Ipojuca 2021

10/04


2021

Solidariedade apresenta nova sede em Olinda

O Partido Solidariedade apresentou, ontem, sua nova sede em Olinda. A cerimônia seguiu os protocolos estabelecidos pelo Governo de Pernambuco e foi realizada com restrição ao acesso de pessoas, contando apenas com a presença de líderes correligionários.

Participaram do ato: o prefeito de Olinda, Professor Lupércio, o vice-prefeito, Márcio Botelho, o deputado federal Augusto Coutinho, além da presidente estadual da sigla, Taciana Coutinho, e o presidente do Grande Recife Consórcio de Transporte, Erivaldo Coutinho. Vereadores, secretários e membros da Executiva Municipal também conferiram o novo local. 

O espaço fica situado na Avenida Governador Carlos de Lima Cavalcante, 141, em Bairro Novo. Além de sediar encontros com correligionários, a nova sede servirá para o oferecimento de cursos nas áreas de formação política, oratória, relações interpessoais e planejamento estratégico. 


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Petrolina abril 2021

10/04


2021

SDS dispensa coronel que trocou empurrões com deputado

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE) removeu, ontem, o coronel Tavares de Oliveira Silva do comando do 6º Batalhão da Polícia Militar (6º BPM), em Jaboatão dos Guararapes. Com efeito retroativo a 2 de abril, a medida foi tomada um dia depois que Tavares e o deputado estadual Joel da Harpa (PP) trocaram empurrões no local, onde ocorria vacinação contra a Covid-19 de policiais.


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ALEPE

10/04


2021

Priscila: Materiais médicos na PCR contemplam até 45 anos

A deputada estadual Priscila Krause (DEM) fez um levantamento e chegou à conclusão de que o estoque de materiais médicos registrado na Prefeitura do Recife seria suficiente para atender a uma demanda de até 45 anos. Entre o que está de posse da administração municipal, constam itens como propofol (471 mil), tubo endotraqueal (124 mil), torneira de três vias (1,4 milhão) e luvas cirúrgicas (2,7 milhões).

A projeção feita pela parlamentar da oposição varia de 6,5 a 45 anos, de acordo com o material em estoque. Priscila protestou sobre a situação. 

"É impressionante a quantidade de insumos médicos registrada como 'disponível em estoque' no inventário entregue pela gestão Geraldo Julio para o governo João Campos, datado de dez/2020. Considerando a média de que consta no próprio Relatório da PCR, são estoques suficientes para dezenas e dezenas de anos. E olha que a média considera o período da pandemia", comentou.

Ainda segundo a deputada, "todos esses itens estão sendo novamente licitados pela gestão de continuidade do PSB". "De posse dessas informações e também em alerta com a possibilidade de parte desses estoques (no caso de existirem mesmo) estar perto de perder a validade - os lotes de Propofol estão registrados com a validade 30/04/2021 -, tentei visitar o Almoxarifado da Secretaria de Saúde, terça-feira passada, mas não tive autorização. Notificados todos os órgãos de controle federais e estaduais, confio que o procedimento de investigação será realizado e a sociedade terá as respostas necessárias", prosseguiu Priscila Krause.


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Bandeirantes 2021

10/04


2021

Petrolina anuncia pavimentação de 220 km de vias

Nesta semana, a Prefeitura de Petrolina chegou a um total de 222 quilômetros de vias pavimentadas após quatro anos e três meses da administração Miguel Coelho (MDB). Em 2017, a cidade possuía cerca de 45% das vias sem nenhum tipo de pavimentação. Em 2021, já são contabilizadas 830 ruas com melhorias no município.

São 62 bairros na área urbana; 12 comunidades no interior, entre a zona ribeirinha e área de sequeiro; e 22 núcleos da área irrigada. “A pavimentação tem sido um dos destaques da gestão do prefeito Miguel Coelho. Quando a gente pensa no quanto temos entregue à população, nos surpreendemos com a força e dedicação de quem faz essa gestão. Imagine que, se fosse possível colocar em linha reta tudo que já fizemos, conseguiríamos visitar cidades de outros estados”, destaca o secretário de Infraestrutura e Mobilidade, Fred Machado.  

