Jaboatão - Nova UBS PET

12/09


2021

Protestos contra Bolsonaro em seis capitais têm baixa adesão

Estadão

Os atos que ocorreram na manhã deste domingo (12), em defesa do impeachment do presidente Jair Bolsonaro, foram marcados por baixa adesão do público. Organizados pelos grupos de centro-direita Movimento Brasil Livre (MBL), Vem Pra Rua (VPR) e Livres, os protestos foram realizados em seis capitais brasileiras, sem atrair grandes setores da esquerda. À tarde, estão previstas manifestações em outras dez capitais.

Belo Horizonte e Rio reuniram os maiores contingentes até agora. Na capital fluminense, o grupo começou a se concentrar em Copacabana às 10h. No carro do VPR, um cartaz mostrava o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula (PT) atrás das grades, rompendo a trégua declarada para atrair representantes da esquerda. Organizadores haviam deixado de lado o mote "Nem Bolsonaro, nem Lula" e decidido focar somente no impeachment do presidente da República.

O PDT declarou apoio ao ato, mas o movimento não teve adesão formal de outras das principais siglas de esquerda, como PT e PSOL. Tampouco essa trégua parece ter sido assumida por parte dos ativistas presentes nos atos, como ficou claro em Copacabana.

Os poucos manifestantes de partidos de esquerda presentes na manifestação contra o presidente Bolsonaro no Rio se colocaram ao lado do carro do MBL. Bandeiras do movimento da centro-direita e dos partidos foram balançadas lado a lado na orla. Mais perto do carro do VPR, uma faixa grande reforçava a rejeição ao presidente e ao petista.

Candidato à Presidência pelo Novo em 2018, o empresário João Amoêdo esteve no ato do Rio. Questionado pelo Estadão sobre o embate entre os dois carros de som, que vinham defendendo causas diferentes, ele se colocou ao lado do MBL, que "esqueceu" Lula e se concentrou na bandeira do impeachment.

"A pauta dos brasileiros não é eleição, ‘terceira via’, nada disso", disse. "A gente tem de entender que qualquer construção de um Brasil melhor passa pela saída do Bolsonaro. Se a gente não tiver prioridade total nisso, vai ter ainda mais dificuldade nessa tarefa, que já não é fácil."

"Nosso movimento é de direita"

Em Belo Horizonte, o ato na Praça da Liberdade ganhou força por volta das 11h. Imagens compartilhadas pelo MBL nas redes sociais mostram o público vestido majoritariamente de branco, como pedido pelos organizadores, no intuito de evitar a contraposição entre o vermelho associado à esquerda e o verde e amarelo das manifestações bolsonaristas. 

"Não estou nem aí para a participação da esquerda. O nosso movimento é de direita", afirmou o piloto de avião Cláudio Costa Pereira, um dos coordenadores do ato na capital mineira. O estudante de direito César Peret, também parte da coordenação, disse que a participação dos movimentos e partidos de esquerda ficou “no ar”, mas os grupos não apareceram.

O PDT, a Rede e o movimento Acredito optaram por apoiar o protesto na capital mineira, mas somente representantes do primeiro apareceram no evento. Por volta de 10h40, um grupo de cerca de 20 pessoas do PDT chegou ao ato, portando bandeiras da legenda e cartazes do ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do partido à Presidência que também deve participar do ato na Avenida Paulista, em São Paulo.

Em Salvador, partidários do PDT, Novo e do Livres se uniram no protesto contra o presidente Jair Bolsonaro no Farol da Barra. Fora do foco planejado para as manifestações pelo Brasil, apenas algumas dezenas de pessoas compareceram.

Alguns transeuntes passaram pelo ponto turístico gritando "fora, Bolsonaro". Apesar do esforço pela união suprapartidária, no microfone aberto, quando militantes do Novo falavam, pedetistas saíam, e vice-versa.

Em São Luís, manifestantes se reuniram na Praça do Pescador a partir das 9h para pedir o impeachment do presidente Bolsonaro. Com faixas e cartazes “Fora, Bolsonaro”, o movimento uniu o MBL a representantes do Novo, PDT, Cidadania e Rede, além de integrantes de igrejas evangélicas, em críticas ao presidente.

Para o presidente estadual do Novo no Maranhão, Leonardo Arruda, "Bolsonaro é o maior estelionatário eleitoral do século 21": "Ele enganou todos os seus eleitores e grande parcela da população. Crime de responsabilidade fiscal é carta marcada de seu governo. O impeachment é a saída”.  

Na capital do Espírito Santo, a manifestação começou às 9h30, na Praça do Papa. Após a concentração, os manifestantes saíram em carreata pela Terceira Ponte até chegar à Prainha, em Vila Velha. Segundo a PM, cerca de 80 veículos participaram do ato, que foi encerrado sem ocorrências.

Diferentemente do que foi decidido em alguns Estados, no Espírito Santo a manifestação manteve o lema "nem Lula, nem Bolsonaro". Por isso, partidos como o PT e o PSOL não aderiram aos atos. O PSB e o PDT convocaram a militância para os protestos, mas não houve grande adesão. 

"Querem dizer que só existe Lula e Bolsonaro, mas não é verdade. Temos tempo hábil de buscar um outro nome que respeite a democracia, que respeite as instituições e que, fundamentalmente, tenha condições de fazer a gestão do Brasil", afirmou Gustavo Peixoto, um dos líderes do movimento Vem Pra Rua ES.

