FMO janeiro 2020

28/06


2020

Samu de Belo Jardim dá mau exemplo

A equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) de Belo Jardim, no Agreste pernambucano, deu um péssimo exemplo, ontem, ao reunir-se para uma comemoração. As imagens do festejo estão disponíveis na própria página da Secretaria de Saúde do município no Facebook. Nelas, é possível ver nove pessoas ladeadas, sem qualquer tipo de proteção individual, desrespeitando os protocolos sanitários. 

De profissionais de saúde, o mínimo que a sociedade espera é firmeza no combate à pandemia. Hoje, Belo Jardim registra 452 casos da Covid-19 e nove óbitos, segundo o último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde da cidade.


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Banco de Alimentos

28/06


2020

O mito político e o mito da caverna

Por Arnaldo Santos

A ascensão inesperada da direita, se assim podemos conceituar a linha de pensamento que está no poder, mergulhou o Brasil em uma crise com dimensões intelectuais, morais, político-sociais e econômicas, sem precedentes em sua história recente.

Estamos diante de uma real e tríplice ameaça  à democracia, precedida pela desconstituição das liberdades, bem como dos padrões civilizatórios individuais e coletivos, vetores para uma convivência pacífica entre os que são - e pensam – diferentemente, flagrante atentado e desrespeito aos demais poderes da República, agravamento à saúde coletiva  pelo descaso em relação à pandemia, causada pela Covid-19, e aguda crise econômica, consequência das duas outras.

Por ignorância histórica, visão reducionista da realidade, baixo nível intelectual e outras negações e conflitos contemporâneos, anacronismos próprios de uma sociedade que ainda ostenta défices nos vários campos do saber, especialmente educacional e político, nos últimos meses, a Nação passou a conviver com a falsa ideia da existência de um mito, idealizado por alguns  milhões de  cabeças com escassos  recursos mentais, acreditando que essa utopia nos conduzirá à Terra da Promissão. 

Em o “Mito da Caverna”, na classicíssima obra A República, alegoricamente, alguns homens viveriam presos e acorrentados no interior de uma caverna, de costas para a saída, onde só enxergavam as sombras projetadas. Platão propõe ser necessário educar o homem de forma integral para o bem da pólis e libertá-lo das correntes da ignorância, e afirma que a saída da caverna depende do esforço coletivo.

Trazendo para os dias atuais mencionada alegoria,  onde o mito, ao contrário de Platão, que queria libertar o homem, tenta aprisionar a sociedade a uma determinada corrente de opinião, percebe-se,  nas sombras tenebrosas das ideias vigentes nesses tempos de trevas, a formação de profundos cânions da ignorância e do obscurantismo, nas vastas montanhas da ideologia e do ódio.  

Metaforicamente, é como se o Brasil fosse a caverna referida na obra platonista, onde todos estávamos vivendo presos pelos grilhões da corrupção, impunidade e atraso, impostos pela velha política, e suas práticas malsãs, enquanto um certo mito seria o libertador do povo.

Com esse objetivo, foi imaginada uma “nova política”, que iria superar o problema da relação entre Política e não-politica, Moral e Política, que viria no presente ser conduzida pelo “moderno e eficiente centrão”, tornando a caverna ainda mais escura e profunda, sujeita a desabar sobres nós.

Ainda segundo essa lenda, a sociedade passaria por uma espécie de mutação em suas estruturas e valores morais, curando-se de suas patologias sociais, erigindo-se um novo padrão ético-político, mediante a criação de outra cultura republicana e de um realismo político moderno.

Fora desse imaginário simbólico representado na figura desse mito primitivo, a percepção é de uma realidade líquida, a que se reporta Zygmunt Bauman, nos transportando a um sentimento de frustração, denunciando que aos poucos estamos cavando a própria caverna, ainda mais tenebrosa do que aquela imaginada pelo célebre filósofo e matemático heleno.

