19/06


2021

Bahia vai investir 70 mi de dólares em infraestrutura turística

A Tarde

O Governo da Bahia está buscando, cada vez mais, intensificar o turismo no Litoral Norte. Para isso, prevê um alto investimento em ações de acessibilidade e infraestrutura. O objetivo é conseguir aproveitar mais o potencial turístico da região, aumentando a atividade econômica. Em entrevista ao Isso é Bahia da rádio A Tarde FM, o secretário de Turismo da Bahia, Mauricio Bacelar detalhou as ações.

"Serão 70 milhões de dólares investidos pelo Governo da Bahia com recursos de operações de crédito do banco Pan-americano para qualificar com infraestrutura, investimento na área de cultura, sócio-ambiental, urbanização no entorno da Baía de Todos os Santos. Isso vai incrementar o turismo naútico e gerar renda", disse em entrevista ao programa na manhã desta quinta-feira, 17.

A região tem sido explorada pela iniciativa privada, que segue com participação na exploração turística da área. "A iniciativa privada vai investir nos próximos 12 anos. Esses investimentos serão implementados até o ano de 2033. Novo empreendimentos já serão inaugurados este ano".

Para melhorar a acessibilidade à região, o governo pretende construir um aeroporto em Conde. De acordo com o Maurício Bacelar, técnicos da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) já visitaram a cidade e identificaram duas áreas aptas a receber o equipamento.

"Temos investimentos em municípios da região. Da parte pública, existe um estudo aprovado pela ANAC sobre o investimento em um aeroporto na cidade de Conde para atender a demanda que será criada por esses investimentos", revelou o secretário de turismo.

Além do aeroporto em Conde, há negociações para a implantação de vôos regionais para cidades em áreas turísticas da Bahia. "Para a Chapada Diamantina nós queremos colocar vôos regionais. Teremos através da companhia Subaé os vôos de Salvador para Mucugê. Queremos estimular vôos para Paulo Afonso e Teixeira de Freitas. Temos conversado com as companhias aéreas já que isso estimula a atividade turística e econômica da região", disse Bacelar.

As ações fazem parte do próximo Prodetur, 'Programa de Desenvolvimento do Turismo - Nacional Bahia', que volta as atenções para a região do Litoral Norte da Bahia, onde visa atrair investimentos de mais de R$ 1 bilhão de reais.


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Jaboatão Habitacional Suassuna

19/06


2021

O fim do monopólio do combustível

André Lachini, da IstoÉ

Uma mudança na regulamentação da distribuição dos combustíveis poderá permitir que o consumidor abasteça seu carro pagando menos. A Agência Nacional do Petróleo (ANP) discute uma mudança que afeta a chamada “fidelidade de marca”, norma que vincula desde 2008 postos de combustíveis a marcas. A venda, no entanto, deve ser flexibilizada no segundo semestre se a ANP atender a uma reivindicação: o posto bandeirado poderá ter duas bombas livres para oferecer combustíveis de outra distribuidora, com outro preço. Atualmente, 55% dos 43 mil postos de combustíveis do País estão atrelados por contratos rígidos a uma das três bandeiras: BR Distribuidora (Petrobras), Shell (Raízen) e Ipiranga (Ultrapar). Só podem vender combustíveis comprados na distribuidora à qual são filiados por contrato. A medida poderá levar a uma queda de até 10% no preço final do combustível ao consumidor. Os donos dos postos também pedem à ANP que libere a venda direta do etanol. Com esta modalidade, o posto poderia comprar o álcool combustível diretamente da usina, eliminando o distribuidor.

Segundo fontes do mercado, uma redução de até 10% no preço pode se viabilizar porque os postos terão competitividade similar aos concorrentes que hoje não seguem essa regra e conseguem esse desconto em média na bomba – simplesmente porque conseguem cotar o combustível com mais de um fornecedor. O mercado brasileiro de distribuição hoje está distorcido e o modelo dá um poder desproporcional à distribuidora em relação ao dono do posto, que fica obrigado a comprar o combustível de uma única companhia por anos, ainda que seja a mais cara. Como consequência, ele repassa esse custo aos seus clientes. Segundo as normas atuais, a ANP fiscaliza e pune o dono do posto de uma bandeira de marca que compre combustível de outra distribuidora.

