FMO janeiro 2020

27/06


2020

Revista Total põe lives do blog entre as melhores

"Uma prática que, até então existia mas se desenvolvia muito timidamente, as lives, se popularizaram e passaram a fazer parte do dia a dia das pessoas. São lives de todos os segmentos, para todos os gostos: shows musicais, aulas de tudo, palestras, debates, orações, festas… Que o diga o competente jornalista Magno Martins, que está produzindo lives quase que diariamente, desde ex-presidentes da República a pré-candidatos a prefeito."

A recomendação é do jornalita Marcos Lima Mochila, que é redator-chefe da Revista Total, do Blog Revista Total e Editor do Portal Difusão Brasil


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Banco de Alimentos

27/06


2020

Vice-líder do governo no Senado detona ato virtual

O senador Chico Rodrigues (DEM-RR), vice-líder do governo no Senado, criticou, hoje, o ato virtual feito por opositores de diversas correntes políticas ao presidente Jair Bolsonaro. Ele chamou a ação realizada ontem de “encontro de insatisfeitos, ciumentos e invejosos”.

Chico Rodrigues seguiu batendo forte nos participantes da reunião online: “Todos querendo ser presidente. Chegar lá não é vontade, é destino. Primeiro, acho que deveriam ter desconfiômetro por oferecerem panaceia ao povo; Segundo, têm de ir atrás de 57 milhões de votos.”


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Comentários

Fernandes

Essa direita canalha, só sabe mistificar.

Rafael C.Soares Quintas

Parabéns Chico Rodrigues, falou a verdade, nessa live só tem gente invejosa, derrotada, Bolsonaro 2022 presidente de novo, essa esquerda canalha só vai ter alguma chance em 2026, ser presidente é destino, não é querer, tá na mão de Deus.


O Jornal do Poder

27/06


2020

Em Salvador, aprovação de ACM Neto supera 75%

Poder 360

Pesquisa DataPoder360 mostra que 75% dos soteropolitanos aprovam o desempenho de Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM), conhecido como ACM Neto, na Prefeitura de Salvador. O percentual revela estabilidade da avaliação positiva do demista.

O número daqueles que consideram o trabalho de ACM Neto como regular caiu 4 pontos percentuais em relação à última pesquisa, ficando em 16%. A rejeição do demista é de apenas 8%.

ACM Neto é de uma família tradicional de políticos. É filho do ex-senador ACM Júnior e neto do ex-presidente do Senado Antonio Carlos Magalhães, que governou a Bahia por 3 mandatos. O prefeito foi reeleito em 2016, com 74% dos votos, no 1º turno. Acumula o cargo de presidente nacional de seu partido, o Democratas.

A pesquisa foi realizada de 22 a 24 de junho em uma parceria editorial do jornal digital Poder360 e o jornal “A Tarde”, de Salvador (BA). O levantamento teve patrocínio da Associação Comercial da Bahia. Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 173 municípios do Estado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Dentro dessa pesquisa foi destacado o recorte de 800 pessoas residentes em Salvador. Para os resultados do estudo na capital, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Conheça a metodologia lendo este texto.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO FEDERAL - O DataPoder360 também indagou os soteropolitanos sobre a avaliação do governo do presidente Jair Bolsonaro. Em Salvador, 65% desaprovam a administração federal, percentual superior à média nacional (49%).

A taxa de aprovação é de 26% ou 25 pontos percentuais abaixo da média geral (41%).

AVALIAÇÃO DE BOLSONARO - Considerando a atuação individual de Bolsonaro, o DataPoder360 indica que a aprovação do presidente é de 23% em Salvador. Na capital baiana, 16% consideram o trabalho do presidente regular.

A taxa de rejeição de Bolsonaro entre os soteropolitanos é 10 pontos percentuais maior que a da média nacional (48%), ou seja, 58%.


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27/06


2020

Na Bahia, 52% aprovam governador Rui Costa

Poder 360

Pesquisa DataPoder360 mostra que o governador da Bahia, Rui Costa (PT), mantém a avaliação positiva estável. Assim como na última pesquisa, 52% dos baianos consideram o trabalho do petista como “ótimo” ou “bom”. Outros 27% a dizem que sua atuação na administração estadual é regular.

