12/11


2006

Lula e o seu jeito de montar um ministério

 Gustavo Krieger
Da equipe do Correio Braziliense

Na última semana, numa conversa com um de seus ministros mais próximos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva jogou a isca: “E o Delfim? O que você acha dele?”. Experiente, o ministro optou pela cautela. Sabendo que Lula gosta muito do deputado Delfim Netto (PMDB-SP), fez vários elogios, mas lembrou que certamente haverá muita resistência dentro do PT se ele for convidado para o ministério. O presidente ouviu, não fez comentários e mudou de assunto. “Terminei a conversa sem saber o que ele está pensando”, confessa o ministro. Lula tem um estilo peculiar na hora de escolher ou dispensar auxiliares. Ouve muito, mas faz questão de deixar claro que a decisão final é dele. Gosta de controlar o calendário das escolhas, irrita-se quando se sente pressionado, não gosta de ler especulações nos jornais. Dá poucas pistas sobre o futuro até a seus interlocutores mais próximos e mantém ministros e ministeriáveis em estado de permanente tensão.

Um assessor palaciano, dos poucos a saber que tem emprego garantido depois da virada do ano, conta que a romaria de ministros ao gabinete presidencial aumentou depois da reeleição. “Todos os dias há um monte de pedidos de audiência. O presidente não agüenta mais tanto Power Point”. Interessados em mostrar serviço, os ministros levam slides e mais slides com as realizações de suas pastas. A estratégia é mais comum para os ministros técnicos, que entraram na equipe este ano em lugar dos políticos que saíram para disputar a eleição. Sem apoio político, sabem ter poucas chances de ficar no cargo. E sem intimidade com o presidente, desconhecem que ele odeia exposições em Power Point.

Quem acompanhou de perto a formação do primeiro gabinete de Lula ou as sucessivas reformas ministeriais, sabe que ele é dado a reviravoltas. Em 2002, o baiano Jaques Wagner, um dos petistas mais próximos do presidente, brincava: “Todo mundo acha que eu vou ser ministro porque sou amigo do Lula. Mas se ele tiver de sacrificar alguém para conseguir uma composição política, o primeiro candidato é o amigo, que não vai causar problemas”. Só na véspera do anúncio, soube que seria ministro do Trabalho.

Sinais

Antes da reforma ministerial mais recente, Lula teve várias conversas com Tarso Genro sobre assuntos de segurança nacional. Acreditando que seria chamado a ser ministro da Defesa, Tarso passou horas lendo sobre o assunto. Acabou ministro das Relações Institucionais.

Até agora, o presidente disse a poucos ministros que eles ficarão. Sinalizou publicamente a permanência da equipe econômica, mas ainda não teve a conversa definitiva sobre o assunto nem com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, nem com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Todos apostam na manutenção dos ministros palacianos, grupo que inclui Dilma Rousseff, Tarso Genro e Luiz Dulci. Para eles, que conhecem melhor o chefe, um dos sinais de permanência vem na constante provocação de Lula. Sempre que algum dos ministros da Coordenação Política discute um projeto de longo prazo, Lula provoca: “E quem disse que você vai ficar?” No Planalto, a brincadeira é vista como uma espécie de garantia de permanência.

Especulações

Tanto mistério só aumenta as especulações em torno do ministério. Lula irrita-se com essas especulações quando identifica nelas uma forma de pressão. E se há uma coisa que o presidente não suporta é a impressão de que alguém manda no governo além dele. Quando era o todo poderoso ministro da Casa Civil, José Dirceu queixava-se. “Cada vez que alguém escreve que eu mando no governo, sei que vou ter uma semana infernal”. A cara do chefe fechava-se na hora. Logo depois de reeleito, incomodado com boatos sobre mudanças no governo, Lula definiu. “Todo mundo é ministro e continua ministro enquanto eu quiser. Quem escala a seleção brasileira é o Dunga e quem escala os ministros sou eu”.