Para entendermos hoje a simbologia e o significado dessa mistificante ideia, impõe-se o resgate do mito político, expresso por Norberto Bobbio, (Dicionário de Política-Vol.2), historicamente ligado à crise do racionalismo liberal do século XIX, e a discussão em torno do racionalismo e do irracionalismo, como a observada agora no Brasil.

Como é consabido, desde o início do século XX, o mito político, como trilha de pensamento, sempre esteve vinculado aos movimentos autoritários de direita, bem assim a grupos e partidos fascistas, em curso nalgumas partes do mundo.

Aqui encontramos a explicação e os fundamentos ideológicos das agitações a que já nos acostumamos assistir todos os finais de semana em Brasília, e nas maiores cidades do País. Norberto Bobbio nos adverte, ainda, para o problema na relação entre mito político, mitologia em geral, ideologia e utopia.

Um deles é de que “[...] o Mito político provoca reações coletivas e inconscientes, “irracionais”, [...] com aplicação de métodos e conteúdos arcaizantes, e mostra que, já “[...] no segundo pós-guerra o uso nazista do mito político provocou dura reação contra esse mito como tal”.

O escritor Ernst Cassirer (1874-1945) foi seu maior intérprete, com o livro The myth of the state, escrito durante a Segunda Guerra Mundial, no qual demonstra uma densa análise sobre esse tema, e expressa uma teoria da evolução histórica da humanidade, no âmbito da qual, para ele, o “[...] mito é forma típica do conhecer primitivo”.

Examinando a projeção das sombras em nossa caverna, sem muito esforço, é possível identificar as variadas semelhanças entre o mito político do século XXI e daqueles que o reverenciam como tal; e o mito político da primeira metade do século XX, descrito por Bobbio.

Essa identificação é possível de ser encontrada, seja pela ideologia, ou pela irracionalidade negacionista, em sua maneira de governar, e de se relacionar com os demais poderes da República, e com a Nação, seja pelo culto hitlerista autoritário e desumano, seja pelas reações coletivas que tem provocado,  em razão do primitivismo  de suas ideias,  ou ainda pelas bravatas  facistóides que protagoniza rotineiramente.

As três dimensões da nossa crise,  a que referimos logo  no início dessa reflexão, nos leva ao físico e escritor Fritjof Capra, em seu livro O Ponto de Mutação, onde ele analisa os  diversos problemas que a Humanidade defrontava no final dos anos de 1970, com o início da crise dos combustíveis fósseis, e os conflitos políticos no mundo, provocados pela  guerra fria.

Ele se mostra surpreso e atônito com o fato de os especialistas das diversas searas do conhecimento, vinculados aos maiores centros de pesquisas das mais prestigiadas Universidades dos EUA, e da Europa, já não serem capazes de apontar soluções para os problemas no planeta.

Segundo sua análise, mesmo nos EUA, onde historicamente seus presidentes sempre se aconselharam e buscaram nas ideias dos intelectuais, e do pensamento acadêmico, as soluções para o enfrentamento das suas crises - mormente as de cariz político - ele se mostra  sob choque com o fato de esses especialistas das sendas várias do saber não se  mostrarem capazes e motivados a oferecer soluções para os problemas urgentes do mundo  contemporâneo.

Olhando para o que está ocorrendo em nosso País, não obstante as expressões do pensamento acadêmico, em particular, nas áreas da Economia, Ciências e Tecnologia do governo, o resultado até aqui revela um grande fracasso.

Para o Celebrado físico vienense, a sociedade global enfrenta uma crise de ideias, e “[...] o mundo acadêmico continua a subscrever percepções estreitas da realidade, as quais mostram-se inadequadas para enfrentar os principais problemas do nosso tempo”. A razão, segundo ele, está no fato de serem problemas sistêmicos, intimamente interligados, e interdependentes, não podendo mais ser entendidos e abordados no âmbito dos governos, de maneira fragmentada, que é uma característica da metodologia acadêmica.

Quando olhamos para nossa realidade político-econômica, ambiental, tecnológica, social, cultural - e educacional, o problema é ainda mais grave, pois “o armário de ideias está vazio”; e o “estoque de homens”, também, e já faz algum tempo; especialmente no terreno da Política.

