Jaboatão

09/09


2006

O fim dos partidos nanicos muda o perfil do Congresso

Matéria da revista Veja desta semana: 

A eleição deste ano para a Câmara dos Deputados terá um impacto inédito no cenário político brasileiro. Pela primeira vez entrará em vigor a cláusula de barreira – dispositivo criado por lei em 1995 com a finalidade de garantir que os partidos que disputam as eleições tenham um mínimo de representatividade. Para isso, a nova regra estabelece, entre outras coisas, que: 1) só terão direito a representação na Câmara os partidos que conquistarem, pelo menos, 5% do total de votos válidos na eleição para deputado federal – hoje, esse índice é de 2% –; e 2) as legendas terão de eleger representantes em pelo menos nove estados, com um mínimo de 2% de votos em cada estado. Os partidos que não conseguirem cumprir essas exigências perderão o acesso a dois instrumentos fundamentais para a sua sobrevivência: tempo na propaganda gratuita de rádio e TV e dinheiro do fundo partidário, recurso que sai dos cofres públicos. Pela lei, as siglas que não obtiverem os 5% de votos exigidos terão direito a menos de 1% do dinheiro do fundo. Pelos parâmetros de hoje, isso daria algo em torno de 55.000 reais por ano para cada agremiação. Partido nenhum sobrevive com tão pouco. ''Esses elementos, tempo na TV e dinheiro do fundo, são o oxigênio dos pequenos partidos'', diz Walter Costa Porto, especialista em direito eleitoral. ''Sem eles, uma legenda não tem como se sustentar'', afirma.

Não são poucas as siglas sob ameaça de extinção. Nas últimas eleições para a Câmara, em 2002, apenas sete dos dezenove partidos que elegeram deputados conseguiram atingir o mínimo de 5% dos votos válidos. Se a cláusula de barreira já estivesse em vigor naquela ocasião, partidos como PSB, PDT, PPS e PCdoB estariam hoje no limbo. Para as próximas eleições, analistas políticos afirmam que apenas quatro partidos – PMDB, PT, PSDB e PFL – estão, seguramente, a salvo da guilhotina da cláusula. Quanto aos outros 25 partidos com registro no Tribunal Superior Eleitoral, seu destino é incerto (veja quadro).

A cláusula de barreira tem como objetivo principal a criação de um ''filtro partidário''. A idéia é que, ao eliminar progressivamente as legendas que não consigam alcançar um patamar mínimo de votos, ela acabe por depurar o quadro partidário, deixando sobreviver apenas as legendas com real representação na sociedade. Isso é importante porque, quanto maior o grau de representatividade de um partido, maior é a sua força no Congresso – e, com partidos fortes, a relação entre o Executivo e o Legislativo tende a se tornar, espera-se, menos fisiológica (está certo que existe o PMDB, mas o exercício, aqui, é de otimismo). O governo passa a negociar suas propostas com os líderes das siglas, e não mais com grupos dispersos de deputados vulneráveis a todo tipo de pressão – incluindo subornos à base de mensalão. Mas o modelo brasileiro de cláusula de barreira traz imperfeições. Na maior parte dos países que a adotaram, os votos em parlamentares que se candidataram por partidos que não conseguiram ultrapassar a barreira são desconsiderados na contagem final da eleição. Ou seja: mesmo que o político tenha uma expressiva votação, se o seu partido não cumprir a cláusula ele não conquistará o mandato. No Brasil, esses votos serão, sim, computados, o que acabará criando um personagem esdrúxulo: o deputado-zumbi, aquele que, eleito por uma legenda guilhotinada pela cláusula de barreira, tem sua ação limitada ao ato de votar em plenário. De acordo com a lei, os representantes de partidos que ficarem abaixo da cláusula de barreira não podem participar da composição da mesa diretora da Câmara (o mais alto posto na hierarquia da casa) nem ser indicados para atuar em comissões permanentes ou CPIs – uma vitrine para os políticos. Resta-lhes, portanto, apenas o direito a voz e voto no plenário. ''Essa situação acabará por criar duas bancadas, a dos deputados e a dos meio-deputados'', afirma o jurista Torquato Jardim. Sem vínculos com partidos grandes, esses ''meio-deputados'' podem ser ainda mais permeáveis a mensalões e gatunagens que tais.

Esse é apenas um dos pontos polêmicos da nova medida. VEJA ouviu a opinião de seis especialistas no assunto, entre cientistas políticos, ex-ministros do TSE e parlamentares. Os entrevistados apontaram a possibilidade de três cenários para o panorama político pós-cláusula de barreira.

• Uma enxurrada de ações judiciais, junto ao Supremo Tribunal Federal, por parte dos deputados eleitos por partidos que não cumpriram a cláusula de barreira, argumentando que a medida fere seus direitos e é inconstitucional. A iniciativa, contudo, não deve prosperar. Em 2001, julgando uma ação que questionava a cláusula, o STF entendeu que o dispositivo não infringia a Constituição.