Em outros casos, as especulações servem ao presidente. Ele usa interlocutores e a mídia para testar a receptividade a nomes que estão em sua cabeça. Fez isso nos últimos dias com o empresário Jorge Gerdau. Elogiou-o tanto que fez Gerdau ir ao topo da lista de ministeriáveis. O PT reclamou, empresários elogiaram. Até que o próprio Gerdau encerrou a boataria com uma nota oficial na qual descartou qualquer possibilidade de entrar no governo.

Acordos políticos

Em 2002, Lula ficou longe das conversas com os aliados, entregues a José Dirceu. Ele nunca mostrou afinidade com este tipo de negociação. Ocupou o governo com velhos companheiros, boa parte deles derrotada nas eleições daquele ano. Com pouco espaço para composições, ganhou uma base pouco confiável no Congresso. O resultado viria meses depois com a crise política e o escândalo do mensalão.

Desta vez, Lula diz entender a importância dos acordos políticos. Jura que só começará a convidar ministros depois de uma conversa com cada um dos partidos de sua base no Congresso, a começar pelo PMDB. Mas já revelou sua impaciência. Queixou-se da dificuldade de encontrar um interlocutor capaz de falar pelo PMDB. Exigiu que o partido se unisse antes de negociar e avisou: “quero um líder que venha aqui me dizer que tem os votos para apoiar o governo e não pedir a ajuda do governo para conseguir votos”.

Lula confidenciou que deve definir todo o ministério antes do Natal. Serão semanas de nervos à flor da pele para ministros e políticos interessados em substituí-los.


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Ipojuca 2021 IPTU

12/11


2006

A máfia do lixo na capital Federal

Do Correio Braziliense neste domingo: 

"O serviço de limpeza urbana do Distrito Federal virou caso de polícia. Mesmo assim, corre o risco de continuar, por mais seis meses, nas mãos da Qualix, acusada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas do DF de se beneficiar de um esquema criminoso. A prorrogação vai render pelo menos R$ 50 milhões a mais à empresa, que foi contratada pela Belacap sem licitação e já custou R$ 719,8 milhões aos cofres públicos desde 2000. Desculpa de evitar o caos no sistema de recolhimento das mais de duas mil toneladas de lixo por dia é usada pelo GDF para manter o grupo, que além das acusações de superfaturamento responde por danos ao meio ambiente. Licitação suspensa prevê contrato de R$ 1 bilhão para os próximos cinco anos."


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Petrolina abril 2021

12/11


2006

Seis anos perdidos atrás do volante

 Um especialista da Universidade Federal do Rio de Janeiro fez um levantamento e chegou à seguinte conclusão: O carioca perde trinta dias em longos engarrafamentos no período de um ano. Considerando que este carioca tenha uma vida que vá até 60 anos, no final ele terá perdido seis anos parado no trânsito. Este é o principal destaque neste domingo do Jornal do Brasil.


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ALEPE

12/11


2006

Crescimento proposto por Lula exige R$ 40 bilhões

 Do Estado de S.Paulo neste domingo:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cansa de falar que o Brasil caminha rumo a um crescimento de 5% ao ano. Mas até agora não deu as pistas de como vai derrubar um dos principais obstáculos a esse objetivo: o sucateamento da infra-estrutura do País. Levantamento feito pelo Estado com especialistas do setor mostra que apenas dez megaprojetos considerados prioritários para a aceleração do crescimento exigem investimentos na casa dos R$ 40 bilhões. Isso sem contar a concessão das rodovias federais, que representará uma injeção de recursos de R$ 19,6 bilhões, no prazo de 25 anos.

Entre os projetos que precisam sair do papel estão empreendimentos como as Hidrelétricas de Belo Monte e Rio Madeira, Ferrovia Norte-Sul, BR-163 e melhorias no Porto de Santos, o maior da América Latina. A maioria estava na lista de promessas de campanha nas eleições de 2002, renovadas em 2006. Alguns continuam empacados por questões ambientais ou judiciais. Outros sofrem com a burocracia dos órgãos públicos e com problemas de gestão. E todos enfrentam a falta de capacidade de investimento do Estado, estrangulado pelos gastos na máquina pública. Na média, os investimentos federais no setor limitam-se a 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB).

