Caruaru - Jan 2022

24/10


2006

Debate: Aspereza e troca de acusações até o fim

Os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram à discussão áspera e às trocas de acusações do início do segundo turno no debate desta segunda-feira realizado pela TV Record. Lula insistiu na crítica às privatizações do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, enquanto Alckmin voltou a cobrar esclarecimentos no caso do dossiê.

O petista continuou adotando o estilo irônico que vem marcando suas participação nos debates do segundo turno. Além de reafirmar as críticas ao seu antecessor, enfatizou a questão social. Apresentou dados de sua gestão e os comparou aos do governo anterior.

Alckmin preferiu destacar as realizações de sua gestão em São Paulo e assumir o compromisso de estender os programas do governo paulista ao resto do País. O tucano voltou a perguntar ao presidente a origem do dinheiro que seria utilizado por petistas na compra do dossiê. Ele criticou ainda os cortes na Saúde feitos pela atual gestão e a denúncia de superfaturamento nas obras do aeroporto de Congonhas. O ex-governador acusou Lula de mentir na questão das privatizações

Logo no início, Alckmin questionou Lula a respeito dos escândalos envolvendo membros do PT muito próximos a ele. O presidente rebateu dizendo que faz parte de um governo que "apura e investiga". O petista contra-atacou citando as 69 CPIs barradas pelo governo paulista. "Meu governo não engaveta uma única denúncia. É só aparecer que elas serão apurados", disse.

Em sua vez, Alckmin contestou o presidente. "Se há tanto apreço pela investigação por que não dizer à população de onde vem o R$ 1,7 milhão do dossiê?". Lula se defendeu dizendo que o povo repudiou o tipo de comportamento do tucano.

O petista abordou a atual conjuntura da indústria naval brasileira para questionar o adversário, ao que Alckmin respondeu defendendo a atuação do governo anterior no setor e acusando o petista de não privilegiar o setor produtivo. O tucano disse que a atual gestão criou o Bolsa Banqueiro e criticou a invasão de produtos chineses no mercado nacional.

Para responder, Lula voltou a utilizar a ironia dos debates anteriores. "Esses banqueiros são ingratos. Receberam tanto de mim e votam no Alckmin", disse. "Prefiro banqueiros com lucros a criar um novo Proer". O Brasil tem superávit comercial com a China. Ele ainda ressaltou o crescimento da geração de emprego no País em relação ao governo anterior.

O corte de gastos públicos marcou a principal divergência entre os candidatos. Enquanto Lula insinuava que a proposta de Alckmin de "choque de gestão" implicaria redução de investimentos sociais, Alckmin disse que, sem cortes de desperdícios, o País não cresceria.

Durante o segundo bloco, os candidatos focaram a discussão na gestão pública. Lula questionou o adversário a respeito da contenção de gastos no governo paulista. Alckmin usou, em seu contra-ataque, a denúncia de superfaturamento nas obras do aeroporto de Congonhas.

Ao ser questionado a respeito do tema educação por Lula, que citou o ProUni, Alckmin respondeu usando como exemplo suas realizações no governo de São Paulo. "Minha prioridade será investir na educação básica, no ensino médio. Trazer os adultos que não puderam estudar de volta ao ensino", afirmou.

Em nova intervenção, Alckmin voltou a acusar o atual governo de promover cortes na saúde. Lula recorreu a dados para contestar o adversário. "Acabamos de fazer um decreto estabelecendo o decreto de atendimento domiciliar a idosos neste País", disse. "Estamos dando cidadania às pessoas", completou.

No bloco destinado às perguntas dos jornalistas, Lula foi instado a apontar pontos positivos de seu adversário. O presidente disse que via mais virtudes em Alckmin antes dos debates. "Não sei o que aconteceu ultimamente que eles (os membros do PSDB) andam meio nervosos", ironizou.

Estimulado a falar sobre seus defeitos, Alckmin voltou a enumerar os escândalos que atingiram o governo. "Tenho muitos defeitos, mas roubar, não. Não justifico erros com erros do passado. Se me perguntassem de onde veio o dinheiro (do dossiê), olharia nos olhos do povo brasileiro. Chamaria pessoas que conheço há décadas, perguntaria e diria ao povo", respondeu, referindo-se ao escândalo do dossiê.

Nas demais rodadas de perguntas dos jornalistas, o petista e o tucano foram obrigados a abordar os pontos fracos de suas candidaturas. Lula teve de falar da baixa popularidade entre a classe média que tem sido registrada nas últimas pesquisas. Alckmin foi questionado a respeito da vantagem do adversário nos levantamentos realizados no segundo turno.

O tucano minimizou o impacto das últimas pesquisas na sua candidatura. "No primeiro turno, foi a mesma cantilena. Na hora que abriu a urna, tive mais de 41%", disse. "A discussão é quem pode fazer mais pelo País. O PT já teve sua chance", completou.

Lula negou que tenha abandonado a classe média durante seu mandato. Segundo o presidente, os trabalhadores obtiveram aumentos reais sob suas gestão. Lula lembrou que, pela primeira vez em 23 anos, as empresas cresceram mais que os bancos.

O momento mais tenso do debate ficou por conta das privatizações. Lula disse que a as ações do PSDB no governo o levam a cogitar novas possibilidades de vendas de estatais. Alckmin acusou o presidente de mentir a respeito do tema. Voltou a criticar os gastos com o Aerolula e desafiou o petista a provar que ele, quando governador, utilizou a verba com viagens que vendo difundida pela campanha do adversário.

As supostas ligações do filho de Lula Fábio Luís Lula da Silva com o lobista Alexandre Paes dos Santos e os negócios da Gamecorp, empresa da qual Fábio Luís é sócio, não foram tratadas no debate. Havia apreensão na equipe petista a respeito da reação do presidente caso o assunto fosse levantado. Parte da coligação que apóia Alckmin defendia o uso do tema no debate.

