Jaboatão

23/11


2006

Lula admite que errou ao nomear amigos para o governo

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu nesta quinta-feira (23) que priorizou a escolha de amigos e não de pessoas qualificadas durante a montagem de sua equipe no primeiro mandato. Falando para uma platéia composta por governadores aliados, Lula disse que a escolha dos integrantes representa 50% do sucesso de um governo.

''Nessa hora não tem relação de amigo, agora é chefe de estado. Em vez de vocês procurarem amigos, procure por uma pessoa qualificada para o cargo que espera uma chance. Eu aprendi uma lição, com a máquina pública mais eficiente e qualificada, mais fácil é para o governante governar'', disse o presidente.

Na escolha da equipe que integraria o primeiro escalão do governo, Lula foi bastante criticado por ter nomeado petistas próximos e derrotados na eleição de 2002.

Lula admitiu ainda ser mais fácil nomear do que demitir integrantes da administração. Os casos mais emblemáticos de ministros que deixaram o governo sob denúncias de irregularidades são os de Antonio Palocci e José Dirceu.

O ex-chefe da Casa Civil pediu demissão do cargo por ter se envolvido nas denúncias do escândalo do mensalão; o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB) o acusou de ser o chefe do esquema de corrupção. Palocci também pediu demissão depois que investigações da Polícia Federal mostraram que ele teve envolvimento na quebra ilegal do sigilo do caseiro Francenildo Santos Costa.

Outro erro admitido por Lula foi não ter mantido o diálogo com os governadores depois de 2003. ''No começo do governo, conseguimos fazer um acordo em cima das reformas da Previdência e tributária, mas depois da eleição municipal a coisa começou a desandar. Se vocês (os governadores) quiserem correr de mim, podem preparar as canelas porque, como estou fisicamente melhor que em 2002 e vou correr atrás de vocês'', disse.

No almoço oferecido a Lula, estiveram representados 18 Estados, dos quais 16 governadores e 2 vice, entre eles Blairo Maggi (Mato Grosso), André Puccinelli (Mato Grosso do Sul), Jaques Wagner (Bahia), Marcelo Déda (Sergipe), Binho Marques (Acre), Jackson Lago (Maranhão), Ana Júlia Carepa (Pará), Paulo Hartung (Espírito Santo), Wellington Dias (Piauí), Marcelo Miranda (Tocantins), Ivo Cassol (ROndônia), Sérgio Cabral (Rio de Janeiro) e Wilma Faria (Rio Grande do Norte), Eduardo BRaga (Amazonas). (Informações do Portal G1)


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Comentários

Presidente Lula, embora tenha votado no senhor incondicionalmente, quero replicá-lo, dizendo que o seu grande e grave problema não foi os amigos, e sim a sua falta de cuidado nas cobranças das ações dos seu staff. Cuidado Eduardo, que isto lhe sirva de lição.


PREF DE OLINDA DESAFIOS DA PANDEMIA 21

23/11


2006

Lula quer "destravar" o Brasil até o fim do ano

Em reunião com a bancada de deputados federais do PTB nesta quinta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que as medidas que pretende adotar para acelerar o desenvolvimento econômico deverão estar prontas até o final do ano. ''Quero aproveitar até 31 de dezembro para ver se consigo destravar o Brasil das amarras que impedem o desenvolvimento'', teria dito Lula, segundo contou o deputado Luiz Antonio Fleury Filho (PTB-SP), um dos presentes ao encontro.

Segundo Fleury, Lula citou como exemplo o caso da Petrobrás que tem mais de 30 obras no Rio de Janeiro, que não podem ser levadas adiante por causa de obstáculos impostos por órgãos estaduais do meio ambiente. Fleury e o deputado Arnon Bezerra (PTB-CE) disseram que o presidente se mostrava animado e disse que há recursos para o governo fazer investimentos maiores. Para exemplificar, segundo os deputados, ele citou a Petrobrás que, até 2010, investirá US$ 87 bilhões, sendo US$ 81 bilhões no Brasil.