De acordo com dados da Associação Brasileira da Infra-Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o País precisa de R$ 87,7 bilhões de investimento por ano, ou 4,25% do PIB de 2005, que foi de R$ 1,93 trilhão. A expectativa da entidade era chegar em 2006 a 3,3% do PIB, incluindo dinheiro público e privado. Mas certamente será mais um ano de frustração. (Rene Pereira)


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José Rodrigues da Silva

Produzir elementos factíveis, não é dessa tarefa que o Luiz se ocupa. Sua melhor "performance" se observa engabelando os acretinados brasileiros, de tão numerosa existência, princinpalmente na região mais desenvolvida do país: o nosso Nordeste! Viva a raimundinho, o estuprador da boa verdade!!!



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2006

ONG pernambucana na mira do TCU

De Luciana Constantino

Da Folha de S.Paulo

''Este telefone está programado para temporariamente não receber chamadas.'' Ouviu esse recado quem ligou na sexta-feira para a ONG Urihi - Saúde Yanomami, uma das entidades auditadas pelo TCU (Tribunal de Contas da União).
A fiscalização aponta que a entidade foi criada em 1999 em Boa Vista (RR) exclusivamente para celebrar convênios com a Funasa (Fundação Nacional de Saúde), a partir da associação de seis pessoas e cuja sede era a própria casa de seus dirigentes.
Até 2002, recebeu R$ 33,85 milhões para prestar assistência à saúde dos índios ianomâmis. O primeiro convênio, de R$ 8,77 milhões, foi firmado só três meses após sua fundação, sem apresentação de certidão de regularidade fiscal nem documentos comprovando a capacidade jurídica, descumprindo a legislação. Em documento de 2005, a própria ONG admite ter sido montada para receber recursos do governo federal.
''A Urihi decidiu não firmar novo convênio. A partir daí, a estrutura administrativa da Urihi, montada especificamente para apoiar a execução de convênios com a Funasa, foi desativada'', relata o TCU.
Outro caso destacado pelo TCU é o da Cunpir (Coordenação da União dos Povos e Nações Indígenas de Rondônia, norte de Mato Grosso e sul do Amazonas), que se configura com ''caráter cultural'', mas fez convênios com a Funasa no valor total de R$ 11,39 milhões para prestar assistência médica aos índios. A Folha tentou falar com representantes da Cunpir, mas os números de telefone nem sequer estão ligados.
Já a APNE (Associação Plantas do Nordeste), que firmou três convênios com o governo federal no valor de R$ 8,84 milhões, é citada como ''mera intermediadora de gerenciamento de recursos''. A fiscalização diz que a ONG não tem sede própria e funciona em salas cedidas por empresa pública do Estado de Pernambuco. O diretor da APNE, Franz Pareyn, diz que a entidade tem um acordo de colaboração com a empresa desde 1994, quando foi criada.
Pareyn rebate as críticas dizendo que há 12 anos a ONG tem trabalhos com o governo federal e que em momento algum teve sua capacidade questionada.


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José Rodrigues da Silva

Bem maior, imoral e inexplicável de qualquer "valerioduto", são as ongs. Encontrou-se a maneira mais torpe de solapar o dinheiro público: usando como elemento de pieguice, os misérias humanas! O ser humano é pródigo em sofismas e canalhices!!!