Ao final do debate, os candidatos agradeceram aos telespectadores e fizeram novos apelos aos eleitores. Lula disse que será necessário ter bom-senso para cuidar dos brasileiros. Alckmin, por sua vez, enfatizou a necessidade de construir um novo futuro. (Do Portal Terra) 


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ALEPE - Ações Sociais - Janeiro 2022

24/10


2006

Debate: Considerações finais - Lula

 

De Lula, em suas considerações finais:

 

- Eu tive uma experiência que jamais pensei que teria que é presidir este País por quatro anos e provar que é possível a gente compatibilizar o crescimento econômico com a política de distribuição de renda. Conseguimos provar que é possível fazer com que as pessoas mais necessitadas tenham acesso ao mínimo que um País pode oferecer (...) Eu sei que ainda não fizemos tudo. Ainda temos que cuidar do Norte, Nordeste, Centro Oeste, Sudeste e o Sul, sobretudo um estado como o Rio Grande do Sul. É um estado preparado que nós temos que alavancar (...) Poucos governos na história deste país foram perseguidos e atacados como o meu foi. Em nenhum momento eu perdi a paciência porque eu tinha um único objetivo: provar que é possível juntar a classe média, a classe trabalhadora, empresários, as pessoas de boa vontade e fazer o País se transformar numa grande nação. Do blog do Noblat


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Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Nenhum dos candidatos,lamentavelmente,se ativeram a o tema do século;ECOSSISTEMA.A MATA ATLÂNTICA,A FLORESTA AMAZÔNICA,RECURSOS HÍDRICOS, NATUREZA.O QUE É QUE VÃO FAZER PARA SOCORRER ÀS GERAÇÕES FUTURAS.SE PREOCUPAM COM COISAS ATUAIS DE DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS.NEM OS CANDIDATOS ESTADUAIS.QUE LÁSTIMA!


Cabo - Pavimentação e Drenagem

24/10


2006

Debate: Considerações finais- Alckmin

 

 

De Alckmin em suas considerações finais:

 

- O meu sonho é que o seu filho, a sua filha, todo mundo tenha mais oportunidade. O Brasil pode e merece muito mais. O meu compromisso é emprego, renda, trabalho. Essa é a prioridade número um. Do blog do Noblat


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Comentários

Raimundo Eleno dos Santos

Nenhum dos candidatos,lamentavelmente,se ativeram a o tema do século;ECOSSISTEMA.A MATA ATLÂNTICA,A FLORESTA AMAZÔNICA,RECURSOS HÍDRICOS, NATUREZA.O QUE É QUE VÃO FAZER PARA SOCORRER ÀS GERAÇÕES FUTURAS.SE PREOCUPAM COM COISAS ATUAIS DE DIFERENÇAS IDEOLÓGICAS.NEM OS CANDIDATOS ESTADUAIS.QUE LÁSTIMA!


Petrolina Dezembro 2021

24/10


2006

Debate: De volta à mesmice

 

DEBATE - Tudo na mesma

Um fala para o povão - e fala cada vez mais a vontade à medida que está perto de se reeleger.


O outro fala para os mais bem informados - sem emoção, mas com objetividade e argúcia.


Como é o povão que decide, Lula vai bem. Para seus eleitores, Alckmim vai melhor do que foi no debate do SBT. Do blog do Noblat


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24/10


2006

Debate: A política externa vista por Alckmin

 

DEBATE - Brasil e Estados Unidos

De Alckmin, em resposta:

 

- Ele não perguntou nada, mas vou dizer o seguinte: a economia dos Estados Unidos é aberta e compra manufatura (...) Quando os Estados Unidos fazem acordos bilaterais com os nossos vizinhos, o Brasil perde duplamente, perde mercado americano e perde a preferência do vizinho. Do blog do Noblat.


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Arcoverde janeiro 2022 - 2

24/10


2006

Debate: A política externa de Lula

 

DEBATE - Lula volta à política externa

Lula volta a tratar de política externa e disse que criou condições para que a Alca não fosse imposta ao Brasil pelos Estados Unidos. Não fez pergunta. Do blog do Noblat


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Serra Talhada 2021

24/10


2006

Debate: Promessas para o Nordeste

 

DEBATE - Faltou fazer?

Réplica de Alckmin:

 

- Eu pergunto a você do Nordeste: ele prometeu a transposição do São Francisco, a Sudene, a Transnordestina. Nada disso existe. Do blog do Noblat


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SESC - Férias de Janeiro

24/10


2006

Debate: Lula irônico

 

DEBATE - Ironia de Lula

A réplica de Lula:

 

- Eu conheço muita gente boa no PSDB sobre política externa, mas parece que esse pessoal não está trabalhando com você (...) O Brasil deixou de ser coadjuvante. Do blog do Noblat


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Bandeirantes novembro 2021

24/10


2006

Debate: O desafio recusado por Lula

 

DEBATE - Lula foge ao desafio

Lula disse que Alckmin gastou R$ 130 milhões em aluguel de aviões durante seu governo. Alckmin desafiou Lula a conceder junto com ele uma entrevista amanhã para provar o que ele, Lula, havia dito.  Ou seja, Alckmin disse que Lula mentiu.


Ao responder o desafio de Alckmin, Lula preferiu falar mais uma vez da preocupação de seu governo com a miséria. Do blog do Noblat


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Pousada da Paixão

24/10


2006

Debate: Lula diz que vão privatizar tudo

Lula diz:

 

- Tem história no PSDB que me levam a acreditar que vocês vão privatizar (...) É a grande oportunidade de você dizer aqui que não vai fazer e pronto. Do blog do Noblat


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