De acordo com a Prefeitura, foram 106 km de ruas e avenidas melhoradas com pavimentação ou recuperadas e 116 km de vias que saíram da poeira nas áreas urbanas, ribeirinhas, de sequeiro e irrigada. Em paralelo às execuções de obras, a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade (Seinfra) está licitando a duplicação de diversas avenidas como a Mário Rodrigues, Cardoso de Sá e João Campos, no Caminho do Sol.


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10/04


2021

Zé chorão

Em baixa, o deputado estadual Zé Queiroz (PDT) anda muito emotivo nos últimos tempos, contrastando com seu histórico de durão. Um exemplo disso é que, na última quinta-feira (8), durante sessão virtual na Alepe, o ex-prefeito de Caruaru foi às lágrimas ao comentar a grave crise sanitária que assola o Brasil devido à Covid-19. Ao mesmo tempo, ele não dosou na crítica a Bolsonaro ao chamar o presidente de "monstro" e "genocida", caindo no choro.


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Comentários

Arlindo Vilar Rodriguee

Cuidado, Ze Chorão, a fila tá andando pra gente como voce que, em vez de cobrar do seu governador pnde anda o dinheiro enviado pelo governo e nunca prestou contas, fica ai chamando o presidente de genocídio. Pra mim isso é lágrima de crocodilo.

Wellington Antunes

Ora, Magno, não ironize, não faça juízo de valor que é porque no seu entendimento o Deputado está em baixa, acho que por bem menos vc já chorou. A situação em que o país vive, com muita fome e uma pandemia fora de controle, pode levar qualquer um às lágrimas. O Brasil está sem saída, temos um psicopata, um louco na presidência


Serra Talhada 2021

10/04


2021

Vitória reforça frota da Guarda Municipal

A Prefeitura da Vitória de Santo Antão realizou a entrega, na noite de ontem, de duas viaturas para reforçar a frota da Guarda Municipal. Os veículos serão utilizados pelos agentes da ROMU (Ronda Ostensiva Municipal), que é um núcleo apto para atuar em ocorrências que requerem o empenho da força e na manutenção da garantia da lei e da ordem. 

A entrega das viaturas foi realizada em frente ao Palácio José Joaquim da Silva, por meio da Secretaria de Defesa Social e Segurança Cidadã e com a presença do prefeito Paulo Roberto. Trata-se de uma demanda requerida há muito tempo pela Guarda Municipal, que vem sendo ouvida pela atual gestão, e deve contribuir na motivação e na condição adequada de trabalho dos profissionais que atuam no referido núcleo.  A recuperação das motocicletas e demais viaturas também serão finalizadas nos próximos dias. 

“A nossa guarda está sendo valorizada nessa gestão, pois buscamos dialogar com os seus representantes e nos reunir com a tropa para ouvir os anseios coletivo desses trabalhadores da segurança pública. Estamos entregando esses veículos que devem ajudar em operações e fiscalizações, tendo em vista que a guarda é uma força auxiliar que só contribuirá com uma cidade tranquila e longe da criminalidade”, destacou o prefeito.


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10/04


2021

Oposição repudia ataque de Bolsonaro a Barroso

NOTA DOS LÍDERES DA OPOSIÇÃO SOBRE OS ATAQUES DE BOLSONARO AO STF

Nós, líderes de partidos políticos e blocos parlamentares comprometidos com a defesa da Constituição de nossa República, vimos a público para declarar:

1. No Estado Democrático de Direito em que se constitui nossa República (art. 1º CF), ataques e ameaças à independência do Poder Judiciário são inadmissíveis. Tal conduta é, a tal ponto grave, que foi tipificada como crime de responsabilidade pela lei 1.079/1950, em seu artigo 6º, VI: “usar de violência ou ameaça, para constranger juiz, ou jurado, a proferir ou deixar de proferir despacho, sentença ou voto, ou a fazer ou deixar de fazer ato do seu ofício”.

2. Eventuais inconformismos com decisões judiciais podem ser manifestados através de críticas, jamais de ameaças ou ações que tenham por objetivo constranger ou intimidar um juiz.

3. A decisão do Ministro Barroso, do Supremo Tribunal Federal, consistiu na aplicação de uma jurisprudência muito consolidada naquela Corte, como vários precedentes podem atestar. Não houve qualquer inovação ou casuísmo.