A rejeição ao governador subiu para 15%. Ou seja, dentro da margem de erro (2 pontos percentuais). Há pouco mais de 1 mês, 10% consideravam o governo “ruim” ou “péssimo”.

Na capital, Salvador, Rui Costa é mais bem avaliado: 62% dos soteropolitanos consideram seu trabalho “bom” ou “ótimo”. O percentual que avaliam a atuação do petista como regular é de 26%. Outros 11% acham “ruim ou péssimo”.

A pesquisa foi realizada de 22 a 24 de junho em uma parceria editorial do jornal digital Poder360 e o jornal “A Tarde”, de Salvador (BA). O levantamento teve patrocínio da Associação Comercial da Bahia. Foram entrevistadas 2.500 pessoas em 173 municípios do Estado. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

Dentro dessa pesquisa foi destacado o recorte de 800 pessoas residentes em Salvador. Para os resultados do estudo na capital, a margem de erro é de 3,5 pontos percentuais. Saiba mais sobre a metodologia lendo este texto.

AVALIAÇÃO DO GOVERNO BOLSONARO - O DataPoder360 também indagou os baianos sobre o governo do presidente Jair Bolsonaro. O levantamento mostra que 59% dos baianos desaprovam a administração federal. Há duas semanas, a percepção negativa sobre a gestão bolsonarista era de 63%.

A taxa de aprovação, passou de 25% para 27% no mesmo período. Os que não souberam responder somaram 14%.

AVALIAÇÃO DE BOLSONARO - Considerando o trabalho individual do presidente, 22% dos baianos o avaliam como “ótimo” ou “bom”. A pesquisa indica que a avaliação positiva do presidente, assim como a nível nacional, se mantém estável na Bahia, com variação dentro da margem de erro. O percentual, no entanto, é 7 pontos a menos que média geral (29%).

A taxa de rejeição também ficou estável em relação à última pesquisa: 53% dos baianos consideram o trabalho do presidente como “ruim” ou “péssimo”. O percentual é 5 pontos a mais que a média nacional (48%).


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Comentários

Fernandes

Grande governador.

marcos

Esse Rui é o chefe do bando de governadores ladrões do nordeste que estão enfiando o braço na pandemia.



27/06


2020

Auxiliar administrativa é vitima de Covid-19 em Afogados

Blog do Nill Júnior

A afogadense Katiúscia Shiarelly, auxiliar administrativa de 38 anos, é a mais jovem a falecer vítima de Covid-19 na região do Pajeú.

A morte comove os afogadenses nesse início de tarde.  Ela apresentou sintomas a apenas oito dias. A família procurou o Hospital Regional e após consulta médica, realizou teste rápido, positivando. Foi internada em leito de isolamento no Hospital Regional Emília Câmara.

Dia 24, foi entubada e transferida para o Hospital Agamenon Magalhães, em Serra Talhada, vindo a falecer hoje.

A mãe é Dona Nevinha, diretora do Colégio Ruy Barbosa, que forma auxiliares de enfermagem em Afogados da Ingazeira. Era casada, inclusive com participação no ECC. Deixa marido e um filho.

A confirmação veio à tona após postagens de amigos nas redes sociais se solidarizando e lamentando que alguém tão jovem tenha partido por como vítima dessa pandemia.

Nossos sentimentos.


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27/06


2020

Ato virtual reúne opositores a Bolsonaro

Estadão

Adversários políticos históricos e personalidades que atuam em campos opostos no espectro político se reuniram na noite de ontem, em um ato virtual que colocou pela primeira vez no mesmo "palanque' os ex-presidenciáveis Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede), Guilherme Boulos (Psol), o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), o apresentador Luciano Huck, além de governadores e ex-governadores do PT, PSDB e presidentes de 16 partidos.

O formato do ato, que contou com mais de 100 participantes, restringiu em no máximo 2 minutos a fala de cada participante e foi marcado por falhas técnicas. Embora o grupo Direitos Já não tenha posição oficial sobre o pedido de impeachment de Bolsonaro, os oradores adotaram tons diferentes. Enquanto isso os correligionários travaram uma disputa paralela na caixa de comentários.

Apesar de não contar com a chancela oficial do PT, o ex-prefeito petista Fernando Haddad fez discurso contundente contra o presidente da República. O ex-prefeito disse que Bolsonaro está "acuado", que o presidente comete crimes de responsabilidade "semanalmente" e defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deveria, segundo ele, ter seus direitos políticos de volta.