Em Manaus, a manifestação contra o governo federal reuniu cerca de 100 pessoas na Praça São Sebastião, em frente ao Teatro Amazonas, no Centro Comercial da capital amazonense. A manifestação contou com a presença de representantes de partidos de esquerda como o PCdoB. 

Um dos participantes foi Yan Ivanovich, que disse que o ato deste domingo inaugura um ciclo de manifestações. “O ato de hoje inaugura um ciclo em que amplos setores da sociedade já começam a mobilizar com maior tempo para 2 de outubro, em que estarão todos juntos pelo impeachment do Bolsonaro. O presidente já demonstrou que não tem compromisso nenhum com o País, apenas com seus filhos. Ele é responsável pelo botijão de gás por mais de R$ 100, da gasolina acima de R$ 7 e por a população não poder mais comprar carne”, afirmou.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

12/09


2021

O fiasco do MBL no Recife

No Recife, o Movimento Brasil Livre (MBL) escolheu o Marco Zero para realizar um protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) hoje. Houve baixíssima adesão ao ato, assim como em outras capitais.

Também havia apoiadores dos movimentos Vem Pra Rua e Livres. Além de Bolsonaro, o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), foi alvo de crítica dos manifestantes.


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Petrolina setembro 2

12/09


2021

Cachaça de luxo da Pitú leva anos para ficar pronta

Por Fernando Castilho*

No Dia Nacional da Cachaça, comemorado nesta segunda-feira, duas perguntas sempre veem Brasil? É verdade que a primeira cachaça foi produzida em Pernambuco?

Há controvérsias. A versão mais conhecida é a de que foi em Pernambuco, entre 1516 e 1526, quando um escravo que trabalhava num engenho em Igarassu, deixou armazenada a “cagaça” – um caldo esverdeado e escuro que se forma durante a fervura do caldo de cana.

O líquido fermentou naturalmente e, devido às mudanças de temperatura, evaporou e condensou, formando pequenos pingos de cachaça no teto do engenho, o que justifica o termo “pinga”. Assim teria surgido, segundo a versão mais popular, o nosso primeiro destilado.

Pode ser. Mas o fato é que ela deve mesmo ter surgido quando os portugueses trouxeram ao Brasil a cana-de-açúcar e as técnicas de destilação.

Em 1502, por exemplo, as primeiras mudas de cana chegaram ao Brasil trazidas por Gonçalo Coelho. Em Pernambuco, entre 1516 e 1526 foi instalado o primeiro engenho de açúcar na feitoria de Itamaracá de onde o número de engenhos no Brasil se multiplicou rapidamente.

Entretanto, há a registros de exportação de açúcar pernambucano para Lisboa já em 1526. Assim como há registros de que, em Porto Seguro (BA), em 1520 funcionou um engenho de açúcar. E, finalmente, no litoral de São Paulo (entre 1532 e 1534), existiu o engenho São Jorge dos Erasmos, empreendimento de quatro portugueses, entre eles Martim Afonso de Souza, o governador da província.

PRECUSSORA DA CAIPIRINHA

O que pouca gente sabe é que cachaça sempre foi uma bebida apreciada pela nobreza portuguesa. Por exemplo, sabe-se que a princesa Carlota Joaquina, a esposa de João VI, apreciava muito a nossa cachaça. 

Na Torre do Tombo, em Lisboa, existem documentos apontando que eram consumidas muitas unidades de aguardente de cana-de-açúcar por mês e que a maioria era destinada ao quarto e à cozinha de Carlota Joaquina. 

Na verdade, a princesa gostava de tomar a cachaça misturada com sucos de frutas frescas, pois sofria demais com o calor brasileiro. Ela dizia que tinha necessidade de "hidratar o corpo". O que nos permite dizer que a princesa foi a precursora da caipirinha consolidada nacionalmente, dois séculos mais tarde, pela Pitú.

PITÚ SINÔNIMO DE PERNAMBUCO

De qualquer forma, cachaça virou sinônimo de Pernambuco e cachaça de Pernambuco virou sinônimo de Pitú. Até porque foi uma pernambucana, Maria das Vitorias (química industrial e uma das sócias da empresa), então presidente do Instituto Brasileiro da Cachaça, que ajudou a que a cachaça fosse reconhecida como um destilado brasileiro a base de cana-de-açúcar.  De fato, a Pitú deu uma importante contribuição para que a cachaça se tornasse um produto internacionalmente reconhecido como destilado brasileiro pela popularização da aguardente como a cachaça era conhecida.

E tudo isso graças à contribuição do Engarrafamento Pitú, fundado por Joel Cândido Carneiro (avô de Vitória), Severino Ferrer de Moraes e José Ferrer de Moraes em 1938.

Mas em 2013, para fechar as comemorações dos seus 75 anos de vivências, emoções e muita história, a Pitú retirou dos seus depósitos o que havia de melhor em barris desconhecido do público. A cachaça Premium Vitoriosa, um bem guardado segredo de familia.

CACHAÇA MAIS CARA QUE UISQUE

A Vitoriosa é o que de melhor se pode retirar de um destilado de cana-de-açúcar. Para ficar pronta ela é envelhecida por, no mínimo, cinco anos em barris de carvalho francês.

Após esse período, a cachaça é transferida para barris de carvalho americano, onde ocorre por mais um ano o aprimoramento da qualidade sensorial do produto através do refinamento e da harmonização de aromas e cor.