4. Em um momento gravíssimo como esse que nosso país atravessa, com milhares de brasileiros morrendo diariamente vítimas de Covid, é inacreditável que o governo federal se dedique a atacar outro Poder, em vez de investir todo o seu tempo e energia na busca de vacinas, leitos, medicamentos e oxigênio para nosso povo.

5. Quando tomamos posse de nossos mandatos parlamentares, juramos defender a Constituição. Isso significa, entre outras tarefas, garantir a independência dos Poderes constituídos. Permaneceremos vigilantes e unidos, de modo a cumprir plenamente o juramento que fizemos.

Assinam:

Dep Alessandro Molon (PSB/RJ) – Líder da Oposição na Câmara
Dep. Marcelo Freixo (PSOL/RJ) – Líder da Minoria na Câmara
Dep. Arlindo Chinaglia (PT/SP) – Líder da Minoria no Congresso
Sen. Randolfe Rodrigues (Rede/AP) – Líder da Oposição no Senado
Sen. Jean Paul Prates (PT/RN) – Líder da Minoria no Senado
Dep. Elvino Bohn Gass (PT/RS) – Líder do PT
Dep. Isnaldo Bulhões (MDB/AL) – Líder do MDB
Dep. Danilo Cabral (PSB/PE) – Líder do PSB
Dep. Wolney Queiroz (PDT/PE) – Líder do PDT
Dep. Talíria Petrone (PSOL/RJ) – Líder do PSOL
Dep. Renildo Calheiros (PCdoB) – Líder do PCdoB
Dep. Alex Manente (CID/SP) – Líder do Cidadania
Dep. Joenia Wapichana (Rede/RR) – Líder da Rede


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Comentários

Fernandes

Razões para apoiar a CPI do Covid Milhões de reais gastos em cloroquina — Recusa em comprar vacinas — Colapso nos hospitais — Propaganda de remédios sem eficácia — Baixa testagem — 345 000 mortes.

Fernandes

Bolsonaro sabe que, na CPI da Covid-19, todas as suas inações e omissões serão analisadas e podem resultar em uma punição.

Rafael C.Soares Quintas

Eu não sabia que o Partido Comunista do Brasil, PC do B, prega democracia, pelo que sei, comunista não defende democracia kk?kkk

Rafael C.Soares Quintas

Esses deputados esquerdopatas não se manifestaram quando o STF rasgou a constituição no impeachment de Dilma Rousseff, não retirando seus direitos políticos por oito anos, ainda bem que ela se candidatou ao Senado em MG e perdeu.

Arlindo Vilar Rodriguee

Acrescento que, chamar esses caras de oposição é estragar o sentido da palavra. Essas lideranças, na verdade, formam um valhacouto de bandidos , querendo de derrubar o Presidente e esconder o roubo que andaram praticando com o dinheiro enviado para combater a Covid. Ja que Deputados por Pernambuco assinaram a nota de protestos, comecem a CPI apurando os desmandos do seu próprio estado, pedindo a PF que apresentem os 21 inquéritos em andamento na Superintendência local.


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

10/04


2021

Quem diria, Gravatá não produz mais morango!

Quando passo em Gravatá, em época de safra, compro seus morangos, encontrados em barraquinhas às margens da BR-232. Dei a paradinha costumeira, há pouco, peguei essas quatro caixas feliz da vida, achando que iria matar a saudade da fruta saída das fazendas de Gravatá e eis a confissão do vendedor que me entristeceu.

"Estamos trazendo de São Paulo. Gravatá não produz mais morango." Que pena! Além de grandes, as espécies nativas da Suíça pernambucana eram saborosas, com preços competitivos. Essas quatro caixinhas que estou levando para meus filhos custaram R$ 28.

O PSB pôs fim até à produção de morango em Pernambuco.


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10/04


2021

O insubordinado e o elevado custo da insubordinação

Por Arnaldo Santos*

Insubordinado, segundo o conhecimento geral, é aquele que possui ou demonstra um comportamento desobediente, não acatando regras, normas ou preceitos, expressos para toda a sociedade, agindo com insubordinação e grosseria. Move uma pessoa com esse mau predicado um sentimento autoritário e de intimidação sobre aqueles que, para ele, representam ameaça a sua vontade, bem como um incontido desejo de não respeitar quaisquer regramentos civilizatórios, mesmo que tal comportamento custe a vida de mais de quatro mil pessoas por dia, 350 mil até aqui, o que equivale a um terço dos mortos em todo mundo.