Um dos resultados do modelo é a concentração do mercado, com um oligopólio onde as três petroleiras controlam 55% da distribuição. A ANP publica a cada semana um levantamento da média dos preços praticados em várias cidades do Brasil. Na última semana de maio, na capital paulista, postos independentes – também chamados de “bandeira branca” – cobravam R$ 4,99 o litro da gasolina. Já nos postos de bandeira de uma das três marcas, o litro da gasolina era vendido entre R$ 5,99 e R$ 6,19.

Decisão em julho

“Na audiência pública, vamos questionar o porquê do limite de até duas bombas por posto de bandeira de marca para combustível de qualquer distribuidora. A bomba onde o combustível será mais barato terá filas gigantescas. Queremos que a limitação seja por bicos de abastecimento, não por bombas”, diz Rodrigo Zingales, diretor-executivo da AbriLibre – Associação Brasileira de Revendedores de Combustíveis Livres e Independentes. Cada bomba de combustível tem quatro bicos. Zingales diz que a AbriLibre pede à ANP que cada posto tenha 50% dos bicos liberados para vender combustíveis comprados de distribuidores independentes.

Os outros 50% venderiam combustível apenas da marca à qual o posto é obrigado por contrato. Segundo ele, a AbriLivre levará as sugestões à ANP até 7 de julho. A entidade deverá publicar a decisão 30 ou 40 dias após a audiência. “Está sendo proposta a flexibilização da tutela. Sem prejuízo da condição de revenda bandeirada, em contratos novos, haveria a possibilidade de instalação de bomba, ou conjunto de bombas, não exclusivas”, comentou a ANP em 13 de maio, quando a consulta pública foi aberta.

Até 2008, os postos de combustíveis tinham a liberdade para comprar gasolina, diesel e etanol de qualquer distribuidora. Na época, existiam pelo menos oito grandes distribuidoras de grandes marcas no Brasil. Algumas, como as americanas Esso (atual ExxonMobil) e Texaco e a italiana Agip, decidiram encerrar as operações no Brasil e seus postos ficaram sem bandeira – os chamados “bandeira branca” – ou foram absorvidos pelas três grandes: BR (Petrobras), Shell (Raízen) e Ipiranga (Ultrapar).

“Os contratos de exclusividade sempre existiram. O que ocorria antes de 2008 é que existiam oito grandes distribuidoras disputando os postos no Brasil. Aí houve a concentração de mercado, quando várias multinacionais foram embora. Os donos dos postos perderam condições de barganha com as distribuidoras”, argumenta Zingales.

Em 2008, o Sindicato Nacional das Empresas de Combustíveis e Lubrificantes (Sindicom) pressionou a ANP para adotar a norma que proíbe o posto varejista de uma marca (bandeira) de vender o produto de outra. Com a norma, as três grandes conseguiram fidelizar 24 mil postos no País.

O faturamento das três empresas saltou de R$ 78 bilhões em 2008 para R$ 219 bilhões em 2018. Apenas com a greve dos caminhoneiros, no final do governo Temer, a flexibilização das normas voltou a ser discutida na ANP.

Foi nesse momento que as autoridades atentaram para o engessamento no setor e para os altos custos repassados para o comprador final. Há pressão pela mudança, que poderia aumentar a competitividade em uma área que tem repercussão em toda a cadeia produtiva. Para o consumidor, resta torcer para que a ANP flexibilize a venda dos combustíveis. Milhares de empresários e milhões de consumidores podem sair ganhando.


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Pousada da Paixão

19/06


2021

O mundo paralelo da estupidez e da delinquência

Por Weiller Diniz*

A obtusidade bolsonarista mergulhou o Brasil em um abismo sepulcral da realidade paralela. Há expedientes reincidentes na tentativa de falsear ou desconectar parte da sociedade da verdade: gastos maciços em propaganda irreais, redes orgânicas de disseminação de fake news, a reiteração da mentira com método de gerar entropias e a fabulação de mundos inexistentes com o propósito de maquinar um universo invisível e intangível. O messianismo, de índole fundamentalista, se apossou de uma mente obscurantista, retrógrada e de baixíssima capacidade cognitiva.