• Os parlamentares poderão se reunir em uma federação de partidos e alegar que, atuando em bloco, têm os mesmos direitos das outras siglas. Especialistas dizem que a medida também vai enfrentar questionamentos jurídicos.

• A absorção, pelos quatro grandes partidos – PT, PMDB, PSDB e PFL –, dos parlamentares que forem eleitos por siglas que não cumpriram a cláusula.

Esta última alternativa é a mais provável, na opinião dos especialistas. Se ela ocorrer, a previsão é que o país voltará a ter uma espécie de bipartidarismo branco. De um lado, irá se organizar um grande bloco formado pelo PMDB e pelo PT, que dará governabilidade a um eventual segundo mandato de Lula. Do outro, ficarão PSDB e PFL, representando a oposição. A conseqüência imediata da formação desse primeiro bloco seria o fortalecimento do PMDB (olha ele aí). Estima-se que o partido poderá ter de 125 a 130 cadeiras na Câmara, o que o transformaria no maior do Congresso. Inchada, a legenda se tornaria avalista do segundo mandato de Lula – e o presidente, refém do apetite por cargos de um PMDB gordão.
Os pequenos partidos tentam, agora, mudar a regra do jogo. No Congresso, articula-se a edição de uma nova lei, afrouxando os critérios da medida, ou mesmo eliminando-a. Essa tese conta com o apoio do atual presidente da Câmara, Aldo Rebelo, cujo partido, o PCdoB, é um dos mais ameaçados pela degola. Mas os motivos pelos quais Aldo briga contra a medida iriam além dos interesses do PCdoB, afirmam opositores. Isso porque o apoio de deputados ligados aos pequenos partidos, justamente os que mais terão dificuldade de se adequar à nova realidade, foi fundamental para que ele conquistasse a presidência da Câmara. Em troca desse apoio, Aldo teria prometido se empenhar em sabotar a implantação da cláusula. Até agora, no entanto, o maior defensor do fim da nova medida não é Aldo, mas o deputado Sarney Filho, do pequeno – e também ameaçado – PV. Liderando o bloco dos nanicos, ele planeja, logo no início da nova legislatura, organizar um movimento para obter da presidência da Câmara um ato garantindo o funcionamento parlamentar das legendas que não cumprirem a cláusula da barreira.

A entrada em vigor da medida completa um ciclo na vida política brasileira. Durante a ditadura, o regime militar instituiu o bipartidarismo. De um lado, estava a Arena, legenda de apoio ao governo. Do outro, o MDB, sigla de oposição. Na década de 80, com o movimento de redemocratização, os partidos se pulverizaram. Em 1989, na primeira eleição presidencial pós-abertura, 22 partidos apresentaram candidato próprio. Esse emaranhado de siglas abrigava as diversas correntes ideológicas que voltavam a ter voz na política. Com o decorrer dos anos, e das sucessivas eleições, houve um processo natural de depuração. Na disputa deste ano, por exemplo, há apenas oito concorrentes à Presidência.

A implementação da cláusula de barreira não representa uma solução para os muitos males do Poder Legislativo brasileiro – que, imerso em escândalos como o dos mensaleiros e o dos sanguessugas, deve amargar uma porcentagem recorde de votos nulos nestas eleições. Afinal de contas, não importa quanto a lei seja restritiva; se o político for malandro, ele sempre encontrará uma maneira de roubar dinheiro público e legislar apenas em causa própria. Mas a mudança sinaliza que o sistema político brasileiro ingressa em um novo patamar. Nele, o espaço para o fisiologismo, o patrimonialismo e a corrupção fica mais estreito.

 


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PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

09/09


2006

Alckmin cobra explicações sobre desvio de publicidade

 O candidato do PSDB a presidente, Geraldo Alckmin, cobrou explicações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a denúncia que está sendo investigada pelo Tribunal de Contas da União (TCU) de que a Subsecretaria de Comunicação de Governo (Secom) repassou para o PT a distribuição de material de propaganda do governo, conforme divulgou a revista Veja.  Alckmin disse que Lula tem uma ''obsessão por poder a qualquer custo''.

"O Lula fala muita bobagem, mas agora ele deveria explicar mais um escândalo de corrupção que mostra a promiscuidade entre o PT e o governo. Consigo identificar pelo menos dois crimes. O primeiro é a não prestação de contas do dinheiro público ao TCU. Como não conseguiram explicar para onde foi o dinheiro, admitiram um segundo crime: a ida do dinheiro para o partido político", disse Alckmin, que está em campanha no Ceará.

Perguntado se se tratava de caso de impeachment, como defendeu o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), Alckmin foi mais cauteloso:

"É mais uma denúncia de corrupção. O que se vê é que não são casos isolados. Há um obsessão pelo poder. O poder a qualquer custo. É um governo a serviço do interesse privado". ( Globo Online)


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Comentários

guilherme alves

Ele tá falando do caso Nossa Caixa e a manipulação das verbas publicitárias por parte do banco em seu governo. Isso é que é dá um tiro no pé.