É verdadeira, pois, a semelhança com o que ocorre nessa vastidão de terras férteis, ricas em minerais de alto valor industrial e comercial, de clima temperado e densas florestas tropicais, diversificados biomas e sua múltipla biodiversidade, banhadas por extensos rios caudalosos que abastecem e formam a maior reserva subterrânea de água doce do Planeta, onde impera no momento a insubordinação.

A jovem população que povoa essa extensa faixa territorial sonha, em um futuro próximo, libertar-se do obscurantismo a que está sendo submetida, e conquistar a terra prometida que, por um estelionato eleitoral, fora inventada por um Messias miseravelmente ao reverso, e sua “nova política”.

Situadas na América do Sul, nessas terras – a maioria das quais abaixo da linha equatorial – um povo agoniza vitimado pela pandemia, tateando, desorientado, na escuridão da mentira. Ele está submetido a uma prática de negação de todas as modalidades do conhecimento científico que, embora milenarmente validado pelos inúmeros avanços obtidos nas diversas áreas da saúde e da tecnologia, por exemplo, e aceito em todo o mundo civilizado, por essas bandas não vale um derréis de mel coado. Isto porque seu desgovernante, por insubordinação, se recusa ao cumprimento de qualquer norma, preferindo a prática do charlatanismo, prescrevendo um tal tratamento precoce, em detrimento da ciência.

Esses fatos não encontram precedentes na história recente do País, visto que, até pouco tempo, essa população era uma sociedade Pátria, e hoje é pária diante do mundo civilizado (esse foi o legado deixado pelo embaixador Ernesto Araújo), ante a indisciplina daquele que, por escassos recursos mentais e múltipla ignorância, descumpre todos os protocolos sanitários preconizados pela comunidade científica mundial, assim como a totalidade das regras de convivência e civilidade exigidas a todos os cidadãos, especialmente de quem recebeu a sublime responsabilidade de governá-la.

Ante tão inusitada e vergonhosa realidade, é imperioso perguntar: - qual a gênese, e por que essa insubordinação do ex-capitão?

Para tentar responder a essa pergunta, primeiro, é preciso dizer que, embora, para o senso comum, o insubordinado seja aquele que apenas se rebela contra os seus superiores, é também subversão, desmando, e, nesse caso, os superiores são os cidadãos detentores do poder originário (o que denota falta gravíssima com fulcro na Constituição) de quem recebeu democraticamente o legítimo direito de agir em seu nome e em seu favor, e não o contrário, como vem ocorrendo, inclusive deixando parte significativa agonizar até a morte.

Para melhor entender a gênese dessa desobediência compulsiva do mencionado saltimbanco, vale uma passagem rápida pela hierarquia militar, tendo como referência o exército, de onde aliás foi expurgado por semelhante comportamento que adota na realidade em curso, de não respeitar qualquer norma, nem mesmo a Constituição, por se julgar superior a tudo; aqui, é preciso enfatizar o fato de que nem esta respeitável corporação escapou as suas injunções políticas, com o objetivo de ter um exército para chamar de seu.

Nessa perspectiva, será necessário recorrer a alguns estudos realizados nessa área, dentre os quais tem ressalto a “teoria das baionetas cegas”, versus “teoria das baionetas inteligentes”, amplamente conhecidas dos estudiosos do tema, onde é discutido se ordem ilegal militar deve ou não ser obedecida.

No episódio das demissões do Ministro da Defesa e dos três dirigentes militares maiores (Exército, Marinha e Aeronáutica), por não aceitarem a ilegal politização das Forças Armadas, verificou-se, a um só tempo, mais um exemplo de insubordinação e tentativa de subversão, por parte do comandante-em-chefe, que, se prevalecendo da “autoridade”, tentou desrespeitar e desconhecer as três forças como instituições de Estado, pretendendo utilizá-las de maneira a satisfazer suas pretensões autoritárias, como já o fizera com a Polícia Federal e o COAF, para tentar esconder os crimes de “rachadinhas” praticados pelos filhos, segundo noticiário da imprensa e denúncia do Ministério Público.