De acordo com deputados que estiveram no encontro, o presidente sinalizou que mudanças de ministro só deverão ocorrer depois da eleição para as presidências da Câmara e do Senado, que ocorrerá no dia 1º de fevereiro de 2007. ''Não tenho pressa. Vamos ter a eleição das Mesas (diretoras da Câmara e do Senado)'', teria dito Lula, segundo Fleury.

Segundo os deputados, Lula salientou o desejo de ter o PTB na base do governo. ''Diria que foi uma conversa formal, na qual o governo disse que gostaria de contar com o PTB e a bancada disse que queria fazer parte da base'', resumiu Fleury. ''A reunião levantou o astral. O presidente mostrou que a parceria que está buscando é de solidez'', afirmou o deputado Arnon Bezerra. Segundo ele, Lula afirmou que deseja fazer reuniões mais freqüentes com os aliados. As informações são do Portal G1.


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Fabio Lira

O primeiro passo seria a renúncia!!! Isso, e apenas isso, pode destravar o Brasil e tirá-lo do caos instaurado!


Ipojuca 2021

23/11


2006

Sanguessugas: Militão nega ter recebido comissão

O deputado José Militão (PTB-MG), acusado pela CPI dos Sanguessugas de envolvimento com a máfia das ambulâncias, negou nesta quinta-feira, durante depoimento ao Conselho de Ética da Câmara, ter recebido comissão para apresentar emendas ao Orçamento.

Militão é acusado pelo pelo empresário Luiz Antonio Vedoin --sócio da Planam-- de fazer acordo para receber uma comissão de 10% sobre o valor de suas emendas que fossem executadas por meio do esquema dos sanguessugas.

Segundo o deputado, dos sete municípios listados por Vedoin como beneficiados por emendas apresentadas por ele, apenas em Borda da Mata (MG) a empresa venceu a licitação.

Militão disse ainda que os depósitos de R$ 10 mil a Ricardo Paes e Auler Coelho --supostos laranjas-- se referem à doação de campanha para Coelho, que foi candidato a vice-prefeito de Porteirinha (MG) em 2004.

O parlamentar supostamente receberia a comissão na conta destes laranjas. Ele afirmou que os depósitos foram feitos em junho de 2004 e as compras da licitação só foram realizadas em janeiro de 2005. As informações são da Folha Online.


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Fernando Vieira

E o JARBAS hein? alguém ainda dúvida de que ele vai fazer "ferrenha" oposição ao Governo??? Tá me cheirando a mais um que vai ADERIR. ou então ficar quietinho na moita, feito um MARCO MACIEL. é demais!!! quá! quá! quá! quá!!!!


Petrolina abril 2021

23/11


2006

Saulo muda discurso e inocenta Milton Coelho

O suposto empresário Saulo Batista ressurgiu, ontem, no cenário político, para inocentar o presidente regional licenciado do PSB, Milton Coelho, a quem tinha acusado, no final do primeiro turno das eleições, de cobrar uma propina de R$ 1 milhão para formação de caixa dois, em troca da aprovação de um projeto seu junto à Petrobras. Dizendo-se “arrependido”, Batista afirmou que o episódio, que ficou conhecido como “o escândalo da Sacolinha”, não passou de uma farsa, montada por um grupo político adversário dentro do PSB, para derrubar a carreira política de Milton Coelho. A revelação foi feita por meio de uma carta endereçada ao próprio Milton, no mês de outubro, mas que só vazou para a Imprensa ontem.

O lobista afirma que foi procurado pelo ex-candidato a deputado federal Eduardo Leocádio, que mais tarde teria proposto um “contra-ataque” a Milton, em resposta ao cerceamento a que ele e o seu grupo estariam sendo submetidos dentro do partido. “A farsa tinha várias nuances. A queda de Milton ajudaria desde a divisão de poder no partido, como garantiria espaços no futuro governo. Os desdobramentos eram vários, inúmeros. E só não se fecharam porque nem ele (Leocádio), nem Jair Pereira se elegeram (como deputados estaduais). A intenção era que Jair, que lidera o grupo, assumisse a presidência do partido”, revelou Batista.