Entre pulverizar sua rudimentar formação militar e intelectual ou tentar compreender a complexidade do mundo e da governança do Estado, opta pelas escolhas simplistas do negacionismo, que não lhe exigem esforços mentais.

Na mais aterradora pandemia mundial, responsável por um morticínio superlativo no Brasil, a atual gestão baseou suas formulações de políticas públicas a partir de orientações do gabinete paralelo. Ele era constituído por médicos obscurantistas – sem investiduras públicas formais – ou conselheiros informais, desqualificados, que guiaram o governo na contramão das recomendações científicas. O chamado gabinete da escuridão estimulava aglomerações, advogava a fictícia imunidade de rebanho, prescrevia cloroquina e chegou ao limite de propor a fraude da bula do medicamento para recomendá-lo contra Covid-19. Todos os rastros mortais do grupo estão comprovados em declarações, documentos, vídeos e testemunhos.

Autodenominados de ‘médicos pela vida’, a falange criminosa bombardeava as vacinas contra o coronavírus em reuniões em Brasília. O resultado foi um boicote deliberado e prolongado do capitão na aquisição dos imunizantes. O Instituto Butantan, um dos mais respeitados no mundo, fez reiteradas ofertas de vacinas entre julho de 2020 e janeiro de 2021. O desprezo, desautorizações públicas e xenofobia do chefe de Estado contra a aquisição da Coronavac marcaram as negociações.

A mesma resistência nas relações com outro laboratório, a Pfizer. Entre as primeiras ofertas, de agosto do ano passado e março de 2021, foram 83 tentativas de interação da empresa ignoradas ou desprezadas pelas autoridades brasileiras. O número 1 da pasta, Eduardo Pazuello, declarou cinicamente que não era papel dele se reunir com representantes das empresas. O número 2 por lá arguiu até um vírus de computador que o impediu de abrir as propostas que salvariam vidas.

Na perseguição promovida pelo Estado paralelo, invisível ao controle público e à fiscalização institucional, a atual gestão inovou ao privatizar o dinheiro público. Inventou-se o orçamento paralelo para remunerar financeiramente a docilidade de aliados no Congresso Nacional. O governo criou uma contabilidade fora do radar do Tribunal de Contas da União de perto de R$ 3 bilhões, alheio ao teto de gastos, para comprar deputados. Uma espécie de ‘biscoito’ para controlar o apetite. Segundo as denúncias, os ofícios dos parlamentares eram encaminhados, principalmente ao Ministério do Desenvolvimento Regional. Nos documentos os aliados indicavam à pasta onde gostariam e alocar os valores em montantes muito superiores aos 8 milhões que têm direito anualmente em emendas da vida real. Há entre eles uma casta privilegiada que comandou a farra da distribuição do dinheiro do contribuinte.

Fustigado pela CPI e amedrontado com o cerco se fechando, o capitão Bolsonaro, viciado em mentiras e propagador de mundos ficcionais, inventou um TCU paralelo também. Ele garantiu aos que focinham rotineiramente no cercadinho da estupidez no Alvorada haver um relatório do Tribunal de Contas da União revelando que 50% das mortes registradas por Covid-19 no Brasil foram por outras causas que não o vírus. “Não é meu. É do tal do TCU, questionando o número de óbitos no ano passado por covid. E ali, o relatório final, não é conclusivo, mas disse que em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid, segundo o TCU”, apontou fraudulentamente. Mais uma vez culpou a imprensa por incomodá-lo com a realidade, oposta aos seus delírios.

“Esse relatório saiu há alguns dias. Logicamente que a imprensa não vai divulgar. Já passei para três jornalistas com quem eu converso e devo divulgar hoje à tarde. E como é do TCU, ninguém queira me criticar por causa disso. Isso aí muita gente suspeitava. Muitos vídeos que vocês viram de WhatsApp, etc, de pessoas reclamando do que o que o ente querido não faleceu daquilo. Está muito bem fundamentado, todo mundo vai entender, só jornalista não vai entender”, escarneceu mantendo seu alvo predileto na luta contra a verdade, a imprensa, mãe de todos os fracassos bolsonaristas.