Outra referência muito elucidativa que ajuda a se entender a raiz desse estado de permanente subversão da ordem pela insubordinação, por parte daquele que jurou cumprir e fazer cumprir as leis e a Constituição, é encontrada no trabalho da pesquisadora Fernanda de Santos Nascimento, doutoranda em História pela PUC-RS, intitulado Indisciplina e Insubordinação no Exército Brasileiro, na década de 1920: O Caso da Coluna da Província, na revista Defesa Nacional.

No mencionado ensaio, a pesquisadora disserta com riqueza histórica sobre um movimento para a criação do referido periódico, inspirado numa publicação da Militaer Wochenblatt, alemã, cujos textos escancaravam o atrevimento de alguns jovens militares brasileiros, em sua maioria, escritos por tenentes, capitães e alguns majores, causando muita agitação e rebeldia dentro do exército nos anos de 1920.

Vale registrar o fato de que alguns dos artigos, dependendo do seu conteúdo, não traziam assinatura dos seus autores, pelo que se infere corresponderem às tão famosas fake-news da atualidade, bem ao gosto do clã bolsonarista e seus seguidores. Será coincidência? Sem nenhuma comparação, visto que o indisciplinado e manipulador em referência não sabe falar, muito menos escrever. Os fatos expressos pela Historiadora permitem que se identifique, pelo menos em parte, a origem desse errático comportamento.

Esse movimento de indisciplina nas fileiras dos exército, externado pela mencionada publicação, de algum modo, ajuda a se entender em qual forja teve origem o comportamento desobediente e indisciplinado observado nesses tempos obscuros, exercitado no limite por quem devia dar o exemplo de respeito e submissão à Carta Magna, às leis e ao povo que o elegeu.

Com a palavra o Congresso Nacional, que detém poderes constitucionais para pôr fim a esse estado permanente de insubordinação e subversão da ordem democrática, desprezo pela vida e pelo meio ambiente, negação da ciência e do direito à informação correta e segura, assim como em relação à indiferença a valores civilizatórios e de convivência harmoniosa do Estado Brasileiro.

A situação, lamentavelmente, é revelada semelhante ao que exprimiu o jornalista e intelectual pernambucano Nelson (Falcão) Rodrigues, “[…] Criou-se uma situação realmente trágica: ou o sujeito se submete ao idiota ou o idiota ‘nos’ extermina”. 

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas. Comentários e críticas para: [email protected]


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10/04


2021

Humberto admite que perderia eleição em 2000

Vindo de uma eleição majoritária em 1998, na qual perdeu a disputa para o Senado, Humberto Costa, a principal liderança do PT no Estado, aparecia como alternativa natural à Prefeitura do Recife na eleição seguinte, em 2000. Nesta entrevista inédita para o livro "A derrota não anunciada", de minha autoria, que vem sendo reproduzido nos últimos dias, na exata sequência dos capítulos originais, Humberto confessa que se tivesse disputado no lugar de João Paulo, prefeito eleito, teria perdido e levado o PT à derrocada.

Confessa que sofreu pressão de Lula e da cúpula nacional do PT para ser o candidato e admite que tinha mais capacidade de unir a oposição do que João. Isso, porém, não era vantagem, segundo ele, porque não levaria a disputa no Recife para o segundo turno. "Aí, a gente perderia", diz Humberto, que, candidato a vereador, saiu das urnas como o mais votado para a Câmara do Recife. Confira sua entrevista!

"Eu não seria eleito”

Capítulo 14 

Embora derrotado para o Senado, na campanha anterior, de 1998, Humberto Costa era o nome preferido da cúpula nacional do PT para disputar a Prefeitura do Recife, em 2000. Tinha mais envergadura, era considerado mais preparado e assimilável pela classe média, além de poder agregar em torno de si todos os partidos de esquerda.

Mas, foi justamente isso – a capacidade de unir o bloco oposicionista – que atrapalhou Humberto. A união das esquerdas levava a eleição para uma decisão em primeiro turno, estratégia considerada suicida por João Paulo, que trabalhou para que cada partido tivesse candidato próprio.