Uma cachaça com essas características, naturalmente, é uma bebida elegante e sofisticada e tem forma refinada. Por isso ela vem em edições limitadas para dar aos consumidores o gosto da reserva especial que as famílias Ferrer e Cândido Carneiro, discretamente, ofereciam a amigos ilustres e convidados que visitavam a Pitú.

E exatamente por isso é que a Vitoriosa - pela pequena quantidade de produção - é ideal para ser consumida em grandes comemorações, reuniões com amigos ou momentos de reflexão.

Ela acabou sendo uma bebida que era guardada em segredo, passou a ser bastante apreciada por um grupo seleto, até que levou a Pitú a cogitar a possibilidade de oferecê-la ao mercado.

A produção e o envelhecimento da Vitoriosa exigem um processo longo e detalhado. Para chegar ao nível de qualidade da bebida, tudo se inicia com a rigorosa escolha das cachaças que vão compor o blend.

Esse trabalho aguçado de mistura de cachaças é fundamental para que as reações químicas de oxigenação entre os componentes da madeira e da cachaça ocorram em condições ideais. Com tantos predicados, uma garrafa da Vitoriosa supera até os melhores uisques escocesses com mais de 12 anos.

O preço da cada garrafa da Vitoriosa, portanto, é o resulado de um processo de envelhecimento  bem longo e com custos elevados. Isso demanda cuidados específicos para a garantia da qualidade do produto final. E paciência ate fechar esse ciclo.

INVESTIMENTO DE CINCO ANOS

Isso acaba fazendo que que as quantidades sejam muito limitadas. Por exemplo, o primeiro lote de 9 mil garrafas francesas com tampas de cortiça portuguesa, chegaram inicialmente apenas aos estados do Nordeste. O que acabou fazendo com que ela fosse considerada um produto conceito da marca pernambucana. 

"Em termos de cachaça, ela é totalmente diferenciada e vem para mostrar as várias maneiras de se produzir e consumir esse tipo de bebida”, comenta Alexandre Férrer, diretor Comercial e de Marketing da Pitú.

A Vitoriosa é hoje uma das maisa premiadas cachaças do BRasil. "Para nós, isso é motivo de orgulho e um reconhecimento do trabalho de toda a equipe Pitú que, dia após dia, dedica-se com excelência, amor e respeito à nossa empresa, diz Ferrer para lembrar que não apenas a cachaça extra premium Vitoriosa, mas também outros produtos do nosso portifólio como a Pitú tradicional e a Gold, têm suas qualidades reconhecidas em concursos internacionais, entre os principais destilados do mundo. 

A Vitoriosa tem 39% de volume de teor alcóolico e é uma delícia aos paladares mais exigentes que apreciam uma bebida de alta qualidade além de poder ser consumida pura, em temperatura ambiente ou on the rock, pode ser harmonizada com diferentes comidas. De forma suave e agradável, funciona bem como aperitivo, acompanhamento de prato principal ou sobremesa, e até como digestivo. Para ser considerada Premium, a cachaça precisa ser envelhecida em barril de madeira por pelo menos um ano. A Pitú tem dois produtos no seu portfólio que se encaixam nessa avaliação a Vitoriosa e a Pitú Gold, envelhecida em barris de carvalho americano por dois anos. 

Para quem se acostumou à presença da Pitú ao longo dos anos com presença na mídia o ano todo pode parecer estranho que a empresa invista tanta tecnologia para produzir uma cachaça Premium de onde por ano são entregues em lotes de apenas 4 mil garrafas.

MERCADO DE CACHAÇA

De fato, a Pitú que todos conhecem e consomem é uma aguardente de cana pura, transparente, de sabor marcante e teor alcoólico de 40% acondicionado em garrafas retornáveis de 600 ml, garrafas de 965 ml e latas de alumínio com 350 ml, 473 ml, 710 ml. A Pitú produz ainda a bebida mista de cachaça com limão – Pitu Limão, a bebida alcoólica mista à base de noz de cola.

Mas uma boa cachaça começa no campos. As destilarias parceiras da Pitú têm investido em tecnologias de produção, que vão desde a escolha minuciosa da muda da cana-de-açúcar até a produção final.

Alexandre Ferrer diz que exatamente por isso é que a Pitú se tornou uma bebida versátil, que agrada aos mais diferentes públicos, seja para seu consumo puro ou em drinks, como a caipirinha.

INDICAÇÃO GEOGRÁFICA DA CACHAÇA

Cachaça é um vocábulo de origem e uso exclusivamente brasileiros. Oficialmente e por decreto (nº 4.062, de 21 de dezembro de 2001), as expressões "cachaça" e "cachaça do BrasilBrasil" são suas como indicações geográficas.

Um outro decreto (O Decreto nº 6.871, de 4 de junho de 2009) define a cachaça assim: bebida típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro ( 6g/L de açúcar). Ou seja: Cachaça tem nome, sobre nome e até certidão de nascimento. 

O Brasil produz, aproximadamente, 1,4 bilhão de litros de cachaça por ano. O maior produtor de cachaça no Brasil industrial é o estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraíba. Por sua vez, Minas e Rio lideram a produção de cachaça artesanal.