A ascensão do mito político denúncia contundentemente esse deserto de ideias e de lideranças políticas. Sem muito esforço, facilmente, comprovamos que o opulento rio de ideações que já tivemos, logo após promulgada a Constituição, em 1988, se dividiu em dezenas de riachos, córregos e meros fios d’água, e, em algumas áreas, a aridez é total!

Para confirmar o que estamos afirmando, faz-se imperioso lembrar que, no período imediatamente após a redemocratização, existia o que chamamos de “estoque de homens públicos”, dos valores e das estirpes do “Senhor diretas já” - Dr. Ulisses Guimarães - Tancredo Neves, Mário Covas, Franco Montoro, Itamar Franco, dentre outros, o que nos dava a segurança de que,  no caso de qualquer deles assumir a Presidência da República, os destinos e o futuro do País estavam em segurança.

Como eram todos septuagenários, pela lei natural da vida, o estoque foi se exaurindo, e as mais de três décadas de democracia, com eleições consecutivas a cada dois anos, não foram suficientes para reposição do estoque e abastecimento do armário.

*Jornalista, sociólogo e doutor em Ciências Políticas.
Comentários e críticas para: arnaldosantos13@live.com


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O Jornal do Poder

28/06


2020

Após Moro ser acusado de plágio, aluna assume culpa

Estadão

A advogada Beathrys Ricci Emerich admitiu ter cometido plágio em artigo publicado em coautoria com o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro. O caso veio à tona após o advogado Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos apontar trechos do texto que foram copiados de artigo publicado por ele no site Conjur. Procurado, ele disse que aguarda retratação do ex-juiz da Lava Jato.

"A redação do artigo foi minha e, infelizmente, acabou acontecendo a falha metodológica consistente na ausência de citação do ilustre autor Dr. Marcelo Augusto Rodrigues de Lemos", afirmou a advogada. "Reconheço a falha não intencional, mesmo porque não havia motivos para não citar o autor, tendo em vista que o trabalho citou mais de vinte outros autores."

O texto de 16 páginas assinado por Beathrys com a coautoria de Moro foi publicado na revista Relações internacionais do mundo atual, da Unicuritiba, e discutia lavagem de dinheiro por meio de pagamentos advocatícios.

Em nota, Moro afirmou que sua aluna cometeu um "erro metodológico" ao utilizar dois "pequenos trechos sem citar o autor".

"O artigo foi retirado da revista, ela já reconheceu o erro e pediu desculpas ao autor. É o trabalho de uma aluna de pós-graduação que cometeu um erro e já o corrigiu, o que é louvável", afirmou o ex-ministro.

Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, o advogado Marcelo Augusto Lemos, autor do texto plagiado, afirma que recebeu o pedido de desculpas da ex-aluna de Moro.

Destaca, porém, que a responsabilidade do artigo também é do ex-ministro e, por isso, espera um pedido de retratação.


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28/06


2020

Mise-en-scène do PT do Recife

O diretório municipal do PT no Recife conclui, hoje, uma posição que será adotada pelos empregados com DA’s do PSB no Estado e na Prefeitura em favor de manter aliança com os socialistas. Digo posição porque a decisão da nacional já está tomada: a prioridade é eleger a deputada e pré-candidata à Prefeitura do Recife, Marília Arraes. No mais, essa mise-en-scène já era esperada, com o desespero de João Campos em ter uma adversária forte e competitiva. Do lado de Marília e seus aliados, tudo transcorre dentro da normalidade mais esperada possível. Segundo fontes ouvidas pelo blog, tende a avançar muito mais e buscar a união. Mas já há quem observe um novo PT se reaglutinando em torno dela, desta feita mais objetivo e pragmático como foi com João Paulo.