Em nenhum momento, João Paulo se interessou pelo apoio do PSB. Achava que Arraes, vindo de uma derrota em 98, marcada pelo episódio dos precatórios, tirava mais votos do que acrescentava. Era um fardo. Inteligentemente, nunca fez esse discurso de público, mas, nos bastidores, junto aos candidatos a vereador do PSB, estimulava o discurso contrário à aliança.

De Brasília, Lula e o presidente do PT, José Dirceu, incentivavam a candidatura de Humberto Costa, que confessa, neste depoimento, que nunca teve tesão para entrar na disputa, porque temia uma nova derrota. “Eu tinha enorme capacidade de unir as esquerdas, mas isso não seria a estratégia mais adequada para aquela eleição, onde só teríamos alguma chance se houvesse um segundo turno”, diz.

Humberto foi o último personagem importante daquela eleição a gravar seu depoimento. Atritado comigo, em consequência de conflitos gerados por notas que contrariavam seus interesses na minha coluna, na Folha, o ministro só resolveu me receber no dia 13 de março, um sábado pela manhã, no seu escritório político, no Recife.

O senhor esperava ser o mais votado vereador do Recife?

Não. Achava que poderia ter uma votação expressiva por algumas razões. Entre elas porque consegui, como parlamentar, vindo de duas eleições – uma de deputado estadual e outra de federal – construir uma boa imagem no Estado. Também vinha de uma eleição majoritária – a disputa pelo Senado – em que, embora tenha perdido, só no Recife tive mais de 230 mil votos. A eleição de vereador é mais difícil, porque é muito pulverizada.

Houve alguém na história do Recife com tamanha votação?

Em termos absolutos, sim. Em termos relativos, não. Alcides Teixeira, não lembro em que eleição, teve 9% dos votos válidos, enquanto eu tive 4%. A conjuntura nacional e a própria animação da campanha de João Paulo ajudaram bastante.

Os vereadores tinham mais estrutura de campanha do que o próprio candidato majoritário, segundo ele próprio declarou no seu depoimento. Dos vereadores, a maior estrutura foi a sua?

Não sei se eu tinha uma estrutura maior do que a de João Paulo, mas sei que a estrutura da majoritária era muito precária. Ela teve que se socorrer, de fato, naquilo que os vereadores montaram, como os eventos, onde o candidato a vereador bancava a bandinha. João Paulo tinha deficiência de propaganda, de carros de som. Boa parte dos eventos era mesmo bancada pelos vereadores.

Esse dinheiro era enviado pelo PT nacional?

Não. Cada um arrumava a sua parte, mas não era nada expressivo também. Eu não consegui contribuição do PT nacional, mas de empresários locais, de amigos locais.

A campanha do senhor foi desatrelada da de João Paulo?

Não, pelo contrário. Uma das razões, inclusive, de ter sido bem votado foi ter colado com João Paulo, andado muito com ele.

Eu pergunto isso porque os candidatos proporcionais não acreditavam na viabilidade eleitoral de João Paulo e cada qual estava cuidando de si.

Eu não diria assim. Acho que a campanha teve um grau de unidade bem maior do que as outras. Havia um sentimento de que era, realmente, muito difícil chegar ao segundo turno, mas não uma coisa impossível. Não era assim cada um por si, no salve-se quem puder, até porque João Paulo foi dando muito volume à sua campanha e os candidatos proporcionais tinham interesse de estarem juntos do candidato majoritário.

É verdade que o senhor impôs algumas dificuldades para viabilizar a candidatura de João Paulo?

Na verdade, havia uma expectativa de que teríamos uma disputa e isso foi cogitado no início, mas, no final de 1999, tivemos uma conversa e eu deixei patente para ele que não seria candidato nem impedimento para ele viabilizar. Na época, lembro, a opinião da cúpula nacional, inclusive de Lula, era diferente, de que o candidato deveria ser eu. Mas, o partido, para ganhar aquela eleição, teria que ter unidade política. Isso valia mais do que o candidato propriamente dito e uma boa parte do partido tinha resistência ao meu nome.

Vamos dar “nome aos bois”. Quem não queria o senhor candidato?

Alguns grupos, como o de Sérgio Leite e Oscar, e o grupo de Articulação da Esquerda. Não era que eu não teria o apoio desses grupos, mas isso iria representar um processo que demandaria um tempo. E João Paulo era um nome que unia mais o partido naquele momento.