O TCU desmentiu instantaneamente a fraude presidencial e esclareceu inexistir informações que apontem que ’em torno de 50% dos óbitos por covid no ano passado não foram por covid’, conforme a fantasia irresponsável do capitão que se viu constrangido a se retratar: “Vou só explicar uma coisa aqui, a questão do equívoco, eu e o TCU, de ontem. O TCU está certo, eu errei quando falei tabela’, disse o presidente. “A tabela quem fez foi eu, não foi o TCU. O TCU não errou em falar que a tabela não é deles. A imprensa usa para falar que fui desmentido, o tempo todo é assim”. O mentor da farsa do estudo paralelo, Alexandre Figueiredo Marques foi afastado, responderá a um inquérito administrativo e foi convocado pela CPI.

Alexandre confessou que foi o pai dele o responsável por repassar o documento ‘paralelo’ a Bolsonaro. O dado está junto à confissão do servidor enviada à corregedoria do TCU. O pai do servidor foi presenteado com um cargo na Petrobras durante a atual gestão e já se reuniu ao menos três vezes com Bolsonaro. O nome dele é Ricardo Silva Marques, coronel do Exército, nomeado gerente-executivo de Inteligência e Segurança Corporativa da Petrobras em 2019. Alexandre Figueiredo também é amigo dos filhos de Bolsonaro e do presidente do BNDEs, Gustavo Montezano. Em 2019, o servidor tentou assumir uma diretoria no banco na área de ‘compliance’, mas teve os planos barrados pelo então presidente do TCU na época, José Mucio Monteiro.

O Exército Brasileiro é outra vítima do estupro do Estado paralelo. Ele o ridiculariza ao chamá-lo impropriamente de “meu Exército” porque despreza a separação do público e privado. O capitão humilhou o Alto Comando ao abortar a punição de Eduardo Pazuello por participar de um ato político no Rio de Janeiro. A baderna e a indisciplina ficaram liberadas. As mesmas que ocasionaram a expulsão de Bolsonaro do Exército. Pazuello é a nódoa mais vergonhosa do Exército Brasileiro. Além de incompetente, de insuflar a anarquia, Pazuello mentiu despudoramente quando depôs à CPI. Desmascarado pela verdade, maquinou expressões ininteligíveis como “posição de internet”. Teve os sigilos quebrados pela Comissão Parlamentar de Inquérito e anda assombrado com os desdobramentos da investigação. Ainda hoje esconde sua parvoíce no biombo do Estado e numa farda que não parece ostentar.

A exemplo dos nazistas que institucionalizaram organizações paramilitares, como a SS, SA e a Gestapo, a quadrilha em torno de Jair Bolsonaro ambiciona estruturar uma polícia paralela, legalizando a face mais abominável do submundo do crime carioca, as milícias que matam e extorquem. As vinculações com a delinquência do Rio de Janeiro são indesmentíveis e as digitais milicianas mancham alguns dos mandatos da família. Condecorações a Adriano da Nóbrega, emprego para familiares dele, a ciranda financeira com Fabrício Queiroz, os vizinhos envolvidos com a execução de Marielle Franco são as conexões visíveis. Jair e Flávio já defenderam publicamente a legalização das milícias.

A milícia carioca vende casas e apartamentos ilegais, despeja moradores que não pagam a taxa de segurança, revende os imóveis dos desalojados e constrói clandestinamente em vários municípios do rio de Janeiro. Opera em diversos locais como Guaratiba, Itaboraí, Magé e Rio das Pedras, onde 2 prédios desabaram. Adriano da Nóbrega, arquivo queimado na Bahia, era uma sumidade da milícia em Rio das Pedras e comandava o “escritório do crime. Foi homenageado na prisão por Flávio Bolsonaro com a medalha de Tiradentes da Alerj e elogiado por Jair Bolsonaro, como “brilhante oficial” quatro dias depois de condenado por homicídio.