Impedimento, deveria ser o seu de governar o Ceará.


Ipojuca 2021

09/09


2006

Educação foi o foco dos presidenciáveis no guia da TV

 Os candidatos à presidência Geraldo Alckmin (PSDB-PFL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT-PRB-PC) enfatizaram no horário eleitoral deste sábado iniciativas no campo da educação. Alckmin reprisou o programa de campanha exibido no último dia 7.

No programa, Lula afirmou que o ensino superior no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso foi abandonado. O programa de Lula destacou a construção de 10 novas universidades públicas e comparou o desempenho ao apresentado no governo do presidente Juscelino Kubitschek.

Lula afirmou que "a qualidade de ensino será prioridade" se for reeleito. O programa ainda destacou a criação do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica, que ainda não foi aprovado), que substituirá "com vantagens" o Fundef (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério), criado no governo FHC.

Na reprise do programa exibido no Dia da Independência, Alckmin afirmou que "independência passa por crescimento na economia" e esse é obtido por meio da educação.

Alckmin lembrou a criação de mais Fatecs enquanto foi governador do estado de São Paulo e os investimentos em escolas técnicas, e disse que é preciso investir em escolas técnicas, "ao contrário do que fez o atual governo".

Em outra crítica ao presidente Lula, Alckmin voltou a dizer que o atual presidente quer aumentar impostos no ano que vem.

A candidata Heloísa Helena (PSOL) usou como tema de seu programa hoje o papel da mulher na sociedade de hoje,

O candidato do PDT, Cristovam Buarque, destacou a soberania sobre a floresta amazônica e afirmou que é preciso "deixar de olhar para a Amazônia com olhar de cobiça". Ele afirmou que, se é para considerá-la como patrimônio da humanidade, o mesmo teria de ser aplicado ao petróleo e às grandes obras de arte do mundo.

Buarque, no entanto, também uso a educação como tema: ele afirmou que o patrimônio da humanidade são as crianças, que precisam estar na sala de aula.

Luciano Bivar (PSL) disse que falta credibilidade aos políticos hoje e que pretende realizar, se eleito, uma reforma tributária, com o corte de 10 impostos federais e a adoção de um imposto único --uma alíquota de 1,7% sobre a movimentação de cheques.

José Maria Eymael (PSDC) voltou a ressaltar que a grande ameaça hoje é a possibilidade de vitória do presidente Lula no primeiro turno. Ele disse que "as pessoas que vão votar no presidente não têm acesso à informação" e "não conhecem termos como mensalão e sanguessugas". "Temos que evitar o desastre de mais quatro anos de cadeira vazia."


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Petrolina abril 2021

09/09


2006

Guerra: "Candidato fraco se pendura no mais forte"

 Em entrevista à Agência Nordeste, o coordenador da campanha do tucano Geraldo Alckmin, senador Sérgio Guerra (PSDB-PE),  fala sobre a estratégia do candidato para os últimos 20 dias da disputa, diz considerar “natural” a falta de empenho de postulantes do Nordeste na campanha e ataca o PT. “Não é usual que uma campanha de governador faça constantes alusões à campanha à Presidência da República. A não ser nas situações como a do PT, em que os candidatos são débeis, fracos e têm que se pendurar num candidato forte, que é o presidente Lula”, justifica o senador, que percorreu vários estados do Nordeste na tentativa de amenizar os atritos entre o candidato e os seus aliados nordestinos. 

Mesmo sendo o coordenador da candidatura, Guerra discorda da postura mais agressiva que vem sendo adota por Alckmin na propaganda eleitoral. “Alguns companheiros nossos, e não são poucos, defendem uma política mais ofensiva. O verbo é bater. Eu, pessoalmente, não subscrevo esta cartilha, porém reconheço que ela anima os nossos. Tanto mais o candidato bate, mais os nossos aliados ficam satisfeitos. Até que o presidente Lula merece os ataques que vem recebendo. O PT mais ainda. Agora, não adianta apenas animar os nossos aliados. O fundamental é ganhar aqueles que estão indecisos”, analisa.

Apesar das críticas que Alckmin vem recebendo dentro e fora do partido, Guerra evita jogar mais lenha na fogueira e nega o isolamento do tucano no PSDB e no PFL. Confira os principais trechos da entrevista:   

Há uma crítica à falta de empenho de candidatos do Nordeste na campanha do tucano Geraldo Alckmin. Na semana passada, o senhor percorreu todos os estados da Região. Foi para tentar minimizar os atritos? 

Eu fiz uma viagem pelo Nordeste com o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), que representa o PFL na coordenação de campanha, com três objetivos: o primeiro foi o de verificar o andamento da campanha Geraldo Alckmin em vários estados do Nordeste; o segundo foi criar as condições para que onde esta campanha estivesse mais fraca fosse mais fortalecida e verificar in loco quais as necessidades para que isso acontecesse; a terceira finalidade foi ouvir os companheiros da Região sobre a campanha no Nordeste e a campanha no Brasil, de uma maneira geral: sugestões, críticas, enfim, qualquer posição que pudesse colaborar conosco. Não era nossa missão fiscalizar campanhas, porque isso não faz sentido.

