Ipojuca 2021

07/11


2006

Uso da máquina até para namorar

Da coluna de Cláudio Humberto: "O governador reeleito de Minas, Aécio Neves, passou o feriadão na praia de Jericoacara (CE) ao lado de duas morenaças. Usou jatinho e helicóptero".


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Comentários

Severino Isidoro Fernandes Guedes

Deixa o homem namorar!!!!!!!!!!!

Fernando Vieira

A QUAL DAS DUAS " MÁQUINAS" O BLOGUEIRO SE REFERE? Ora, pois... e quem disse que o jatinho e o helicóptero são do Governo de Minas???

Raimundo Eleno dos Santos

Quem lida com mél, mesmo sem querer coloca o dedo na boca. É impulso natural. Quem não botaria? Até eu que tenho propensão ao diabetes.Ainda mais sendo jovem com duas massudas e saradas morenas.Ninguém agüenta. Salomão não aguentou. Foram mil as suas mulheres.Aécio só mostrou duas.É modesto.


Petrolina abril 2021

07/11


2006

Arraes merece respeito!

"A liquidação das velhas formas de dominação, a exemplo do coronelismo, está sendo a mais importante notícia dada pelas urnas das eleições deste ano no Nordeste brasileiro. Essa transformação é abordada pelo sociólogo e quadro intelectual importante da derrotada aliança “União Por Pernambuco”, José Arlindo Soares, em entrevista ao jornal o Estado de São Paulo. O entrevistado apontou, com justiça, a atuação da esquerda para que, nas últimas décadas, esse processo se acelerasse, mas fazendo injustiça com o ex-governador Miguel Arraes.

O falecido líder socialista – que jamais foi um “pai dos pobres” – teve o pioneirismo social de transformar os semi-escravos do eito da cana, neste Estado, em trabalhadores com salário mínimo e carteira assinada, o que, por si, foi e é um gesto revolucionário que se impôs para ficar. Perto disso, qualquer gesto clientelista que tenha acontecido se transformou num factóide, incapaz de ser uma determinante capaz de condenar a forma como Arraes tratou os trabalhadores.

No entanto, Soares se apressa em deslustrar o velho líder, repetindo aquela antiga cantilena conservadora herdada pelo líder máximo da “União...”, senador eleito Jarbas Vasconcelos", adverte o jornalista Sérgio Augusto Silveira, colaborador deste blog, em oportuno e inteligente artigo que acabo de postar em Opinião. Boa leitura!


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Comentários

Severino Isidoro Fernandes Guedes

ERRATA: na minha primeira intervenção onde se lê coronelzinho coronelista, leia-se: coronelzinho assistencialista. Todo o que Arraes não foi.

LULA E EDUARDO! É A FORÇA DO POVO!

Um pulha travestido de esquerda que juntamente com o nada Roberto Freire completaram a chapa "Água na cintura". Se Jarbas tomar banho de mar com água na cintura, os dois suplentes morrem afogados. Quem é Zé Arlindo? Nunca foi. Respeite a história de Pernambuco! Respeite Arraes!

Severino Isidoro Fernandes Guedes

... a História só tem lugar para quem acrescentou alguma coisa ao processo histórico (e Arraes foi desses personagens). Personagens de menor magnitude e provincianos não tem importância suficiente para figurar na História...

Severino Isidoro Fernandes Guedes

... daqui a cem, duzentos, trezentos ou mais anos Arraes será lembrado como um dos principais protagonistas políticos do século XX. Já de Jarbas e José Arlindo ninguém se lembrará...

Severino Isidoro Fernandes Guedes

... felizmente doutor Arraes é superior a isso tudo, foi um brasileiro ímpar e que entrou para a história como alguém que tratou de dar cidadania ao homem do campo (que vivia em estágio semi-feudal quando ele se tornou governador de Pernambuco)...


ALEPE

07/11


2006

Bastidores da política e do poder

Pelos números que a equipe de transição do governador Mendonça Filho (PFL) adiantou, ontem, logo após a reunião do secretariado, o governador eleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), receberá um Estado com as finanças bem equilibradas, com dinheiro em caixa, sem atraso de pagamento de servidor e com reservas de convênios em torno de R$ 341 milhões. E mais R$ 400 milhões de bancos estrangeiros.