Bandeirantes 2021

12/11


2006

Oposição tenta criar CPI das ONGs no Senado

 A oposição no Senado tem requerimento pronto para criar uma CPI com que investigue o repasse de recursos públicos para ONGs e Oscips (Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público). A CPI, proposta pelo senador Heráclito Fortes (PFL-PI), investigaria como as verbas foram gastas. O requerimento tem as 27 assinaturas necessárias para criar uma CPI no Senado.
Heráclito chegou a protocolar, anteontem, requerimento de criação da CPI das ONGs. Mas o documento não tinha fato determinado. Ele refez a justificativa e recomeçou a coletar assinaturas.
A proposta de criação da CPI surgiu quando petistas foram presos com R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar um suposto dossiê antitucano. Um dos envolvidos, Jorge Lorenzetti, era colaborador da rede Unitrabalho, que recebeu por convênios R$ 18,5 milhões dos cofres públicos, segundo o site Contas Abertas. Na gestão FHC, a fundação recebera R$ 840,5 mil. Lorenzetti também era analista de mídia e risco do PT.


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Serra Talhada 2021

12/11


2006

Mais de R$ 150 milhões foram distribuídos para ONGs

 Leiam o que a Folha levantou sobre a farra das ONGs 

MARTA SALOMON
DA Folha de S.Paulo

Organizações não-governamentais sem condições ou sem capacidade para executar convênios com a União receberam mais da metade -54,5%- das verbas federais destinadas a atividades para as quais faltam braços ao Estado, estima relatório de auditoria recém-aprovado do TCU (Tribunal de Contas da União), com base em amostra que para o órgão representa o padrão de comportamento dessas entidades.
O TCU analisou detalhadamente 28 convênios celebrados com dez ONGs. Eles cuidam da prestação de serviços na área de saúde indígena à concessão de bolsas de estudo, passando pela capacitação do programa Primeiro Emprego e pela compra de ambulâncias.
Os convênios analisados receberam R$ 150,7 milhões dos cofres públicos entre 1999 e 2005. O Siafi (sistema informatizado de acompanhamento de gastos federais) mostra que entidades privadas sem fins lucrativos movimentam quantias bilionárias de tributos arrecadados no período.
Desde 2001, com exceção de 2003 (ano de drástica redução de gastos não-obrigatórios), essas entidades vêm recebendo mais de R$ 2 bilhões por ano, em valores corrigidos pela inflação. O total de convênios é um mistério. Lideram os repasses os ministérios da Saúde e o de Ciência e Tecnologia.

Sem controle
A relação entre o Estado e as ONGs, de acordo com o TCU, é pautada pela quase absoluta falta de controle, com conseqüente perda aos cofres públicos e à população.
"O que está ocorrendo é uma verdadeira terceirização da execução das políticas públicas para organizações da sociedade civil, daí descambando para toda sorte de ilícitos administrativos, tais como a burla da exigência de concurso público e de licitações, o uso político-eleitoreiro dos recursos transferidos, o desvio de recursos para enriquecimento ilícito, entre muitos outros", diz a auditoria relatada pelo ministro Marcos Bemquerer Costa (foto) à qual a Folha teve acesso.
O relatório determina a adoção de providências pelos ministérios do Planejamento e da Justiça. O TCU cobra a divulgação, pela internet, de todos os convênios para repasses de recursos públicos a entidades privadas, assim como do cadastro completo das entidades de interesse público (as Oscips) ou de utilidade pública.
O ministro Paulo Bernardo (Planejamento) disse que as recomendações do TCU serão acatadas pelo governo porque "há interesse em haver total transparência" no trato dos recursos públicos destinados às ONGs. Segundo ele, é preciso melhorar os mecanismos de controle desses convênios.
"Queremos restringir o acesso de recursos públicos apenas a quem tem condições", disse ele, ainda sem conhecer os detalhes da auditoria.
O TCU recomendou ao Tesouro Nacional que adote critérios "aferíveis e transparentes" para a escolha de entidades que receberão dinheiro público. Durante a auditoria, constatou-se que os planos de trabalho das ONGs não seguem regras determinadas pelo Tesouro. Em geral, os objetos dos convênios não são definidos com precisão, as metas são vagas e as irregularidades incluem ainda superfaturamento de preços e notas fiscais frias.
Além disso, foram detectadas falhas na avaliação que antecede a aprovação dos convênios. Há situações em que os pareceres dos órgãos públicos simplesmente inexistem.
É o caso de convênio entre o CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e a Associação de Plantas do Nordeste, em que não houve análise técnica. A ONG atuou como mera intermediadora de recursos públicos, já que não executaria atividades de pesquisa para as quais foi contratada pelo Ministério de Ciência e Tecnologia.
Em cinco convênios auditados da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), faltaram certidões que atestassem situação regular com o Fisco. Uma das entidades contratadas, a Urihi -Saúde Yanomami, teria sido criada, segundo o TCU, só para receber e gerenciar dinheiro (R$ 33,8 milhões) da Funasa (leia texto nesta página).
Na avaliação dos auditores, dada a quantidade e a semelhança das falhas nas primeiras fases dos convênios, elas não se limitam a irregularidades formais. Seriam omissões, "ou até mesmo ações deliberadas para dificultar a efetividade do controle nas fases subseqüentes".