Alguns candidatos do PFL e PSDB, a exemplo de Mendonça Filho (PFL, governador de Pernambuco) e Lúcio Alcântara (PSDB, governador do Ceará) já usaram imagens do presidente na propaganda eleitoral. No Ceará, existem até comitês chamados “Lu-Lu”, de Lula e Lúcio Alcântara. Como o senhor avalia isso?

Eu fui ver o comitê de Lúcio Alcântara em Fortaleza e a fotografia de Alckmin no comitê dele é maior do que a dele próprio. Conversei com ele e ele apóia o candidato Geraldo Alckmin. Ele tem um forte argumento para justificar a exibição do presidente Lula. É que a oposição de lá vem afirmando que o Estado ficou prejudicado e continuaria efetivamente prejudicado, numa eventual vitória do presidente Lula, se fosse eleito Lúcio Alcântara, que seria o inimigo do presidente. Ele quis deixar muito claro que não é inimigo do presidente.

Mas ele deu declarações de que foi maltratado pelo PSDB. E vem continuamente criticando o presidente do partido, senador Tasso Jereissati (CE).

Há uma questão interna entre o governador Lúcio Alcântara e o senador Tasso Jereissati, mas é uma questão do âmbito do PSDB no Ceará, que espero que seja resolvida.

Nas últimas semanas o tucano Geraldo Alckmin acabou mudando a campanha e vem adotando uma postura muito mais agressiva. O senhor acredita que este é o caminho certo?

Alguns companheiros nossos, e não são poucos, defendem muito uma política mais ofensiva. O verbo é bater. Eu, pessoalmente, não subscrevo esta cartilha, porém reconheço que ela anima os nossos. Tanto mais o candidato bate, mais os nossos aliados ficam satisfeitos. Até que o presidente Lula merece os ataques que vem recebendo. O PT mais ainda. Agora, não adianta apenas animar os nossos aliados. O fundamental é ganhar aqueles que estão indecisos. É para essa população que nós precisamos falar. Acho que para o povo, o melhor é mostrar prioridades e o que a gente tem condições de fazer nos próximos quatro anos. Coisas que o Governo Lula não tem nem como fazer, porque o que o presidente só tem que fazer é explicar aquilo que ele fez nesses quatro anos. Qualquer promessa dele para frente não tem credibilidade. Basta verificar o atual programa de governo do presidente Lula, que recebeu críticas de intelectuais, de artistas, do povo, da sociedade, dos jornalistas. Aliás, não chega nem a ser um programa. É uma série de intenções vagas que não podem ser aceitas como metas para governar o Brasil nos próximos quatro anos.

O senhor acredita que esses ataques à campanha petista vão ser uma constante na propaganda eleitoral do tucano?

Toda campanha é uma evolução. A gente entra com um clima e ele vai tendo desdobramentos. O que nós vamos fazer é falar a verdade. Se a verdade é fazer crítica dura ao presidente da República, então vai haver crítica dura ao presidente da República. 

Muitos estados têm reclamado da falta de material de campanha de Alckmin. Faltando menos de um mês para as eleições, quando vocês pretendem resolver esse problema?                    

 Essa é uma das situações que nós fomos ver na nossa viagem. Eu posso lhe garantir que pode ser até que tenha um furo aqui, outro mais na frente. Mas a regra geral é que já tem material de campanha necessário em todos os comitês.

 Alckmin ainda possui pequenos índices eleitorais no Nordeste. Qual é a estratégia dele para Região?

Ele tem algumas viagens marcadas. Tem a reunião de prefeitos na Bahia, tem comício na Bahia, comício em Pernambuco, uma carreata em outros estados do Nordeste. Ele deve vir na Região uma seis vezes antes de acabar as eleições.

Muitos tucanos vêm afirmando em reserva que Alckmin está isolado dentro do partido e que até mudou o comando da sua campanha de Brasília para São Paulo exatamente por este motivo. O senhor é o coordenador nacional da candidatura dele. O senhor sente este isolamento do candidato?

Não. Eu, por exemplo, como coordenador nacional, estou muito menos em Brasília do que eu estava antes. É natural que quando a campanha vá para as ruas na reta final, ou quase nela, as pessoas se desloquem para as suas bases. Por outro lado, o candidato Geraldo Alckmin vem fazendo as gravações dos seus guias eleitorais em São Paulo. Ao mesmo tempo, todas os convites para entrevistas, debates de televisão, ou se dão em São Paulo ou no Rio. Então ele tem que ficar muito menos em Brasília, até porque lá tem muito menos gente agora. Isso nos obriga a um deslocamento para São Paulo e muitas vezes também para outras áreas.

Então Alckmin não está isolado?       

Não, de forma nenhuma.