Segundo o secretário de Planejamento, Cláudio Marinho, Pernambuco fez o seu ajuste fiscal e tem capacidade de endividamento, caso o governador eleito queira tomar novos empréstimos. Ressaltou também a questão de pessoal. “Despesas com pagamento da folha estão dentro do que estabelece a Lei de Responsabilidade Fiscal, em torno de 53%”, garantiu.

Mesmo sem querer provocar o debate das comparações, que despenca para o campo político, Marinho deixou claro, entretanto, que Eduardo receberá de Mendonça um Estado bem melhor do que o que Jarbas herdou das mãos de Arraes.

Resta apenas esperar a posição e a análise da equipe de Eduardo, tão logo tenha os números reais em mãos.

 

Secretário desatento - Não é exagerada a piadinha de que em fim de governo até o garçom não aparece para servir o café. E, quando aparece, o café chega frio. Não é que, ontem, o secretário de Produção Rural, Ricardo Rodrigues, esqueceu na sua agenda a reunião convocada pelo governador Mendonça Filho para tratar da transição! Quando chegou às Princesas, o encontro já havia acabado. Envergonhado, voltou do portão. De cara pálida!

 

Vôo da alegria - Quatro deputados estaduais - Romário Dias, Ettore Labanca, Lourival Simões e José Queiroz - estão na França desde o feriadão. E só voltam na próxima semana. Na delegação, o deputado federal eleito Wolney Queiroz, filho de José Queiroz, que está de olho na Presidência da Casa. Quem banca a mordomia? Certamente, dirão que estão em missão oficial! Com a palavra o Diário Oficial.

 

Vassourada em Jaboatão - O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Nilton Carneiro, está promovendo, em silêncio, uma vassourada no seu secretariado. Deve começar por aqueles que faltaram com fidelidade eleitoral à campanha da sua filha Elina, eleita deputada estadual no maior sufoco. Sem força em Jaboatão, Elina teve que construir sua vitória em outras cidades, a um preço caríssimo. A primeira bordoada vai atingir o secretário de Saúde, Ulisses Tenório, o traidor-mor.

 

O prefácio - A frase é do presidente do PTB, Roberto Jefferson (RJ), e não deve agradar aos ouvidos do líder do partido na Câmara, José Múcio Monteiro, que anda alimentando o sonho de virar ministro de Lula: “O prefácio do novo governo está igualzinho ao do passado”.

 

Valor do caixa - O secretário de Planejamento de Pernambuco, Cláudio Marinho, diz que houve um equívoco na interpretação dos jornalistas quanto aos valores deixados pelo atual governo em relação ao repasse de convênios. O Estado, segundo ele, conseguiu R$ 1,3 bilhão, dos quais já investiu mais de R$ 900 milhões, restando, assim, para Eduardo Campos, investimentos da ordem de R$ 400 milhões e não a totalidade dos R$ 1,3 bi, como se divulgou.

 

Mendonça presidente – Pelo que deixou a entender, ontem, no Frente a Frente, programa que o signatário deste blog ancora na Net Recife, canal 14, o presidente estadual do PFL, André de Paula, deve passar o bastão no partido para o governador Mendonça Filho. André ainda sonha em Mendonça ser alçado à Presidência nacional da legenda, mas se isso não for possível, restará ao governador a missão de fazer a chamada oxigenação da pefelândia no Estado.

 

Cobrança cruel – De um parlamentar integrante da mesa diretora da Assembléia Legislativa ao ler nos jornais a reclamação do deputado Romário Dias, de que o PFL no Estado não reúne a sua bancada para discutir a situação do partido: “E ele, que está seis anos como presidente da Assembléia e nunca fez uma reunião pra valer da mesa diretora, a não ser para conversar abobrinhas? “

 

Ar de vitorioso – Enquanto seu concorrente na legenda na briga pela presidência da Assembléia Legislativa – José Queiroz (PDT) – faz turismo na França, o deputado Guilherme Uchoa cabala um a um os votos. E já anda com cara de quem já se entendeu com o governador eleito Eduardo Campos.


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Comentários

Renata Lira

E o mesmo nós podemos falar de certa pessoa pública que vez por outra vai visitar uma Quinta em Portugal. Incluse agora, depois da eleição. De onde virá esse dinheiro?

Esses deputados-turistas devem estar gastando as sobras de campanha, ou seja, nosso dinheiro, o dinheiro do contribuinte, do caixa dois. Uma vergonha!

Paulin de Caruaru.