Mas, João Paulo vinha de uma derrota, também, em 96?

Sim, mas de uma derrota onde ele se saiu muito bem.

Bem como, se ele foi derrotado?

Mas, se você lembra a diferença do segundo para ele, no caso João Braga, foi muito pequena. Veja que João Paulo enfrentou muitas dificuldades para entrar na disputa. Eu venci as prévias, tive que me retirar da disputa, porque não consegui implantar a política de alianças que achava necessária, e ele entrou numa situação muito adversa. Ele ter chegado em terceiro lugar, com a votação expressiva que teve, foi um feito histórico.

Então, nunca houve disputa entre o senhor e João Paulo?

Nas vezes em que conversamos, João Paulo deixou claro que, se eu quisesse disputar, teria o seu apoio e ele sequer iria para as prévias dentro do PT. Lembro que fechamos esse acordo num restaurante em que também estavam presentes Dilson Peixoto, Múcio Magalhães e João da Costa, que são testemunhas de que não houve disputa e de que não impus nenhuma condição para João Paulo. Isso foi no começo de 2000.

O senhor não propôs indicar nem o vice?

A única coisa que a gente queria e não deu certo era colocar um vice da nossa corrente. Chegamos, inclusive, a propor o nome de Beatriz Gomes. Só que, quando a gente levantou essa hipótese, já havia uma sinalização muito grande, inclusive por parte de Dilson Peixoto, que pertence à minha corrente, para o nome de Luciano Siqueira.

Teve alguma outra razão para o senhor abrir?

Sim. Todos os partidos no campo da esquerda se dispunham a apoiar minha candidatura, como PC do B, PSB e PDT e até o próprio PPS. Mas, o grande problema é que, sendo o candidato da unidade das esquerdas, a eleição seria decidida logo no primeiro turno. Sendo candidato, não poderia ter feito essa aliança.

Mas, o senhor, em algum momento, chegou a pensar em sair candidato a prefeito no lugar de João Paulo?

Eu não tinha vontade de ser candidato. Depois que perdi aquela eleição de senador e fiquei sem mandato, passei a estudar, fiz mestrado em Ciência Política, me envolvi muito com estudos, e avaliei que melhor seria esperar a eleição de 2002 para ser candidato a deputado federal. Mas, começou a haver uma cobrança dentro do partido para sair candidato a vereador e acabei aceitando. Além de estar muito marcado pela derrota ao Senado, não estava disposto a entrar numa eleição para perder de novo, embora, nas pesquisas, eu aparecesse bem situado, um pouco acima de João Paulo.

Não houve pressão também da direção nacional do PT?

Houve, sim. Lula veio aqui, conversou comigo e disse que a direção nacional tinha esse desejo.

O senhor se arrependeu?

Nunca, porque a minha avaliação continua sendo a mesma. Acho que se tivesse sido candidato, teria tido uma boa votação, mas a eleição iria ser decidida no primeiro turno.

Por que Lula insistiu com a sua candidatura e não com a de João Paulo?

Lula achava apenas que eu seria o melhor nome. Em 2000, Lula já estava trabalhando 2002. Para ser Presidente da República, além das alianças, ele precisava ter nomes fortes no Estado, especialmente nas grandes cidades. E a avaliação dele era que, eleitoralmente, eu era mais forte do que João Paulo. E também, politicamente, mais ligado ao núcleo central.

Existe uma disputa interna no PT entre o senhor e João Paulo ou isso é folclore?

Esse negócio foi construído em cima de umas coisas completamente sem sentido. Em 86, saiu no jornal que a gente se indispôs porque alguém que apoiava ele veio me apoiar, mas isso nunca existiu. É óbvio que, em qualquer partido político, há sempre uma certa disputa entre aqueles que mais se destacam, mas isso no sentido mais saudável. Em 96, quando retirei minha candidatura, a direção nacional só bateu o martelo no apoio a João Paulo depois da minha manifestação.

Como surgiu o convite para o senhor coordenar a campanha de João Paulo no segundo turno?

Ele me convidou pelo rádio. Eu estava em um debate no programa de Samir Abou Hana, quando ele entrou no ar para comentar o resultado do primeiro turno e ali fez o convite para coordenar a campanha.