O próprio Tasso Jereissati e o presidente do PFL, senador Jorge Bornhausen (SC), se colocaram recentemente a favor de que os candidatos a governador da chapa também exibissem a marca de Alckmin e imagens do candidato na propaganda eleitoral. Mas isso não vem ocorrendo na maioria dos estados do Nordeste. O senhor acredita que até o final da campanha todos os postulantes estaduais vão cumprir a recomendação? 

 A campanha para governador e senador tem a sua própria lógica e a sua própria evolução. Não é usual que uma campanha de governador faça constantes alusões à campanha à Presidência da República. A não ser nas situações como a do PT, em que os candidatos são débeis, fracos e têm que se pendurar num candidato forte, que é o presidente Lula.

Em viagem ao Paraná, o senhor deu declarações polêmicas e consideradas preconceituosas em que atribui o crescimento de Lula ao “atraso” do Nordeste. Eu volto a fazer a pergunta. A que o senhor atribui a grande intenção de votos do presidente na Região?    

Eu não disse nada polêmico e preconceituoso. O que eu disse é o que as pesquisas apontam: Lula tem uma grande maioria de votos na classe C, D e E. No Nordeste, as classes C, D e E têm um tamanho muito maior que em outros cantos do Brasil mais desenvolvidos e mais ricos e isso seguramente é uma dificuldade adicional que nós encaramos aqui.

As pesquisas vêm colocando o presidente Lula como o franco favorito e apontam para a sua vitória ainda no primeiro turno. O senhor acha que isso é possível?

Não. Acho que o que existe é um “superfaturamento” aí de Lula e que essas intenções de voto não se confirmam nas urnas. Nós temos um acompanhamento interno diário e que nos permite ter uma outra convicção.

Em Pernambuco, o candidato Humberto Costa (PT), que foi indiciado pela Polícia Federal por envolvimento na chamada “máfias dos vampiros”, vem se dizendo vítima de um complô. O senhor acredita nisso?  

Quem é que poderia operar a Polícia Federal para ela ser instrumentalizada contra Humberto Costa? A PF é um órgão ligado ao Ministério da Justiça, ligado ao ministro Márcio Thomaz Bastos. O presidente da República usa a Polícia Federal para se defender das acusações. Toda vez que alguém reclama do mensalão, das sanguessugas e de toda esta safra de irregularidades, o presidente sempre cita os exemplos da Polícia Federal de sua intenção. Então se este complô existe é do PT contra Humberto. Então o que Humberto tem que fazer é explicar as acusações que vem sendo feitas a ele. Não apenas esta, como a do mensalão e das sanguessugas.

O candidato Geraldo Alckmin deixou de ir ao Maranhão por conta do conflito PSDB-PFL. O tucano simplesmente não vai mais ao Estado?

 O que houve foi uma ponderação a um comício em um determinado dia, mais isso já foi resolvido e o candidato deve ir ao Estado dentro em breve.

Num eventual segundo turno entre Lula e Alckmin, o senhor acredita que a candidata do PSol Heloísa Helena acabe por apoiar a candidatura do tucano?

Não acredito nisso. Mas as pesquisas dizem que mais de dois terços daqueles que apóiam a candidatura de Heloísa Helena, num eventual segundo turno, votariam em Alckmin. Acho que o discurso dela é efetivamente contra os dois candidatos. As informações são da Agência Nordeste.


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Comentários

Senador , V. Excia. não pode falar de candidatos que se pendura, pois estás pendurado em Jarbas sempre.

guilherme alves

Mendonça, nas entrelinhas, tá a vingança do Sérgio Guerra por ter sido preterido. Tá te chamando de fraco por se pendurar no andor de Jarbas. Quem tem " uma amigo'' desse nãp precisa de inimigo.

prudencio godoy de melo galvao

PAPAI ME EMPRESTE O CARRO!,tô acabando de lê a entrevista do senador, foi isso mesmo q ele disse?CANDIDATOS DÉBEIS,FRACOS TÊEM Q SE PENDURAR EM UM CANDIDATO FORTE!, ôH GUERRA, o mendonça tá incluido neste contexto ou isso só vale pro LULA, fala GUERRA, senador eleito pelos votos de Jarbas.

roberto lima

De fato , o nordeste é atrasado e por isso elege "ESSA" gente ...............................Falta ao povo informação e melhores candidatos. As duas coisas.

Raimundo Eleno dos Santos

O que disse Serio Guerra :"Não é usual que uma campanha de governador faça constantes alusões à campanha à Pres.da República.A não ser nas situações como a do PT,em que os candidatos são débeis,racos e têm que se pendurar num candidato forte,que é o presidente Lula."APLICA-SE A MENDONÇA x Jarbas.



09/09


2006

Lula diz a gaúchos que é vitima de preconceito

 O presidente Lula pediu ontem, no Rio Grande do Sul, aos militantes presentes num comício, para que não percam forças até as eleições de outubro.

Lula esteve na noite desta sexta-feira em Santa Maria (RS), onde falou para mais de cinco mil gaúchos, em um palanque construído junto à viação férrea.