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28/06


2020

Ao meu ponta de rama e amado João Pedro

Tenho quatro filhos homens. O primogênito Felipe, nascido no outono quente de Brasília, nome dado pela mãe com todo direito seu de sonhar com um príncipe na vida. André Gustavo, o segundo, batismo meu, já veio recifense, ao som da zabumba e da sanfona do mês junino. Magno Filho, também pia batismal minha, sob a proteção da mãe e de Deus, é filho do verão nordestino, deu sua boa fé ao mundo em março.

Quando o designei de Magno foi para ser magno na vida, perpetuar nossa magnitude. Que Deus o conceba sábio para tal desígnio. Há sete aninhos, completados hoje, no mesmo alegre e festivo mês junino das bandeirolas, dos arraiás, do cheiro forte da pamonha e do ardor das fogueiras, berrou ao mundo minha alegria, o meu ponta de rama João Pedro.

Criança linda, feliz, alegre, abençoada duplamente sob a inspiração dos apóstolos mais fiéis de Cristo: João, o apóstolo do amor, discípulo amado, também chamado de Filho do Trovão. Pedro, um dos primeiros discípulos escolhidos por Jesus, é rocha pura, firmeza na palavra e no amor. Foi até o fim um rochedo com Jesus, com aptidão natural para exercer liderança.

João Pedro herdou o infinito amor do apóstolo João, a liderança e o carisma da rocha Pedro. Uma criança extremamente precoce. Aos três anos – e isso não é exagero de pai caduco – virou cabo eleitoral da mãe na escola, conquistando o voto da tia e de todos os funcionários apaixonados por ele, desde a que servia seu lanche na cantina ao vigilante. 

No prédio em que mora, colocava os santinhos da mãe Aline Mariano, vereadora do Recife, por debaixo da porta da vizinhança inteira. Gravou vídeo nas redes sociais repetindo, por diversas vezes, o número da mãe candidata. Já cantava, com a mesma idade, do começo ao fim, a vinheta do meu programa de rádio terminando com o refrão “Magno Martins, falou tá falado”.

Filhos são presentes valiosos que Deus nos dá, nossos tesouros que valem mais do que ouro. Hoje, João Pedro vai soprar as sete velinhas que a vida já lhe proporcionou bem distante do paizão, mas sob as bênçãos e alegria dos avós, em Afogados da Ingazeira. E da mãe, também. Em tempos de pandemia do coronavírus, que engessou o prazer do abraço e do beijo, amanhã jogo uma máscara, tomo banho de álcool gel e boto minha ponta de rama nos braços.

Filhos são desiguais, a humanidade não é única, nem poderia ser. O segredo da beleza repousa justamente ai. Felipe toca guitarra, flauta e violão, nasceu com arte. André Gustavo, vocacionado para ensinar. Comemorei com ele, ontem, sua ascensão à vice-diretoria de uma escola de ensino médio nos Estados Unidos. 

Magno Filho tem também vocação para artista, um traçado perfeito no desenho, já escreve bem e entende de tecnologia como poucos. João Pedro é amoroso, doce como mel de uruçu, carismático, amável, um grande sedutor, daqueles que qualquer um se apaixona à primeira vista, no olhar. 

Seu sorriso lindo me acende a vida, carrega minhas baterias. Quando me beija, adoça a minha boca. Meu amor por ele faz o coração pulsar mais forte. Com ele nos braços, nas brincadeiras, rejuvenesço, viro criança outra vez.

Seus olhos, de tão radiantes e luminosos, são lamparinas na minha vida, mesmo na mais completa escuridão. Na vida, muitas vezes o mundo desaba sobre nossas cabeças, mas quando se tem filhos lindos e amorosos como os meus nada é intransponível, o deserto vira oásis, o sertão vira mar.

Meu ofício é o da escrita. Transformo palavras em notícias. Aos filhos, tenho por hábito deixar meus escritos. A cada um, dediquei uma crônica em seu nascimento. O simples ato de escrever algo já transmite a energia da palavra. O que escrevo hoje para eles, amanhã pode virar ouro quando eu já estiver na eternidade, entrevistando os anjos celestiais. 