O que, na avaliação do senhor, influenciou na derrota de Magalhães?

Ele estava preparado para ganhar a eleição com muita facilidade, porque seu objetivo era deslanchar o segundo mandato. Ele achava que a vitória era tão certa que se deu ao luxo de cometer erros que não poderia cometer. Erros, que numa campanha eleitoral, são fatais, como aquela invasão ao JC, aquele gesto em Boa Viagem e a postura arrogante em vários e vários momentos. Depois, a própria ideologização, no segundo turno. No primeiro momento, aquilo, aliás, foi positivo para ele, porque introduziu alguns fantasmas, mas num estilo completamente diferente do primeiro turno. No primeiro turno, seu estilo, na televisão e no rádio, era do candidato que pairava acima dos demais. Enquanto os outros batiam, ele só mostrava o que fez e que iria fazer, além de dizer que os outros só sabiam bater. Já no segundo turno, ele entra na linha justamente oposta, com uma campanha baixa. A questão não era votar em Magalhães, mas impedir que comunistas perigosos e a baderna fossem tomar conta do Recife. Acho que isso, também, foi vital para a derrota dele, porque Recife é uma cidade muito politizada.

Mas, foi justamente ali que cresceu e reverteu os 17 pontos.

Acho que a gente cometeu um erro grave ali, porque deveríamos ter reagido. Demoramos muito tempo para reagir. A nossa pesquisa qualitativa na televisão apontava que, ao invés de ganhar, Roberto Magalhães estava perdendo com aquilo. Mas, na verdade, nós assumimos o modelo de campanha de Magalhães do primeiro turno. Passamos mais de uma semana só levando pau sem reagir no mesmo nível, pesado. Ainda bem que reagimos em tempo.

Como coordenador, o senhor não sabia disso?

Sim, mas o problema é que a gente se rendia aos argumentos do nosso guia, comandado por Cláudio Barroso. Toda vez que a gente tentava reagir, ele nos mostrava uma pesquisa qualitativa mostrando que poderíamos enveredar por um caminho muito arriscado. Nossa intuição não era essa, mas a gente tinha que, tecnicamente, se render aos argumentos de Barroso. Mas, felizmente, tivemos que entrar no jogo, ir para o pau, mesmo a contragosto de Barroso, que, depois, se convenceu.

Quando João Paulo foi eleito, o senhor não olhou assim para ele e concluiu poderia ter sido eu?

Não, como lhe disse, estava absolutamente convencido de que eu não chegaria ao segundo turno. O grande desejo da minha vida, não posso negar, é um dia ser prefeito do Recife, porque é uma cidade boa de administrar. Mas, nunca tive qualquer dúvida de que tomei a posição mais adequada, mais sensata. Das coisas que fiz até hoje em política, a única que, num determinado momento, me arrependi, foi aquela disputa eleitoral de 98, quando fui candidato a senador. Ali, eu deveria ter sido candidato a deputado federal com uma grande votação. Mas, assumi o Senado, primeiro porque achava que ganhava; segundo, era fundamental para a questão nacional, Lula me pediu, insistentemente, que eu fosse candidato a vice de Arraes, mas isso eu não aceitava de jeito nenhum. Teve um momento ali que me arrependi, mas foi uma coisa momentânea. Mas, se eu não tivesse entrado naquela disputa, dificilmente passaria a ser uma pessoa conhecida no Estado todo, como fui. Dificilmente poderia ter contribuído, como contribuí, para a campanha de João Paulo. Diante do fato de estarmos unidos, funcionei como uma espécie de fiador para uma parcela do eleitorado.

Algo mais de arrependimento?

Sabe uma coisa que, realmente, me deixou preocupado e depois pensei que havia entrado numa fria? Foi aquela ovação que recebi do povo, na praça do Marco Zero, me lançando já para governador, em meio à comemoração da vitória de João Paulo. Isso estava completamente fora dos meus planos, da minha vontade. Eu queria voltar a ser Deputado Federal, ter uma bela votação e, Lula ganhando a eleição em 2002, como ganhou, eu teria um papel relevante no Congresso. Quando vi aquela galera gritando meu nome para governador, no Marco Zero, eu esfriei. Foi a única coisa que concluí ali, na hora:  “vou me dar mal”.


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