Para o presidente, ninguém fez mais para os pobres no Brasil do que ele, depois de Getúlio Vargas. Lula disse que existe muito preconceito da imprensa e dos adversários contra ele e que o seu discurso é para a “elite brasileira”.

O presidente também falou sobre as realizações do governo federal. Ele afirmou que houve um aumento de R$ 7 bilhões para R$ 23 bilhões nos investimentos em políticas sociais.

No final do discurso, jovens que receberam bolsas do Programa Universidade para Todos (ProUni) subiram ao palco. A ação foi semelhante a ocorrida no discurso ocorrido na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, na semana passada. No caso, crianças beneficiadas pelo Bolsa-Família participaram do comício – fato que acabou gerando polêmica com a oposição. (Globo Online) 


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Comentários

Imaginem agora sem os mensalões, quanto dinheiro serão destinados ao desenvolvimento do Brasil. Temos que focar imediatamente, Reforma Política, e redução de encargos, para poder gerar mais empregos. Pernambuco com Eduardo irá movimentar a economia por esse viés.

prudencio godoy de melo galvao

LULA PARA OS GAÚCHOS: DESCULPE O AUÊ!

Raimundo Eleno dos Santos

E não é isso mesmo.Os potentados de todos os tempos, os escravocratas do passado sempre se enfurecem com os abolicionistas.Lula está abolindo a miséria. As estatísticas estão aí mesmo para confirmar. O povo já está escaldado dos que praticam as patifarias.FHC abriu o bico se disse culpado.

Francisco Filho

QUEM ASSISTE AOS COMICIOS DE LULA JÁ CONCLUIU QUAL SEU DISCURSO PREDILETO. FAZER-SE DE VÍTIMA. UMA HORA É PRECONCEITO, OUTRA É COMPLÔ. MAS O CERTO É QUE RENOVADO O MANDATO, VEREMOS A VERDADEIRA FACE DE LULA. COM UM TOQUE MAIS AUTORITÁRIO SEM A DESFAÇATEZ DO 1º GOVERNO. LAMENTÁVEL. QUEM VIVER, VERÁ!


ALEPE

09/09


2006

Sanguessugas: 5 municípios de PE são investigados

A Controladoria-Geral da União (CGU) identificou um grupo de empresas que seria concorrente do grupo Planam e que também fazia uso de métodos ilícitos na comercialização de ambulâncias. O grupo Domanski, que tem sede em Curitiba, no Paraná, e possui capilaridade em todo o Brasil, inclusive no Nordeste, venceu cerca de 200 licitações realizadas por prefeituras, através de unidades do Ministério da Saúde, nos estados, no período de 2000 a 2004.

De acordo com um documento divulgado pela CGU, praticamente todos os estados do Nordeste, à exceção do Rio Grande do Norte, compraram ambulâncias ao grupo Domanski. A Bahia lidera a lista de compras na Região, com 29 municípios, seguida pelo Maranhão (10), Piauí (8), Pernambuco (5), Paraíba (3), Alagoas (2), Sergipe (2) e Ceará (1).

A CGU recolheu todas as prestações de contas de compra de ambulâncias, disponíveis nas unidades do Ministério da Saúde nos estados, e verificou, em várias delas, uma grande freqüência de licitações vencidas pelas empresas do grupo Domanski, o que aponta para indícios de fraude nos processos licitatórios. “No caso Domanski, constatamos que havia a presença, com muita freqüência, nas 200 licitações vencidas, das mesmas empresas concorrendo.

Também havia empresas que sempre concorriam, mas nunca ganhavam, que podem ser empresas-laranja. O esquema impedia a concorrência, fraudando as licitações com empresas familiares ou laranjas. Para nós, há indícios fortíssimos de fraude”, avaliou o secretário-executivo da CGU, Luiz Navarro.

Apesar de reconhecer que o grupo funcionava nos mesmos moldes do grupo Planam, o secretário-executivo disse que ainda não há provas suficientes que apontem para o envolvimento de prefeitos ou parlamentares nos processos de licitação da Domanski. “Estamos na primeira etapa do processo. Quando começarmos a fiscalização em campo, poderemos identificar se houve ou não ambulância comprada, de quem foi a responsabilidade da compra e outros detalhes”, explicou.

O fato de as compras terem sido feitas no período de 2000 a 2004, portanto, correspondendo a dois mandatos de prefeitos, está exigindo ainda mais cautela da CGU com as investigações. “Não podemos falar, por enquanto, de envolvimento de prefeitos, até porque esse período pega duas gestões, o que torna difícil acusar alguém. Somente aprofundando esse trabalho de fiscalização, em campo, é que podemos saber”, justificou. Segundo Navarro, é provável que haja o dobro de licitações de ambulâncias, nos casos em que as contas não foram prestadas pelos municípios. 

De acordo com Luiz Navarro, é possível que os municípios que compraram ambulâncias à Domanski sejam fiscalizados ainda este ano. A ação será feita em conjunto com a Polícia Federal e com o Ministério Público Federal. “Nossa ação depende de como avançam as fiscalizações da PF e do MPF, porque as investigações irão se somar”, adiantou.