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12/11


2006

TCU investiga a farra das ONGs

 Destaque deste domingo do jornal Folha de S.Paulo: "Organizações não-governamentais sem condições para executar convênios com a União receberam mais da metade _54,5%_ das verbas federais destinadas a complementar atividades do Estado, segundo relatório de auditoria do Tribunal de Contas da União. Há entidades beneficiadas que não têm sede ou que receberam o dinheiro sem apresentar a documentação exigida por lei."


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Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

12/11


2006

A fantástica experiência do Recife no campo digital

''Uma das experiências comunitárias mais interessantes que já conheci dentro e fora do Brasil --e não conheci poucas-- está em Recife, onde transformaram um bairro abandonado, no centro, em uma imensa incubadora de tecnologia de informação''. O depoimento é do jornalista Gilberto Dimenstein, da Folha de São Paulo, em artigo que este blog reproduz hoje, atestando que Pernambuco avançou muito no campo da tecnologia digital. Boa leitura!


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12/11


2006

Bastidores da política e do poder

Pelo espaço que já deu ao vice-governador eleito, começando com a indicação para coordenar a equipe de transição, o governador eleito Eduardo Campos (PSB) dividirá a tarefa de governar com João Lyra Neto (PDT). Na prática, Lyra terá a mesma liberdade e autonomia que o ex-governador Jarbas Vasconcelos deu ao vice Mendonça Filho.

 

Foi Mendonça que, ainda no primeiro mandato de Jarbas, coordenou o processo de privatização da Celpe. O ex-governador gostou tanto do desempenho dele ( Mendonça ) que vivia se derramando em elogios ao auxiliar, transformado ao final do seu segundo mandato no candidato da aliança.

 

Eduardo se inspirou em Jarbas? Nada disso. O governador eleito acertou na escolha do seu vice, que foi um bom prefeito de Caruaru e é um empresário bem-sucedido. Além disso, João Lyra, como Mendonça Filho, é de uma fidelidade canina ao chefe. Sendo assim, não se surpreenda se o vice-governador eleito vir a coordenar o núcleo duro do futuro governo. Já se foi o tempo no Estado em que a figura do vice era desprezível, exercia apenas um papel constitucional, de substituir o governador nas suas ausências do Estado e do País. Novos e bons tempos!

 

Nem um aperto de mão – As ironias da vida: na sua passagem pelo Rio de Janeiro, entre quarta-feira e ontem, Eduardo Campos ficou hospedado no mesmo hotel em que estava o deputado federal José Mendonça Bezerra (PFL), pai do governador Mendonça Filho. Tomaram café da manhã, coincidentemente, no mesmo horário, se cruzaram por várias vezes no hall do hotel, mas um fez que não viu o outro. O hotel é o Everest, localizado em Ipanema.