Questionado sobre o porquê de estar expondo a verdade, o empresário se disse vítima de uma segunda farsa de Leocádio, que teria gravado uma conversa para torná-lo o único responsável pelo golpe. “Não agiram de boa fé. Queriam acabar com Milton, e depois comigo, que sabia do processo. Não sou do partido, nem tive nenhuma vantagem financeira com isso, nem estou tendo. Resolvi falar a verdade porque desconfiei que eles estavam armando contra mim, e para a batata-quente não cair na minha mão”, afirmou o lobista, que também apresentou gravações em que ele e Leocádio conversam sobre o afastamento de Coelho da presidência do partido, e os desdobramentos da denúncia. As informações são da Folha de Pernambuco.


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Fabio Lira

Todos sabem das falcatruas desse Milton Coelho !! Aliás de coelho não tem nada... É gatuno mesmo!! Nesse caso, estão levando gatuno por coelho... Quero dizer, gato por lebre!!

Severino Isidoro Fernandes Guedes

Esses comentaristas que se escondem sob pseudônimos para agredir gratuitamente e covardemente a honra alheia são piores do que este senhor Saulo que agiu a serviço de interesses de partidos escusos e de políticos que deveriam estar fora da vida pública. São chupa-sangues!

Com certeza rolou alguns milhares de reais. O pior, o povo paga.

Drácula

VOU RESUMIR NUMA ÚNICA FRASE, O QUE EU ENTENDI DESTA MATÉRIA MAGNO..... " O $AULO $E ENTENDEU COM O $OCIALI$TA MILTON COELHO".....



23/11


2006

Sacolinha: Leocádio nega parceria com Saulo

Citado pelo lobista Saulo Batista como possível beneficiário das denúncias contra Milton Coelho, o ex-candidato a deputado federal Eduardo Leocádio recebeu as acusações com indignação, garantindo que as gravações apresentadas pelo suposto empresário teriam sido alteradas e editadas para incriminá-lo. Leocádio reconheceu as afirmações feitas contra Coelho, mas negou que tivesse agido em parceria com Batista. Segundo o ex-candidato, o lobista agiu por conta própria e, em certo momento, o procurou para participar do esquema. Sentindo-se ameaçado, Leocádio gravou conversas que teve com o empresário, e mais tarde disponibilizou o conteúdo ao próprio Milton Coelho, para provar a sua inocência.

“Não preciso de outra coisa que não a publicação, na íntegra, do conteúdo dessas gravações. Tenho certeza que por si só elas revelarão a verdade dos fatos. Para me resguardar de qualquer envolvimento, disponibilizei essas gravações quando surgiu, há cerca de um mês, o boato dessa absurda suposição”, argumentou  negando também ter ligação política com o ex-candidato a deputado estadual, Jair Pereira.

“Milton fez besteira e quer espalhar essa conversa dentro do partido. Só não sei se ele agora está fazendo isso junto com Saulo, já que os dois estão apresentando a mesma versão”, disparou o ex-candidato.

Jair Pereira negou que haja qualquer briga interna de poder no PSB, assim como a existência de grupos. O socialista frisou que este é “um episódio policial”, e que seria um erro fazer vinculações políticas. “O único grupo que existe no PSB é o de Miguel Arraes e de Eduardo Campos. Eu fico com a opinião do governador eleito, que esse é um episódio policial e que é um erro promover qualquer conotação política sobre essa situação lamentável”, defendeu-se Pereira. As informações são da Folha de Pernambuco.