Por motivos de segurança, a CGU não está divulgando os nomes dos municípios que serão investigados. No entanto, a reportagem da Agência Nordeste conseguiu, com exclusividade, a lista dos municípios de Pernambuco que poderão ser fiscalizados por terem adquirido ambulâncias à Domanski. São eles: Afrânio e Iguaracy, no Sertão, e Bom Conselho, Iati e Jupi, no Agreste.

Até agora, o que se sabe é que a Domanski seria mais antiga do que a Planam e que, em determinando momento, a Planam chegou a comprar equipamentos à Domanski, que viria a ser sua concorrente no futuro. “As duas disputavam o mesmo mercado fraudulento”, pontuou Navarro. Outra empresa que teria atuado não somente na venda de ambulâncias, mas de unidades móveis de inclusão digital, a KM Empreendimentos, também está sendo investigada pela CGU. “O que podemos afirmar, por enquanto, é que a Planam, com certeza, agia com fraude; a Domanski, com fortes indícios de fraude; e a KM ainda é cedo para dizer que houve irregularidades”, resumiu. 

O trabalho da CGU, agora, é continuar a análise das prestações de contas, quando será possível detectar a ocorrência de fraudes. Apesar de ter sido citada no depoimento do empresário Luiz Antônio Vedoin, sócio da Planam, empresa que liderava a chamada máfia das ambulâncias, a Domanski já estava sendo investigada pela CGU desde 2003.

A CGU identificou que o grupo Domanski é integrado pelas empresas Domanski Comércio Instalação de Equipamentos Médico Odontológicos Ltda.; Saúde Sobre Rodas Comércio de Materiais Médicos Ltda.; Martier Comércio de Materiais Médicos e Odontológicos Ltda.; Maetê Comércio de Materiais Médicos e Odontológicos Ltda.; Curitiba Bus Comércio de Ônibus Ltda.; e Merkosul Veículos Ltda. Ainda segundo a CGU, essas empresas possuem sócios comuns, que são membros da mesma família. As informações são da Agência Nordeste.


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Raimundo Eleno dos Santos

Bem que eu falei. Rondônia não é uma ilha. Tem muitos prefeitos dormindo à base de psicotrópicos, e alguns deputados. Ah! Tem mmuita gente sem dormir por causa dos sanguessugas. Não podem nem ouvir falar...


Bandeirantes 2021

09/09


2006

Preso doleiro que atuava para políticos no Nordeste

 A revista ISTOÉ desta semana traz uma grande reportagem que mostra o crescimento e a qualificação da Polícia Federal no combate ao crime organizado. Mas é na coluna ''Brasil Confidencia'' que está uma notícia, que certamente há de tirar o sono de muito político nordestino. Leiam:

''Abrindo o bico''
Preso pela Interpol, na Espanha, o doleiro cearense Alexander Diógenes Gomes está prestes a ser extraditado para o Brasil. Alex, como é conhecido, operava para políticos e grandes empresas do Ceará. E de outros Estados do Nordeste.

Não posso deixar de comentar:  Essa nota tinha de sair justamente na edição que todo policial federal certamente fará questão de ver.


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Raimundo Eleno dos Santos

FH C já abriu o seu bico tucano. Alexandre,bico de sabiá, vai cantar na PF.Tomara que a imprensa séria vá lá para aferir a verdade absoluta. Sem barriga. Tem muito elemento que não anda dormindo.Não sei como agüentam as palpebras caidas e olheiras infernais.Tá na hora de irem para um SPA da PF.


Serra Talhada 2021

09/09


2006

Heloisa enfrenta Lula nos tribunais ou nos debates

 A  candidata do PSOL à Presidência, Heloísa Helena, disse ontem que quer enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ''na Justiça'', se ele processá-la por tê-lo chamado de ''gângster''. ''Quero enfrentá-lo na Justiça. Agora, antes, quero mesmo enfrentá-lo no debate'', disse ontem ao chegar a Porto Velho (RO).
No aeroporto, foi recebida por cerca de 300 militantes, com faixas e cartazes dizendo que ela é a ''mulher de coração valente para ser presidente do Brasil''. Do aeroporto, seguiu em carreata de 70 km até a cidade, acompanhada pela PM.
Indagada sobre exploração ilegal de madeira em Rondônia, Heloísa defendeu a criação de instituição ''do nível de uma Petrobras'' para estudo da biodiversidade da Amazônia. Desde ontem o Estado enfrenta forte nuvem de fumaça em razão das queimadas.
''Nenhuma região pode ser condenada à exploração predatória quando existem mecanismos para geração de empregos e produção de alimentos com base na sustentabilidade.'' A candidata defendeu a implantação de empresa para exploração da biodiversidade. ''Assim como no ciclo do petróleo, que o Brasil criou a Petrobras, defendo que se crie instituição desse porte, de pesquisa e tecnologia para a criação de um novo ciclo.'' Ela disse crer que a eleição ainda não foi decidida.
Em Brasília, nem a ausência de senadores ontem no Congresso, em ''recesso branco'' até as eleições, demoveu a candidata de fazer discurso no plenário. Heloísa leu carta que recebeu ''com propostas de entidades e ativistas ligados à questão da pessoa com deficiência''. (Folha de S.Paulo)


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Comentários

Senadora, em um debate só se a senhora for para o segundo turno, vá tentando quem sabe. E na justiça a senhora pode ir, pois terá que provar o que está dizendo. Penso que são muitas besteiras, como a dee no seu governo não ter greve. Demagogia pura.