Gasta 2,1 milhão numa campanha eleitoral e ainda sobra uns para gastar na França! Ou então estão gastando o dinheiro do contribuinte.Esse pessoal tem vida de novela enquanto a gente tem que ralar para pagar as contas do dia a dia.


Bandeirantes 2021

07/11


2006

Governo estuda edital para Transposição

 Para tentar ganhar tempo, o governo decidiu fazer um edital de licitação apenas para a elaboração dos projetos executivos da primeira etapa de implementação da transposição do Rio São Francisco. O novo edital será encaminhado ainda esta semana pelo ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, ao Tribunal de Contas da União (TCU) para que seja avaliado. Brito acredita que até a segunda quinzena de dezembro, o edital será publicado no Diário Oficial da União (DOU).

O ministro avaliou que poderá dar prosseguimento aos trabalhos com a licitação dos projetos executivos, enquanto espera a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as 12 ações que ingressaram na Justiça contra a transposição. Os projetos executivos detalham os aspectos técnicos e de engenharia das obras. O governo tenta derrubar, no Supremo, as liminares que foram concedidas contra a obra.

Até a decisão final do STF, as obras estarão suspensas, confirmou nesta segunda-feira, 6, o Ministério da Integração Nacional. Ainda não há data para o julgamento das ações, cujo relator é o ministro Sepúlveda Pertence. O Ministério já respondeu a uma série de pedidos de informações feitos pelo STF sobre a questão.

Inicialmente, a estratégia do governo era licitar toda a primeira etapa das obras de transposição do São Francisco. Assim, o Ministério da Integração Nacional publicou edital no DOU, em maio de 2005, que previa a licitação da execução das obras civis, instalação, montagem, testes e comissionamento de equipamentos elétricos e a elaboração dos projetos executivos.

Esse edital será agora cancelado, segundo confirmou o Ministério da Integração Nacional, e outro será publicado para licitar apenas a elaboração dos projetos executivos. Na prática, o governo apenas desmembrou uma parte do primeiro edital. A decisão de Brito mostra que a expectativa do governo é a de que o início das obras da transposição ficará mesmo para o segundo mandato do presidente Lula.

A transposição das águas do São Francisco para perenizar alguns rios do Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Pernambuco tinha sido definida como o principal investimento do primeiro mandato de Lula. Mas os conflitos entre os Estados chamados de doadores de água (aqueles em cujas terras passam as águas do São Francisco) e os que seriam beneficiados impediram que o projeto de transposição fosse implementado.

A transposição prevê um gasto de R$ 4 bilhões, em sua primeira fase, cujo objetivo é levar 26 metros cúbicos de água por segundo para perenizar rios de quatro Estados do Nordeste Setentrional. O projeto prevê dois eixos - Norte e Leste - e já recebeu parecer favorável da Agência Nacional de Águas (ANA).(Estadão)


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07/11


2006

Votação na Câmara será teste para Lula

 Passada a eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá a oportunidade de fazer o primeiro teste de sua base de apoio na Câmara com a votação da medida provisória (MP), na próxima terça-feira, 7, que reajusta em 5,01% as aposentadorias acima de um salário mínimo pagas pela Previdência Social.

O PFL vai insistir na aprovação de um índice maior, 16,67% , e a votação será uma forma de medir a oposição que espera o presidente após sua reeleição. A MP dos aposentados é o terceiro item da pauta da sessão desta terça-feira do plenário da Câmara.

A votação vai refletir as negociações do presidente na composição de seu ministério, e a expectativa é que os partidos da base aprovem a MP sem a alteração proposta pela oposição para demonstrar lealdade ao presidente e aumentar seu cacife na partilha do poder.

"Cada partido da base vai querer ocupar seu espaço", avaliou o líder do PFL na Câmara, Rodrigo Maia (RJ), ao afirmar que manterá a sua proposta de aumentar o índice de reajuste dos benefícios.

Sem surpresas

Mesmo assim, para evitar surpresas, o líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), vai reunir os líderes dos partidos aliados antes da sessão do plenário nesta terça. Líderes de partidos aliados também esperam que o presidente Lula faça algum aceno sobre o espaço que as legendas terão no governo antes da votação.

Apesar de a temporada de divisão de poder ter sido aberta, o líder do PT, deputado Henrique Fontana (RS), prefere evitar o assunto. "O momento é de compor e não de botar os votos na mesa para medir o tamanho de cada um", afirmou.

