Caruaru - Jan 2022

27/01


2022

Bolsonaro ainda tem boas chances

Neste Diagnóstico, quadro de análises em vídeo da coluna de Guilherme Amado, cito quatro pontos que considero a razão por que Jair Bolsonaro ainda é um candidato competitivo para as eleições de 2022 – a despeito do que mostram as pesquisas neste momento.

São eles: o poder da máquina pública; a possibilidade de qualquer melhora econômica ser creditada a Bolsonaro; a força de Bolsonaro com os evangélicos; e a campanha para lembrar episódios ou suspeitas de corrupção associados a Lula.


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Comentários

Joao

Boas chances no inferno, juntamente com seus defensores!

Wellington Antunes

Sonhar pode


ALEPE - Ações Sociais - Janeiro 2022

27/01


2022

Anderson dá sinais de candidatura ao Governo

O prefeito de Jaboatão dos Guararapes, Anderson Ferreira (PL), subiu o tom novamente ao criticar o governador Paulo Câmara (PSB). Em em entrevista ao programa Cidade em Foco, da Rede Pernambuco de Rádios, na última terça-feira (25), elencou problemas enfrentados por Pernambuco e apontou "falta de ação" na administração estadual.

"O povo de Pernambuco quer um governador que pense e direcione o Estado para o futuro e dê respostas rápidas para os problemas existentes nos quatros cantos", disparou em entrevista ao comunicador Alberes Xavier.

As declarações duras sinalizam postura de candidato ao Governo. Anderson também comentou a visita à sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, no último dia 10, para tratar da retomada das obras da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca. Jaboatão é uma das oito cidades que compõem o território estratégico de Suape e a expectativa é que a retomada sejam gerados mais de 10 mil empregos, reaquecendo a economia local.

O movimento Levanta Pernambuco, que congrega PL, PSDB, Cidadania e PSC, também esteve na pauta. Ferreira destacou que o grupo visitou cinco cidades no último final de semana. "A finalidade do encontro é escutar a população e identificar as prioridades de cada cidade e região. Além de mostrar os erros da atual gestão, estamos indicando soluções", comentou.


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Cabo - Pavimentação e Drenagem

27/01


2022

Pré-crime só no cinema

Por Antonio Magalhães*

Tudo começou num sussurro. É liberdade demais! E o sussurro transformou-se em palavras mais duras e fortes. Pode ameaçar nossos amigos! Até que veio o brado. Se não se submeter a nós, vamos fechá-lo! Cassar sua comunicação!

Essa é a breve história recente no Brasil do aplicativo de comunicação instantânea Telegram, concorrente do WhatsApp. O Telegram conseguiu em pouco tempo agregar alguns milhões de usuários sedentos de liberdade de expressão, escassa e controlada em outros aplicativos. E isso incomodou o establishment do Judiciário, da mídia, da esquerda e de segmentos financiadores desse esquema.

Nas últimas semanas, o Telegram recebeu ameaças diretas de fechamento do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, por não ter se submetido à cartilha da corte eleitoral que parte da suposição que o aplicativo, hoje rebelde, vai lançar fakes news na campanha eleitoral deste ano.

Por conta desse argumento de censura prévia, o que supostamente poderia ocorrer, Barroso e seu pessoal garotearam a liberdade de expressão de aplicativos consolidados das Big Techs, como Twitter, Instagram, Facebook, YouTube e Google. Já estão debaixo da toga.

O Telegram, que abriga no seu ciber espaço do presidente Bolsonaro às vozes mais conscientes da direita, ignorou as recomendações e avisos do TSE para se ajoelhar no milho, punição preventiva. Não deu bolas ao TSE. Sequer respondeu às comunicações mandadas para o exterior, uma vez que ele não tem representação local. Continuou na dele.

Barroso ficou apoplético. Que ousadia, que ousadia!, exclamou o ministro. Veio em seu socorro o Ministério Público de São Paulo que, ao invés de garantir o direito de liberdade de expressão da cidadania, aliou-se à perversa censura proposta por Barroso.

Procuradores paulistas afirmaram que o Telegram pode passar a receber medidas judiciais, no curto prazo, e até mesmo chegar a ter uma suspensão temporária determinada no Brasil. Isso pode ocorrer caso o aplicativo continue não demonstrando cooperação a respeito de um inquérito civil público, movido por esses procuradores, que visa combater a desinformação e a disseminação de informações falsas nas redes sociais.