Antes de morrer, o ex-ministro Gustavo Bebbiano, braço direito de Bolsonaro na campanha mencionou a “Abin paralela” e atribuiu sua concepção ao vereador Carlos Bolsonaro. Na reunião de 22/4/2020, o próprio capitão confessou ter um serviço paralelo de informações. “O meu particular funciona. Os ofi… que temos oficialmente, desinforma. E voltando ao … tema prefiro não ter informação do que ser desinformado por sistema de informações”. A crise com Sérgio Moro pelo controle da PF as operações sistemáticas da Federal contra inimigos do governo aumentaram a suspeição sobre ações extraoficiais de perseguição política a adversários.

Mais recentemente a Abin, através de um decreto presidencial, queria ter acesso a dados sigilosos dos cidadãos para bisbilhotar. A ministra Carmen Lúcia do STF disse que arapongagem era crime. A Agência Brasileira de Inteligência, do amigo Alexandre Ramagem, tinha sido autorizada a fazer devassas. O decreto aumentava o número de cargos, permitia o treinamento/recrutamento de indicados políticos e escancarou o acesso injustificado de arapongas para xeretar informações sigilosas dos cidadãos. Entre eles dados fiscais, bancários, telefônicos, inquéritos policiais e também relatórios do COAF. Por 9 a1 o STF barrou a nova arapuca arbitrária. O recado de que arapongagem é crime acabou antecipando o julgamento de outro caso de polícias políticas paralelas e ilegais no Ministério da Justiça.

Pelo mesmo placar, 9 a 1, o STF também repreendeu o Ministério da Justiça, na gestão de André Mendonça, na produção de dossiês contra adversários, denominados de “antifascistas”. Inspirado nos repulsivos métodos do SNI, invadiu-se, clandestinamente, vidas privadas com expedientes da ditadura. O serviço secreto paralelo foi armado pela Secretaria de Operações Integradas do MJ e gerou um dossiê com 400 páginas de bisbilhotice. O titular do DOPs ilegal foi sacrificado, mas até hoje na se sabe quem encomendou a espreita criminosa. A ministra Carmen Lúcia fulminou a KGB: “A gravidade do quadro descrito, que – a se comprovar verdadeiro – escancara comportamento incompatível com os mais basilares princípios democráticos do Estado de Direito e que põem em risco a rigorosa e intransponível observância dos preceitos fundamentais da Constituição da República”.

Foras da lei, como mafiosos, contrabandistas, golpistas, traficantes e milícias, desprezam as regras do Estado e se homiziam em estruturas paraestatais. A insurreição cotidiana contra os órgãos oficiais e a obsessão em organizar mecanismos extraoficiais, clandestinos, invisíveis ao controle do Estado, expressa a índole ditatorial de Jair Bolsonaro e seu desdém pela democracia.

Desde 2020 ensaia sua noite dos cristais. Já fez ameaças explícitas em conspirações golpistas para fechar os outros poderes. Agora aposta na derrota eleitoral para ativar a quartelada. Assim como seu anacrônico preceptor Donald Trump acabará falando sozinho. O derretimento nas intenções de votos, perda de aderência nas redes sociais, o fiasco da gestão, a corrupção, a incompetência generalizada, o desemprego, a fome, a inflação e a CPI desgastarão Bolsonaro e o devolverão à uma amarga realidade, que hoje se esforça em adulterar.

*Jornalista. Texto publicado originalmente no site Os divergentes.


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Comentários

Joao

Não apenas da estupidez e da delinquência, mas da ignorância, insensatez, burrice, idiotice, babaquice.......



19/06


2021

Diretoria da ACP integra comitiva ministerial em PE

O presidente da Associação Comercial de Pernambuco (ACP), Tiago Carneiro, integrou a comitiva ministerial durante visita dos ministros Gilson Machado Neto (Turismo) e João Roma Neto (Cidadania), hoje, em Igarassu, Grande Recife. Ele esteve acompanhado dos diretores Marlos Macedo e Alexandre Barbosa.

Aproveitando o momento, os dirigentes da ACP entregaram a Gilson Neto um ofício, que trata do projeto de restauro do Palácio do Comércio, sede histórica da Associação e a carta convite para que ambos os ministros visitem o espaço. Ao final do encontro, foram apresentadas duas relíquias do acervo histórico, que são o livro de presença da visita de Dom Pedro II à ACP, o chamado Livro de Ouro, com sua assinatura e e a Caneta de Ouro doada pelo imperador.


