de representatividade que o Brasil atravessa nas últimas décadas. Disciplinados com natureza jurídica de direito privado nos termos dos art. 17, §  2º da CF e art. 1º da Lei dos Partidos Políticos são responsáveis não só pela arregimentação de pessoas em torno de um mesmo projeto  (já que dizer ideologia é ironizar com a quantidade de partidos registrados no TSE), bem como o uso de recursos públicos e sua organização estatutária. Possuem forma e organização de “empresa”, mas dialogam e atuam junto com o que há de mais caro no direito público: a democracia.

Não obstante, em 2019 o instituto DATAFOLHA aferiu em pesquisa o grau de confiabilidade dos brasileiros nas agremiações partidárias. Dentre 10 instituições, três relacionadas ao universo da representação política lideram empatadas como as menos confiáveis do país. Sete em cada dez (68%) declararam não ter confiança nos partidos políticos, 67% declararam não ter confiança no Congresso Nacional (o índice mais alto da série histórica), e 64%, na Presidência da República.

É urgente entender que a crise de representatividade oriunda dos escândalos de corrupção na gestão pública não começa dentro do exercício dos mandatos. Tem raízes profundas e nasce muito antes. Cresce e se afirma na atividade partidária, no desvio de recursos dos fundos partidário e eleitoral, na captação ilícita de verbas e de sufrágio, e naturalmente quando chegam ao poder operacionalizam a engrenagem pública para retroalimentar os esquemas, invadindo estatais, comprometendo ministérios e afastando definitivamente o cidadão brasileiro da saudável e necessária participação na vida democrática do pais.

Mas o que isso tem a ver com Compliance, Governança e Integridade? Todas essas ferramentas buscam em comum a internalização de posturas éticas em nossas relações, maior grau de controle e transparência e, sobretudo, a eficiência. Se já se consolidaram como indispensáveis na atuação privada e avançam a passos largos para cultura organizacional da administração pública, portanto, qual a lógica de se excluir os partidos políticos desse movimento civilizatório?

O PL 429/2017 busca justamente alterar a Lei dos Partidos Políticos (9.096/1995) com a finalidade de exigir destes o cumprimento de normatizações relativas à programas de integridade. Pronto para deliberação do plenário desde dezembro de 2019, elege ainda como objetivo determinar que cada partido fique obrigado a prever o programa de integridade em seu respectivo estatuto, com a definição de um conjunto de mecanismos internos de controle, auditoria e incentivo à denúncia de irregularidades, bem como uma estratégia para aplicação efetiva de códigos de ética e de conduta, política e diretrizes. Tudo isso para que seja possível detectar e sanar desvios, fraudes, irregularidades e outros ilícitos praticados ou atribuídos ao partido.

O combate à corrupção não pode nem deve começar pelos fins sem atingir os meios. Os partidos políticos estão invariavelmente no meio de todo esse percurso entre a corrupção e a impunidade, entre o período eleitoral e o exercício do mandato. Tem vida própria, e mais que vida, os partidos tem recursos próprios. Corrigir um déficit ético atemporal não é um movimento de fora para dentro, muito menos solucionado com a aprovação de mais uma legislação. É um fenômeno cultural e sistêmico, que precisa ocorrer também de forma pedagógica e preventiva, pois, na pior das hipóteses, se não salvar uma geração inteira, estará plantando sementes de uma nova cultura de pensamento político para as próximas.

A necessidade de aplicação de programas de compliance ou de integridade no âmbito das organizações privadas e públicas é um caminho sem volta, desde a vigência da lei anticorrupção (lei 12.846/13). Atingir as instâncias partidárias através da obrigatoriedade gerada em lei é um passo cultural importante na caminhada que almeja recuperar a essência perdida da representatividade. Se bem souberem os partidos e seus respectivos reis e rainhas, é chegada a hora de um reset interno, que deve atingir todos os outros pontos sensíveis (que não são poucos), mas de partida começar sobretudo pelo que mais importa recuperar no momento: a ética.

É hora de um movimento suprapartidário para salvar os partidos de suas próprias armadilhas, construídas pelos seus próprios líderes e alimentada por um sistema ordenado e cíclico que aluga a democracia e leiloa a representação. Numa soma que todo mundo perde, ou se mexe nas estruturas ou não se vencerá a crise de confiabilidade e reputação que não tem cores, nem extremos. É de direita, de esquerda, de centro e partilham das mesmas estratégias e vicissitudes. Investir em um sólido programa de integridade é mais do que uma alternativa para os partidos políticos, é a única saída para começar a recuperar a dignidade das siglas, o respeito às normas e aos cidadãos. O gestor corrupto do mandato não nasce depois da posse, quem é governo hoje é partido sempre, o bom exemplo de ética deve começar internamente, na direção dos partidos, e no respeito ao dinheiro público.

Em pouco tempo a exigência partirá da legislação e só assim os diretórios nacionais, estaduais e municipais partirão para cumprir a obrigatoriedade. Haverá programas de compliance voando a céu aberto, ou como se diz na minha terra, “de se puxar com o rodo”. É necessário, entretanto, que os dirigentes compreendam que estarão diante de uma oportunidade única dada pela lei para iniciarem uma verdadeira transformação cultural. Devem investir tempo, energia, recursos e articulação na construção de um sólido plano de integridade, uma verdadeira “arregimentação’’ dos seus filiados para internalizarem a cultura de conformidade e as boas práticas de conduta. Não existe solução fácil para problema difícil, nem é com “ctrl c” e “ctrl v” que se recupera a integridade de uma agremiação.  É chegado o tempo de passar a limpo a ‘’administração’’ dos partidos e finalmente devolver a sociedade o ideal de representatividade arrastado pelos vendavais da corrupção.

Compliance comunica antes de tudo os valores de determinada organização. Uma ousada reforma partidária precisa comunicar quais os valores que lhe formam e que fazem sentido para o Brasil real. Os valores que dialogam com os anseios da população e que rompem definitivamente com as velhas práticas. Não é mais uma questão de opção. É o caminho para reencontrar o exercício pleno da cidadania, o vigor da militância e construir uma nova era dos partidos políticos para o fortalecimento da combalida democracia brasileira.

*Advogada com atuação em Compliance Público. Coordenadora de Compliance da Escola Superior de Advocacia de Pernambuco. Membro da Comissão de Estudos sobre Compliance e Combate à Corrupção da OAB PE. Consultora de Compliance e Integridade da Assembleia Legislativa de Pernambuco.


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