Lula, a presidente do PT, deputada federal Gleisi Hofmann, e a ex-presidente Dilma Rousseff foram convidados para o ato, mas optaram por não ir. Boulos, por sua vez, defendeu o Fora Bolsonaro, enquanto o FHC defendeu que o momento é de "união pela democracia e à Constituição. Já o governador Paulo Câmara (PSB-PE), afirmou que o Governo Federal "não tem apreço" pelos princípios democráticos. "O governo federal se exime de seu papel. Retrocesso civilizatório sem precedentes", afirmou.

Já Ciro Gomes (PDT) falou em "sentimento de reconciliação" e que disse que é hora de debater "um novo desenho" de projeto e celebrar um "imenso consenso". ""Haverá resistência".

Um dos primeiros oradores, o apresentador Luciano Huck falou em "novos atores e novas vozes" no debate e disse que se sente "parte" da mudança de paradigma no Brasil. "Chega de iluminar o que nos separa", disse o apresentador.

Na caixa de comentários, partidários de Ciro Gomes, Geraldo Alckmin (que fez uma fala), Haddad travaram um duelo de hashtags e palavras de ordens. O ato chegou a ter 4.000 participantes no Facebook.


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27/06


2020

Limão com Mel faz live no Dia de São Pedro

Para não deixar o Dia de São Pedro passar em branco, a banda Limão com Mel fará uma live na segunda-feira (29), às 21h, no canal Sua Música, no YouTube.

A tradicional banda de forró com origem em Salgueiro promete levar sucessos de sua trajetória no "São João de Todos", como é chamada a iniciativa do Sua Música, que tem promovido lives diárias.

Para assistir, basta clicar em https://www.youtube.com/user/suamusicabr.


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27/06


2020

Na terceira edição

Recebi, hoje, da editora Bagaço, a confirmação de que Histórias de Repórter, meu último livro, lançado em 2018, entrou na terceira edição. São mais de cinco mil livros vendidos e isso mostra o grau de interesse do público leitor em conhecer um pouco mais da história recente do País.

A obra traz mais de cem histórias que vivi de perto, reproduzindo a chamada testemunha ocular, entre a campanha das diretas já, o processo de redemocratização, a primeira eleição direta para presidente, chegando ao impeachment de Dilma. O prefácio é do acadêmico José Paulo Cavalcanti e a orelha da jornalista Andreza Matais, chefe da Sucursal do Estadão em Brasília.


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27/06


2020

Pesquisas Potencial/blog começam por Jaboatão

Em entrevista ao blog e ao Frente a Frente, o empresário José Carlos Martins, o Zeca, diretor-presidente do Instituto Potencial, com sede em Salvador, explica como serão feitas as pesquisas eleitorais para prefeito no Recife, Jaboatão e Olinda, em parceria com este blog. A primeira será em Jaboatão, com previsão para divulgação na próxima sexta-feira. "Vamos aplicar 600 questionários", antecipa Zeca. Abaixo sua entrevista.

Essa nossa parceria Potencial/Blog do Magno visa, inicialmente, três municípios: Recife, a capital, Jaboatão e Olinda. Explica a metodologia.

Esse é um momento muito importante para a gente começar a falar dos métodos de pesquisa porque, em virtude da pandemia, os contatos pessoais foram restritos e, consequentemente, as pesquisas realizadas através da presença de um entrevistador, interlocutor, seja na residência do potencial entrevistado, seja nos pontos de fluxo das cidades, ficou bastante difícil e perigoso. Então, nós estamos adotando, como já fizemos em outros momentos, a técnica de coleta de dados, ou seja, da realização das entrevistas por telefone.  O bacana agora do telefone é que, num passado distante, a entrevista telefônica não conseguia alcançar a totalidade da população. Hoje, 98 dos domicílios brasileiros têm pelo menos uma pessoa com aparelho telefônico, seja ele celular ou fixo. A metodologia que utilizaremos vai ser a entrevista telefônica para, de certa forma, resguardar todos os envolvidos num projeto como esse: tanto os entrevistados quanto os entrevistadores e a supervisão que faz todo o trabalho.

Como a pesquisa presencial, ela é distribuída por renda familiar, faixa etária e nível escolar. Obedece aos mesmos métodos?