Fontana disse que vai tentar convencer o PFL a retirar a proposta que dá um reajuste maior às aposentadorias para que não haja disputa no plenário. "Espero sensibilizar o PFL. Para quê transformar uma semana produtiva, na qual poderemos dar uma resposta à sociedade, em uma disputa para fazer uma divisão artificial do plenário?", argumentou o petista.

Com a ajuda dos deputados da base, em 7 de junho passado, a Câmara aprovou o índice de reajuste de 16,67% para todos os benefícios pagos pela Previdência Social, aproveitando a votação da medida provisória que reajustou o salário mínimo. A derrota do governo - o placar registrou 274 votos a favor, 5 contrários e 15 abstenções - obrigou o presidente Lula a vetar o item que estendia o índice concedido ao salário mínimo a todas as aposentadorias. Na época, com menos de quatro meses para as eleições, os parlamentares temiam perder votos se não ficassem a favor de um reajuste maior.

Discurso

Agora, sem eleição e de olho na Esplanada, deputados já ensaiam o discurso para votar a favor do governo, aprovando o índice proposto por Lula de 5,01%. O argumento será a responsabilidade fiscal com a necessidade de conter os gastos e aumentar investimentos.

O reajuste das aposentadorias concentrou na Câmara a disputa entre governo e oposição. Depois do veto de Lula aos 16,67%, os governistas impediram as votações no plenário para evitar nova derrota na votação da medida provisória que tratava diretamente do aumento dos benefícios.

Com isso, a MP perdeu a validade e Lula foi abrigado a editar outra, com um aumento de 0,01 ponto, para que os aposentados que recebem acima de um salário mínimo não ficassem sem reajuste. Essa segunda MP já está com o prazo de votação vencido e está trancando a pauta de votação da Câmara.

Depois de conseguirem liberar a pauta com dez medidas provisórias, os deputados deverão votar a emenda constitucional que cria o Fundeb e a emenda que acaba com o voto secreto nas deliberações do Congresso.

Fora isso, não há muita expectativa entre os líderes do governo e da oposição para que outros projetos sejam votados. As reformas, incluindo a tributária, deverão ficar para o próximo Congresso que tomará posse no dia 1º de fevereiro. Como a proposta atinge os Estados, ela só deverá entrar em discussão depois que os governadores eleitos assumirem seus cargos. (Estadão)


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Serra Talhada 2021

07/11


2006

Suassuna deve ser julgado na quarta-feira

 O Conselho de Ética do Senado marcou para quarta-feira, 8, sessão para votar relatório do senador Jefferson Péres (PDT-AM), que pede a cassação do senador Ney Suassuna (PMDB-PB) por envolvimento no esquema investigado pela CPI dos Sanguessugas.

O relatório foi apresentado no dia 4 de outubro e deverá ser votado por maioria simples e de forma aberta no Conselho de Ética do Senado. Se a perda do mandato for aprovada, o parecer será encaminhado à Comissão de Constituição e Justiça para exame dos aspectos constitucional, legal e jurídico. Em seguida, o processo será encaminhado à Mesa Diretora para inclusão na Ordem do Dia.

No plenário, a votação é secreta. Para um senador ser cassado e perder os direitos políticos por oito anos são necessários os votos da maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 senadores.

O senador Suassuna não foi reeleito. O julgamento do parlamentar deve ser concluído pelo plenário da casa até o dia 31 de janeiro. Depois disso, será iniciada nova legislatura e o processo perde a validade. (Estadão)


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Anuncie Aqui - Blog do Magno

07/11


2006

Lula busca de apoios para reforma política

 Um dos principais objetivos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na chamada "coalizão" de forças em seu segundo mandato, com a proposta de diálogo inclusive com a oposição, é ganhar fôlego para discutir a reforma política em 2007. Os principais interlocutores do presidente afirmam que a prioridade de Lula para o ano que vem é negociar com o Congresso Nacional a votação da reforma.

Lula, que recebeu críticas no período eleitoral por não ter priorizado o tema, aposta no diálogo com o PSDB e o PFL para a aprovação das normas que modificam o sistema político nacional. O ministro de Relações Institucionais, Tarso Genro, afirma que Lula está disposto a dialogar com os principais líderes oposicionistas em busca de consenso para a votação da reforma em 2007.