Qual desinformação? Quais informações falsas? Os metidos procuradores não dizem porque não existem. E partir da presunção que uma dia elas venham ocorrer é coisa de cinema ou de ditadura. Eles, na verdade, se antecipam aos fatos. A verdadeira intenção é controlar as redes sociais, por onde vazam – ainda bem – os conceitos de democratas e libertários que não concordam com as propostas da esquerda.

Está aí a razão do chefe máximo dos “progressistas”, o ex-presidente Lula, vir batendo na tecla da necessidade de regular as mídias sociais, as que falam mal dele, e censurar a imprensa que o critica. Não tem mais vergonha de afirmar tal bizarrice.

O modelo de Lula é a China, uma ditadura capitalista com tinturas comunistas, que controla a mente dos cidadãos, os aplicativos de comunicação e censura jornais. Certamente vai ajudá-lo financeiramente na sua campanha, porque apoio ideológico os chineses não têm mais condições de oferecer. Vale a grana e o exemplo.

Portanto, a luta pela liberdade de expressão do aplicativo Telegram é de todos que acreditam ter o direito de falar o que quiserem, sobre o que quiserem. E se houver exageros nosso Código Penal tem leis para punir os infratores. Antevê crimes é coisa de Barroso, procuradores e Tom Cruise no filme Minority Report. Tudo para favorecer a esquerda. Esta é a saga do Telegram. É isso.

*Jornalista


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Comentários

Joao

Esse cara a cada artigo, torna-se mais Bozolóide e mais lambe-botas. Está quase superando o Alexandre Garcia e Augusto Nunes

Wellington Antunes

Diz o artigo: \"O modelo de Lula é a China, uma ditadura capitalista com tinturas comunistas,... \" Comentário meu: é muita babaquice


Petrolina Dezembro 2021

27/01


2022

Pernambuco prorroga medidas restritivas até 15 de fevereiro

Após análise do Comitê de Enfrentamento à Covid-19, o Governo de Pernambuco prorrogou até 15 de fevereiro as atuais medidas restritivas previstas no Plano de Convivência. A decisão foi anunciada durante coletiva de imprensa, hoje. De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, apesar de uma queda nos registros de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (Srag), que vem reduzindo a pressão sobre a rede de saúde, há uma preocupação com o avanço da variante Ômicron da Covid-19 no Estado.

“O novo coronavírus está em franca aceleração, com um forte impacto nos casos leves. A positividade para a doença, que estava abaixo de 20% na semana passada, com o avanço da Ômicron aumentou em 37%. Nos centros de testagem estaduais, de cada 100 testes realizados, 35 continuam positivando para o vírus. Nesse cenário, a manutenção das atuais restrições tem o objetivo de diminuir a circulação viral e estimular a vacinação”, ressaltou Longo.

Também presente à coletiva de imprensa, o secretário estadual de Turismo e Lazer, Rodrigo Novaes, destacou que o governo espera a diminuição de casos para tomar novas medidas que possam afrouxar as que estão vigentes. “Neste momento, vamos dar continuidade às regras atuais de proteção, que é a decisão mais adequada, renovando as restrições impostas nos últimos 15 dias”, complementou. O secretário de Saúde, por sua vez, lembrou que desde o final de dezembro, o Governo de Pernambuco já abriu 758 leitos para pacientes com quadro respiratório, sendo 314 de UTI, e ainda há a previsão de mais 400 vagas (216 de UTI) nas próximas semanas.


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27/01


2022

Simpere critica João por querer gestão privada em novas escolas

O Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial de Ensino do Recife (Simpere) repudia a proposta do prefeito João Campos (PSB) em estabelecer uma parceria público-privada (PPP) para 44 novas unidades de ensino da rede municipal. Com isso, estas escolas e creches seriam geridas pelo setor privado.

Em nota, o Simpere acusa o prefeito de querer "privatizar a Educação do Recife". A instituição também sublinha os valores que serão gastos, superando R$ 3 milhões, e se opõe totalmente à PPP. Leia a nota completa abaixo:

"João Campos (PSB) quer privatizar a Educação do Recife.

Como se não bastasse os milhões de reais que a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) vem injetando em empresas privadas com os projetos educacionais, como a Lego, Projeto Ayrton Senna, Faculdade Maurício de Nassau, entre outros, agora o Prefeito João campos (PSB) quer promover Parceria Público Privadas (PPPs) na Rede Municipal de Ensino do Recife.