Obedece exatamente às mesmas regras para que a gente possa obter sempre o melhor resultado. Hoje, a gente consegue por meio de cadastros que estão enriquecidos, até em virtude da tecnologia. Então,  isso nos permite que possamos fazer a mesma representação da população. Seja ela por pesquisas presenciais, seja por pesquisas telefônicas.

E qual é o grau de confiança de uma pesquisa por telefone em relação a uma presencial?

Na verdade, o grau de confiança ou a confiabilidade do método é o mesmo. Este é um parâmetro estatístico, que diz o nível de confiança da amostra. Então, esse nível de confiança significa a probabilidade dentro de um sorteio aleatório de que as pessoas que serão entrevistadas. E aí é importante que fale sobre essa aleatoriedade. É a probabilidade de sortear essa mostra e essa mostra representar o todo. Isso nos permite ter a confiabilidade, ter a confiança para poder generalizar os resultados, ou seja, extrapolar os resultados para toda a população. Neste caso, são os eleitores porque estamos falando basicamente de intenção de voto.

A margem de erro, como a pesquisa presencial, varia de acordo com o número de entrevistados?

Exatamente isso. A margem amostral está diretamente relacionada ao tamanho da amostra, seja a técnica de coleta adotada. É o tamanho da amostra, a significância que ela tem. No caso das pesquisas que nós realizaremos no Recife, Jaboatão e Olinda, vamos trabalhar com 600 a 800 entrevistas, o que dá uma margem amostral de no máximo 4 pontos percentuais ou 3,5 pontos para mais ou para menos quando a amostragem for maior.

Qual é a velocidade da divulgação de uma pesquisa? É automática ou leva muito tempo para fazer a estratificação?

A gente tem, para a pesquisa de intenção de voto, seguir exatamente a legislação que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determina no período eleitoral. Então, todo ano eleitoral tem uma resolução. No nosso caso, a pesquisa que vamos fazer precisa ser registrada no TSE para que as pessoas possam acessar, não só a metodologia, como os resultados também. Eles já determinam que, a partir do registro, nós só podemos fazer a divulgação do resultado após cinco dias. A coleta de nossa pesquisa, por meio da entrevista telefônica, será feita por 10 a 15 pessoas de nossa equipe. Isso nos dá uma velocidade bem interessante. O tempo de coleta é de dois a três dias para fazer essa gama de entrevistas mencionada. Aí mais um dia para trabalhar os resultados e em seguida fazer a divulgação. Automaticamente, quando já estão sendo coletados, o sistema de pesquisa que é específico para isso já vai processando os dados. Isso nos dá também uma possibilidade de controle ainda maior. Com isso, geramos mais credibilidade na informação.

E com qual tipo de equipamento vocês trabalham? 

O sistema pode ser trabalhado em diversos dispositivos. Desde dispositivos móveis, como smartphones atuais, até computadores mais tradicionais, tablets. Existem até coletores de dados somente para isso, sem muitas funções. A tecnologia está a todo momento nos ajudando para que a gente possa gerar uma informações de qualidade e de credibilidade.

Vocês já fizeram pesquisa em Pernambuco?

Já fizemos bastantes pesquisas em Pernambuco. Tivemos a oportunidade de desenvolver trabalhos quantitativos em algumas cidades. Há que se destacar Recife e Petrolina, por exemplo. Também já fizemos trabalhos qualitativos, ou seja, é uma metodologia um pouco diferente, onde vamos buscar uma percepção da população com um pouco mais de profundidade. Ela normalmente é utilizada para subsidiar campanhas e estratégias eleitorais para que os candidatos possam mostrar aquilo que eles pretendem para a população. A gente está em Pernambuco desde 2008. São 12 anos trabalhando não só em eleições, mas também em pesquisas relacionadas ao mercado.

Conte como foi sua experiência no Recife e em Petrolina.

No Recife, nós conseguimos, tanto através das pesquisas qualitativas quanto quantitativas, que nos permitem análises estatísticas mais complexas, fazer uma evolução com as pesquisas que tínhamos e informações que estavam disponíveis. Conseguimos fazer uma projeção de voto. Nós temos um resultado passado para olhar para o futuro e ver como se dá esse comportamento. Identificamos, bem antes mesmo dos fatos acontecerem, que o candidato Daniel Coelho chegaria em segundo lugar em 2012 com chances de ir ao segundo turno, mas dependia do comportamento de Geraldo Julio, que estava com muita força em virtude de Eduardo Campos, que era o governador à época.