Aprendi que as palavras têm a leveza do vento e a força da tempestade. Eu acredito muito na força das palavras. Qualquer pequena frase construída na sinceridade das palavras me comove. Assim como o pôr do sol, através da sua beleza original, a conjugação certa nos versos das palavras encanta meus olhos. 

João Pedro, papai te ama muito. Ser pai de um menino tão lindo e especial como você é tudo que Deus poderia ter me dado de bom – e já deu. Tenha certeza que minha missão como pai é de dar asas a ti, para mais na frente, quando saíres do ninho, possa voar como águia. 

O voo da águia cruza o céu, chega às alturas, pega nas nuvens. A águia voa firme, forte e resistente. Voa através do sol, desconhecendo, das próprias asas, os seus limites.


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27/06


2020

TCE determina suspensão de licitações em Goiana

O Tribunal de Contas do Estado determinou a suspensão de duas licitações realizadas em Goiana, que foram consideradas inadequadas durante o período da pandemia. Duas medidas cautelares foram referendadas pela Segunda Câmara do TCE, no último dia 16 de junho.

Essas decisões foram expedidas monocraticamente pela conselheira Teresa Duere nos dias 27 e 29 de maio deste ano, a pedido da procuradora-geral do Ministério Público de Contas (MPCO), Germana Laureano. Duere é relatora das contas do município em 2020.

A primeira medida cautelar foi relacionada ao Pregão Eletrônico nº 17/2020, previsto para o dia 27 de maio deste ano, estimado em R$ 104.150,76, que tratava da aquisição de acessórios para as bandeiras do Brasil, de Pernambuco e de Goiana, a serem usados nos desfiles cívicos e em outros eventos no município.

A outra foi referente à Concorrência Pública nº 04/2020, marcada para 28 de maio, para contratação de serviços de reestruturação e modernização do estádio municipal, estimados em R$ 4.640.954,40.

O argumento do MPCO, ao solicitar as cautelares, foi de que os objetos licitados não se adequavam ao momento em que o país enfrenta uma grave crise emergencial de saúde provocada pela pandemia de Covid-19. Além disso, segundo a procuradora-geral, Germana Laureano, o município descumpriu a Recomendação Conjunta TCE/MPCO (nº 03/2020) que orienta os gestores públicos a evitar aquisições, obras e serviços não essenciais ou não relacionados com o enfrentamento da doença.

Ainda de acordo com a determinação, Goiana também ignorou a Recomendação Conjunta TCE/PGJ nº 01/2020, que determina a não realização de licitações associadas a festividades e comemorações – como é o caso da aquisição de acessórios para bandeiras para uso em desfiles cívicos e outros eventos, exatamente em uma época onde aglomerações com mais de 10 pessoas estão proibidas em todo o Estado.

Outro questionamento feito pelo MPCO foi o fato de a Prefeitura querer gastar mais de R$ 100 mil na compra de acessórios para uso em eventos que estão suspensos por tempo indeterminado e mais de R$ 4 milhões na reforma do estádio de futebol, em meio à situação de calamidade pública vivenciada pelo município.

O prefeito Eduardo Honório foi notificado para apresentar esclarecimentos sobre os fatos e informou que as licitações continuariam tramitando, mas que nenhuma despesa referente aos futuros contratos seria efetuada, nem emitida ordem de serviço durante o período de enfrentamento ao novo coronavírus.

*Com informações do site do TCE


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27/06


2020

A eleição da pandemia

Por Heron Cid

Toda eleição tem o seu Zeitgeist, conceito de “espírito do tempo” difundido pelos alemães.

Já tivemos o movimento da ficha limpa, do combate à corrupção, da renovação e ruptura…

Em 2020, ano de pleito municipal, curiosamente será um fenômeno mundial – a pandemia do novo coronavírus – quem terá forte influência no processo local.

Especialmente nas cidades de grande e médio porte, esse ingrediente temperará o sabor das escolhas eleitorais.

Quem é o candidato capaz de assumir a proa do barco social fazendo água depois da tempestade de imprevisíveis efeitos econômicos?