Mas o Dia Nacional da Cachaça, comemorado nesta segunda-feira, foi escolhido em homenagem a data em que a cachaça passou a ser oficialmente liberada para a fabricação e venda no Brasil, em 13 de setembro de 1661, portanto ha exatos 360 anos.

Esta legalização, no entanto, só foi possível após uma revolta popular contra as imposições da Coroa portuguesa, conhecida como Até então, a Coroa portuguesa impedia a produção da cachaça no país, pois o seu objetivo era substituir esta bebida pela bagaceira, uma aguardente típica de Portugal.

A FAMÍLIA DA CACHAÇA

Com nome sobrenome e tudo mais cachaça tem família, segundo o Anuário Brasileiro da Cachaça. A família da cachaça é assim distribuída:

CACHAÇA ADOÇADA: a cachaça que contiver açúcares em quantidade superior a seis gramas por litro e inferior a trinta gramas por litro será denominada de cachaça adoçada

CACHAÇA ENVELHECIDA: será denominada de cachaça envelhecida a bebida que contiver, no mínimo, cinquenta por cento de aguardente de cana envelhecida por período não inferior a um ano.

CACHAÇA PREMIUM: é a cachaça que contém 100% (cem por cento) de Cachaça ou Aguardente de Cana envelhecidas em recipiente de madeira apropriado, com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1 (um) ano.

CACHAÇA EXTRA PREMIUM: é a CACHAÇA PREMIUM envelhecida por um período não inferior a 3 (três) anos.  

*Jornalista. Titular da coluna JC Negócios, do Jornal do Commercio.


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Sindicontas

12/09


2021

Gilson provoca: “Nunca discuta com uma imagem”

Em sua conta oficial no Twitter, o ministro Gilson Machado Neto (Turismo) fez uma provocação aos atos que ocorrem hoje contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido): "O Principal mantra do Jornalismo!! NUNCA DISCUTA COM UMA IMAGEM."

Ele comparou imagens dos protestos a favor de Bolsonaro no dia 7 de setembro com algumas que ele atribui às manifestações deste domingo (12), convocadas por movimentos como MBL e Vem Pra Rua.


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12/09


2021

Paulo Câmara contrata R$ 36,5 mil em café

O gabinete do governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), contratou um fornecedor de café por R$ 36.525,00. A publicação do resultado do pregão vultoso saiu ontem no Diário Oficial do Estado. 


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Ipojuca - Microempreendedores

12/09


2021

Anastasia: “Pacheco seria um grande presidente”

Em entrevista ao Correio Braziliense, hoje, o senador Antonio Anastasia (PSD-MG) fez elogios ao presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). O ex-governador de Minas Gerais vê Pacheco como um nome possível para a terceira via.

"Na frente nacional, tenho uma posição, também conhecida, de apoiamento à chamada terceira via, inclusive, defendo o nome do nosso conterrâneo, meu amigo, presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, como o nome, até lançado pelo presidente do meu partido, Kassab, Gilberto Kassab, pelo PSD, convidando-o para vir ao PSD. Rodrigo tem um perfil muito adequado, muito sereno, muito preparado, muito correto, tem muita energia, e, a meu juízo, se candidato e se eleito, seria um grande presidente", afirmou. 

Anastasia será o representante do Congresso na Comissão de Transparência das Eleições (CTE), criada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na última quinta-feira (9). Ele integra o seleto grupo de 12 pessoas, entre autoridades públicas e especialistas da área de tecnologia, que começa a se reunir amanhã, periodicamente, para estabelecer um plano de trabalho para acompanhar de perto as eleições de 2022.

A entrevista completa pode ser lida no portal do Correio.


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Caruaru volta as aulas 2021

12/09


2021

Pelo menos 17 capitais têm protestos contra Bolsonaro

Pelos menos 17 capitais do país devem ter manifestações hoje contra o presidente Jair Bolsonaro. Os protestos são organizados pelo Movimento Brasil Livre (MBL) e pelo Vem pra Rua. 

Com a participação de partidos de direita, centro e até de esquerda, mas sem a adesão do PT, o objetivo é criar uma frente ampla e unir forças para pedir o impeachment do presidente. As manifestações também são uma resposta aos atos de 7 de setembro, que ocorreram em todas as capitais e contaram com a participação de Jair Bolsonaro.

Na ocasião, o presidente atacou ministros do Supremo Tribunal Federal, principalmente Alexandre de Moraes, e chegou a dizer que convocaria o Conselho da República. Apesar do recuo com a divulgação de uma carta à nação, redigida pelo ex-presidente Michel Temer, os organizadores dos protestos de hoje dizem que a mudança de postura não vai esfriar as manifestações.

Os atos deste domingo vão ocorrer em capitais como Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Recife, Salvador e Manaus.

*Com informações da BandNews FM


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Serra Talhada 2021

12/09


2021

Raquel Lyra prestigia cidades geridas pelo PSDB

A presidente do PSDB Pernambuco, Raquel Lyra, marcou presença, ontem, nas comemorações dos 93 anos de emancipação de São Joaquim do Monte e Vertentes, cidades do Agreste administradas pelos tucanos Duguinha Lins e Romero Leal, respectivamente.”Os desafios são muitos, mas a gestão dos nossos prefeitos faz a diferença nessas cidades com trabalho e ações que transformam a vida da população por meio da educação, saúde, assistência social e infraestrutura”, ressaltou Raquel.