Em síntese, o Potencial  identificou o crescimento de Daniel, que passou Humberto Costa?

Passou Humberto Costa, verdade, e ficou em segundo lugar com 27 a 28%.

Em Petrolina, o Potencial  conseguiu mostrar o avanço de Júlio Lóssio, que conseguiu vencer Fernando Filho. Foi isso?

É, em Petrolina foi muito interessante também porque a gente fez um acompanhamento por um tempo maior. A gente conseguiu observar todas as mudanças. Em um primeiro momento, a gente tinha o candidato Fernando Filho à frente de Júlio Lóssio, que era o prefeito à época e estava concorrendo à reeleição e o que aconteceu, com alguma antecedência de seis a oito meses, era Fernando Filho na frente. Quando o processo eleitoral começou a andar, rapidamente Júlio Lóssio ultrapassou e não foi mais alcançado. Nos resultados finais, na última pesquisa que divulgamos, a ordem de grandeza da diferença de votos absolutos foi exatamente a mesma daquela que nós tínhamos estimado. Foi um resultado bem bacana. E há um caso bem interessante na Bahia, na eleição para governador, em 2006, que os institutos apontavam a vitória do candidato Paulo Souto, da situação, no primeiro turno. Já as pesquisas que nós desenvolvemos, através dos nossos modelos, apontavam um crescimento de Jaques Wagner (PT), que ele em algum momento alcançaria e passaria Souto. O que aconteceu é que nós identificamos que ele passaria antes da eleição do dia do primeiro turno e foi exatamente o que aconteceu. Ele passou e ganhou no primeiro turno. 

E o mais interessante ainda: todo esse trabalho foi feito através de entrevistas telefônicas. A Bahia tem 417 municípios. O custo operacional de uma pesquisa com essa abrangência é muito alto. Na época, adotou-se a técnica de entrevista telefônica, que não tinha o alcance de hoje em dia. Praticamente todos nós temos um aparelho de telefone celular ou fixo em residência.

Por fim, Zeca, deixa o perfil da sua empresa para os nossos leitores.

Antes de falar da empresa, vou falar sobre a minha formação. Sou estatístico registrado no Conselho Regional de Estatística, que é uma exigência para a divulgação de pesquisa. A Potencial também é registrada no Conre. A gente já tem esse registro há bastante tempo. Eu atuo nessa área desde 2000, apesar da área de pesquisa eleitoral, mas na área de pesquisa de mercado desde 1994, quando fiz parte do Departamento de Marketing da Coca Cola no Rio de Janeiro. Desde então, temos contato com essa atividade. Estatístico, especializado em Marketing e Comunicação Eleitoral, especializado em pesquisa de mercado e agora também pós-graduando na área de Ciência de Dados e Analítica, que é a grande revolução da informação. Como estatístico, a gente tem bastante capacidade de desenvolver esse trabalho.

A gente desenvolve desde os nossos colaboradores e dos diretores, trabalhos quantitativos e qualitativos porque são duas metodologias complementares. Então, muitas das respostas que nós precisamos para desenvolvimento das estratégias ou planejamento de ações precisam do olhar dos dois métodos. Como eles são complementares, isso faz que a informação obtida fique cada vez mais rica e importante para o uso das ações que as empresas ou os políticos desejam realizar.

E a Potencial já atua em São Paulo, no Rio, Bahia, mais uma vez em Pernambuco e onde mais?

Nós temos uma sede em Salvador, uma estrutura no Rio de Janeiro e uma sede operacional no Recife para que a gente possa utilizar eventualmente para trabalhos em todo Nordeste, como no Rio Grande do Norte e Paraíba. Eu diria que é uma atuação nacional da empresa. Já trabalhamos em Brasília também.

Quero agradecer de público a essa parceria com o Blog do Magno e desejar sucesso a você e ao nosso blog para que possamos trazer resultados fidedignos sobre as eleições aqui em Pernambuco, não só em Jaboatão, Recife e Olinda, mas também para ampliar esse universo pesquisado para cidades importantes de Pernambuco, como Caruaru, Arcoverde, Garanhuns, Petrolina, Serra Talhada, enfim, as mais relevantes.