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19/06


2021

Recife: Organizadores cancelam motociata pró-Bolsonaro

Os organizadores da "I Motociata Acelera, Patriota!", anunciaram o cancelamento da ação, antes prevista para ocorrer no Recife, amanhã. O evento seria feito em apoio ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e a pautas defendidas pelo chefe do Executivo, como o voto impresso. Por meio de nota, o grupo explica a razão de adiamento e usa como justifica uma recomendação do Ministério Público de Pernambuco (MPPE):

"Em RESPEITO aos motociclistas e grupos de motociclistas da Região Metropolitana do Recife, bem como das cidades que informaram participar da “I Motociata Acelera, Patriota!”, que seria um evento organizado para demonstrar o GIGANTESCO APOIO dos Grupos de Direita ao senhor Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro; também de conscientização para a IMPRETERÍVEL APROVAÇÃO da Proposta de Emenda Constitucional de número 135 de 2019, também conhecida como a “PEC do Voto Impresso” (auditável), bem como, da chamada de atenção para a instituição da Prisão em Segunda Instancia, em respeito ao Duplo Grau de Jurisdição.

Por sermos nós, brasileiros ordeiros, pacíficos e nos comprometermos a zelar pela segurança daqueles que participam dos atos que organizamos informamos que: por conta da NOTIFICAÇÃO/RECOMENDAÇÃO, por nós recebida na data de 16 de junho de 2021, inserida no Procedimento Administrativo nº 02061.000.268/2020-0039 do MINISTÉRIO PÚBLICO DE PERNAMBUCO, PROMOTORIA DE JUSTIÇA DE DEFESA DA CIDADANIA DA CAPITAL (SAÚDE), observando em seu contento o disposto no Decreto Executivo do Governo do Estado de Pernambuco nº 50.846, de 11 de junho de 2021, apesar de entendermos que decreto não tem força normativa, de lei, a não ser se estivéssemos em estado de sítio, e que manifestações realizadas em veículos não provocam aglomerações, como declara o decreto datado de 11/06/2020, e motocicletas não estão  proibidas de circular, vimos acatar, para que não haja nenhum constrangimento ou atos de coerção por parte agentes públicos, por ordem superior, uma vez que, a referida RECOMENDAÇÃO nº 03/2021 e suas considerações direcionadas aos integrantes do Movimento Aliança (patriota) Por Pernambuco, caso não fosse acatada, para se fazer cumprir, como já ocorrido anteriormente, poder-se-ia usar a força policial, inclusive com apreensões de veículos, como ocorrera em junho de 2020, procedimento totalmente ilegal, que fere os DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS EXPRESSOS NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL em seu artigo  5° Inciso XVI – “TODOS PODEM REUNIR-SE PACIFICAMENTE, SEM ARMAS, EM LOCAIS ABERTOS AO PÚBLICO, INDEPENDENTEMENTE DE AUTORIZAÇÃO, DESDE QUE NÃO FRUSTEM OUTRA REUNIÃO ANTERIORMENTE CONVOCADA PARA O MESMO LOCAL, SENDO APENAS EXIGIDO PRÉVIO AVISO ÀS AUTORIDADES,” procedimento por nós adotado, mas que poderia ocorrer.

Enquanto cidadãos, defendemos o direto à vida, ao trabalho, à educação, a igualdade, à liberdade, à propriedade e acreditamos que exercer a cidadania plena, expressão fiel do exercício da democracia, é poder ter a liberdade para participar de uma sociedade onde os direitos do cidadão sejam respeitados e isso não está acontecendo, como vimos constatando no decorrer dessa pandemia, o que nos leva a questionar os reais motivos da recomendação, uma vez que outras carreatas já aconteceram, sempre de forma ordeira e pacífica, sem que representasse algum aumento de contágio do vírus, mas, por sermos pacíficos e ordeiros e prezarmos pelo nosso povo para que nada de mal lhes aconteça, acataremos a recomendação, apesar de considerarmos esse ato uma transgressão à liberdade.