É totalmente inaceitável a transferência do dinheiro público para empresas privadas, principalmente quando essas contratações vêm com dispensa de licitação. Serão R$ 3.059.752,50 (três milhões cinquenta e nove mil setecentos e cinquenta e dois reais e cinquenta centavos) a ser pago pela PCR, valor que deixará de ser investido na necessária reestruturação das escolas da Rede Municipal.

O objetivo dessa PPP é o financiamento das matrículas em cerca de 44 escolas privadas, promovendo uma desvalorização e “desfinanciamento” do setor público, tentando mascarar a falta de investimento em construção de escolas das últimas gestões que levaram mais de 3 mil estudantes recifenses a procurarem os conselhos tutelares em busca de vagas, negadas pela PCR.

O Simpere é contra essa e qualquer outra Parceria Público Privado, pois é uma forma de privatizar a nossa Educação Pública, transferindo dinheiro público para a iniciativa privada. Sabemos o quanto a política neoliberal é nefasta e cruel com os que estão à margem da sociedade, precarizando também as relações de trabalho.

Exigimos que toda verba e investimento público tão somente deve ser aplicada no âmbito público. Assim, Defendemos uma Educação Pública, gratuita e de qualidade, com gestão democrática para todos que compõe a Rede Municipal de Ensino do Recife : dos trabalhadores da Educação aos nossos estudantes.

Gestão SIMPERE FORTE, PLURAL E DE LUTA - Filiado à CNTE"


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Arcoverde janeiro 2022 - 2

27/01


2022

Santa Maria da Boa Vista ganhará escola

O deputado federal Eduardo da Fonte (PP), o prefeito de Santa Maria da Boa Vista, George Duarte (PP) e a deputada estadual Roberta Arraes (PP), anunciaram, ontem, a construção de uma nova escola com 13 salas para o município e a reativação da unidade de ensino da Vila Esperança, que está desativada desde 2011. O investimento será de mais de 8 milhões de reais. Acompanharam o anúncio o vice-presidente do PP Pernambuco, Lula da Fonte, o secretário de Desenvolvimento Agrário de Pernambuco, Claudiano Filho, e o secretário de Agricultura Familiar, Humberto Arraes.

“Hoje foi um dia muito importante e que marca uma nova era para a educação de Santa Maria da Boa Vista. As conquistas anunciadas só foram possíveis porque temos à frente deste município George Duarte, um gestor comprometido, que vem realizando um grande trabalho e nos trazendo sempre as principais necessidades da população”, destacou Eduardo. 

Só em 2021, Eduardo da Fonte destinou cerca de 10 milhões de reais para o município de Santa Maria da Boa Vista, recursos que foram destinados à saúde, perfuração de poços, educação e infraestrutura. Durante o encontro desta quarta, o deputado ainda mencionou o projeto de construção do Hospital do Câncer do Araripe, no município de Araripina, que irá beneficiar toda a região, além de outros investimentos para a agricultura.


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Serra Talhada 2021

27/01


2022

Apenas metade da população do Recife aprova João

Pesquisa do Instituto Opinião, de Campina Grande (PB), em parceria com este blog, sobre a avaliação do primeiro ano da gestão de João Campos (PSB), no Recife, aponta um cenário bem diferente dos levantamentos anteriormente feitos. A aprovação não é de 74%, como divulgado. A soma de ótimo e bom é de apenas 35% - 29% de bom e 6% de ótimo. Já o resultado da desaprovação – a soma de ruim e péssimo – é de 19%, enquanto 39%  julgam regular.

Quando o entrevistado é forçado a responder se aprova ou desaprova, a avaliação melhora um pouco, mas longe ainda de atingir 74%. Chega a 53% contra 31% de desaprovação, enquanto 16% não souberam responder ou se recusaram. No geral, o quadro é muito ruim para o prefeito. Quando é feita a pergunta se a desigualdade se reduziu ou aumentou na gestão dele, 42% disseram que aumentou, 42% afirmaram que continua igual e apenas 12% disseram que foi reduzida.

Ainda na avaliação por setores, o da Saúde piorou para 43% dos entrevistados e continua igual para 34%. Entre os que acham que melhorou, a soma é de apenas 20%. Quanto aos moradores de rua, outra promessa dele, 37% disseram que continua igual, 31% afirmaram que piorou e apenas 22% disseram que melhorou. No item morros, o julgamento da população também é negativo.