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ALEPE

23/11


2006

PTB apoia Lula mas não vai integrar coalizão do governo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou boa parte da manhã desta quinta-feira reunido com a atual e a futura bancadas do PTB no Congresso para garantir o apoio do partido no segundo mandato. O partido, entretanto, não foi convidado para integrar a coalizão de governo, como ocorreu com o PMDB no dia anterior.

"O partido garante apoio ao presidente Lula no painel (de votações). Nós já temos um ministro no governo. Esse é o nosso espírito. Seria muito deselegante expressarmos a nossa  parceria, a nossa vontade de servir pedindo cargos", afirmou o líder do PTB na Câmara, José Múcio (PE).

Vieram ao encontro do presidente além da atual bancada, deputados e senadores eleitos, suplentes e simpatizantes do partido, segundo o relato de Múcio. O encontro teve duração de pouco mais de 1h30.

O líder petebista saudou a iniciativa de Lula de construir uma base sólida através de apoios institucionais e voltou a afirmar que o partido não deseja mais cargos no primeiro escalão do governo além do Ministério do Turismo, ocupado por Walfrido Mares Guia. As informações são do Portal G1.


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Bandeirantes 2021

23/11


2006

Deputado do PT é preso durante operação da PF

Juvenil Alves (PT-MG), eleito deputado federal em outubro, foi preso nesta quinta-feira durante a ''Operação Castelhana'' da Polícia Federal, que combate crimes financeiros e cumpre no total 20 mandados de prisão. Ele foi detido em Belo Horizonte e já foi levado para a superintendência local da PF.

Segundo a PF, ele é sócio do escritório de advocacia Juvenil Alves e Associados, especializado em direito tributário e que teria ajudado uma organização criminosa que teria causado um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão aos cofres públicos.

A ''Operação Castelhana'' acontece em cinco Estados (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, Alagoas) e no Distrito Federal. Cerca de 250 policiais federais e 120 auditores da Receita Federal cumprem aproximadamente 20 mandados de prisão e 50 de busca e apreensão expedidos pelo Juízo Federal da Vara Especializada em Lavagem de Dinheiro de Belo Horizonte.

O esquema de fraudes da organização criminosa, chefiada por Belo Horizonte, faz uso de sociedades anônimas offshore estabelecidas no Uruguai e na Espanha --daí o nome ''Operação Castelhana''-- em nome de ''laranjas'' para ocultar valores e bens de empresários brasileiros. Dessa forma, esses bens permaneciam fora do alcance de possíveis cobranças fiscais e execuções judiciais.

Essas empresas offshore constituíam então sociedades no Brasil, que adquiriam o patrimônio dos empresários e transferiam para si a propriedade dos bens. As informações são da Folha Online.


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Serra Talhada 2021

23/11


2006

Governo planeja mudanças na área de comunicação

O governo planeja uma mudança radical na área de comunicação, que no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva teve desempenho muito aquém do planejado. Pelo que está em estudo, a Secretaria de Comunicação (Secom) passa a ser denominada Secretaria de Democratização da Informação (SDI), saindo da esfera da Secretaria-Geral da Presidência para as mãos da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que deverá ter poder fortalecido na nova gestão.

A principal missão da nova secretaria será implementar o capítulo da democratização da informação, incluído no programa petista para o segundo mandato. O governo decidiu retomar o assunto mesmo após o fracasso da tentativa de criar o Conselho Nacional de Jornalismo (CNJ) e a Agência Nacional de Cinema e Audiovisual (Ancinav), que, entre outros pontos, se propunha a disciplinar e a regulamentar o funcionamento dos meios de comunicação. A Agência Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) se manifestaram contrárias ao CNJ e à Ancinav, por entender que representariam interferência do Estado.

Entre as medidas consideradas capazes de democratizar a comunicação em estudo, estão mudanças na legislação e nos critérios de concessão de rádio e TV, além do fortalecimento de mídias alternativas e regionais. Também há planos para TV digital e tecnologia da comunicação. As informações são do Portal G1.