Que Deus Abençoe o nosso Pernambuco e o nosso Brasil!

Recife, 18 de junho de 2021"


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Petrolina abril 2021

19/06


2021

João Alfredo faz a diferença

Nesses tempos bicudos, nos quais grande parte dos municípios não consegue sequer manter a folha em dia, nem tampouco avançar na vacinação, em João Alfredo, o prefeito Zé Martins (PSB), depois de arrumar as finanças, tem conseguido fazer obras de infraestrutura, como esta avenida destacada no vídeo.


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Ipojuca 2021

19/06


2021

Complexo esportivo chegará ao Pina

Um complexo esportivo no Pina, Zona Sul do Recife, deve ser inaugurado no segundo semestre deste ano. O espaço chamado de Arena Boa Viagem tem 10 mil m² e terá 12 quadras de beach tennis e duas de saibro. 

Haverá também área de crossfit, yoga, spa, barbearia e restaurante, entre outras. Quem está à frente é Gerson Lucena, ex-Vitarella.

A Arena Boa Viagem está situada entre as avenidas Antônio de Góes, Boa Viagem e Conselheiro Aguiar.


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Caruaru Campanha São João 2

19/06


2021

Fábio Faria ironiza lamentos por 500 mil mortos de Covid

O ministro Fábio Faria (Comunicações) publicou em sua conta do Twitter, hoje, que políticos, artistas e jornalistas adotam tom de “quanto pior, melhor” para lamentar as mortes por covid-19 no Brasil. A declaração foi dada no dia em que o Brasil deve atingir a marca de 500.000 mortos pela doença. As informações são do Poder360.

“Nunca os verão comemorar os 86 milhões de doses aplicadas ou os 18 milhões de curados, porque o tom é sempre o do ‘quanto pior, melhor’. Infelizmente, eles torcem pelo vírus”, escreveu o chefe das Comunicações.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, seguiu outra linha de declaração, 37 minutos depois, também em sua página no Twitter. Lamentou as mortes e prestou solidariedade às famílias em luto.

O ministro fez a publicação às 14h31, usando os dados do consórcio de veículo de imprensa. Nesse horário, o Ministério ainda não havia confirmado os números de casos e mortes.

O Brasil é o 2º país do mundo a ultrapassar a marca de meio milhão de mortes pelo coronavírus. O 1º foi os Estados Unidos, que já acumula 616.929 vítimas da doença.


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Comentários

Joao

Novo bozolóide lambe-botas, deputado inexpressivo, tanto quanto foi seu chefe. Ganhou um cargo de ministro não por competência, sabemos porque ganhou!

Rafael C.Soares Quintas

Pois é, os EUA, país mais rico do mundo e doando vacinas para os países menos favorecidos, já ultrapassou 600 mil mortes pelo vírus chinês.


CABO

19/06


2021

Integrantes da CPI da Covid lamentam 500 mil mortos

O presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), e outros nove participantes da comissão afirmam, por meio de nota divulgada hoje, que os responsáveis pelas 500 mil mortes causadas pela doença “pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches”. O texto compara o total de mortos no Brasil aos crimes contra a humanidade, aos morticínios e genocídios.

A CPI investiga as decisões oficiais tomadas sobre a condução da política pública de saúde desde o início da pandemia e seus responsáveis. A comissão não tem poder de aplicar punição, mas pode pedir a abertura de inquérito sobre pessoas, empresas e autoridades.

“Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente”, afirma o texto.

“Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes  da justiça Divina, eles se encontrarão com a justiça dos homens.”

A nota de pesar e promessa de Justiça foi assinada pelo vice-presidente da comissão, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL). Outros quatro titulares firmaram o texto: Eduardo Braga (MDB-AM), Humberto Costa (PT-PE), Otto Alencar (PSD-BA) e Tasso Jereissati (PSDB-CE). Os suplentes Alessandro Vieira (sem partido/SE) e Rogério Carvalho (PT-SE), bem como a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), da bancada feminina, também se engajaram na iniciativa.