Para evitar desgastes com a oposição, o governo pretende discutir o formato de votação da reforma com o Congresso Nacional --e não descarta votar as mudanças por meio da convocação de Assembléia Constituinte.

Lula evitou assinar durante a campanha eleitoral um termo de compromisso para a não-convocação de uma miniconstituinte pois avalia que, se o Congresso concordar que esse é o único caminho para a votação da reforma, Lula estaria de acordo. "O presidente não quis fechar nenhuma porta", afirmou Genro.

Em agosto deste ano, em meio à campanha pré-eleitoral, o presidente chegou a defender a convocação de uma miniconstituinte para a aprovação da reforma política. Depois de receber duras críticas da oposição e de entidades como a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), o governo federal recuou da idéia.

Oposição

O relator da reforma política na comissão especial que discutiu o tema no Congresso, deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO), disse não ser favorável à convocação de uma Constituinte para a votação da reforma. Segundo o deputado, a proposta é uma estratégia do governo federal para postergar mais uma vez a votação, a exemplo do que ocorreu em 2004. "Quando sinalizam para isso, sabem que a Constituinte jamais acontecerá. Isso é um sinal de que o governo não quer entrar em crise com partidos que compõem a sua base e são contrários a mudanças que estão na reforma, como o PL e o PTB", afirmou.

Caiado disse não acreditar na disposição do presidente Lula para votar a reforma política. "Toda vez que aparece uma crise, o Lula apresenta a reforma como tábua de salvação. Passada a crise, ele tira a urgência da reforma", criticou.

Mudanças

A exemplo dos governistas, o relator defende que a reforma inclua pelo menos três mudanças no sistema político nacional: a fidelidade partidária, o financiamento público das campanhas eleitorais e o fim das coligações proporcionais. Segundo Caiado, os três mecanismos são capazes de mudar o quadro político atual de corrupção e desvios da administração federal. "Para atacarmos o caixa dois e o troca-troca partidário, esses são os mecanismos eficientes."

O governo inclui entre as prioridades da reforma a votação em listas fechadas. Uma das propostas em discussão no Congresso é garantir a fidelidade partidária pelo tempo de filiação do candidato. Para disputar a eleição seguinte, seria preciso estar no partido há um certo tempo. Além disso, para efeito da divisão de lugares em comissões parlamentares, valeria a bancada que saiu das urnas, não as de meio de mandato.

Já o financiamento público tem como objetivo eliminar o dinheiro privado das campanhas, que esteve no centro do escândalo do mensalão. O fim das coligações nas eleições proporcionais prevê a criação de federações partidárias, em que os partidos deverão permanecer filiados por no mínimo três anos.

As listas fechadas, por outro lado, exigiriam do eleitor o voto no partido, que escolheria os seus candidatos eleitos com base numa lista pré-ordenada, determinada pela própria legenda. (Folha Online)



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Comentários

Fernando Vieira

Sabe o que vai acontecer, né? Eles aprovam o financiamento público, nosso suado dinheirinho vai pros bonitões e eles vão continuar fazendo o caixa 2 que não vai acabar porque sempre deixa alguém muito rico: o PC Farias poderia expicar isso se não tivesse sido "apagado".


Blog do Magno 15 Milhões de Acessos 2

07/11


2006

Bastos usa Lula para defender liberdade de Imprensa

 Em contraste do clima de ressentimento em relação ao comportamento parcial da mídia durante a campanha eleitoral que incluiu até o presidente interino do PT, Marco Aurélio Garcia, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, lançou mão da biografia do presidente Lula para defender a liberdade de imprensa. "O presidente é um produto, um fruto da liberdade de imprensa", disse o ministro, nesta segunda-feira, 6, após uma cerimônia na 3ª Conferência Internacional sobre Perícia em Crimes Cibernéticos, organizada pela Polícia Federal.

"Acredito que este é um tema fundamental, tem um valor da mais alta hierarquia para nós. Está na Constituição e na consciência dos povos civilizados", declarou Bastos.

Na última semana, após a vitória de Lula, vários episódios de hostilidade a jornalistas por parte de petistas foram registrados. Na festa da reeleição do presidente, por exemplo, faixas na Avenida Paulista diziam: "O povo venceu a mídia.". Em Brasília, duas centenas de petistas empurraram e xingaram jornalistas. E Marco Aurélio Garcia, um dos mais próximos assessores de Lula, chegou a declarar que a imprensa deveria fazer "uma auto-reflexão" sobre as eleições, em uma sugestão de que jornais e jornalistas têm uma parte da responsabilidade pelas agressões. (Estadão)


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07/11


2006

Lula: Crescimento não se faz por medida provisória

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na noite desta segunda-feira, que, se pudesse, determinaria um forte crescimento econômico do país por meio de uma Medida Provisória.