Qual protagonista tem condições de liderar a retomada, a articulação com setores produtivos, a sensibilidade de captar as dores das massas, dos desempregados e desalentados.

Quem tem o feeling para se cercar das melhores cabeças e pensadores a nortear saídas, soluções cooperadas e caminhos saudáveis para o “novo normal” nos grandes conglomerados urbanos?

Quem tem credibilidade para assumir essa tarefa com maiores chances de êxito?

Essas perguntas guiarão, consciente ou inconscientemente, a opção do eleitor antes de fazer a sua escolha.

O postulante que souber dialogar e pegar no pulso da população nesse tema, começa bem na largada.

E terá grandes chances de chegar vencedor de uma maratona que se desenha atípica. Do princípio ao fim.

*Jornalista


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27/06


2020

Gilson festeja novo trecho da transposição do Velho Chico

O presidente da Embratur, Gilson Machado Neto, comemora a inauguração de trecho da transposição do Rio São Francisco, no Ceará. Com a sanfona, faz referência à chegada das águas do Velho Chico à região.

Ele aproveitou para bater forte nas gestões Lula e Dilma. "Cogitada desde a época do Império por Dom Pedro ll, o sistema viu na transposição do São Francisco a possibilidade de fazer caixa 2,3,4 e 5. Durante os governos de esquerda, a obra consumiu R$ 7 bilhões a mais que o previsto e foi embargada pelo MPF por apresentar sérios danos estruturais. Nós saneamos as irregularidades físicas e financeiras, classificamos a obra como prioritária e com competência começamos finalmente a entregar ao povo do Nordeste", detonou.

Ontem, o presidente da República, Jair Bolsonaro, inaugurou o Eixo Norte da obra, que leva água ao Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Pela manhã, ele esteve no distrito de Milagres, no município pernambucano de Salgueiro, para acionar a comporta para liberação das águas da transposição. Em seguida, se direcionou a Penaforte, no Ceará, para ver a chegada das águas.


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27/06


2020

Diogo defende lockdown em Santa Cruz do Capibaribe

O deputado estadual Diogo Moraes (PSB) participou do programa Cidade em Foco, da Rede Agreste de Rádios, na manhã de ontem, e falou sobre a decisão do Governo do Estado em decretar lockdown em Bezerros e Caruaru.

O parlamentar avaliou o cenário de Santa Cruz do Capibaribe e se mostrou favorável à implantação de medidas de isolamento social mais rígidas na cidade. “Eu vejo nossa cidade na mesma situação que Bezerros e Caruaru. É quase idêntica pelas razões que foram elencadas porque estamos subindo muito o número dos casos e já ultrapassamos os 500 infectados. Isso é bastante preocupante. Acredito que seria prudente ingressar no lockdown em Santa Cruz do Capibaribe para frear o crescimento desse contágio”, defendeu.

Durante a entrevista, Diogo também se posicionou sobre o adiamento das eleições municipais. Para ele, o melhor a ser feito é adiar para 2022. “Eu acho que as eleições acontecessem em 2022 seria melhor porque iria unificar e seria um gasto menor para políticos o próprio TSE. Esse caso quem decide é a Câmara e acho que vai prevalecer o sentimento dos deputados que sempre foi de unificar as eleições, como não tenho poder de voz, vou aguardar o posicionamento dos deputados. Como vamos colocar milhões de pessoas para ir votar se hoje não podemos ter mais de 10 pessoas juntas”, declarou.


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27/06


2020

Contra Covid-19, Brasil produzirá 30,4 mi vacinas

O Globo

O Ministério da Saúde anunciou neste sábado a produção de 30,4 milhões de doses da vacina contra Covid-19 em parceria com a Universidade de Oxford, com investimento de US$ 127 milhões. O primeiro lote deve ser produzido em dezembro e o segundo em janeiro pela Bio-Manguinhos. Segundo o ministério, as doses só serão ministradas após a finalização dos estudos clínicos e a comprovação da eficácia da vacina. O acordo anunciado prevê compartilhamento da tecnologia de produção da vacina com a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Parte do montante investido inicialmente será utilizado na modernização do parque tecnológico da Bio-Manguinhos para a produção da vacina. A articulação em relação ao acordo foi liderada pela Casa Civil, mas também teve participação do Ministério da Economia e do Ministério das Relações Exteriores.