Para celebrar a data, a Prefeitura de São Joaquim do Monte realizou a solenidade de hasteamento da bandeira, inaugurou o Centro Esportivo Carlos Henrique de Oliveira Lins, entregou ambulância e retroescavadeira novas para a melhoria dos serviços públicos e estreou a Copa Municipal de Futebol no Estádio Tenorão.

Em Vertentes, a gestão inaugurou o Hospital Municipal Evaristo Ferreira Filho, que possui 50 leitos de internação, um bloco cirúrgico com a capacidade de executar 300 procedimentos por mês e centro ambulatorial especializado multidisciplinar que pode atender até 2 mil pessoas por mês. A deputada Alessandra Vieira (PSDB)  e os ex-prefeitos Edson Vieira (Santa Cruz do Capibaribe) e Joãozinho Tenório (São Joaquim do Monte) também estiveram presentes.

MATA SUL – Catende, na Zona da Mata Sul, também festejou 93 anos com a revitalização da sede da prefeitura, entregue pela prefeita Dona Graça (PSDB) e desfile cívico com bandas marciais.


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Pousada da Paixão

12/09


2021

Clodoaldo comemora obras em estradas do Agreste

O Governo de Pernambuco autorizou a restauração e implantação de importantes rodovias do Estado e já lançou a licitação para a contratação da empresa que irá elaborar os projetos executivos nas vias do Agreste pernambucano. A PE-123, que liga os municípios de Cupira e Lagoa dos Gatos, no Agreste Meridional, é uma das estradas contempladas no anúncio de tomada de preços publicado no Diário Oficial. 

Essa obra foi pauta de reivindicações do deputado Clodoaldo Magalhães (PSB), que enviou requerimento ao governo estadual solicitando sua recuperação. “A estrada se encontra deteriorada, tomada por buracos ao longo de sua extensão e totalmente sem sinalização, o que acarreta acidentes, com risco de morte para quem precisa transitar pela rodovia. Agora, finalmente recebemos essa notícia e temos motivos pra comemorar”, afirmou o deputado. 

Outra rodovia que entrou no processo licitatório foi a PE-132 (Vila do Entroncamento / Lagoa dos Gatos), uma demanda antiga e fruto da reivindicação do parlamentar. “Essa via também se encontra em péssimo estado, cheia de buracos, provocando acidentes e causando infortúnios a quem precisa trafegar por ela. Há anos a gente luta para que o serviço possa ser feito”, atestou Clodoaldo. 

A PE-211, PE-158 e Correntes/Pau Amarelo também fazem parte do pacote de serviços anunciados, bem como a PE-220 (Arcoverde), PE-219 (povoado de Ipojuca), PE-250 (trecho Guanumbi – Buíque) e a PE-087, no trecho entre Gravatá e Barra de Guabiraba. O aviso de licitação foi publicado neste fim de semana e as obras devem começar em breve.


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SESC Agosto 2021

12/09


2021

Zé Trovão pede perdão por “palavras duras”

Poder360

O caminhoneiro bolsonarista Marcos Antônio Pereira Gomes, conhecido como Zé Trovão, disse neste sábado (11) que “jamais pensou em criar um desequilíbrio sobre o nosso país”. Foragido no México, Zé Trovão liderou o movimento de paralisações de caminhoneiros pelo Brasil depois dos atos de 7 de Setembro.

“Eu quero deixar um alerta, se em algum momento uma de minhas palavras foi muito dura, que trouxe uma impressão errada, eu peço perdão porque nós jamais, jamais pensamos em nenhum momento em criar um desequilíbrio sobre o nosso país. Tudo que nós queríamos era totalmente o contrário. É colocar um equilíbrio sobre os poderes, eu acredito que isso vai acontecer”, afirmou.

O caminhoneiro é acusado de incitar a invasão do STF (Supremo Tribunal Federal) e do Congresso. Nos últimos dias, Zé Trovão defendeu “trancar tudo” em incentivo à paralisação de caminhoneiros. Ele teve a prisão decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, mas está foragido no México. O ministro Edson Fachin, do STF, negou um pedido de habeas corpus em favor de Zé Trovão.

Nesta manhã em vídeo divulgado no aplicativo Telegram, o caminhoneiro reiterou sua defesa do governo de Jair Bolsonaro e afirmou que o presidente conduz o país de “uma maneira muito grandiosa”. Ele se juntou aos esforços de ministros e aliados de Bolsonaro que buscam acalmar parte da base bolsonarista insatisfeita com a nota de recuo divulgada pelo chefe do Executivo.

“Como é possível mudar o Brasil? Com essas pequenas atitudes que já estão sendo tomadas pelo presidente, conduzindo a nossa nação de uma maneira muito grandiosa. Então, para você que ainda se sente um pouco chateado ou para você que ainda não conseguiu entender, eu te peço de todo meu coração: siga, siga essas orientações que o chefe dessa nação está fazendo”, declarou.

Segundo Zé Trovão, “com toda certeza o Brasil terá uma grande diferença daqui para frente”. No vídeo, o caminhoneiro fala sobre o pedido de Bolsonaro encaminhado ao STF para obrigar o Congresso Nacional a votar a regulamentação da unificação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) sobre os combustíveis.

Ele afirma que envio do pedido foi feito por Bolsonaro na 6ª feira (10.set.2021),. Na verdade, foi na semana passa, em 3.set.2021. O caminhoneiro cita a ação como um exemplo de “atitudes” para mudar o país.