Entre os entrevistados, 43% disseram que os morros continuam sendo tratados da mesma forma, inadequada, 25% afirmaram que piorou e apenas 20% acham que melhorou. Na questão das palafitas, 40% disseram que não houve nenhuma mudança, 24% afirmaram que piorou e 22% avaliaram que melhorou. O instituto Opinião sondou a população ainda sobre a temática mobilidade urbana.

Para 39% dos entrevistados não houve nenhuma mudança, 33% disseram que piorou e apenas 24% acham que houve alguma melhora. Quando comparada a gestão atual com a do ex-prefeito Geraldo Júlio, quase metade da população afirmou que não houve mudanças e 11% afirmaram que mudou para pior, enquanto 34% acham que mudou para melhor. No quesito confiança, 52% disseram que confiam na pessoa de João Campos e 37% afirmaram que não confiam, enquanto 11% não quiseram ou não souberam responder.

Um dado que chamou atenção na pesquisa é a opinião do recifense em relação ao fator experiência de gestão. Quase metade dos entrevistados disseram que acham o prefeito inexperiente e 40% afirmaram ser experiente, enquanto 10% não responderam. Outro item preocupante para o prefeito está no discernimento da população quanto ao futuro do Recife. Dos entrevistados, 48% disseram que a cidade está parada, sem grandes obras e investimentos, enquanto 31% disseram que a cidade está andando para frente e outros 18% acham que está andando para trás.

O PIOR 

Quando os entrevistados também se manifestam sobre o pior prefeito do Recife, Geraldo Júlio e João Costa aparecem empatados, com 15% das citações, seguido por João Campos, com 8%, João Paulo, com 7% e Jarbas Vasconcelos, com 2%. 

Estratificando a pesquisa, as melhores taxas de avaliação da gestão de João Campos se encontram entre os eleitores com grau de instrução até o nono ano (57,9%), entre os eleitores com renda familiar até dois salários (57%) e entre os eleitores jovens, na faixa etária de 16 a 24 anos (54%). Já as piores avaliações estão entre os eleitores na faixa etária de 24 a 34 anos (34%), entre os eleitores com grau de instrução superior (34%) e entre os eleitores com renda familiar entre cinco e dez salários (34%). 

A pesquisa foi a campo entre os dias 22 e 23 de janeiro, sendo aplicados 800 questionários. O intervalo de confiança estimado é de 95,0% e a margem de erro máxima estimada é de 3,5 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra. A modalidade de pesquisa adotada envolveu a técnica de Survey, que consiste na aplicação de questionários estruturados e padronizados a uma amostra representativa do universo de investigação. Foram realizadas entrevistas pessoais (face a face) e domiciliares.


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SESC - Férias de Janeiro

27/01


2022

Sobre a pesquisa Ipespe divulgada hoje

Por Antônio Lavareda

Segundo pagamento do Auxílio Brasil ainda não melhorou a percepção da economia, nem mudou o quadro eleitoral.

1. Opinião de que a economia vai no “caminho certo” para de subir, mantendo-se em 26%. E o contingente que acha que segue “no caminho errado” continua elevado (65%). Somam 17,5 milhões as famílias contempladas pelo Auxílio Brasil iniciado em dezembro, cujo efeito, como é sabido, se espraia nas localidades onde residem seus beneficiários. Porém, ainda sem consequências visíveis na opinião pública.

2. Avaliação positiva do governo (“o/b”, 23%) oscila um ponto, recuando para o patamar de ago-set 2021, o mais baixo da série. As opiniões negativas (“R/P”) vão a 55%. Na mesma direção, na leitura dicotômica, a aprovação oscila um ponto (29%) e a desaprovação se mantém em 64%.

3. Ômicron: aumentou o número de casos mas a menor letalidade faz o medo da covid, embora elevado, retroceder três pontos (de 71% para 68%). Nessa rodada, a pesquisa não indagou sobre o desempenho do governo Bolsonaro especificamente nesse aspecto. Mas, a deduzir do noticiário, as opiniões não devem ter mudado muito desde o levantamento de quinze dias atrás, quando 25% classificaram-no como “O/B”, enquanto 59% tinham opinião positiva (R/P).