A afirmação foi uma resposta irônica ao pedido feito pelo empresário Jorge Gerdau, dono das siderúrgicas Gerdau, que, antes do discurso de Lula disse que o país deveria crescer em um patamar mínimo de 5% ao ano e que o ideal seria algo entre 6% e 7%.

"Se eu pudesse decretar o crescimento de 7%, eu faria por Medida Provisória, para o [senador Romeu] Tuma e para o [senador Aloizio] Mercadante votarem", respondeu Lula, em tom de ironia. Os dois participaram de um evento da revista Carta Capital, que premiou as empresas mais admiradas do país.

"É preciso definir e dizer com toda a clareza que nós temos que buscar um crescimento de, no mínimo, 5% do PIB [Produto Interno Bruto] ao ano, preferencialmente eu diria um número entre 6% e 7% ao ano", havia dito minutos antes Gerdau.

Apesar da aparente troca de farpas, o empresário é cotado para assumir um ministério no segundo mandato do presidente reeleito. Seu nome aparece como um possível substituto de Luiz Fernando Furlan no Desenvolvimento.

Sem mágica

O petista fez questão de ressaltar que não existe "mágica" para a política econômica e que tem certeza de que país está no caminho certo. "Toda vez que se tentou inventar alguma mágica, o país quebrou em alguns meses", disse.

A uma platéia de empresários, Lula voltou a defender sua política econômica porque com ela, explicou, além de conseguir estabilizar o país, pôde alimentar projetos sociais para a população mais carente.

O presidente negou que queira dividir o país entre ricos e pobres. "O que eu quero é repartir o pão produzido de forma mais justa", argumentou. (Folha Online)


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06/11


2006

Serra viaja para não comparecer à CPI dos sanguessugas

 O ex-ministro da Saúde e governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), não deve comparecer à CPI dos Sanguessugas nesta terça-feira, apesar de ter sido convidado a prestar depoimento. Outros três ex-ministros da pasta --Barjas Negri (PSDB), Humberto Costa (PT) e Saraiva Felipe (PMDB)-- confirmaram que prestarão depoimento à comissão.

Segundo a assessoria de imprensa do tucano, Serra está em Washington (EUA) para renegociar empréstimos para o metrô de São Paulo. Ele só deve voltar ao Brasil por volta do dia 15.

Saraiva Felipe vai prestar depoimento à CPI na quarta-feira, por volta das 15h. Segundo sua assessoria, o peemedebista quer contribuir com as investigações porque é de seu interesse que tudo seja esclarecido. Assim, em nenhum momento ele pensou em recusar o convite da comissão.

No mesmo dia, seu antecessor no cargo, Humberto Costa, também confirmou presença e será ouvido às 11h.

Barjas Negri viaja ainda hoje para Brasília, onde presta depoimento à CPI na manhã desta terça-feira.

A comissão quer esclarecer as denúncias de envolvimento de funcionários do Ministério da Saúde no esquema de compra superfaturada de ambulâncias --que ficou conhecido como máfia dos sanguessugas.

Serra e Barjas estiveram à frente do Ministério entre 1998 e 2002, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Costa e Saraiva chefiaram a pasta entre janeiro de 2003 e julho de 2005, já no governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Dossiê

A CPI remarcou para o dia 21 de novembro os depoimentos de Gedimar Passos, Valdebran Padilha e Jorge Lorenzetti, acusados de envolvimento na compra do dossiê antitucano. Os três foram ao Senado Federal na última terça-feira para serem ouvidos, mas depois de acordo firmado entre parlamentares do governo e da oposição, a reunião acabou suspensa e remarcada para o final do mês.

A expectativa é que a comissão crie uma sub-relatoria para investigar especificamente a compra do dossiê. Os parlamentares temem desviar o foco inicial das investigações --a compra superfaturada das ambulâncias-- para a compra do dossiê. (Folha Online)



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Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Governador também pode sofrer impeachment. Disso Serra tem certeza. Prefere não arriscar. Vai deixar a coisa esfriar, depois ele senta e goza.