“O início de uma nova era se instaura no Brasil, ontem nosso presidente da República tomou a primeira atitude com relação aos novos parâmetros que o Brasil tem que tomar. Nosso presidente enviou um documento a Suprema Corte exigindo que os governos dos Estados coloquem uma base sobre o ICMS”, disse.

Alvo de mandados de busca e apreensão expedidos pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, Zé Trovão afirmou estar sofrendo “diversos ataques nas redes sociais de pessoas que se dizem de direita”. Disse não se importar com isso. “Eu não me preocupo com isso, o que me importa é o pensamento de cada brasileiro que sabe que eu estou aqui e continuarei lutando pelo nosso país de uma maneira democrática”, declarou.


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Bandeirantes Agosto 2021

12/09


2021

ONU cobra Bolsonaro por crimes da milícia e Ditadura

Por Jamil Chade, do UOL

O governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) vai ser colocado sob pressão nesta segunda-feira, quando o Comitê da ONU sobre Desaparecimentos Forçados iniciar a primeira avaliação feita sobre a situação no Brasil. O exame cobrará respostas do governo sobre a violência policial, sobre as milícias e a atitude do estado em relação aos desaparecidos durante a ditadura militar (1964-1985), dois aspectos que Bolsonaro abriu polêmicas por defender posturas que violam o direito internacional.

A reunião contará com representantes sociedade civil brasileira e com autoridades do Itamaraty e do Ministério dos Direitos Humanos, Família e Mulher. Do lado da ONU, porém, a cobrança será feita ainda sobre o desmonte dos mecanismos de monitoramento e prevenção da tortura e sobre o que o país tem feito para investigar os autores dos crimes cometidos durante a Ditadura Militar. O organismo ainda quer esclarecimentos ainda sobre as investigações que tenham sido realizadas no país sobre milícias.

Os temas são alguns dos mais delicados envolvendo o comportamento do Palácio do Planalto. Por fazer parte dos mecanismos da ONU, o Brasil será obrigado a dar respostas. Nos últimos meses, por conta da preparação à sabatina, o governo Bolsonaro submeteu um informe sobre o tema para a ONU. Mas o Comitê deixou claro que não ficou satisfeito com as explicações.

No informe, o governo de Jair Bolsonaro omitiu qualquer referência à existência de um regime militar no país entre 1964 e 1985. Tampouco houve uma avaliação ampla sobre o papel das milícias e a atuação do estado para contê-las.

A ONU contestou e, numa comunicação, fez perguntas claras sobre o que o estado está investigando milícias e grupos paramilitares. A entidade quer números de quantos casos existem e quantos foram condenados.

Outro ponto destacado pelo comitê se refere à independência dos processos de investigação. A entidade quer saber o que tem sido feito para evitar que pessoas não influenciem investigações, além de garantias de que forças de ordem implicadas em um caso não participem justamente do inquérito.

O Comitê ainda cita o caso de Amarildo Dias de Souza, além de conflitos de terras e ameaças contra indígenas. De acordo com o documento, o Comitê deixa claro que o Brasil não apresentou informações sobre quantas pessoas estariam desaparecidas no país e pede que o governo esclareça se existe a suspeita do envolvimento de algum ator do estado nesses casos.

O Comitê ainda recebeu documentações e informações do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, Comissão D. Paulo Evaristo Arns de Defesa dos Direitos Humanos - Comissão Arns e da Conectas Direitos Humanos alertando para declarações do presidente Bolsonaro em apoio às operações policiais e suas atitudes.

As entidades ainda entregaram para a ONU uma lista de casos de desaparecimentos ainda não esclarecidos, como o de Anderson Henrique da Silva Rodrigues, que desapareceu depois de ter sido parado pela polícia militar do Ceará em 2019, Carlos Eduardo dos Santos Nascimento, Alex Júlio Roque, Rita de Cássia Castro da Silva, Weverton Marinho e Lucas Eduardo Martins dos Santos.

Para Gabriel Sampaio, coordenador do Programa de Enfrentamento à Violência Institucional da Conectas, a mensagem que as entidades querem passar durante a sabatina é de que o governo tem sido "negligente com a violência institucional em curso" no país e que, nos últimos anos, houve um desmonte deliberado das estruturas de controle.

Omissão sobre Ditadura

Ciente da postura de Bolsonaro de elogiar os generais da Ditadura Militar e sua apologia a autores de crimes, o Comitê da ONU ainda cobrou o governo de forma ampla sobre o que o estado tem feito sobre tal período da história do país e sobre o combate à tortura. O organismo, por exemplo, quer explicações oficiais por parte do governo sobre quais seriam os limites da Lei de Anistia e se a lei nacional criminaliza o desaparecimento forçado como um crime contra humanidade.

A ONU ainda quer esclarecimentos sobre "os esforços que tem sido feitos" para investigar desaparecimentos entre 1964 e 1985, se os responsáveis por esses atos foram levados à Justiça e se as vítimas foram alvo de reparação. Bolsonaro nega a existência de um golpe de estado em 1964 e insiste em receber torturadores. Um dos principais documentos submetidos para a entidade veio do Instituto Vladimir Herzog, que alertou a ONU sobre o caráter "extremamente grave e problemática" de apresentar a questão da tipificação do crime de desaparecimento limitada à Lei de Anistia.