Exatamente isso, Magno. A gente precisa trabalhar sério para que a gente possa ter os resultados fidedignos, para que a gente possa observar de fato o comportamento do eleitor nesse momento. Mais ainda: trazer à tona informações para que ajudem as pessoas e os eleitores a decidirem da melhor forma. Esse é o nosso papel. Desejamos sucesso para essa parceria, que ela seja duradoura. Desejar a todos os seus ouvintes um grande abraço vindo aqui de Salvador.


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27/06


2020

O cerco e o circo

Por Weiller Diniz

Nas redes sociais o capitão Jair Bolsonaro é zombado pelos adversários. É chamado de Bozo, um palhaço idiotizado, nascido nos EUA e macaqueado mundo afora. Além da sonoridade, o personagem bufão se harmoniza com o picadeiro governista, arena imprópria para pantomimas e jocosidades macabras. Depois de 17 meses de ilusionismo mambembe, desprezo ao respeitável público – aos mais de 53 mil mortos e suas famílias – e muitos esqueletos apodrecendo nos camarins, o cerco contra o circo se fecha.

No apogeu, quando as caravanas coloriam as cidades, a meninada exultava: “o circo chegou”. Nas inesquecíveis matinês dominicais, o palhaço intimava: “Criançada, hoje tem marmelada? O público retribuía: “Tem sim senhor”. Abria-se um universo místico de fantasia e magia. Bons tempos. Esse circo definhou, outro chegou. No apagar das luzes, muito nos foi subtraído, sobretudo vidas. As atrações do momento transformaram a marmelada em trapaça, a magia em fraude e o entretenimento em tormenta golpista, agora domesticada.

O STF chicoteia impiedosamente um tigre desdentado, acuado. Reagindo às fanfarronices golpistas, em pelo menos 4 devaneios autoritários públicos, o STF enjaulou o capitão e parte do coro extremista. Protegeu os estados no combate a pandemia, barrou um saltimbanco na PF, preservou a lei de acesso à informação, derrubou a blindagem penal preventiva, vetou a charanga “Brasil não pode parar”, manteve a CPMI das Fake News e, na matinê – horário nobre – exibiu o show de horrores da burlesca reunião ministerial de 22 de abril.

A Suprema Corte açoita ainda com 3 investigações que, em tese, podem atingir ao líder da fanfarra pela prática de crimes comuns. São camas de pregos pontiagudos sobre intervenção na PF, disseminação e patrocínio das Fake News e as marchinhas golpistas. Elas já redundaram na busca e apreensão e quebras de sigilo de dezenas de micos amestrados. Entre 11 parlamentares com sigilos quebrados está madame Zambelli, cartomante. Uma bruxa com poderes premonitórios sobre operações policiais contra inimigos.

Outros quatro parlamentares, apontam as investigações da PGR, atuavam como pipoqueiros. Alimentavam a plateia ao mesmo tempo que amealhavam fundos para os números golpistas. Recolhiam as moedas nos guichês públicos, da cota parlamentar da da Câmara dos Deputados, trocadas para remunerar as bandinhas desafinadas usadas para animar a ruptura institucional, na internet ou nas ruas. O capitão animou muitos desfiles, sem proteção, em plena pandemia. O carequinha, Eduardo Bolsonaro, trombeteou que a ruptura não era “se”, mas “quando”.

No TSE os tambores também rufam. Foram abertos os julgamentos dos processos envolvendo acrobacias, fraudes, notícias falsas e manipulação de operações policiais com eventuais impactos eleitoral em 2018. A corda ficou bamba e sem sombrinha. O empresário Paulo Marinho, ex-integrante da trupe, afirmou que um delegado procurou Flávio Bolsonaro para informar sobre as investigações contra Fabrício Queiroz. Disse que a Operação Furna da Onça, que mirava Queiroz, foi adiada para depois do 2 turno a fim de ajudar o histrião.