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

23/11


2006

Saulo narra a Eduardo como montou farsa contra Milton

Em carta ao governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos(PSB), o ex-militante político Saulo Batista narra como montou a farsa contra o presidente licenciado do PSB, Milton Coelho. O documento é rico em detalhes e surpresas. Relata que há uma divisão no partido entre as correntes de Milton e Jair Pereira e traz uma bomba: seu alvo inicial não era Milton, mas o coordenador geral da campanha de Eduardo Campos, Danilo Cabral. Veja abaixo o texto na íntegra, que este blog teve acesso e perceba que existem muitos outros personagens também citados na operação, que deu no chamado ''escândalo da sacolinha''.

 

Ao Deputado Eduardo Campos

Presidente Nacional do PSB

 

A fim de esclarecer as razões das movimentações empreendidas por mim e que culminaram na divulgação das gravações que causaram tanto transtorno ao PSB, a Simone Coelho e Milton Coelho, apresento nesta carta alguns detalhes destes acontecimentos que não serão divulgados por nenhum outro meio.

 

No dia 10 de junho de 2006, eu estava em Belo Horizonte quando recebi um contato telefônico de Eduardo Leocádio, amigo de longa data e que me disse que estava sendo candidato a deputado federal em Pernambuco.

 

No dia 12 de junho eu cheguei a Pernambuco quando Eduardo Leocádio meu deu conhecimento da disputa interna que supostamente haveria dentro do Diretório Regional do PSB entre grupos liderados por “Jair Pereira e Milton Coelho”. Ele, inclusive, destacou que o fato dele sair candidato, caso ele tivesse expressiva votação, serviria como instrumento de fortalecimento do grupo liderado por “Jair Pereira”, do qual ele faria parte.

 

Essas primeiras conversas estavam restritas a uma possível colaboração que eu poderia dar na arrecadação de fundos para a campanha de Eduardo Leocádio, que inclusive chegou a me convidar para ser seu coordenador financeiro, função que cheguei a exercer informalmente por algum tempo, inclusive entrando em contato com um certo “Rodrigo”que seria o responsável pela abertura de contas das candidaturas. Só não cheguei a abrir a conta da campanha de Eduardo Leocádio nesta ocasião porque, por falta de organização e tempo, ele não chegou a me entregar a procuração para a abertura da conta. A conta da campanha de Eduardo Leocádio somente foi aberta por ele na sexta-feira anterior à votação de primeiro turno.

 

Com o passar do tempo, o assunto referente a essa “guerra interna” do PSB se aprofundou, inclusive ele me narrou diversos fatos que, segundo ele, exemplificariam o cerceamento que eles estariam sendo submetidos dentro do partido. Neste momento, ficou acertado que nós empreenderíamos um contra-ataque, principalmente dirigido a Danilo Cabral e, posteriormente, a Milton Coelho. Segundo Leocádio, Roberto Motta era um agente dessa operação.

 

Em nossa avaliação conjunta, e devo dizer que não posso me isentar de “culpa”, tendo em vista que realmente fui um artífice da idéia central do plano, a forma mais contundente de atingir esses dois atores políticos ( Milton e Danilo ) seria através de um incidente envolvendo financiamento de campanha, aproveitando a ressonância do clima que este assunto estava promovendo no cenário nacional.

 

Foi então que bolamos a estratégia de ação. Eu procuraria por Danilo Cabral e lhe proporia um negócio aparentemente irrecusável: uma doação de um milhão de reais em troca de uma “ajuda” na aprovação de um projeto na Petrobras. Não seria necessário nem a aprovação concreta e nem a efetivação do pagamento da “propina”, apenas caracterizar a participação de Danilo Cabral nesse suposto esquema já seria suficiente para os objetivos serem alcançados.