4. No plano eleitoral, a novidade da pesquisa é o empate no terceiro lugar: moro, 8% x ciro, 8%. Afora isso, permanecem as demais posições no ranking. Lula aparece com 44%; Bolsonaro, 24%; Doria, 2%; Rodrigo Pacheco, Simone Tebet e Alessandro Vieira, com 1% cada um. André Janones não foi incluído na lista. Ciro se beneficiou da cobertura pela mídia do lançamento oficial. Não se podendo esquecer que continua liderando o quesito “segunda opção”, com 23%, conforme o levantamento.

No segundo turno, Lula segue à frente de todos: 54 X 30, Bolsonaro; 50 X 31, Moro; 51 X 25, Ciro; e 52 X 19, Doria. Nessas, como nas listas com outros nomes, houve só pequenas alterações, refletindo fatos da pré-campanha. Por exemplo, os duros ataques recentes entre Lula e Moro não os ajudaram, cada qual perdendo um ponto no cenário de segundo turno entre eles. Xingamentos esse ano terão efeito bumerangue. A gramática será diferente daquela de 2018.

5. A preocupação de Lula, fustigado pelos demais candidatos, será muito mais manter o máximo possível das suas intenções de voto atuais do que fazê-las crescer. Se a eleição fosse agora e ele tivesse, de fato, nas urnas esses 44%, o equivalente a mais de 65 milhões de votos – lembremos que é sobre o eleitorado total – isso representaria sete pontos percentuais acima do que obteve no primeiro turno em 2006 (37,1%) e quase 10 pontos sobre a performance de 2002 (34,2%). Para termos uma noção do quanto é superlativa essa hipotética votação baseada nas pesquisas, é bom assinalar que nem FHC, único presidente eleito duas vezes no 1o turno, chegou sequer a 40% do eleitorado total. Foram 36,3% em 1994, e 33,9% em 1998.

6. E qual o problema do presidente Bolsonaro? É que ele perdeu cerca de 15 milhões de eleitores. E o volume das defecções é uma variável decisiva para um incumbente. Votaram nele, em 2018, 34%, arredondados, sobre o total do eleitorado no primeiro turno e hoje ele marca 10 pontos menos. Retomar o máximo possível desse contingente é o seu desafio. Onde isso ocorreu? Não foi no Nordeste, frequentemente apontado como o seu calcanhar. Não é essa região a responsável pelo declínio. Nela, ele tem hoje os mesmos percentuais que o sufragaram no primeiro turno (TSE), perto de 19% dos votos totais. Da mesma forma, não houve redução expressiva do seu apoio entre os mais pobres de todo o Brasil. No segmento de renda inferior a dois salários mínimos ele atinge hoje, praticamente, seu patamar de três anos atrás. Onde está o problema? Os eleitores que o presidente perdeu possuem renda nas faixas de 2-5 SM e +5 SM. Residem sobretudo no Sudeste. E os frustrados são na grande maioria homens. Entre as mulheres, onde seu apoio sempre foi reduzido, a perda foi relativamente menor.

7. Por outro lado, a estabilidade de Bolsonaro nos últimos meses, com cerca de um quarto dos eleitores, desperta inquietação nos candidatos da terceira via. Nesse campo, Sergio Moro voltou a ficar abaixo dos dois dígitos que assinalava em novembro (11%), quando desembarcou, lançou-se na disputa, e empolgou as manchetes. Isso lhe é preocupante. Sua esperança hoje reside: a) em conseguir o tempo de TV e outros recursos do União Brasil; e b) na possibilidade de que o receio da consolidação de Lula produza uma maior vocalização do tema “corrupção” na grande mídia, e isso seja mimetizado no repertório das outras candidaturas, todos passando a jogar água no moinho do “dono” do tema, o juiz da Lava Jato.

A unificação da terceira via aguarda que a volta da propaganda partidária na TV, esse semestre, dê aos que pretendem representá-la o empurrão de que precisam para se tornarem competitivos. Mas nem todos atores pretendem esperar por isso. Dentro de alguns partidos cobiçados para participarem de coligações presidenciais se fortalece o sentimento de que talvez seja mais vantajoso simplesmente não apoiar nenhum nome. Porque nas disputas estaduais, que prometem ser as mais “nacionalizadas” dos últimos tempos, melhor será a legenda do postulante ao governo ficar “sem” candidato presidencial, do que ser carimbada pelo apoio ao candidato “errado” nas circunstâncias locais.