Raimundo Eleno dos Santos

Helô-Ternura tem esquecido de tomar o seu Lexotan, o seu Adol.Desde que não está mais servindo de tranpolim para Alckmin , ela está a ponto de ter um ataque. Dia desses foi parar numa emergência hospitalar. Disseram que foi coração. Acho que não!


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09/09


2006

Alckmin gasta mais que Lula com programa eleitoral

 Já tocamos neste assunto, mas vamos aprofundá-lo com a matéria da Folha Online, que mostra os contrastes nos gastos de campanha dos candidatos à Presidência. Leiam:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) uma despesa com produção de programas de rádio, televisão e vídeo de sua campanha à reeleição que corresponde a um terço do gasto informado pelo candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin.

O petista afirmou que, entre 1º de julho e 31 de agosto, desembolsou R$ 2,7 milhões com a produção dos programas, enquanto o tucano pagou R$ 8,684 milhões, segundo as prestações de contas parciais que foram entregues ao TSE na última quarta-feira.

Em cada bloco da propaganda presidencial, de 25 minutos, veiculado às terças, quintas e sábados, Alckmin tem 10 minutos e 13 segundos, e Lula, 7 minutos e 12 segundos.

As campanhas presidenciais custaram até agora R$ 41,569 milhões, e a principal despesa foi com a produção dos programas, no valor de R$ 11,986 milhões (28,83%), conforme as contas enviadas ao TSE e os balanços divulgados pelos comitês de campanha.

Lula e Alckmin consumiram 96,9% do total das despesas da campanha para presidente. Eles declararam praticamente a mesma quantia de gastos: o petista, R$ 20,1 milhões e o tucano, R$ 20,2 milhões.

Dos oito candidatos dessa disputa, uma não prestou contas: a empresária Ana Maria Rangel (PRP). Ela registrou a sua candidatura à revelia do partido, do qual está sendo expulsa, e enfrenta problemas judiciais para concorrer.

A lei da minirreforma eleitoral deste ano passou a exigir dos candidatos duas prestações de contas parciais durante a campanha, a serem entregues em 6 de agosto e 6 de setembro.

Eles só serão obrigados a informar o nome dos doadores e o valor de cada doação na prestação de contas completa, 30 dias após a eleição.

O custo da campanha presidencial, de R$ 41,569 milhões, corresponde à soma das despesas informadas pelos sete candidatos nas prestações de contas enviadas anteontem ao TSE e em entrevistas concedidas pelos comitês de campanha.

Balanço

Ontem, a base de dados da Justiça Eleitoral não tinha recebido a segunda prestação de contas de 7.741 dos 19.958 (38,79%) candidatos inscritos neste momento para disputar vagas de deputado estadual ou federal, senador, governador e presidente.

Esse percentual superou 50% nos seguintes Estados: Alagoas, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná.

Segundo o TSE, esses candidatos supostamente não cumpriram o prazo, de 6 de setembro, ou não enviaram as contas no padrão adequado para lançamento dos dados no sistema dos tribunais eleitorais.


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Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Para se apresentar com sua povonice, tem mesma é que gastar. Alckmin é um tucano que está mais para pavão. Ele é gaboso demais. Mas tem os pés cinza. Esqueceu que parte dessa verba usada na sua propaganda veio da NOSSA CAIXA. Tem coisas que precisam ser explicadas direitinho. FHC já abriu o freezer.


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09/09


2006

O movimento dos candidatos presidenciais hoje

 O candidato à Presidência pelo PSDB, Geraldo Alckmin, tem compromissos eleitorais no Ceará. Pela manhã, ele faz caminhada no município de Cascavel. À noite, Alckmin realiza comício na praça central de Quixeramobim.

O candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, faz comício em Criciúma, Santa Catarina, às 12h. Às 18h, ele tem comício em Colombo, no Paraná.

 

 Cristovam Buarque, do PDT, inaugura comitê de sua campanha em Brasília. À tarde, ele grava programas eleitorais em seu comitê eleitoral e não tem agenda prevista em público. 

 

 A candidata do PSOL, Heloísa Helena, faz campanha na capital do Acre, Rio Branco. Pela manhã, faz caminhada do aeroporto até o centro da cidade. À tarde, ela encontra com lideranças sindicais, seringueiros e movimentos sociais.


 Luciano Bivar (PSL) está em viagem aos Estados Unidos para consulta médica.

 

O candidato José Maria Eymael, do PSDC, não tem compromissos de campanha.


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