 

Avaliando que Danilo Cabral, devido a incidentes recentes que ocorreram entre os dois, não se sentiria a vontade de tratar isso com Eduardo Leocádio e, para que ele ( Leocádio) pudesse se preservar ao máximo nessa situação, decidimos que o contato com Danilo Cabral se daria através de Frederico Haeckel, mas precisamente ligado ao vereador. Frederico Haeckel não sabia de nossas intenções e agiu pensando estar dando uma valiosa contribuição para a campanha de Eduardo Campos. Inclusive Danilo Cabral pode confirmar a informação de que Frederico Haeckel entrou em contato com ele ligando do telefone do escritório de Eduardo Leocádio.

 

A nossa avaliação previa que quem seria destacado para tratar esse assunto seria Danilo Cabral, Coordenador Geral da Campanha, ou Milton Coelho, responsável pela articulação nacional do PSB-PE. Por razões que desconheço, Danilo Cabral não nos recebeu naquela data ( 27 de julho), destacando Romero Pontual para tratar do assunto. Até esse momento eu não sabia sequer quem era Romero Pontual. Essa reunião ocorreu no Comitê Central da Frente Popular de Pernambuco, no Torreão.

 

No dia 2 de agosto, nos reunimos no escritório político de Eduardo Campos, na Rua do Alagamento, dentro da sala de Eduardo Campos, com Romero Pontual, na presença de Frederico Haeckel, de Pedro Mendes e de George, um empresário da área de eventos para o qual havia uma promessa de viabilização de patrocínio da Chesf por parte de Jair Pereira. Nessa reunião, ao explicar a Pedro Mendes como funcionaria o esquema, a fala de Romero fazia parecer, sem sombra de dúvida, que era ele, naquele momento, quem estava propondo o esquema de propina. Danilo Cabral pode confirmar o acontecimento desta reunião, apesar de dela não ter participado.

 

Por várias vezes tentamos nos reunir com Danilo Cabral, sem sucesso. Foi então que buscamos, através de Simone Coelho, o contato com Milton Coelho para que fosse ele o alvo desta investida. O resultado desta investida pôde ser acompanhada pelos meios de comunicação e todos já sabem no que culminou.

 

Certo da necessidade de confirmar esses fatos, irei produzir novos materiais dessa minha narração.

 

Brasília, 13 de outubro de 2006

 

Saulo Batista da Silva


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Comentários

guilherme alves

Muita estranha essa seqüencia de notícias sobre o caso engendrado pelo Saulo Batista, e, especialmente, a exclusividade do blog sobre o assunto.

josé arnaldo amaral

...EÍ-LOS... OS ALOPRADOS DO PSB-PE...AUTOFAGIA INTERNA...EXPLÍCITA...O GOVERNADOR ELEITO NÃO CARECE DE INIMIGOS...VADE RETRO, TRAÍRAGEM ...! ! !


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

23/11


2006

Promotores acusam delegada de não cumprir investigação

O relatório da Polícia de São Paulo, que não vê crime político no assassinato a tiros do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002, foi criticado pelos promotores de Justiça que apuram o caso. Eles acusam a delegada Elizabete Sato, do 78º Distrito Policial, de fechar o inquérito sem ter cumprido mais da metade da pauta de investigação.

Indignados, eles decidiram seguir adiante. Independentemente da conclusão da polícia, já estão tomando depoimento de testemunhas que, acreditam, poderão levar à identificação de outros mandantes e executores. A delegada, segundo os promotores, teria ignorado até recomendação de um investigador de sua equipe sobre a importância da quebra de sigilo de 33 linhas telefônicas que poderiam levar à identificação do grupo que manteve o prefeito em cativeiro e dos autores dos disparos.

O policial, Marcos Antonio Badan Fonseca, avisou que as operadoras mantêm em arquivo por no máximo 5 anos os históricos de chamadas. Em 18 de janeiro de 2007 o crime completará 5 anos. Os promotores resolveram pedir à Justiça autorização para acesso a esses dados. "De um total de 16 diligências que pedimos a delegada cumpriu 5", disse Roberto Wider, da unidade de elite do Ministério Público para combate ao crime organizado. As informações são do Portal G1.


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