"É uma interpretação extremamente equivocada que está em absoluto desacordo com os regulamentos e tratados internacionais, dos quais o Brasil é signatário, que postulam que as leis de anistia não podem e não devem ser aplicadas em casos de crimes como tortura e desaparecimento forçado", alertou a entidade, em suas informações prestadas às Nações Unidas.

A matéria completa está disponível no UOL.


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12/09


2021

De bigu com a modernidade

Os impressionantes preços dos carros

A Volkswagen lançou o novo SUV médio da marca, o Taos, há apenas três meses. Ele veio para se tornar o “irmão do meio”, posicionado entre o T-Cross e o Tiguan. Pois bem: a empresa acaba de anunciar reajustes de quase R$ 5 mil nas versões Comfortline e Highline. Em algumas lojas, a de entrada pulou de R$ 155 mil para R$ 160 mil; a topo de linha foi R$ 181,8 mil para R$ 187 mil. O problema seria simples se esses reajustes afetassem apenas os produtos da VW. Bastaria deixar de comprá-los. Mas não é. 

A soma da pressão inflacionária nos custos de produção com a falta de oferta (exatamente em razão do sumiço de insumos, como semicondutores) dá nisso. O aço, matéria-prima básica de qualquer carro, subiu neste ano 30%. Junte também desvalorização cambial e combustível caro. Sem falar, claro, no lucro dos acionistas: um Fiat Doblò, versão Essence, com motor 1.8 e câmbio manual (e alguns pacotes de acessórios) pode sair por impressionantes R$ 132 mil. Quem quiser um Fiat Fiorino básico para trabalhar, e somente tendo como opcional a direção hidráulica, tem que desembolsar até R$ 90 mil. Quem aguenta?

Esse comportamento faz sobrar até para quem quer apenas (ou só pode) um carro usado: no primeiro semestre, eles encareceram 13%. Os preços dos modelos 0km, devido a recessos extemporâneos de montadoras como a Chevrolet, subiram acima dos 4% neste mesmo período, segundo dados da Kelley Blue Book Brasil, empresa especializada na pesquisa de preços de veículos. 

Dados da Fipe  mostram que, entre fevereiro de 2020 (mês anterior ao início da pandemia de Covid-19) e julho de 2021, os preços de carros 0km subiram 19,9%. Esse resultado semestral da variação dos 0km torna clara a pressão maior dos preços de modelos ainda fabricados pelas montadoras. Exemplo: os modelos 2022 passam dos 7,5% de acréscimo. Os 2021, que foram sendo substituídos ao longo do semestre, e mais desatualizados, como os 2020 e 2019, tiveram seus preços estabilizados nos primeiros seis meses do ano. 

Agosto sem gosto - Os seminovos e usados subiram mais do que os 0km, segundo a KBB Brasil. Os modelos até 2018 subiram 0,92% em relação a julho; os produzidos até 2011 ficaram 1,46% mais caros. As marcas que tiveram maiores reajustes foram Jeep (1,24%), Fiat (1,23%), Volkswagen (0,9%) e Renault (0,78%). Chevrolet, Citroën, Mercedes-Benz, Volvo e outros não elevaram seus preços. A picape Renault Oroch foi a que teve maior acréscimo, custando 2,03% a mais do que em julho. 

Carros usados - A Fenauto, que representa o setor de lojistas de veículos multimarcas por todo o Brasil, publicou relatório com os resultados das vendas de veículos seminovos e usados durante agosto. Em relação ao mesmo mês do ano passado, foi registrado um aumento de 13,8%. No comparativo acumulado do ano, a evolução também é positiva em 47,2% (ante ao mesmo período do ano passado). Em Pernambuco, o crescimento em todo 2021 foi de 53% (283.501 unidades vendidas contra as 185.504 de 2020).  Em percentual, o melhor desempenho foi do Piauí, com crescimento de 119% no mesmo período.  Alagoas registrou alta de 88%. No Ceará, o comércio cresceu 79,3%. Segundo o presidente da Federação, Ilídio dos Santos, a expectativa é que, até o final de 2021 o setor consiga manter um ritmo positivo - até em função da alta procura pelos seminovos e usados provocada pela dificuldade na compra de veículos 0km.

Caoa Chery - A marca sino-brasileira emplacou 4.717 unidades em agosto. Com isso, conquista, pela primeira vez, a oitava posição no ranking das montadoras nacionais de veículos de passeio, de acordo com a Fenabrave. Com crescimento de 25% em relação a julho e de 189% sobre agosto de 2020, a montadora teve participação de 3,94% no período, considerando apenas automóveis de passeio. A marca segue na contramão da indústria que, novamente, registrou retração nas vendas. Em agosto, o mercado brasileiro vendeu pouco mais de 158 mil unidades, o que representa uma queda de 2,1% em relação ao mês anterior e 8,7% menor que agosto de 2020.

Financiamento de veículos - O comércio de veículos em agosto de 2021 somou 527 mil unidades, entre novos e usados, incluindo automóveis, motos e pesados (caminhões e ônibus). Isso representa um aumento de 4,6% se comparado a agosto de 2020, segundo dados da B3, que opera o Sistema Nacional de Gravames (SNG), a maior base privada do país. Mas os financiamentos de veículos usados registraram aumento de 9,7%, enquanto os de novos tiveram queda de 6,4%, se comparado ao mesmo mês do ano passado. No segmento de automóveis leves, a redução nas vendas a crédito de veículos novos foi ainda maior, queda de 19,7% em relação a agosto de 2020. Já o segmento de veículos pesados registrou 31,6% de aumento nos financiamentos, em comparação a agosto do ano passado, com relevante crescimento para os veículos novos - numa elevação de 55,1% no período. No acumulado do ano de 2021, até agosto, as vendas dos veículos financiados somaram 4 milhões unidades, entre novos e usados, o que representa crescimento de 20,4% em relação ao ano de 2020.