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Bandeirantes novembro 2021

27/01


2022

FBC visita as obras da Barragem Chico Mateus, em Cabrobó

O senador Fernando Bezerra Coelho visitou, hoje, as obras da Barragem Chico Mateus, em Cabrobó, no Sertão do São Francisco. Ao lado do prefeito Galego de Nanai, FBC destacou o investimento de R$ 3,5 milhões articulados junto ao Governo Federal para que a Codevasf pudesse realizar a obra, aguardada há mais de 30 anos pela população do município. 

“Essa barragem vai servir como contenção de enchentes para proteger a área urbana de Cabrobó. E a gente fica feliz, porque é uma conquista a mais no sentido de ampliar a reserva de água e de criar uma perspectiva melhor para uma cidade tão querida”, disse Fernando Bezerra. 

Segundo o prefeito Galego de Nanai, a barragem vai oferecer mais segurança para a população no período das chuvas. “Além de ser o senador das águas, Fernando Bezerra é o senador que mais atuou pelo Sertão. A população de Cabrobó vai saber ser grata.”

Também presente à visita, o superintendente da Codevasf, Aurivalter Cordeiro, afirmou que a barragem deve ser inaugurada em março. 

A agenda de FBC pelo Sertão do São Francisco também inclui visitas aos municípios de Orocó, Santa Maria da Boa Vista e Lagoa Grande.


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Pousada da Paixão

27/01


2022

Governo decide reajustar piso da educação básica

O governo federal decidiu reajustar o piso da educação básica em 33%. Até a noite de ontem, a negociação entre Casa Civil, Ministério da Economia e Ministério da Educação era de um reajuste bem menor, de 7,5%, que atenderia governadores e prefeitos, sobre quem recai a maior parte do custo da folha da educação básica.

A pressão de parlamentares da área da educação e das categorias do magistério, além das ameaças de judicialização, levaram o governo a não querer assumir o custo político de dar um percentual de reajuste menor.

Um ministro confirmou ao blog da Ana Flor, hoje, de maneira reservada, que faltou apoio de prefeitos e governadores para uma nova metodologia de cálculo de reajustes que iria repor a inflação de 12 meses, de maio de 2021 até maio de 2022.

"O custo político ficaria todo com o presidente, mas o custo fiscal é de prefeitos e governadores que não quiseram pagar o preço do desgaste em ano de eleição", afirmou o ministro. O custo estimado de um reajuste de 33% para prefeituras e governos estaduais deve chegar a R$ 30 bilhões.

O valor passa a valer em maio e deve ser publicado em Medida Provisória ainda nesta semana. Aplicando o percentual de 33%, o piso salarial nacional dos professores irá de R$ 2.886 para R$ 3.845.

O Ministério da Educação sempre estabelece, em janeiro de cada ano, o percentual de reajuste do piso da categoria. Os governos estaduais e municipais precisam atender essa determinação e cumprir o gasto mínimo constitucional com a educação e com os salários de professores.

O reajuste de 33% defendido pelos professores segue os critérios da antiga lei do Fundo de Desenvolvimento e Manutenção da Educação Básica (Fundeb), substituída por uma nova versão aprovada no fim de 2020.


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27/01


2022

Policiais civis realizam passeata no Centro do Recife

Policiais civis realizaram uma passeata, na noite de ontem, nas ruas do Centro do Recife. A categoria, em campanha por melhores salários, seguiu até o Palácio do Campo das Princesas, sede do governo estadual, no bairro de Santo Antônio.

Segundo o Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol), o ato foi realizado após mais uma reunião sobre a campanha salarial. A entidade informou que um encontro que estava marcado com representantes do governo, nesta quarta, não foi realizado.

Entre as reivindicações da categoria estão as valorizações salarial e funcional do policial em início de carreira, além de melhoria nas condições de trabalho nas delegacias e institutos de todo o estado.

O presidente do Sinpol, Rafael Cavalcanti, disse que é necessário valorizar o policial civil de base. "É preciso que ele tenha uma evolução salarial compatível com as suas funções, que em boa parte são atribuições dos delegados, e que tenham capacidade legal de assinar pequenos procedimentos, para atender mais rápido a população", afirmou.

De acordo com o sindicato, a reunião com o governo ficou para o dia 11 de fevereiro. Até lá, a categoria vai avaliar os próximos passos do movimento.


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