Fabrício Queiroz é o mágico, com cartola e capa. Recorria a truques para desaparecer. Está em Bangu. Foi homiziado durante 1 ano em um camarote do então advogado de Flávio e Jair Bolsonaro, Frederico Wassef, em Atibaia. O fim da invisibilidade do Queiroz levanta muitas lebres. Reacendeu centelhas e engulhou as fardas que urravam “selva”. Queiroz é o homem bala. O último arquivo, Adriano de Nóbrega, foi baleado. Salvo um pacto de silêncio, as labaredas e a fumaça intoxicam a companhia, cuja gerência oferece filé mignon para a família, ração regulada para poucos e bananinha para os demais. A procrastinação no tribunal carioca não apaga as provas.

O rábula da caravana, Frederico Wassef, sinalizou que topa incorporar o mímico na representação. Mas é um silêncio falastrão, estridente. O contorcionista isentou a dupla – Flávio e o pai – sobre o acoitamento do miliciano. O próprio capitão tentou justificar em seu número que Queiroz estava em Atibaia pela proximidade – 90 km – do local do tratamento médico. Wassef também deu outra cambalhota kafkiana: “Quem que disse que ele tava morando na minha casa? A féria da empresa da ex-esposa, Cristina Boner, adubada na administração Bolsonaro espalhou um odor indisfarçável.

O Ministério Público do Rio fareja como senador Flávio Bolsonaro administrava a bilheteria no início da carreira, como deputado estadual. Por lá malabaristas da milícia carioca e seus parentes recebiam salários e devolviam parte ao manipulador de marionetes, intermediado por Queiroz, o capataz. O processo de cassação contra o senador ganha ares de globo da morte com fachos de luz multicoloridos e ofuscantes: obstrução da justiça, coação e adulterações de provas.

Em novembro de 2015, Delcídio do Amaral foi o 1 senador preso no mandato. Passou 87 dias na jaula por embaçar a investigação. Parlamentares só podem ser presos em flagrante por crimes inafiançáveis. O delito foi indiscutível, mas Delcídio não foi pilhado em flagrante. O STF usou o “flagrante continuado” para embasar a cana. Queiroz, encantador de serpentes, outra atividade de risco, foi acobertado pelo advogado da família. Se aparecer a varinha do 01 na prestidigitação, o precedente existe. Ele foi referendado por 59 votos a 13 no plenário do Senado.

Abraham Weintraub não está apto a números maiores, por isso é o pestilento domador de pulgas, invisíveis como seu legado no MEC. Foi enxotado para iniciar o armistício com as capas do STF, xingados de “vagabundos”. No anonimato da coxia ministerial, ele zurrava. Depois o paquiderme fugiu como um rato. Refugiou-se nos EUA, onde atua o astrólogo-adestrador. Camuflou-se no cargo para burlar as restrições sanitárias dos EUA. A fraude – um buraco na lona – foi remendada, antecipando a demissão em 1 dia. A deportação ainda é uma ameaça.

A oposição, mesmo dividida em razão de projetos políticos concorrentes, afia a mira na função de atiradores de facas. Diante de uma gravidade única, mais de 40 pedidos de impeachment, por crimes de responsabilidade de toda ordem e reincidentes, entulham a arena de Rodrigo Maia. O parlamento se porta, até aqui, como burocrata da democracia, calculando prazos, votos e flagrando quedas e tombos. Observa o circo pegar fogo. Haverá a hora de entrar em cena.

A atração principal é um anão institucional, protagonista tosco e mal ensaiado de espetáculos antidemocráticos e mentiras de perna curta. Anda esquálido como faquir, engolindo fogo. Abandonou atos absolutistas, evita as focas adestradas do Alvorada, engavetou o folguedo das bravatas depois de constatar a falta da rede de proteção sob o trapézio. Espectadores e palmas rareiam na arquibancada. Os mais curiosos têm credenciais do centrão: equilibristas do malfeito e inconfiáveis. Dilma Roussef e Collor de Mello, atirados aos leões, conhecem a índole das feras. Pela gravidade do cerco o capitão não ruge mais.

As farândulas do capitão e do último milico, João Batista Figueiredo, têm convergências além da farda. São irascíveis, despreparadas, exibem uma coloquialidade vulgar, a imprensa é inimiga, a economia está em frangalhos e o brasileiro, na lona, sem pão, só o circo rudimentar. Ambos também tiveram banqueiros como amansadores da economia. Mário Henrique Simonsen, ministro de Figueiredo, foi mordaz sobre os riscos da atividade circense: “O trapezista morre quando pensa que voa”.

*Jornalista. Artigo escrito para o site Os divergentes.


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