Salão de Munique - Acaba hoje o mais festejado salão do automóvel do mundo, o IAA, realizado em Munique, na Alemanha. Agora chamado de IAA Mobility, ele é o primeiro salão automotivo no velho continente desde 2019: a partir daí, a Covid parou tudo e este se tornou uma espécie de marcação econômica e social. A vida pós-pandemia, com retorno à convivência presencial e interativa; os negócios em si; e o foco em mobilidade (e não em carros apenas) deram o tom. Obviamente, os carros (e até bicletas) elétricos se destacaram. O elétrico BMW i4 foi o modelo mais tietado no estande da marca alemã. O sedã totalmente é baseado no Série 4 Gran Coupé e chega ao mercado europeu ainda este ano. A versão eDrive40 tem potência de 340cv e tração traseira e acelera de 0 a 100 km/h em 5,7 segundos. A velocidade máxima é de 190 km/h e a autonomia pode chegar a 590km. 

E por falar em BMW, ela também mostrou o conceito BMW i Vision Amby, bike de pedal assistido para uso urbano e até estrada com três opções de velocidade: 25 km/h para a ciclovia; 45 km/h para ruas; e 60 km/h para vias expressas. O Renault Mégane sumiu, sem deixar muitas saudades, das ruas brasileiras, mas na Europa ele resiste. E vai virar elétrico: o E-Tech Electric tem duas opções de motor (um de 96 kW e 130cv, com torque 25,5kgfm, e outro de 160 kW, 218cv e 30,6kgfm. A Mercedes-Benz levou o EQE, um sedã elétrico com dois motores e potência de 292cv e 53,0kgfm de torque. A autonomia é de 660 km. A Porche mostrou o conceito Mission R - Feito levando-se em conta a sustentabilidade ambiental, terá - caso entre em produção massiva - dois motores elétricos com até 800 kW e 1.088cv de potência.

C4 Cactus X-Series - A Citroën vai trazer para o Brasil 600 unidades do C4 Cactus X-Series, ao custo de R$ 107 mil. Ele ganha detalhes externos e internos (nova cor e monograma, por exemplo) e personalizados nos bancos e volante (couro). A versão tem freios ABS , controle de estabilidade de comando (ESP) e de tração (ASR), assistente de partida em rampa (Hill Assist) e piloto automático com regulador e limitador de velocidade. Do ponto de vista tecnológico, um cluster 100% digital e central multimídia de 7” com sistema de espelhamento Google Android Auto e Apple CarPlay. O motor é um flex 1.6 com 118cv e câmbio automático sequencial de 6 marchas.

Vem aí o Cruze RS - Já noticiamos por aqui que a Chevrolet está preparando uma ofensiva de produtos no mercado brasileiro, com quatro novidades: o Novo Bolt, Novo Equinox, a inédita versão Z71 da S10 e o Cruze RS. Será a primeira vez que o Cruze ganha uma configuração com visual realmente esportivo na região. A RS é uma das versões mais cultuadas da Chevrolet no mundo, pelo fato de agregar acabamentos exclusivos e design mais arrojado. Já a versão Z71 da picape S10 no Brasil chega em outubro, com visual mais aventureiro. O modelo tem mais 25 anos de tradição e é a única picape da categoria com mais de 1 milhão de unidades produzidas no país.

Investimento pouco, estradas ruins - Os investimentos públicos para manutenção, adequação e construção de rodovias na última década despencaram nos últimos anos. Em 2010, por exemplo, foram gastos R$ 17,7 bilhões para essas obras. No ano passado, só foram aplicados R$ 6,7 bilhões - ou apenas 20% daquele valor. No Senado, o tema foi debatido numa reunião da Comissão de Agricultura. O presidente do colegiado, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), disse à Agência Senado que a diminuição de investimentos se reflete na situação precária das vias federais, que põe em risco os usuários e aumenta as dificuldades para o transporte de cargas. “Isso compromete o desempenho e a competitividade da indústria e da agricultura e eleva o custo dos alimentos”, ressalta ele.

O senador Esperidião Amin (PP-SC) demonstrou pessimismo quanto à possibilidade de aumento dos investimentos públicos no setor. Para ele, não é certeza de sucesso o modelo de parcerias público-privadas (PPPs), que “sempre exige subsídios e garantias e também requer dinheiro público”. E quanto às privatizações? Gurgacz diz que a concessão das rodovias federais, transferindo o custo de manutenção para os usuários, também não têm dado conta de realizar os investimentos previstos e, portanto, não podem ser consideradas bem-sucedidas. Segundo o senador, dos oito trechos cedidos na última etapa do programa federal até 2018, um foi cassado e os demais enfrentam processos de ajustes que podem resultar em sua caducidade ou devolução. Dos 12 leilões de rodovias previstos inicialmente para 2021, apenas 6 devem ser leiloados este ano.

*Renato Ferraz, ex-Correio Braziliense, tem especialidade em jornalismo automobilístico.


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