 

Um ombro amigoO deputado Armando Monteiro Neto (PTB) consolou o pai do governador Mendonça Filho. Numa conversa rápida no salão verde da Câmara, quarta-feira passada, o líder trabalhista disse o seguinte a Mendonção: “Há uma quase unanimidade na cena política do Estado de que Mendonça Filho saiu desta eleição, embora derrotado, maior do que entrou”.

 

 

 

Galos de briga – Inocêncio Oliveira e Augusto César, apesar de vitoriosos com Eduardo Campos, continuam trocando farpas e brigando em Serra Talhada. César acusa Inocêncio de ter montado uma foto ao lado dele para espalhar na cidade a falsa versão de que estariam buscando um entendimento com vistas às eleições de 2008. Inocêncio soube e declarou a este blog que ele e César eram como água e óleo: não se misturam.

 

Um bagaço – Os Conselhos Tutelares do Recife funcionam em estruturas as mais precárias, sem móveis adequados e equipamentos obsoletos. O Ministério Público entrou em ação e deu um prazo até dezembro para o prefeito João Paulo dar condições de trabalho aos conselheiros. Do contrário, a Prefeitura pagará uma multa braba.

 

Fim do nepotismoPor falar em Ministério Público, encerra em 5 de dezembro o prazo dado aos prefeitos do Estado para que demitam todos os parentes. Tem prefeito que sinaliza que vai ignorar a determinação. Flávio Gadelha, de Abreu e Lima, na Região Metropolitana, é um dos campeões em empreguismo da parentalha. E, até o momento, não deu indicações de que vai se dobrar à determinação do MP.

 

 

Drible na lei seca – No Interior, o governador Mendonça Filho levou uma derrota acachapante para Eduardo, porque, dentre outros motivos, foi abandonado pelos seus próprios aliados. Em Sertânia, por exemplo, o vereador Gustavo Lins (PSDB), um dos principais aliados do pefelista, foi detido em um bar no dia da eleição. Ao invés de trabalhar, o aliado preferiu encher a cara, passando por cima da lei seca. E se deu mal.

 

Olho nele! O prefeito de Sairé, Everaldo Dias de Arruda, que está sendo investigado pelo MP, anda num Ecosport luxuoso, apesar de governar um município miserável. O carro estaria registrado no nome da mulher Luciene, que teria um salário de marajá como diretora de uma creche fechada. Que horror!

 

Mais maracutaiaJá em Santa Cruz do Capibaribe, a capital da sulanca, o Tribunal de Contas abriu auditoria na Prefeitura  para investigar superfaturamento e fraudes em licitações na merenda escolar, no transporte escolar e no Fundef, o Fundo de Desenvolvimento da Educação. O promotor Iron Miranda dos Santos pediu também uma auditoria na folha dos servidores inativos.

 

 

 

 

Vapt-Vupt

 

* O presidente Lula deu uma escapadinha da Imprensa no meio da semana passada em Brasília e conseguiu ir a um restaurante na periferia da cidade sem ninguém saber. No Rosental, de um ex-garçom de JK, fez uma pajelança com gente que o ajudou a escapar do mensalão.

 

* O economista Aristides Monteiro, um dos homens fortes do futuro Governo Eduardo, cotado paro o Planejamento, é cria da ex-secretária da Fazenda, Tânia Bacelar. Foi ela quem o indicou a Eduardo Campos para coordenar a elaboração do programa de Governo.

 

* Frase do dia: “Fui ao Palácio das Princesas e pensei que estivesse entrando num cemitério”. (Um político do Interior, ao relatar o clima de fim de governo no Estado).


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Comentários

José Rodrigues da Silva

Pode o João, o vice, ser tudo o que lhe imputa o Magno um pouco exageradamente. Só não lhe extraí a pecha de bom pagador. Homem que não honra compromissos financeiros, não merece esse apelido!

Em Pernambuco, apesar de ser um Estado tradicionalmente de campanhas radicalizadas, os políticos são educados. Eduardo, eleito governador, deveria ter tomado a iniciativa de falar com o pai do governador.


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