"Nossa parceria é de uma encomenda tecnológica. No desenvolvimento de uma encomenda tecnológica existe um risco associado a ele, mas nesse caso o mundo inteiro está testando e avaliando a eficácia dessa vacina. Estudos preliminares mostram que a vacina tem capacidade de resposta imunológica bastante significativa, mas, se os ensaios clínicos não se mostrarem seguros para a população brasileira, nós aprenderemos, teremos avanço tecnológico, a melhoria do nosso parque industrial tecnológico, mas pelo óbvio (motivo) não iremos aplicar na população brasileira algo que sabidamente não existe eficácia comprovada", afirmou Arnaldo Correia de Medeiros, secretário de Vigilância em Saúde da pasta.

Na sexta-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que a vacina que é objeto do acordo, a ChAdOx1 nCoV-19, produzida por Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca, é a "mais avançada" do mundo "em termos de desenvolvimento" e lidera a corrida por um imunizante contra a Covid-19. A fórmula já está sendo testada no Brasil e na África do Sul após testes bem-sucedidos no Reino Unido.

"O Reino Unido já começou os testes há um mês e meio. O Brasil e a África do Sul estão começando agora. Como o recrutamento de voluntários está muito rápido, há a possibilidade de provar a sua eficácia mais rápido. Os dados, a nível mundial, vão ser analisados mensalmente e é possivel que a gente prove essa eficácia lá para outubro ou novembro. Mas, se as curvas baixarem, demora um pouco mais. Provando sua eficácia, o Reino Unido vai registar lá. E depois outros países já podem conseguir o registro de forma emerência", explica Sue Ann Costa Clemens, pesquisadora brasileira especialista em prevenção por vacinas de doenças infecciosas  e diretora do Instituto para a Saúde Global da Universidade de Siena, que foi a responsável pela articulação para trazer os testes ao Brasil.

Pela parceria anunciada, o governo brasileiro receberá o ingrediente farmacêutico ativo (IFA) produzido por Oxford para a produção dos lotes. Caso seja comprovada a eficácia da vacina, ela será ministrada para grupos de risco — e profissionais de saúde também terão prioridade. Após a comprovação da eficicácia da vacina, o governo brasileiro produzirá mais 70 milhões de doses, com um valor estimado de US$ 161 milhões.

O secretário executivo, Élcio Franco, explicou que o preço de custo do insumo para produzir a vacina é de US$ 1,30 dólar e mais US$ 1 do restante da produção, totalizando um custo de US$ 2,30 por dose.

Segundo ele, o preço é bem inferior ao da produção de outras vacinas como a de influenza, que custa cerca de US$ 10 por dose.

"A compra de lotes e a transferência de tecnologia nos darão autonomia na produção. O Brasil busca evitar situações como as ocorridas no início da pandemia, quando a alta demanda não permitiu que tivéssemos acesso a insumos e medicamentos. Estaremos eliminando as margens de lucro exorbitantes aplicadas durante a pandemia. O Brasil reafirma seu compromisso em salvar vidas", afirmou o secretário executivo Elcio Franco.

De acordo com o Instituto D'or de Pesquisa e Ensino (IDor), que participa dos testes clínicos no Brasil, a vacina é composta por um fragmento de proteína do Sars-CoV-2 junto de um vírus que, além de ser inócuo ao humano, é inativado.

"Então, não tem risco para o ser humano de que a vacina possa causar a doença. Porque o RNA, que é o que faz o coronavírus se reproduzir, não vai ser injetado na pessoa. Somente um fragmento de proteína dele", explica Cláudio Ferrari, médico diretor de comunicação do Idor.

A matéria completa pode ser lida em O Globo.


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