Outros oito integrantes da CPI não assinaram a nota. São eles os titulares Ciro Nogueira (PP-PI), Eduardo Girão (Podemos-CE), Jorginho Mello (PL-SC), Marcos Rogério (DEM-RO). Os suplentes Angelo Coronel (PSD-BA), Jader Barbalho (MDB-PA), Marcos do Val (Podemos-ES) e Zequinha Machado (PSC-BA) tampouco firmaram.

Além do compromisso de levar os responsáveis à Justiça, os 10 senadores lamentaram e expressaram seus sentimentos às famílias das vítimas. “São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência.”

Leia a íntegra da nota:

"Nota Pública da Maioria dos Membros da Comissão Parlamentar de Inquérito da PANDEMIA.

Nessa data dolorosamente trágica, quando o Brasil contabiliza 500 mil mortes, desejamos transmitir nossos mais profundos sentimentos ao País.Temos consciência que nenhuma palavra é suficiente para consolar e superar a dor das perdas de nossas famílias. São 500 mil sonhos interrompidos, 500 mil vidas ceifadas precocemente, 500 mil planos, desejos e projetos. Meio milhão de vidas que poderiam ter sido poupadas, com bom-senso, escolhas acertadas e respeito à ciência.

Asseguramos  que os responsáveis pagarão por seus erros, omissões, desprezos e deboches. Não chegamos a esse quadro devastador, desumano, por acaso. Há culpados e eles, no que depender da CPI, serão punidos exemplarmente. Os crimes contra a humanidade, os morticínios e os genocídios não se apagam, nem prescrevem. Eles se eternizam e, antes  da justiça Divina, eles se encontrarão com a justiça dos homens.

Omar Aziz – Presidente CPI
Randolfe Rodrigues – Vice Presidente 
Renan Calheiros – Relator
Tasso Jereissati
Otto Alencar
Eduardo Braga
Humberto Costa
Alessandro Vieira
Rogério Carvalho
Eliziane Gama
"

*Com informações do Poder360


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Bandeirantes Junho 2021

19/06


2021

SP: Ato toma avenida Paulista e pede saída de Bolsonaro

Manifestantes se reúnem na avenida Paulista, hoje, em protesto contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Milhares de pessoas ocupam oito ocupam oito quarteirões da avenida, da alameda Pamplona até a rua da Consolação. A previsão é que o ato siga pela Consolação até o destino final, a praça Roosevelt. As informações são do UOL.

O país vem registrando, desde o início da manhã, protestos contra o presidente em diversas cidades do país, como Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Salvador. Os manifestantes criticam a condução do governo durante a pandemia, no dia em que o país atingiu a marca de 500 mil mortos pela covid-19, patamar atingido só pelos Estados Unidos no restante do mundo.

Na capital paulista, os manifestantes também criticam o aumento da fome e do desemprego no país e a defesa da cloroquina feita pelo presidente, remédio comprovadamente ineficaz contra a covid. Pedem o impeachment de Bolsonaro e o chamam de "genocida".

É a segunda grande manifestação contra Bolsonaro no país este ano. A primeira ocorreu em 29 de maio.

Na Paulista, há grande adesão ao uso de máscaras. Os manifestantes estão mais distanciados uns dos outros do que costumava ocorrer em protestos antes da pandemia. A área de maior aglomeração é em frente ao Masp, ponto de encontro do protesto.

Especialistas em saúde afirmam que há menos riscos de contaminação em lugares aberto, devido à circulação de ar, do que em ambientes fechados, mas o uso de máscaras e higiene das mãos é essencial para se proteger do vírus. Uma brigada de saúde voluntária, ligada ao movimento de moradia MTST, trouxe 2.000 máscaras PFF2 —as mais recomendadas contra a covid— para distribuir entre manifestantes.

O protesto é organizado pelo fórum "Campanha Nacional Fora, Bolsonaro", que reúne movimentos sociais e partidos de esquerda, como PT, PSOL e PC do B. Desta vez, centrais sindicais também aderiram ao protesto.

O protesto ocorre pacífico, sem incidentes. A Comissão de Direitos Humanos da OAB-SP participa de um plantão jurídico para fazer uma mediação caso ocorram conflitos entre manifestantes e autoridades públicas.

A matéria completa está disponível no UOL.


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